quinta-feira, 1 de setembro de 2016

O DESAFIO DAS DOENÇAS ESPIRITUAIS


O DESAFIO DAS DOENÇAS ESPIRITUAIS.


     A medicina humana  não admite a existência do Espírito, não reconhecendo, conseqüentemente, as  doenças espirituais. No passado, porém, durante séculos, o Espírito era  considerado causa de doença, principalmente na loucura onde parecia evidente seu  parentesco com o mal. Quando a Medicina começou a descobrir a fisiologia  mecanicista dos fenômenos biológicos, excluiu dos meios acadêmicos a  participação da alma, inclusive na criação dos pensamentos, que passaram a ser  vistos como "secreção" do cérebro, e as doenças mentais, como distúrbios da  química dos neurônios.
     O médico espírita  que pretender retomar, nos dias de hoje, a discussão sobre as doenças  espirituais precisa expurgar, em primeiro lugar, a "demonização" das  doenças, um ranço medieval que ainda contamina igrejas e repugna o pensamento  médico atual.
     A medicina moderna  aprendeu a ajuizar os sintomas e os desvios anatômicos, usando sinais clínicos  para fazer as classificações das doenças que conseguiu identificar. Para as  doenças espirituais, porém, fica faltando conhecer "o lado de lá" de cada  paciente para podermos dar um diagnóstico correto para cada necessitado. Já no  século XVII, Paracelso atribuía causas exteriores ou perturbações internas aos  doentes mentais, destacando os lunáticos (pela interferência das fases e  movimentos da Lua), os insanos (pela hereditariedade), os vesanos (pelo abuso de bebida ou  mau uso de alimentos) e os melancólicos (por um vício de natureza interna).
     Para as doenças  espirituais também percebemos causas externas e internas. Por enquanto, nossa  visão parcial nos permite apenas uma proposta onde constem as possíveis causas  da doença  espiritual, sem o rigor que uma avaliação individual completa  exigiria, adotando-se para tanto a seguinte classificação: doenças  espirituais auto-induzidas (por desequilíbrio vibratório e auto-obsessão), doenças espirituais compartilhadas (por vampirismo e obsessão), mediunismo e doenças cármicas.
As Doenças Espirituais  auto-induzidas



Por desequilíbrio vibratório
     O perispírito é um  corpo intermediário que permite ao espírito encarnado exercer suas ações sobre o  corpo físico. Sua ligação é feita célula a célula, atingindo a mais profunda  intimidade dos átomos que constitui a matéria orgânica do corpo físico. Esta  ligação se processa pelas vibrações de cada um dos dois corpos - físico e  espiritual - cujo "ajuste" exige uma determinada sintonia vibratória.  Como o perispírito não é prisioneiro das dimensões físicas do corpo de carne,  podendo manifestar suas ações além dos limites do corpo físico pela projeção dos  seus fluidos, a sintonia e a irradiação do perispírito são dependentes  unicamente das projeções mentais que o espírito elabora, do fluxo de idéias que  construímos. De maneira geral, o ser humano ainda perde muito dos seus dias  comprometido com a crítica aos semelhantes, o ódio, a maledicência, as  exigências descabidas, a ociosidade, a cólera e o azedume entre tantas outras  reclamações levianas contra a vida e contra todos. Como o vigiai e orai ainda está distante da nossa rotina, desajustamos a sintonia entre o corpo  físico e o perispírito, causando um "desequilíbrio vibratório".  Essa desarmonia desencadeia sensações de mal-estar, como a estafa  desproporcional e a fadiga sistemática, a enxaqueca, a digestão que nunca se  acomoda, o mau humor constante e inúmeras outras manifestações tidas como "doenças  psicossomáticas". Ainda nos dedicamos pouco a uma reflexão sobre os  prejuízos de nossas mesquinhas atitudes, principalmente em relação a um  comportamento mental adequado.
Por auto-obsessão
     O pensamento é  energia que constrói imagens que se consolidam em torno de nós. Impressas no  perispírito elas formam um campo de representações de nossas idéias. À custa dos  elementos absorvidos do fluido cósmico universal, as idéias tomam formas,  sustentadas pela intensidade com que pensamos nelas. A matéria mental constrói  em torno de nós uma atmosfera psíquica (psicosfera) onde estão representados os  nossos desejos. Neste cenário, estarão todos os personagens que nos aprisionam o  pensamento pelo amor ou pelo ódio, pela indiferença ou pela proteção, etc.  Medos, angústias, mágoas não resolvidas, idéias fixas, desejo de vingança,  opiniões cristalizadas, objetos de sedução, poder ou títulos cobiçados, tudo se  estrutura em "ideias-formas" na psicosfera que alimentamos,  tornando-nos prisioneiros dos nossos próprios fantasmas. A matéria mental produz  a "imagem" ilusória que nos escraviza. Por capricho nosso,  somos, assim, "obsedados" pelos nossos próprios desejos.
As doenças espirituais  compartilhadas
Por vampirismo
     O mundo espiritual  é povoado por uma população numerosíssima de Espíritos, quatro a cinco vezes  maior que os seis bilhões de almas encarnadas em nosso planeta. Como a maior  parte desta população de Espíritos deve estar habitando as proximidades dos  ambientes terrestres, onde flui toda a vida humana, não é de se estranhar que  esses Espíritos estejam compartilhando das nossas condutas. Podemos atraí-los  como guias e protetores, que constantemente nos inspiram, mas também a eles nos  aprisionar pelos vícios - o álcool, o cigarro, as drogas ilícitas, os  desregramentos alimentares e os abusos sexuais. Pare todas essas situações, as  portas da invigilância estão escancaradas, permitindo o acesso de entidades  desencarnadas afins. Nesses desvios da conduta humana, a mente do responsável  agrega em torno de si elementos fluídicos com extrema capacidade corrosiva de  seu organismo físico, construindo para si mesmo os germens que passam a lhe  obstruir o funcionamento das células hepáticas, renais e pulmonares,  cronificando lesões que a medicina considera incuráveis. As entidades  espirituais viciadas compartilham dos prazeres do vício que o encarnado lhes  favorece e ao seu tempo estimulam-no a nele permanecer. Nesta associação, há uma  tremenda perda de enrgia por parte do encarnado. Daí a expressão vampirismo ser muito adequada para definir esta parceria.
Por obsessão
     No decurso de cada  encarnação, a misericórdia de Deus nos permite usufruir das oportunidades que  melhor nos convém para estimular nosso progresso espiritual. Os reencontros ou  desencontros são de certa maneira planejados ou atraídos por nós para os devidos  resgates ou para facilitar o cumprimento das promessas que desenhamos no plano  espiritual. É assim que, pais e filhos, reencontram-se como irmãos, como amigos,  como parceiros de uma sociedade. Marido e mulher que se desrespeitaram, agora se  reajustam como pai e filha, chefe e subalterno ou como parentes distantes, que a  vida dificulta a aproximação. As dificuldades da vida de uma maneira ou de outra  vão reeducando a todos. Os obstáculos que à primeira vista parecem castigo ou  punição trazem no seu emaranhado de provas a possibilidade de recuperar danos  físicos ou morais que produzimos no passado.
     No decorrer de  nossas vidas, seremos sempre  ganhadores ou perdedores na grande luta da  sobrevivência humana. Nenhum de nós percorrerá essa jornada sem ter que tomar  decisões, sem deixar de expressar seus desejos e sem fazer suas escolhas. É aí  que muitas e muitas vezes contrariamos as decisões, os desejos e as escolhas  daqueles que convivem próximo a nós. Nos rastros das mazelas humanas, nós todos,  sem exceção, estamos endividados e altamente comprometidos com outras criaturas,  também exigentes como nós, que como obsessores vão nos cobrar noutros  comportamentos, exigindo-nos a quitação de dívidas que nos furtamos em outras  épocas. Persistem como dominadores implacáveis, procurando nos dificultar a  subida mais rápida para os mais elevados estágios da espiritualidade. Embora a  ciência médica de hoje ainda não a traga em seus registros, a obsessão  espiritual, na qual uma criatura exerce seu domínio sobre a outra, é, de longe,  o maior dos males da patologia humana.
Por mediunismo
     São os quadros de  manifestações sintomáticas apresentadas por aqueles que, incipientemente,  inauguram suas manifestações mediúnicas. Com muita freqüência, a mediunidade se  manifesta de forma tranqüila e é tida como tão natural que, o médium, quase  sempre ainda muito jovem, mal se dá conta de que o que vê, o que percebe e o que  escuta de diferente. Outras vezes, os fenômenos são  apresentados de forma abundante e o principiante é tomado de medos e  inseguranças, principalmente, por não saber do que se trata. Em outras ocasiões,  a mediunidade é atormentada por espíritos perturbadores e o médium se vê às  voltas com uma série de quadros da psicopatologia humana, ocorrendo crises do  tipo pânico, histeria ou outras manifestações que se expressam em dores,  paralisias, anestesias, "inchaço" dos membros, insônia rebelde, sonolência  incontrolável, etc. Uma grande maioria tem pequenos sintomas psicossomáticos e  se sente influenciada ou acompanhada por entidades espirituais. São médiuns com  aptidões ainda muito acanhadas, em fase de aprendizado e domínio de suas  potencialidades, uma tenra semente que ainda precisa ser cultivada para se  desabrochar.
Por "doenças cármicas" (compromissos adquiridos)
     A "doença cármica"  é antes de mais nada uma oportunidade de resgate e redenção espiritual. Sempre  que pelas nossas intemperanças desconsideramos os cuidados com o nosso corpo e  atingimos o equilíbrio físico ou psíquico do nosso próximo, estamos imprimindo  estes desajustes nas células do nosso corpo espiritual. É assim que, na  patologia humana, ficam registrados os quadros de "lúpus" que nos compromete as  artérias, do "pênfigo" que nos queima a pele, das "malformações" de coração ou  do cérebro, da "esclerose múltipla" que nos imobiliza no leito ou das demências  que nos compromete a lucidez e nos afasta da sociedade.
     Precisamos  compreender que estas e todas as outras manifestações de doença não devem ser  vistas como castigos ou punições. O Espiritismo ensina que as dificuldades que  enfrentamos são oportunidades de resgate, as quais, com freqüência, fomos nós  mesmos quem as escolhemos para acelerar nosso progresso e nos alavancar da  retaguarda, que às vezes nos mantém distantes daqueles que nos esperam adiante  de nós. Mais do que a cura das doenças, a medicina tibetana, há milênios atrás,  ensinava que médicos e pacientes devem buscar a oportunidade da iluminação. Os  padecimentos pela dor e as limitações que as doenças nos trazem sempre  possibilitam esclarecimento, se nos predispormos a buscá-lo. Mais importante do  que aceitar o sofrimento numa resignação passiva e pouco produtiva é tentar  superar qualquer limitação ou revolta, para promovermos o crescimento  espiritual, através desta descoberta interior e individual.
(Dr. Nubor  Orlando Facure - Neurologista-
Artigo inserido no Jornal Espírita de julho de 2004 -  www.feesp.com.br).

O Mistério do Orixá Ancestral, de frente e ajuntó


O Mistério do Orixá Ancestral, de frente e ajuntó
por Rubens Saraceni
Uma dúvida, e a que mais incomoda os umbandistas,  é sobre seu orixá. Nós sabemos que orixá ancestral não é o mesmo que orixá de frente ou ajuntó. O orixá ancestral está ligado à nossa ancestralidade e é aquele que nos recepcionou assim que, gerados por Deus, fomos atraídos pelo seu magnetismo divino.
Todos somos gerados por Deus e somos fatorados por uma de suas divindades, que nos magnetiza em sua onda fatoradora e nos distingue com sua qualidade divina.
Uns são distinguidos  com a qualidade congregadora e são fatorados pelo Trono da Fé. E, se for macho,  é o orixá Oxalá que assume a condição de seu orixá ancestral. Mas, se for fêmea, aí é a orixá Oiá que assume sua ancestralidade.
Uns  são  distinguidos  com  a  qualidade  agregadora  e  são  fatorados  pelo  Trono  do  Amor.  E,  se  forem machos,  é o orixá Oxumaré que assume a condição de seu orixá ancestral. Mas, se forem fêmeas, aí é a orixá Oxum que assume suas ancestralidades.
Uns são distinguidos com a qualidade expansora e são fatorados pelo Trono do Conhecimento. E, se forem machos, é o orixá Oxóssi que assume a condição de seu orixá ancestral. Mas, se forem fêmeas, aí é a orixá Obá que assume suas ancestralidades.
Uns  são  distinguidos  com  a  qualidade  equilibradora  e  são  fatorados  pelo  Trono  da  Razão.  E,  se  forem machos,  é  o  orixá  Xangô  que  assume  as  suas  ancestralidades.  Mas,  se forem  fêmeas,  aí  é  a  orixá  Egunitá  que assume suas ancestralidades.
Uns são distinguidos com a qualidade ordenadora e são fatorados pelo Trono da Lei. E, se forem machos,é  o  orixá  Ogum  que  assume  suas  ancestralidades.  Mas,  se  forem  fêmeas,  aí  é  a  orixá  Iansã  que  assume  suas ancestralidades.
Uns são distinguidos com a qualidade evolutiva (transmutadora) e são fatorados pelo Trono da Evolução.
E, se forem machos,  é o orixá  Obaluayê  que assume suas ancestralidades. Mas, se forem fêmeas, aí é a orixá Nanã que assume suas ancestralidades.
Uns  são  distinguidos  com  a  qualidade  geradora  e  são  fatorados  pelo  Trono  da  Geração.  E,  se  forem machos,  é  o  orixá  Omulu  que  assume  suas  ancestralidades.  Mas,  se  forem  fêmeas,  aí  é  a  orixá  Iemanjá  que assume suas ancestralidades.
Observem que não estamos nos referindo ao espírito que “encarnou” no plano material, e sim  ao ser que acabou  de  ser  gerado  por  Deus  e  foi  atraído  pelo  magnetismo  de  uma  de  suas  divindades,  que,  por  serem unigênitas (únicas geradas) transmitem naturalmente a qualidade que são em si mesmas  aos seus “herdeiros”, aos  quais  imantam  com  seus  magnetismos  divinos  e  dão  uma  ancestralidade  imutável,  pois  é  divina,  e  jamais ela  deixará  de  guiá-los  porque  a  natureza  íntima  de  cada  um  será  formada  na  qualidade  que  o  distinguiu, fatorando-o.
Alguém  pode  reencarnar  mil  vezes,  e  sob  as  mais  diversas  irradiações,  que  nunca  mudará  sua  natureza íntima.  Agora,  a  cada  encarnação  ele  será  regido  por  um  orixá  de  frente  (o  que  o  guiará  enquanto  viver  na carne) e será equilibrado por outro orixá que será o auxiliar (o ajuntó) desse orixá de frente ou da “cabeça”.
Usamos o termo “orixá da cabeça” porque ele regerá a encarnação do ser e o influenciará o tempo todo,  pois está  de  “frente”  para  ele.  Sim,  o  orixá  da  cabeça  está  à  nossa  frente  nos  atraindo  mentalmente  para  seu campo de ação e para o seu mistério, ao qual absorveremos e desenvolveremos algumas faculdades regidas por ele. Já o orixá ajuntó, este é um equilibrador do  ser e atuará através do seu emocional, hora estimulando-o e hora apassivando-o, pois só assim o ser não se descaracterizará e se tornará irreconhecível dentro do seu grupo familiar ou tronco hereditário, regido pelo seu orixá ancestral.
A dúvida dos “médiuns” e dos umbandistas se explica pela precariedade dos métodos divinatórios usados para  identificar  o  orixá  da  cabeça  e  seu  ajuntó.  Daí,  vemos  pessoas  reclamarem  que  a  cada  Babalorixá  ou Ialorixá que consultaram, cada um deu um orixá diferente a cada consulta, criando uma confusão e levando ao descrédito. Esta queixa é muito comum e não são poucos os médiuns que estão confusos, porque uma consulta diz que é filho desse orixá e outra consulta diz que é filho de outro orixá.
Nós  dizemos  isto:  na  ancestralidade,  todo  ser  macho  é  filho  de  um  orixá  masculino  e  todo  ser  fêmea  é filha de um orixá feminino.
Na ancestralidade, orixá masculino só fatora seres machos e os magnetiza com sua qualidade, fatorandoos de forma tão marcante que o orixá feminino que o secunda na fatoração só participa como apassivadora de sua natureza masculina. E o inverso acontece com os seres fêmeas, onde o orixá masculino só participa como apassivador dessa sua natureza feminina.
Portanto,  no  universo  da  ancestralidade  dos  seres  machos,  têm  sete  orixás  masculinos,  e  na  dos  seres fêmeas têm sete orixás femininos.
Têm  sete  naturezas  masculinas  e  sete  naturezas  femininas,  tão  marcantes  que  é  impossível  ao  bom observador não vê-las nas pessoas.
Saibam  que,  mesmo  que  o  orixá  da  cabeça  ou  de  frente  seja,  digamos,  a  orixá  Iansã,  ainda  assim,  por trás  dessa regência,  poderemos identificar a ancestralidade se observarem bem o olhar, as feições,  os traços, os gestos a postura  etc., pois estes sinais são oriundos da natureza íntima do ser, apassivada pela regência da encarnação, mas não anulada por ela. Certo?
E o mesmo se aplica ao orixá ajuntó, pois podemos identificá-lo nos gestos e nas iniciativas das pessoas, já que é através do emocional que ele atua.
Outra  forma  de  identificação  é  através  do  Guia  de  frente  e  do  Exu  Guardião  dos  Médiuns.  Mas  esta identificação exige um profundo conhecimento do simbolismo dos nomes usados por eles para se identificarem.
E também  nem sempre o Guia de frente ou o Exu guardião se mostram, pois preferem deixar isto para o Guia e o Exu de trabalho.
Saber interpretar corretamente o simbolismo é fundamental. Certo?
Então, que todos entendam isto:
- Orixá ancestral é aquele que magnetizou o ser assim que ele foi gerado por Deus, e o distinguiu com sua qualidade original e natureza íntima, imutáveis e eternas.
-  Orixá  de  frente  é  aquele  que  rege  a  atual  encarnação  do  ser  e  o  conduz  numa  direção  na  qual  o  ser absorverá  sua  qualidade  e  a  incorporará  às  suas  faculdades,  abrindo-lhes  novos  campos  de  atuação  e crescimento interno.
-  Orixá ajuntó é aquele que forma par com o orixá de frente, apassivando ou estimulando o ser, sempre visando seu equilíbrio íntimo e crescimento interno permanente.
Por isso também é que muitos encontram em si qualidades de vários orixás. A cada encarnação há a troca de  regência  da  encarnação.  E,  nessa  troca,  os  seres  vão  evoluindo  e  desenvolvendo  faculdades  relativas  a todos os orixás.
Afinal,  se  somos  “humanos”,  absorvemos  energias  e  irradiações,  magnetismo  e  vibrações  de  todos  eles.
Certo?

Quais as escolhas você faria??


 
 

Louvado Seja Nosso Glorioso Pai!

Há mais de dois mil anos, vinha a este mundo o próprio Governador.

Veio trazer a Fé, a Esperança, a Palavra, o Conhecimento, entre outras muitas virtudes. Através de suas obras, suas palravas, seus ensinamentos, eternizou-se no coração dos homens.

Passados vários anos de sua caminhada pela Terra, num dado momento foi perguntado a quem deveriam libertar. Se a Jesus ou a Barrabás.

Jesus com uma longa ficha de trabalhos em prol do próximo, cumpridor da profecia que dizia que o Messias havia nascido. Ele era o Messias!

Do outro lado, Barrabás, com uma ficha enormemente criminosa, com as mãos banhadas em sangue.

Jesus prometeu libertar sue povo de Roma e lava-los à terra prometida. Barrabas nada sabia senão guerrear e matar.

O povo ainda sabendo e conhecendo as obras de ambos, ainda preferiram à Barrabas.

Naquela época não havia elevação espiritual o suficiente para compreender as palavras de libertação de Cristo. O povo ainda que com os ensinamentos do Mestre do Amor, achavam que para serem libertos, o sangue de semelhantes deveria ir ao chão.

Preferiram Barrabás porque ele é quem tinha o “perfil” para tal empreitada.
 

Passados mais de dois mil anos, mesmo o povo tendo acesso fácil à história, às palavras, mesmo possuindo um mínimo de elevação espiritual, se fossem questionados hoje novamente, ainda prefeririam à Barrabás. Passado esse longo período, o homem ainda parede desconhecer a Jesus, a Deus.

Hoje, existem varias vertentes religiosas, vários cultos, varias forma de acessar a espiritualidade, mas preferem a outros valores.

- Pede conforto material a Deus, e perde a saúde para obter tal;

- Lembram-se de Deus quando necessitam de alcançar novo objetivo material. Barganham com Deus, combinando “que caso venha a acertar na mega-sena, doará parte do premio a uma instituição de caridade”. Mas pergunto: Qual percentual será a doação? Mas antes disso: só doar o dinheiro está bom? Ajuda? Sim e muito. Mas ir visitar a instituição, doar-se aos seus assistidos? Isso tem mais valor para Deus do que você imagina.

Devemos procurar a Deus através do amor. Alias, devemos buscar nossa elevação espiritual, sempre! E o melhor caminho é o do amor.

Pois pelo caminho da dor, é mais tenso. É possível alcançar a elevação através dela? Sim, mas o fazendo, apenas condiciona o espirito: “faça o bem senão...” e as coisas de Deus não mais funcionam assim hoje e, nunca funcionaram. Ao fazer o bem, quando o sentimento parte do coração, é mais prazeroso, tem outro valor.

Muitos, ao lerem (se lerem) estas linhas pensarão: Belas palavras, mas quero ver quem escreveu isto pensar da mesma forma com um chefe carrasco em cima, com o transporte publico cheio de desrespeito, trabalhando feito louco e o fim do mês receber um “mísero salario”... e por aí vais as lamentações...

Digo-vos amigo, tudo é fácil. O difícil é encarar a verdade e aceitar que boa parte da culpa é sua. Difícil mesmo é manter o equilíbrio. Vocês encarnados estão no que chamamos de “meio”, pois estão entre a Luz e as Trevas. No meio significa equilíbrio. Estão no meio para equilibrarem-se. Já dissemos outras vezes que vocês são privilegiados.

Se referindo apenas às situações cotidianas citadas acima, temos:

- O chefe: Trata-se de um cargo. Ele te cobra porque ele também é cobrado. Ele te cobra de algumas atividades. Ele é cobrado por algumas atividades também, porém, de uma responsabilidade muito maior que a sua.

Tomando por analogia uma fabrica de carros, ele cobra que um subordinado entregue “o motor”, ele cobra os pneus de outro, a elétrica de outro, sistemas automotivos modernos de outro. Mas ele é cobrado pelo chefe dele pelo carro inteiro. Não estou defendendo-os, pois sabemos que há chefes (pessoas) que ultrapassam o limite apenas por estarem num cargo acima.

Por outro lado, trata-se de um ser-humano, com responsabilidades profissionais, domesticas e pessoais como você. Antes de critica-lo, procure entende-lo. Se ainda assim, depois de tudo isso, ele ainda é de difícil convivência, saia você do comodismo e busque algo melhor, seja uma nova oportunidade noutra empresa ou ate mesmo especializando-se para ocupar o cargo de chefia dentro da instituição. Transforme!

- Transporte publico: você já analisou suas atitudes em relação ao outro? Talvez você não diga nada, mas o seu olhar em direção ao vizinho já disse tudo. E como será que ele interpretou seu olhar?

Mantenha-se equilibrado: Aguarde, dê passagem, espere a “muvuca” passar e siga. Saída de casa um pouco mais cedo, organize-se antecipadamente, tenha opções de transporte e horários... isto eu, na condição de espirito não precisava estar dizendo. É obvio demais...


Em resumo: Você consegue sim se equilibrar. É só parar de frescura.

Concordo que é difícil, mas difícil mesmo é manter o equilíbrio quando temos um ente acamado por doença seria, quando não somos nós mesmo o doente.

Quando perder sua família na guerra, nas tormentas da natureza. Neste momento recorre-se à FÉ no Pai, que a tudo vê e a todos conforta.

De outro modo, pare de dar atenção e criar problemas onde estes não existem. E, onde realmente houver peça ao Pai, não para Ele resolver, mas sabedoria para você resolver, para que você supere o desafio.

Ahhh! São tantas idas e vindas de espirito, santo tantos altos e baixos que, todos deveriam tirar de letra tudo na vida, ter abolido o egoísmo. Assim a historia seria outra!

Ate um dia meus caros!

Quando acaba um terreiro de umbanda

 
QUANDO ACABA UM TERREIRO DE UMBANDA.
Mensagem de Sr. Exu Marabô Recebida pelo médium Vanderlei Alves
 
Um terreiro de Umbanda acaba quando a vaidade é maior que a caridade;
Um terreiro de Umbanda acaba quando a fofoca e a intriga são maiores que o estudo e a disciplina;
Um terreiro de Umbanda acaba quando a maledicência fala mais alto que a beneficência;
Um terreiro de Umbanda acaba quando a atração sexual fala mais alto que a união fraternal;
Um terreiro de Umbanda acaba quando a higiene física, astral e mental não são rigorosamente observadas;
Um terreiro de Umbanda acaba quando falsos médiuns são admitidos pelo dirigente na corrente apenas com o intuito de aumentar a arrecadação financeira da casa;
Um terreiro de Umbanda acaba quando as “festas” e “homenagens” são mais importantes e concorridas que as “giras de atendimento” e “reuniões de estudo”;
Um terreiro de Umbanda acaba quando as “guias” (colares) são mais importantes que os “Guias” (mentores);
Um terreiro de Umbanda acaba quando os “pontos” são cantados sem emoção e quando os “pontos” são riscados sem noção;
Um terreiro de Umbanda acaba não porque os Guias se afastam dos médiuns, mas porque os médiuns é que se afastam dos Guias;
Um terreiro de Umbanda acaba quando se cobra o que NÃO DEVE SER COBRADO;
Um terreiro de Umbanda acaba quando NÃO SE COBRA o que deve ser cobrado;
Um terreiro de Umbanda acaba quando a “mágica” substitui a verdadeira Magia;
Um terreiro de Umbanda acaba quando o “visível” é mais importante que o invisível;
Um terreiro de Umbanda acaba quando falta a ética, o bom-senso e o respeito; Um terreiro de Umbanda acaba quando acaba a Fé, o Amor e a Verdade.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Bagunça, sujeira, cuidado!


Podemos atrair  obsessores a todo instante e de toda forma?

Sim, muitas vezes os atraímos e nem percebemos.

Uma delas é simples e nem nos damos conta...

Você tem o hábito de deixar resto de comida nos pratos? Deixa "louça e resto de comida" para depois ou para o outro dia?

Se a resposta foi sim, sabia que você pode estar atraindo espíritos que precisam da energia daquela comida (resto), sim, é energia vital para eles que estão muitas vezes alheios que não precisam mais daquilo para sobreviver, e para os que 'fazem de propósito".

Da mesma forma que espíritos sugam a energia da bebida, do cigarro e drogas para quem tem esses vícios, o mesmo acontece quando deixamos comida ou sujeiras expostos em nossa casa.

E o mesmo acontece com a arrumação de nossa casa, limpeza e organização.

Tudo deve estar muito bem asseado, arrumado, principalmente nosso quarto que é onde repomos nossa energia durante a noite enquanto dormimos.

Está com insônia, sono agitado, ou acorda mais cansado do que quando foi deitar, com sensação de que não descansou nada? Dê uma olhada em como está o local que você dorme!

Achei esse próximo texto na internet, e ele é bem esclarecedor....

O mundo físico influencia muito o nosso corpo etérico.  Em diversas crenças pelo mundo banhos e limpezas são utilizadas nos trabalhos e praticas sagradas.  Eles se lavam antes de qualquer pratica espiritual.

 
A atmosfera psíquica fica comprometida com a falta de higiene já que isso demonstra falta de higiene mental. Larvas astrais, kiumbas, obsessores,  gostam de sujeira.  Já que restos de coisas como comida, bactérias, insetos mortos, desprendem certos tipos de energias, que criam laços magnéticos de ligação com o ambiente.

 
Nada que uma boa vassoura, um rodo, pano de chão e cândida não resolva.  E disposição para arrumar a bagunça.  Depois da limpeza seria bom usar algo para purificar o ambiente astral com ritual de banimento e incenso, defumador e etc. 

 Vamos fazer uma aposta? Você faz uma faxina se você está precisando aí no seu quarto, e diga se fica cheio de disposição e energia.

Boa noite a todos!!!

Parte do texto retirado do site viagem astral.

Bebidas e Fumo na Umbanda

 

BEBIDAS E FUMO NA UMBANDA
POR RODRIGO QUEIROZ


O  fumo,  Tabaco,  é  considerado  uma  "Erva  de  Poder",  usada  há  milênios  pelos  povos  indígenas, considerado sagrado com larga utilização em seus trabalhos de cura, pajelança e xamanismo. 
"Tudo  que  é  sagrado  traz  o  divino  e  as  virtudes  para  nossas  vidas,  sempre  que  profanamos  algo  sagrado atraímos a dor e o vício." 
Assim,  o mesmo tabaco que cura em seu aspecto sagrado também vicia e traz a dor quando utilizado de forma  profana.  Industrializado  no  formato  de  cigarro,  o  fumo  traz  além  da  nicotina  mais  de  4.250  outros agentes tóxicos, prejudicial à saúde, sendo causador de  várias doenças,  o câncer entre elas. Resultado do uso profano... 
Algo  muito  parecido  acontece  com  o  Álcool  que  como  "Bebida  de  Poder"  atrai  forças  e  poderes  das divindades, também utilizado para curas. 
Dentro do conceito elemental, o fumo é o vegetal que  traz os  elementos  terra e água, quando utilizado no fumo e defumação traz os elementos ar e fogo. Resumindo, o fumo é uma defumação direcionada, que traz além do vegetal os quatro elementos básicos (terra, água, ar e fogo) para trabalhos de magia prática. 
O Sopro por si só traz efeitos terapêuticos e espirituais muito valorosos e eficazes nos trabalhos de cura e limpeza,  que  somado  ao  poder  das  ervas  é  potencializado  muitas  vezes  em  resultados  largamente  vistos durante os trabalhos de Umbanda. 
O  Álcool  é  do  elemento  água,  provindo  de  um  vegetal  (a  cana),  que  se  sustenta  na  terra,  altamente volátil no ar e considerado o "fogo líquido", de fácil combustão. 
Tanto o Fumo quanto o álcool são utilizados para desagregar energia negativa, queimar larvas e miasmas astrais e, no caso do álcool, para desinfetar e limpar no externo e no interno já que pode ser ingerido. Logo, as entidades de Umbanda  não têm vício e nem apego a esses elementos, não bebem além de alguns poucos goles e nem tragam a fumaça que é manipulada apenas. 
Alguns guias chegam a cuspir em recipientes adequados, a famosa "caixinha", que fica ao seu lado,  para neste ato evitar ao máximo a ingestão da nicotina e de outros elementos que não interessam para o trabalho e muito do que vem pela química industrial. 
O Astral tem nos ensinado muitos recursos para evitarmos  o uso de cigarros industrializados no Templo. 
No reino vegetal, temos ervas de várias propriedades, que quando combinadas e ativadas (queimadas) tornam-se grandes condutores energéticos, descarregadores, energizadores e equilibradores. 
Então, seguem algumas receitinhas: 
Façam  charutos  para  caboclos  com  as  seguintes  ervas  piladas:  sálvia,  alfazema  e  calêndula,  pode  ser enrolada na palha, o caboclo aceita esta receita que é muito boa e funciona tanto quanto um charuto bom e natural, sem a química. 
Para preto velho, faça o fumo de cachimbo com sálvia, alecrim, folha de café e urucum. 
Para  Exu,  troque  o  cigarro  comum  por  charutos  ou  cigarrilhas.  Para  Pomba  Gira,  troque  o  cigarro  por cigarrilha. Temos a opção para Exu de pilar sálvia, cravo vermelho seco e levante, e para Pomba Gira podemos usar sálvia, hibisco e rosa vermelha. Cabe a nós facilitarmos o trabalho das entidades. 
Erroneamente,  algumas  pessoas  acreditam  que  Exu  tem  que  beber  garrafas  de  "marafo"  (álcool,  água ardente, pinga), assim como baianos e outras linhas, pensam que marinheiro "enche a cara" e vem embriagado, quando sua "embriaguez" é a energia e a vibração do mar que ele traz. 
Os  Guias  manipulam  estas  bebidas  onde  temos  para  elas  o  nome  de  "curiador"  (a  bebida  correta  para cada linha de trabalho), sendo assim: 
. Caboclos bebem cerveja ou água de coco; 
. Pretos-velhos bebem café e, em alguns casos, já presenciamos utilizarem vinho; 
. Crianças bebem guaraná e suco de frutas, mas também presenciamos algumas que tomam outros tipos de refrigerante; 
. Baianos bebem água de coco ou batida de coco; 
. Boiadeiros bebem cerveja escura; 
. Marinheiros bebem rum, e alguns bebem cerveja clara; 
.  Exus  bebem  a  "marafa"  (pinga).  Alguns  bebem  uísque  ou  vinho;  embora  não  seja  comum,  já  vimos alguns que bebem cerveja; 
. Pombas-gira bebem champanhe ou sidra. 
É imprescindível o "marafo" no trabalho de Exu, mas não para beber em demasia. A bebida é usada para manipulação  magística,  é  colocada  no  ponto,  na  tronqueira,  lavam  os  instrumentos  etc.  No  caso  de  Exu,  sua vibração é mais densa, por isso pode-se antes da incorporação passar um pouco de pinga nas mãos, pés, testa e nuca, assim o médium sentirá sua vibração baixar, facilitando a conexão da incorporação. 
Se  numa  determinada  situação  é  preciso  derrubar  mais  a  vibração  orgânica  é  quando  possivelmente  a entidade toma um golinho de "marafo". Dependendo do trabalho, pode ser preciso ingerir mais, com a intenção de manipular e canalizar esta energia, nada além disso. 
Uma outra função da bebida, muito usada pelas linhas da direita, é usá-la como o "contraste", usado pela medicina tradicional. 
Quando algum problema de ordem física está ocorrendo, eles magnetizam a bebida, tal como vinho, água de  coco,  água  pura,  batida  etc.,  e  pedem  para  o  consulente  ingerir  uma  pequena  quantidade,  aí  eles conseguem visualizar outras coisas no organismo, é como um check-up mais apurado. 
Mas atenção: se tiver preto-velho virando garrafas de vinho, baianos matando litros de batida, então algo está fora da doutrina e da educação mediúnica. 
Umbanda é Luz, e onde não houver bom senso e ética, não tem Umbanda

Respeito ao Baba ou Yalorixá

 
Diante de uma imagem com uma mensagem que recebi no facebook, redigi o seguinte texto complementado aquilo que estava escrito. E creio ser esclarecedor e até mesmo confortador para muitas pessoas que estão na condição citada nela(imagem).
Sei que muitos dirão, ah! se não tá feliz por que não fecha o centro e pronto... esclareço que não é não estar feliz, e apenas, uma forma de demonstrar a quem conhece mas não tem consciência, ou ate para quem não conhece, saber que realmente vc estar na direção de uma casa de Umbanda ou Candomblé, não é tão simples e fácil como parece em dia de gira, onde as pessoas entram passam com os guias, e seguem seus caminhos. E mais ainda, para os filhos de fé, que não dão ou não tem o mínimo de respeito por aquele que de alguma forma, cuida da sua espiritualidade e o conduz da forma que aprendeu e sabe. 
 
Segue a imagem e o texto:
 
Já seria muito bom, se apenas as pessoas não inventassem mentiras, e não ficassem fazendo picuinhas com os outros! Não precisa fazer nada de especial para eu ser feliz, pois a nossa felicidade, depende de nós mesmos, essas atitudes, que encontramos em pessoas mesquinhas e muitas vezes sem escrúpulos, nos deixam chateados, mas não infelizes.
Não sou melhor que ninguém, mas o resto, nem todos estão prontos para oferecer!
Muitas pessoas e trabalhadores voluntários em centros de umbanda e candomblé, mal imaginam o que um Baba ou uma Yalorixá, ou pai e mãe de terreiro ou sacerdote ou sacerdotisa, passam para dar prosseguimento aos trabalhos espirituais de suas casas... pois por mais que tenham gente próximas de alguma forma auxiliando, jamais saberão o que nós passamos quando estamos a sós... e tudo o que pensamos, e o quanto a nossa cabeça ' rala' pra tudo, água, luz, aluguel, velas, e todos os materiais que são usados numa casa santa.... Pois nem sempre, a ajuda financeira que recebemos desses trabalhadores, é o suficiente para tudo, mas também é necessário mais que dinheiro para manter um terreiro.
É fácil ser filho de fé, chegar no terreiro na hora da gira, doar seu corpo para o guia trabalhar, e depois que termina vai pra sua casa descansar...
Não há Pai, Mãe, Baba ou Ialorixá, só na hora da gira... praticamente somos 24 horas por dia, sempre temos que correr pra atender ou socorrer um ou outro...
Mas de qualquer forma, acredito que todos, mas vou falar exclusivamente por mim, amamos estar na condição que estamos. Amamos ser instrumento de Olorum para auxiliar quem quer que nos procure, e dar apoio, puxões de orelha (mesmo eles não gostando e se melindrando com isso) nos filhos e trabalhadores e também em quem nos procura para pedir auxilio, pois sempre, de alguma forma estamos direcionando.
É isso!!!!
Parabéns a todos nós!!! E que tenhamos fé e sabedoria para continuar nesse compromisso que assumimos perante Olorum, os Orixás e as entidades de luz que vem na nossa religião trabalhar!!!!

Novos tempos - Transição


 
Aqui retornamos mais uma vez para dizer que se preparem para os tempos difíceis. O fim de uma era chegou e outra já está começando. É o alvorecer de uma nova aurora.

Imagine o passar de um grande e tenebroso inverno...e, na manhã seguinte o astro-rei surge tom toda sua força.

Desse "tranco" (de temperatura - saindo do frio para o quente imediato), criaturas perecerão, pois o choque é muito grande. Outros, no entanto, já adaptados, aguentarão e celebrarão a nova "estação" que surge.

Assim é e será este período de transição final. Muitos trancos, choques ocorrerão. É como peneirar algum material, ou seja, os que ficarem são os bons frutos, os que passarem de nada servem. Quem ficar na peneira o é merecedor de ainda permanecer nesta terra. Quem passar por ela, serão encaminhados para nova oportunidade de equilibrarem-se, porem, noutros cantos.

A guarda da Terra será renovada. Novos mistérios se abrirão a todos e, novas Divindades passaram a serem reverenciadas, no caso dos Umbandistas, novos Orixás serão apresentados, pois é a "Nova Umbanda" surgindo, desmistificada, limpa e renovada, esgotada daqueles que levaram, através de atos indignos, seu nome à lama.

Continuem firmes e fortes nos propósitos assumidos. Não é época de guerrear entre vocês. É época de silenciar e deixar os incautos passarem direto. Não é para ficarem submissos. É possível assumir posição/postura sem impor-se de maneira autoritária. Basta, para isso, ter excelentes argumentos, obtidos através dos estudos e do bom senso.

Cuidado com os olhos e língua: Embora divergentes da opinião alheia, é concordante da mesma postura daqueles que, aparentemente, não estão nem aí para nada.

Invista essa energia no amor, no apoio, na consolação, no trabalho caritativo. Canalize todo o amor à você, à sua serenidade.

Repetimos: Não vai agregar com o que vai falar, então cale-se. O momento pede equilíbrio.

Aos que ainda andam por este mundo como zumbis, acordem agora, para que não o façam somente quando meus raios e trovoes forem lançados!

Falta de constância, o mal que assola o médium


Fazemos um trabalho nos terreiros com muito amor, muita devoção e muito trabalho.
Muitas vezes não sobra tempo para pensarmos em nossas vidas em um contexto pessoal e várias situações cotidianas nos entristecem por não prestarmos a atenção devida em nós mesmos e nos negativarmos de tal forma que sentimos um grande vazio dentro de nós que não entendemos pelo tanto que trabalhamos com os nossos amados guias, mestres e mentores constantemente, ajudando aos irmãos mas esquecendo de nós mesmos.
Quando este fato se repete constantemente, as vezes por anos, perdemos a vontade de trabalhar na espiritualidade, pois temos a nítida sensação de que estamos sozinhos em nossas vidas e que nossos guias só cuidam dos outros irmãos e não de nós.
Passamos a viver a ilusão de que Umbanda é sofrimento, é solidão, é a pratica da caridade mas também é uma missão árdua e dificultosa que atrasa nossa vida e resolve a vida dos outros que procuram nossos guias.
Mas não nos atentamos que nossos guias são seres de uma luz e de um conhecimento profundos e que jamais interferem em nossas escolhas e em nossa vida se nós não nos fizermos merecedores das graças de Deus e dos Orixás.
Devemos entender que nossa vida é integralmente de nossa responsabilidade, e que é o nosso movimento, nossas atitudes e nossas ações que nos fazem merecedores do axé e das graças de Deus em nossas vidas.
Médium que não se cuida, que não vive sua vida plenamente com sua família, seus amigos ou com si mesmo, é um médium fadado a entrar em um negativismo tanto espiritual como consciencial.
Quantos projetos de vida temos, quantos sonhos e empurramos com a barriga todos eles por acharmos que trabalhando na Umbanda as coisas acontecem automaticamente, ai acendemos milhares de velas, rezamos, fazemos oferendas, mas não nos movimentamos em direção a concretização de nada!
É nosso dever como encarnados, trabalhar e buscar o que almejamos para nossas vidas!
A matéria é de nossa responsabilidade, portanto, devemos sim buscar com todas as nossas forças a concretização de nossos projetos e de nossos sonhos.
Muitas vezes nos propomos a fazer muitas coisas, com força de vontade e determinação, mas no meio do caminho perdemos o foco, assim não continuamos na luta por entendermos que não irão se concretizar nossos projetos por estarem demorando mais do que esperávamos.
Constância, foco, força e trabalho, são ferramentas essenciais para recebermos o axé necessário da espiritualidade e concretizarmos nossos sonhos e projetos!
por Marcel Oliveira - Retirado do Jornal de Umbanda Sagrada

Sexo e seus excessos



A Curiosidade.

É comum no mundo de vocês dizerem "a curiosidade matou um burro". Logo vocês entenderão.

Como dito noutra mensagem e bem sabeis, "vós sois Deus"!

O homem é capaz de gerar e criar.

Para dar um melhor entendimento, vamos pela linha do assunto que assola o mundo: O Sexo!

- Citadas diversas vezes e por várias correntes de pensamento, o sexo saudável, com sentimento, entre um homem e mulher, com o sentido de geração de vida, através deste momento, "manipulam" energias Divinas para que o ato de amor consumado pelo sexo, possa, através da união de energias Divinas Vitais do homem e da mulher, gerarem, juntos, um novo ser. Este Ser que se desenvolverá no ventre da mulher, explicando por outros termos, é o resultado do amor sublime de dois espíritos apaixonados.

Tão Divino é este momento, que, Guardiões de toda a natureza, sob o olhar da Luz Divina, isolam e protegem o local. Espíritos especialistas na manipulação de energias sutis e de processos reencarnatórios, ficam à postos, para, no momento certo, fazerem a ligação energética/espiritual do espírito reencarnante ao óvulo fecundado e, que se desenvolverá ao longo dos nove meses. Deus na sua perfeição, em amor às suas criações, ainda permite que nova guarda seja disponibilizada a partir deste momento, para a proteção do espírito que reencarnará e da integridade da mãe que o guarda no ventre. Sim, portanto, o sexo dentro destes parâmetros é Divino.

Agora, já na outra ponta da história, há o lado negativo, escuro, não da vida, mas da mente doentia de seres-humanos desregrados.

Falamos do sexo "sem compromisso". Engana-se quem usa desta terminologia para dar vazão aos seus desejos mais obscenos guardados na mente doentia.

Não falamos do que ainda não é aberto à todos. Mesmo porque, o que são os mais esclarecidos, o fizeram por mio de leituras aprofundadas e/ou falaram com entidades comprometidas com a Luz. De uma forma ou de outra, ambas fontes tem suas limitações impostas pelas Leis Divinas.

O simples fato de manterem relações sexuais por simples prazer, já afastou-se do Divino. Questionarão: Mas um homem e uma mulher que não podem ou optaram por não ter filhos, não podem se relacionarem sexualmente? Sim, claro que sim. Sexo faz bem em vários sentidos e aspectos, mas aqui ainda se restringe ao casal, ao amor e respeito que os une. Falamos dos casos em que o homem "pega" uma mulher por noite, bem como a mulher que gosta de dizer que "vai à caça". Neste processo trata-se ainda tão somente da intenção. Só a intenção já atrai companheiros trevosos que de boa índole não tem nada. Incentivam, tanto homem quanto a mulher, a darem vazão à sexualidade desregrada, à promiscuidade. Assim como espíritos que se alimentam do vapor das drogas, do álcool exalados, ambos, pelos seus usuários, há espíritos que se alimentam das energias desencadeadas pelo ato sexual, ou seja, quando o "casal" (ocasional)  está "dando uma", tem uma galera participando. O Ditado "nunca estamos sós" não é ditado, mas sim um fato. Só escolhemos a companhia.

E, dependendo de como é a índole de ambos, a conduta moral, como se portam perante à vida, a plateia é vitalícia, ou seja, se a promiscuidade for grande, for regra de vida para ambos, o "casal" ganha eternos companheiros.

Submetem-se à grades riscos, tanto no físico sob a possibilidade de contraírem doenças de vários níveis de severidade, uma vez que este tipo de comportamento, deixa bem claro que proteger-se é algo secundário. Sem falar ainda na falta de amor próprio e, na possível dor sentimental que um pode despertar no outro.

Normalmente, é a mulher que costuma abrir seu coração e enxergar "amor" onde há apenas paixão. Costuma ver um príncipe, onde há só o sapo. E, se esse "amor" não for correspondido pode, também, desencadear diversos desalinhamentos psicossomáticos.

A coisa é mais complexa do que vossa vã imaginação possa conceber.

Existem ainda, os homens que veneram e ficam cegos e seduzidos pelo belo corpo curvilíneo da mulher e há também, as  mulheres que o fazem também pelo homem, e pela imaginação do que o tamanho do órgão sexual masculino possa lhe proporcionar.

Ambos esquecem que tudo isto, lá na frente, desmorona. Corpos perdem sua beleza, órgãos sexuais deformam, em virtude de uso de drogas, visando cultuar o corpo e esquecendo do espírito. Uns nem lá na frente chegarão, pois já estão, em muito, comprometidos. Deixam se levar por venda de ideias falsas que quando acharem que acordaram, estarão até o pescoço enrolados e comprometidos.

Pior ainda é quando tudo começa pela curiosidade. Falado noutra mensagem, e que nos traz ao começo desta, existem coisas neste mundo e outras piores do lado espiritual, que jamais deveriam ser vistas e/ou acessadas a olhos despreparados e/ou curiosos.

Quando um ser humano comete agressão contra si ou contra o próximo, está caído nos mistérios da vida. Esse ser está negativado, está carregado de um negativismo que buscou, através da deturpação. Precisa, ao mesmo tempo, ser esgotado do seu negativismo e aprender a lição de que errou, pois só sentindo na carne (ou no espírito) é que lembrara de não mais cometer aquele erro.


Uma pessoa que cai nos mistérios da vida através do sexo, alias do prazer sexual, é assim que ela será esgotada.

Opa! Então a coisa é boa? Até quando você estiver gostando sim. E quando você não mais o quer sentir e você não tem mais o direito de dizer não? Imagine algo assim, você mulher viciada no sexo: Uma fila com cem homens para terem com você ou darem a você o prazer que você quer. Os dez primeiros você "leva de boa" , mas e os outros noventa? Ele não querem saber se você está exausta ou que. Eles terão o que vieram buscar. Não só uma vez, mas várias vezes. Embora, também perdidos, mas são instrumentos à serviço da Lei, mas sob outro aspecto (e para outra mensagem). A mesma coisa ocorre com o homem viciado em sexo. Só invertem os papéis. Não entraremos mais em detalhes...mas é um dos mistérios da forma que a Lei se vale para equilibrar o ser...Lá na frente, muito lá na frente, o ser estará esgotado, arrependido e terá entendido tudo que passou. Então estaria ele equilibrado. É mais ou menos quando avisamos ao nosso pequeno (filho) dizendo para que ele não faça mais determinada coisa. Do contrário ele irá apanhar. O pequeno foi avisado, uma, duas, três vezes e, para ele saber que ele ultrapassou todos os limites, levará umas boas chineladas. O pequeno lá na frente até terá vontade de cometer o mesmo erro novamente, mas lembrará dos seus limites/lição e na hora saberá que está transgredindo a "lei". Esperto e ciente do custo a ser pago, decide não levar à cabo suas intenções. Então aí, dizemos que o ser está equilibrado.

Voltando ao nosso assunto inicial, não é o Pai que nos dá o castigo. É nosso consciencial.

"Há mas eu não tinha consciência de que estava errando!" Você de imediato não tinha noção, mas seu espírito, seu corpo mental, que é eterno e que está ligado ao criador pelo mental Divino, portanto conhecedor das Leis, sim sabia.

Mas não se preocupe, o caminho de evolução é reto e certo, são vocês que teimam em querer envergá-lo. A escolha de como trilharão este caminho é da conta de cada um.

Larô-Yê!

Uma Guardiã!

(Senhora das  Sete Encruzilhadas)