terça-feira, 15 de dezembro de 2015

FUNDAMENTOS DA UMBANDA

Na existência de um Deus, Único, Onipotente e Onisciente, criador de todas as coisas, irrepresentável sob qualquer forma e adorado sob o nome de ZAMBI;

Em Entidades Espirituais, em plano superior de evolução, que não necessitam de novas reencarnações, responsáveis pela organização dos mundos e dos seres que neles habitam.

São os Orixás, Santos, Chefes de Linhas e Falanges, executores diretos da Vontade Divina. Entre eles, Oxalá, o Cristo Planetário da Terra e, como tal, primeiro na hierarquia deste planeta.

Em Guias Espirituais e Protetores, Sábios, poderosos e bondosos, porém necessitados ainda de reencarnações para seu aperfeiçoamento. São mensageiros dos Orixás e Santos;

Em Seres da Natureza e suas energias cósmicas que, manipulados com sabedoria e bondade, sob a forma de magia, auxiliam a peregrinação do homem;

Na imortalidade do espírito, sobrevivendo á morte física, a caminho da evolução;

Na reencarnação, possibilitando o aprendizado e aprimoramento do Espírito;

Na Lei do Carma, instituindo que cada ação gera uma reação;

Na necessidade do ritual como elemento mágico e disciplinador;

Na prática da mediunidade, sob as mais variadas modalidades, com o objetivo de caridade material e espiritual;

NO RESPEITO ÁS DEMAIS RELIGIÕES, porque todas constituem caminhos de progresso espiritual que conduzem a DEUS.

Mandamentos da Lei de Umbanda

1) Não faças ao próximo o que não queres que te faça.

2) Não cobice o alheio.

3) Socorra os necessitados sem perguntas.

4) Respeite todas as religiões por que vem de deus.

5) Não critiques o que não entendes.

6) Cumpra sua missão mesmo com sacrifício.

7) Defenda-te das maldades e resista ao mal.


Expressões usadas na umbanda.

Entenda o significado de algumas palavras que fazem parte do vocabulário das entidades de umbanda.

Sessão de Umbanda: Cerimônia, rituais geralmente com a finalidade de cura física e espiritual. Por meio de guias, após dança e toques, com o uso do ponto cantado e riscado, pólvora, aguardente, defumações. Também sessão de desenvolvimento, de aprendizado e aperfeiçoamento dos médiuns, sessões festivas, públicas, com toque de atabaque e danças.

Ponto de Abertura: Cântico de abertura de uma sessão.

Ponto de Chamada: Cântico que invoca as entidades para vir ao terreiro trabalhar.

Ponto de Defumação: Cantado enquanto é feita a defumação do ambiente e dos presentes.

Porteira: Entrada do templo.

Filho de Fé: Designação do médium iniciante ou não.

Firmar: Concentrar-se para a incorporação

Firmar Anjo da Guarda: Fortalecer por meio de rituais especiais e oferendas de comida votivas e orixá patrono do médium.

Gira de Caboclo: Sessão religiosa, o mesmo que gira; só que voltada somente para a linha de caboclo.

Gira: Sessão religiosa, com cânticos e danças para cultuar as entidades espirituais. Firmar Ponto: Cantar coletivamente o ponto (cântico) determinado pela entidade que vai dirigir os trabalhos para conseguir uma concentração da corrente espiritual.

Firmeza: O mesmo que segurança, conjunto de objetos com força mística (axé); que enterrados no chão protegem um terreiro e constituem sua base espiritual.

Cazuá: Terreiro, Templo, Local.

Dar Firmeza ao Terreiro: Riscar ponto na porteira, sob o altar, defumar, cantar pontos, etc. São feitas antes de uma sessão, para afastar ou impedir a entrada de más influências espirituais.

Descarregar: Livrar alguém de vibrações maléficas ou negativas.

Descer: Ato de orixá ou entidade incorporar.

Desenvolvimento: Aprendizado dos iniciados para melhoria de sua capacidade mediúnica; com a finalidade de incorporação de entidades.

Despachar: Colocar, arriar em local determinado pelos orixás ou entidades ? guias, os restos de oferendas.

Despachar Exu: Enviar exu por meio de oferendas (de bebidas, comidas, cânticos e sacrifício animal), para impedir de perturbar a cerimônia.

Despacho: Oferenda feita a exu com a finalidade de enviá-lo como mensageiro aos orixás e de conseguir sua boa vontade, para que a cerimônia a ser feita, não seja perturbada. Oferta feita por terreiros de Quimbanda com a finalidade de pedir o mal para alguém, geralmente colocado em encruzilhada.

Oferenda a exu com finalidade de desfazer trabalhos maléficos. Fundamentos: Leis de umbanda, suas crenças.

Encosto: Espírito de pessoas mortas. Que se junta a uma pessoa viva, conscientemente ou não, prejudicando-a com suas vibrações negativas.

Encruza: Local onde habitam os exus; é o cruzamento dos caminhos, vias férreas, ruas, etc.

Entidades: Seres espirituais na umbanda.

Espírito de Luz: Espírito muito desenvolvido, superior e puro.

Espírito sem Luz: Espírito inferior, pouco evoluído, apegado à matéria. Baixar: possuir por parte do orixá ou entidade, o corpo de um filho ou filha de santo.

Banda: Lugar de origem de entidade.

Burro: Termo usado pelos exus incorporados para designar o médium. Calunga Grande: Mar; oceano.

Desencarnar: Ato do espírito da pessoa deixar o corpo ? morrer.

Encarnação: Ato de vir um espírito à vida terrestre, tomando um corpo, ou voltar num corpo novo e continuar sua evolução espiritual.

Encruza: Ritual realizado pelo dirigente espiritual antes do início das sessões e que consiste em traçar cruzes com pemba na testa, nunca no peito, nas costas, na palma das mãos e na sola do pés.

Calunga Pequena: Cemitério.

Dar Passagem: Ato do orixá ou guia deixar o médium para que outra entidade nele se incorpore.

Dar passes: Até da entidade, através do médium incorporado, emitir vibrações que anulem as más influências sofridas pelos clientes, através de feitiço, olho gordo, inveja, etc. E que abrem os caminhos.

Descarga: Ação de afastar do corpo de alguém ou de um ambiente, vibrações negativas ou maléficas por meio de banhos, passes, defumação, queima ou pólvora.

Engira: O mesmo que gira ? trabalho ? sessão.

Despachar: Colocar, arriar em local determinado pelos orixás ou entidades ? guias, os restos de oferendas.

Despachar Exu: Enviar exu por meio de oferendas (de bebidas, comidas, cânticos e sacrifício animal), para impedir de perturbar a cerimônia.

Espíritos Obsessores: Espíritos sem nenhum desenvolvimento espiritual, que se apossam das pessoas, fazendo-as sentirem doentes, prejudicando-as em todos os sentidos.

Fechar a Gira: Encerrar uma sessão ou uma cerimônia em que tenha havido formação de corrente vibratória.

Fechar a Tronqueira: Fechar o terreiro às más vibrações dos quiumbas, por meio de defumação e aspersão de aguardente nos quatro cantos do local onde se realizará o culto.

Feitiço: Irradiação de forças negativas, maléficas contra alguém, despacho, objeto que contém vibrações maléficas

Firmar Porteira: Riscar a entrada do templo, um ponto especial para protegê-lo de más influências ou fazer defumação na entrada

Fundanga: Pólvora.

Guia de Cabeça: Orixá ou entidade principal do médium.

Rabo de Saia: Mulher na linguagem dos pretos velhos e exus.

Perna de calça: Homem na linguagem dos pretos velhos e exus.

Riscar Ponto: Fazer desenhos de sinais cabalísticos que representam determinadas entidades espirituais e que possuem poderes de chamamento das mesmas ou lhe servem de identificação.

Preceito: Determinação. Prescrição feita para ser cumprida pelos fiéis.

Puxar o Ponto: Iniciar um cântico. É geralmente feito por um ogã, em seguida acompanhado pelos médiuns.

Quebrar as Forças: Neutralizar o poder de qualquer feitiço seja para o bem ou para o mal.

Tomar Passe: Receber das Mãos dos médiuns em transe vibrações da entidade, as quais retiram do corpo da pessoa os males provocados por vibrações negativas, provenientes de mau olhado, encosto, castigo das entidades, etc.

Abó - banho de odor desagradável, em cuja composição entram várias ervas.

Amací - banho de ervas, feito para lavar a cabeça.

Amalá - comida que se dá aos Orixás.

Atabaque - tambor usado para acentuar o ritmo dos pontos.

Cambone ou cambono - auxiliar ou assistente do Orixá.

Carregado - cheio de maus fluídos.

Ebó - presente, oferenda.

Filho de santo - médium com batismo na Umbanda, com o Guia Identificado.

Guia - protetor do médium; colar de contas, pedra ou metal.

Mãe ou Pai pequeno - auxiliar imediata da Mãe ou Pai de Santo.

Mãe de Santo - mulher dirigente do terreiro, ou médium coroada.

Marafa ou marafo - aguardente, qualquer tipo de bebida alcoólica.Patuá - talismã usado para dar sorte ou proteção.

Pemba - giz especial com que se riscam os pontos.

Saravá - cumprimento comum e geral na Umbanda, o mesmo que ?salve?.

Toco - vela, charuto, cigarro, banco.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Lendas de Oxalá



01 Oxalufan devia ir na terra de Kùsó visitar seu filho Xangô. Antes, porém, consultou Ifá para saber se tudo correria bem durante a viagem e foi aconselhado a não negar nada a ninguém o que fosse pedido e mais ainda que levasse consigo sabão da costa, obí e três roupas brancas. Seguindo seu caminho, encontrou por três vezes Exu que lhe pediu sucessivamente para ajudá-lo a carregar na cabeça uma barriga de azeite de dendê, uma carga de carvão e outra de óleo de amêndoas. As três vezes Exu derramou o conteúdo sobre Oxalufan. Mas este sem se queixar, lavou-se e trocou as três mudas de roupas e continuou a viagem. Oxalufan havia dado de presente a Xangô um cavalo branco, o qual havia desaparecido do reinado fazia bastante tempo. Os escravos de Xangô andavam por toda parte para encontrá-lo e eis que Oxalufan passando por um mineral, apanhou algumas espigas de milho e ao mesmo tempo deparou-se com o cavalo perdido de Xangô. O cavalo também reconheceu Oxalufan e lhe acompanhou. Nesse instante, chegaram os escravos de Xangô, gritando: Olé Esim Oba, que quer dizer "ladrão do cavalo do rei". Não reconhecendo Oxalufan, deram-lhe vários golpes e em seguida jogaram-no na prisão onde permaneceu por sete anos. Enquanto isso, no reino de Xangô tudo corria mal. Xangô preocupado consultou um Babalawo que lhe revelou: "Algum inocente paga injustamente em tuas prisões". Xangô, então, ordenou que os prisioneiros comparecessem diante dele e reconheceu seu pai. Enviou então os escravos vestidos de branco até uma fonte vizinha para lavar Oxalufan, sem falar uma palavra, em sinal de tristeza. Depois, Xangô, em sinal de humildade, carregou Oxalufan nas costas de volta até o Palácio de Oxaguian. Oxaguian, muito alegre com o regresso de Oxalufan, ofereceu um grande banquete. Esse mito mostra todo o caminho seguido no ritual Águas de Oxalá.
Lendas da Iemanjá



01 Olodumaré destinou a Iemanjá os cuidados da casa de Oxalá, assim como a criação dos filhos e de todos os afazeres domésticos. Iemanjá trabalhava e reclamava de sua condição de menos favorecida, afinal, todos os outros deuses recebiam oferendas e homenagens e ela, vivia como escrava. Durante muito tempo Iemanjá reclamou dessa condição e tanto falou nos ouvidos de Oxalá, que este enlouqueceu. O ori de Oxalá não suportou os reclamos de Iemanjá até que ele ficou enfermo. Iemanjá deu-se conta do mal que fizera ao marido e, em poucos dias, utilizando-se de banha vegetal, água fresca, obi, pombos brancos e frutas deliciosas e doces, curou Oxalá que agradecido foi a Olodumaré pedir para que deixasse a Iemanjá o poder de cuidar de todas as cabeças. Desde então Iemanjá recebe oferendas e é homenageada quando se faz o bori e demais ritos à cabeça.
Lendas do  Oxum



01 Um dia Orumilá saiu de seu palácio para dar um passeio acompanhado de todo seu séquito. Em certo ponto deparou com outro cortejo, do qual a figura principal era uma mulher muito bonita. Orumilá ficou impressionado com tanta beleza e mandou Exu, seu mensageiro, averiguar quer era ela. Exu apresentou-se ante a mulher com todas as reverências e falou que seu senhor, Orumilá, gostaria de saber seu nome. Ela disse que era Iemanjá, rainha das águas e esposa de Oxalá.
Exu voltou à presença de Orumilá e relatou tudo o que soubera da identidade da mulher. Orumilá, então, mandou convidá-la ao seu palácio, dizendo que desejava conhecê-la. Depois de sua visita, Iemanjá ficou grávida e deu a luz a uma linda menina. Como Iemanjá já tivera muitos filhos com seu marido, Orumilá enviou Exu para comprovar se a criança era mesmo filha dele. Ele devia procurar sinais no corpo. Se a menina apresentasse alguma marca, mancha ou caroço na cabeça seria filha de Orumilá e deveria ser levada para viver com ele. Assim foi atestado, pelas marcas de nascença, que a criança mais nova de Iemanjá era de Orumilá. Foi criada pelo pai, que satisfazia todos os seus caprichos. Por isso cresceu cheia de vontades e vaidades e seu nome é Oxum.

02 Em uma época onde os deuses viviam na terra, existiu duas jovens irmãs: Oxum e Iansã. Oxum era deusa do ouro e da prata e tinha poderes sobre o ocultismo, Iansã por sua vez era deusa dos raios, tendo assim poderes sobre eles. Oxum carregava consigo o espelho que mostrava toda verdade oculta. Um belo dia Iansã muito curiosa, pegou o espelho e olhou, viu que era mais bonita que Oxum. Toda aldeia ficou sabendo disso e Oxum ficou muito brava. Resolveu dar uma lição em sua irmã, colocou em seu quarto outro espelho, esse mostrava o lado ruim das coisas. Iansã percebendo a troca foi novamente olhar, ficou chocada com o que viu, em vez de ver sua imagem viu um monstro horrível. Entrou numa tristeza profunda e acabou morrendo. Os deuses mais velhos descobriram a vingança de Oxum e decidiram castigá-la. Oxum carregaria Iansã em seu corpo eternamente, seis meses seria Oxum com todas suas características e os outros seis meses seria Iansã. Oxum Opará tem em uma das mãos o espelho e na outra a espada que representa Iansã, dizem que ela é uma deusa guerreira e anda ao lado de Ogum, o deus do ferro e da estrada. 
03 Oxum queria saber o segredo do jogo de búzios que pertencia a Bará e este não queria lhe revelar. Ela então procura na floresta as feiticeiras Iyá Mi. As feiticeiras perguntam a Oxum o que faz ali e ela lhes pede como enganar a Bará e conseguir o segredo do jogo de búzios. As feiticeiras a muito querendo pregar uma peça a Bará,  ensinaram toda a sorte de magias a Oxum, mas exigiram que ela lhes fizesse uma oferenda a cada feitiço realizado. Oxum concordou e foi procurar Bará. Ao chegar perto do seu reino, Bará desconfiado perguntou-lhe o que queria por ali, que ela deveria embora e que ele não a ensinaria nada. Ela então o desafia a descobrir o que tem entre os dedos. Bará se abaixa para ver melhor e ela sopra sobre seus olhos um pó mágico que ao cair nos seus olhos o cega e arde muito. Bará gritava de dor e dizia: - Eu não enxergo nada, cadê meus búzios? Oxum fingindo preocupação, respondia: - Búzios? Quantos são eles? - Dezesseis, respondeu Bará, esfregando os olhos - Ah! Achei um, é grande! - É Okanran, me dê ele. - Achei outro, é menorzinho! - É Eta-Ogundá, passa pra cá... E assim foi até que ela soube todos os segredos do jogo de búzios. Ifá o Orixá da adivinhação, pela coragem e inteligência da Oxum, resolveu-lhe dar também o poder do jogo e dividi-lo com Bará.
                                                                                                            04Logo que todos os Orixás chegaram à terra, organizavam reuniões das quais mulheres não podiam participar. Oxum, revoltada por não poder participar das reuniões e das deliberações, resolve mostrar seu poder e sua importância tornando estéreis todas as mulheres, secando as fontes, tornando assim a terra improdutiva. Olodumaré foi procurado pelos Orixás que lhe explicaram que tudo ia mal na terra, apesar de tudo que faziam e deliberavam nas reuniões. Olodumaré perguntou a eles se Oxum participava das reuniões, foi quando os Orixás lhe disseram que não. Explicou-lhes então, que sem a presença de Oxum e do seu poder sobre a fecundidade, nada iria dar certo. Os Orixás convidaram Oxum para participar de seus trabalhos e reuniões, e depois de muita insistência, Oxum resolve aceitar. Imediatamente as mulheres tornaram-se fecundas e todos os empreendimentos e projetos obtiveram resultados positivos. Oxum é chamada Iyalodê, título conferido à pessoa que ocupa o lugar mais importante entre as mulheres da cidade.
Lenda dos Ibejis



Existiam num reino dois pequenos príncipes gêmeos que traziam sorte a todos. Os problemas mais difíceis eram resolvidos por eles; em troca, pediam doces balas e brinquedos. Esses meninos faziam muitas traquinagens e, um dia, brincando próximos a uma cachoeira, um deles caiu no rio e morreu afogado. Todos do reino ficaram muito tristes pela morte do príncipe. O gêmeo que sobreviveu não tinha mais vontade de comer e vivia chorando de saudades do seu irmão, pedia sempre a Orumilá que o levasse para perto do irmão. Sensibilizado pelo pedido, Orumilá resolveu levá-lo para se encontrar com o irmão no céu, deixando na terra duas imagens de barro. Desde então, todos que precisam de ajuda deixam oferendas aos pés dessas imagens para ter seus pedidos atendidos.
Lendas do Xapanã



01 Os povos que Olorun criou e deu vida brigavam por um pedaço de terra. Muitas pessoas morriam, para que seus líderes pudessem conquistar extensões maiores para seu reinado. Os limites, para esses guerreiros, eram insuperáveis, e as guerras não tinham mais fim. Xapanã não entendia o motivo destas guerras, já que Olorun havia criado a terra para todos. Indignado com essa situação, resolveu mostrar a eles que a vida é o maior tesouro que alguém pode ter. O poderoso Orixá traçou, então, com seu cajado, um grande círculo no chão, no centro dos conflitos. Colocou dentro dele todo tipo de doença existente. Todo guerreiro, que por ali passasse, iria contrair algum tipo de doença. De fato, foi o que aconteceu. Muitas pessoas adoeceram, inclusive os líderes dos exércitos. Só isso conseguiu por fim às guerras. As doenças se transformaram em epidemias, deixando populações inteiras à beira da morte. Um Babalawô revelou o mau presságio, pedindo a todos que refletissem sobre o que estava acontecendo, por culpa deles próprios. Xapanã havia mandado essas mazelas para a terra, a fim de mostrar que, enquanto temos saúde e uma vida plena, não devemos nos preocupar excessivamente com coisas materiais. Assim, os que aceitaram esses desígnios e fizeram oferendas, conforme explicou o Babalawô, conseguiram livrar-se de suas enfermidades e restabelecer sua dignidade.
Lenda de Obá



Obá vivia em companhia de Oxum e Iansã, no reino de Oyó, como uma das esposas de Xangô, dividindo a preferência do reverenciado Rei. Obá percebia o grande apreço que Xangô tinha por Oxum, que mimosa e dengosa, atendia sempre a todas as preferencias do Rei, sempre servindo e agradando aos seus pedidos. Ela resolveu então, perguntar para Oxum qual era o grande segredo que ela tinha, para que levasse a preferencia do amor de Xangô, uma vez que Iansã andava sempre com o Rei em batalhas e conquistas de reinados e terras, pelo seu gênio guerreiro e corajoso e Obá era sempre desprezada e deixada por último na lista das esposas de Xangô. Oxum então, matreira e esperta, falou que seu segredo era em como preparar o amalá de Xangô, principal comida do Rei. Obá, como uma menina ingênua, escutou e registrou todos os ingredientes que Oxum falava e que eram de extrema importância para a realização de tal culinária, sendo que por fim, Oxum falou que além de tudo isso, tinha cortado e colocado uma de suas orelhas na mistura do amalá para enfeitiçar Xangô, sendo que nesse momento ela usava um pano amarrado a cabeça, escondendo suas orelhas. Obá agradeceu a sinceridade e em grande sinal de amor pelo seu Rei, preparou um grande amalá, e por fim cortou uma de suas orelhas colocando na mistura e oferecendo à Xangô como gesto de seu sublime amor. Xangô ao receber a comida, percebeu a orelha de Obá na mistura, e bravejou e gritou.Continuava então a guerra entre Oxum e Obá, só que agora muito mais séria, Xangô como não aguentava mais tanta discussão, resolve matar ambas, que saem correndo pelo mato, transformando-se em rios. E hoje nota-se que o encontro entre os rios Oxum e Obá, na África, são revoltos.
Lenda de Ossanhe



Ifá foi consultado por Orumilá que estava partindo da terra para o céu indo apanhar todas as folhas. Quando Orumilá chegou ao céu Olódùmaré disse: - Eis todas as folhas que queria pegar. O que fará com elas? Orumílá respondeu que iria usá-las para beneficio dos seres humanos, e todas as folhas que ele estava pegando, ele carregaria para a Terra. Quando chegou no meio do caminho entre o céu e a terra, ele encontrou Ossanhe e perguntou: - Ossanhe onde vai? -Vou ao céu, vou buscar folhas e remédios. Orumilá disse que já havia ido buscar as folhas no céu e ele poderia fazer remédios com elas, porém não conhecia seus nomes. Foi Orumilá quem deu nome a todas as folhas, e disse pra Ossanhe que carregasse todas as folhas para a terra. Foi assim que Orumilá entregou todas as folhas para Ossanhe e também ensinou a ele o nome das folhas apanhadas junto com todo o poder delas, o qual ele guardava em uma cabaça pendurada em um galho de árvore.  Um dia Xangô se queixou a sua mulher Iansã, que só Ossanhe conhecia o segredo de cada uma das folhas e que os demais Orixás estavam no mundo sem possuir nenhuma planta. Iansã levantou sua saia e agitou-a, um vento violento começou a soprar e derrubou a cabaça de Ossanhe no chão quebrando-a.
Ele, ao perceber o que aconteceu, gritou: -Ewê Ô! (Oh! As folhas! As Folhas!), mas não pôde impedir que os demais Orixás pegassem as folhas e as dividisse entre eles. Porém os Orixás não tinham o conhecimento das ervas e até hoje precisam de Ossanhe para usá-las em seus rituais, ficando seu segredo a salvo.

Lendas de Odé Otim



01 Okê, rei da cidade de Otã, tinha uma filha. Ela nascera com 4 seios e era chamada de Otim. O rei Okê adorava sua filha e não permitia que ninguém soubesse de sua deformação. Este era o segredo de Okê, este era o segredo de Otim. Quando Otim cresceu, o rei aconselho-a a nunca se casar, pois um marido, por mais que a amasse, um dia se aborreceria com ela e revelaria ao mundo seu vergonhoso segredo. Otim ficou muito triste, mas acatou o conselho do pai. Por muitos anos, Otim viveu em Igbajô, uma cidade vizinha, onde trabalhava no mercado. Um dia, um caçador chegou ao mercado, e ficou tão impressionado com a beleza de Otim, que insistiu em casar-se com ela. Otim recusou seu pedido por diversas vezes, mas, diante da insistência do caçador, concordou, impondo uma condição: o caçador nunca deveria mencionar seus quatro seios a ninguém. O caçador concordou, e impôs também sua condição: Otim jamais deveria por mel de abelhas na comida dele, porque isso era seu tabu. Por muitos anos, Otim viveu feliz com o marido. Mas como era a esposa favorita, as outras esposas sentiram-se muito enciumadas. Um dia, reuniram-se e tramaram contra Otim. Era o dia de Otim cozinhar para o marido; ela preparava um prato de milho amarelo cozido, enfeitado com fatias de coco, o predileto do caçador. Quando Otim deixou a cozinha por alguns instantes, as outras sorrateiramente puseram mel na comida. Quando o caçador chegou em casa e sentou-se para comer, percebeu imediatamente o sabor do ingrediente proibido. Furioso, bateu em Otim e lhe disse as coisas mais cruéis, revelando seu segredo. A novidade espalhou-se pela cidade como fogo. Otim, a mulher de quatro seios, era ridicularizada por todos. Otim fugiu de casa e deixou a cidade do marido. Voltou para sua cidade, Otã, e refugiou-se no palácio do pai. O velho rei a confortou, mas ele sabia que a noticia chegaria também a sua cidade. Em desespero, Otim fugiu para a floresta. Ao correr, tropeçou e caiu. Nesse momento, Otim transformou-se num rio, e o rio correu para o mar. Seu pai, que a seguia, viu que havia perdido a filha. Lá ia o rio fugindo para o mar. Querendo impedir o Rio de continuar sua fuga, desesperado, atirou-se ao chão, e, ali onde caiu, transformou-se em uma montanha, impedindo o caminho do rio Otim para o mar. Mas Otim contornou a montanha e seguiu seu curso. Okê, a montanha, e Otim, o rio, são cultuados até hoje em Otã. Odé, o caçador, nunca se esqueceu de sua mulher.
03 Na cidade de Ifé realizavam-se festividades e rituais por ocasião das colheitas. Os sacerdotes da aldeia, fugindo aos seus costumes, não realizavam as oferendas obrigatórias para três das maiores bruxas conhecidas: as Iyá Mi Oxorongás. Esse ato imperdoável precisava de uma boa punição. Foi assim que elas enviaram um enorme pássaro para assombrar aquela aldeia. A ave ficou pousada no telhado do palácio, de onde podia avistar toda a cidade. Um clima de medo e mau agouro espalhou-se entre os moradores, que não sabiam o que fazer para acabar com aquele terrível monstro. Oferendas foram realizadas para as Oxorongás, mas sem resultado. Era tarde demais para isso. Foi então que alguns caçadores se apresentaram para matar o pássaro das bruxas, mas foram todos derrotados. O último caçador possuía apenas uma flecha, e era a última esperança de livrar a aldeia da morte. Esse caçador era Odé. Sua mãe, que estava longe daquele lugar, teve um mau presságio com relação a ele e consultando um Babalawô, teve a confirmação do que já sabia: seu filho corria grande perigo. Foram necessárias muitas oferendas para que a missão de Odé fosse executada com perfeição e, graças a isso, Odé pôde matar o pássaro com sua única flecha, livrando sua aldeia da aniquilação. Desde então, vem sendo venerado por esse povo.
04 Conta-se que Odé era irmão de Ogum e de Bará, todos os três filhos de Iemanjá. Bará era indisciplinado e insolente com sua mãe e por isso ela o mandou embora. Os outros dois filhos se conduziam melhor. Ogum trabalhava no campo e Odé caçava na floresta das vizinhanças, de modo que a casas estava sempre abastecida de produtos agrícolas e de caça. Iemanjá, no entanto, andava inquieta e resolveu consultar um babalaô. Este lhe aconselhou proibir que Odé saísse à caça, pois se arriscava a encontrar Ossanhe, aquele que detém o poder das plantas e que vivia nas profundezas da floresta. Odé ficaria exposto a um feitiço de Ossanha para obrigá-lo a permanecer em sua companhia. Iemanjá exigiu então, que Odé renunciasse a suas atividades de caçador. Este, porém, de personalidade independente, continuou sua incursões à floresta. Ele partia com outros caçadores, e como sempre faziam, uma vez chegados junto a uma grande árvore (ìrokò), separavam-se, prosseguindo isoladamente, e voltavam a encontrar-se no fim do dia e no mesmo lugar. Certa tarde, Odé não voltou para o reencontro, nem respondeu aos apelos dos caçadores. Ele havia encontrado Ossanhe e este lhe dera para beber uma poção onde foram maceradas certas folhas, como amúnimúyè, cujo nome significa "apossa-se de uma pessoa e de sua inteligência", o que provocou em Odé uma amnésia. Ele não sabia mais quem era nem onde morava. Ficou, então, vivendo na mata com Ossanhe, como predissera o babalaô. Ogum, inquieto com a ausência do irmão, partiu à sua procura, encontrando-o nas profundezas da floresta. Ele o trouxe, mas Iemanjá não quis receber o filho desobediente. Ogum revoltado pela intransigência materna recusou-se a continuar em casa. Odé voltou para a companhia de Ossanhe, e Iemanjá desesperada por ter perdido seus filhos, transformou-se num rio, chamado Ògùn (não confundir com Ogum Orixá).




Lendas do Xangô


01 Xangô era rei de Oyó, terra de seu pai; já sua mãe era da cidade de Empê, no território de Tapa. Por isso, ele não era considerado filho legítimo da cidade. A cada comentário maldoso Xangô cuspia fogo e soltava faíscas pelo nariz. Andava pelas ruas da cidade com seu oxé, um machado de duas pontas, que o tornava cada vez mais forte e astuto onde havia um roubo, o rei era chamado e, com seu olhar certeiro, encontrava o ladrão onde quer que estivesse. Para continuar reinando, Xangô defendia com bravura sua cidade; chegou até a destronar o próprio irmão, Dadá, de uma cidade vizinha para ampliar seu reino. Com o prestigio conquistado, Xangô ergueu um palácio com cem colunas de bronze, no alto da cidade de Kossô, para viver com suas três esposas: Oyá, amiga e guerreira; Oxum, coquete e faceira e Obá, amorosa e prestativa. Para prosseguir com suas conquistas, Xangô pediu ao Babalaô de Oyó uma fórmula para aumentar seus poderes; este entregou-lhe uma caixinha de bronze, recomendando que só fosse aberta em caso de extrema necessidade de defesa. Curioso, Xangô contou a yansã o ocorrido e ambos, não se contendo, abriram a caixa antes do tempo. Imediatamente começou a relampejar e trovejar; os raios destruíram o palácio e a cidade, matando toda a população. Não suportando tanta tristeza, Xangô afundou terra adentro, retornando ao orun.
Rei, muito temido e respeitado. Gostava de exibir sua bela figura, pois era um homem muito vaidoso e adorava mostrar seus poderes de feiticeiro, sempre experimentando sua força. Em certa ocasião, Xangô estava no alto de uma montanha, testando seus poderes. Em altos brados, evocava os raios, desafiando essas forças poderosas. Sua voz era o próprio trovão, provocando um barulho ensurdecedor. Ninguém conseguia entender o que Xangô pretendia com essa atitude, ficando ali por muito tempo, impaciente por não obter resposta. De repente, o céu se iluminou e os raios começaram a aparecer. As pessoas ficaram impressionadas com a beleza daquele fenômeno, mas, ao mesmo tempo, estavam apavoradas, pois nunca tinham visto nada parecido. Xangô, orgulhoso de seu extremo poder, ficou extasiado com o acontecimento. Não parava de proferir palavras de ordem, querendo que o espetáculo continuasse. Foi, então, que, do alto de sua vaidade, viu a situação fugir ao seu controle. Tentou voltar atrás, implorando aos céus que os raios, que cortavam a Terra como poderosas lanças, desaparecessem. Mas era impossível - a natureza havia sido desafiada, desencadeando forças incontroláveis!
02 Xangô correu para sua aldeia, assustado com a destruição que provocara.
Quando chegou perto do palácio, viu o erro que cometera. A destruição era total e, para piorar a situação, todos os seus descendentes haviam morrido. Ao ver que o rei estava muito perturbado, seu próprio povo tentou consolá-lo com a promessa de reconstruir a cidade, fazendo tudo voltar ao que era antes. Xangô, sem dar ouvidos a ninguém, foi embora da cidade. Ele não suportou tanta dor e injustiça, retirando-se para um lugar afastado, para acabar com sua vida. O rei enforcou-se numa gameleira. Iansã, quando soube da morte de seu marido, chorou copiosamente, formando o rio Niger. Ela, que tinha conhecimento do reino dos eguns, foi até lá para trazer seu companheiro da morte, que veio envolto em panos brancos e com o rosto coberto por uma máscara de madeira, pois não podia ser
reconhecido por Ikú, o Senhor da Morte. Xangô ressurge dos mortos, tornando-se um ser encantado. 
Lenda do Ogum


Ogum lutava sem cessar contra os reinos vizinhos. Ele trazia sempre um rico espólio em suas expedições, além de numerosos escravos. Todos estes bens conquistados, ele entregava a Odúduá, seu pai, rei de Ifé. Ogum continuou suas guerras. Durante uma delas, ele tomou Irê e matou o rei, Onirê e o substituiu pelo próprio filho, conservando para si o título de Rei. Após instalar seu filho no trono, Ogum voltou a guerrear por muitos anos. Quando voltou a Irê, após longa ausência, ele não reconheceu o lugar. Por infelicidade, no dia de sua chegada, celebrava-se uma cerimônia, na qual todo mundo devia guardar silêncio completo. Ogum tinha fome e sede. Ele viu as jarras de vinho de palma, mas não sabia que elas estavam vazias. O silêncio geral pareceu-lhe sinal de desprezo. Ogum, cuja paciência é curta, encolerizou-se. Quebrou as jarras com golpes de espada e cortou a cabeça das pessoas. A cerimônia tendo acabado, apareceu, finalmente, o filho de Ogum e ofereceu-lhe seus pratos prediletos: caracóis e feijão, regados com dendê, tudo acompanhado de muito vinho de palma. Ogum, arrependido e calmo, lamentou seus atos de violência, e disse que já vivera bastante, que viera agora o tempo de repousar. Ele baixou, então, sua espada e desapareceu sob a terra. Ogum tornara-se um Orixá.
Lendas da iansã

01 Ogum foi fazer uma caça e quando estava com um búfalo na mira de sua arma para derruba-lo, a pele do animal se abre e ele vê Oyá. Linda, ricamente vestida e cheia de ornamentos que valorizavam a sua beleza e sensualidade. Ela pega a pele do búfalo, esconde-a em um formigueiro e sai dirigindo-se para a cidade. Ogum a seguiu e completamente dominado pela sua beleza lhe propõe casamento, que não foi aceito por Oyá. Ogum, em seguida, retorna ao local onde a viu pela primeira vez e pegando a pele de búfalo a guarda para si mesmo, retornando para a cidade. Ele estava determinado a ter a seu lado Oyá e não se daria por vencido. Quando Oyá descobriu o roubo da pele volta à cidade e encontra Ogum esperando por ela, ela o acusa e exige o que é seu. Ogum finge não entender nada e Oyá sente que tem que se render e aceitar a proposta, mas impõe condições: Ninguém nunca poderia saber o seu segredo, ele nunca deveria revelar a ninguém. Ogum aceitou os termos e casaram-se, porém Ogum não estava sozinho, ele tinha outras mulheres que ficaram com ciúmes da bela Oyá e decidiram tomar uma atitude. Elas iriam embebedar Ogum com vinho de palma para dizer-lhes o segredo de Oyá. Então ele contou ser dela um chifre de animal, a pele e os cascos. Oyá fingiu que não era seu, mas quando deixada sozinha, correu até o local e vestindo seus pertences, a força do animal e a raiva vieram a tona e ela atacou e matou as outras mulheres. Desapontada com a traição de Ogum e sua falta de confiança, chorando de raiva por ele ter revelado seu segredo e decepcionada pretendia voltar para a floresta, mas seus filhos a chamavam de volta. Ela então pegou seus chifres e deu-lhes, dizendo-lhes que se eles se precisassem da ajuda dela, era somente bater uns nos outros e ela iria surgir a partir do vento para defendê-los. 


02 Iansã vivia feliz com Ogum pois os dois tinham muitas coisas em comum, como o gosto pela guerra e o desejo de desbravar novos lugares. Gostavam da companhia um do outro, sentindo-se em harmonia. Iansã gostava muito de vê-lo trabalhar em seu oficio de ferreiro, tentando aprender como ele confeccionava suas armas e ferramentas. Ela pedia insistentemente que lhe fizesse uma arma para guerrear.
Um dia, Ogum a surpreendeu, oferecendo-lhe uma espada curva, que era ideal para seu uso. Isso a agradou muito, tanto que, mais tarde, todo seu exército estava usando esse mesmo tipo de arma. Porém Ogum não a levava em suas batalhas, deixando-a sozinha e entediada. Sem falar no tempo que gastava em seus afazeres de ferreiro. Iansã adorava a liberdade, mas, ao mesmo tempo, não dispensava uma boa companhia. Começou a sentir-se rejeitada por ele. Foi nesse momento que Xangô, o grande rei, foi procurar Ogum, pois precisava de armas para seu exército. Ele era muito atraente e cuidadoso com sua aparência. Era impossível não notar sua presença. Ogum, aceitando o pedido, começou a produzir armas para Xangô, que tinha muita urgência. Ficaria na aldeia o tempo necessário para o término do serviço. Xangô também notou a presença de Iansã, sentindo uma grande atração por ela. Com seu jeito de ser, aproximou-se dela para trocar conhecimentos a respeito de suas habilidades. Descobriram, nessas conversas, que possuíam muitas afinidades, inclusive que não gostavam de viver isolados, assim como Ogum. Iansã estava muito interessada em Xangô e em tudo o que estava aprendendo com ele, mas não queria magoar Ogum, a quem respeitava muito. Xangô propôs-lhe uma união eterna, sem monotonia, sem solidão, viajando sempre juntos por toda a terra. Seria uma união perfeita. Quando Ogum terminou seu trabalho, os dois já haviam partido. Ele ficou enfurecido com a traição de ambos, mesmo sabendo que sua companheira não podia ficar cativa para sempre e partiu atrás deles para vingar sua desonra! Iansã estava vindo ao seu encontro, para explicar-lhe que não poderia mais ficar com ele, pois Xangô a completava, mas que iria respeitá-lo sempre como grande Orixá da guerra. Ogum estava tão enfurecido, que não ouviu o que ela dizia, e foi com grande fúria que investiu contra ela, erguendo sua espada. Iansã, em defesa própria, também o atacou. Ela foi golpeada em nove partes do seu corpo e Ogum em sete, formando curas. Esses números ficaram muito ligados a esses Orixás, assim como as curas, que foram introduzidas nos rituais africanos.


03 Oxaguiã estava em guerra, mas a guerra não acabava nunca, tão poucas eram as armas para guerrear. Ogum fazia as armas, mas fazia lentamente. Oxaguiã pediu a seu amigo Ogum urgência, mas o ferreiro já fazia o possível. O ferro era muito demorado para se forjar e cada ferramenta nova tardava como o tempo. Tanto reclamou Oxaguiã que Iansã, esposa do ferreiro, resolveu ajudar Ogum a apressar a fabricação. Iansã se pôs a soprar o fogo da forja de Ogum e seu sopro avivava intensamente o fogo, consequentemente aumentado derretia o ferro mais rapidamente. Logo Ogum pode fazer muitas armas e com as armas Oxaguiã venceu a guerra e veio então agradecer Ogum. Mas na casa de Ogum, enamorou-se de Iansã. Um dia fugiram Oxaguiã e Iansã, deixando Ogum enfurecido e sua forja fria. Quando mais tarde Oxaguiã voltou à guerra e quando precisou de armas muito urgentemente, Iansã teve que voltar a avivar a forja. E lá da casa de Oxaguiã, onde vivia, Iansã soprava em direção à forja de Ogum. E seu sopro atravessava toda a terra que separava a cidade de Oxaguiã da de Ogum. E seu sopro cruzava os ares e arrastava consigo pó, folhas e tudo o mais pelo caminho, até chegar às chamas com furor. E o povo se acostumou com o sopro de Iansã cruzando os ares e logo o chamou de vento. E quanto mais a guerra era terrível e mais urgia a fabricação das armas, mais forte ela soprava a forja de Ogum. Tão forte que às vezes destruía tudo no caminho, levando casas, arrancando árvores, arrasando cidades e aldeias. O povo reconhecia o sopro destrutivo de Iansã e o povo chamava a isso tempestade.
Lendas do Bará



01 Bará, sabedor de que uma rainha fora abandonada pelo esposo, procurou-a, entregou-lhe uma faca e ordenou-lhe que cortasse alguns fios da barba do rei, dizendo: - Traga- me esses fios de barba que lhe farei um amuleto que trará seu marido de volta. Mas Bará também procurou o filho do rei, e disse ao príncipe que o rei iria partir para uma guerra e pedia seu comparecimento à noite, ao palácio acompanhado dos seus guerreiros. Finalmente, Bará foi ao rei e disse: - A rainha, magoada com sua frieza, deseja matá-lo para se vingar. Cuidado esta noite! E a noite veio. O rei deitou-se, fingiu dormir e viu, logo depois a rainha aproximar uma faca na sua garganta. Ela seguia as instruções do Bará, e queria apenas um fio da barba do rei, mas ele acreditou que a esposa deseja sua morte e ambos lutaram. O príncipe que chegara ao palácio com seus guerreiros , escutou os gritos e correu aos aposentos dos pais. Chegando e vendo o rei com a faca na mão, pensou que ele queria matar sua mãe. Por seu lado, o rei, ao ver o filho chegar com seus guerreiros, acreditou que eles desejavam matá-lo. Gritou socorro. Sua guarda acudiu e houve grande luta, o massacre foi generalizado.


03 Um belo dia, numa dessas festas, os Orixás começaram a sentir falta da alegria que a música trazia. As cerimônias ficavam muito mais bonitas ao som dos tambores. Novamente, eles se reuniram e resolveram pedir a Bará que voltasse a animar as festas, pois elas estavam muito sem vida. Bará negou-se a fazê-lo, pois havia ficado muito ofendido quando sua animação fora censurada, mas prometeu que daria essa função para a primeira pessoa que encontrasse. Logo apareceu um homem, de nome Ogan. Bará confiou-lhe a missão de tocar tambores e entoar cânticos para animar todas as festividades dos Orixás. E, daquele dia em diante, os homens que exercessem esse cargo seriam respeitados como verdadeiros pais e denominados Ogans.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Rezas traduzidas para o Português 



Bará
T - (Legba recolhe a alegria)
R -(Legba recolhe a alegria)
T -(Legba divirta-se com Ogum)
R -(Legba divirta-se com Ogum)
T - (Legba venha divertir-se)
R - (Exu fecha o caminho para o mal)
T - (Eterno bloqueador do mal)
R - (Eterna faca que usa o corpo)
T - (Reverencio ao Exu)
R - Bàrà !
T - (Exu de fora)
R - Bàrà!
T - (Exu do caminho)
R - Bàrà!
T - (Dono da rua, Exu)
R - (Dono do caminho, rei do corpo, Exu)
T - (Exu encontramos no caminho, surpreende no caminho, Exu encontramos nos caminhos do mundo)
R - (Exu encontramos no caminho, surpreende no caminho, Exu encontramos nos caminhos do mundo)
T - (Aos outros sempre fazemos uma estátua, ele é reverenciado, Exu encontramos no caminho criando)
R - (Aos outros sempre fazemos uma estátua, ele é reverenciado, Exu encontramos no caminho criando)
T - (Exu é minha coroa, faz-me bem)
R - (Bará é minha coroa, faz-me bem)
T - (Exu é minha coroa, faz-me bem Bará)
R - (Bará é minha coroa, faz-me bem)
T - (Exu, abre o caminho para nós)
R - (Exu, abre o caminho para o Orixá)
T - (Exu, abre o caminho em quatro)
R - (Exu como o elefante, abre o caminho em quatro direções)
T - (Oh! Eternamente, você é forte Bará! Não fuja da luta, não fuja da luta e briga, pois é eterno e forte Bará! )

R - (Oh! Eternamente, você é forte Bará! Não fuja da luta, não fuja da luta e briga, pois é eterno e forte Bará! )
T - (Exu-Bará você atrai o dendê)
R - (Eternamente, você é forte Bará)
T - (Vamos, vamos)
R - (Vamos, você que atrai!)
T - (Exu-Bará é violento, Exu-Bará é violento, eu clamo a violência do Bará, dono da atração e do dendê)
R - (Violento é Bará, o violento! Eu clamo ao Bará dono da atração e do dendê!)
T - (Exu chega a transformar, eu faço um acordo ao Bará: Exu venha dançar que eu o respeito e o elogio)
R - (Exu chega a transformar, eu faço um acordo ao Bará: Exu venha dançar que eu o respeito e o elogio)
T - (Bará, grande falador, nos escute Exu dos caminhos. Bará
menino, vem nos ensinar, vem abrir, retorna de onde começa a luta, Bará que atrai nos caminhos)
R - (Bará, grande falador, nos escute Exu dos caminhos. Bará
menino, vem nos ensinar, vem abrir, retorna de onde começa a luta, Bará que atrai nos caminhos)
T - (Pai Exu-Bará limpe, dono de bênçãos)
R - (Deva golpear e limpar Bará-Exu, corte, golpeie e limpe)
T - (Bará deslize-se, devore e preencha, use a armadilha. Pai, o ofereço akassá, Bará lhe ofereço uma armadilha [para caçar]. Bará deslize-se, devore, preencha, use a armadilha. Bará, ponha com sigilo a armadilha que o ofereço)
R - (Coma o ecó e use a armadilha)
T - (Bará, ponha com sigilo a armadilha que lhe ofereço)
R - (Coma o akassá, use a armadilha)
T - (Pai dos seres da noite)
R - (Pai dos seres da noite)
T - (Exu guardião, guardião do poder retorna, oh! Você logo está na casa)
R - (Exu guardião, guardião do poder retorna, oh! você logo está na casa)
T - (Oh! Vem, abre matando com um golpe!)
R - (Vem, abre matando com um golpe continuamente)
T - (Exu Bará vá triunfar, que tremam de medo no caminho, Bará Exu vá triunfar que tremam de medo no caminho, Exu que tremam de medo)
R - (Bará Exu que tremam de medo no caminho, Exu que tremam no caminho. Bará na colina, Bará Exu, Bará Exu que tremam de medo no caminho)
T - (Bará que pode se dividir como os signos do Ifá, sempre faz o caminho, regressa e benze senhor do látego)
R - (Bará que pode se dividir como os signos do Ifá, sempre faz o caminho, retorna e benze senhor do látego)
T - (Bará que pode se dividir como os signos do Ifá, vem correndo recolher as recompensas e as ervas)
R - (Bará que pode se dividir como os signos do Ifá, vem correndo recolher as recompensas e as ervas)
T - (Oh! Bará, ampara, ampara, eu te agradeço)
R - (Bará, eu em minha jornada pela vida, recolho os prêmios e grito, vem, eu te agradeço!)
T - (Senhor do látego divida-se como os signos do Ifá)
R - (Venha com a cabaça, use o corpo)
T - (Termine senhor da dança, termine, calcule o chamado à dança)
R - (Termine e se recolha Exu Legba, termine, senhor da dança)
T - (Oh Legba!)
R - (Força que luta)
T - (Elevado, sempre faça e ensine )
R - (Força que luta)
T - (Te divida como os signos do Ifá, sempre chega recolhendo prêmios, recolhendo riquezas e lucros. Te divida como os signos do Ifá, sempre dono do castigo)
R - (Te divida como os signos do Ifá, sempre chega recolhendo prêmios, recolhendo riquezas e lucros. Te divida como os signos do Ifá, sempre dono do látego)
T - (Ogum adiante o encontramos, Ogum faz o bem)
R - Ògún!
T - (Oh! Exu, abre o caminho me limpando, oh! Bará abre o caminho para os Orixás)
R - (Oh! Exu, abre o caminho me limpando, oh! Exu abre o caminho para os Orixás)
T - (Exu cria abertura de caminho, faz a viagem que nós fazemos a oferenda)
R - (Exu cria a abertura de caminho para a oferenda)

Ogum

T - (Ogum do começo como os signos de Ifá, Ogum do começo engrandecido)
R - (Ogum do começo como os signos de Ifá, desde o começo engrandecido)
T - (Ogum gosta do trabalho hoje como amanhã Ogum)
R - (Ogum gosta do trabalho hoje como amanhã Ogum)
T - (Ogum usa a plantação, usa minha plantação!)
R - (Espírito rogo, use o corpo)
T - (Ogum, nós lhe vemos ao longe)
R - (Ogum, nós lhe vemos ao longe)
T - (Não caímos, temos Ogum)
R - (Espírito de luz, não caímos, temos Ogum, espírito de luz!)
T - (Xangô chega, aparece, oh! Vem lutar para Ogum, vem lutar para separar os preguiçosos [os que se sintam])
R - (Xangô chega, aparece, oh! Vem lutar para Ogum, vem lutar para separar os preguiçosos)
T - (Você, Ogum do rio, do céu, vem e não ensine a violência a seus seguidores que vem do caminho pra dançar, vem lutar me encontrando!)
R - (Você, Ogum do rio, do céu, vem e não ensine a violência a seus seguidores que vem do caminho pra dançar, vem lutar me encontrando!)
T - (Família do Ogum do rio, do céu!)
R - (Nós a vemos, família do Ogum do rio, do céu)
T - (Oh! O carvão cobre o campo, peregrinação celestial, instrumento, trono de bênção!)
R - (Oh! O carvão cobre o campo, peregrinação celestial, nosso instrumento de elevação à bênção!)
T - (Ogum forja o ferro, retorna a matar, recolhe as pedras sagradas, recolhe o viajante. Ogum forja o ferro e retorna, Orixá de cabeça e marido)
R - (Ogum forja o ferro, retorna a matar, recolhe as pedras sagradas, recolhe o viajante. Ogum forja o ferro e retorna, Orixá de cabeça e marido)
T - (Ogum, nós lhe batemos cabeça)
R - (Vem beber um gole, vem beber coisas boas)
T - (Ogum vem, me encontre e me limpe)
R - (Vem beber um gole, vem beber coisas boas)
T - (Ogum, rei do Irê, sempre luta pelo ferreiro)
R - (Ogum de longe protege o caminho e a liberdade)
T - (Ogum, rei do Irê, sempre luta pelo chefe do povo)
R - (Ogum de longe protege o caminho e a liberdade)
T - (Protege, protege)
R - (Ogum de longe protege o caminho e a liberdade)
T - (Ogum, coroa respeitada)
R - (Coroa que mata, Ogum limpa as coisas boas)
T - (Facão respeitado)
R - (Coroa que mata, Ogum limpa o que é bom)
T - (Ogum, do começo do caminho soluciona os problemas, rogamos-lhe que o faça)
R - (Ogum, do começo do caminho soluciona os problemas, rogamos-lhe que o faça)
T - (Ogum dança do começo)
R - (Ogum manifesta-te)
T - (Ogum se redime, vem recolher a oferenda)
R - (Ogum se redime, vem preparar a oferenda)
T - (Minha riqueza chega do começo, espírito de luz)
R - (Minha riqueza chega do começo, espírito de luz)
T - (Ogum chega do começo, Ogum)
R - (Minha riqueza chega do começo, espírito de luz)
T - (Pensador completo, vem Ogum possuidor de bênção, hoje se redime, vem te mantendo do lado de fora, vem Ogum sempre pra casa)
R - (Pensador completo, vem Ogum possuidor de bênção, hoje se redime, vem te mantendo do lado de fora, vem Ogum possuidor de bênçãos)
T - (Ogum me submete)
R - (Ao corpo venha Ogum possuidor bênçãos)
T - (Ogum a se submeter venha sempre)
R - (Ao corpo venha Ogum possuidor bênçãos)
T - (Ao corpo lhe falta a coroa, venha não se descuide)
R - (Ao corpo lhe falta a coroa, que chegue Ogum)
T - (Venha não se descuide )
R - (Ao corpo lhe falta a coroa, que chegue Ogum)
T - (Ogum é minha coroa)
R - (Do começo minha coroa me atraiu)
T - (Você é minha coroa)
R - (Do começo minha coroa me atraiu)
T - (Ogum te aproxime ao corpo do viajante)
R - (Ogum te aproxime ao corpo do viajante)
T - (Pensador completo, vem Ogum possuidor de bênção, hoje se redime, vem te mantendo do lado de fora, vem Ogum possuidor de bênçãos)
R - (Pensador completo, vem Ogum possuidor de bênção, hoje se redime, vem te mantendo do lado de fora, vem Ogum possuidor de bênçãos)
T - (Enche o povo)
R - (Você escolhe, nós rogamos que salve quem escolhe para a luta)
T - (Ogum corta e visita, nós elogiamos ruidosamente a Ogum, encontrando-o entre a multidão, Ogum passa soberbo)
R - (Repara nossa coroa precipitadamente)
T - (Não se desvie, não se desvie Ogum, chegue resistente, venha e não desvie-se)
R - (Não se desvie, não se desvie Ogum, chegue resistente, venha e não desvie-se)
T - (Chegue resistente Ogum, venha, passe soberbo, Ogum chegue resistente)
R - (Chegue resistente Ogum, venha, passe soberbo, Ogum chegue resistente)
T - (Dispara, lança, dispara, corre com as dificuldades, Ogum dança desde o começo do caminho, corre com as dificuldades)
R - (Dispara, lança, dispara, corre com as dificuldades, Ogum dança desde o começo do caminho, corre com as dificuldades)
T - (Ogum se divide em sete)
R - (O corpo de Ogum se divide em sete na cidade do Irê)
T - (Desde hoje ocupa, constrói, corta ervas, dono da manhã)
R - (Usa o monopólio Ogum, constrói uma história)
T - (Ogum mata, repara, rápido Ogum vai, Ogum hoje repara, você corta para o grupo de pessoas)
R - (Mata, repara, rápido Ogum vai, Ogum hoje repara, você corta para o grupo de pessoas)
T - (Ogum te aproxime ao corpo do viajante)
R - (Ogum te aproxime ao corpo do viajante)
T - (Ogum chega com tenacidade ao mundo)
R - (Ogum chega com tenacidade e protege o caminho)
T - (Ogum hoje repara, dono do poder e da oferenda)
R - (Ogum chega com tenacidade e protege o caminho)
T - (Ogum nós lhe rogamos Ogum trabalhador, Ogum trabalhador)
R - (Ogum nós lhe rogamos Ogum, nós os trabalhadores, Ogum)
T - (Ogum corta sempre, corta sempre, sua alteza real dono da espada)
R - (Ogum corta sempre, corta sempre, sua alteza real dono da espada)
T - (Ogum a faca de folha larga lhe atrai para sempre, apareça)
R - (Chegue eternamente Ogum, atraído pela faca de folha larga, para sempre apareça)
T - (Chegue eternamente Xangô, chegue a limpar)
R - (Chegue eternamente Xangô, chegue a limpar, chegue eterno, apareça)
T - (Ogum hoje repara, Ogum usa seu impulso)
R - (Vem, sempre corta o cansaço pouco a pouco Ogum,  você usa impulso)
T - (Ogum é rei de Irê, Ogum usa seu impulso, Ogum cria, usa a luta, amaldiçoa, enfeitiça, Ogum cria e usa a luta com o espírito de luz)
R - (Ogum é rei de Irê, Ogum usa seu impulso, Ogum cria, usa a luta, amaldiçoa, enfeitiça, Ogum cria e usa a luta com o espírito de luz)
T - (Ogum, chega possuidor de bênçãos, use Ogum a bênção, a bênção chegue força possuidora de bênçãos, Ogum use a bênção)
R - (Ogum, chega possuidor de bênçãos, use Ogum a bênção, a bênção chegue força possuidora de bênçãos, Ogum use a bênção)
T - (Rogamos que nos salve de ser apanhados pela luta, rogamos que nos salve de ser apanhados pelo cansaço)
R - (Rogamos que nos salve de ser apanhados pela luta na distância)
T - (Na distância)
R - (Valente em luta difícil)
T - (Usa meu corpo que treme de medo, não destrua meu corpo, não destrua meu corpo Ogum)
R - (Completamente pensa-o, medita-o, não destrua meu corpo, não destrua meu corpo Ogum)
T - (Ogum dança do começo)
R - (Ogum manisfesta-te)

Iansã

T - (A comida feita com pipoca, a comida nós cozinhamos sempre, comida cozinhamos, chega e utiliza-a Oiá)
R - (A comida feita com pipoca, a comida nós cozinhamos sempre, comida cozinhamos, chega e utiliza-a Oiá)
T - (Ela de repente come um pouco de comida)
R - Oya!
T - (Oiá cozinha, come um pouco de comida)
R - Oya!
T - (Oiá mata, rompe a mata, aparece e corta)
R - (Ela de repente come um pouco de comida com feitiço, Oiá rompe a mata, aparece e corta)
T - (Venha não se desvie, não se desvie, consiga alegria, cozinhe, corte, encontre e consiga alegria)
R - (Venha não se desvie, não se desvie, consiga alegria, cozinhe, corte, encontre e consiga alegria)
T - (Na sua cozinha sempre tem trabalho)
R - (Oiá amarra seu marido lhe cozinhando ensopado)
T - (Na sua cozinha, Oiá tem trabalho)
R - (Oiá amarra seu marido lhe cozinhando ensopado)
T - (Oiá tem boa sorte, na sua cozinha recolhe-o, olhe, chega Ogum)
R - (Oiá tem boa sorte, na sua cozinha recolhe-o, olhe, chega Ogum)
T - (Na sua cozinha recolhe-o, olhe, chega Ogum)
R - (Oiá tem boa sorte, vem a coroa, vem)
T - (Oiá não cobre a cabeça)
R - (Ensopado na cozinha se vê em opulência)
T -  (Cheio de sabor e o povo chega)
R - (Serve um jarro de água, é salvação espiritual)
T - (Proprietária das águas te regozije, proprietária das águas que vão dividindo-se, vem sempre e junta, junta os prêmios, lentamente vem, aparece)
R - (Proprietária das águas te regozije, proprietária das águas que vão dividindo-se, vem sempre e junta, junta os prêmios, vem, aparece)
T - (Nós a vemos Iansã, o dano [feitiço] vai desviar espírito de luz, você conhece a origem do feitiço e luta com quem o enviou)
R - (Nós a vemos Iansã, o dano vai desviar espírito de luz, você conhece o origem do feitiço e luta com quem o enviou)
T - (Oiá com a vara golpeia o povo, à Iansã a gente faz oferenda)
R - (Oiá com a vara golpeia o povo, à Oiá a gente faz oferenda)
T - (Vem sempre se manifestando, sempre se manifestando chega da montanha)
R - (Nós a vemos Iansã, o feitiço vai desviar)
T - (Ogum quanto, quanto perigo chega?)
R - (Nós a vemos Iansã, o feitiço vai desviar)
T - (Hoje repara, golpeia nossos inimigos)
R - (Vemos-lhe reparando hoje, faça-o com a espada)
T - (Oh!Golpeia nossos inimigos)
R - (Vemos-lhe reparando hoje, faça-o com a espada)
T - (Oh! Golpeia meus inimigos)
R - (Vemos-lhe reparando hoje, faça-o com a espada)
T - (Que a injustiça se desvie do nosso rio, chegue Oiá, que o ofensa se desvie do rio nosso, chegue Oiá. Iansã-Oiá chame-a, que a injustiça se desvie do nosso rio, chegue Oiá)
R - (Que a injustiça se desvie do nosso rio, chegue Oiá, que o ofensa se desvie do rio nosso, chegue Oiá. Iansã-Oiá chame-a, que a injustiça se desvie do nosso rio, chegue Oiá)
T - (Que a injustiça se desvie do nosso rio, chegue Oiá, que a ofensa se desvie do rio nosso, chegue Oiá. Que a espada venha reparar a maldição e a ofensa apartando-nos! Ah nosso rio Oiá, chega!)
R - (Que a injustiça se desvie do nosso rio, chegue Oiá, que a ofensa se desvie do rio nosso, chegue Oiá. Que a espada venha reparar a maldição e a ofensa apartando-nos! Ah nosso rio Oiá, chega!)
T - (A tradição faz com que exista a coroa!)
R - (Coroa vem ao mundo)
T - (Afrouxemos nossos corpos para o banho)
R - (Coroa vem ao mundo)
T - (O espírito eterno recolhe Iansã, nós lhe agradecemos a riqueza que recolhemos continuamente e que aumenta dançando)
R - (O espírito eterno recolhe Iansã, nós lhe agradecemos a riqueza que recolhemos continuamente e que aumenta dançando)
T -(Ogum salva e corta, retorna Iansã)
R - (Oiá recolhe completamente meu espírito)
T - (Iansã pode levantar e matar com sua voz [o som do vento])
R - (A senhora mata!)
T - (Ogum corta, pode matar o corpo)
R -  (O senhor mata!)
T - (Iansã divide Ogum)
R - (A senhora mata!)
T - (Ogum divide Iansã)
R - (O senhor mata!)
T - (Ogum afasta a morte, por favor)
R - (O senhor mata!)
T - (Brandamente, lentamente como isto não!)
R - (Oiá brandamente, lentamente como isto não!)
T - (Ogum chama a estabelecer a amizade)
R - (Uma amizade completa)
T - (Cuida que caia água do alto de seu peito, logo a água no lar se usa, nos visite Oiá)
R - (Cuida que caia água do alto de seu peito, logo a água no lar usa, nos visite Oiá)
T - (Oiá corta o trovão, estreita o relâmpago)
R - (Oiá chega à plantação, Oiá tem trabalho)
T - (Ensina a jovem a fazer o ecó, você tem que ensinar as tarefas
femininas)
R - (Oiá chega à plantação, Oiá tem trabalho)
T - (Ê Oiá)
R - (Ê Oiá)
T - (Por favor! Vida, Oiá)
R - (Por favor! Vida, Oiá)
T - (Usa o corpo Ogum, usa o corpo, passa ao trabalho e pensa em solução)
R - (Usa o corpo Ogum, usa o corpo, passa ao trabalho e pensa em solução)
T - (Ogum dono de vida)
R - (Usa o corpo Ogum, usa o corpo)
T - (Usa o corpo Ogum, você que tem Oiá)
R - (Oiá proprietária de bênçãos)
T - (Oiá não me faça ir logo ao céu, rogo que me cuide)
R - (Oiá não me faça ir logo ao céu, rogo que me cuide)
T - (Força que pode transformar a mulher com voz de Orixá no céu, chega)
R - (Força que pode transformar a mulher com voz de Orixá no céu, chega)
T - (Vem do mar conhecer sua força selvagem, vem do grande mar fazer o festejo, o poder que está abraçando, aparece e faz festa Oiá, sempre te manifestando por todos lados, nos cuide)
R - (Vem do mar conhecer sua força selvagem, vem do grande mar fazer o festejo, o poder que está abraçando, aparece e faz festa Oiá, sempre te manifestando por todos lados, nos cuide)
T - (Oiá chega ao povo logo, no céu roga e cuida, Oiá chega logo ao povo)
R - (Oiá chega logo ao povo)
T - (No céu roga e cuida)
R - (Oiá chega logo ao povo)
T - (Oh! Use o poder de sua jarra medicinal, repare sempre, use o poder de sua jarra medicinal repare e que assim seja!)
R - (Oh! Use o poder de sua jarra medicinal, repare sempre, use o poder de sua jarra medicinal repare e que assim seja!)
T - (Chega Oiá da plantação com o carvão medicinal)
R - (Chega Oiá da plantação com o carvão medicinal)
T - (Oiá da plantação)
R - (Solução, remédio!)
T - (Você nasce, abre-te e te divide!)
R - (Oiá não corte a boa sorte)
T - (Xangô tem Oiá)
R - (Na distância pequena deixa seu rastro)
T - (Oiá, Oiá, Oiá tem sua morada no rio, corre, retorna que tem sua morada no rio)
R - (Oiá, Oiá, Oiá tem sua morada no rio, corre, retorna que tem sua morada no rio)
T - (Não entende que tem um marido caçador? Não entende que tem um marido que sabe o que é ter Oiá? Oiá retorna com ele, faça-o!)
R -(Não entende que tem um marido caçador? Não entende que tem um marido que sabe o que é ter Oiá? Oiá retorna com ele, faça-o!)
T - (Lutador acabe com a guerra, um inimigo desconhecido tem Oiá, um inimigo desconhecido a tem)
R - (Lutador acabe com a guerra, um inimigo desconhecido tem Oiá, um inimigo desconhecido a tem)
T - (Que Oiá tenha boa sorte, que escape e volte)
R - (Por favor Oiá, rogamos que faça vento)
T - (Oiá escape e volte)
R - (Por favor Oiá, rogamos que faça vento)
T - (O sacerdote de Xangô se inclina rápido em louvor a Oiá que chega do campo com Aganju, sua alteza à casa, o sacerdote do Xangô se inclina em louvor)
R -  (O sacerdote do Xangô se inclina em louvor rápido a Oiá que chega do campo com Aganju, sua alteza à casa, o sacerdote do Xangô se inclina em louvor)
T - (Oiá não estenda para fora seu barulho [trovão], consiga, recolha e use)
R - (Oiá não estenda para fora seu barulho, consiga, recolha e use)
T - (Vemos Iansã desmanchando o feitiço, de repente o remédio chega à Oiá)
R - (Vemos Iansã desmanchando o feitiço, de repente o remédio chega à Oiá)
Xangô

T - (Chega dono do céu Xangô, facão que corta e desaparece, pai você surpreende, edita as leis, aparece)
R - (Chega dono do céu Xangô, facão que corta e desaparece, pai você surpreende, edita as leis, aparece)
T - Alárun dê! (Chega dono do céu)
R - (Xangô, facão que corta e desparece)
T - (Pai você edita as leis e aparece)
R - (Xangô, facão que corta e desparece)
T - (Baixamos o rosto, reverenciamos sua alteza e a coroa)
R - (Baixamos o rosto, reverenciamos sua alteza e a coroa)
T - (Nas alturas)
R - (É instrumento que corre e corta [o raio])
T - (Nosso senhor sobe à árvore de grandes folhas no bosque sagrado, você que atrai o que tem Orixá, sobe à árvore do bosque, você que atrai a limpar as oferendas)
R - (Senhor que observa de tão alto, que não escape o covarde de ser atraído à violência do Orixá)
T - (Julga o que viola a tradição, que não escape o covarde de ser atraído à violência do Orixá)
R - (Senhor que observa de tão alto, que não escape o covarde de ser atraído à violência do Orixá)
T - (Aganju me ensine também o caminho de cumprir a tradição de minha cabeça, a cumprir os juramentos, ensina me a cumprir a tradição de ter a cabeça do Xangô)
R - (Aganju me ensine também o caminho de cumprir a tradição de minha cabeça, a cumprir os juramentos, ensina me a cumprir a tradição de ter a cabeça do Xangô)
T - (Justiça para mim Aganju, que sempre faça e tenha honra, que sempre saiba a verdade que me beneficia Xangô Aganju, que sempre faça e tenha honra)
R - (Justiça para mim Aganju, que sempre faça e tenha honra, que sempre saiba a verdade que me beneficia Xangô Aganju, que sempre faça e tenha honra)
T - Crave meus inimigos)
R - (Sempre tem trabalho e honra)
T - (Oh elevado, sempre dono da coroa)
R - (Força de longe)
T - (Retorna engrandecido)
R - (De longe você retorna engrandecido)
T - (Para a festa anual espiritual de passagem tem tambor)
R - (Para a festa anual espiritual tem Xangô)
T - (Adornado com contas sagradas roga pela cabeça)
R - (Trovão com contas sagradas, roga pela cabeça, trovão)
T - (Aganju leão, te manifeste)
R - (Aganju leão, te manifeste no corpo)
T - (No corpo te manifeste, recolhe e ampara o filho [noviço], cuida-o)
R - (Você que é rei da casa te manifeste no corpo, recolhe e ampara o filho)
T - (Quem chama é Xangô)
R - (O pilão e o caminho estão chamando, você logo encontra o
pilão)
T - (Evita os empecilhos e traga nossa bênção espírito do tambor, corre, corre e nos salve)
R - (Evita os empecilhos e traga nossa bênção espírito do tambor, corre, corre e nos salve)
T - (Chega o toque do tambor)
R -(Esse é o caminho, que chegue o toque do tambor)
T - (Xangô é o que recolhe a colheita no monte, usa sua colheita para aumentar o fogo. Pai, use esse fogo para que aumentem nossos bens)
R - (Ah! Por favor, vida, vida)
T -(Chega o que enche o povo, chega Xangô sua alteza real ao mundo, bem vindo sua alteza real ao mundo!)
R - (Chega o que enche o povo, chega Xangô sua alteza real ao mundo, bem vindo sua alteza real ao mundo!)
T - (Chega e nos preenche!)
R - (Trovão, chega e preenche tudo, chega e preenche)
T - (Trovão chega e preenche)
R - (Trovão, chega e preenche tudo, chega e preenche)
T - (Por favor retorna vodum Sovo)
R - (Sem embarcação, o que passará na inundação? Deve nadar sem embarcação? O que acontecerá?)
T - (O vodum Sovo está chegando!)
R - (Conquistador, dono do céu chegue ao mundo, à vida, conquistador, dono do céu, chegue)
T - (Chega e nos preenche!)
R - (Conquistador, dono do céu chegue ao mundo, à vida, conquistador, dono do céu, chegue)
T - (Sovo dono do céu, chega Sovo dono do céu, passa resistente e chega)
R - (Sovo dono do céu, chega Sovo dono do céu, passa resistente e chega)
T - (Oh dono dos tambores batá! Oh! Sua alteza está chegando!)
R - (Oh dono dos tambores batá! Oh! Sua alteza está chegando!)
T -(O tambor sempre nos alegra, o tambor sempre nos alegra, estende as mãos abertas dando passo ao Aganju que aparece com sua palma estendida pesando a verdade e nos alegrando)
R -(O tambor sempre nos alegra, o tambor sempre nos alegra, estende as mãos abertas dando passo ao Aganju que aparece com sua palma estendida pesando a verdade e nos alegrando)
T - (Sua alteza domina o mundo, filho da cabaça com contas, filho reconhecido)
R - (Sua alteza domina ao mundo, filho da cabaça com contas, filho reconhecido)
T - (Saudamos o espírito para que não haja luta com ele)
R - (Por favor, com licença!)
T - (Filho respeitoso!)
R - (Eternamente eu respeito a vida, ao filho respeito sempre na vida)
T - (Domina o mundo!)
R - (Sua alteza!)


**** Toque Alujá ****


T - (Senhor da dança do tambor, nós recolhemos a queda do raio, temos que fazê-lo cair, devemos fazer com que caia)
R - (Senhor da dança do tambor, nós recolhemos a queda do raio, temos que fazê-lo cair, devemos fazer com que caia)
T - (Coroa cai, cai!)
R - (Temos que fazer cair)
T - (Temos que fazer cair, lança um grito ensurdecedor [trovão])
R - (Temos que fazer cair uma porção do espírito)
T - (Dono do comércio)

Odé Otim

T - (O instrumento de bênção de cauda de búfalo sem cabelos demora em dar benefício ao filho, senhor do remédio que beneficia, chamamos-lhe)
R - (O instrumento de bênção de cauda de búfalo sem cabelos demora em dar benefício ao filho, senhor do remédio que beneficia, chamamos-lhe, senhor do remédio, nós sempre chamamos o benefício)
T - (Eu tenho o remédio que é Odé, eu tenho o remédio que é Odé)
R - (O instrumento de benção de cauda de búfalo não tem cabelos, eu tenho o remédio que é Odé)
T - (Odé você apanha os inimigos)
R - (Otim deve solicitar a Odé)
T - (Otim deve solicitar a Odé que apanhe os inimigos)
R - (Otim deve solicitar a Odé que apanhe os inimigos)
T - (Odé lutador que faz tremer, que domina e submete o búfalo que reconhece Odé e reconhece Otim [suas forças] recolhe o que é bom, lutador que domina e submete)
R -  (Odé lutador que faz tremer, que domina e submete o búfalo que reconhece Odé e reconhece Otim recolhe o que é bom, lutador que domina e submete)
T - (Oh! O búfalo reconhece Odé e Otim recolhendo o que é bom)
R - (Lutador que faz tremer, submete e domina)
T - (Odé me console)
R - (Odé me console)
T - (Odé me console, aplica medicina, usa seu filho)
R - (Me console e aplica medicina usando seu filho)
T - (Nós respeitamos Odé)
R - (O corpo protege, vem Odé)
T - (Vamos para casa?)
R - (Toma sua própria decisão sobre voltar para casa)
T - (Que do alto apareça a boa sorte, chama que apareça a bênção)
R - (Ah por favor! Que do alto apareça a boa sorte, chama)
T - (A erva tromba de elefante salva, usa a erva tromba de elefante e a erva espanta morto, nós nos banhamos com elas)
R - (A erva tromba de elefante salva, usa a erva tromba de elefante e a erva espanta morto, nós nos banhamos com elas)
T - (Otim por favor, vida!)
R - (Por favor, vida!)
T - (Otim, nós vamos)
R - (Nós vamos)
T - (Otim, segue pelo caminho o Exu)
R - (Nós vamos)
T - (Odé, filho feito no bosque, nos pomos de pé)
R - (Odé, filho feito no bosque, nos pomos de pé)
T - (Começa a proteger de fora a colheita, me preencha e me premie, começa a proteger de fora)
R - (Começa a proteger de fora a colheita, me preencha e me premie, começa a proteger de fora)
T - (Nos eleve para as recompensas, nos eleve)
R - (Vamos, sobe para o topo, para cima)
T - (Odé faz com que eu sempre tenha valentia, me faça um espírito de luz)
R - (Te impulsione, te manifesta, chega, faz com que eu sempre tenha valentia, me faça um espírito de luz)
T - (Dono de remédios para cuidar)
R - (Dono de remédios para cuidar)
T - (Você desperte a ajuda comunitária)
R - (Deve despertar a ajuda comunitária)
T - (Deve despertar a ajuda comunitária e ir)
R - (Deve despertar a ajuda comunitária e ir à luta)
T - (Odé seja generoso comigo)
R - (Me premie com a medicina)
T - (O prêmio como recompensa, corta e luta)
R - (Nossos sons sempre fundem e lhe vemos espírito de luz)
T - (Odé é sua bênção, Odé é minha benção, vem rápido, visita logo, no alto da montanha o dono da faca trabalha por tudo ao redor, aumenta a vigilância)
R - (Odé é sua bênção, Odé é minha benção, vem rápido, visita logo, no alto da montanha o dono da faca trabalha por tudo ao redor, aumenta a vigilância)
T -  (Encontra, rompe, repara, passa, constrói, chega, surpreende, rompe mas não o corpo, calcula a luta Odé)
R - (Encontra, reconhece o corpo, encontra ao filho, surpreende, rompe mas não o corpo, calcula a luta Odé)
T - (Não tem filho, não tem que esforçar-se em nascer)
R - Otìn
T -(Tem caminho e poder, você pode servir, pode viver na pedra)
R - (Tem caminho e poder, você pode servir, pode viver na pedra)
T - (Odé e Otim retornem, solicitem passagem, Otim retorna e solicita a Odé que apanhe os inimigos)
R - (Odé e Otim retornem, solicitem passagem, Otim retorna e solicita a Odé que apanhe os inimigos)
T -(Você separa, inclina-te, corta e expande, deve se redimir)
R - (Você separa tudo, separa, inclina-te, corta, expande, vem se redimir, separa tudo)
T - (Odé é minha recompensa)
R - (Odé da carne cuide [que não falte])
T - (Generoso comigo)
R - (Odé da carne cuide)

Ossanhe
T - (Nos ampara que nos esforçamos, enche que nós encontramos água)
R - (Que se perca o feitiço ao vir, que se perca o inimigo desconhecido)
T - (Venha queimar senhor, use o fogo pai, o filho suplica ao senhor que use o fogo, pai)
R - (Deve queimar senhor, use o fogo pai, o filho suplica ao senhor que use o fogo, pai)
T - (Ossanhe crie o conhecimento aumentando-o)
R - (Nós sempre que o vemos festejamos, espírito de luz)
T - (Sorrimos com desprezo assim, assim)
R - (Nós sempre que o vemos festejamos, espírito de luz)
T - (Ossanhe deixe para trás o problema com uma solução que sempre festejarei)
R - (Ossanhe deixe para trás o problema com uma solução que sempre festejarei)
T - (Te manifeste e venha exaltado festejar)
R - (Te manifeste e venha exaltado festejar, carrega e trabalha)
T - (Nos exaltamos e podemos festejar, carregamos e trabalhamos. Ossanhe chega, sempre carrega, corta e trabalha)
R - (Nos exaltamos e podemos festejar, carregamos e trabalhamos. Ossanhe chega, carrega, corta e trabalha)
T- (A cabeça prevalece)
R - (Encontre-a, reconhece-a com um pequeno corte)
T - (A cabeça firme)
R -(Encontre-a, reconhece-a com um pequeno corte)
T - (Me cure, faz um remédio, um remédio)
R - (Me cure, faz um remédio, um remédio)
T - (Que o filho encontre boa sorte no caminho)
R - (Que o filho encontre boa sorte no caminho, boa sorte)
T - (Ossanhe age e faz teu o ensino)
R - (Faz teu o ensino, age ensinando)
T - (Entidade de cura vem ó chamado, ensina a curar a enfermidade)
R - (Entidade de cura vem ó chamado, ensina a curar a tristeza)
T - (Abra o caminho com o rabo de cavalo, as ervas e a faca. Usando o corpo, entre)
R - (Abra o caminho com o instrumento de rabo de cavalo, as ervas e a faca. Usando o corpo, entre)
T - (Ensine tomando-me seu tempo)
R - (Ensine tomando-me seu tempo)
T - (Chegue sempre trabalhando com o instrumento de rabo de cavalo)
R - (Ossanhe chegue sempre trabalhando com o instrumento de rabo de cavalo)
T - (Entidade de cura vem ó chamado, ensina a afastar a enfermidade, chega)
R - (Entidade de cura vem ó chamado, ensina rápido)
T - (Entidade de cura vem ó chamado, ensina, faz meu trabalho)
R - (Entidade de cura vem ó chamado, ensina rápido)
T - (Ossanhe limpe a bruxaria empurrando-a, limpe a bruxaria empurrando-a, pai. Jogue-a no grande rio)
R - (Ossanhe limpe a bruxaria empurrando-a, limpe a bruxaria empurrando-a, pai. Jogue-a no grande rio)
T - (Ossanhe te manifeste, vem minha coroa, me faça bem e me protege)
R - (Ossanhe te manifeste, vem minha coroa, me faça bem e me protege)
T - (Sacerdote de Ossanhe, não falte espírito!)
R - (Ossanhe existe!)
T - (Ossanhe corre e leva as ervas, macere-as, transforme-as, corre e leva as ervas)
R - (Ossanhe corre e leva as ervas, macere-as, transforme-as, corre e leva as ervas)
T -(Ossanhe deve buscar a bebida, pegue a bebida que vem procurá-lo)
R - (Ossanhe deve buscar a bebida, pegue a bebida que vem procurá-lo, deve buscar a bebida)
T - (Ossanhe faz o bem, pesquisa profundamente, Xapanã tem que fazer o bem, pesquisa profundamente)
R - (Te divida, te divida como os signos do Ifá, Ossanhe faz o bem e pesquisa profundamente)
T - (Te divida, te divida como os signos do Ifá!)
R - (Ossanhe faz o bem e pesquisa profundamente)
T - (Ossanhe é a linguagem da medicina do começo dos tempos)
R - (Ossanhe corre, leva as ervas, é a linguagem da medicina do começo dos tempos)
T - (Amarra com força)
R - (Arrasta o excesso, propaga o bem, e vem)
T - (Amarra com força Ossanhe e corta)
R - (Arrasta o excesso, propaga o bem, e vem)
T - (Nos amarre a uma história com uma experiência de boa sorte)
R - (Arrasta o excesso, propaga o bem, vem nos amarrar a uma historia com uma experiência de boa sorte)

Obá

T - (Mãe usa o rio)
R - (Obá benze e usa o rio)
T - (Cuida do caminho, do bambu, do milho da guiné e dos animais selvagens)
R - (Cuida do caminho, do bambu, do milho da guiné e dos animais selvagens) 
T - (Em tempo de seca cuida do milho da guiné e dos animais selvagens)
R - (Em tempo de seca cuida do milho da guiné e dos animais selvagens)
T - (O sol aumenta sua força, você pode sacudir as mãos consolando, fazendo ar. Despreza, corta o fogo e o calor Obá)
R - (O sol aumenta sua força, você pode sacudir as mãos consolando, fazendo ar. Despreza, corta o fogo e o calor, Obá)
T - (Quebre o barro)
R - (Proprietária do barro)
T - Quebre o barro)
R - (Enche fazendo coisas boas)
T - (Recolha a chuva de volta à altura, senhora alegre-nos)
R - (Ancestral maior recolha a chuva de volta à altura, senhora alegre-nos)
T - (Sua mãe chega do campo pelo caminho aberto)
R -(Sua mãe chega do campo pelo caminho aberto)
T - (Com o homem briga forte)
R - (Sua mãe chega)
T - (Faça que a terra se encha)
R - (Faça que a terra se encha de obras)
T - (Em minha jornada pela vida cheio de amor à terra, volto e cubro a água de amor, eu mesmo viajo cheio de amor à terra)
R - (Em minha jornada pela vida cheio de amor à terra, volto e cubro a água de amor, eu mesmo viajo  cheio de amor à terra)
T - (O rio e a plantação respiram nuvens de chuva)
R - (Obá amplia o rio e a plantação)
T - (Lutamos com bênção, lutamos com bênção, a mandato do rio)
R - (Lutamos com bênção)
T - (Mandato do rio)
R - (Lutamos com bênção)
T - (Obá proprietária da cova, luta pelos ancestrais femininos, proprietária do rio Obá, cuida, entende e surpreende Obá proprietária da cova, luta pelos ancestrais femininos)
R - (Obá proprietária da cova, luta pelos ancestrais femininos, proprietária do rio Obá, cuida, entende e surpreende Obá proprietária da cova, luta pelos ancestrais femininos)
T - (Faz com que o braço seja uma arma espiritual)
R - (Ensina-me a totalidade)
T - (Faz com que o braço seja uma arma espiritual)
R - (Ensina-me tudo)
T -(Faz com que o braço seja uma arma espiritual)
R - (Faz com que o braço seja uma arma espiritual, ensina-me a totalidade)
T - (Obá, Obá das águas)
R - (Você logo vem desaguar em mim)
T - (Obá, Obá das águas)
R - (Você vem logo desaguar em mim)
T - (Obá, Obá das águas)
R - (Você logo vem desaguar em mim Obá, Obá das águas, você logo vem desaguar em mim)
T - (Enche a plantação e chega)
R - (Benze o milho da guiné)
T - (Obá, o sacerdote de Xangô e o Xangô vêm Obá, Obá chega ao mundo)
R - (Obá, o sacerdote de Xangô e o Xangô vêm Obá, Obá chega ao mundo)
T - (Retorna, entra exaltada, está dando a liberdade, usa o corpo, estabeleça que sempre esteja elevada e dando a liberdade)
R - (Retorna, entra exaltada, está dando a liberdade, usa o corpo, estabeleça que sempre esteja elevada e dando a liberdade)
T - (Guerreira resistente é Oba, dispara sua flecha com um feitiço que fere os adúlteros)
R - (Caçadora resistente é Oba, dispara sua flecha com um feitiço que fere os adúlteros)
Xapanã

T - (Descobre as mentiras realizador de milagres, você tem que descobrir as mentiras)
R - (Descobre as mentiras realizador de milagres, você tem que descobrir as mentiras)
T - (Apanhe, esforce-se, corte, olhe, apanhe, esforce-se, corte, olhe, apanhe, esforce-se e cuide)
R - (Apanhe, esforce-se, corte, olhe, apanhe, esforce-se, corte, olhe, apanhe, esforce-se e cuide)
T - (Eu rogo à terra, olha e descobre os enganos)
R - (O conhecimento rogo à terra, olha e descobre os enganos)
T - (Na tradição violar a tradição nos derruba, nos faz cair, inclinamo-nos perante a ti, espírito de luz)
R - (Pedimos que permita limpar-nos livrando da queda. Inclinamo-nos perante a ti, espírito de luz)
T - (Inclinamo-nos perante a ti, espírito de luz)
R - (Inclinamo-nos perante a ti, espírito de luz)
T - (Salve portador da coroa de contas no mundo)
R - (Vida por favor, vida)
T - (Eu rogo à terra que limpe a violência, retorne do começo abrindo os caminhos)
R - (Pedimos que permita limpar-nos e  inclinarmos. Hoje seu rei destrói, pedimos que permita limpar-nos e nos inclinarmos)
T - (Oh! Do começo vem olhando, senhor pode limpar desde o princípio para os espíritos de luz)
R - (Oh! Do começo vem olhando, senhor pode limpar desde o princípio para os espíritos de luz)
T - (A mentira se dobra perante a ti, o fogo se dobra perante a ti. Você exige trabalhar fora [ter seu assentamento separado do resto dos Orixás])
R - (A mentira se dobra perante a ti, o fogo se dobra perante a ti. Você exige trabalhar fora)
T -(Vida coroa do povo, nós matamos com um golpe e superamos os juramentos inquebráveis [cumprimos com eles])
R - (Vida... Coroa do povo, nós matamos com um golpe e superamos os juramentos inquebráveis)
T - (Senhor golpeia, mata com um só golpe, supera os juramentos inquebráveis e observa)
R - (Senhor golpeia, mata com um só golpe, supera os juramentos inquebráveis e observa)
T - (O campo oferece sempre, o campo oferece sempre uma ponte  para me encontrar reverenciando o espírito) 
R - (O mundo dos antepassados do campo oferece sempre, o campo oferece sempre uma ponte para me encontrar reverenciando o espírito)
T - (Nós permitimos a luta, age e golpeia, age e golpeia)
R - (Nós permitimos a luta não vá, não vá)
T - (Nós permitimos a luta não vá, não vá)
R - (Nós permitimos a luta, age e golpeia, age e golpeia)
T - (Use o azeite de dendê, use o azeite de dendê)
R - (Pode recolher intensamente com o instrumento de rabo de cavalo)
T - (Castigue, castigue, castigue)
R - (Pode recolher intensamente com o instrumento de rabo de cavalo)
T - (Senhor recolhe e luta, recolhe e luta, recolhe, luta e corte os inimigos)
R - (Senhor recolhe e luta, recolhe e luta, recolhe, luta e corte os inimigos)
T - (Lute, recolha-os, que sejam assassinados, lute recolha-os, faça-os chorar)
R - (Lute, recolha e mate)
T - (A Xapanã eu rogo no medo, ao Orixá eu rogo no medo)
R - (Rompe os medos da vida, espírito de luz)
T - (Xapanã paralisa meu inimigo)
R - (Dono da água na pele)
T - (Xapanã paralisa o chicote destruidor)
R - (Dono da água na pele)
T - (Xapanã, a faca tem que pressionar o furúnculo)
R - (Xapanã, a faca tem que pressionar o furúnculo)
T - (Senhor, pode com força pressionar a faca na pele, com força hoje pressione a faca na pele)
R - (Senhor, pode ser bondoso, com força hoje pressione a faca na a pele)
T - (Recolhe o corpo suave, suave, suave)
R - (Recolhe o corpo suave, suave, suave, recolhe o corpo)
T - (Xapanã olhe e entra, ampara nosso caminho e nos protege, nós temos amparo)
R - (Xapanã olhe e entra, ampara nosso caminho e nos protege, nós somos protegidos, entra)
T -(Olhe, entra e nos ampara Xapanã, me cure na enfermidade, olhe, entra e te manifeste correndo sempre. Xapanã não corte a aplicação da medicina e o banho)
R - (Olhe, entra e me ampara Xapanã, estou necessitado, olhe, entra com bênção, te manifeste correndo escondido Xapanã. Vida, vida)
T - (Ampara e age, cortando a febre, varre a enfermidade e tire-a, por favor, vida! Senhor golpeia e limpa, age cortando a febre, varrendo a enfermidade e tirando-a, senhor nos faça ficar bem)
R - (Ampara e age cortando a febre, varre a enfermidade e tire-a, por favor, vida! Ampara e age cortando a febre, varre a enfermidade e tire-a, por favor, vida! É seu dever reparar!)
T - (Limpe o corpo e corte que poderá sempre dançar, ampara, corta, usa sempre a dança e a faca para limpar o corpo e cortar, poderá sempre dançar)
R - (Limpe o corpo e corte, que poderá sempre dançar, ampara, corta, usa sempre a dança e a faca para limpar o corpo e cortar, poderá sempre dançar)
T - (Xapanã encontre e repara a enfermidade, chega Xapanã, te manifeste hoje, chega para banhar e vigiar)
R - (Encontre o corpo, faz o reparo ocupando-o, chegando, aplicando medicina e conduzindo o banho, você é o que chama pra cuidar)
T -(Xapanã dono de bênçãos, a morte superamos com bênção. Xapanã dono de bênçãos, recolha e capacite o instrumento de rabo de cavalo. Xapanã dono de bênçãos, rogue pelo povo com o instrumento de rabo de cavalo)
R - (Xapanã dono de bênçãos, a morte superamos com bênção. Xapanã dono de bênçãos, recolha e capacite o instrumento de rabo de cavalo. Xapanã dono de bênçãos, rogue pelo povo com o instrumento de rabo de cavalo)
T -(Usa  meu corpo Xapanã, te manifeste em mim. Xapanã suba e venha sempre usar meu corpo e te expressar)
R - (Usa meu corpo Xapanã, te manifeste em mim. Xapanã suba e venha sempre usar meu corpo e te expressar)
T - (A febre violenta está vindo sempre ao corpo, recolha-a e cure-a senhor, cuida)
R - (A febre violenta está vindo sempre ao corpo, recolha-a e cure-a senhor, cuida)
T - (Que a cabeça prevaleça, chega que aparece a febre, nos ensina  a deixá-la pra trás)
R -(A febre está vindo, chega que aparece a febre, nos ensina a deixá-la pra trás)
T - (Use o azeite de dendê)
R -(Está vindo pra recolher o corpo)
T - (Roga pelo povo e luta, roga pelo povo dançando dono dos castigos)
R - (Roga pelo povo e luta, roga pelo povo dançando dono dos castigos)
T -(Benze os arredores sempre usando o azeite de dendê, se manifesta, luta e benze continuamente)
R - (Vem lentamente e escolhe alguém nos arredores, benze sempre usando azeite de dendê, se manifesta, luta e benze continuamente)
T - (Vida, vida Xapanã. Aparece, ampara e corta o cansaço, vida, vida)
R - (Vida, vida Xapanã. Aparece, ampara e corta o cansaço, vida, vida)
T - (Se a mentira aumentar, acabe com essa história)
R - (Se a mentira aumentar, acabe com essa história)
T - (Chega senhor da matança)
R - (Senhor da terra percebe a febre, senhor da terra percebe o trabalho)
T - (Elevado sempre te esforce para ensinar, cura as chagas do filho usando o remédio)
R - (Elevado sempre te esforce para ensinar, cura as chagas do filho usando o remédio)
T - (Elevado sempre oferece um abraço, roga e cuida)
R - (Elevado sempre oferece um abraço, roga e cuida)
T - (Corta, rompe, sempre age fazendo trabalhos, rogando e lutando pelo povo)
R -(Cumprimos o ebó sempre agindo, fazendo trabalhos, rogando e lutando pelo povo)
T - (Insensível, preguiçoso, atordoado, eu sou insensível e atordoado, banha meu corpo)
R - Àna rá wè éèdì oogun lai-lai (Limpe os feitiços com medicina eternamente)
T - (Atira, atira água Xapanã, atira, atira, aftira, Xapanã)
R - (Limpe os feitiços com medicina eternamente)
T - (Me proteja, me cubra com a árvore sagrada)
R - (Vida, vida Xapanã)
T - (Vem sempre, chega pra trabalhar Xapanã, tem trabalho na terra)
R - (Xapanã tem trabalho na terra)
T - (Nos faça crescer! Reconhece e protege nossas cabeças por favor, reconhece e protege nossas cabeças Xapanã, vem reconhecer e proteger a cabeça)
R - (Nos faça crescer! Reconhece e protege nossas cabeças por favor, reconhece e protege nossas cabeças Xapanã, vem reconhecer e proteger a cabeça)
T - (Elevado não golpeie, elevado não golpeie o tolo, elevado Xapanã não golpeie)
R - (Elevado não golpeie, elevado não golpeie o tolo, elevado Xapanã não golpeie)
T - (Salva e limpa o tolo que está comendo algo da oferenda)
R - (Elevado sempre salva, limpa o tolo, salva e ampara o tolo que está comendo algo da oferenda, elevado sempre aparece e limpa o tolo)
T - (Venha continuamente cortar a ferida e o inimigo com um golpe de facão, manifeste-se Xapanã, benza e venha continuamente cortar as feridas e o inimigo com um golpe de facão, manifeste-se!)
R - (Venha continuamente cortar a ferida e o inimigo com um golpe de facão, manifeste-se Xapanã, benza e venha continuamente cortar as feridas e o inimigo com um golpe de facão, manifeste-se!)
T - (Senhor é forte, não corte com um golpe de facão matando a alegria)
R - (Senhor é forte, não corte a confiança)
T - (Venha logo e grite, venha festejar)
R - (Venha logo e grite, venha festejar)
T - (Elevado, continuamente brigue e te alegre, brigue e te alegre Xapanã, mate meus inimigos)
R - (Elevado, continuamente brigue e te alegre, brigue e te alegre)
T - (Reverenciamos o mensageiro)
R - (Eu mesmo, você mesmo!)
T - (Reverenciamos o mensageiro)
R - (Invocamos sempre seu amparo)
T - (Golpeamos muito [com as mãos])
R - (Eu mesmo, você mesmo!)

Ibejis

T - [(Oh! Chega o dono do céu convertido em dobro de riqueza, convertido em gêmeos da fronteira para este mundo)
R - [(Oh! Chega o dono do céu convertido em dobro de riqueza, convertido em gêmeos da fronteira para este mundo)
T -[(Converte-se em riqueza Xangô, se converte em gêmeos, o dobro de riqueza do começo convertido em gêmeos)
R - [(Converte-se em riqueza Xangô, se converte em gêmeos, o dobro de riqueza do começo convertido em gêmeos)
T - [(Oh dono do leão que briga e nos assusta!)
R - [(O leão briga, assusta e finaliza a guerra)
T - [(Dá de presente riquezas, traz a seca, vai mensalmente lutar, oh! Chega dono do leão que luta e assusta)
R - [(Luta com força, termina a batalha e se vai)
T - (Pai espiritual, senhor que ampara)
R - (Pai espiritual, senhor que ampara)
T - (Do começo Xangô dança convertido em gêmeos, mais adiante virá cruzando a fronteira)
R - (Dançam em dupla alcançando seu destino)
T - (Virão cruzando a fronteira)
R - (Dançam em dupla alcançando seu destino)
T - (Convertido em gêmeos traz o dobro de riqueza da fronteira)
R - (Oiá faz dormir os gêmeos convertidos no Orixá do princípio, vem o dobro de riqueza)
T - (Germinem, retornem juntos que nós lhe recolhemos espíritos)
R - (Espíritos dos meninos que nascem com cabelo, nós perdemos um filho, faz com que germinem e retornem que nós os recolheremos)
T - (Suplicamos a Xapanã, por favor, suplicamos que nosso lar se limpe)
R - (Suplicamos a Xapanã, por favor, suplicamos que nosso lar se limpe)
T - (Que a erva tromba de elefante limpe nosso lar)
R- (Suplicamos a Xapanã, por favor, suplicamos que nosso lar se limpe)
T - (Em sonhos o pai nos comunica do peso adicional [gravidez])
R - (Em sonhos o pai nos comunica do peso adicional [gravidez])
T - (Oh! Espírito te divida e chega)
R - (O corpo chega dividido, chega em partes) 

Oxum

T - (Chega do limite das águas, você chega do nascimento das águas, mãe viajante)
R - (Oxum chega de onde nascem as águas)
T - (Água que chega do nascimento, a água do nascimento chega, alaga e abre o caminho [ao que vai nascer])
R - (Oxum chega de onde nascem as águas)
T - (Oxum chega de onde nascem as águas, você chega do nascimento das águas, oh! Minha mãe)
R - (Oxum chega de onde nascem as águas)
T - (Mãe do rio acordada, minha mãe do ouro, chega  oferecendo saudações e abrindo os caminhos)
R - (Oxum chega de onde nascem as águas)
T - (Mulher bela do rei)
R - (Em visões durante o sonho virá Oxum)
T - (Por favor, me encontre Oxum proprietária das águas, mãe que está criando em abundância, senhora que está limpando o povo, tirando com orgulho o cansaço e o sonho, por favor me encontre Oxum)
R - (Por favor, me encontre Oxum proprietária das águas, mãe que está criando em abundância, senhora que está limpando o povo, tirando com orgulho o cansaço e o sonho, por favor me encontre Oxum)
T - (Mãe Oxum chama as coisas boas sempre)
R - (Mãe Oxum chama as coisas boas sempre)
T - (Oh! Mãe você é mulher formosa do rio Oxum, mulher formosa de Oxum que cria em abundância)
R - (Oh! Mãe você é mulher formosa do rio Oxum, mulher formosa de Oxum que cria em abundância)
T - (Oh! Filha que recebe a Oxum)
R - (Mulher bela do rei)
T - (Oh! Nos encha de riquezas)
R - (Mulher bela do rei)
T - (À batalha chama, tem beleza)
R - (A água tem que procurar fazer curvas precipitadamente)
T - (Oxum que ruidosamente está criando abundância, nos visita banhando a casa)
R - (Oxum que ruidosamente está criando abundância, nos visita banhando a casa)
T - (Proprietária das águas do rio Oxum)
R - (Sacerdotisa do culto ancestral, proprietária de bênçãos, proprietária das águas do rio Oxum)
T - (Continuamente agradecemos a terra e sua medicina)
R - (Oxum chama as coisas boas, chama as coisas boas)
T - (Não aparece, por favor aparece!)
R - (Rapidamente limpe a casa Oxum, entre na casa e limpe-a)
T - (Surpreenda o feitiço vindo para casa com alegria, oh! Me limpe disso!)
R - (Surpreenda o feitiço vindo para casa com alegria, oh! Nos limpe disso)
T - (O adultério em casa pode cortar com a navalha Oxum)
R - (O adultério em casa pode cortar com a navalha Oxum)
T - (Oh! Mãe fale primeiro, você entende meus pensamentos)
R - (Oh! Mãe fale primeiro, você entende meus pensamentos)
T - (Oh! Oxum me chama!)
R - (Oiá chega ao campo, espírito de luz!)
T - (Aumenta a vigilância ao redor do filho)
R - (Aumenta ao redor e te reflita sempre)
T - (Chega o mistério sagrado da cabaça)
R - (Senhora venha divertir-se com Oiá)
T - (Companheira de jornada)
R - (Mãe que entende as almas)
T - (Vestida de água minha mãe desenha as cores)
R - (Se a seca vier com força nós dançamos para Oxum)
T - (Mãe recolha o filho, recolha o filho, divirta-se e use-o)
R - (O ouro é sua riqueza Orixá, oh mãe, o ouro é sua riqueza)
T - (Criadora de riquezas se manifeste em mim)
R - (Água se manifeste, luta e transforme)
T - (Criadora de riqueza se manifeste em mim, rogo que germine)
R - (Água se manifeste, aparece, inunda, água se manifeste)
T - (Rapidamente Oxum, água que protege com ferocidade)
R - (Inunda rapidamente Oxum, água que protege com ferocidade, rapidamente)
T - (Oxum não corte o impulso da água, mas não alague o povo)
R - (Mãe chega do começo das águas, golpeia Oxum, mas não corte o impulso)
T - (Melhor cortar as idéias, os pensamentos, é melhor agir espírito de luz)
R - (Melhor cortar as idéias, os pensamentos, é melhor agir espírito de luz)
T - (Continuamente vamos ao chamado mãe Oxum e nos somamos ao céu)
R - (Continuamente vamos ao chamado mãe Oxum e nos somamos ao céu)
T - (Nos somamos ao chamado sempre usando o céu, chegamos nadando, oh mãe!)
R - (Continuamente vamos ao chamado mãe Oxum e nos somamos ao céu)
T - (Oxum me abra à maternidade, Oxum sempre abra o útero o ovulando, Oxum me abra à maternidade)
R - (Oxum me abra à maternidade, Oxum sempre abra o útero o ovulando, Oxum me abra à maternidade)
T - (Socorre os que estão ao seu lado, socorre os que estão ao seu lado)
R - (Socorre os que estão ao seu lado driblando a terra)
T - (Instrumento de boa sorte, proprietária do rio, está dançando orgulhosa, benze e banha a casa)
R - (Instrumento de boa sorte, proprietária do rio, está dançando orgulhosa, benze e banha a casa)
T - (A abundância está me trazendo coisas boas, a abundância está me trazendo boa sorte, o ouro transforma e faz a riqueza)
R - (A abundância está me trazendo coisas boas, a abundância está me trazendo boa sorte, o ouro transforma e faz a riqueza)
T - (Mãe que sempre chama as coisas boas como o mar)
R - (Mãe dançando no mundo como o mar sempre chama as coisas boas)
T - (Está trazendo abundância de bênçãos e está me erguendo, abundância de bênçãos está trazendo, eu lhe reverencio, abundância de bênçãos está trazendo e está me erguendo Orixá que vem do campo)
R - (Está trazendo abundância de bênçãos e está me erguendo, abundância de bênçãos está trazendo, eu lhe reverencio, abundância de bênçãos está trazendo e está me erguendo Orixá que vem do campo)
T - (Instrumento de bênção, eu lhe reverencio)
R - (Orixá que vem do campo)
T - (A bênção coroa de ouro, nos benza coroa, venha água, ocupa, te manifesta, usa a coroa de ouro bendita, coroa venha)
R - (A bênção coroa de ouro, nos benza coroa, venha água, ocupa, te manifesta, usa a coroa de ouro bendita, coroa venha)
T - (Minha espada pode cortar e derrubar a fim de que você, mãe da riqueza, visite a ponte e limpe sempre, visitando e cobrindo as coisas)
R - (Minha espada pode cortar e derrubar a fim de que você, mãe da riqueza, visite a ponte e limpe sempre, visitando e cobrindo as coisas)
T - (Nós vemos a coroa, vemos a coroa, o mensageiro nos traz o bem, nós encontramos o mensageiro da mãe)
R - (Nós vemos a coroa, vemos a coroa, o mensageiro nos traz o bem, nós encontramos o mensageiro da mãe)
T - (Encontramos o mensageiro da mãe, encontramo-lo no meio do caminho de volta, nós reverenciamos o mensageiro da mãe)
R - (Encontramos o mensageiro da mãe, encontramo-lo no meio do caminho de volta, nós reverenciamos o mensageiro da mãe)
T - (Encontramos no meio do caminho de volta)
R - (Reverenciamos o mensageiro da mãe)
T - (Reconhecemos a ferocidade, o poder do espírito, o encantamento da Oxum no rei)
R - (Reconhecemos a ferocidade, o poder do espírito, o encantamento da Oxum no rei)
T - (Meu ouro faz a riqueza)
R - (Vestimo-nos com riqueza)
T - (Venha e ofereça, venha e ofereça encantos ao leão, venha e ofereça, venha e ofereça a espada)
R - (Venha e ofereça, venha e ofereça encantos ao leão, venha e ofereça, venha e ofereça a espada)
T - (Venha e ofereça algo, encontra em segredo o caçador que vive em mim e vem do campo)
R - (Venha e oferece algo, encontra em segredo o caçador que vive em mim e vem do campo)
T - (Oh! Você benze em abundância criando)
R - (Por favor! Instrumento de benção não vá)
T - (Instrumento de rabo de cavalo)
R - (Corta, está cortando [os males])
T - (Água do campo, grande mãe, sempre é saudada com respeito especial)
R - (Água do campo, grande mãe, sempre é saudada com respeito especial)
T - (Saudamos o ouro, sempre lhe visitamos e lhe seguimos)
R - (Você é mãe poderosa)
T - (Chega instrumento de solução)
R - (Nós chegamos ao campo em peregrinação, o ouro é resistente e faz a riqueza)
T - (Iemanjá sempre nutre o oceano, o ouro é resistente e faz a riqueza)
R - (Iemanjá sempre nutre o oceano, o ouro é resistente e faz a riqueza)
T - (Chega e te inunde)
R - (O ouro é resistente e faz a riqueza)
T - (Cria em abundância)
R - (O ouro é resistente e faz a riqueza)
T - (Chega à plantação)
R - (O ouro é resistente e faz a riqueza)
T - (O filho pequeno vem à casa)
R - (Família, o filho pequeno vem à casa)
T - (Mãe que vemos nos arredores)
R - (Família da Oxum vem nos arredores)
T - (Mãe roga a melhora da saúde, pode cuidar e nutrir o filho com bênção)
R - (Oxum venha proprietária do caminho, mãe que roga pela saúde do filho, nutre-o e benze-o)
T - (Oh! Oxum te manifesta)
R - (Vem te divertir com Oiá)
T - (Oxum está criando riquezas e avisa esfregando as mãos)
R -(Vem te divertir com Oiá)
T - (Espírito venha e não vá ainda)
R - (Procura sua roupa Oxum)
T - (Espírito chega, mas não afogue a casa)
R - (Procura sua roupa Oxum)
T - (Na distância oferece a oferenda)
R - (Na distância oferece a oferenda)
T - (Você quer e tem que fazer)
R - (Você quer e tem que fazer oferenda)
T - (Mãe usa, avisa e benze sempre, mãe que vem do campo chega ao rio)
R - (Mãe, mãe chega do campo ao rio)
T - (Mãe do palácio, você chega e faz do pedestal uma coluna, vem de fora e fica o tempo todo)
R - (Mãe do palácio, você chega e faz do pedestal uma coluna, vem de fora e fica o tempo todo mãe do palácio, chega)
T - (A que está criando riquezas me abraça e se manifesta)
R - (Cruzando as fronteiras, vem curando a enfermidade)
T - (Guerreira vem lutar contra a enfermidade, oh! Chega)
R - (Guerreira, vem lutar contra a enfermidade, oh! Chega)
T - (Em tempo de doença, te revele contra as coisas ruins)
R - (Em tempo de doença)
Iemanjá

T - (Iemanjá perdeu um filho, proprietária do rio e do cobre, espírito da água Iemanjá proprietária de vida, luta pela casa, oh! Espírito do cobre e da água)
R - (Iemanjá perdeu um filho, proprietária do rio e do cobre, espírito da água Iemanjá proprietária de vida, luta pela casa, oh! Espírito do cobre e da água)
T - (Iemanjá permite a visita, permite o abraço Iemanjá, nós fazemos as pazes com o adivinho do céu [Orumilaia]. Iemanjá, nós corremos à borda e agradecemos a Oxum por cuidar do ouro e dos espíritos da água)
R - (Iemanjá permite a visita, permite o abraço Iemanjá, nós fazemos as pazes com o adivinho do céu. Iemanjá, nós corremos à borda e agradecemos a Oxum por cuidar do ouro e dos espíritos da água)
T - (O iniciado que levou em sua cabeça um "osùu",  reconhece a elevação ao alto e a família espiritual, o iniciado reconhece a elevação ao alto e abraça a família)
R - (Iemanjá preenche a família espiritual, você separa os iniciados que entendem e se elevam chegando a ser família espiritual)
T - (Para nós vivermos na terra um tempo, temos sempre que pedir a bênção)
R - (As proibições do adivinho rogamos [que nos diga quais são], nós não sabemos como adivinhar os mistérios)
T - (Proprietária de vida é Oxum, mãe poderosa, possuidora de
bênçãos)
R - (As proibições do adivinho rogamos, nós não sabemos como adivinhar os mistérios)
T - (Chegamos para aprender, nós rogamos saber os mistérios)
R - (Rogamos ao adivinho observar os mistérios)
T - (Orumilaia que vive nas alturas, nos permita olhar a Oxum, salvadora da região, nos permita ir em direção à rica Oxum, dono das ervas)
R - (Nós recebemos as palavras do alto e a solução que vemos, é que a Oxum nos salve com um remédio feito pelo poderoso dono das ervas)
T - (Oh! No topo o cansaço e o sonho nos abraçam!)
R - (No topo aumenta o Orixá)
T - (Oh! No topo aumenta o esforço para nos encontrar mãe)
R - (No topo aumenta o Orixá)
T - (Iemanjá e Ogum sonham com a perda e vão de encontro às águas  para conversar com o adivinho)
R - (Iemanjá e Ogum sonham com a perda e vão de encontro às águas para conversar com o adivinho)
T - (Iemanjá, Ogum)
R - (Conversa com o adivinho)
T - (Iemanjá dá alimento às águas)
R - (Conversa com o adivinho)
T - (Iemanjá das águas, das águas)
R - (Vem das águas aumentando a vida em meu espírito)
T - (Iemanjá afasta Odé e salva-o do pai da espada Ogum, salva-o do pai da espada)
R - (Iemanjá afasta o Odé e salva-o do pai da espada Ogum, salva-o do pai da espada)
T - (Oh! Iemanjá a senhora salva!)
R - (Iemanjá no topo fique contra, fique contra o pai da espada [Ogum])
T - (Reme no topo mãe Iemanjá, a senhora salva no topo, encontre Odé)
R - (Reme no topo mãe Iemanjá, a senhora salva no topo, encontre Odé)
T - (Segue, segue assim, você afasta no topo, afasta sim no topo)
R - (Segue, segue assim, você afasta no topo, afasta sim no topo)
T - (Espírito chegue mas não alague a casa, espírito chegue e não se vá ainda)
R - (Iemanjá perdeu um filho, proprietária do rio)
T - (Iemanjá não alague a casa, Iemanjá não vá ainda)
R - (Iemanjá perdeu um filho, proprietária do rio)
T - (Rio enche, mas não a casa, rio enche e não vá ainda)
R - (Iemanjá perdeu um filho, proprietária do rio)
T - (Oh! Que o filho [Odé] por bênção se manifeste, que o filho por bênção se manifeste e preencha o caminho de súplicas)
R - (Oh! Que o filho por bênção se manifeste)
T - (O caminho encha de súplicas)
R - (Oh! Que o filho por bênção se manifeste)
T - (Ontem uma história triste veio, ontem uma história triste veio e a examinamos)
R - (Ontem uma história triste veio, ontem uma história triste veio e a entendemos)
T - (Iemanjá viveu ontem uma história triste e veio examiná-la)
R - (Ontem uma história triste veio, ontem uma história triste veio e a entendemos)
T - (Fia o tecido azul e branco que sempre aparece com a sua chegada, o grande Exu recolhe e leva embora a negatividade, fia o tecido azul e branco que aparece com sua chegada)
R - (Fia o tecido azul e branco que sempre aparece com a sua chegada, o grande Exu recolhe e leva embora a negatividade, fia o tecido azul e branco que aparece com sua chegada)
T - (Te manifesta logo e chega à casa, o grande Exu recolhe e leva embora e negatividade, te manifesta logo e chega à casa)
R - (Te manifesta logo e chega à casa, o grande Exu recolhe e leva embora e negatividade, te manifesta logo e chega à casa)
T - (Agradecemos ao Orixá bendito sempre!)
R - (Com oferendas agradecemos ao Orixá bendito, sempre com oferendas)
T - (Bará fecha, fecha os obstáculos, fecha Bará)
R - (Bará fecha, fecha os obstáculos, fecha Bará)
T - (Ogum, encontra, repara e corta, busca estar alegre)
R - (Ogum, encontra, repara e corta, busca estar alegre)
T - (Eu mesmo recolho as ervas, a negatividade está indo, aumento a coleta de ervas)
R - (Eu mesmo recolho as ervas, a negatividade está indo, aumento a coleta de ervas)
T - (Venha sempre gradualmente lavar as pernas e os pés)
R - (Abra o caminho e venha)
Oxalá

T - (Desperte logo, venha pai da expressão)
R - (Desperte, venha ao mundo pai dos Orixás, desperte e venha)
T - (Senhor da existência, você chama e ensina pai)
R - (Senhor da existência, chama e ensina espírito de luz)
T - (Senhor da existência, chama e ensina ao filho que luta)
R - (Senhor da existência, chama e ensina espírito de luz)
T - (Temos alegria na água, deste caminho cuidemos! Aprendemos a inclinar a cabeça para o chão)
R - (Dono do caminho de água, dono da coroa, recolhe as cabeças que se inclinam perante a ti)
T - (Alegria pela manhã, alegria pela manhã, mãe do ouro e dos espíritos de luz)
R - (Alegria pela manhã, alegria pela manhã, mãe do ouro e dos espíritos de luz)
T - (Venha sempre recolher os lucros, recolhe os prêmios, chega Orixá)
R - (Venha sempre recolher as lucros, recolhe os prêmios, chega Orixá)
T - (Água no caminho, deixa pra trás o sofrimento, água no caminho encontra força)
R - (Água no caminho deixa pra trás o sofrimento, água no caminho encontra força)
T - (Entre à casa, entre à casa água, deve remar pai da expressão)
R - (Entre à casa, entre à casa água, deve remar pai da expressão )
T - (Oh! Entre à casa, venha! Entre à casa, chegue pai!)
R - (Oh! Entre à casa, venha! Entre à casa, chegue pai!)
T - (Senhor, pai é o topo para mim, me cubra de poder)
R - (Na distância corta a dureza, cobre e não desvie a alegria, na distância corta a dureza, cobre e não te desvie)
T - (Senhor venha sempre, chame os espíritos de luz do rio)
R - (Com calma sempre venha, chame os espíritos de luz do rio com calma)
T - (A pureza traz o êxito)
R - (Oh a pureza! Pai)
T - (Oxalá chega espírito da água, nos salve do sofrimento, assim como o ouro resiste à dificuldade, espírito da água nos salve do sofrimento)
R - (Oxalá chega espírito da água, nos salve do sofrimento, assim como o ouro resiste à dificuldade, espírito da água nos salve do sofrimento)
T - (Oxalá chega espírito da água, nos salve do sofrimento espírito da água, nos salve do sofrimento resistindo à dificuldade)
R - (Oxalá chega espírito da água, nos salve do sofrimento espírito da água, nos salve do sofrimento resistindo à dificuldade)
T - (Oh! Aves numerosas! Espírito da água nos salve do sofrimento)
R - (Oh! Aves numerosas! Espírito da água nos salve do sofrimento)
T - (Corta os medos, corta as águas, corta a seca, grande Orixá espírito do rio)
R - (Corta os medos, corta as águas, corta a seca, grande Orixá espírito do rio)
T - (Dono do palácio, da honra de estar vivo, chegue pai bendito, venha)
R - (Dono do palácio, da honra de estar vivo, chegue pai bendito, venha)
T - (Oxalá corta os medos)
R - (Melhor sempre usar o corpo)
T - (Não tropece Oxalá, não tropece pai do bosque sagrado, não tropece)
R -(Pai do bosque sagrado, não tropece, Oxalá não tropece)
T -  (Corra e volte a divertir-se!)
R - (Use o corpo como o rio)
T - (Nos visite senhor, venha, faça-se presente espírito, nos salve pai, você está sempre presente. Mãe nos salve, você está sempre presente)
R - (Nos visite senhor, venha, faça-se presente espírito, nos salve pai, você está sempre presente. Mãe nos salve, você está sempre presente)
T - (Nos visita, venha Orixá da noz de cola, atrai a visão e olhe a sorte, noz de cola venha do céu, noz de cola seduz a Oxum, atrai a visão e olhe a sorte)
R - (Nos visita, venha Orixá da noz de cola, atrai a visão e olhe a sorte, noz de cola venha do céu, noz de cola seduz a Oxum, atrai a visão e olhe a sorte)
T - (Investiga, examina! Adivinho, grande Orixá Orumilaia, nos salve)
R - (Investiga, examina! Adivinho investiga, chega Orumilaia logo)
T - (Oh! Professor dos jovens! Sem redenção até o ouro se rompe, tem boa sorte o professor de Ifá que ainda se redime)
R - (Oh! Professor dos jovens! Sem redenção até o ouro se rompe, tem boa sorte o professor de Ifá que ainda se redime)
T - (Recolhe o conhecimento e nos preencha com ele)
R - (Usa o corpo arrastando-o à dança, recolhe o conhecimento e preenche, usa o corpo arrastando-o à transformação)
T - (Mãe da jarra medicinal do nascimento escolha, venha e não se vá, hoje cruze o mar e não se amargure)
R - (Mãe da jarra medicinal do nascimento escolha, venha e não se vá, hoje cruze o mar e não se amargure)
T - (Venha, encontre e salve professor dos jovens, venha, não se vá, hoje cruze o mar e não se amargure)
R - (Venha, encontre e salve professor dos jovens, venha, não se vá, hoje cruze o mar e não se amargure)
T - (Oh! O caminho cumprimos e lhe agradecemos)
R - (Oh! O caminho cumprimos e lhe agradecemos)
T - (Pai faz com que se renove a adoração à serpente, nos salve de sua picada)
R - (Pai faz com que se renove a adoração à serpente, nos salve de sua picada)
T - (O colar, o colar vem da água)
R - (O pai dos Orixás vem da água)
T - (O Orixá das roupas brancas benze a água, o rio tem água para gastar, o Orixá das roupas brancas benze a água)
R - (O Orixá das roupas brancas benze a água, o rio tem água para gastar, o Orixá das roupas brancas benze a água)
T - (Dono do céu desperte e te manifeste, nós percebemos-lhe no povo e o reverenciamos, dono dos espíritos)
R - (Dono do céu desperte e te manifeste, nós percebemos-lhe no povo e o reverenciamos, dono dos espíritos )
T - (Você dá um passo à sua grande luz)
R - (O faça no topo)
T -  (Entende que a viagem dá fome, vem comer algo senhor faminto da travessia, vem comer algo hoje, pai dono do chamado, vem à mim me engrandecendo, te esforce em preencher e criar, hoje passa aqui pelo rei que está chamando)
R - (Entende que a viagem dá fome, vem comer algo senhor faminto da travessia, vem comer algo hoje, pai dono do chamado, vem à mim me engrandecendo, te esforce em preencher e criar, hoje passa aqui pelo rei que está chamando)
T - (Meu Orixá me engrandeça, te esforce, preenche e crie)
R - (O senhor é forte, pai dono do chamado)
T - (Você está na terra, está tentando reparar, dono do palácio, vem grande Orixá dono do palácio, vem pai)
R - (Você está na terra, está tentando reparar, dono do palácio, vem grande Orixá dono do palácio, vem pai)
T - (O senhor é forte, rapidamente preenche e estende as coisas boas)
R - (Pai do poder corta nossos excessos, que permaneça a riqueza)
T - (Oxalá afasta a seca, Oxalá afasta o sol, dono do palácio vem grande Orixá, pai dono do palácio)
R - (Oxalá afasta a seca, Oxalá afasta o sol, dono do palácio vem grande Orixá, pai dono do palácio)
T - (Senhor retorne Oxalá, grande Orixá retorne da viagem pelo caminho, cubra-se grande Orixá)
R - (Senhor retorne Oxalá, grande Orixá retorne da viagem pelo caminho, cubra-se grande Orixá)
T - (Senhor retorne dono do palácio, venha grande Orixá)
R - (Senhor retorne dono do palácio, venha grande Orixá)
T - (Hoje manifeste-se e faça a reparação)
R - (Pai do bosque sagrado, hoje manifeste-se e faça a reparação)
T - (Hoje manifeste-se e divirta-se)
R - (Pai tem que lutar)
T - (Oxalá me ocupe, separa a roupa pai e me transforme rapidamente, Oxalá me ocupe, separa a roupa senhor das coisas boas e simples)
R - (Oxalá me ocupe, separa a roupa pai e me transforme rapidamente, Oxalá me ocupe, separa a roupa senhor das coisas boas e simples)
T - (Pai atue no topo, reme com calma, hoje manifeste-se, se negue a ter calma pai. Pai atue no topo, reme com calma, o senhor está no mundo, distribua a fartura)
R - (Pai atue no topo, reme com calma, atue no topo pai, reme com calma, ele está no mundo, o senhor está na terra)
T - (Afastem o azeite de dendê!)
R - (Tenham calma na casa, ele está no mundo)
T - (Retorne suave para mim, deita-se)
R - (Transforme a luta)
T - (O Orixá lava a gente como o mar)
R - (Pai Orixá lava a gente como o mar)
T - (Eu me inclino para a terra)
R - (Fale hoje que eu me inclino para a terra)
T - (A pedra sagrada lava, lava a pedra sagrada, chega pai para lavar a pedra)
R - (A pedra sagrada lava, lava a pedra sagrada, chega pai para lavar a pedra)
T - (Prova ao povo que existe desde o começo, adorado senhor de Ifá, prova ao povo que existe desde o começo, senhor de Ifá!)
R - (Prova ao povo que existe desde o começo, adorado senhor de Ifá, prova ao povo que existe desde o começo, senhor de Ifá!)
T - (Sinta-se, sente-se venerável ancião dançador!)
R - (Senhor se cansa no esporte ancião dançador)