sexta-feira, 16 de setembro de 2016



``Conhecida parábola da cultura oriental fala de uma senhora que resolveu abrigar um sábio guru no quintal de sua residência. Deu-lhe comida, abrigo e tranquilidade para que o homem de meditações pudesse cumprir sua missão.
Certa feita, desconfiada sobre a integridade do guru, resolveu aplicar-lhe uma prova. Contratou a preço de cinco moedas de ouro uma belíssima vendedora de ilusões e bailarina para aferir a resistência do homem santo.
Na noite aprazada lá estava ela na cabana, tentando incendiar os apetites inferiores do guru com a sensualidade e a beleza. Bailou, despiu-se, provocou, mas o homem era de ``gelo´´, mantinha-se impassível, quieto, em estado de plenitude. Então, depois de longo tempo ela desistiu e retornou até a senhora dizendo:
- Tentei de tudo e nada, ele é um homem santo.
Intrigada, a hospedeira do guro indaga:
- Mas ele não lhe disse nada, não fez nada, uma só palavra?
- Não, senhora!
- Então toma tuas moedas, você fez sua parte.
Inusitadamente, a seguir ela tomou de uma larga vassoura e seguiu aos gritos em direção à cabana, assustando a vizinhança que conhecia o carinho com o qual tratava o meditador. Em lá chegando, espancou o homem, destruiu a cabana e em alta voz disse para que todos ouvissem:
- Testei esse homem com a luxúria, ele resistiu por três noites ao apelo de atraente e sedutora jovem, permaneceu em estado de orações, e quanto a isso eu o aplaudo. Porém, suas práticas são de nenhuma utilidade para o mundo, porque ele nada disse àquela jovem que pudesse servir de orientação e força na restauração de um caminho novo. Se é um homem de Deus, deveria agir pelo bem e não somente evitar o mal.´´

. . . .

Evitar o mal necessariamente não edifica valores, enquanto fazer o bem significa acionar os recursos divinos latentes através do dinamismo da caridade.
Evitar o mal é contenção e disciplina, sendas formadoras de caráter, entretanto as realizações no bem sulcam a profundidade do sistema afetivo, fixando e dinamizando forças morais nobres.
Educação resume-se em transformar impulsos e desenvolver potencialidades. O ato de apenas conter sem renovar pode levar aos mais sofridos caminhos da radicalização, do fanatismo e de variadas expressões neuróticas em direção a mais intensas desarmonias da psique.
O ato educativo é um ato de Amor nas relações que destinem ao crescimento para ``ser´´.
Educar é encontrar respostas para os enigmas do existir, razão pela qual somente amando o outro e a nós mesmos conseguimos encontrar tais tesouros da vida.
Chamamos de integral o ato educativo com Amor, seja na prática pedagógica ou na vida de relação social. 
O objetivo maior da vinda do homem à Terra é a sua melhora espiritual. Tal mister só será plenificado na medida em que aprender a amar, porque o Amor é o decreto sublime do universo para o crescimento e a felicidade de todos os seres.

Adaptado do livro: Laços de Afeto (Wanderley S. de Oliveira/Esp. Ermance Dufaux)


Ogum é um dos orixás mais cultuados dentro do panteão Umbandista, o soldado de Aruanda. Ogum é o general de guerra, o vencedor de demandas. O patrono do ferro, dos metais em geral. Sua cor geralmente é o vermelho, mas varia muito dependendo do culto e da casa.Suas festividades ocorrem no dia 23 de abril, seu sincretismo quase que absolutamente é São Jorge, mas também pode variar dependendo da casa e da liturgia praticada.

Sabe-se que Ogum é o patrono do Ferro, dos metalúrgicos, da tecnologia e dos soldados. Também é o Senhor das Estradas, portanto, a área de atuação da vibração de Ogum é muito vasta.

Ogum é a vibração que nos impulsiona à Luta, às Guerras, é a nossa coragem, o nosso ânimo para vencer as constantes guerras que travamos em nosso cotidiano.

Ogum nos move, é a direção para o campo de batalha, é a força que nos dá a esperança e nos anima para continuar lutando, é uma vibração muito evocada, juntamente com Exu, para vencer demandas, desfazer malefícios causados por espíritos de baixo grau evolutivo.

Ogum é um poderoso Orixá, dono do ferro e do fogo. Ele é um guerreiro, um lutador que defende a lei e a ordem. Este Orixá abre os caminhos e vence as lutas, agindo pelo instinto para defender e proteger os mais fracos. Todas as lutas, as conquistas, as vitórias são presididas por Ogum.

Legião de Ogum Beira-mar, aliada ao povo do mar
Legião de Ogum Malei, aliada à Linha de Malei (Povo de Exu)
Legião de Ogum Megê, aliada ao povo Megê (negros africanos)
Legião de Ogum Naruê, aliada ao povo Naruê (escravos de várias raças)
Legião de Ogum Nagô, aliado ao povo de ganga (Linha de Nagô)
Legião de Ogum Iara, aliada ao povo dos rios (Caboclos)
Legião de Ogum Rompe-Mato, aliada a Oxossi e seu povo da mata

Ogum domina a primeira Linha de Umbanda, que controla todos os fatos de execução e cobrança do carma de cada indivíduo ou grupo, daí serem soldados.

Ele é o responsável pela manutenção da lei na Umbanda. As falanges de Ogum, que divergem muito de um terreiro para outro, combatem diretamente as falanges do mal. Aprendemos ainda que a Linha de Ogum possui um mentor e esse mentor não é São Jorge e sim, São Miguel (o Arcanjo).

Com São Jorge ocorre o sincretismo na chefia da linha no sul e no sudeste do Brasil. Como na Linha de Oxalá, todos os trabalhadores da Umbanda têm por Ogum tremendo respeito e obediência. Seus guerreiros são imbatíveis no combate ao mal. Não conhecemos rabo de encruza, quiumba ou qualquer outro espírito maligno que não o respeite.

Os trabalhadores dessa linha foram normalmente guerreiros ou militares, como os legionários romanos, os cavaleiros das cruzadas, os sarracenos e muitos outros. Comparativamente, Ogum é na Umbanda o mesmo que a polícia é para o povo. Se a situação ameaçar sair do controle ou se nos sentirmos ameaçados, ele agirá trazendo e mantendo a ordem.

O Homem de Ogum

Ele é confiante ,entusiasmado, generoso,solidário, enérgico, ousado, ativo em seu lado positivo e pode também ser intolerante, violento, impulsivo, obstinado, egoísta e exigente em seu lado negativo.

A mulher de Ogum

Elas são sinceras, encantadoras, vigorosas, corajosas, entusiasmadas, românticas que são qualidades que excedem seu lado negativo já que ela também pode ser mandona, irritada e impulsiva.

Salve todas as linhas de Ogum:

Ogum Beira Mar
Ogum Nagô
Ogum Guarda da Pedreira
Ogum Naruê
Ogum Guerreiro
Ogum do Oriente
Ogum Iara
Ogum das matas
Ogum rompe mato
Ogum da bandeira
Ogum Quebra Demanda
Ogum de Lei
Ogum de Ronda
Ogum da Lua
Ogum Sete Espadas
Ogum Marinho
Ogum Sete Estrelas
Ogum Matinata
Ogum Sete Linhas
Ogum Megê
Ogum 7campina
Ogum Xoroquê Crazado Exú/Ogum



Irmãos,

Muita paz!

Os dias que virão pedirão a todos uma mudança de posicionamento íntimo, uma nova forma de vibração.

São muitos os que se prendem a construir mentalmente uma derrocada em certos nichos da sociedade.

Creem que as lutas e a desorganização serão úteis para a mudança que veem como necessária.

No entanto, em tempo algum a desordem, a violência e o distúrbio social foram as maneiras mais adequadas para o crescimento de um povo.

São sim, condições que acabam surgindo porque os homens teimam em não escutar o chamado divino, através da doce melodia do amor.

Pensar e irradiar a desordem, crendo que sejam o caminho da “salvação”, é esquecer-se da condição divina que habita o homem e, ainda, que é possível ( e se faz necessário) construir um mundo novo, não sobre escombros, mas embasado nas suaves lições do bem e da justiça.

O Brasil vive um momento de enormes dificuldades.

Acrescer a elas as vibrações negativas, crendo que isto modificará o padrão e a estrutura da sociedade é ilusão.

O ódio, a mágoa, o mau desejo, só acrescentam mais posturas infelizes na tão complicada condição social deste povo.

É preciso vibrar harmonia, é necessário converter todas as formas negativas de agir em posturas de sentinelas do Bem.

Crer que apesar de ou com os homens, há um propósito maior para este país e para este planeta.

Não como algo efêmero.

Para isso, no entanto, é fundamental que cada criatura de forma consciente e íntima
desperte-se para as nobres vibrações que emanam dos planos mais altos da vida.

Certamente que a tempestade varre a terra e, posteriormente, todos os elementos
destruídos iluminados pelo sol divino regenera-se em novos terrenos produtivos e de beleza.

Entretanto, o lavrador, pelo seu trabalho honesto e fiel, pode transformar também o
ambiente em melhores condições, sem que haja a necessidade da tormenta, dando ao mundo uma aparência mais sublime.

Cada qual é responsável pelo que pensa, irradia e constrói.

Cuidemos, portanto, para que a Terra e o Brasil recebam de nossos corações apenas aquilo que coaduna com os princípios divinos, os quais já conseguimos amealhar.

Que o nosso quinhão seja o da paz e do amor fugindo de quaisquer destemperos
emocionais, de baixa expressão.

Jesus, o Mestre dos mestres, convida-nos ao Amor. E através do Amor, no tempo e no espaço certos, alcançaremos o bem que precisamos e que se faz necessário.


Do irmão,

Raphael.

( psicografia no HEAL no dia 19/05/2014)Médium : Roberto Lúcio





Tem dias em que a gente se sente como quem partiu ou morreu. Quando o poeta da música popular escreveu esses versos, explicitava na canção o sentimento que muitas vezes se apodera de nossa alma.

São aqueles dias onde a alma se perde na própria solidão, encontrando o eco do vazio que ressoa intenso em sua intimidade.

São esses dias em que a alma parece querer fazer um recesso das coisas da vida, das preocupações, responsabilidades e compromissos, para simplesmente ficar vazia.

Não há quem não tenha esses dias de escuridão dentro de si.
Fruto algumas vezes de experiências emocionais frustrantes, onde a amargura e o dissabor nos relacionamentos substituem as alegrias de bem-aventuranças anteriores.

Outras vezes são os problemas econômicos ou as circunstâncias sociais que nos provocam dissabores e colocam sombras na alma.

A incompreensão no seio familiar, a inveja no círculo de amizades, a competição e rivalidade desmedida entre companheiros de trabalho provocam distonias de grande porte em algumas pessoas.

Nada mais natural esses dissabores. Jesus, sabiamente, nos advertiu dizendo que no mundo só encontraríamos aflições.
Tendo em vista a condição moral de nosso planeta, as aflições e dificuldades são questões naturais e, ainda necessárias para a experiência evolutiva de cada um de nós.

Dessa forma, é ilusório imaginarmos que estaríamos isentos desses embates ou acreditarmo-nos inatacáveis pela perversidade, despeito ou inferioridade alheia.
Assim, nesses momentos faz-se necessário enfrentar a realidade, sem deixar-se levar pelo desânimo ou infelicidade.

Se são dias difíceis os que estejamos passando, que sejam retos nosso proceder e nossas ações. Permanecer fiel aos compromissos e aos valores nobres é nosso dever perante a vida.

Os embates que surjam não devem ser justificativas para o desânimo, a queixa e o abandono da correta conduta ou ainda, o atalho para dias de depressão e infelicidade.

Aquele que não consegue vencer a noite escura da alma, dificilmente conseguirá saudar a madrugada de luz que chega após a sombra, que parece momentaneamente vencedora.

Somente ao insistirmos, ao enfrentarmos, ao nos propormos a bem agir frente a esses momentos, teremos as recompensas conferidas àquele que se propõe enfrentar-se para crescer.

Se os dias que lhe surgem são desafiadores, lembre-se de que mesmo Jesus enfrentou a noite escura da alma, em alguns momentos, porém, sempre em perfeita identificação com Deus, a fim de espalhar a claridade sublime do Seu amor entre aqueles que não O entendiam.


Redação do Momento Espírita, com base no cap. 7,
do livro Atitudes Renovadas, pelo Espírito Joanna de Ângelis,
psicografia de Divaldo Pereira Franco



Como o nome já o indica, os Guias Espirituais de Umbanda são seres de Luz dispostos a nos guiar durante uma ou mais encarnações, no sentido de nos orientar, intuir, auxiliar e proteger (conforme as nossas reais necessidades evolutivas e o nosso merecimento!), a fim de nos ajudar a cumprir os objetivos traçados antes do nosso reencarne, e sempre em prol da nossa evolução espiritual.
Todos nós temos Guias Espirituais, independente da nossa religião. O que varia é a denominação que as diversas religiões dão a esses abnegados benfeitores (Guias, Protetores, Amparadores etc.). Diz EMMANUEL: “A mesma bondade infinita que nos socorre nos santuários espírita-cristãos, é a mesma que se expressa nos templos de outra feição interpretativa da Divina Idéia de Deus.”
Um Guia é sempre, e por definição, mais elevado do que aqueles a quem veio orientar e amparar.
Na Umbanda, em sua maioria, os Guias são espíritos humanos que passaram por várias encarnações, buscando conhecimentos, utilizando-os sempre para o Bem e assim adquirindo sabedoria e merecimento perante o Criador e as Leis da Criação. Há, também, seres de dimensões paralelas à humana que se manifestam nos médiuns de Umbanda, com igual finalidade, pois nas respectivas dimensões eles evoluíram e alcançaram o grau necessário para essa tarefa (exemplos: Crianças da Umbanda, Sereias, Exus Mirins).
Não importa a “roupagem” com que os Guias se apresentem (Preto-Velho, Caboclo, Criança, Exu, Marinheiro etc.). Por trás desses arquétipos e suas formas plasmadas vamos encontrar espíritos e seres de variados graus de conhecimento e evolução (sempre mais adiantados do que o nosso e o do médium no qual atuam), e que continuam estudando, trabalhando e se aprimorando, já que prosseguem nas suas evoluções.
Os Guias de Umbanda não “exibem” seus títulos, dons e conhecimentos. São movidos pelo ideal de ajudar aos irmãos necessitados e se enfileiram nas diversas Linhas de Trabalho da Umbanda, manifestando-se com as características dos respectivos Arquétipos. Tendo alcançado certo grau, podem “mostrar-se” com determinada forma plasmada, ou seja, moldam seus corpos espirituais com a aparência de Preto-Velho, Caboclo etc.; e usam o modo de falar, o gestual e os elementos característicos da Linha que representam porque estão autorizados a fazê-lo. Deixam de lado, muitas vezes, nomes ilustres que tiveram em determinada encarnação, para apresentar-se com o nome genérico da Linha (Caboclo etc.), numa forma silenciosa e profundamente bela de nos ensinar o desapego e a Fraternidade.
As Linhas de Trabalho da Umbanda, também chamadas de Povos da Umbanda, foram idealizadas no Astral Superior por seres de grande elevação moral e espiritual, antes que a Umbanda fosse trazida ao plano físico pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, por seu médium Zélio Fernandino de Morais. O objetivo das Esferas Elevadas era socorrer a humanidade, que vinha atravessando períodos de atraso e negatividades (escravizando seus irmãos por conta de ambições e preconceitos injustificáveis; pela cobiça e o apego material excessivos; por atos  de crueldade e desprezo aos valores espirituais etc.).
Cada Linha recebeu grupos de seres e espíritos afins, já portadores de um determinado grau de elevação espiritual, conhecimentos e especialidades, que os habilitavam a atuar em áreas específicas; então se organizando o Trabalho Espiritual de Umbanda que cada Linha viria a realizar. Com o tempo, outros seres e espíritos foram e continuam sendo admitidos, aumentando os seus quadros e potencial de ajuda.
As Linhas de Umbanda atualmente conhecidas e mais atuantes na Direita são: Caboclos,
Pretos-Velhos, Crianças, Baianos, Boiadeiros, Ciganos, Malandros, Marinheiros e Sereias. Exceto quanto às Crianças e às Sereias, as demais Linhas agrupam espíritos humanos que já passaram pela experiência da vida carnal.
E na Esquerda temos: Exus, Pombagiras e Exus Mirins. Estes, os Exus Mirins, vêm de uma dimensão paralela à Esquerda da dimensão humana, eles não são espíritos humanos.
►Que espécie de amparo e orientação os Guias Espirituais podem nos dar?
Os Guias nos sugerem bons pensamentos, palavras e atitudes, inspirando-nos sempre para a prática do Bem; ouvem nossas queixas e nos estimulam a buscar soluções, sem deixar de trazer consolo e esperança para os nossos momentos de aflição; quando necessário, falam com severidade e nos alertam para a necessidade de revermos e corrigirmos pensamentos e atitudes negativas que nos afastam do caminho da Luz. 
Por sua elevação e nobreza, não ficam conosco durante todo o tempo. Não ficam à nossa disposição porque isto atrapalharia o nosso progresso espiritual. Não podem fazer por nós o que é tarefa nossa. Até porque, quando nos omitimos em buscar conhecimentos e soluções, ou quando insistimos numa conduta inadequada à nossa evolução, assumimos perante a Lei e a Justiça Divinas as consequências disso; e os Guias não podem interferir em nosso livre arbítrio. Depende de cada um de nós a busca e o desenvolvimento da Fé, da autoconfiança e da autoestima; o que pode ser alcançado a partir do autoconhecimento e pela aquisição de sentimentos e pensamentos mais puros e de cultura nobre.
Os Guias Espirituais são, por assim dizer, “nossos Irmãos mais velhos”, que por esforço próprio adquiriram conhecimento, sabedoria e merecimento, e que agora voltam para auxiliar o nosso progresso, aplicando em nosso benefício tudo quanto aprenderam.
Eles nos auxiliam principalmente quando nos ensinam sem alarde, pelos seus exemplos de fé, paciência, humildade, dedicação, determinação, coragem, perseverança, carinho e tantas outras virtudes que já adquiriram.
Precisamos amá-los, respeitá-los e compreender que não é tarefa deles nos carregar nos ombros e nem fazer “mágicas” que resolvam nossos problemas.
O compromisso dos Guias Espirituais perante o Divino Criador, a Lei e a Justiça Divinas é apenas o de nos orientar e estimular, para percebermos que nós mesmos somos capazes de desenvolver nossas potencialidades e, através delas, encontrar as soluções para as nossas dificuldades do momento.  
A simples presença de um Guia Espiritual demonstra a continuidade da vida depois da morte física e, só por isto, revela que os nossos esforços têm uma razão de ser, que nada é perdido, e que estamos construindo continuamente a nossa evolução e a nossa felicidade.
O Guia Espiritual de Umbanda é o Sagrado que chega até nós, pelos vários Caminhos de que dispõe o Divino Criador; e sempre usando de uma linguagem simples e compreensível a todos, para despertar em nós o sentimento de Irmandade e Fraternidade.
Quando nos faltam meios para a solução de uma dificuldade, aí sim, os Guias podem agir, mas sempre em obediência à Lei do Criador (na quebra de magias negativas, no afastamento e doutrinação de espíritos vingativos, na cura de enfermidades etc.). E ainda nos alertando de que precisamos, muitas vezes, é modificar o nosso padrão mental, emocional e as nossas atitudes, para entrarmos numa sintonia mais positiva e evitarmos atrair influências desequilibradoras e nocivas.
Ainda a respeito dos Arquétipos da Umbanda, RUBENS SARACENI explica que: “Os guias espirituais umbandistas incorporam com suas formas arquetípicas definidas logo no início da expansão da Umbanda, quando os espíritos se apresentavam como sendo Caboclos (as), Índios (as), Pretos (as) Velhos (as), Crianças, ou como Exus, Pombagiras, Caboclos Boiadeiros, Baianos e Marinheiros, abdicando de seus nomes antigos e assumindo nomes de correntes de espíritos. Os nomes coletivos servem tanto para ocultar suas identidades como para determinar seu grau e sua forma de trabalhar, e como devem falar e apresentar-se quando incorporam em seu médium. Desde que os centros umbandistas, kardecistas e demais segmentos espiritualistas os aceitem, eles incorporam regularmente e passam a dar consultas e a realizar trabalhos em benefício das pessoas, não se preocupando com a crença delas, pois, para os guias espirituais, o que importa é o ser em si, e não a religião ou a doutrina que ele siga. Os Pretos velhos vinham dos Cultos de Nação então existentes, englobados hoje no Candomblé. Os primeiros Pretos Velhos ti­nham seus nomes associados aos de Países Africanos tais como: Congo, An­go­la, Cambinda, Mina, Keto etc. Os Caboclos vinham da religião in­dígena aqui existente e seus nomes aludiam às Tribos. Os primeiros Caboclos apresen­tavam-se com nomes como: Caboclo Aymoré, Tupi, Tupiniquim, Tupinambá etc. Mais adiante vieram as Crianças ou Erês (os gêmeos africanos). Na Direita, apresentavam-se com nomes de Santos, no diminutivo: Pedrinho (São Pedro), Joãozinho (São João), Mariazinha (San­ta Maria), Glorinha (Nossa Senhora da Glória), Tiãozinho (São Sebastião) etc. Já na Esquerda apre­sentavam-se com os nomes dos Exus, no diminutivo”.  

quinta-feira, 15 de setembro de 2016



Não te extenues em busca do que não se faz necessário à travessia dessa reencarnação.

Aprende a guardar serenidade ante os obstáculos que, embora te esforçando, porventura não consigas remover. Assimila as valiosas lições de suprema utilidade que eles te oferecem e que podem ser extremamente úteis em futuras oportunidades.

Toma cuidado para não te tornares sequioso pelo que desejas conquistar a ponto de esqueceres de agradecer pelo que tens, incapacitando-te para aquilatar o valor desses bens e oferecer-lhes a melhor direção.

Lembra-te que sempre encontrarás o que mais procuras. E nem sempre o que procuras demonstra imediatamente que transporta consigo adornos que podem trazer muita infelicidade.

Quantas vezes anseias pela riqueza sem avaliar que com ela adquirirás também recursos para o que não deves, mas poderás comprar, ou que fará despontar em ti a ganância extravagante levando a estados de alma perniciosos.

Desejas a beleza, mas talvez ela te arraste à prostituição ou à nulidade dos teus melhores sentimentos em favor da vaidade. Quantas vidas não se perdem pelos apelos à modelagem excessiva da beleza, quando deveriam cultivar esses dons na alma, através de inesquecíveis gestos de dedicação e amor ao próximo.

Buscai e achareis, disse Jesus, para nos incentivar ao trabalho que nos conduziria ao progresso, mas temos buscado de maneira errada, por caminhos equivocados e na maioria das vezes nos cansamos infinitamente pelo que não vale a pena, enquanto deixamos ir valiosas oportunidades de crescimento espiritual.

Fica atento ao que não presta, não te deixes iludir pelo ouro que a ferrugem logo consumirá e não gastes a tua energia com o que realmente não irá abastecer a alma, cansando-te indevidamente.

Quando buscares, em primeiro lugar busca Jesus, onde poderás descansar e refletir através de uma sincera oração, para somente então retomar a caminhada pronto para enfrentar as intempéries com a serenidade necessária para te garantir êxito na jornada.


Do Livro: A Conquista da Felicidade 
                (Eulália Bueno / Esp. Maria do Rosário Del Pilar)


É possível ser um homem de bem sem acreditar em Deus?
Resposta afirmativa, embora seja pouco frequente, porquanto o autêntico homem de bem é um Espírito evoluído, cuja característica principal é a plena convicção da Presença Divina.
Como diz Kardec, são pessoas confiantes, que enfrentam dificuldades e dissabores sem sobressaltos, sem temores ou angústias, conscientes de que se o Senhor permite que surjam em seu caminho é em seu próprio benefício.
Sobretudo, cumprem seus deveres para com o próximo, evitando o mal e cogitando do bem, pois sabem que responderão por todos os prejuízos que causem ao semelhante, seja por sua ação ou por sua omissão.

Há outra questão, mais importante:
É possível acreditar em Deus e não ser um homem de Bem?
A resposta infelizmente, é afirmativa.
Em qualquer País, a maioria da população acredita em Deus. No entanto, raros vivem com a consciência da Presença Divina.
Pior. Muitos fazem de sua crença um apoio para suas maldades.
Em nome de Deus, os judeus eliminavam, em terra inimiga, tudo o que tivesse vida, homens e mulheres, velhos e crianças, sãos e doentes, animais, aves, peixes...
Em nome de Deus, os muçulmanos medievais matavam os ``infiéis´´, formando um vasto império na base do ``crê ou morre´´.
Em nome de Deus, os cristãos da Europa promoveram as cruzadas, sangrentas guerras de conquista, com o propósito de reconquistar o solo sagrado da Palestina, onde Jesus ensinava a paz e a concórdia.
Em nome de Deus, no passado, sacerdotes benziam canhões, e no presente, fundamentalistas fanáticos vestem-se de bombas para dizimar inocentes.
Em nome de Deus, o Senhor da Vida, a matança está sempre presente.

Também no varejo a maldade é exercitada em nome de Deus. Malfeitores pedem ajuda a Deus para suas estripulias.
Sacerdotes, familiarizados com a ideia de que Deus está presente, nem por isso deixam de comprometer-se em desvios de comportamento e até em crimes hediondos, como a pedofilia.
Há orientadores religiosos que dão tratos à imaginação, fantasiam para convencer os fiéis a darem seu dinheiro à bolsa de Deus, eufemismo com o qual se referem ao seu próprio bolso.

O problema dos religiosos, dos homens que acreditam em Deus mas não são homens de bem, está nas antigas concepções antropomórficas de Deus, que desde sempre caracterizam as religiões. Ao inverso da crença bíblica de que fomos criados à imagem e semelhança de Deus, pretendem um Deus à nossa imagem e semelhança, isto é, dotado das paixões e fraquezas humanas.
Incrível a existência de um deus que se irrita, que se vinga, que incita à violência, que manda matar, que não poupa nem humildes animais.
Essa é uma das razões pelas quais o mal impera no Mundo, praticado até mesmo pelos que se situam como representantes da divindade. Em nome desse Deus sanguinário, todas as maldades são toleradas e até estimuladas.

O Espiritismo desfaz a fantasia do deus antropomórfico e o apresenta como a Consciência Cósmica, a Mente Divina que está presente em todos os quadrantes do Universo, que tudo vê, tudo sabe, tudo pode. 
Espíritos superiores em trânsito pela Terra revelam um profundo respeito pela Criação e pelas criaturas.
Francisco de Assis chamava seres animados e inanimados de irmãos, incluindo o irmão Sol e a irmã Lua.
Albert Schweitzer, o grande missionário alemão, cultivava o que chamava de reverência pela vida, recusando-se a matar até insetos, filhos de Deus como ele próprio.
Chico Xavier também era assim, originando episódios pitorescos com sua reverência pela Vida. Amigos insistiam para com eles ir pescar e ele ia. Mas nunca colocava isca no anzol (um exemplo).

Para que identifiquemos a presença de Deus, estimulando-nos a viver como seus filhos, é preciso limpar os visores da alma, depurar o coração, livrando-nos de mazelas e imperfeições, vícios e paixões, buscando,à luz do Evangelho, o comportamento mais adequado, a atitude mais correta, o pensamento mais elevado.
Como disse Francisco de Assis: ``Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível´´.
O necessário em relação à nossa depuração, é cultivar a reflexão.
Diariamente, antes de reclinar a cabeça no travesseiro, vamos, durante alguns minutos, em canto solitário, após orar pedindo a inspiração dos bons Espíritos, analisar nossas ações, o que pensamos, o que fizemos.
Messe empenho de fazer o possível, como diz Francisco de Assis, iremos aos poucos depurando a nossa alma, desenvolvendo a capacidade de sentir a presença de Deus, para sermos um homem de bem.

Do livro: O Homem de Bem (Richard Simonetti)


Muitas mensagens sobre a Transição Planetária tem sido recebidas nos Centros Espíritas, enviadas pelos Espíritos Superiores.

Esta semana me foram entregues, através de amigos, três mensagens que pretendo postar, uma a cada semana, para conhecimento de todos vocês.

Estas mensagens nos levam a meditar, mudar nosso comportamento, e, consequentemente, à evolução moral e espiritual.

Um abraço a todos.
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Meus filhos:

Que Jesus nos abençoe.

A sociedade terrena vive, na atualidade, um grave momento mediúnico no qual, de forma inconsciente, dá-se o intercâmbio entre as duas esferas da vida.
Entidades assinaladas pelo ódio, pelo ressentimento e tomadas de amargura, cobram daqueles algozes de ontem o pesado ônus da aflição que lhes tenham proporcionado. Espíritos nobres, voltados ao ideal de elevação humana, sincronizam com as potências espirituais na edificação de um mundo melhor. 
As obsessões campeiam de forma pandêmica, confundindo-se com os transtornos psicopatológicos que trazem os processos afligentes e degenerativos.

Sucede que a Terra vivencia, neste período, a grande transição de mundo de provas e de expiações para mundo de regeneração.

Nunca houve tanta conquista da ciência e da tecnologia, e tanta hediondez do sentimento e das emoções. As glórias das conquistas do intelecto esmaecem diante do abismo da crueldade, da dissolução dos costumes, da perda da ética e da decadência das conquistas da civilização e da cultura.

Não seja, pois, de estranhar que a dor, sob vários aspectos, espraia-se no planeta terrestre não apenas como látego mas, sobretudo, como convite à reflexão, como análise à transitoriedade do corpo, com o propósito de convocar as mentes e os corações para o ser espiritual que todos somos.

Fala-se sobre a tragédia do cotidiano com razão.

As ameaças de natureza sísmica, a cada momento tornam-se realidade tanto de um lado como de outro do planeta. O crime campeia à solta e a floração da juventude entrega-se, com exceções compreensíveis, ao abastardamento do caráter, às licenças morais e à agressividade.

Sucede, meus filhos, que as regiões de sofrimento profundo estão liberando seus hóspedes que ali ficaram, em cárcere privado, por muitos séculos e agora, na grande transição, recebem a oportunidade de voltarem-se para o bem ou de optar pela loucura a que se têm entregado. E esses, que teimosamente permanecem no mal, a benefício próprio e do planeta, irão ao exílio em orbes inferiores onde lapidarão a alma auxiliando os seus irmãos de natureza primitiva, como nos aconteceu no passado.

Por outro lado, os nobres promotores do progresso de todos os tempos passados, também reencarnam nesta hora para acelerar as conquistas, não só da inteligência e da tecnologia de ponta, mas também dos valores morais e espirituais. Ao lado deles, benfeitores de outra dimensão emboscam-se na matéria para se tornarem os grandes líderes e sensibilizarem esses verdugos da sociedade.

Aos médiuns cabe a grande tarefa de ser ponte entre as dores e as consolações. Aos dialogadores cabe a honrosa tarefa de ser, cada um deles, psicoterapeutas de desencarnados, contribuindo para a saúde geral. Enquanto os médiuns se entregam ao benefício caridoso com os irmão em agonia, também têm as suas dores diminuídas, o seu fardo de provas amenizados, as suas aflições contornadas, porque o amor é o grande mensageiro da misericórdia que dilui todos os impedimentos ao progresso - é o sol da vida, meus filhos, que dissolve a névoa da ignorância e que apaga a noite da impiedade.

Reencarnastes para contribuir em favor da Nova Era.

As vossas existências não aconteceram ao acaso, foram programadas.

Antes de mergulhardes na neblina carnal, lestes o programa que vos dizia respeito e o firmastes, dando o assentimento para as provas e as glórias estelares.

O Espiritismo é Jesus que volta de braços abertos, descrucificado, ressurreto e vivo, cantando a sinfonia gloriosa da solidariedade.

Dai-vos as mãos!

Que as diferenças opinativas, sejam limadas e os ideais de concordância sejam praticados. Que, quaisquer pontos de objeção tornem-se secundários diante das metas a alcançar.

Sabemos das vossas dores, porque também passamos pela Terra e compreendemos que a névoa da matéria empana o discernimento e, muitas vezes, dificulta a lógica necessária para a ação correta. Mas ficais atentos: tendes compromissos com Jesus.

Não é a primeira vez que vos comprometestes, enganando-vos. Mas esta é a oportunidade final, optativa para a glória da imortalidade ou para a anestesia da ilusão.

Ser espírita é encontrar o tesouro da sabedoria.

Reconhecemos que na luta cotidiana, na disputa social e econômica, financeira e humana do ganha-pão, esvai-se o entusiasmo, diminui a alegria do serviço, ms se permanecerdes fiéis, orando com as antenas direcionadas ao Pai Todo-Amor, não vos faltarão a inspiração, o apoio, as forças morais para vos defenderdes das agressões do mal que muitas vezes vos alcança.

Tende coragem, meus filhos, unidos, porque somos os trabalhadores da última hora, e o nosso será o salário igual ao do jornaleiro do primeiro momento.

Cantemos a alegria de servir e, ao sairmos daqui, levemos impresso no relicário da alma, tudo aquilo que ocorreu em nossa reunião de santas intenções: as dores mais variadas, os rebeldes, os ignorantes, os aflitos, os infelizes, e também a palavra gentil dos amigos que velam por todos nós.

Confiando em nosso Senhor Jesus Cristo, que nos delegou a honra de falar em Seu nome, e em Seu nome ensinar, curar, levantar o ânimo e construir um mundo novo, rogamos a Ele, nosso Divino Benfeitor, que a todos nos abençoe e nos dê a Sua paz.

São os votos do servidor humílimo e paternal de sempre.


Bezerra de Menezes



A ideia do bem é sempre mais forte do que a do mal.

É esta uma das grandes leis da natureza. A pedra angular do encanto ou influência mental, que uma pessoa pode exercer sobre as outras, está precisamente nesta ideia expressa pelas seguintes palavras: ``desejo ajudar-te por qualquer maneira que possa para te ir formando, desejo ajudar-te para que possas melhorar a tua saúde e os teus negócios particulares e alcances o lugar que realmente te pertence ou a posição em que teus talentos possam brilhar mais.´´

Nutrindo bons sentimentos em relação aos nossos semelhantes, atraímos uma parte das poderosas forças ocultas do mundo invisível e isso é suficiente para nos livrar dos ataques de nossos inimigos. Daí o ensinamento de Jesus Cristo: faze o bem àqueles que te odeiam. A prática do bem atrai elementos invisíveis de poder e de força construtiva, enquanto fazer o mal somente pode desencadear elementos de destruição, que se voltarão contra nós.

O homem bom é uma fonte de saúde e alegria, desarmando os maus espíritos, os perversos e invejosos.

Há uma grande correlação entre o corpo e a mente. A mente impura estraga o sangue e o sangue impuro gera doenças. Assim também, o bom êxito de nossas iniciativas depende da natureza dos nossos pensamentos.

O verdadeiro umbandista procura sempre fazer o bem. O `choque de retorno´ é uma realidade. 

Um umbandista, por exemplo, pede um favor a Exu. Ora, Exu é o agente mágico universal, o intermediário entre os Orixás e os homens. Tanto faz o bem como o mal. Porque Exu não carrega a culpa dos maus ... Se pedimos o bem, ele nos atenderá e isso servirá para o nosso espírito. Mas se pedirmos que faça o mal a um nosso inimigo, Exu nos atenderá, mas a responsabilidade pelo malefício não será de Exu, porém nossa. É necessário, pois, o máximo cuidado nos pedidos que fazemos a Exu. Uma vitória de momento pode nos custar muito, com o decorrer do tempo.

Os ventos voam, a água corre ...

Muita coisa que acontece neste mundo tem sua explicação no princípio do choque de retorno. Vemos um homem atingir o ponto máximo de sua carreira e de repente, sem motivo aparente, cair das alturas a que subiu.

No íntimo de sua consciência, ele sabe muito bem o que está pagando. 

A lenda de Pedro Cem (cem milhões) é expressiva. O pobre coitado andava pelas ruas, lamentando-se: ``Uma esmola para Pedro Cem, que já teve, hoje não tem´´.

Os latinos diziam: ``Sic transit gloria mundi´´: Assim passa a glória do mundo.


Fonte: As Mirongas de Umbanda (Dyron Torres de Freitas e Tancredo da Silva Pinto)




Opera-se, na Terra, neste largo período, a grande transição anunciada pelas Escrituras e confirmada pelo Espiritismo.

O planeta sofrido experimenta convulsões especiais, tanto na sua estrutura física e atmosférica, ajustando as suas diversas camadas tectônicas, quanto na sua constituição moral.

Isto porque, os espíritos que o habitam, ainda caminhando em faixas de inferioridade, estão sendo substituídos por outros mais elevados que o impulsionarão pelas trilhas do progresso moral, dando lugar a uma era nova de paz e de felicidade.

Os espíritos renitentes na perversidade, nos desmandos, na sensualidade e vileza, estão sendo recambiados lentamente para mundos inferiores onde enfrentarão as consequências dos seus atos ignóbeis, assim renovando-se e predispondo-se ao retorno planetário, quando recuperados e decididos ao cumprimento das leis de amor.

Por outro lado, aqueles que permaneceram nas regiões inferiores estão sendo trazidos à reencarnação de modo a desfrutarem da oportunidade de trabalho e de aprendizado, modificando os hábitos infelizes a que se tem submetido, podendo avançar sob a governança de Deus.

Caso se oponham às exigências da evolução, também sofrerão um tipo de expurgo temporário para regiões primárias entre as raças atrasadas, tendo o ensejo de ser úteis e de sofrer os efeitos danosos da sua rebeldia.

Concomitantemente, espíritos nobres que conseguiram superar os impedimentos que os retinham na retaguarda, estarão chegando, a fim de promoverem o bem e alargarem os horizontes da felicidade humana, trabalhando infatigavelmente na reconstrução da sociedade, então fiel aos desígnios divinos.

Da mesma forma, missionários do amor e da caridade, procedentes de outras Esferas estarão revestindo-se da indumentária carnal, para tornar essa fase de luta iluminativa mais amena, proporcionando condições dignificantes, que estimulem ao avanço e à felicidade.

Não serão apenas os cataclismos físicos que sacudirão o planeta, como resultado da lei de destruição, geradora desses fenômenos, como ocorre com o outono que derruba a folhagem das árvores, a fim de que possam enfrentar a invernia rigorosa, renascendo exuberantes com a chegada da primavera, mas também os de natureza moral, social e humana que assinalarão os dias tormentosos, que já se vivem.

Os combates apresentam-se individuais e coletivos, ameaçando de destruição a vida com hecatombes inimagináveis.

A loucura, decorrente do materialismo dos indivíduos, atira-os nos abismos da violência e da insensatez, ampliando o campo do desespero que se alarga em todas as direções.

Esfacelam-se os lares, desorganizam-se os relacionamentos afetivos, desestruturam-se as instituições, as oficinas de trabalho convertem-se em áreas de competição desleal, as ruas do mundo transformam-se em campos de lutas perversas, levando de roldão os sentimentos de solidariedade e de respeito, de amor e de caridade.

A turbulência vence a paz, o conflito domina o amor, a luta desigual substitui a fraternidade.

A fatalidade da existência humana é a conquista do amor que proporciona plenitude.

Há, em toda parte, uma destinação inevitável, que expressa a ordem universal e a presença de uma Consciência Cósmica atuante.

A rebeldia que predomina no comportamento humano elegeu a violência como instrumento para conseguir o prazer que lhe não chega da maneira espontânea, gerando lamentáveis consequências, que se avolumam em desaires contínuos. 

É inevitável a colheita da sementeira por aquele que a fez, tornando-se rico de grãos abençoados ou de espículos venenosos.
Como as leis da vida não podem ser derrogadas, toda objeção que se lhes faz converte-se em aflição, impedindo a conquista do bem-estar.

Da mesma forma, como o progresso é inevitável, o que não seja conquistado através do dever, sê-lo-á pelos impositivos estruturais de que o mesmo se constitui.

A melhor maneira, portanto, de compartilhar conscientemente da grande transição é através da consciência de responsabilidade pessoal, realizando as mudanças íntimas que se tornem próprias para a harmonia do conjunto.

Nenhuma conquista exterior será lograda se não proceder das paisagens íntimas, nas quais estão instalados os hábitos.

Esses, de natureza perniciosa, devem ser substituídos por aqueles que são saudáveis, portanto, propiciatórios de bem-estar e de harmonia emocional.

Na mente está a chave para que seja operada a grande mudança.

Quando se tem domínio sobre ela, os pensamentos podem ser canalizados em sentido edificante, dando lugar a palavras corretas e a atos dignos.

O indivíduo, que se renova moralmente, contribui de forma segura para as alterações que se vêm operando no planeta.

Não é necessário que o turbilhão dos sofrimentos gerais o sensibilize, a fim de que possa contribuir eficazmente com os espíritos que operam em favor da grande transição.

Dispondo das ferramentas morais do enobrecimento, torna-se cooperador eficiente, em razão de trabalhar junto ao seu próximo pela mudança de convicção em torno dos objetivos existenciais, ao tempo em que se transforma num exemplo de alegria e de felicidade para todos.

O bem fascina todos aqueles que o observam e atrai quantos se encontram distantes da sua ação, o mesmo ocorrendo com a alegria e a saúde.

São eles que proporcionam o maior contágio de que se tem notícia e não as manifestações aberrantes e afligentes que parecem arrastar as multidões.

Como escasseiam os exemplos de júbilo, multiplicam-se os de desespero, logo ultrapassados pelos programas de sensibilização emocional para a plenitude.

A grande transição prossegue, e porque se faz necessária, a única alternativa é examinar-lhe a maneira como se apresenta e cooperar para que as sombras que se adensam no mundo sejam diminuídas pelo Sol da imortalidade.

Nenhum receio deve ser cultivado, porque, mesmo que ocorra a morte, esse fenômeno natural é veículo da vida que se manifestará em outra dimensão.

A vida sempre responde conforme as indagações morais que lhe são dirigidas.

As aguardadas mudanças que se vêm operando trazem uma ainda mais valorizada contribuição, que é a erradicação do sofrimento das paisagens espirituais da Terra.

Enquanto viceje o mal, no mundo, o ser humano torna-se-lhe a vítima preferida, em face do egoísmo em que se estorcega, apenas por eleição especial.

A dor momentânea que o fere, convida-o, por outro lado, à observância das necessidades imperiosas de seguir a correnteza do amor no rumo do oceano da paz.

Logo passado o período de aflição, chegará o da harmonia.

Até lá, que todos os investimentos sejam de bondade e de ternura, de abnegação e de irrestrita confiança em Deus.


Joanna de Ângelis