quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Sou feliz por ser umbandista

 


Eu sou Umbandista… Mas o que é isso? O que é ser Umbandista?
É não ter vergonha de dizer: “Eu sou Umbandista”.
É não ter vergonha de ser identificado como Umbandista.
É se dar, acima de tudo a um trabalho espiritual.
É saber que um terreiro, um centro, uma casa de Umbanda é um local espiritual e não a Religião de Umbanda em seu todo, mas todos os terreiros, centros e casas de Umbanda, representam a Religião de Umbanda.
É saber respeitar para ser respeitado, é saber amar para ser amado ,é saber ouvir para ser escutado, é saber dar um pouco de si para receber um pouco de Deus dentro de si.
É saber que a Umbanda não faz milagres, quem os faz é Deus e quem os recebe os mereceu.
É saber que uma casa de Umbanda não vende nem dá salvação, mas oferece ajuda aos que querem encontrar um caminho.
É ter respeito por sua casa, por seu sacerdote e pela Religião de Umbanda como um todo: irmandade.
É saber conversar com seu sacerdote e retirar suas dúvidas.
É saber que nem sempre estamos preparados. Que são necessários sacrifícios, tempo e dedicação para o sacerdócio.
É entrar em um terreiro sem ter hora para sair ou sair do terreiro após o último consulente ser atendido.
É mesmo sem fumar e beber dar liberdade aos meus guias para que eles utilizem esses materiais para ajudar ao próximo, confiando que me deixem sempre bem após as sessões.
É me dar ao meu Orixá para que ele me possua com sua força e me deixe um pouco dessa força para que eu possa viver meu dia - a - dia numa luta constante em benefício dos que precisam de auxílio espiritual.
É sofrer por não negar o que sou e ser o que sou com dignidade, com amor e dedicação.
É ser chamado de atrasado, de sujo, de ignorante, conservador, alienígena, louco. E ainda assim amar minha religião e defende-la com todo carinho e amor que ela merece.
É ser ofendido físico, espiritual e moralmente, mas mesmo assim continuar amando minha Umbanda.
É ser chamado de adorador do Diabo, de Satanás, de servo dos encostos e mesmo assim levantar a cabeça, sorrir e seguir em frente com dignidade.
É ser Umbandista e pedindo sempre a Zambi para que eu nunca esteja Umbandista.
É acreditar mesmo nos piores momentos, com a pior das doenças, estando um caco espiritual e material, que os Orixás e os guias, mesmo que não possam nos tirar dessas situações, estarão ali, ao nosso lado, momento a momento nos dando força e coragem; ser Umbandista é acima de tudo acreditar nos Orixás e nos guias, pois eles representam a essência e a pureza de Deus.
É dizer sim, onde os outros dizem não!
É saber respeitar o que o outro faz como Umbanda, mesmo que seja diferente da nossa, mas sabendo que existe um propósito no que ambos estão fazendo.
É vestir o branco sem vaidade.
É alguém que você nunca viu te agradecer porque um dos seus guias a ajudou e não ter orgulho.
É colocar suas guias e sentir o peso de uma responsabilidade onde muitos possam ver ostentação.
É chorar, sorrir, andar, respirar e viver dentro de uma religião sem querer nada em troca.
É ter vergonha de pedir aos Orixás por você, mas não ter vergonha de pedir pelos outros.
É não ter vergonha de levar uma oferenda em uma praia ou mata, nem ter vergonha de exercer a nossa religiosidade diante dos outros.
É estar sempre pronto para servir a espiritualidade, seja no terreiro, seja numa encruza, seja na calunga, seja no cemitério, seja na macaia, seja nos caminhos. Seja em qualquer lugar onde nosso trabalho seja necessário.
É se alegrar por saber que a Umbanda é uma religião maravilhosa, mas também sofrer porque os Umbandistas ainda são tão preconceituosos uns com os outros.
É ficar incorporado 5, 6 horas em cada uma das giras, sentindo seu corpo moído e ao mesmo tempo sentir a satisfação e o bem estar por mais um dia de trabalho.
É sentir a força do zoar dos atabaques, sua vibração, sua importância, sua ação, sua força dentro de uma gira e no trabalho espiritual.
É arriar a oferenda para o Orixá e receber seu Axé.
É ver um consulente entrar no terreiro chorando e vê-lo mais tarde sair do terreiro sorrindo.
É ter esperança que um dia, nós Umbandistas, acharemos a receita do respeito mútuo.
É ser Umbandista mesmo que outros digam que o que você faz, sua prática, sua fé, sua doutrina, seu acreditar, sua dedicação, seu suor, suas lágrimas e sacrifício, não sejam Umbanda.
É saber que existe vaidade mesmo quando alguém diz que não têm vaidade: vaidade de não ter vaidade.
É saber o que significa a Umbanda não para você, mas para todos.
É saber que as palavras somente não bastam. Deve haver atitude junto com as palavras: falar e fazer, pensar e ser, ser e nunca estar.
É saber que a Umbanda não vê cor, não vê raça, não vê status social, não vê poder econômico, não vê credo. Só vê ajuda, caridade, luta, justiça, cura, lágrima… e bom, mal e bem…Os problemas, as necessidades e a ajuda para solucionar os problemas de quem a procura.
É saber que a Umbanda é livre; não tem dono, não tem Papa, mas está aí para ajudar e servir a todos que a procuram.
É saber que você não escolheu a Umbanda, mas que a Umbanda escolheu você.
É amar com todas as forças essa Religião maravilhosa chamada Umbanda.

 
 

Texto de Etiene Sales, enviando a mim por uma querida amiga, Maria Lima.
 

Esclarecendo dúvidas de vários irmãos de fé



Esclarecendo dúvidas...
Bom, nessa minha vida de umbandista, passando por vários centros, conhecendo várias pessoas, e pais e mães de santo, dirigentes etc., tenho percebido muitas coisas e duvidas de várias pessoas, principalmente daquelas que procuram esses centros/terreiros e pais de santo e dirigentes. 
Pensei bastante em como divagar sobre isso em perguntas e resposta, então decidi colocar num texto só, algumas das que mais me tem 'incomodado' nos últimos dias.
Em primeiro lugar, quero deixar claro, que todo e qualquer centro ou terreiro, haverá problemas, nenhum é perfeito, pois em todos eles, há a mão do ser humano, do homem, de pais, mães e filhos de fé, portanto, sempre haverá alguma coisinha que nos incomoda, isso é fato, mas temos que aprender a lidar com cada uma delas, pois faz parte da nossa evolução.
Segundo, pra não haver problemas nos centros, terreiros e com pais e mães de fé, é preciso humildade de todos, discernimento, pra não começarem com fofocas indevidas e desnecessárias. E mais ainda, ser franco o suficiente, pra chegar no dirigente e conversar pra falar o que não se gosta, ou que está incomodando, e entender o por que das coisas. Em relação à fofoca, é simplesmente acabar com ela, irmãos de fé, são iguais aos irmãos na carne, uns acham que tem mais atenção da mãe  ou do pai, e ai começa a briga... é preciso mudar essa forma de pensar, e cada um saber, que todos tem o seu carinho necessário, e se você está achando que está sendo deixado de lado, veja se você está se aproximando o necessário para ter a atenção que tanto deseja. Nós dirigentes, pais ou mães de fé, temos a nossa vida, e também toda a preocupação com os terreiros e filhos, e as vezes, parecemos distantes mesmo desse ou daquele filho, mas nem sempre é intencional. É claro que tem aqueles que fazem de propósito, mas isso é outra história, e ficará para uma outra postagem.
Vamos ao assunto que temos que discorrer aqui.. 
1ª - Guia/Entidade espiritual, ameaça filho de fé?
- Não meus irmãos, entidade alguma de luz, irá ameaçar quem quer que seja. Eles são seres de luz e estão para nos orientar e não nos ameaçar a fazer algo que não queiramos ou que vá de contra ao que acreditamos. 
2ª -  Algumas entidades lá no terreiro, agem de forma que não vai de encontro com o que deveriam agir...
- Toda mediunidade deve ser desenvolvida com direcionamento, estudo e orientação, assim, a gente aprende a identificar melhor a vibração dessa ou daquela entidade.  O estudo nos ajuda a entender como cada um deles trabalha, e assim, fica melhor pra entendermos como e por que eles pedem as coisas que pedem, e por que necessitam daquilo. Você nunca verá um Exú de Lei, agir como um bêbado, e uma pomba-gira agir como uma mulher vadia. Nunca verá um Exu Mirim agir como um Erê e vice-versa... e por ai vai.  
Umbanda tem fundamento, é preciso preparar!
3ª -  Sou filho de fé, e já ouvi o dirigente do centro que eu frequento dizer que eu não posso sair do terreiro dele, por que senão ele irá pagar por aquilo, é verdade?
Não, não é verdade.
Nós Pais, Mães de fé, dirigentes etc, temos um compromisso com Olorum nosso Divino Criador, com os Orixás e com as Entidades espirituais.
Temos o compromisso de orientar, direcionar e guiar, cada um que a nós procurar. Desenvolver suas mediunidades quando quiserem ou se fizer necessário, permitir que atuem ativamente na umbanda dando orientação sempre.
Mas, se o filho tiver que ir, ele irá, e outro virá. Assim é a lei da vida e de tudo.
Nós dirigentes, cuidaremos de todos que até nós chegarem, e daremos a liberdade que cada um precisar no momento que se fizer necessário.
A minha 'divida' não irá aumentar se o filho for embora do terreiro. Somos responsáveis por cada um, até o momento que estiverem sob a nossa 'tutela', a partir do momento que o filho precisar ou preferir seguir em outro lugar, poderá assim fazer. Tudo na vida tem o seu tempo, alguns irão abrir suas casas, outros irão procurar outra casa, mas tudo no seu tempo. Portanto, não se sinta obrigado a ficar em um lugar, por que, o pai disse isso ou aquilo. Você é livre pra seguir sua vida, seja ela pessoal, material ou espiritual.
4ª - O terreiro que eu frequento, falam que é de umbanda, mas lá eles sacrificam animais e tem raspagem de cabeça, umbanda e candomblé, são as mesmas religiões?
A umbanda e o candomblé são religiões que cultuam os Orixás, mas são diferentes em seus ritos. 
Na umbanda não existe a camarinha. Não existe o sacrifício animal, e saída de santo. Esses ritos são do candomblé.
Não estou aqui pra criticar essa ou aquela religião. Respeito todas mas pratico uma só. Sou Umbandista, já estive em terreiros de Umbanda que tinham camarinhas, e se praticavam a maioria dos ritos, que lembram os do candomblé. O que eu percebi nessas minhas idas e vindas, é que a maioria dos dirigentes dessas casas, foram filhos de fé de Pais e Mães que foram 'feitos' no candomblé, portanto aprenderam dessa forma, e assim passam para a frente.
É errado? Não. Cada um 'toca' a sua umbanda como aprendeu e temos e devemos respeitar, se quisermos que respeitem também a forma como 'tocamos ' a nossa.
O importante é: você se sente a vontade com esses ritos? Se sim, e a casa te faz bem, continue. Se não, peça licença, e procure outro lugar que vá de encontro com o que você acredita. Simples assim! 
Bom, por enquanto são só essas, mas sei que existem muitas outras, escrevi essas apenas, por que, elas tem me perseguido nessas 4 ultimas semanas. Mais de uma pessoa vieram com essas duvidas/perguntas, então resolvi escrevê-las aqui. Conforme outras forem surgindo vou escrevendo, de acordo com o que eu acredito/ estudo.
Caso tenha dúvidas, poste-as, e vamos respondendo como já disse, de acordo com o que acredito e estudo.
Boa tarde a todos e até a próxima postagem.

Iara Guerreiro - Dirigente CEU Geração.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016


Não confunda o médium com a entidade


A importância do cambone no terreiro

Os perigos e consequências da mediunidade mal orientada



Os perigos e consequências da mediunidade mal orientada

A falta de doutrina e de comprometimento que existe, em muitas casas espiritualistas, coloca em risco a saúde física e psicológica dos médiuns.
Para se ter ideia, há casas que iniciam qualquer pessoa que tenha vontade em trabalhos de desenvolvimento mediúnico de incorporação.
E as pessoas que começam a frequentar os trabalhos, por não terem a menor noção do que é certo ou errado, se submetem.
Na verdade, existem casos em que a mediunidade de incorporação nunca vai se manifestar porque o médium deverá desenvolver outras formas de mediunidade.
Consequentemente, tentando fazer incorporar quem não deve, surgem atrapalhações de toda ordem.
A mediunidade deve ser desenvolvida de forma progressiva e individualizada, e o bom desenvolvimento do corpo mediúnico depende muito da firmeza e da competência do chefe encarnado do grupo e do espírito dirigente dos trabalhos.
Na Terra, a esfera material das diversas formas de religião é conduzida pelos encarnados, o que inclui a organização das casas, a orientação das pessoas e até a redação dos textos que explicam os fenômenos espirituais.
É justamente por se tratar de “coisa de humanos” que a religião muitas vezes é deturpada.
Se os espíritos de luz pudessem atuar sozinhos, várias situações inoportunas deixariam de acontecer.
Mas os trabalhos religiosos na Terra precisam da união do plano físico e do espiritual.
Sem o fluido vital dos médiuns, não é possível para os espíritos atuar em nosso nível vibratório. Daí a grande importância dos médiuns e também da assistência nos trabalhos religiosos.
Quando um dirigente religioso, independente da linha em que trabalhe, se deixa envolver pelo ego, passa a acreditar que é dono da verdade e, o que é ainda pior, que é dono das pessoas sua mente se fecha para as orientações do plano espiritual que deveriam orientar sua conduta, porque sua vontade passa a ser mais importante.
Quando o chefe dos trabalhos “se perde”, os espíritos não compactuam com os erros cometidos, mas respeitam o livre-arbítrio de todos. Ficam à parte, aguardando que a situação se modifique para novamente poderem trabalhar com seus médiuns.
As pessoas não ficam desamparadas, mas os espíritos não compactuam com o ego. Há trabalhos que, irresponsavelmente, surgem em função da vontade que têm algumas pessoas de dirigirem grupos. Se uma pessoa resolve iniciar uma sessão, a responsabilidade é dela. Os seus protetores não vão puni-la por isso, mas toda a carga que surge em função dos trabalhos vai ser também responsabilidade dela.
Surgem, em função disso, muitas complicações, para quem dirige e para quem é dirigido. Portanto, não bastando atrapalhar a si mesmo, o chefe deverá arcar com as consequências do que provoca para o corpo mediúnico de sua casa.
O mesmo vale para quem decide que vai prestar “atendimentos espirituais” ou outros tipos de “trabalho” relacionados, sem as devidas proteções que só uma casa, com os devidos calços, pode ter.
Toda aplicação do dom mediúnico deve estar sobre a proteção de uma corrente espiritual e de uma chefia realmente capacitada.
Infelizmente, em muitas casas sem boa direção espiritual, exerce-se o hábito de desenvolver a mediunidade em pessoas obssediadas, causando-lhes desequilíbrios ainda piores do que a própria obsessão.
São pessoas que, estando claramente doentes, são levadas a abrirem seus canais de mediunidade, irresponsavelmente, a fim de supostamente se curarem.
A pessoa perturbada chega nos trabalhos e é aconselhada a desenvolver… porque tem mediunidade. Deveria procurar entender o que acontece consigo, através da doutrina, e não sair procurando um lugar para “desenvolver”. Situações como essa, ocorrem devido ao pouco conhecimento doutrinário dos dirigentes das casas e até dos médiuns que dão consultas, acreditando que estão falando pelos espíritos.
A mediunidade perturbada pela obsessão não merece incentivo. No aspecto patológico, existem aqueles que, por desequilíbrios neurológicos, se comportam como vítimas de processos obsessivos. Nestes casos, também é inoportuno o desenvolvimento das faculdades mediúnicas.
Mentores espirituais de casas honestas cuidam de tratar desses processos obsessivos até que os fenômenos cessem, e o enfermo, curado, possa retomar suas atividades normais e, quem sabe, desenvolver sua mediunidade.
Tudo está muito bem, se o médium está preparado, saudável e consciente de que desenvolver a mediunidade é o que realmente deseja e de que realmente precisa. Por outro lado, se a pessoa está desequilibrada, doente, desenvolvendo algo que nem sabe exatamente o que é, possuir um canal aberto será algo muito perigoso. Em ambos os casos, haverá a possibilidade da comunicação com o mundo dos espíritos, e um médium despreparado não vai saber identificar, nem filtrar, mensagens boas de mensagens oriundas de espíritos obsessões.
Por isso, desenvolver a mediunidade em quem não está preparado permite que as obsessões se manifestam pelo canal mediúnico que foi aberto, ocasionando demências em diferentes graus.
A mediunidade não é causadora da enfermidade ou da loucura. É o seu desenvolvimento indevido que permite que um espírito obsessor dela se utilize para instalar, na mente de sua vítima, a enfermidade mental.
Pensar na mediunidade como causa desses distúrbios seria o mesmo que culpar a porta de uma casa pela entrada do ladrão. A porta foi somente o meio ou a via de acesso utilizada para a realização do furto, por negligência e desatenção do dono da casa.
Precisamos também conhecer a fadiga mediúnica. O exercício da mediunidade provoca perda de fluidos vitais do corpo do médium e tende a esgotar os seus campos energéticos. Por isso os dirigentes capacitados dedicam especial atenção e cuidado para com os médiuns iniciantes.
É comum encontrar médiuns desequilibrados, atuando em grupos espiritualistas, onde incluem-se até mesmo os brandos trabalhos de mesa kardecistas. Em alguns casos, o descontrole psíquico pode levar o indivíduo à loucura, principalmente no caso das pessoas predispostas ao desequilíbrio. Convém que o dirigente espiritual esteja atento à conduta dos médiuns, para perceber indícios de anormalidade.
Mediunidade é uma atividade psíquica séria, e a ela só devem se dedicar pessoas que se disponham a ter conduta religiosa, ou seja, uma moral sadia e hábitos disciplinados.
A prática da mediunidade em obsediados é capaz de produzir a loucura. A irresponsabilidade e incompetência de dirigentes nos critérios de admissão e instrução de seus trabalhadores pode culminar em demência. Basta imaginar a situação em que uma pessoa obsediada é submetida a entidades hipócritas.
É fácil imaginar que se estabelecerá um processo de fascinação que pode culminar em demência.
Lembremos que a humildade, a dedicação, a paciência e a renúncia são os caminhos do crescimento mediúnico. O orgulho e os maus espíritos são seus obstáculos.
A mediunidade, assim como todos os dons, possui dois lados. Se, por um lado, é fonte de abençoadas alegrias; por outro, pode ser também de profundas decepções. Mas isso nunca deve ser motivo para que alguém desista de desenvolver a sua mediunidade, de cumprir a sua missão, pois ela é simples e gratificante na vida das pessoas que a abraçam como missão de serviço nas legiões do Grande Pai Oxalá.
Por Jorge Menezes

A felicidade


 
              
 
“A felicidade, dizem estar na esquina, outros dizem que mora ao lado. Pois voz digo queridos e amados irmãos da Terra, que está no íntimo de cada ser, de cada um de vós. Já dissemos isso outras vezes, mas parecem não acreditar. Por isso voltamos a repetir.
Olhe para seu interior, reveja seus conceitos e os analise e compare se estão em acordo com as Leis Divinas, se estão em acordo com os ensinamentos deixados por Jesus.
A felicidade tem vários significados para cada um, dependendo das circunstâncias. A felicidade para quem está endividado é acertar na loteria, mas vos garanto que o dinheiro acaba e a dívida antiga só aumentará.
Ainda assim é um meio externo de buscar a felicidade. Quando você acha que a encontrou, esta foge por entre os dedos. Daí vê-se que não era felicidade e sim ilusão. Aí é um pouco tarde, pois oportunidade de ouro foi perdida.
A felicidade maior, verdadeira, duradoura, vem de pequenas coisas, como um estender de mãos ofertando auxílio, colocando à serviço do próximo, nem que seja para carregar, por algumas quadras, uma sacola de feira de uma senhora com o corpo cansado.
A felicidade consiste no caminhar leve do espírito que carrega consigo o sentimento de dever cumprido, sabendo que há muito mais ainda a fazer.
Temos vários exemplos no plano de vocês, inclusive irmãos que ao aportarem do lado de cá, continuam ansiosos por continuar a servir.
Deixem essas prisões que cada dia mais vocês se trancam, saia do seu mundinho dito seguro e vá ler uma historinha num orfanato, vá trocar bandagens de curativos dos velhinhos nos asilos, vá pintar o muro da escola onde seu pequeno estuda.
Enfim, trabalho há muito e por várias áreas, o que nunca para de crescer é o número de vagas esperando serem ocupadas por espíritos empreendedores, guerreiros e dedicados.
Jesus quando habitou a Terra, não media esforços para levar a palavra de Deus a todos os cantos. Atravessou desertos, passou fome, e tudo isso para levar conhecimento e a palavra de Deus aos seus irmãos e filhos.
Você não precisa deste sacrifício todo. Apenas Ele, Jesus, é que teve condições de suportar. Sua tarefa é mais simples, não menos honrosa nem livre de desafios.
O desafio maior ainda é deixarmos o orgulho, a vaidade e a mesquinhez de lado para levar um pouco de luz a quem se acha na escuridão. Outra coisa que não é hábito do ser-humano, é colocar-se na condição do semelhante. Hoje você tem a sua fartura e o outro não. Quem garante que isto não possa se inverter e ser você o necessitado?
Mas ao auxiliar não pense assim. Pense apenas no amor incondicional. Sinta o desejo simples de apenas ajudar. Jesus disse certa vez: “Fazendo ao pobre, ao humilde, estarás fazendo a mim”.
Portanto, não vamos decepcionar o Mestre dos Mestres. Vamos unir nossos corações em uníssono e levar o Planeta Azul à evolução, mesmo que tardiamente.
Vamos todos caminhar juntos, para que juntos possamos evoluir e reconstruir essa família linda chamada HUMANIDADE!
Com a Luz que nos recebestes esta noite, os deixamos.
Seguiremos agora em caravana à outras paragens de auxílio de conhecimento.
                          
Mensagem canalizada pelo irmão Valério em: 26/08/2013

A bagagem que carregamos


 
A bagagem que carregamos.

 

            Olá caríssimos.

            Como espíritos que somos, eternos fomos criados. Não nos é possível e/ou permitido saber a nossa idade espiritual, uma vez que a mesma é contada diferentemente do nosso plano. Aqui contamos cronologicamente. Na espiritualidade o tempo/espaço é diferente…mas isso é outro assunto.

            Felizmente ou infelizmente, o fato é que somos tão antigos quanto (talvez) a Mãe Terra, este orbe maravilhoso que nos abriga como lar temporário.

            Muitos de nós já habitamos as “diversas moradas de Meu Pai” e, ao longo de nossa caminhada, através do acúmulo de erros e acertos nos encontramos aqui. E com a bagagem que aqui, também, vamos deixando e levando partiremos um dia para um outro “lar”, independentemente do tipo de bagagem que carregamos dentro de nós.

            Há muito se fala que nosso orbe passa por uma fase de transição, deixando de ser um mundo de provas e expiações para ser um mundo de regeneração. Você pode acreditar nisso ou não, pois é um direito seu. Eu acredito.

            Se somos “criados à imagem e semelhança de Deus”, como cita determinado Livro Sagrado, carregamos assim a Centelha Divina, ou seja, um pedaço do Deus Pai em nosso íntimo. Portanto nada mais justo que o Deus que habita em mim, seja exteriorizado através do auxílio ao próximo, do amor, do respeito, do bom dia (boa tarde ou boa noite), do muito obrigado, do por favor, do trabalho caritativo, a começar nos respeitando, tratando e procurando conviver bem entre os que habitam o mesmo teto e levando isso para mais além. Tudo isso é ação! Para isso acontecer eu já pensei, eu já senti, eu vibrei. Com isso eu aglutinei ao meu redor energias positivas que me envolvem e interagem com os demais. Essa interação é algo fantástico, pois quando direcionamos essas ações às pessoas, elas também se sentirão tocadas e com isso também devolverão o mesmo sentimento, a mesma energia. Assim já são dois criando um campo energético maior. Agora nós dois vamos levando isso para mais dois, que levarão para mais dois, para mais dois e assim por diante. Chegando ao ponto de criar toda uma cadeia energética que se mantida ao longo do tempo, acaba por envolver nosso globo, interagindo assim com a energia do planeta, que absorvera toda essa vibração. Resumindo é nossa contribuição para que a Terra deixe de ser um mundo de prova e expiação para ser um mundo novo de regeneração. Não está na oração “...seja feita a Vossa Vontade, assim na Terra como no céu”? No céu (espiritualidade) isso já ocorre, resta apenas fazermos com que se instale o reino dos Céus na Terra. É óbvio também que escrevendo e lendo é fácil. Na prática é complicado. Na contramão disso há espíritos que possuem outra opinião, não partilham do mesmo pensamento e desejam, sequiosos, que a Terra continue no caos e/ou piore ainda mais para que estes espíritos possam continuar a habitar esta morada. Não querem que o ser-humano evolua, impedindo assim a evolução de nosso planeta.

            Felizmente há algo chamado “Justiça Divina”, que não permitirá que este retrocesso ocorra. Tudo e todos foram criados para evoluir. Evoluir é imperativo. É Lei. Uns o fazem mais rapidamente, outros nem tanto, mas o fato é que independentemente da velocidade a evolução ocorre, tanto aqui quanto em qualquer outro lugar onde o poder de Deus alcance.

            Se gostamos tanto do nosso planeta, se inconformamo-nos com muitas das coisas que estão ocorrendo, voz digo:

            - Primeiro que faz parte de todo um processo já calculado e projetado pelo Divino, pela Justiça Sideral. “Ah, então Deus é o responsável por toda essa violência descontrolada?” Não. Não é. Isso é reação desesperada daqueles que não querem essa evolução, e os mais suscetíveis aceitam sua irradiação (outro assunto). Por isso é importante continuarmos orando, nos vigiando e vibramos o Bem, se quisermos sermos merecedores de permanecer neste mundo e vê-lo evoluir e fazer parte disso tudo. Não. Não é para dizermos amém à tudo, absorver que é parte de um processo evolutivo e ficarmos apáticos. Mas sim, voltarmos os nossos olhos para nosso interior, nos modificando e perguntando-nos: Como posso contribuir para que se “instale” o “Reino do Céus na Terra”?

            - E segundo. Se desejamos alcançarmos mundo evoluídos, mais que a Terra, corra, o tempo está passando e podemos perder a oportunidade, novamente. O tempo urge!

            O momento de decidir de que lado ficaremos é agora.

            Que bagagem, que contribuição você quer deixar para o novo mundo? E que bagagem e experiências quer levar daqui para onde vai?

            Embora estejamos todos conectados, esta escolha é individual. Cabe apenas a cada um.

            Bom resto de semana a todos e sejamos felizes com as escolhas que fizermos.

            Saravá! Axé! Namastê! Amém! Assalamu Alaikum! Paz e Luz! Om Shanti! Om Mani Padme Hum! Om Santhya! Shalom! Om Namo Naraya Naya!
Texto escrito pelo irmão - Valério Ruan em 21/08/2013.

O grande banquete


 
 
Unamo-nos em prol da Evolução Humana. Em prol da Evolução de nosso Planeta, Cultura e Espécie.

              Desde há muito fala-se sobre batalhas sobre o bem e o mal.

            Desde há muito o ser-humano luta para impor ao seu semelhante que sua religião é a verdadeira. É a única que traz a verdade. Condena o irmão, condena sua crença, fé e religião.

            Todos são uníssonos em dizer que Deus é um só, mas na pratica isso não ocorre.

            Vimos recentemente, quase que todos os dias, irmãos de várias vertentes religiosas mais preocupados em abocanhar espaço na área política ao invés de se voltarem aos seus ensinamentos e/ou aos seus fiéis.

            Assim como é triste também vermos irmãos incumbidos de missões de conduzir rebanhos, acabando com o seu próprio rebanho.

            Mas o motivo que me traz aqui hoje, não é criticar ou condenar ninguém.

            O motivo que me traz a produzir estas linhas, intuído certamente e amparado por irmãos de Luz, é fazer um convite.

            Quero, em nome de nosso Mestre Maior, do nosso Diretor Planetário, convidar a todos para o “Grande Banquete”.

            Reunamos em Seu Santo Nome. Seja você Católico, Protestante, Budista, Umbandista, Candomblecista, Muçulmano, Mago, Testemunha de Jeová, etc. Sentemos à mesa, na presença do Pai e façamo-nos família.

            Pois se o mal existe, se o inimigo nos espreita, se o “capeta” é ardiloso, nada melhor do que trabalharmos em conjunto, em comunhão de Amor e Fraternidade.

            Ninguém vai vencer o mal que assola nosso mundo sozinho. É preciso esforço mútuo. União, Amor e Fé.

            Só assim cairão por terra toda maldade.

            Trabalhemos, nos doemos em nome de Nosso Senhor, em nome da Caridade Suprema, em respeito ao nosso semelhante.

            Quando falo do “Grande Banquete”, isso está na Bíblia.

            Quando Moisés se dirigia ao seu povo dizendo que havia um Deus punitivo, ele não o fazia por maldade, mas sim, como única maneira de seu povo na época entender. Pois o ser-humano naquela época era um tanto bárbaro. Só entenderia uma mensagem de ensinamento Superior, Divino, utilizando o artifício de que se aquele irmão continuasse a manter certa conduta moral, Deus o puniria. Era uma forma de conter o caráter bruto, de um povo, de uma época.

            Assim também o é no meu entender com a Bíblia. Conforme vai passando as épocas, as gerações, cada uma de suas “traduções” vai sofrendo mudanças para que a mensagem chegue mais clara ao ser que vive aquela época.

            Quando foi escrito no Grande Livro Sagrado a passagem que cita o “Grande Banquete”, cada cultura à sua época tinha uma interpretação. E a interpretação que particularmente tenho é essa. Estamos na Casa do Senhor. Ele nos convida a todos para celebrar a boda. Ou seja, como para Ele não há rótulos de religiões, apenas Filhos, espíritos em constante evolução, nos convida que sentemos todos à Sua mesa e sirvamo-nos de seu amor. Amor este que deve ser levado a todos os cantos do mundo. Para levar a Paz, o Amor, a Fé, não é só um religioso que pode e que sabe fazer isso. Qualquer um que se coloque à disposição do Amor Divino, do Amor Incondicional, que tem vontade de se doar em prol de seu próximo, já está plenamente capacitado a cumprir tal missão.

            Na Bíblia, quem Jesus ordenou que fosse convidado a estar à mesa? Não foi nenhum diplomado, nenhum sacerdote. E sim, gente simples, gente do povo, como só Ele o era.

            É isso que Ele tão ansiosamente espera de nós. Ele não quer e não espera que nos tornemos Santos para poder servir-Lhe. Ele trabalha com o que tem. Basta lembrar da passagem “do Bom Samaritano.”. Os Samaritanos pouco se importavam com Jesus. O foco deles era outro. Sem saber, assim já contribuíam para um mundo melhor, combatendo o mal com o bem.

É isso meus caros. Vamos deixar nossas diferenças de lado, pois só nos atrasam a evolução. Faz-nos perder tempo, gastar energia com o que não tem valor e o mais importante vai ficando de lado.

Unamo-nos em torno da Fé Maior, do Amor Incondicional, da Caridade em prol da nossa evolução planetária. Como isso ocorre? Começando no coraçãozinho de cada um. O treino leva à perfeição.

Vamos nos unir? Vamos nos respeitar? Vamos poder todos abraçados olhar o Pai de frente, olhando nos Seus olhos e poder dizer obrigado e dizer também que lutamos o bom combate?

Não é fácil, mas dá pra chegar lá.

Uma boa sexta-feira, um bom fim-de-semana, cheios de Luz, Paz e Harmonia.
Texto canalizado pelo irmão - Valério Ruan

Trabalho Espiritual


 
“Era noite fria na cidade.

Vagava de um lado para o outro tentando me aquecer e ao mesmo tempo fugindo do sono e das malvadezas que rondam nossas ruas. Ao dobrar certa esquina, um homem vestindo sobretudo e chapéu coco se dirigiu a mim perguntando se estava com frio e se queria algum tipo de ajuda.

De início recusei, mas o bom homem insistiu e acabei aceitando. Me levou a um estabelecimento e lá foi-me servido um belo e quente prato de sopa. Há dias que não me alimentava decentemente. E aquela hora da noite, onde tudo já estava fechado e com aquele frio, essa ajuda só pôde ter vindo dos céus, de tanto que clamei à Deus rogando-Lhe Sua ajuda e amparo.

Isso foi há muito tempo atrás, numa São Paulo longínqua. Hoje é apenas lembrança e, até hoje agradeço àquela alma por sua caridade, onde quer que esteja.

            Assim é como ando pelo mundo espiritual. Levando um pouco de alento e luz aos corações desesperados, para que suportem um pouco mais a sua provação, para que não desistam de sua trajetória, pois como ocorreu comigo, é rezar e ter fé, que a ajuda Celestial sempre vem.

            Hoje faço parte de uma caravana de irmãos que realizam trabalho junto à crosta. Vimos muita coisa, pior do que na época em que vivi (encarnado). Naquela época não existiam as drogas que existem hoje e que transformam os seres-humanos em verdadeiros zumbis. Estes são os mais difíceis de ajudar, pois nos veem, falam conosco, mas a grande maioria acha que está delirando e saem pelas ruas desesperados. Outra parte, já que se perderam há tempos, unem-se à outros (espíritos) como vampiros. São quadros tristes pintados por nós mesmos humanos.

            São experiências que levamos conosco para que aprendamos, também, a entender e respeitar o livre-arbítrio de cada um.

            O Pai dá as mesmas chances à todos. Cabe a cada um saber aproveitar e fazer o melhor uso da oportunidade que foi dada.

            Esperemos que um dia, não que a maldade se extinga, que as drogas desapareçam, mas para que num futuro próximo os seres-humanos saibam melhor fazer suas escolhas e serem fortes o suficiente para encarar as consequências.

            Agradeço ao irmão que empresta sua mão para que pudéssemos expor um pouco de nosso trabalho, auxiliando-o no seu novo desafio que decidiu abraçar grandemente.

            Que o coração de Cristo esteja sempre com todos vocês, amparando cada e todo trabalho desta casa de auxílio.

            Amém!”
                                                                                                                            Um irmão da Luz.

Mensagem ditada pelo irmão da Caravana "Mensageiros da Verdade”, canalizada pelo médium e trabalhador do CEU Geração, na noite de 22/07/13.