terça-feira, 11 de outubro de 2016

DOUTRINA UMBANDISTA


 
 
OS MANDAMENTOS DE UM MÉDIUM UMBANDISTA.

RUBENS SARACENI

 

 01 – Amar a Olorum acima de todas as coisas, aos Orixás e a Umbanda acima de todas as outras religiões.

 02 – Vestir a roupa branca e incorporar seus guias só no seu centro.

 03 – Não ficar visitando outros centros em vão, ou seja, só por curiosidade.

 04 – Se visitar um centro, entrar em silencio, assistir aos trabalhos, tomar o passe e sair em silencio.

05 – Não comentar ou criticar as práticas alheias, sejam elas do seu agrado ou não, concorde com elas ou não, porque elas não são as suas e sim, deles.

 06 – Não fazer comentários desairosos sobre os cultos e trabalhos realizados em outros centros de Umbanda.

 07 – Não copiar fundamentos alheios e manter-se fiel aos da Umbanda.

08 – Não profanar o que é sagrado e não sacralizar o que é profano.

 09 – Cuidar da sua mediunidade e deixar a dos seus irmãos de fé, que os Pais ou Mães Espirituais e os guias deles cuidarão.

10 – Não emitir opiniões sobre o assunto religioso que não conhece em profundidade ou sobre o qual sequer conhece.

 11 – Não imitar e não invejar os trabalhos e as forças espirituais dos seus irmãos de fé.

12 – Se, por alguma razão, não se sentir satisfeito no centro que está frequentando, peça licença para se afastar dos trabalhos, mas guarde só para você as razões do seu afastamento.

 13 – Se saiu do centro que frequentava, não fique criticando-o ou ao seu dirigente porque, por certo tempo, tanto o centro quanto o seu dirigente lhe foram úteis e o ampararam.

14 – Não faça comentários sobre os trabalhos realizados no seu centro para pessoas que não o conhecem ou não participam do dia a dia dele e do que nele é realizado.

15 – Não fique procurando ou pondo defeitos em seus irmãos de fé, e sim, procure-os em si e tente livrar-se deles antes que descubram que não és o “ser perfeito” que aparentas ser.

 16 – Lembre-se disso: - Todos possuem defeitos e imperfeições, mas cada um só deve cuidar dos seus.

 17 – Trabalhe a favor e no benefício do crescimento do seu centro e no dos seus irmãos de corrente, que toda a corrente trabalhará no seu benefício e no das suas forças espirituais.

 18 – Cada centro tem os seus fundamentos, e os do seu não são melhores ou mais poderosos que os dos outros. Apenas são diferentes!

19 – Faça a caridade, seja ela espiritual ou material, sem esperar nenhum tipo de recompensa, pois fazê-la esperando algo em troca não é caridade, e sim, é troca de benefícios.

 20 – Se, o ato de auxiliar alguém caritativamente com o seu dom mediúnico e com a força dos seus Guias e dos seus Orixás não lhe for gratificante ou recompensador, pare enquanto é tempo, porque, de insatisfeitos e de exploradores do próximo, o inferno está cheio!

21 – (Que outros irmãos de fé acrescentem aqui outras regras que acharem necessárias ao aperfeiçoamento doutrinário dos médiuns umbandistas)... 22 –...., etc.. Pai Rubens Saraceni.

OS MANDAMENTOS DE UM MÉDIUM UMBANDISTA SUGESTÃO DE CONTINUIDADE – POR ALEXANDRE CUMINO

22 – Colabore materialmente com seu centro (terreiro/tenda/núcleo), não é responsabilidade do sacerdote custear todas as despesas de um trabalho que é coletivo. Procure saber como colaborar nas despesas, seja para dividi-las ou para pagar uma mensalidade/doação estipulada pelo dirigente. A manutenção material é tão importante quanto a espiritual, é sagrada e deve ser uma prioridade.

23 – Ao chegar no centro, desligue seu celular, procure deixar seus problemas de fora, evite conversas sobre o trânsito, política, futebol, dificuldades domésticas ou profissionais. Procure não se entregar a distrações, você está em ambiente sagrado, esteja consciente de si e do sagrado, sinta e perceba quais são seus sentimentos, pensamentos, palavras e ações neste templo da religião.

24 – Não chegue atrasado aos trabalhos, procure chegar mais cedo, informe-se o quanto antes deve chegar. Ao chegar no centro seja útil, procure saber se precisam de você para a limpeza ou manutenção e organização do espaço e do trabalho que vai se realizar. Caso não tenha mais nada para fazer, procure silenciar, meditar ou rezar, preparando-se para os trabalhos que, provavelmente, já começaram no astral. Espere o trabalho/gira/sessão se encerrar completamente antes de se retirar do templo, procure saber se ainda precisam de ajuda antes de ir embora.

25 – Fale baixo (outros podem estar rezando) e movimente-se com calma e cuidado. Seja sempre cordial, tranquilo, respeitador, atencioso e bem disposto durante os trabalhos de Umbanda. Não grite, não corra, não se manifeste com agitação ou nervosismo, independente do que esteja acontecendo. Lembre-se, o estado emocional e a atitude dos médiuns influencia diretamente o comportamento da consulência.

 26 – Não use o centro/terreiro para paquerar, flertar ou causar frissons. Os trabalhos de Umbanda não podem ter como objetivo encontros afetivos. O foco das reuniões de Umbanda deve ser sempre religioso, espiritual e de autoconhecimento. Evite chamar a atenção por meio da vaidade ou do ego. Caso comece a se relacionar afetivamente com outro médium, avise seu sacerdote, pois ele é responsável pelo que acontece dentro deste ambiente.

 27 – Cuide de sua higiene, procure estar sempre com sua roupa branca, de terreiro, limpa. Esteja sempre atento ao odor dos pés (caso tenha que tirar os calçados), verifique o hálito e use desodorante sem perfume. Pois nada é mais desagradável que tomar consulta com uma entidade e ter que sentir: “chulé”, mau hálito, CC vencido e outros odores desagradáveis.

 

28 – Cuide de sua alimentação. Nos dias de trabalho, evite comer carnes ou alimentos de difícil digestão, abstenha-se de bebidas alcoólicas e relação sexual.

29 – Mantenha sempre acesa sua vela para o Anjo da Guarda e, quando necessário, firme sua direita e sua esquerda, tome seus banhos de ervas e faça defumação. Aprenda como se limpar e descarregar de energias negativas, não deixe tudo por conta de seus guias ou de seu sacerdote. Não seja mais um dependente e não faça do trabalho espiritual uma muleta, aprenda e conheça os fundamentos de sua religião.

 30 – Trate com respeito e humildade todos os guias que trabalham no centro e não apenas os guias do seu sacerdote.

 31 – Não ocupe o tempo de seu sacerdote com assuntos desnecessários, frivolidades ou banalidades. Provavelmente, outros irmão também querem a atenção do dirigente espiritual.

 32 – Procure entender que todo centro/terreiro tem regras, escritas ou não, que devem ser seguidas à risca, tanto por médiuns, quanto por seus guias. Procure conhecer estas regras.

33 – Lembre-se, podemos comparar o centro a uma família em que, aos poucos, vamos conhecendo as dificuldades de cada um e aprendendo a conviver com elas. Também podemos comparar a uma orquestra, em que o sacerdote é o maestro e que cada médium deve seguir sua partitura, fazer seu papel, com consciência de que cada um é uma parte do todo e, se cada um fizer sua parte, o todo estará, sempre, em harmonia. 

GUERREIRA DA ESQUERDA E DA DIREITA SEMPRE DA LUZ



Lá vem ela,
como sempre formosa,
na mão uma rosa.

É uma das poucas,
que o cabelo que seu rosto moldura,
é curto sempre e sempre será.

As de sua falange, compridos o tem,
mas ela de todas é diferente,
diz usar o que lhe convém.

Não lembrando a ninguém da sensualidade,
deixando para trás a vaidade,
ser vista  como guerreira é o que quer.

Galgou cada pequeno degrau,
lutando contra si mesma,
para atender apenas da Luz as leis.

Aprendendo começou,
com o tempo numa falange se encaixou,
muito tempo ali trabalhou.

Um dia a convocaram,
uma falange chefiaria,
diretamente a Lei se reportaria.

Alguns séculos lá se foram,
ela nem notara,
tanto trabalho era.

Certo dia a Luz a chamou,
o posto a outra dar poderia,
novo trabalho merecia.

Emocionada lágrimas escorriam,
a guerreira uma luta interior travava,
então atirou-se ao solo e clamou:

“Como abandonar tantos irmãos,
subir a escada sem os levar,
Jesus me perdoe, não posso”.

Então pétalas de todas as cores,
do infinito caíram cobrindo aquele solo,
que divisa entre trevas e luz era.

E os irmãos iluminados,
falaram emocionados,
outra atitude a Luz não esperava,
trabalharás aqui e lá,
livre é teu acesso,
mas agora sem demora venha,
seus irmãos querem te abraçar,
as novas tarefas conhecerás,
e então as assumirá,
e aqui e lá teu trabalho se estenderá.


Irmãos já se passaram um quarto de século, ela continua se desdobrando, aqui e lá, lá e aqui,
cada vez mais formosa fica, paz traz sua presença, que tudo vai ficar bem certeza.


Eu humildemente a saúdo, em nome de Jesus de Nazareno, em nome de Oxalá, em nome de DEUS.

Ah quem é ela? Bem é uma Pomba Gira na Umbanda que se tornou também uma Socorrista e Doutrinadora na Luz.


Eu vos digo meus irmãos existem mais alguns guardiões que como ela trabalham dos dois lados, continuam sendo guardiões nas Trevas mas têm livre acesso e trabalham muito na luz.


Relatei a vocês para que meditem, meditem e meditem e não abram a boca para falar que exu e pombo-gira da Umbanda não tem luz, não são evoluídos, meditem apenas isso.
Na próxima oportunidade falaremos sobre o que o médium quer e o que realmente o seu guia da esquerda e direita quer.


Que Oxalá os abençoe,


ditado por Gira Mundo
psicografado por Luconi
em 20-08-2015



Aristóteles, filósofo grego, escreveu este texto no ano 360 a.C., e é eterno:


``Ninguém é dono da sua felicidade, por isso não entregue sua alegria, sua paz, sua vida, nas mãos de ninguém, absolutamente ninguém.


Somos livres, não pertencemos a ninguém e não podemos querer ser donos dos desejos, da vontade ou dos sonhos de quem quer que seja.


A razão da sua vida é você mesmo. A tua paz interior é a tua meta de vida, quando sentires um vazio na alma, quando acreditares que ainda está faltando algo, mesmo tendo tudo, remete teu pensamento para os teus desejos mais íntimos e busque a divindade que existe em você. Pare de colocar sua felicidade cada dia mais distante de você.


Não coloque o objetivo longe demais de suas mãos, abrace os que estão ao seu alcance hoje. Se andas desesperado por problemas financeiros, amorosos ou de relacionamentos familiares, busca em teu interior a resposta para acalmar-te. Você é reflexo do que pensas diariamente.


Pare de pensar mal de você mesmo, e seja seu melhor amigo sempre. Sorrir significa aprovar, aceitar, felicitar. Então abra um sorriso para aprovar o mundo que te quer oferecer o melhor.


Com um sorriso no rosto as pessoas terão as melhores impressões de você e você estará afirmando para você mesmo que está pronto para ser feliz.


Trabalhe, trabalhe muito a seu favor. Pare de esperar a felicidade sem esforços. Pare de exigir das pessoas aquilo que nem você conquistou ainda.


CRITIQUE MENOS, TRABALHE MAIS E, NÃO SE ESQUEÇA NUNCA DE AGRADECER. Agradeça tudo que está em sua vida nesse momento, inclusive a dor. 


Nossa compreensão do universo, ainda é muito pequena para julgar o que quer que seja na nossa vida.


A GRANDEZA NÃO CONSISTE EM RECEBER HONRAS, MAS EM MERECÊ-LAS.



Para se comunicar, o espírito desencarnado se identifica com o espírito do médium, e esta identificação não se pode verificar, senão havendo, entre um e outro, simpatia e afinidade. A alma exerce sobre o espírito livre uma espécie de atração, ou de repulsão, conforme o grau da semelhança existente entre eles. Ora, os bons tem afinidade com os bons e os maus com os maus, donde se segue que as qualidades morais do médium exercem influência capital sobre a natureza dos Espíritos que por ele se comunicam.

As qualidades que, de preferência, atraem os bons Espíritos são: a bondade, a benevolência, a simplicidade do coração, o amor ao próximo, o desprendimento das coisas materiais.

Os defeitos que os afastam são: o orgulho, o egoísmo, a inveja, o ciúme, o ódio, a cupidez, a sensualidade e todas as paixões que escravizam o homem à matéria.

Todas as imperfeições morais são outras tantas portas abertas ao acesso dos Espíritos maus.

Porém, a que eles exploram com mais habilidade é o orgulho, porque é a que a criatura menos confessa a si mesmo.

O orgulho tem perdido muitos médiuns dotados das mais belas faculdades e que, se não fora essa imperfeição, teriam podido tornar-se instrumentos notáveis e muito úteis, ao passo que, presas de espíritos mentirosos, suas faculdades, depois de se haverem pervertido, aniquilaram-se, de sorte que diversos deles se viram humilhados pelas mais amargas decepções.

O orgulho se manifesta, nos médiuns, por sinais inequívocos que devem merecer de todos a maior atenção, visto constituir uma das causas mais fortes de suspeição sobre a veracidade de suas comunicações.

Começa por uma confiança cega na superioridade das comunicações que recebem e na infalibilidade do Espírito que as transmite.

Daí um certo desdém por tudo o que não venha deles, já que julgam possuir o privilégio da verdade. O prestígio dos grandes nomes, com que se adornam os Espíritos que se dizem seus protetores, os deslumbra, e como neles o amor-próprio sofreria, se houvessem de confessar que são ludibriados, repelem todo e qualquer conselho.

Chegam mesmo a evitá-los, afastando-se de seus amigos e de quem quer que lhes possa abrir os olhos.

Se condescendem em escutá-los, não dão a menor importância às opiniçoes que emitem, porquanto duvidar do Espírito que os assiste seria quase uma profanação.

Aborrecem-se com a menor contestação, com uma simples observação crítica, chegando mesmo a odiar as próprias pessoas que lhes prestam serviço.

Por não quererem contraditores, os Espíritos os arrastam a esse isolamento e se comprazem em lhes alimentar as ilusões, fazendo que considerem coisas sublimes os mais grosseiros absurdos.

Assim: confiança absoluta na superioridade das comunicações que obtém, desprezo pelas que não venham por intermédio deles, consideração irrefletida pelos grandes nomes, recusa de todo conselho, suspeição sobre qualquer crítica, afastamento dos que podem dar opiniões desinteressadas, confiança na própria habilidade, apesar de inexperientes - tais as características dos médiuns orgulhosos.

Devemos também admitir que, muitas vezes, o orgulho é despertado no médium pelas pessoas que o cercam.

Se ele tem faculdades um pouco transcendentes, é procurado e louvado; julga-se indispensável e logo toma ares de importância e desdém, quando presta o seu concurso a outrem. Por mais de uma vez tivemos motivo de deplorar elogios que dispensamos a certos médiuns, com o intuito de os animar. 



Fonte: O Livro dos Médiuns (Cap. XX)

segunda-feira, 10 de outubro de 2016




Kardec já tomava por base que para iniciar e ter total empenho nas suas pesquisas espíritas, nunca seria demais a máxima frieza e o sistemático controle das paixões evitando descambar-se para a religiosidade muito forte da época, para a curiosidade pueril, para a sede do sobrenatural ou quaisquer manifestações deste gênero. Tanta convicção tinha neste comportamento que mais adiante advertiria os seus seguidores: "O Espiritismo será científico ou não subsistirá".
Recebeu dos Espíritos que "assinam" os prolegômenos de "O livro dos Espíritos" a resposta mais próxima da verdade científica até hoje já concebida: - Deus é a inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas.
A lei básica que rege o Universo (todas as coisas) é a lei de Causa e Efeito ou Ação e Reação, como é conhecida no meio científico. Para um efeito inteligente sempre haverá uma causa inteligente correspondente.
Para que possamos chegar próximos a entender o que é Deus, devemos fazer um esforço para idealizarmos mais ou menos o que seria o Universo, começando portanto pela tomada de consciência do espaço tridimensional (comprimento, largura e altura) que ocupamos no mesmo, passando daí para a percepção do espaço da nossa residência, bairro, cidade, estado, país, continente e planeta Terra com seus 40.000 quilômetros de extensão na circunferência. A Terra faz parte de um sistema solar que possui apenas 9 planetas com 57 satélites no total de 68 corpos celestes. A "grosso modo" em relação a outros astros do sistema solar, a Terra possui um volume 49 vezes maior que o da lua e 1.300.000 vezes menor que o do sol. É preciso que tenhamos noção de sua pouca importância diante do restante do Universo.
Nosso sistema solar faz parte de uma pequena galáxia conhecida por Via Láctea, um aglomerado de cerca de 100 bilhões de estrelas, com pelo menos cem milhões de planetas e conforme os astrônomos, no mínimo cem mil com vida inteligente e mil com civilizações mais evoluídas que a nossa.
As últimas observações do telescópio Hubble (em órbita), elevaram o número de galáxias conhecidas para 50 milhões. Em 1991, em Greenwich, na Inglaterra, o observatório localizou um quasar (possível ninho de galáxias) com a luminosidade correspondente a 1 quatrilhão de sóis.
Diante destes números pensaríamos haver chegado na idéia do que é o Universo; ledo engano, pois estas áreas, ou melhor, volumes, representariam apenas 3% do que seria a totalidade de tudo dentro do tridimensional e espaço / tempo como conhecemos. Os espaços interplanetários, interestrelares e intergalácticos, obviamente, formariam a maior parte daquilo que chamamos de Universo.
Os fenômenos de aporte (transporte de matéria através de outras dimensões) tão conhecidos dos pesquisadores da paranormalidade e a anti-matéria já produzida em laboratórios experimentais mais desenvolvidos através do planeta, nos dão a confirmação dos estudos de pesquisadores da capacidade de um Friedrich Zöllner, que no século passado , comprova a existência da quarta dimensão e conseqüentemente outros tantos Universos, quantas tantas dimensões for possível conhecermos.
A teoria mais moderna da criação do Universo, nos remete não apenas para o Bigbang (a grande explosão) início de tudo, mas, para a idéia de vários bigbangs, com Universos cíclicos através de quatrilhões ou mais de anos.
E aí? Será que conseguimos chegar perto da idéia da concepção e tamanho da obra de Deus, para tentar entendê-lo?
Não seria no mínimo estranho que após esta monumental obra inteligente, Deus colocasse em um planeta que representa um ínfimo grão de areia em uma cadeia de montanhas como o Himalaia, sua grande criação, o homem, feito sua imagem e semelhança?
Nosso grande irmão e amigo Jesus, há 2000 anos, já passava em forma de contos e parábolas vários conhecimentos intelectuais e morais que possuía devido ao seu grande estado evolutivo, quando em missão entre nós, confiada pelo Criador afirmou: "Na casa de meu pai existem muitas moradas".
Para concluirmos esta nossa pequena intenção de lançarmos nossos confrades na especulação ao entendimento do que seria Deus, iremos nos valer da "coleção de livros" chamada Bíblia, que no entender do grande intelectual e eminente espírita Dr. Carlos Imbassahy, é um livro como outro qualquer, em que nos seus textos contém tudo que a gente queira para justificar, a favor ou contra qualquer coisa.
No Antigo Testamento, Livro Gênesis, Capítulo 1 (Criação do homem), versículo 26 temos: "e (por fim) disse: Façamos o homem à nossa imagem e semelhança (sic...)".
Se tomarmos como verdadeira a hipótese de que a Bíblia é a palavra de Deus, qual seria a imagem correta do nosso Criador? Um homem ou mulher? Velho, ariano de barbas longas ou de cor negra, e magro como os etíopes (teoricamente os primeiros hominídeos)?
Não seria melhor tentarmos entender uma concepção mesmo que não a conheçamos bem? Como por exemplo: o que sabemos a respeito do que somos (espírito)? Qual a imagem fiel que temos do mesmo? Ninguém sabe, ou melhor, conhecemos bem o corpo material, e relativamente o periespiritual, mas não o espírito. Conforme Allan Kardec, o espírito é alguma coisa formado por uma substância, mas cuja matéria, que afeta nossos sentidos, ele não nos pode dar uma idéia.
Pode-se compará-lo a uma chama ou centelha cujo clarão varia de acordo com o grau de sua depuração. Sendo assim, pois, teríamos o entendimento melhor de nossa imagem de acordo com a de Deus.
No tocante a semelhança é mais fácil a sua comparação quando procuramos compreender a eternidade, já que a palavra pressupõe algo que não tem início nem fim, como Deus; que é infinito, único, perfeito e todo-poderoso. Já ao passo que nós somos algo como semi-eternos; tivemos um começo criado por Ele e evoluímos na Sua direção conforme o Seu desejo.

Por Paulo Roberto Martins, publicado no Jornal Espírita de Pernambuco (Julho de 2000)



339. No momento de encarnar, o Espírito sofre perturbação semelhante à que experimenta ao desencarnar?

``Muito maior e sobretudo mais longa. Pela morte, o Espírito sai da escravidão; pelo nascimento, entra para ela´´

COMENTÁRIO:  O momento da reencarnação é muito mais doloroso do que o da morte, porque o nascimento representa a prisão para o espírito, enquanto a morte é a sua liberdade, e o espírito pressente isso antes de voltar à carne. É por isso que dá muito mais trabalho preparar  para nascer do que para morrer. Quando se aproxima o momento da prisão do espírito a um corpo de carne, ele experimenta uma sensação triste e pesada e somente o amparo de amigos lhe dá segurança para nova empreitada no mundo físico.

340. É solene para o Espírito o instante da sua encarnação? Pratica ele esse ato considerando-o grande e importante?

`` Procede como o viajante que embarca para uma travessia perigosa e que não sabe se encontrará ou não a morte nas ondas que se decide a afrontar.´´

COMENTÁRIO:  Em muitos casos fazem até festa de despedida, com todos desejando boa viagem e felicidade nos empreendimentos terrenos; em outros, prevalece a melancolia e tristeza que paira sobre todos, devido a incapacidade já reconhecida do espírito para superar dificuldades; ainda assim, todos que participam dessas despedidas torcem para que esses viajores da eternidade sejam fiéis aos compromissos assumidos diante da vida e de Deus. 

342. No momento de reencarnar, o Espírito se acha acompanhado de outros Espíritos seus amigos, que vêm assistir à sua partida do mundo incorpóreo, como vêem recebê-lo quando para lá volta?

``Depende da esfera a que pertença. Se já está nas em que reina a afeição, os Espíritos que lhe querem o acompanham até o último momento, animam e mesmo lhe seguem, muitas vezes, os passos pela vida em fora´´.

COMENTÁRIO: Os espíritos que construíram, aqui e no além, laços fortes de amizade sincera, certamente estarão rodeados de espíritos benevolentes, que farão as despedidas sinceras e comoventes, desejando vitórias e prometendo dar o respaldo necessário nas horas difíceis, enquanto os imperfeitos terão que arcar com o isolamento, de difícil compreensão até mesmo para os espíritos endurecidos.

343. O que vemos em sonho, que nos testemunham afeto e que se nos apresentam com desconhecidos semblantes, são alguma vez os Espíritos amigos que nos seguem os passos na vida?

``Muito frequentemente são eles que vos vêm visitar, como ides visitar um encarcerado.´´


Do livro: Estudando o Livro dos Espíritos



Talvez uma das leis mais temidas pelo homem seja a de ação e reação, também conhecida, fora do Espiritismo, como lei do carma.

A lei do carma determina que as faltas de hoje estruturam o destino de amanhã, compondo um quadro fixo que não se move nem para a esquerda, nem para a direita, uma espécie de ``olho por olho e dente por dente´´. A lei de causa e efeito, preconizada pelo Espiritismo, também prevê sanções para as nossas faltas leves, médias ou graves, mas não determina um destino fixo, e sim, um processo aberto de resgate, em que, quanto maior for o esforço do devedor em saldar as dívidas, menores serão o castigo e o seu tempo de duração. Mesmo em caso de faltas gravíssimas, em que muitos delinquentes teriam que perder às vezes um braço ou uma perna, se houver esforço e trabalho no bem, a perda poderá ser apenas de uma mão, um dedo e até mesmo de apenas uma unha. O importante nesse processo de ressarcimento de erros transatos é o trabalho em prol dos outros, aliviando nossa  consciência dos atos impensados que tramamos contra os semelhantes.

A lei do carma, ou lei de ação e reação, se refere ao processo de correções pessoais que cada um de nós vem fazer no mundo.

Essas correções se baseiam em padrões de comportamento negativo e reativo desta vida e de vidas passadas nesse processo de resgate, podendo afetar a área de finanças, relacionamento pessoal, saúde e comportamento ético. A nossa área de correção será sempre aquela em que estivermos passando dificuldades. O problema que emprestamos quando tentamos fazer correções é que não vemos relação entre a causa e o efeito. Fazemos uma ação negativa, mas não vemos o julgamento por essa ação. A consequência pode demorar meses ou décadas. É justamente este tempo, às vezes demorado, que nos permite usar o livre-arbítrio para mudar o roteiro de nossas experiências, ajustando o comportamento à ética e à moral, suprimindo defeitos e tendências para o mal, direcionando esforços de elevação para os nossos semelhantes, num ato de doação voluntária, que certamente facilitará o  acordo de paz de que estamos imbuídos. Quando percebemos as consequências dessas ações negativas de nossa responsabilidade, podemos corrigir com a rapidez que se faz necessária, a fim de que nosso caminho possa ficar livre de entraves e obstáculos que atrasam a caminhada evolutiva.


Do livro: Os Segredos da Felicidade (Djalma Santos)


São muitas as religiões, doutrinas e seitas religiosas que pregam o tão decantado juízo final, em que todas as criaturas seriam ressuscitadas e passariam por uma espécie de julgamento, e os bons seriam separados dos maus, indo esses para o inferno e os bons para o céu, a fim de gozar, pra sempre, a vida contemplativa dos anjos.

A ressurreição com o corpo físico que ostentamos hoje seria impossível; até mesmo os filósofos católicos ou protestantes que defendem tal premissa não acreditam nessa possibilidade e só insistem nesse ponto porque a salvação automática e o juízo final transformaram-se, com o tempo, numa espécie de ``carro chefe´´ dessas religiões, na busca incansável de adeptos desprevenidos e ociosos, carentes de paz e desejosos de obter a graça de Deus através de um processo automático, sem fazer nenhum esforço. O Espiritismo nunca acreditou nisso, ao contrário, ensina que o homem é herdeiro de si mesmo e já possui, em estado embrionário, todos os recursos necessários à sua evolução, depenbdendo apenas de trabalho, dedicação, estudo e força de vontade, para que as virtudes que são de Deus possam aparecer gradativamente, sem pressa e sem atropelos, num processo milenar de elevação para Deus. A ajuizamento de nossas ações é realizado pela nossa própria consciência, que, na realidade, é nosso advogado, mas também nosso juiz; é ela que nos julgará não só aqui como também nas regiões extrafísicas do Universo em que vivemos. Isso significa que já possuímos conosco um ``corretor de posições´´, que é o que determina se estamos certos ou errados. A grande dificuldade que temos para compreender essa verdade é o egoísmo, que, na realidade, é a causa da nossa perdição. Para vencê-lo, precisamos cultivar o amor, a compreensão e a solidariedade, exercitando o compartilhamento com as pessoas, num ato de doação desinteressada, na busca dos laços de amizade e fraternidade, que certamente encherão o nosso coração de alegria e felicidade.

Dificilmente seremos felizes se não fizermos a felicidade dos outros, porque o homem é um ser social, criado para viver em coletividade, e é exatamente a convivência pacífica com tudo e com todos que nos levará à vitória final, mesmo que isso dure muito tempo, ao ponto de ser considerado uma eternidade. O rei Salomão afirma em provérbios: ``Feliz é o homem cuja consciência não o acusa´´, deixando claro que a transparência dos nossos atos é que determina o grau de felicidade a que temos direito, aqui ou no além.


Do livro: Os Segredos da Felicidade (Djalma Santos)


                     Você já parou para pensar por que não consegue manifestar prosperidade em sua vida? Por quais motivos mesmo com esforço tem dificuldade de eliminar os pensamentos negativos em relação ao dinheiro? Por quais razões não se acha merecedor de felicidade e harmonia financeira? Será que situações vivenciadas em uma vida passada podem refletir em sua conta bancária?

            Sabemos que a questão da reencarnação da alma, através de sucessivas vidas é encarada em meio aos estudos universalistas e inclusive por diversas religiões como uma lei natural. Somos almas em aprendizado no planeta terra, dotadas de um invólucro físico, que é a morada de nossa consciência.

            Nesta senda, como almas imortais, como centelhas divinas, trocamos de casca (corpo físico) a cada existência, contudo, nossa personalidade, que é congênita, conosco permanece, com as qualidades e inferioridades. Todas as experiências vividas na matéria, alegrias, conquistas, tristezas e dores estão gravadas em nossa memória celular e se manifestam com o propósito de serem definitivamente eliminadas, a fim de atingirmos a iluminação.

            Assim, muitos sentimentos demasiadamente fortes, inclusive os negativos relacionados ao aspecto material estão dentro de nós e podem interferir em nossa caminhada atual, com possibilidade de serem aflorados na infância ou em razão de situações do cotidiano. Importante salientar que as inferioridades que manifestam-se não são algo maléfico, mas grandes professores que mostram o que viemos curar e resgatar nesta vida.

            No que tange à prosperidade, em função do ocorrido em vidas passadas, na infância, no transcorrer da encarnação atual passamos a ter uma noção distorcida do significado do dinheiro e sua real função. Ao invés de aproveitar as dádivas desta energia da terceira dimensão, o tornamos um inimigo.

            Ocorre que ao passarmos por dificuldades financeiras em vidas anteriores podemos, de forma inconsciente, repetir este padrão, ou seja, sentir medo da escassez, ver o dinheiro como algo difícil de conseguir, que vem somente através de muito esforço. E como o Universo nos envia o que pedimos, focamos e pensamos constantemente com sentimento e emoção, isso que será gerado na vida atual.

            Ainda, é possível que ocorra uma rejeição ao aspecto material, crendo que somente as pessoas desonestas o mantém, que ter harmonia financeira é algo maléfico, que o dinheiro não traz felicidade ou ainda, que impede a felicidade após o desencarne.

            Almas que em outras vidas não souberam lidar com dinheiro, que perderam valores consideráveis e sofreram com isso, ou ainda tal energia atrapalhou a vida pessoal ou familiar, podem rejeitá-lo de forma inconsciente.

            Muitas pessoas ganham somas consideráveis mas não conseguem manter a prosperidade, pois não se aceitam como merecedores, sentindo-se culpados pelos problemas do mundo, pela escassez dos amigos, dos familiares e, de forma inconsciente arrumam pretextos para gastá-lo com doenças, acidentes, problemas.

            Outros, com um medo demasiado de perder, de ficar na pobreza, somente juntam, economizam de forma exagerada, pois precisam ter reservas para eventuais problemas. Ora, se você guarda dinheiro para doenças, acidentes, situações negativas, pode ter certeza que elas virão. Guarde para passear, viajar, comprar um livro, fazer um curso, algo que aprecia.

            Podemos ter elegido a família carnal atual próspera ou não, porém, sempre há lições para aprendermos com nossas escolhas. Quando constantemente passamos por crises financeiras e as pessoas a nossa volta assim o são, vamos prestar atenção no que temos que compreender. Talvez precisemos nos organizar melhor, acreditar na abundância do Universo, em nossa condição de merecedores.

            Não esqueça que se você faz sua parte, atuando com ética e integridade, colherá de acordo com a semeadura, portanto, não tenha medo da harmonia financeira. Acredite que você é merecedor, eis que o aspecto material é importante na concretização de nossa missão pessoal e sucesso reencarnatório.

            Os maiores erros cometidos por quem veio para esta encarnação para lidar com dinheiro é não se achar merecedor, crer que a prosperidade não é para todos, não conseguir se imaginar próspero, feliz, de bem com a vida. Acreditar que se os outros não tem é injusto você ter também não é correto, pois cada um tem seu aprendizado e ainda o escolheu antes de reencarnar.

            Deste modo, não se iguale as pessoas que focam apenas na escassez com medo de mostrar sua verdadeira luz, de mostrar são capazes. Você não será punido por ser feliz.

            Evite prolongar ou aceitar conversas e lamentações sobre o quanto a situação do País, do mundo, da família, é difícil. Não entre neste jogo, pois somente criará escassez e desarmonia. Não precisamos apagar nossa luz para nos igualar.

            Veja que se você for próspero é muito melhor, pois poderá ajudar muita gente, a família, os amigos, instituições, ou seja, movimentar a roda da prosperidade. Admire as pessoas prósperas, sem invejá-las, pois certamente merecem a situação atual. A inveja somente afasta a felicidade.

            Ser próspero é ser saudável e, é fato que a ausência de condições econômicas para suprir as necessidades, afeta os demais setores da vida, inclusive a espiritualidade. Portanto, não há porque justificar aos outros sua melhora financeira se ocorreu ou se ocorrerá.

            Estudando uma canalização do Arcanjo Miguel, este ser referia que todos nós temos uma sala da prosperidade no plano astral e basta acessá-la, invocá-la, mas acima de tudo, nos vermos como merecedores das dádivas divinas.

            No mesmo teor, em uma canalização de Kryon, desenvolvida através de uma parábola, era salientado que possuímos no plano astral salas da paz, da prosperidade, do sucesso, entre outras e basta trazê-las para o mundo físico.

            Deste modo, se for preciso eliminar resistências inconscientes de sua personalidade no que tange ao aspecto material, procure auxílio, existem muitos bons profissionais e a regressão de memória é uma técnica com resultados surpreendentes.

            Eu, particularmente, acredito que a Psicoterapia Reencarnacionista é uma terapia de reforma íntima ética e séria que traz grandes descobertas capazes de modificar, transformar e fazer com que cada vez avancemos em nossa jornada evolutiva rumo à iluminação, pois possibilita o corte da sintonia com a memória passada negativa. Existem ainda, diversos livros, cursos, terapias capazes de trazer autoconhecimento e entendimento acerca do tema.

            Contudo, sempre foque no que realmente é importante para sua vida e alma, lembrando-se que você é uma centelha divina com luz e brilho próprio. Não duvide da nossa grandeza e poder como alma imortal e acredite que a felicidade é direito de todos nós.






POR:  VIVIANE DRAGHETTI  -   Terapeuta Holística