terça-feira, 4 de outubro de 2016




PRETO VELHO – Meu filho, você tem que evoluir, tudo evolui.

MÉDIUM – O que tenho que fazer, meu Pai?
PRETO VELHO – Se desfaça de todos os bens materiais que você tem. Dê uma parte para os pobres e necessitados e a outra para sua mulher e filhos.

MÉDIUM – De tudo?
PRETO VELHO – Sim. E também de sua mulher e filhos. Vamos sair pelo mundo ajudando aqueles que necessitam. Andaremos de cidade em cidade, de lugar em lugar. Quando tiver fome, eu providenciarei comida; quando tiver sono, eu providenciarei lugar seco e seguro para descansar; quando tiver frio, eu providenciarei agasalho e roupas…

MÉDIUM – Não sei se posso. O senhor está pedindo muito de mim
PRETO VELHO – Mas você não quer evoluir, chegar numa consciência maior?

MÉDIUM – Eu quero evoluir, mas tenho que perder tudo o que tenho. Largar minha família, meus amigos… Não sei se posso fazer isso para evoluir. Prefiro ficar como estou e buscar uma outra forma de evoluir. O senhor mesmo não disse que existem muitas formas de evoluir. Porque só me deu esta escolha?

PRETO VELHO – Quando você disse que era necessário retirar as imagens do meu Congá, que isso era necessário para que minha casa evoluísse, que eu evoluísse, não me deu escolha. Eu deixei. Quando você disse que era necessário retirar os atabaques, que isso era necessário para que minha casa evoluísse, que eu evoluísse, não me deu escolha. Eu deixei. Quando você disse que era necessário parar com as oferendas para os Orixás, que isso era necessário para que minha casa evoluísse, que eu evoluísse, não me deu escolha. Eu deixei. Quando você disse que não era preciso utilizar as guias, que isso era necessário para que minha casa evoluísse, que eu evoluísse, não me deu escolha. Eu deixei. Quando você disse que era necessário que os Guias de nossa casa parassem de beber e fumar, que isso era necessário para que minha casa evoluísse, que eu evoluísse, não me deu escolha. Eu deixei. Você procurou outras formas e outros meios na procura de uma consciência maior. Introduziu várias formas e meios diferentes dos que eu lhe ensinei, pois você começou a achá-los atrasados, primitivos. No entanto, eu pedi a você apenas uma coisa, e você diz que é incapaz. Você mudou tudo o que achou necessário, mas não soube mudar por dentro. Evolução não se faz mudando formas, fundamentos, ritos, meios… Evolução se faz de dentro para fora. Não importa o nosso modo de operar nossa magia, mas sim o que ela representa; sua essência e importância na vida dos que nos procuram; a doutrina e a responsabilidade de nossos rituais; nossos fundamentos; o respeito pelo que é nosso. Você mudou procurando o novo, mas apenas buscou novas formas de fazer velhas coisas. Coisas que você achava que eram primitivas e que não fariam você evoluir. Você hoje se baseia em outros para mostrar sua evolução e consciência: se eles mudam lá, você também muda aqui; se eles fazem lá, você faz aqui. Você fugiu das velhas formas, mas apenas buscou o moderno para fazer o velho. Você já está velho. Em breve irá partir e eu não mais o usarei como cavalo. Tenho, agora, nova missão com outro médium. Nele a tradição será mantida e o novo se fundirá com o velho em busca da essência e não da forma..

MÉDIUM – O Senhor nunca me recriminou. Nunca disse que não.

PRETO VELHO – Se eu dissesse que não, você ficaria frustrado. Faria as coisas por fazer, sem o respeito ou os fundamentos necessários. Então eu deixei que você fizesse o que achava que era correto, pois você o faria com gosto. Na verdade, você nunca perguntou o que eu achava de tudo isso. Mas mesmo em desacordo, reconheço que você ajudou muitas pessoas.

MÉDIUM – Porque o Senhor só está me dizendo isto agora? Depois de tanto tempo trabalhando comigo…

PRETO VELHO – Você mudou tanto… Tanto que nem o reconheço mais… Só que agora você esta velho. Já está indo embora. Então vim para pedir uma última caminhada juntos, para que você encontrasse sua essência e tivesse a oportunidade de alcançar o que você buscou todos esses anos: evoluir, alcançar uma consciência com Deus.

MÉDIUM – Então todo esse tempo… Todas essas mudanças que fiz… Foram em vão?

PRETO VELHO – Não. Muitos que aqui estiveram e saíram para construir suas casas e nelas buscaram a essência daquilo que você ensinou, e que não mudaram por mudar, seguindo um caminho próprio, conseguiram encontrar uma consciência com Deus e uma evolução de dentro para fora. Você, mesmo sem saber, os ajudou.

MÉDIUM – Mas eu expulsei muitos médiuns por não quererem seguir com minha linha de trabalho.

PRETO VELHO – Eles souberam tirar o melhor de seus ensinamentos e dos meus. Eles abriram suas casas e hoje fazem Umbanda de várias formas.

MÉDIUM – Então…

PRETO VELHO – Sim. Aqueles que você dizia que ficaram no caminho; aqueles que não ficaram mudando constantemente, mas souberam degustar cada momento e perpetuar a tradição, os costumes, os fundamentos, os ritos… Eles mudaram a forma de ver o mundo e sua relação com ele. Buscaram a modernidade nas relações com os médiuns, no entendimento dos novos problemas, essa modernidade viciosa do ser humano. Utilizaram a modernidade e o novo para levar a doutrina, os ensinamentos, a palavra e o auxílio aos que necessitavam, mas souberam dar continuidade à nossa cultura e nossa forma, alcançando a essência naturalmente, gradativa. Mesmo o novo precisa de tradição para virar doutrina e buscar em sua própria forma e essência. Agora é hora de seguirmos juntos.

MÉDIUM – Mas eu não sei se posso largar tudo…. Eu disse ao Senhor que não podia largar tudo o que construí, minha família, mulher, filhos, amigos…

PRETO VELHO – Olhe para baixo… O que você está vendo?

MÉDIUM – Minha família. Minha mulher, meus filhos, meus amigos… Estão à minha volta. E com lágrimas se despedem… Para onde vamos, meu Velho?
PRETO VELHO – Encontrar o seu cavalo e o Terreiro onde você irá trabalhar dando auxílio aos necessitados; conforto aos desesperados; curando os enfermos; agasalhando o frio das almas com palavras de calor e esperança; dando de beber a sede de muitas almas em busca de luz… Agora você é um de nós.

MÉDIUM – É engraçado, meu Velho. Eu busquei tanto o novo tentando alcançar a evolução que evoluí com a missão da tradição e de perpetuar o que não soube dar o devido valor. O Senhor ficará comigo?

PRETO VELHO – Sim, e lhe darei meu nome e minha força. Te ensinarei tudo o que será necessário. O resto será entre você e seu médium. Ele é novo e muito parecido com você.

MÉDIUM – E como devo agir com ele? Também sofrerei como o Senhor sofreu comigo?

PRETO VELHO – Eu não sofri com você.

MÉDIUM – Mas o Senhor disse…

PRETO VELHO – Eu não disse que sofri. Estava preparando você para tudo isso. Às vezes só se dá o real valor a algo quando ele escorre de nossas mãos. Você vivenciou a tradição, os costumes e os novos meios, as novas formas. Adquiriu experiências diferentes. Segure minha mão…

MÉDIUM – Estou mudando…

NO TERREIRO – “Bate tambor lá na Angola, bate tambor… Bate tambor lá na Angola, bate tambor… Os meus Pretos Velhos batem tambor… Nas minhas Almas batem tambor… Para todo povo, batem tambor… Lá na Angola, bate tambor… Bate tambor lá na Angola, bate tambor… Bate tambor lá na Angola, bate tambor…”.

PRETO VELHO – É aquele ….

**O novo PRETO VELHO se incorpora, e um novo ciclo se inicia...**

Fonte: Umbanda Sagrada


Uma das maiores forças da criatura é, sem sombra de dúvida, a palavra.
Com ela podemos elevar ao céu ou empurrar ao precipício. 
A palavra pode reerguer, consolar, estimular ou destruir.
Representa exteriorização do que está pleno no coração.
Podes usá-la para oferecer ânimo e conforto ou fazer dela uma arma letal a abreviar oportunidades que poderiam ser valiosas.
Ela é a força dos homens de bem que tentam incutir o apego à dignidade nas almas das criaturas, mas também a arma dos enganadores que inclinam à ilusão e ao mal.
Carrega consigo uma energia tão forte, que é capaz de impressionar um coração frágil, e é tu que assumirás a responsabilidade pelo dano causado.
Faz a diferença entre querer viver ou optar por abandonar a existência.
Não a uses sem analisar o que conduz e qual efeito pode produzir.
Abriga-te em Deus todas as vezes que fores chamado a proferir uma palavra.
Que tua boca seja fonte propiciadora de luz a jorrar sobre todos os que ouvem a fim de te tornares instrumento do bem a espalhar o amor pela Terra.
Que seja anunciadora da esperança por toda parte, e que aqueles que sofrem busquem-na em ti para consolar-se, assim como os impetuosos acalmem-se ao som do que pronuncias.
Que a tua palavra soe no mundo como trombeta angélica a falar de Deus aos homens, convencendo-os de um porvir luminoso desvanecendo as trevas da ignorância e do desamor.
Para vencer a noite tormentosa que envolve o planeta, seja a boa palavra o primeiro anúncio de uma madrugada que prenuncie um amanhecer de paz.


Do livro: A conquista da Felicidade

               (Eulália Bueno - Esp. Maria do Rosário Del Pilar)

segunda-feira, 3 de outubro de 2016


Jesus, o Espírito mais evoluído que pisou na Terra, afirmou categoricamente que veio entre nós para salvar o mundo, e não para julgá-lo. Sua missão não se voltou simplesmente a apontar nossas feridas. Cristo veio para curá-las por meio do amor com que Ele envolvia os pecadores e por intermédio das lições que deixou para que não voltássemos a cair na estrada do erro. Ele veio para salvar o mundo das consequências da nossa falta de amor, e a maneira que encontrou para realizar a sua missão foi a de nos amar até a morte e apontar o amor como o caminho da nossa própria salvação.
Ninguém poderá dizer que não ama porque não foi amado. Jesus nos amou ontem, nos ama hoje e nos amará sempre. O Cristo amou a todos, mas teve especial cuidado com os pecadores. A palavra ``pecado´´ deriva do latim peccatum, daí  surgindo a expressão ``impecável--, que, no caso, seria a qualidade da pessoa sem defeito ou falha. Afirmando que teria vindo para os pecadores, e não para os impecáveis, Jesus elege estes últimos para que o auxiliem em sua missão junto à humanidade. E, para os imperfeitos, Ele não trouxe pedras, não trouxe ameaças do fogo do inferno; antes, deu a eles a luz do esclarecimento e o calor do seu coração.
Certa feita, indagaram aos discípulos de Jesus o motivo pelo qual Ele comia com os cobradores de impostos e com as pessoas de má fama. Os cobradores de impostos eram pessoas malquistas pelo povo porque se excediam na cobrança de tributos. Jesus ouviu a pergunta e respondeu: ``Os que tem saúde não precisam de médico, mas sim os doentes. Porque eu vim para chamar os pecadores, e não os bons.´´
E, ao chamar os equivocados a uma vida nova, Jesus não usava de crítica ou repreensão. No caso da mulher adúltera que todos queriam apedrejar, o Mestre livrou-a da morte com a famosa frase que ficará registrada por toda a eternidade: ``QUEM DE VOCÊS ESTIVER SEM PECADO, QUE ATIRE A PRIMEIRA PEDRA NESTA MULHER!´´
E nem mesmo Jesus, o único ali presente que poderia atirar, porque estava sem pecado, a censurou: ``Pois eu também não condeno você. Vá e não peque mais.´´
Isso não quer dizer que Jesus aprovou o adultério. Ele quer a morte do pecado, e não do pecador. O erro não é maior do que a pessoa que o comete. Isso estava muito claro para Jesus, embora não esteja muito claro para nós, cristãos, que continuamos a confundir o pecado com o pecador. Cristo tem uma estratégia diferente da nossa, pois Ele acolhe o pecador, enquanto nós o segregamos. Cristo abomina o pecado, mas ama o pecador. Nós rejeitamos o pecado e o pecador, embora, curiosamente, sejamos tão pecadores quanto aqueles que condenamos. Com que direito iremos condenar aqueles que tropeçam nas mesmas pedras em que nós também tropeçamos? Jesus nos formula uma pergunta muito objetiva, cuja resposta, creio eu, ainda não demos porque não temos o que responder:
``Por que é que você vê o cisco que está no olho do seu irmão e não repara na trave de madeira que está no seu próprio olho?´´
Quem cuida muito da vida alheia está cuidando pouco da sua, o que é lamentável, porque há tanto trabalho interior a se realizar na busca do nosso aperfeiçoamento, que não nos sobraria tempo para vigiar a conduta do próximo. E que não cuida de si mesmo jamais conseguirá ter progresso na vida, pois seu mundo íntimo, onde todos os projetos de vida se iniciam e se sustentam, está repleto de traças e ervas daninhas.
Lembra Chico Xavier que nós precisamos nos abster de julgar o próximo, já que nós precisamos da misericórdia de todos para os nossos equívocos. A nossa intolerância com os erros alheios pode apenas ser um disfarce tentando acobertar os nossos próprios enganos. Quem muito condena, provavelmente, carrega dentro de si algo de muito condenável. Na época de Jesus, os escribas e fariseus eram assim, implacáveis juízes do comportamento alheio, embora se apresentassem como rigorosos cumpridores dos preceitos religiosos. O Cristo não teve palavras brandas para eles: ``Ai de vocês, mestres da Lei e fariseus, hipócritas! Pois vocês são como túmulos pintados de branco, que por fora parecem bonitos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de podridão. Por fora vocês parecem boas pessoas, mas por dentro estão cheios de mentiras e pecados.´´
Seria bom termos coragem suficiente para enxergar a nossa podridão, jogar fora todas as nossas pedras. Porque, se estivermos com elas nas mãos, como erguê-las em súplicas ao Céu?  Como esperar pelas bênçãos de Jesus, se amaldiçoamos a vida do próximo com os nossos julgamentos? O Cristo nos diz que seremos julgados pela mesma medida que usarmos para julgar o próximo. Se a vida está sendo muito dura conosco, pode ser que nós estejamos sendo muito duros com os nossos semelhantes. Quando condenamos alguém, estamos lavrando uma sentença condenatória contra nós mesmos.
Se Jesus tem um coração que perdoa e compreende, por que o nosso coração não é capaz de fazer o mesmo? Esta é a proposta do Cristo. jogar fora as nossas pedras e olhar com humildade para a nossa própria periculosidade. Sem pedras na mão, sem fogo na língua, nossa vida fica mais leve e mais próxima do Amigo Jesus.

Do livro: Alguém Me Tocou (José Carlos De Lucca)



Ann Albers. 13 de Abril de 2013

Querido, Deus o ama.

Deus dirige as estrelas no céu e coordena toda a dança da vida. Deus e os seus anjos querem ajudá-lo. Você, no entanto, tem o livre arbítrio. Você pode tentar resolver sozinho os desafios da vida, ou pode pedir o nosso auxílio. Você pode permitir que uma mente fechada considere impossíveis as soluções, ou pode abrir o seu coração e dar espaço aos milagres.


Pode fazer a sua parte, trazendo o amor a cada situação em sua vida, permitindo-nos assim fazer o nosso trabalho, ou pode criar uma nuvem de negatividade ao seu redor que interfira com a nossa capacidade de auxiliar. Devemos honrar o seu livre arbítrio e a energia que você está manifestando.

Quando você não souber o que fazer em seguida, tente não se cansar, estressar-se ou se preocupar. Ore. Confie que Deus e os seus anjos o ouvem e atendem as suas preces no momento mais perfeito, até onde você permita.

Use o seu livre arbítrio para se entregar ao que está à sua frente e traga tanto amor quanto for possível para a situação, começando com a bondade em relação a si mesmo e a todos os outros envolvidos. Isto lhe permite criar uma vibração em que é muito fácil podermos ajudá-lo.

Em uma vibração de amor, as transformações e os milagres são possíveis. Se insistir em permanecer no medo, na preocupação ou no desespero, não podemos, por nosso próprio projeto, apoiar estas vibrações. Podemos e devemos, por nosso próprio intento, apoiar o amor.

Assim, querido, da próxima vez em que se perceber em um desafio, não tente resolvê-lo sozinho.

Você nunca está “incomodando” Deus ou os seus anjos ao orar.

Você está nos encantando quando chega ao amor.

Ore com a expectativa de que as suas preces estão sendo ouvidas.

Viva e ame como se as suas preces estivessem sendo ouvidas.

Nós o amamos. Estamos designados a apoiar cada parcela de amor que você esteja tentando criar ou compartilhar em sua vida. Nós o ouvimos e nunca o ignoramos, mas devemos, por nosso próprio intento, honrar somente a energia amorosa que você emite com o seu próprio livre arbítrio.

Faça a sua parte. Ore por ajuda. Confie.

E saiba que a sua disposição de amar é o solo fértil para as soluções milagrosas de Deus aos desafios de sua vida.

Deus o abençoe.

Nós o amamos muito.

Os Anjos


Queixas-te constantemente da interferência malévola de espíritos em tua vida.
Acusa-os mesmo de desviarem todo o bem que planejaste, atirando-te a sofrimentos indesejáveis injustamente.
Julgas que muitas vezes a ação deles está subordinada ao desejo de outrem contra ti, alguém que não deseja a tua vitória em diversos setores da existência.
Culpas a inveja como o principal vetor de atuação de teus desafetos, interpondo-se, através da influência desses espíritos, entre ti e a felicidade almejada.
Afirmas que nadas exaustivamente ao encontro de teus anseios para posteriormente morreres na praia onde se encontram, sem, no entanto, alcançá-los.
Pensas que tudo acontece subordinado ao desejo desequilibrado das criaturas, sem obedecer a uma harmonia imperecível, regida pela ação incontestável da lei de causa e efeito.
Talvez para tua surpresa, tudo que te sucede é eco daquilo que já praticaste. O momento atual é a sagrada chance de efetivar a necessária transformação,  mas costumas negligenciar todas as oportunidades e, assim, vais fortalecendo os elos de sintonia que permitem a esses espíritos o acesso autorizado para intervenção em tua vida.
A vida responde aquilo que lhe enviamos.
Com a mesma força com que avançaste outrora rumo ao desequilíbrio e ao mal, rompe hoje as barreiras da insensatez e atira-te ao bem, à caridade e ao amor, cultivando uma sintonia efetivamente melhor, que garantirá a intercessão dos espíritos benévolos, os quais, em laços de afinidade contigo, irão refletir junto a ti a luz que iluminará a tua nova trajetória.
Tua vida é o que dela escolheres fazer, fortalecido pela presença dos espíritos que sintonizam contigo, estabelecendo o bem ou o mal de acordo com o teu entendimento.
Cada vez que fores decidir algo, lembra-te de que nesse exato momento terás contigo os amigos diletos de tua exclusiva escolha e, pensando no bem, associa-te aos servidores do Cristo.


Do livro: A Conquista da Felicidade (Eulália Bueno - Esp. Maria do Rosário Del Pilar)


Se julgares que a vida é roteiro escrito que te foi imposto para executar, estás muito distante de avaliar a grandiosidade de Deus.
És o autor do próprio destino e tens a honra de esculpi-lo a cada instante, com os tons do aprendizado, renovado em cada oportunidade bem aproveitada.
Não creias que te baste permitir ser arrastado pelos vagalhões do determinismo em dias sem graça que nada pedem de ti.
Talvez fosse mais conveniente que a vida assim seguisse sem cobrar  nenhum empenho de tua parte, pois jamais sofrerias qualquer tipo de incômodo da consciência ante os atos praticados.
Mas não é assim que acontece. És chamado constantemente a atuar, porque a vida é dada por fazer e cada um terá a chance, sempre renovada, de mudar, de reescrever, esculpindo sonhos, desejos e elaborando estradas novas para realizá-los.
Para que possas compreender o verdadeiro sentido da existência, é necessário que saias da periferia da materialidade e adentres corajosamente o cerne do teu ser, a fim de descobrires quem realmente és, assim como o que te falta completar como alma, para atingires a iluminação interior.
Transitar pela reencarnação é apenas uma etapa da vida, que vai muito além de tudo que tocas e que espera para ser vivida de forma mais ampla e consciente.
Não deves deixar passar as oportunidade sem ter certeza de que extraíste delas tudo que podias, como o engenheiro explora o terreno que lhe parece pequeno e, depois da exatidão das medidas, consegue erguer uma majestosa construção.
Assim é a tua vida. Muitas vezes pode parecer mirrada e sem espaço para abrigar os teus objetivos, mas basta apenas que a olhes atentamente para descobrir que ela pode oferecer muito mais do que buscas agora e, no futuro, te orgulhares de ter sido o artífice da beleza da existência.
Há, sim, uma fatalidade que te persegue. A de evoluir sempre até te tornar a própria luz.


Do livro: A Conquista da Felicidade
              (Eulália Bueno - Esp. Maria do Rosário Del Pilar)



Procura entender que assim como você, todas as criaturas arrastam consigo problemas de difícil solução, por isso não se coloque em posição de relevância, achando que todos devem fazer concessões a favor do seu contentamento.

Quantas vezes apontas ao outro deficiências que te saltam aos olhos exatamente porque as tem dentro de você?

No entanto, no seu próximo não as perdoa, enquanto que dentro de você praticamente as ignoras, buscando por todos os meios desculpar-se pelo que fazes.

Recorda a cada instante o incomparável valor dos dias sobre a Terra e não julgues que eles sejam suficientes para empreenderes as mudanças necessárias que adias indefinidamente.

Se não fizeres nada a partir de agora, quando se deres conta já pode ser tarde demais para procederes às alterações morais pelas quais, principalmente, reiniciaste essa trajetória.

Embora tenhas dificuldade de acreditar, tudo é mais fácil de ser superado enquanto caminhas na Terra sob a benção do esquecimento que proporciona infindáveis oportunidades para aprenderes a amar servindo ao bem.


Não postergues para amanhã o que está sendo oferecido hoje, pois pela força das circunstâncias um de vocês pode partir a qualquer momento e amanhã já pode ser tarde demais.

Nunca esqueças que, embora o suceder das vidas seja uma realidade inegável, cada uma delas é única no que pode oferecer, e que acima de tudo precisas se conscientizar de que é necessário estar sempre oferecendo o melhor aos outros, o que nada mais representa do que o melhor para si mesmo.

Enquanto estás a caminho, ora e persevera para que não necessites retornar a fim de refazer o percurso e recuperar o tempo que desperdiçaste.

Do livro: A Conquista da Felicidade (Eulália Bueno)


``Sede, portanto, perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito´´. 
Com tais palavras, Jesus esclarece qual é a nossa missão de vida: a busca da perfeição. Quando o Mestre afirma para sermos perfeitos, está implícita a ideia de que nós ainda não chegamos a tal estágio. Talvez isso seja óbvio demais para muitos. No entanto, creio que a maioria de nós se acha um tanto acomodada consigo mesma, desinteressada em seu próprio aprimoramento.
A busca da perfeição se confunde com a busca da própria felicidade. Quanto mais virtudes a pessoa adquirir, mais próxima da felicidade ela estará. Quanto mais imperfeições acumular, mais distante da felicidade ela ficará e, portanto, maior soma de problemas terá de enfrentar.
Distanciar-se do sofrimento implica burilamento de si mesmo. O diamante é uma pedra preciosa que precisou ser lapidada. Nós também somos pedras preciosas criadas por Deus, e também precisamos lapidar nossos conhecimentos e sentimentos.
Daí por que Jesus pede que busquemos a perfeição, que é o processo de lapidação do ser divino que habita em nós, eliminando as sujeiras do orgulho, removendo os cascalhos do egoísmo e limpando os detritos da mágoa, da inveja e da sensação de ser vítima do mundo. Quanto mais lapidados, mais nos aproximaremos da nossa essência, que é luz da emanação de Deus. Este é o caminho da felicidade: aprimoramento íntimo, descoberta das riquezas interiores e expansão da nossa luz interior.
O primeiro passo para o nosso aprimoramento é eliminar o orgulho, que muitas vezes nos ilude com a ideia de que já sabemos tudo e que não há nada mais a aprender. Geralmente, age assim quem já conquistou algo em sua vida, alcançou algumas vitórias e acredita que nada mais lhe resta para conhecer e melhorar. O momento mais crítico de uma empresa é quando ela chega ao sucesso. O instante mais perigoso de um relacionamento é quando um dos envolvidos acredita que já conquistou o outro. Quem acredita estar no topo de uma situação, geralmente, não enxerga os buracos bem rentes aos seus pés. O ditado de Sócrates continua de extrema valia: Só sei que nada sei.
Nosso aprimoramento deve se abrir em duas frentes: intelectual e emocional. Precisamos desenvolver a razão e o sentimento. É claro que, nesta balança de razão e sentimento, a humanidade vem pendendo mais para o lado da razão do que para o do sentimento. Crescemos consideravelmente no terreno da razão, mas ainda somos crianças no campo dos sentimentos e emoções. Não adianta ao homem conhecer como se chega à Lua, se ele ainda não sabe como chegar ao próprio coração.
No ponto de vista intelectual, temos de admitir que o conhecimento cresce e se multiplica numa velocidade espantosa. 
No campo das emoções, ocorre o mesmo fenômeno. Não basta termos boa inteligência racional, se nossas emoções estão desequilibradas, resultantes de um egoísmo desenfreado que nos torna agressivos, intolerantes, individualistas e sem nenhum respeito para com o próximo. A ausência de emoções e sentimentos nobres e sadios colocará em risco não apenas a nossa carreira profissional, mas, também, todos os nossos relacionamentos, pois quem há de suportar viver ao lado de uma pessoa de péssimo gênio?
A psicologia moderna ratifica os ensinamentos de Jesus. Quando o Mestre nos diz para não revidarmos uma agressão e perdoarmos aos que nos ofendem, Ele está nos ensinando a controlar os nossos instintos, porque isso nos fará muito melhores do que o ato de vingança.
Quando Jesus pede para nos sensibilizarmos com a dor do próximo, prestando o socorro que nos for possível, Ele está nos ensinando a ter compaixão, porque isto nos fará muito melhores do que viver na indiferença do egoísmo. Precisamos nos convencer de que estamos vivendo esta experiência na Terra para buscarmos a perfeição de que o Evangelho nos fala. 
É certo que esta perfeição não se alcança da noite para o dia. É preciso termos compaixão de nós mesmos para entendermos que nossas imperfeições não serão superadas de uma hora para a outra, mas, sim, à custa de um trabalho interior perseverante e sem data para terminar. Não tenhamos pressa de atingir a perfeição, mas também não caminhemos tão devagar, que o sofrimento tenha que vir, para nos fazer andar mais depressa.


Do livro: Alguém Me Tocou (José Carlos De Lucca)


Ter esse conjunto poderoso de várias ervas espanta qualquer energia menos boa.

Arruda, comigo-ninguém-pode, pimenta, alecrim, manjericão, espada-de-são-jorge e guiné são as plantas que compõem o vaso. 

Um ótimo local para colocar o vaso de sete ervas, é perto da porta de entrada, pelo lado de fora da casa ou empresa. 

O vaso de sete ervas irá segurar e repelir todas as energias negativas que iriam para o ambiente.

A pessoa, ao ver o vaso de sete ervas, irá desviar momentaneamente sua atenção da porta principal para o vaso. Isso fará com que as energias negativas fiquem presas às plantas. 

Teremos o mesmo efeito, se for colocado uma bela e viçosa planta ou um vaso de flores próximo à porta de entrada, principalmente de cores bem vermelhas.

PROPRIEDADES DAS SETE ERVAS E PARA QUE SERVEM
Arruda: é umas das ervas mais poderosas para combater inveja e olho-gordo. A arruda já era conhecida e usada na antiga Grécia e Roma. Foi popularizada no Brasil pelas escravas na época da colonização. Quando colocada num ambiente, além de proteger, emite vibrações de prosperidade e entusiasmo. Podemos ter sempre um galho de arruda junto ao corpo para reter as energias negativas.

Guiné: em um ambiente tem o poder de criar um "campo de força" de proteção, bloqueando as energias negativas e emitindo vibrações otimistas. Atrai sorte e felicidade. Cria uma energia de bem-estar nos ambientes.

Alecrim: é uma erva que tonifica as pessoas e os ambientes. É considerado também um poderoso estimulante natural, favorecendo as atividades mentais, estudos e trabalho. Favorece e fortifica o ânimo e vitalidade das pessoas. Agindo em conjunto com arruda, "segura" as energias de inveja, mau-olhado e fofocas.

Comigo-ninguém-pode: o nome da erva já diz tudo. Afasta e quebra todas as energias negativas dos ambientes. Em uso conjunto com espada de São Jorge quebra feitiços, magia e mau-olhado. Além deste super poderes é uma planta muito bonita para qualquer ambiente.

Espada de São Jorge: por causa de suas folhas pontiagudas é facilmente associada ao poder de cortar as energias negativas, a inveja, olho-gordo, magia, etc. Alguns dizem que espanta os maus espíritos. Ao cortar as energias negativas, a erva atrai coragem e prosperidade.

Manjericão: Além do delicioso sabor que passa como tempero da cozinha italiana, o manjericão, quando exposto num ambiente, tem a propriedade de acalmar e trazer paz de espírito a todos. Ao acalmar as tensões, afastamos os pensamentos negativos e nuvens negras.

Pimenteira: esta planta combate as energias pesadas e ariscas. É uma planta de vibração estimulante, afrodisíaca, tonificante e atrai boas energias para o amor.



Autor Franco Guizzetti



Inicialmente, é importante entender, que não devemos nos prender demais ao conceito de carma (karma, em sanscrito).
Quando se usa o termo carma, há uma conotação de fatalidade, enquanto que a Doutrina enfatiza a possibilidade de minimizar ou até eliminar as ocorrências de sofrimento, mediante uma ação positiva no bem.
Carma, meus irmãos, ao invés de ser um castigo como muitos pensam, é sinônimo de reequilíbrio.
E a vida material é a maravilhosa e insubstituível escola que possibilita que aprendamos e tomemos consciência das nossas atitudes erradas nesta e em vidas pretéritas.
Mas como é que o carma aparece? Do nada? Em um passe de mágica? Não! O Princípio do Livre Arbítrio dá ao homem o direito de escolher seus caminhos, de ser o autor de sua história, o construtor do seu destino. Entretanto, o Princípio de Causa e Efeito, Plantação e Colheita, torna o homem refém de seus atos, das suas escolhas.
Nós construímos nosso carma, no exercício do nosso livre arbítrio, na escolha de nossas opções. E optar, não é o que sempre estamos fazendo? Ajudo ou prejudico?
Cuido da minha saúde ou me vicio em drogas? Sou amigo ou inimigo? Prego a paz ou fico criando intrigas? Elogio ou critico? Trabalho ou fico ocioso? Construo ou quebro? São as nossas escolhas! Nossas decisões!
Nós, meus queridos irmãos, somos os únicos responsáveis pela escolha do nosso caminho. O problema, é que, após a escolha, temos que trilhar pelo caminho escolhido!
Útil, não é necessariamente aquele que quando está na erraticidade, solicita reencarnar como um deficiente, para purgar atitudes equivocadas. Muito mais importante é aquele que procura, quando está encarnado, adquirir condições para, na próxima vez, reencarnar perfeito, para auxiliar, construtivamente, os seus irmãos.
A expiação, muitas vezes, por conta de uma visão distorcida, soa como castigo divino. Mas, nós, espíritas, sabemos e devemos demonstrar pelo exemplo, que as deformidades físicas não estão punindo, mas eliminando as deformidades perispirituais, que causamos anteriormente.
Podemos atenuar, ou mesmo eliminar, as situações cármicas? Sim, por atos de amor.
Cabe a nós demonstrarmos “que o amor cobre uma multidão de pecados”. As pessoas quando enfrentam uma situação difícil, seja ela física, financeira ou psicológica e que não sabem, não conseguem, nem desejam modificá-la, enfrentando-a, costumam dizer:
– Não posso mudar. É meu carma. Eu sou assim! É a anestesia da consciência! É o famoso complexo de Gabriela! Sabem aquela música? Eu nasci assim, eu cresci assim, eu vivi assim... E com isso, tenta esquecer que a sua obrigação é mudar! É progredir!
Dentro desta verdade divina, não existe o perdão de Deus, pois recebemos segundo o que obrarmos, ou seja, segundo o que fizermos. Deus não nos criou para nos punir! Deus é amor... e o Carma não é punição Divina: é conseqüência retificadora.
Considerando que a Lei de Causa e Efeito, é uma Lei Divina, e que as Leis Divinas foram escritas por Deus, conclui-se que: “Na natureza não há prêmios ou castigos. Há conseqüências”!
A falsa noção de carma inflexível, nos conduz a dois grandes erros. Um é que o Espiritismo, prega ou endossa a necessidade da dor; isto não é verdade.
A dor só seria uma necessidade, se o Espiritismo pregasse que todos deveríamos ser um grupo de masoquistas! O que a Doutrina dos Espíritos demonstra com clareza, é a utilidade da dor, quando persistimos no egoísmo, no orgulho, na vaidade e demais defeitos lesivos à comunhão de solidariedade com os semelhantes. A dor não é uma criação divina. A dor é criação de quem sofre!
O outro erro é a crença de que a Doutrina Espírita, aconselha o conformismo diante da “má sorte”; isto também não é correto; o que ela ensina é a resignação, atitude bastante diferente, adequada para nos fazer aceitar sem desespero aquilo que não podemos mudar.
Compreendamos, o carma como espécie de conta corrente das ações que praticamos no Banco deste mundo, onde há séculos caminhamos endividados, cadastrados no SPC da vida, pela constante emissão de cheques sem os necessários fundos de bondade, caridade, amor, etc... Resgatemos nosso débito, limpemos o nosso nome no SPC, emitindo cheques com a devida provisão de fundos e isso é possível, através da prestação de serviços de caridade ao próximo, e estejamos convencidos de que, dessa forma, tanto economizaremos lágrimas, como conquistaremos um bom saldo de felicidade!
“Aquele que muito amou foi perdoado, não aquele que muito sofreu.” O amor é que cobriu, isto é, resgatou a multidão de pecados, não a punição ou o castigo.
Transformar ações, amando, é alterar nosso carma para melhor, atraindo pessoas e situações harmoniosas para junto da gente. É, em última instância, a nossa indispensável e indelegável reforma íntima!
Nós decidimos, nós plantamos e nós colhemos!
Nossa vida é simplesmente o reflexo das nossas ações. Se queremos mais amor no mundo, criemos mais amor no nosso coração.
Se queremos mais tolerância das pessoas, sejamos mais tolerantes.
Se queremos mais alegria no mundo, sejamos mais alegres.
Nossa vida não é uma sucessão de coincidências, de acasos, nossa vida é a simples conseqüência de nós mesmos!!!

Agnaldo Cardoso(Revista Cristã de Espiritismo)

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Dia 30 de Setembro - Dia de Xangô - Salve São Jerônimo



Nasceu na Dalmacia (Iugoslávia) no ano 342. São Jerônimo cujo nome significa "que tem um nome sagrado", consagrou toda sua vida ao estudo das Sagradas Escrituras e é considerado um dos melhores, se não o melhor, neste ofício.

Em Roma estudou latim sob a direção do mais famoso professor de seu tempo, Donato, que era pagão. O santo chegou a ser um grande latinista e muito bom conhecedor do grego e de outros idiomas, mas muito pouco conhecedor dos livros espirituais e religiosos. Passava horas e dias lendo e aprendendo de cor aos grandes autores latinos, Cicero, Virgilio, Horácio e Tácito, e aos autores gregos: Homero, e Platão, mas quase nunca dedicava tempo à leitura espiritual.

Jerônimo se dispôs ir ao deserto a fazer penitência por seus pecados (especialmente por sua sensualidade que era muito forte, por seu terrível mau gênio e seu grande orgulho). Mas lá embora rezava muito, jejuava, e passava noites sem dormir, não conseguiu a paz, descobrindo que sua missão não era viver na solidão.

De volta à cidade, os bispos da Itália junto com o Papa nomearam como Secretário a Santo Ambrósio, mas este adoeceu, e decidiu nomear a São Jerônimo, cargo que desempenhou com muita eficiência e sabedoria. Vendo seus extraordinários dotes e conhecimentos, o Papa São Dâmaso o nomeou como seu secretário, encarregado de redigir as cartas que o Pontífice enviava, e logo o designou para fazer a tradução da Bíblia. As traduções da Bíblia que existiam nesse tempo tinham muitas imperfeições de linguagem e várias imprecisões ou traduções não muito exatas. Jerônimo, que escrevia com grande elegância o latim, traduziu a este idioma toda a Bíblia, e essa tradução chamada "Vulgata" (ou tradução feita para o povo ou vulgo) foi a Bíblia oficial para a Igreja Católica durante 15 séculos.

Ao redor dos 40 anos, Jerônimo foi ordenado sacerdote. Mas seus altos cargos em Roma e a dureza com a qual corrigia certos defeitos da alta classe social lhe trouxeram invejas e sentindo-se incompreendido e até caluniado em Roma, onde não aceitavam seu modo enérgico de correção, dispôs afastar-se daí para sempre e se foi a Terra Santa.

Seus últimos 35 anos os passou em uma gruta, junto à Cova de Presépio. Várias das ricas matronas romanas que ele tinha convertido com suas pregações e conselhos, venderam seus bens e se foram também a Presépio a seguir sob sua direção espiritual. Com o dinheiro dessas senhoras construiu naquela cidade um convento para homens e três para mulheres, e uma casa para atender aos que chegavam de todas partes do mundo a visitar o lugar onde nasceu Jesus.

Com tremenda energia escrevia contra os hereges que se atreviam a negar as verdades de nossa Santa religião. A Igreja Católica reconheceu sempre a São Gerônimo como um homem eleito por Deus para explicar e fazer entender melhor a Bíblia, por isso foi renomado Patrono de todos os que no mundo se dedicam a fazer entender e amar mais as Sagradas Escrituras. Morreu em 30 de setembro do ano 420, aos 80 anos.



Na Umbanda, São Jerônimo é Xangô

Sincretizado a São Jerônimo, Xangô é o Orixá da sabedoria e da justiça, sua cor é o marrom.

Xangô é o responsável pela solução das pendências e das injustiças, dando a quem merece o devido castigo e, a vitória ao injustiçado.

Xangô simboliza a lei de causa e efeito, sua ferramenta é a machada de dois gumes ou a balança de dois pratos, simbolizando a justiça e a imparcialidade. 

Recorrem a Xangô todos os injustiçados, perseguidos espiritual e materialmente.

Os domínios de Xangô são as pedreiras e as cachoeiras, de Xangô emanam forças poderosíssimas, é a Ele que recorremos quando necessitamos de ajuda nos processos que demandem muita energia, nas demandas espirituais, nos processos judiciais, enfim, todos os assuntos ligados à lei e a justiça.

Nossos irmãos africanos nos ensinaram que Xangô é o Orixá atuante simbolicamente sobre as tempestades e tudo que dela provenha como raios, chuva com trovoadas, etc.
Xangô como todos os Orixás jamais desampara aqueles que a Ele recorrem.

De Xangô emanam a autoridade, a justiça e o saber. Ele jamais erra e não permite o erro de seus filhos. É o protetor dos bons juizes, dos bons advogados e de todos aqueles que tenham contato com as práticas das leis.

Nas demandas espirituais após Ogum ou os outros Orixás envolvidos nessas demandas terem feito o seu trabalho, Xangô virá obrigatoriamente cumprir a lei de Deus de causa e efeito.

A vibração de Xangô, nas evocações que ocorrem nos templos de Umbanda, é fortíssima. Quando incorporado em nossos médiuns transmite sempre a imagem de alguém forte como a rocha, todos pressentem sua tremenda força.
Em muitos pontos cantados de Xangô, ouve-se a frase; “

"Não brinque com Xangô, porque Xangô não brinca não”.

Essa frase transmite claramente sua autoridade e intolerância com os erros dos homens.

Xangô está sempre associado à força, Ele é autoritário, capaz de despertar o respeito por suas determinações e leis, com poder para decidir sobre o bem e o mal.

As suas determinações serão sempre obedecidas por todos, gostem ou não. Por estar associado à firmeza da rocha e à estabilidade que as pedreiras transmitem, que são os seus domínios, delas emana a sua força.

Não há necessidade de pedir a Xangô a justiça, Ele a fará sempre mesmo que você não peça ajuda a Ele. Na realidade evite pedir justiça, se você pedir a justiça, tenha certeza que Ele atenderá o seu pedido, mas como qualquer ser humano você tem em seu passado alguma coisa da qual se envergonha e Xangô também vai ver os seus erros e lhe dará também, ao mesmo tempo, o seu pagamento por suas obras.

Você se sente injustiçado? Então aguarde, Xangô fará a justiça por você, sem que exista a necessidade de pedir coisa alguma a Ele; mas se pedir, prepare-se, você também receberá o seu pagamento.

Se o assunto é ligado a lei e aos seus processos e você possui a verdade ao seu lado, pode recorrer a Ele com toda a garantia de vitória, mas só proceda desta forma se tiver à verdade ao seu lado, porque se você é o errado na questão, tenha certeza que Ele vai puni-lo.

A justiça de Xangô é baseada em leis Divinas, leis que tem origem Divina e não podem ser manipulado pelos homens, seja sábio.

Oração a Xangô

Kaô meu Pai, Kaô Ô Cabecilê Obá!
O Senhor que é o Rei da Justiça,
faça valer por intermédio de seus doze ministros,
a vontade Divina,
Purifique minha alma na cachoeira.

Se errei, conceda-me a luz do perdão.

Faça de seu peito largo e forte meu escudo,
para que os olhos de meus inimigos não me encontrem.

Empresta-me sua força de guerreiro,
para combater a injustiça e a cobiça.

Minha devoção ofereço.

Que seja feita a justiça para todo o sempre
É meu Pai e meu defensor,
conceda-me a graça de receber sua Luz
e de receber sua proteção.

Kaô meu Pai, Kaô Ô Cabecilê Obá!


29 de setembro comemoramos o "Dia de São Miguel Arcanjo"

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São Miguel Arcanjo, comemorado em 29 de setembro é o embaixador dos assuntos celestes e o opositor direto de Lúcifer.
Sabe-se que, no geral, a ideia mais comum que se vê sobre Lúcifer vem de um erro de interpretação que, muitas vezes, leva-nos a colocar a culpa do que nos acontece em fatores externos. Culpamos um certo diabo de chifres e pele vermelha por nos incitar a fazer algo de errado quando, na verdade, a nossa própria inatividade é a causa do mal.
Seu caráter lutador lhe rende os títulos de defensor, guardião, protetor, guerreiro e muitos outros. Seu nome Miguel significa “Quem é como Deus”. Alguns entendem como uma pergunta, outros como afirmação. Miguel é o braço direito de Deus, o braço ativo e produtivo.
Por isso, ao falarmos do Arcanjo Miguel devemos tomar cuidado. Alguns o sincretizam com o Orixá Exu, por ser guardião das almas, que as conduz ao outro lado após desencarnarem e por ser ligado à guerra. Em um sincretismo complexo e mais fiel, na Umbanda entende-se que São Miguel lidera e coordena as falanges de Exu e Pomba-Gira, assim como as leis do carma, sendo, portanto, visto também pela imagem de Xangô, Orixá general e guerreiro.
Como Xangô, São Miguel é guerreiro, não das guerras sem significado feitas falsamente em nome das religiões mas, sim, da guerra de cada um contra seu próprio “diabo”. Xangô tem braços fortes, representando a força para lutar e aparece muitas vezes com calças largas ou saias muito abertas, como se suas pernas fossem montanhas agarradas ao chão, representando a persistência.
Miguel desce dos céus, é o braço direito de Deus e, também com o vermelho em suas roupas, representa a árdua batalha contra o mal, quase sempre apontando de cima para baixo seu golpe. Através do poder do intelecto e do conhecimento das coisas Divinas, da comunhão com o cosmos superior e da atividade constante, tanto espiritual quanto em terra.
O verdadeiro lutador treina o corpo constantemente e também a mente e o espírito. Miguel não é um guerreiro de espada, é o guerreiro da Divina Ascenção e da vitória contra as teimosias inúteis do ócio. Da obediência de Miguel e sua servidão ao propósito do Bem, devemos aprender a nunca parar, estar sempre em treinamento, pois o arcanjo não é igual à Deus em essência, Deus é único, mas, como o Pai, está sempre trabalhando, sempre agindo.
Não há um Santo ou Orixá que nos ensine a ficar à toa. Como disse Edmund Burke: “Tudo o que é necessário para o triunfo do mal é que bons homens não façam nada”. Oremos neste dia 29 a Miguel, para através de sua força, obediência e perseverança, sejamos sábios e ativos, para que continuemos sempre a caminhar e batalhar contra o diabo dentro de nós que nos tenta e faz acreditar que não temos o que fazer

SÃO MIGUEL ARCANJO E SUA DEVOÇÃO

Olá irmãos


 Que a paz de Oxalá esteja com todos

São Miguel Arcanjo na Umbanda, conhecido como Alafé, "O Embaixador". Sua fé é muito conhecida, e dia 29 de Setembro é o Dia do Santo.As Sagradas Escrituras falam-nos de anjos agrupados em 9 coros, a saber: Serafins, Querubins, Tronos, Dominações, Potestades, Virtudes, Principados, Arcanjos e os Anjos, que por sua vez, constituem três hierarquias. A primeira hierarquia, os Serafins, Querubins e Tronos, têm por missão o serviço principal perante o Trono de Deus; a segunda hierarquia: Dominações, Potestades e Virtudes que têm por missão o serviço no espaço da Criação; e a terceira hierarquia: Principados, Arcanjos e Anjos, que têm por missão o serviço junto à humanidade na terra.

São João Evangelista, quando chegou à região de Colossos, fui muito bem recebido em sua pregação e vários abraçaram a fé. Nas suas exortações. São João falou sobre os anjos e anunciou-lhes que o Príncipe das Milícias Angélicas, o grande São Miguel, os tomaria debaixo de sua proteção e que, às portas da cidade. brotaria uma fonte, onde os doentes, com o sinal da cruz e a invocação do Arcanjo São Miguel, encontrariam a cura de todos os males do corpo e da alma. A fonte apareceu e espalhou-se esse acontecimento por toda a região.

São Miguel apareceu a um rico cidadão da região da Frigia, que tinha uma única filha, que era muda, e disse-lhe em sonho: “Conduze a tua filha à fonte dos cristãos e crê na onipotência do seu Deus, que tua fé será recompensada”. Cheio de esperança, pai e filha foram à fonte e lá perguntaram aos cristãos o que deveriam fazer. Eles disseram: “É em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e pela intercessão de São Miguel que nós usamos desta água”. Assim fizeram e, no mesmo instante a menina começou a falar, despertando em ambos um crescer da fé. Pediram o Batismo e em gratidão o homem mandou construir junto à fonte uma igreja.
Os sacerdotes dos ídolos, obstinados nos seus erros, resolveram destruir o santuário. Junto deste, passavam dois rios que eram contidos por diques. Numa noite ouviu-se um forte barulho das águas. Os pagãos tinham destruído os diques e brevemente o santuário ficaria submerso. O eremita, guardião do santuário, ao ver o que se passava, gritou: “Senhor, a Vossa Onipotência clamamos”. Enquanto ele rezava, ouviu-se uma voz vinda do céu. Era São Miguel que descia do Céu
As liturgias da Igreja Oriental comemoraram este acontecimento com missões e ofícios próprios no dia 6 de setembro.
Os judeus invocam São Miguel como seu protetor e defensor das Sinagogas. Nas festas da Expiação concluem suas orações dizendo: “Miguel, Príncipe da Misericórdia, ora por Israel”

Na Umbanda é São Miguel que lidera e coordena as falanges de Exu e Pomba-Gira, alguns dizem que por seu o Arcanjo da Guerra outros pela sua estreita relação com o Arcanjo Lúcifer o Anjo Caído.

 Que Oxalá nos abençoe sempre