sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

                        Guias, Protetores e suas ligações com os médiuns

Nos trabalhos medianímicos, que principalmente ocorrem nas lides 
caritativas do movimento umbandista, é comum vermos os chamados 
"Guias" e "Protetores" se utilizarem dos seus médiuns para oferecerem
 algum tipo de alento, esclarecimento e socorro aqueles que aportam nos
 terreiros de Umbanda.




Esse serviço é realizado através dos aconselhamentos, onde o 
Espírito trabalhador não tem o dever de resolver nossos problemas 
ou caprichos, e sim nos orientar de como caminhar perante a vida e 
as situações que muitas vezes não conseguimos equacionar. 
Também é utilizado o tratamento magnético por meio dos passes,
 das ervas e defumações, da cromoterapia e do uso de pedras e 
outros recursos que podem ser utilizados pelos Espíritos trabalhadores 
da corrente de Umbanda, e também por aqueles que somente estagiam 
nos terreiros.

Mas viemos hoje trazer uma reflexão para vocês, tendo em vista alguns 
pontos de vista que médiuns e frequentadores apresentam, principalmente
 na seara da Umbanda.

É comum, quando frequentamos algum terreiro, notarmos que certos
 trabalhadores manifestam diversos guias, muitas vezes numa mesma
 linha de trabalho e em uma mesma sessão, por exemplo, durante 
uma gira, o trabalhador começa trabalhando com o "Caboclo X", após 
um tempo ele já da "passagem" para o "Caboclo Y", volta o "X", 
e mais pra frente, durante os atendimentos ele já se encontra com o 
"Caboclo Z".

Notam-se médiuns que alegam trabalhar com uma gama imensa de
 Espíritos, falando de seus diversos feitos, de como são "iluminados",
 fortes, e de como resolvem os diversos problemas. Muitas vezes os 
guias e protetores são tomados como espíritos "Super-poderosos",
 que fazem de tudo, como se pudessem ignorar as leis naturais que nos regem.

Pois bem, nós achamos essa postura um tanto incoerente e fantasiosa
 perante nosso ponto de vista e nossas vivências. Deixamos aqui 
um trecho do livro Evolução no Planeta Azul, de Ramatís e 
Vovó Maria Conga, psicografado por Norberto Peixoto, pela Editora
 do Conhecimento:

"PERGUNTA: - O que são guias e protetores e qual a relação/ligação
 dos médiuns com eles? Há envolvimento de vidas passadas ou de 
antepassados?

VOVÓ MARIA CONGA: - Guias e protetores são espíritos como os filhos,
 somente sem esse pesado fardo que é o paletó físico que os encobre, 
nada mais. Claro está que por todos nós sermos espíritos milenares 
em evolução, as situações de encarnações passadas determinam as 
afinidades amorosas que unem os guias e protetores aos seus pupilos 
na carne, ou as repulsas odiosos que separam os filhos do amor e os 
imantem no cipoal das vinganças sem fim dos obsessores e desafetos
 de outrora, já que não existe perfeição na Terra, sendo a vida dos 
espíritos única e atemporal nas suas jornadas rumo às paragens 
angelicais desde o momento crucial em que fomos criados por Deus.

PERGUNTA: - É verdade que os espíritos classificados como
 protetores são entidades necessitadas de evolução e os guias
 não precisam mais evoluir?

VOVÓ MARIA CONGA: - Todos no Cosmo estão evoluindo ininterruptamente
 e por toda a eternidade, pois só existe uma perfeição absoluta,
 que é Deus. O que ocorre é que existem patamares evolutivos que 
distanciam um irmão do outro meramente por diferenças vibratórias, mas 
estamos todos unidos no ideal de caridade.
Geralmente, um protetor sob a égide da Umbanda é espírito mais 
necessitado de contato com a mecânica de incorporação com o aparelho
 mediúnico, e ambos, espírito e médium, se completam nesse labor de 
auxílio aos necessitados e estão evoluindo juntos. O protetor "cuida" 
mais do seu aparelho, tem maior compromisso com o seus
 desenvolvimento e grande comprometimento em apoiá-lo, ligações que 
vem de encarnações passadas. É muito comum o protetor ter
 necessidade de mais algumas encarnações e é provável que o
 médium de hoje seja o protetor amanhã, em conluio amoroso de longa data.
Por sua vez, os guias, vários não precisando mais reencarnar 
compulsoriamente, ligam-se aos aparelhos por compromissos em 
tarefas específicas, mais igualmente têm laços de antepassados e estão
 evoluindo. Na verdade somos todos irmãos e tais denominações são
 para situar os filhos, tão carentes de referencias de nomes e adjetivos no
 plano Terra."

Acreditamos que, se os médiuns se comprometessem mais com o 
estudo e com o seu preparo, coisa que falta MUITO nas atividades 
mediúnicas, iria se compreender muito mais os reais papeis dessas
 entidades em nossas vidas, e principalmente, nos trabalhos caritativos.

Trazendo pro contexto umbandista, o que mais vemos são centros e
 mais centros, que se importam muito com o número dos frequentadores
 e de sua corrente mediúnica; dirigentes que não se dedicam o mínimo 
no seu dia-a-dia para o estudo de conhecimentos e práticas coerentes.
 Isso tudo acarreta no despreparo em massa que visualizamos atualmente, 
onde o médium tem uma fantasia no seu mental e manifesta isso como um
 suposto trabalho mediúnico, com comportamentos e posturas totalmente 
inadequadas com as tarefas que a Umbanda realmente tem de realizar em 
solo terreno.

Desenvolver-se como médium trabalhador, simplesmente dentro do 
contexto dos trabalhos de um Centro, já leva anos e anos de estudo 
e prática, tendo complexas questões a compreender para que possamos
 ter uma considerável sintonia com poucos guias.

Agora imagine, em cada linha de trabalho o médium tendo três espíritos
 que se manifestem através dele, e muitas vezes vemos esse médium 
começando seu caminho mediúnico, sem o mínimo preparo disponibilizado
 pelo centro que frequenta, difícil não?

                               Mediunidade Gratuita

Os médiuns modernos - pois os apóstolos também tinham a mediunidade - 
também receberam de Deus um dom gratuito: o de serem os intérpretes 
dos Espíritos para a instrução dos homens, para mostrar-lhes a estrada
 do bem e conduzi-los à fé, e não para vender-lhes palavras que não lhes
 pertencem, porque não são produto de sua concepção, nem de suas
 pesquisas, nem de seu trabalho individual. Deus quer que a luz alcance 
todos; não quer que o mais pobre fique deserdado dela, e possa dizer:
 Não tenho fé porque não a pude pagar; não tive a consolação de
 receber os encorajamentos e os testemunhos de afeto daqueles que
 choro, porque sou pobre. Eis porque a mediunidade não é um privilégio, 
e se encontra em toda parte. Portanto, cobrar por ela seria desviá-la de 
sua finalidade providencial.


Todo aquele que conhece as condições nas quais os bons Espíritos se
 comunicam e a repulsa deles por tudo o que é de interesse egoísta, 
e que sabe quão pouco é preciso para afastá-los, esse nunca poderá
 admitir que Espíritos superiores estejam à disposição do primeiro que os 
convoque, a tanto por sessão. O simples bom senso rejeita tal pensamento.
 Também não seria uma profanação evocar por dinheiro os seres que
 respeitamos ou que nos são caros? Mas, sem dúvida, também é possível
 haver manifestações desse tipo; no entanto, quem poderia garantir sua
 sinceridade? Os Espíritos levianos, mentirosos, travessos, e toda a 
multidão de Espíritos inferiores, muito pouco escrupulosos, sempre 
vêm e sempre estão prontos a responder ao que se lhes pede, sem 
preocupação com a verdade. Aquele, pois, que quer comunicações sérias,
 deve primeiro pedi-las com seriedade, e, depois, instruir-se sobre a natureza 
das simpatias do médium com os seres do mundo espiritual. Ora, a primeira
 condição para se obter a benevolência dos bons Espíritos é a humildade, 
o devotamento, a abnegação, o mais absoluto desinteresse moral material.

Ao lado da questão moral apresenta-se uma consideração efetiva,
 não menos importante, que  atém à própria natureza dessa faculdade.
 A mediunidade séria não pode ser - e nunca será - uma profissão.
 Não apenas porque seria desacreditada moralmente, e logo assimilada
 aos ledores da sorte, mas porque um obstáculo material se opõe a isso:
 a mediunidade é uma faculdade essencialmente instável, fugidia e variável;
 ninguém pode contar com sua permanência. Portanto, para o explorador,
 seria um recursos totalmente incerto, que pode lhe faltar no momento
 em que mais lhe seria necessário. Coisa diferente é um talento adquirido 
através do estudo e do trabalho, e que, por isso mesmo, é uma propriedade 
da qual naturalmente se permite tirar proveito. Mas a mediunidade não é
 uma arte nem um talento, e por isso não pode tornar-se uma profissão.
 Só existe pelo concurso dos Espíritos; se faltarem esses Espíritos, não há 
mais mediunidade. A aptidão pode substituir, mas seu exercício fica anulado.
 Além disso, não há um só médium no mundo que possa garantir a obtenção
 de um fenômeno espírita num momento determinado. Portanto, explorar a 
mediunidade é dispor de algo sobre o qual não se é o real dono. Afirmar o 
contrário é enganar quem paga. E mais: não é nem de si mesmo que se
 dispõe, é dos Espíritos, das almas dos mortos, em cujo concurso se põe
 um preço; esse pensamento repugna instintivamente. É esse tráfico, 
degenerado pela superstição que motivou a proibição de Moisés[¹].
 O Espiritismo moderno, compreendendo o lado sério da coisa - devido
 ao descrédito que se lança sobre essa exploração - elevou a mediunidade
 à categoria de missão. (Ver O Livro dos Médiuns, Segunda Parte,
 cap. XXVIII; O Céu e o Inferno, Primeira Parte, cap. XI.)

A mediunidade é uma coisa santa que deve ser praticada de forma santa, 
religiosamente[²]. E se há um tipo de mediunidade que requer essa 
condição de uma maneira ainda mais absoluta, esse é o da mediunidade 
curadora. O médico dá o fruto de seus estudos, que muitas vezes fez à 
custa de sacrifícios penosos. o magnetizador dá seu próprio fluido,
 frequentemente sua própria saúde; eles podem pôr seu preço. 
O médium curador[³] transmite o fluido salutar dos bons Espíritos: 
não tem o direito de vendê-lo. Jesus e os apóstolos, embora pobres,
 não cobravam as curas que operavam.

Portanto, aquele que não tem do que viver procure recursos alhures,
 e não na mediunidade. Que consagre a ela, se preciso for, apenas
 o tempo do qual pode dispor materialmente. Os Espíritos irão render-lhe 
contas de seus devotamento e de seus sacrifícios, ao passo que se afastarão
 dos que esperam tornar-lhes seu arrimo.


(O Evangelho Segundo o Espiritismo, por Allan Kardec - Cap. XXVI - Mediunidade Gratuita)

[¹] - Em seu tempo, Moisés precisou se utilizar tanto de conhecimentos
 sagrados para coordenar seu povo espiritualmente, como também se
 utilizou de algumas leis mais "humanizadas", para conseguir lidar com
 a índole dos povos de sua época. Eram muitas crenças, cultuavam-se 
diversos Deuses e Dinvindades, e aliado ao desconhecimento espiritual 
de muitos povos, cometiam-se atrocidades, tais quais sacrifícios, em
 determinados cultos. Outro problema era a barganha, a troca pela 
vil moeda, de que muitos se utilizavam para alcançar seus objetivos 
mais egoísticos, com o mundo espiritual. Moisés era conhecedor das leis
 espirituais, sabia da existência dos Espíritos, tanto sérios como 
enganadores, e sabia que o intercâmbio com os Espíritos tinha sido 
deturpado e invertido, através da barganha e comércio espiritual, por isso
 criou leis que proibissem esse intercâmbio.

[²] - "Religiosamente", de maneira disciplinada, sistemática,  ordenada, repetitiva.

[³] - Bom que deixemos claro uma coisa, médium curador, é aquele que
 possui determinada faculdade, que é coisa bem rara, onde é dotado 
de uma cota de magnetismo animal, fluidos ectoplasmáticos, acima do 
normal, e que com o auxílio dos Espíritos benfeitores, ao simplesmente
 tocar em alguém, cruzar um olhar ou dirigir uma rogativa a determinada 
pessoa enferma, essa pessoa é curada quase que instantaneamente, 
seja de doenças físicas, fluídicas ou espirituais, tais como obsessões mais 
complexas.

Criou-se um chavão em diversos centros e agremiações religiosas,
 onde se confunde muito a mediunidade de cura, com as técnicas
 utilizadas para manipulação e potencialização do magnetismo do ser
 humano, aliado aos Espíritos técnicos especializados na cura, os tão 
conhecidos Passes.

Temos que compreender que as técnicas de aplicação magnética,
 ou seja, os passes, podem ser executados de diversas maneiras, e não
 é necessário que a pessoa seja um médium curador para tanto. O que
 acontece nesses momentos de aplicação dos passes é que, aliado
 ou não com bons Espíritas, o magnetizador doa de sua cota 
energética, juntamente dos seus pensamentos e emoções, uma 
certa parte que irá unir-se com o organismo da pessoa enferma,
 e assim, irá movimentar certa quantidade vital de energia para que
 o corpo dessa pessoa se cure aonde esteja enfermo. Durante os 
passes nos Centros Espíritas, onde não existem incorporações para tanto
 com os médiuns, os Espíritos se utilizam dessa doação consciente, 
aliando seu próprio magnetismo astral com os médiuns, aplicando 
essências naturais a esses fluidos, e juntamente com seus aparelhos
 mediúnicos, ambos se utilizam de técnicas sérias e com fundamentos,
 para efetivar os tratamentos de cura, que necessitam de continua 
persistência e dedicação semanal dos atendidos.

Obs: Deixemos bem claro que esse trecho retirado de um dos livros
 trazidos pelos Espíritos e codificado por Allan Kardec, é de aplicação 
para todos aqueles que desejam ou já trabalham com as faculdades
 mediúnicas e estudos em prol do bem da humanidade, independendo
 de credo religioso.

As palavras que nos são ditas são bem claras, e nos alertam para os
 perigos que iremos enfrentar se desejarmos negociar aquilo que 
deve ser treinado, aprimorado e oferecido gratuitamente.

Que possamos abrir nossos olhos para a extensa gama de Cursos
 Mágicos que nos são oferecidos; Centros e Terreiros milagrosos,
 onde os guias resolvem tudo, cobrando ou não; Jogos de búzios 
e leituras de cartas, das mais variadas, onde nos prometem tudo,
 dizendo conhecer nossos ancestrais, Orixás e diversos guias.

Enquanto o ser humano não parar de barganhar com o outro 
plano da vida, em busca de resultados imediatos e sem esforço,
 continuaremos a encontrar diversos antros de enganação que se
 denominam pertencerem a diversos segmentos, mas na maioria das
vezes destoam intensamente dos mesmos. Usemos do bom senso!

                                Quebrando ilusões e fantasias

Cabe ao médium de Umbanda se educar, se enfrentar, buscar um norte rumo ao 
progresso íntimo para que possa auxiliar no progresso alheio. Assim sendo, 
cabe aos Umbandistas educarem, esclarecerem e auxiliarem a todos 
simpatizantes, adeptos e praticantes da sua religião que frequentam as giras 
de suas casas.


Umbanda não é somente distribuição de fichas e "consultas" através do 
intercâmbio com os espíritos. Umbanda não é troca e barganha, muito menos 
adivinhação e promessas.

Umbanda é conscientização do ser, é libertação mental e emocional. 
A Umbanda nos proporciona um campo vasto de trabalho, que nos permite
 conhecer as mazelas mais intimas que temos e trabalhar em cima delas. 
Umbanda nos dá chão e nos permite, enquanto nos auto-melhorarmos,
 auxiliar na auto-melhora do nosso irmão(ã) em Deus.

Segue dois trechos muito elucidativos, a respeito da quebra de paradigmas
 e fantasias que se criam em torno das diversas religiões, e  também dentro da Umbanda:

"[...]Umbanda, meus caros irmãos, tem fundamento, não tem mistério e não
 terceiriza os "pecados" nem as nefastas vontades de seus fiéis às 
entidades que nos assistem. Umbanda magia sim, mas com os elementos
 da natureza e jamais contrariando as supremas leis do universo, muito 
menos o livre-arbítrio das pessoas. Umbanda esclarece, ensina e 
compreende. Umbanda não faz milagre, não faz mal a qualquer 
filho de Deus, não cobra por atendimentos ou rezas, não suja os reinos 
sagrados da natureza nem os cruzamentos das cidades. E umbandista
 pode se considerar aquele que usa sua mediunidade para fazer a caridade
 e que prioriza, em sua vida, a própria reforma íntima.

Que não se confunda, portanto, o que é sagrado com o profano! Que 
se respeite essa religião, mas, sobretudo, que os umbandistas o façam
 por merecer, ou então que procurem uma vertente que melhor se adapte 
ao seu entendimento.[...]"

"[...]Meus irmãos de caminhada, para crer é preciso conhecer!
 É necessário estudar e conhecer a essência de sua religião, seja ela
 qual for. Não encontrando nela as respostas, procure em outra, mas busque
 sempre a sua verdade e o seu fundamento. Para cada ser em evolução existe
 um degrau adequado em que possa se situar e ali crescer naquele instante.

Sejamos mais racionais, exigindo daqueles que dirigem nossas igrejas as 
devidas explicações desses "mistérios" e dos ditos "milagres". É um 
direito que nos assiste e que é incentivado pela luz. A ignorância e o 
bitolamento de ideais só recebem incentivo das trevas.[...]"

Fonte: Enquanto Dormes - Vovó Benta/Leni W. Saviscki - Editora do
 Conhecimento.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016






Um dos Orixás mais cultuados pelos umbandistas é Oxóssi. Ele é o patrono a Linha dos Caboclos e Caboclas da Umbanda assim como é tido como o guardião divino dos mistérios vegetais, que vão desde as raízes até as sementes.
     Em seu culto tradicional no Candomblé, Oxóssi tem toda uma fundamentação, que              difere em alguns pontos com a que recebeu na Umbanda, mas isto não diminui sua            divindade e sim a engrandece ainda mais porque o popularizou de tal forma que até            quem não é seguidor de algum culto afro-brasileiro o conhece.
O sincretismo desenvolvido durante o período da escravidão, onde seus cultuadores não podiam pronunciar seu nome em Iorubá, senão seriam castigados, ocultaram-no por trás da imagem de São Sebastião e, daí em diante, esse santo cristão e católico tornou-se um dos mais cultuados no Brasil.
Na Umbanda, em seu início, Oxóssi logo destacou-se porque os Caboclos que davam seus Pontos Cantados aludiam a Ele como o Pai das Matas, o protetor dos fracos e oprimidos, o cortador de demandas, o propiciador de curas milagrosas com suas ervas sagradas e o encaminhador de espíritos sofredores.  Tantos são os auxílios prestados pelos Caboclos(as) que essa Linha de trabalhos espirituais destacou-se desde o início da Umbanda, já com o Caboclo das Sete Encruzilhadas, o Espírito fundador da Umbanda, realizando trabalhos miraculosos que impressionavam quem os assistiam ou por eles eram beneficiados.
Quem inicia algo encontra muitas dificuldades e tem que superá-las uma a uma se quiser ver florir sua iniciativa. E foi o que fez Pai Zélio de Morais e a imensa legião de Caboclos que acompanhavam o Caboclo das Sete Encruzilhadas, não desanimando nunca, mesmo vendo que  o crescimento descontrolado da Umbanda, que fugiu ao controle deles, trouxe para dento dela os oportunistas, os exploradores, os charlatães, os embusteiros, os falsificadores da verdade, os desvirtuadores e os deturpadores daquilo que eles praticavam e pregavam como Umbanda. 
Mas a tudo Oxóssi tem visto e no tempo certo tem mostrado a cada um deles os seus erros e a causa de suas quedas espirituais, quedas essas devido não seguirem o que os altivos Caboclos ensinam e praticam: a CARIDADE!
Saravá Oxóssi! Saravá todos os Caboclos e Caboclas da Umbanda!

Oxóssi

thumb_oxossi
                         No sudeste do Brasil, Oxossi é sincretizado a São Sebastião. Quanto ao                             , a história informa que São Sebastião nasceu em Milão e foi oficial da guarda pretoriana em Roma. Foi cristão convicto e ativo e por esse motivo padeceu também sob o domínio do imperador Diocleciano. Denunciado como cristão, São Sebastião foi levado perante o imperador e confessou publicamente a sua fé em Jesus Cristo. Acusado de traição foi condenado a morte. Amarrado a um tronco teve seu corpo varado por flechas. No dia seguinte constataram que não havia morrido. Levado novamente frente a Diocleciano, reafirmou novamente a sua fé, o imperador mandou então açoitá-lo até a morte. Esse fato ocorreu por volta do ano 284.
Na Umbanda, Oxossi é conhecido como o senhor das matas e da grande maioria dos caboclos. Sua cor é o verde, representando as matas das quais é o senhor absoluto. No Candomblé é conhecido como o “caçador” ou o protetor dos caçadores. Na Umbanda também é conhecido como o caçador, mas não de animais e sim, de almas e de homens, sendo a catequese seu maior objetivo. No aspecto espiritual, se Ogum é conhecido por sua enorme força, ele, porém, é muito agressivo. Oxossi já é conhecido por aliar a força com o bom senso, essas características emanam de Oxossi que se manifesta nos trabalhos de Umbanda, principalmente na manifestação dos caboclos e suas falanges. De Oxossi emana a altivez que encoraja a todos os seguidores da Umbanda, transmitindo grande segurança aos seguidores de nossos cultos.
As matas são para o umbandista os domínios de Oxossi. A função vibratória das matas é afirmar ou dar resistência a trabalhos ou consolidar trabalhos e obrigações.
thumb_saosebastiao
Os enviados de Oxossi ao nosso plano físico, são normalmente os caboclos, os índios de diversas nações de nossas matas e guerreiros africanos. Esses enviados são os grandes conhecedores dos grandes segredos (raramente revelados) que fazem curas, afastam influências negativas e protegem os seguidores da Umbanda.
A altivez do caboclo, a sua autoridade, a seriedade, a força, a coragem, a perseverança, o sentido de lutar para vencer, provém diretamente de Oxossi, pois essas são algumas de suas características.
Oxossi como Ogum, é um grande guerreiro, é um grande lutador, destemido, corajoso e sempre pronto para defender os seguidores da Umbanda ou aqueles que sob a sua guarda se colocam.
Nos trabalhos dirigidos unicamente por caboclos, nota-se a força e a altivez que emana de Oxossi. Quem o evoca e sob a sua proteção se coloca, jamais cai, fazendo valer o ditado umbandista:
“Filho de Umbanda (correto) não cai”
Nas obrigações a Oxossi, que devem forçosamente serem realizadas nas matas, podem ser utilizadas flores brancas, como cravos e lírios, velas verdes ou brancas, vinho tinto, água pura e frutas de toda espécie, porém repetimos: Orixás não comem e não bebem, mas se o seu coração pedir, faça, mas não deixe lá a garrafa, proteja a natureza, se acender velas proteja o local para não colocar fogo nas matas.

  • Cor ........................ Verde
  • Domínios ................As matas
  • Atuação ................. A catequese
  • Saudação ...............Oxossi é meu pai ou Okê arô Oxossi
  • Elemento ............... Terra

Oxóssi

                       Dia 20 de janeiro é comemorado o “Dia de Oxóssi” o orixá da caça, da busca e                          do conhecimento que habita as matas, quando é comemorado também no                                catolicismo o “Dia de São Sebastião“.
Oxóssi, orixá da caça e das matas
Oxóssi, orixá da caça e das matas
Orixá muito popular no Brasil, Oxóssi é o guardião das matas. Santo de personalidade forte e independente. Cores verdes e azuis predominam em suas vestimentas.
saudação de Oxóssi é : Okê Arôôô

Caracteristicas dos filhos de Oxóssi

Caracteristicas dos filhos de OxossiOxóssi representa as matas. Seus filhos são honestos, desinteressados, altruístas e espontâneos. A sua principal característica é a honestidade porque nunca esperam recompensa por aquilo que fazem espontaneamente.
Os filhos de Oxossi são geralmente pessoas joviais, rápidas e espertas, tanto mental como fisicamente. Tem portanto, grande capacidade de concentração e de atenção, aliada à firme determinação de alcançar seus objetivos e paciência para aguardar o momento correto para agir.
Fisicamente, os filhos de Oxossi, tendem a ser relativamente magros, um pouco nervosos, mas controlados. São reservados, tendo forte ligação com o mundo material, sem que esta tendência denote obrigatoriamente ambição e instabilidade em seus amores.
Gostam de viver sozinhas, preferindo receber grupos limitados de amigos. É portanto, o tipo de pessoa que lida bem com a realidade material, sonha pouco, tem os pés ligados à terra.
Têm um grande inconveniente: são inconstantes, não persistentes, seja qual for o motivo. Com muita freqüência, após lutarem por um ideal, às vezes, às vésperas de consegui-lo desistem e partem para nova idéia.
Geralmente, os filhos de Oxóssi reúnem qualidades que são muito importantes. Se alguém está doente, ele é aquele que vai várias vezes visitar a pessoa, ver como está passando, se interessa pelo bem-estar dos outros. Não se aborrecem com as reclamações e ouvem lamúrias dos outros sempre com muita atenção. Dão-se muito bem com qualquer faixa de idade.
Sentem-se mais à vontade em ambientes descontraídos. Não gostam de andar muito presos em roupas sociais. Não se sentem bem em cerimônias muito formais. São dados a vida muito singela. Não são dados ao luxo; tem verdadeira ojeriza a tudo o que chama a atenção.
Oxossi,seus simbolos e ferramentas
Oxossi,seus simbolos e ferramentas
Adoram andar, gostam do ar livre, não gostam de ficar em ambientes fechados ou escuros. São muito complacentes com a aquisição de bens materiais, sendo desligados de tudo aquilo que se refira a luxo
O filho de Oxóssi costuma mudar de atividade com relativa facilidade, mas na possibilidade de lançar raízes em algum campo de negócio, são profundos e seguros, jamais mudam.
O chefe de família, filho de Oxóssi, é um tanto desligado do lar, não que ele não se interesse pelos problemas familiares, é que prefere ser servido a servir.
A mulher, filha de Oxóssi, tende a não ser muito boa dona de casa. Gosta das coisas bem feitas, mas não de fazer, gosta das coisas em ordem, mas prefere mandar que os outros façam.

Ervas de Oxóssi

Samambaia, Eucalipto, Erva Tostão, Alecrim do Campo; Peregun Verde; Mangueira; Chapéu de Coro; Abre Caminho; Vence-Demandas; Jureminha; Erva Doce; Pitangueira; Romã; Sabugueiro; Malva Rosa; Levante; Capim Limão; Violeta, entre outras.

Qualidade de Oxóssi

  • Òdé
  • Otin
  • Òdéarólé
  • Akeran
  • Ajayipapo
  • Danadana
  • Apáòka
  • Inlè
  • Irinlè
  • Ibualama
  • Isambu
  • Karele

Comidas servidas a Oxóssi

Ewa (feijão fradinho torrado), dentro de um oberó, Axoxó (milho vermelho com fatias de coco) e frutas variadas.

Símbolos e ferramentas de Oxóssi

ofá (arco e flecha), ogê (um tipo de chifre de boi que é usado para emitir um som chamado Olugboohun, cuja tradução é: “Senhor escuta minha voz” e o Iru Kere (cetro com rabo de cavalo, boi ou búfalo, que ele usa para manejar os espíritos da floresta).

OS FILHOS DE OXÓSSI



Os filhos de Oxóssi são discretos, curiosos e introvertidos. Tem muita iniciativa e 
estão sempre em busca de novas descobertas e de novas atividades. São rápidos 
e alertas. Estão sempre em movimento, não param. Tem grande senso de observação,
 muita sensibilidade e criatividade, entretanto são distraídos, instáveis e não são
 perseverantes. São pessoas bem generosas, hospitaleiras, românticas, carinhosas 
e apaixonadas. Tem um gosto apurado e dotes artísticos. São amigos da ordem e 
da vida. São amáveis, dóceis, educados, serenos e calmos para conversar e dar 
conselhos. 


São pessoas com muita iniciativa e que não gostam de se fixar num determinado
 lugar. Estão sempre interessados em descobrir novas coisas, são espertos.
 E têm grande senso de responsabilidade, principalmente com a família. No entanto,
 demonstram uma natureza volúvel com relação a suas relações afetivas. 
Demonstram enorme capacidade enorme capacidade de concentração em seus 
objetivos e uma elevada dose de paciência e tem maio facilidade em canalizar
forças para aquilo que desejam realizar.


Os filhos de Oxóssi preferem viver sozinhos. Não costumam demonstrar seus
 sentimentos, pois são cautelosos a respeito de amizades e são desconfiados,
 mas quando se tornam amigos é para sempre, porém se, é desfeita a amizade,
 também é definitivo. Possuem fama de faladores e são distraídos e prestativos. 
Ajudam a todos que os procuram e dividem tudo o que têm. Geralmente são altos
 e magros, com talento para as artes. Como bons caçadores, analisam a situação 
e atacam na hora certa, pois quase sempre possuem uma única chance.


De forte ligações místicas são capazes até de adquirir poderes sobrenaturais. 
Sua lealdade e jeito franco e verdadeiro fazem com que sejam admirados e
 também muito invejados. Os protegidos de Oxóssi são bonitos fisicamente, 
o que faz com que atraiam a atenção sempre. Não costumam ser muito 
namoradores, mas como estão sempre atrás de alguém para subir ao altar,
 acabam se relacionando com mais pessoas do que realmente desejariam.


Têm o espírito muito jovem e parecem umas eternas crianças em busca do prazer.
 Ficar ao seu lado não é fácil, pois mesmo desejando um casamento, 
não suportam assumir responsabilidades, querem apenas uma vida prazerosa,
 o que faz com que a pessoa amada se sinta sobrecarregada. Quando estão
 apaixonados, demoram a tomar uma iniciativa. Ficam sempre muito indecisos sobre
seus sentimentos e se devem ou não arriscar viver um grande amor que pode ser 
apenas ilusão. Quando encontram o grande amor, usam a intuição para saber
 como prendê-lo (a) e conseguem fazer isso com grande habilidade. Quando
 apaixonados, mostram suas fraquezas, o que pode fazer com que a pessoa amada
 se aproveite de seu medo de perdê-la.


Os influenciados por Oxóssi, por terem facilidade de se expressar, costumam se
 sair muito bem em todo tipo de profissão onde haja contato com o público.
 Profissionais como jornalismo, turismo e relações públicas tem tudo a ver.
 Como são muito apegados aos animais, podem ser bons veterinários. Como
 também são carismáticos, alegres e doces costumam ser professores de primeira.
 Mas sua precipitação pode fazer com que demorem a acertar e se realizar numa
 profissão.


Não conseguem guardar segredo e não sabem esperar, o que faz com que as
 pessoas mal intencionadas passem a perna neles com freqüência. Devem confiar
 mais em si mesmos e menos nas boas intenções dos outros.
Os filhos de Oxóssi não costumam ser um poço de saúde, mas também não ficam 
doentes gravemente ao longo de suas vidas. Têm tendências a sofrer com 
problemas de garganta, estômago e coluna, males nos olhos, boca e intestino, 
além de dores musculares. A garganta mostra que para não magoar os outros,
 engole muitas coisas que acabam sendo mal digeridas no estômago. Devem
 trabalhar melhor essas emoções através do lado místico que é bastante aguçado. 
Nunca devem abrir mão da espiritualidade porque sem ela, adoecem com facilidade.


Os filhos de Oxóssi são pessoas de aparência calma que podem manter a 
mesma expressão quando alegres ou aborrecidos. Do tipo que não externa suas 
emoções, mas não são de forma alguma pessoas insensíveis, só preferem guardar
 os sentimentos mais profundos para si. São pessoas que podem parecer prepotentes
 e arrogantes e às vezes o são. Na realidade os filhos de Oxóssi são desconfiados, 
cautelosos, inteligentes e atentos. Selecionam muito bem as suas amizades,
 pois possuem grande dificuldade em confiar nas pessoas. Apesar de não
 confiarem, são pessoas altamente confiáveis dos quais não se teme deslealdade.
 São incapazes de trair até o inimigo. 


Magoam-se com pequenas coisas e quando terminam uma amizade, terminam
 para sempre. São do tipo que ouvem conselhos com atenção, respeitam a 
opinião do próximo, a opinião de todos, mas sempre acabam fazendo o
 que querem. Com estratégia acabam fazendo prevalecer sua opinião e
 agradando a todos. Altos, prumados, os filhos de Oxóssi possuem facilidade
 para se mover mesmo entre os obstáculos. Seu andar possui deselegância,
 sua presença é sempre notada mesmo que não façam nada para isso acontecer.
 Os filhos de Oxóssi sempre se destacam em seu meio, sempre estão em evidência 
quando chegam.


Gostam da solidão, sempre se isolam, ficam à espreita, observam atentamente
 tudo o que se passa a sua volta. Curiosos, percebem as coisas com rapidez. 
São introvertidos e discretos, vaidosos, distraídos e prestativos, um comportamento 
típico de um caçador, de um provedor do seu povo. As pessoas que nascem sob 
a influência de Oxóssi, são pessoas ávidas por liberdade, meigas, inteligentes e 
; acomodadas, cultas e sensíveis. São artistas de um modo geral e amante da 
fartura e do exagero. Odé fornece a seus filhos uma energia vital muito grande,
geralmente são pessoas joviais, rápidas e espertas, tanto mental como fisicamente. 


Grande capacidade de concentração e de atenção, aliada a uma firme determinação
em alcançar seus objetivos e paciência para aguardar o momento certo para a iniciativa, 
e sempre em vias de novas descobertas ou de novas atividades. Tem muito senso de
 responsabilidade e de cuidados com a família. São generosos, hospitaleiros e 
amigos da ordem, mas gostam muito de mudar de residência e achar novos
 meios de existência em detrimento, algumas vezes, de uma vida doméstica harmoniosa
 e calma.