segunda-feira, 12 de setembro de 2016



Primeiramente, quando chegar à porta do terreiro, peça licença aos guardiões da casa. 

Dentro do terreiro, sinta o ambiente, feche os olhos e respire fundo (a respiração é a base da vida, os ciclos e ritmos - o Fole Vital). Inspire os perfumes, as essências do Templo. Elas lhe despertarão sentimentos e prazeres jamais sentidos. Experimente...

Quando as entidades estiverem incorporadas, visualize bem e sinta a vibração do atabaque e das entidades.
No passe é necessário que você sinta a vibração da entidade, ou quem não sente vibração sentirá qualquer outro tipo de sensação que mostrará se a entidade está ali ou se é uma mistificação.

Qualquer tipo de entidade da linha branca não tem linguajar grosseiro nem fica falando da vida de outros ou até mesmo falando que fulano fez isso aqui ou macumba acolá.

As entidades têm sempre que deixar uma mensagem de conforto. Se isso não acontecer fale com a entidade chefe, pois pode estar havendo mistificação!

Tomar muito cuidado com médiuns mistificadores. Não existe na lei de Umbanda Sagrada, cobrar para fazer trabalho, muito menos a própria entidade falar que tem que ser cobrado. Isso é um imenso desrespeito com nosso Senhor Zâmbi (Deus) e com as Entidades. 

Existem muitos engraçadinhos que querem ganhar a vida através de mistificação, portanto, cuidado irmãos!

Texto: Rodrigo Queirós




``A ignorância natural, na infância do Espírito humano, é um estágio evolutivo por onde todos transitamos um dia.

Mas a ignorância em que muitos estacionam através de uma fuga conveniente da verdade, sufocando a própria consciência, é o flagelo que assola a humanidade neste século!´´


Com os inegáveis avanços da ciência, o homem, em seus arroubos de grandeza, 
gasta valiosos recursos tentando ampliar seu domínio ao espaço cósmico, sem ao menos ter aprendido a viver no diminuto espaço que ocupa na sociedade onde convive com o seu semelhante.

Cada presídio construído no mundo comprova essa realidade, atestando o grau de ignorância em que ainda se encontra o homem na Terra. Não falamos da ignorância cultural ou inocente, mas da mais grave de todas as ignorâncias que predomina não só entre os incultos, mas principalmente nos meios ditos esclarecidos.

A tecnologia encurtou distâncias e ampliou as comunicações, proporcionando ao homem tomar conhecimento em poucos instantes de tudo o que acontece no mundo. Entretanto, com todos esses recursos, por incrível que pareça, a grande maioria dos homens ainda continua ignorante da sua real natureza e da verdadeira finalidade da vida.

É essa a ignorância que contribui para o aumento da criminalidade e o crescimento constante da população carcerária em todo o mundo. Se analisarmos o problema da criminalidade de forma um pouco mais profunda, vamos perceber que, na verdade, não existem criminosos, o que existe são dois tipos de vítimas dessa ignorância: a vítima passiva e a vítima ativa.

Os violentos, os desonestos, os corruptos, e os criminosos de toda sorte são as vítimas ativas que, sem compreenderem o verdadeiro significado da vida, acham-se no direito de tomar para si o que não conseguiram conquistar pelos meios adequados e justos.

Vítimas da própria ignorância, serão julgados no tribunal da própria consciência, onde o remorso os condenará a duras penas que poderão representar séculos de sofrimentos até que, como vítimas da violência que usaram hoje, resgatem seus crimes no futuro.

Por outro lado, menos doloroso, nossos irmãos que sucumbiram como vítimas passivas, provavelmente, são criminosos de outrora que retornaram ao mundo físico para resgatarem a consciência atormentada pelos crimes cometidos em encarnações passadas. Como vítimas hoje, retornaram ao mundo espiritual aliviados em suas consciências.

Aqueles que sofreram da violência apenas prejuízos morais, materiais ou físicos, com certeza, submeteram-se a provações que, se compreendidas, servirão de lastro para grandes conquistas na renovação dos seus sentimentos, resgatando os equívocos cometidos no pretérito.

Analisando as duas situações, percebe-se que o ser humano, em qualquer circunstância, é sempre uma vítima de si mesmo e da sua ignorância; além disso, o mal que pratica acaba servindo aos propósitos divinos no cumprimento das suas leis sábias e justas que punem os criminosos de ontem, através dos criminosos de hoje.

Todos são dignos da nossa compreensão!

Até que consigamos superar esse período de ignorância espiritual em que vive a maioria dos seres encarnados, os cárceres, os hospitais e os manicômios estarão sempre lotados.

Não quero, sob esse argumento, isentar da culpa aqueles que optaram pelos caminhos do crime, mas apenas chamar a atenção a um sentimento que, estimulado pela mídia, parece se generalizar na grande maioria das mentes desprevenidas. Trata-se da ideia de que os criminosos são seres à parte do contexto social e incapazes de qualquer recuperação.

Não podemos generalizar e nem tão pouco esquecer de que, há menos de cento e cinquenta anos, as leis humanas permitiam a muitos de nós, reencarnados naquela época, dar os filhos recém-nascidos dos nossos escravos, como alimento aos cães e aos porcos e até matar os adultos nos troncos, sob o guante infame da chibata, além de nos permitir praticar abusos inconfessáveis contra as mulheres cativas.

Apesar disso, não nos tornamos criminosos perante as leis da Terra, mas ferimos profundamente as leis naturais e as leis divinas.

É por esse motivo que jamais devemos julgar ou condenar quem quer que seja. Talvez os erros que apontamos no nosso próximo sejam aqueles que mais praticamos no passado. Hoje entendemos por que Jesus desafiou a turba sequiosa pela condenação, afirmando: ``Atire a primeira pedra quem não tiver pecado´´.

As pessoas habituadas ao perdão sofrem menos do que aqueles que ainda se deixam envolver pela ideia de que perdoar irrestritamente é abdicar dos próprios direitos supostamente conferidos pelas leis humanas. Com isso, arrastam-se durante uma vida duelando mentalmente ou juridicamente em uma luta inglória que culminará somente com perdedores perante as leis naturais da vida.

Os movimentos que alguns realizam para agravar as penas sobre os infelizes que optaram pelo crime, quase sempre nasceram do sentimento de vingança e de ódio daqueles que tiveram seus interesses ou entes queridos feridos pela violência, que não é causa, mas sim um efeito gerado por uma sociedade que ajudamos a construir.

Se, diante de tais fatos, percebemos claramente a importância do perdão até para com os criminosos do mundo, imaginemos a importância do perdão entre aqueles que estão ligados a nós pelos laços consanguíneos ou por um parentesco indireto, submetendo-nos, por força das circunstâncias, a uma convivência útil e necessária.

No decorrer dos fatos aqui relatados, todos vão descobrir que, em certos momentos da nossa vida, sofremos muitos dissabores desnecessários por não termos aprendido a exercitar o perdão.

Do livro: Perdão: O Caminho da Felicidade
                Nelson Moraes (Orientado pelo Espírito Aulus)



O que você deve fazer de dentro para fora?

Pense sempre, de forma positiva.
Toda vez que um pensamento negativo vier à sua cabeça, troque-o por outro!
Para isso, é preciso muita disciplina mental. Você não adquire isso do dia para a noite; assim como um “atleta”, treine muito.

Não se queixe. 
Quando você reclama, tal qual um ímã, você atrai para si toda a carga negativa de suas próprias palavras. A maioria das coisas que acabam dando errado, começa a se materializar quando nos lamentamos.

Risque a palavra culpa do seu dicionário. 
Não se permita esta sensação, pois quando nos punimos, abrimos nossa retaguarda para espíritos opressores e agressores, que vibram com nossa melancolia. Ignore-os.

Não deixe que interferências externas tumultuem o seu quotidiano. 
Livre-se de fofocas, comentários maldosos e gente deprimida. Isto é contagioso. Seja prestativo com quem presta. Sintonize com gente positiva e alto astral.
Não se aborreça com facilidade e nem dê importância às pequenas coisas. Quando nos irritamos, envenenamos nosso corpo e nossa mente.

Procure conviver com serenidade e quando tiver vontade de explodir, conte até dez.
Viva o presente. O ansioso vive no futuro. O rancoroso, vive no passado. Aproveite o aqui e agora. Nada se repete, tudo passa. Faça o seu dia valer a pena. Não perca tempo com melindres e preocupações, pois só trazem doenças.

ESTRATÉGIAS MENTAIS

Mentalização positiva
O que você deve fazer de fora para dentro

A água purifica. Sempre que puder vá a praia, rio ou cachoeira. Em casa, enquanto toma banho, em baixo do chuveiro, de olhos fechados, imagine seu cansaço físico e mental e que toda a carga negativa está indo embora por água abaixo.

Ande descalço quando puder, na terra de preferência. Em casa, massajei seus pés com um creme depois de um longo dia de trabalho. Os escalde em água morna. Acrescente um pouco de sal para se descarregar.
Mantenha contacto com a natureza; tenha em casa um vaso de plantas pelo menos. Cuide dele com carinho. O amor que dedicamos às plantas e animais acalma o ser humano e funciona como relaxante natural.

Ouça músicas que o façam cantar e dançar. Seja qual for o seu estilo preferido, a vibração de uma canção tem o poder de nos fazer sentir vivos aflorando a nossa emoção e abrindo o nosso canal com alegria.

Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo o impeça de tentar. 

Liberte-se!!! Sempre que puder livre-se da rotina e pegue a estrada, nem que seja por um único dia.
Conheça novos lugares e novas pessoas.
Viva a Vida!!!!




No mês de maio comemoramos o dia de Santa Sara Kali, a santa protetora do povo cigano e provedora de sorte, amor, saúde, fartura e vida longa.

O que poucos sabem é que Santa Sara é também protetora das mulheres que não conseguem engravidar, dos desesperados, dos ofendidos e dos desamparados.

Santa Sara foi canonizada em 1712 pela igreja católica, mas até hoje omite seu culto. O termo Kali significa "a negra", porque sua pele era escura. Seu culto está ligado ao culto das Madonas Negras e os festejos da santa ocorrem no dia 24 e 25 de maio com procissão e banhos no mar.

A imagem de Santa Sara é vestida de azul, rosa, branco e dourado. São colocados na imagem adorno de flores, jóias e lenços coloridos para que ela seja levada para a procissão no mar.

Os devotos buscam a obtenção das graças nos olhos da santa, pois nos olhos de Santa Sara tudo está contido: a força de Deus, a força da mãe, a força do amor, da irmã e da mulher, a força das mãos, a energia, o sorriso, a magia do toque e a paz. E assim, todos que buscam graças no seu olhar, retornam sempre aos pés de Santa Sara para agradecer.

Protegidos
Santa Sara Kali protege as mulheres que estão com dificuldades para engravidar. Muitas ciganas que não conseguiam ter filhos faziam promessas a ela, no sentido de que se engravidassem. Se isso de fato ocorresse, as gestantes iriam à cripta da Santa, em Saintes Maries de La Mer no sul da França, fariam uma noite de vigília e depositariam em seus pés como oferenda um diklô (um lenço cigano), o mais bonito que encontrassem. Neste local existem milhares de lenços, como prova de que muitas ciganas receberam esta graça.

Lendas
Há muitas lendas sobre Santa. Algumas falam que ela era serva e parteira de Maria e que foi ela que trouxe Jesus ao mundo. Outra lenda diz que ela era serva de Maria Madalena.

A lenda mais comum conta que Maria Madalena, Maria Jacobina, Maria Salomé, José de Arimatéia e Trofino, junto com Sara, uma serva, foram atirados ao mar, numa barca sem remos e sem provisões.

Desesperadas, as três Marias puseram-se a orar e a chorar. Neste momento Sara retira o diklô (lenço) da cabeça, chama por Jesus Cristo e promete que se todos se salvassem ela seria escrava de Jesus e jamais andaria com a cabeça descoberta em sinal de respeito. Milagrosamente, a barca sem rumo e à mercê de todas as intempéries, atravessou o oceano e aportou com todos salvos em Saintes-Maries-de-La-Mer. Sara cumpriu a promessa até o final dos seus dias.

Hoje, as pessoas fazem todo tipo de pedido para Santa Sara, pois ela possui a fama de atender todos os que tem verdadeira fé.

Santa Sara é a santa dos desesperados, dos ofendidos e dos desamparados.

Abaixo destaco duas Orações para fazer a Santa Sara Kali no dia dela ou em qualquer momento que necessitar de sua ajuda.

Primeira oração de Santa Sara Kali
Santa Sara, minha protetora, cubra-me com seu manto celestial. Afaste as negatividades que porventura estejam querendo me atingir. Santa Sara, protetora dos ciganos, sempre que estivermos nas estradas do mundo, proteja-nos e ilumine nossas caminhadas. Santa Sara, pela força das águas, pela força da Mãe-Natureza, esteja sempre ao nosso lado com seus mistérios. Nós, filhos dos ventos, das estrelas, da Lua cheia e do Pai, só pedimos a sua proteção contra os inimigos. Santa Sara, ilumine nossas vidas com seu poder celestial, para que tenhamos um presente e um futuro tão brilhantes, como são os brilhos dos cristais. Santa Sara, ajude os necessitados; dê luz para os que vivem na escuridão, saúde para os que estão enfermos, arrependimento para os culpados e paz para os intranquilos. Santa Sara, que o seu raio de paz, de saúde e de amor possa entrar em cada lar, neste momento. Santa Sara, dê esperança de dias melhores para essa humanidade tão sofrida. Santa Sara milagrosa, protetora do povo cigano, abençoe a todos nós, que somos filhos do mesmo Deus.

Segunda oração de Santa Sara Kali
Farol do meu caminho! Facho de Luz! Paz! Manto Protetor! Suave conforto. Amor! Hino de Alegria! Abertura dos meus caminhos! Harmonia! Livra-me dos cortes. Afasta-me das perdas. Dai-me a sorte! Faz da minha vida um hino de alegria, e aos seus pés me coloco, minha Sara, minha Virgem Cigana. Toma-me como oferenda e me faz de flor profana o mais puro lírio que orna e traz bons presságios à Tenda. Salve! Salve! Salve!

A mediunidade é a capacidade humana de estabelecer a comunicação entre homens e Espíritos , que se manifesta independente da crença individual e pode vir ou não de forma intensa. A pessoa capaz de estabelecer este tipo de comunicação chama-se médium ( no espiritismo) e recebe outros nomes como clarividente, sensitivo, em outras religiões . Para entender um pouco melhor a mediunidade, vamos responder a algumas perguntas :

Como se desenvolve a mediunidade ? 


Bem, potencialmente somos todos médiuns, já que a mediunidade é algo inerente ao espírito, sendo que existem graus variados de sensibilidade. A diferença é que alguns possuem esta capacidade em um estágio mais explicito (com percepção extra-sensorial aguçada), os verdadeiros médiuns. Outras possuem esta capacidade apenas em estagio menos avançado ( pessoas sensitivas, porem sem a percepção aguçada ) e precisam desenvolver a capacidade mediúnica através da Terapia Regressiva Evolutiva . Porém, muitas vezes ,quando os médiuns são mal orientados, entram em desarmonia espiritual sendo classificados como portadores de distúrbios psiquiátricos, já que muitos profissionais não têm a capacidade de distinguir um distúrbio mediúnico de um distúrbio psiquiátrico propriamente dito. Segundo Osvaldo Shimoda ( criador da Terapia Regressiva Evolutiva) , os sintomas mais acentuados de médiuns em desarmonia são sete:

1º) Sensação de peso na cabeça, na nuca e ombros;
2º) Nervosismo acentuado (irritação por motivos banais);
3º) Insônia, desassossego;
4º) Calafrios e arrepios constantes no corpo todo ou partes do corpo;
5º) Cansaço geral, calor (como se encostasse em algo quente);
6º) Falta de ânimo para o trabalho;
7º) Alternância de humor extremada: tristeza profunda ou excessiva alegria sem razão aparente.

Como o mé
dium se conecta ao espírito ? 

"Para haver uma boa ligação espiritual é necessário que todos estejam bem concentrados. Concentrar-se é pensar em uma só coisa o tempo todo: por exemplo em Jesus Cristo, em Deus, num lugar calmo, etc. Com isso, se estabelece a Vibração, ou seja, uma espécie de onda que circula em torno da mesa. Todos pensando no bem, na paz, no amor, percebe-se a Sintonia com a espiritualidade. Se um médium estiver pensando diferente, pode haver quebra de sintonia no ambiente, dificuldade para estabelecer a ligação com a espiritualidade ou a vinda de irmãos que estão sintonizados com aquele médium que pensa diferente. A prece ajuda a sintonia, pois melhora a energização do ambiente e a ligação espiritual." (Trecho retirado do site Artigonal)

Como acontece a comunicação mediúnica ? 


A comunicação mediúnica acontece apenas se houver desejo do espírito de se comunicar. Sendo assim, o espírito conecta-se com a mente do médium e pode manifestar sua mensagem por meio da psicografia ( quando ele fala e o médium escreve ), vidência ( quando ele se faz visível ao médium ), psicofonia ( quando ele se comunica oralmente ). Além dos eventos citados, Allan Kardec cita fenômenos físicos tais como:
- Batidas (tiptologia)
- Escrita direta (pneumatografia)
- Voz direta (pneumatofonia)
- Materializações ectoplasmáticas ( quando o espírito fica visível e as vezes palpável ás pessoas no ambiente em que ele aparece )

Tipos de Médiuns

Os médiuns se caracterizam em dois tipos :
- expiação .
- missão.
A diferença entre os dois tipos de médiuns é que o médium por expiação não está totalmente consciente de sua função e precisa de força de vontade para seguir seu caminho, caso contrário ele passa para o lado negativo, o que obviamente não é bom. Já o médium por missão tem consciência do papel que deve desempenhar, só não sabe qual é ele e, vai descobrindo-o com o tempo.

Abençoados sejam aqueles agraciados com o dom da mediunidade, e que eles só usem este dom para o bem. Amém



``Algumas pessoas contestam os fenômenos espíritas precisamente porque tais fenômenos lhes parecem estar fora da lei comum e porque não logram achar-lhes qualquer explicação.
Dai-lhes uma base racional e a dúvida desaparecerá. A explicação, neste século em que ninguém se contenta com palavras, constitui, pois, poderoso motivo de convicção.
Daí o vermos, todos os dias, pessoas que nenhum fato testemunharam, que não observaram uma mesa agitar-se, ou um médium escrever, se tornarem tão convencidas quando nós, unicamente porque leram e compreenderam.
Se houvéssemos de somente acreditar no que vemos com os olhos, a bem pouco se reduziriam as nossas convicções´´

Allan Kardec, capítulo II de O Livro dos Médiuns, item 17



``Nos serviços de atendimento fraterno, deparamos, frequentemente, com pessoas envolvidas em situações perturbadoras:
. Enxergam vultos estranhos ...
. Ouvem sons de origem desconhecida... 
. Objetos desaparecem e reaparecem, inusitadamente ...
. Males físicos vem e vão, sem etiologia definida ...
. Ideias estranhas e impertinentes instalam-se em sua mente ...
. Sentimentos contraditórios, da euforia à depressão, da alegria à tristeza, do bom ânimo ao desalento, alternam-se misteriosamente ...
. Desentendimentos injustificáveis assaltam seu lar ...

Descontando alguma dose de imaginação que costuma marcar relatos dessa natureza, podemos considerar a possibilidade de estarmos diante de fenômenos mediúnicos, envolvendo a interferência dos Espíritos.
Por ignorarem o assunto, afligem-se os consulentes, julgando-se ``ruins da cabeça´´ ou a lidar com o ``tinhoso´´
O Espiritismo é abençoada luz que clareia os caminhos em relação a essas ocorrências, oferecendo-nos ampla visão do mundo espiritual, com o conhecimento dos mecanismos que regem o contato entre os que vivem lá e nós outros, que vivemos cá, aprisionados no corpo.´´


1. O QUE É MEDIUNIDADE?

Em sua expressão mais simples, trata-se da sensibilidade à influência do mundo espiritual. É o ``sexto sentido´´, que nos coloca em contato com o mundo dos Espíritos, assim como o tato, o paladar, o olfato, a visão e a audição nos colocam em contato com o mundo dos homens.

2. ISSO SIGNIFICA QUE TODOS SOMOS MÉDIUNS?

Todos temos sensibilidade que nos habilita a receber influências espirituais. Nem todos, entretanto, somos suficientemente sensíveis para produzir fenômenos mediúnicos.

3. O QUE DETERMINA ESSA DIFERENÇA?

Imaginemos alguém vestindo compacta armadura que o impeça de ver e ouvir o que se passa ao seu redor. É o que ocorre conosco, quando reencarnamos. Vestimos denso traje de carne que inibe nossas percepções espirituais. O médium é alguém com uma abertura nessa ``blindagem´´

4. ESSA ABERTURA É DE ORDEM FÍSICA? ESTÁ NO CORPO?

A mediunidade é uma faculdade espiritual, inerente a todos os Espíritos. Quando reencarnamos, fica sujeita às condições do corpo. Nesse aspecto podemos dizer que é orgânica, porquanto subordinada a uma estrutura física que não iniba o contato mais amplo com o mundo espiritual.

5. TEM ALGO A VER COM A HEREDITARIEDADE?

A mediunidade não se subordina à genética. O intermediário entre os dois planos é alguém que foi preparado para isso no Mundo Espiritual, submetendo-se a estudos e operações magnéticas, bem como a uma adequação do corpo físico, de forma a ter a sensibilidade necessária.

6. E QUANDO OS FILHOS DE UM MÉDIUM EXPERIMENTAM FENÔMENOS MEDIÚNICOS? NÃO HÁ AÍ UM COMPONENTE GENÉTICO?

Da mesma forma que temos famílias de músicos e de médicos, podemos ter famílias de médiuns, não por hereditariedade, mas por afinidade. São Espíritos afins. Ligam-se pelos laços da consanguinidade para realizar determinadas tarefas.

7. COMO DENOMINAR ESSES DOIS TIPOS DE SENSIBILIDADE MAIOR E MENOR?

Podemos definir médium homem como uma condição inerente ao ser humano. Todos sofremos a influência dos Espíritos. E há o homem médium, o indivíduo dotado de uma sensibilidade maior, que o habilita ao intercâmbio com o Além.

8. NÃO SERIA MAIS FÁCIL USAR TERMOS DIFERENTES PARA DISTINGUIR UM DO OUTRO, O GERAL, DO PARTICULAR?

Não, porque não são faculdades distintas em essência. Apenas particularidades. Há pessoas que tem o chamado ``ouvido musical´´; reproduzem qualquer música, sem estudo; e há as incapazes de dedilhar a mais singela canção. Em ambos os casos, são características de uma mesma faculdade - a audição. Algo semelhante acontece com a mediunidade. Todos temos ``ouvidos´´ para o mundo espiritual; alguns ``ouvem´´ melhor, habilitando-se à comunicação com os Espíritos.


Do livro: Mediunidade - Tudo Que Você Precisa Saber
                Richard Simonetti

sexta-feira, 9 de setembro de 2016



Como em toda família ou sociedade, estamos propensos a cometer erros. Não é só de acertos e harmonia que vivem os templos de Umbanda, existem erros que são praticados por alguns pais e filhos-de-santo. Sob um olhar critico, resolvemos relacionar os mais comuns e esperamos que os que lerem esse tópico concordem conosco. Esses erros tendem a gerar uma vibração negativa, vindo a desestabilizar o foco de equilíbrio:
. Dar guarida a fofoca e comentários maledicentes. Lembrem-se que o ciúme é um dos maiores venenos que a pessoa pode ter;


. Uso indevido de determinados elementos em determinados rituais e/ou uso de elementos estranhos ao ritual do culto;


. Exploração financeira contra filhos da casa e/ou freqüentadores. A Umbanda não cobra qualquer incentivo financeiro ou material sobre seus trabalhos. Na Umbanda não se pratica a Lei da Salva, ou seja, não se paga por qualquer tipo de trabalho espiritual que venha a ser realizado;


. Mau cumprimento dos preceitos pelos membros da casa;

. Conduta imprópria ou desrespeitosa de membros da casa;

. Atividades não relacionadas ao culto dentro do mesmo ambiente da casa;

. Omissão de Socorro, pouco caso ou deboche daqueles que ali buscam auxilio;

. Ciúmes pelo tratamento dado pelo Sacerdote da casa a um ou outro filho;

. Tratamento a um filho da casa de forma exagerada ou excessiva em quaisquer circunstâncias pelo Sacerdote da casa;

. Atenção dispensada de forma exagerada, ao Sacerdote da casa, pais/mães-pequenos(as) ou outros da hierarquia;

. Falta de preparo dos filhos da casa nos ritos da casa;

. Elevar um filho da casa para médium de passe, sem ele estar devidamente preparado;

. Deixar desavenças de ordem particular interferirem nos trabalhos;

. Não dedicar pelo menos um trabalho ao mês, ao desenvolvimento dos filhos da casa;

. Não transmitir os ensinamentos adquiridos, compartilhá-los com os demais;

. Agregar filhos apenas para fazer volume;

. Tratar de forma diferente os filhos ou frequentadores da casa, pelo poder aquisitivo ou pela atenção por eles dispensada;

. Negar-se a auxiliar um filho da casa, quando o mesmo procura auxilio;

. Não respeitar a vida particular do Sacerdote da casa, levando a ele problemas fúteis, fora da casa;

. Confundir a liberdade dada;

. Confundir Umbanda com Nação Nagô, Batuque, Catimbó, Juremada, Candomblé, etc, etc, etc… Erros absurdos podem advir deste tipo de confusão. Valha-se do conhecimento dos fundamentos da Umbanda para poder ensinar aos demais;
. Pensar que a entidade com a qual está trabalhando é sempre mais importante que as outras entidades que trabalham na casa;

. Animismo excessivo, o que é extremamente prejudicial ao médium e à casa;

. Aproveitar e interferir nas comunicações entre a entidade e o consulente, usando e aplicando seus próprios conceitos e exprimindo suas opiniões pessoais;

. Nunca tomar a frente da entidade com a qual está trabalhando. Nunca pense que está incorporado, mas sim, tenha certeza disso antes de começar a trabalhar;

. Demandar contra qualquer pessoa. Os filhos da casa devem ter consciência sobre a manipulação de energia. A Umbanda não utiliza sua magia para prejudicar quem quer que seja. A Lei Divina se encarrega para que todos tenham o que merecem;

. Usar sangue ou sacrifício animal em qualquer tipo de trabalho. A Umbanda não se utiliza destes elementos para seus trabalhos. Não é sacrificando um animal ou usando sangue que se alcança a graça divina, pois nós não temos o direito de tirar a vida de quem quer que seja.


MISTIFICAÇÃO: Abusar da credibilidade, enganar, iludir, burlar, lograr e ludibriar. MÍSTICO: Misterioso ou espiritualmente alegórico ou figurado.

ADORNOS – estes objetos são geralmente de metal e podem causar distúrbios, visto que o médium necessita ter seus plexos nervosos isentos de quaisquer percalços que possam coibi-los em algo. E, também porque, a regra do umbandista é a simplicidade, nada de exibições, de vaidade e aparência fúteis. Casa espiritual não é casa de modas.

Roupas insinuantes. Deve-se ter consciência que ao adentrar o templo, você está adentrando uma casa santa. Deve, então, livrar-se de pensamentos pecaminosos, contrários aos trabalhos espirituais. Roupas insinuantes são absolutamente negativas e dispensáveis aos trabalhos de qualquer casa espiritual. Não é mostrando o corpo ou a silhueta que o trabalho será bem desenvolvido, mas sim, completamente ao contrário.

Aos médiuns iniciantes, não convém e é ato de pura irresponsabilidade chamar as entidades com as quais se está trabalhando fora da casa de trabalhos. Isto, além de irresponsável, pode ser extremamente perigoso, pois os médiuns iniciantes ainda não conhecem as vibrações energéticas das entidades e podem dar passagem a quiumbas ou afins sem saber.

É fato que os médiuns, ao se encontrarem nos dias de trabalho, direcionam suas conversas, muitas vezes até inocentemente, a rumos antagônicos ao desenvolvimento dos trabalhos da casa. É preciso que os médiuns tenham consciência que a preparação para os trabalhos começam à 0:00 hora do mesmo dia (pelo menos) e que conversas diversas que não são afim ao trabalho que será desenvolvido começam por desestabilizar o equilíbrio da casa.

Falta de conhecimento espiritual. As entidades valem-se do conhecimento dos médiuns para poderem se comunicar. Quando o médium pouco sabe, pouco estuda, as entidades pouco podem fazer pelo seu desenvolvimento e pelo próximo. Faz-se absolutamente necessário o estudo e a aquisição de conhecimento espiritual para atingir a própria evolução e, conseqüentemente, auxiliar as entidades em sua evolução espiritual.

O conhecimento é a base do bom viver, é a estrutura de uma vida de sucessos. Atentem-se senhores (as) médiuns, que o conhecimento nunca será em demasia e é a única coisa que fará parte de cada um.

As casas que possuem médiuns com alto grau de conhecimento espiritual, normalmente têm seus trabalhos muito bem desenvolvidos.

Excesso de problemas na desincorporação. Muitos médiuns têm um péssimo hábito de mostrar problemas excessivos na incorporação ou desincorporação, muitas vezes somente para mostrarem-se o quão forte são, o quão fortes são suas entidades e para tomarem um pouco mais de atenção do Sacerdote da casa. Lembrem-se, senhores (as) médiuns que uma entidade que chega ao templo para trabalhar é normalmente uma entidade com alto grau de evolução e nunca faria um filho sofrer principalmente durante sua desincorporação. Descarregar o médium quando de sua partida não tem relação alguma com sofrimento deste. Estabilizar a energia do médium não é aplicar um choque.

É comum encontrarmos nos templos médiuns de outras casas ou até mesmo médiuns que não se encontram trabalhando espiritualmente, terem a chance de receber suas entidades durante os trabalhos da casa. Acontece em muitos templos em que os capitães, mostrando absoluta falta de conhecimento e discernimento, mandarem estas entidades “subir”. Notem que, se uma entidade passou pelo Sr. Tranca-Ruas, por todos os Exús que guardam a casa durante os trabalhos e por todos os Oguns que ali estão rondando para a proteção da casa é muito provável que esta entidade tenha permissão para adentrar o templo (por algum motivo). Interessante é o fato de alguns capitães de templo mostrarem que possuem um conhecimento maior que as entidades que ali estão trabalhando. É preciso tomar muito cuidado com a autoridade dentro de um templo.

Com entidades não afins ao trabalho deve-se mostrar energia e nunca desrespeito. Lembremo-nos que muitas vezes, durante os finais dos trabalhos, todas as entidades já sabem que devem deixar o recinto e desincorporar. Normalmente o que segura as entidades nos trabalhos são os próprios médiuns. Outras vezes faz-se necessário que a(s) entidade(s) fique(m) no templo para terminar de equilibrar o ambiente e os médiuns do trabalho, bem como os consulentes que ainda permanecem ali. Srs. capitães, muito cuidado com a autoridade para com as entidades e para com os filhos da casa. Um capitão de templo é aquele que detém bom conhecimento espiritual, é aquele que coloca ordem nos trabalhos e os conduz a um bom fim, nunca aquele que determina, dá
ordens e abusa de sua autoridade.

Do livro: Umbanda Sagrada



Mas, por serem portadores de uma inocência natural, são presas fáceis dos “poderosos” espíritos caídos nas trevas humanas, que possuem seus sombrios domínios abarrotados de espíritos caídos, também por vivenciarem seus desejos, por desequilíbrios emocionais e por seus instintos básicos.

Estes poderosos espíritos caídos, os temidos “grandes das Trevas”, recorrem aos seus poderes mentais e suas faculdades ilusionistas e praticamente escravizam estes seres naturais, hipnotizando-os e livrando-os de suas culpas conscienciais, adormecendo no intimo deles os sentimentos de vergonha e o desejo de se autoflagelarem. Os grandes das Trevas acercam-se desses naturais caídos porque estes são leais, fieis, obedientes e submissos ao extremo. Além de serem irradiadores de energias negativas muito perigosas para os espíritos humanos, que somos nós. Os grandes magos negros das trevas humanas os usam assiduamente para perseguirem seus desafetos encarnados ou retidos nos sombrios níveis vibratórios das faixas negativas da dimensão espiritual humana. Na inocência natural deles está sua fraqueza, pois são iludidos com facilidade e lhes falta o recurso da criatividade humana para pensarem numa saída racional para o problema que criaram para si mesmos.

Os magos das trevas os induzem a crerem que os orixás luminosos não gostam mais deles e que os querem longe de seus domínios naturais, despertando neles uma ojeriza à luz e a todos que vivam nas faixas vibratórias luminosas. O fato é que, quando alguém, seja um ser natural ou um espírito humano, é portador natural de um mistério, os seres elementares, os encantados e os naturais vêem o grau e o mistério no seu portador e o tratam com respeito e reverência e aproxima-se dele para absorverem as suas irradiações naturais, que contêm as vibrações divinas do mistério que se manifesta através dele e flui junto com suas irradiações. Se assim procedem é porque, passando a absorver as irradiações do mistério, chegará um tempo em que também eles se tornarão irradiadores do mistério que os irradiou e sustentou.

Se existem mistérios humanos?

- Sim, existem os mistérios humanos, irmãos amados!

Nossa criatividade é um deles e tem nos ajudado a superar obstáculos gigantescos em nossa evolução segmentada, pois ora estamos vivendo no plano material, ora no plano espiritual. Um outro mistério humano é a faculdade de desenvolvermos mais de um mistério natural em nós mesmos. Sim, os seres naturais e os encantados só irradiam a partir de si mesmos um mistério, seja ele de natureza positiva ou negativa. Mas nós, espíritos humanos, podemos irradiar quantos desejarmos e formos capazes de desenvolver em nosso íntimo, até um ponto em que passamos a irradiá-los naturalmente, desde que nos coloquemos em sintonia vibratória com as divindades irradiadoras deles. Querem um exemplo simples acerca do que estamos comentando? Ei-lo:

Um médium de Umbanda “lida” com vários orixás ao mesmo tempo durante seus trabalhos magísticos. Num instante ele ativa o mistério de um para, no instante seguinte, ativar o de outro, já afim com sua nova necessidade. Durante o decorrer de uma engira, vários orixás são invocados e os médiuns vão assimilando suas irradiações, tornando-se irradiadores das energias deles. E se invocam Exu, no mesmo instante Exu se manifesta e os médiuns passam a irradiar suas energias. Essa capacidade humana de lidar com mistérios distintos e ao mesmo tempo só nós, os seres espiritualizados possuímos, já que os seres encantados ou naturais de Ogum, por exemplo, só irradiam qualidades de Ogum o tempo todo.

Um encantado ou natural de Oxóssi só irradia qualidades de Oxóssi, o tempo todo. Uma encantada ou natural de Yemanjá só irradia qualidades de Yemanjá, o tempo todo. Uma encantada ou natural de Oxum só irradia qualidades de Oxum, o tempo todo. Por qualidades entendam mistérios e energias! Já nós, os espíritos humanos, bem, ora estamos irradiando Ogum, ou Oxóssi ou Xangô, ora estamos irradiando Yemanjá, Oxum, Iansã, etc. Por que esta diferente capacitação? O que é que nos faculta irradiarmos ora um e ora outro orixá? O que é que nos diferencia de nossos irmãos encantados ou naturais, que só conseguem irradiar um orixá apenas? Bom, esta diferenciação acontece porque um encantado ou natural de Ogum é o que é: Um Ogum individualizado em si mesmo mas regido o tempo todo pelo mistério Ogum, do qual não consegue se afastar, desligar ou deixar de irradiar o tempo todo. Um ser natural Ogum é um Ogum em si mesmo e irradia Ogum o tempo todo, nunca se dissociando de seu regente divino. E o mesmo acontece com todos os seres elementais, encantados e naturais regidos pelos outros orixás.

Já o mesmo não acontece com um espírito ou ser humano, pois o simples fato de viver e evoluir na dimensão humana já lhe faculta a possibilidade única de desenvolver a bipolaridade magnética, vibratória e irradiadora ou absorvedora de mistérios. Um espírito humano tem uma direita e uma esquerda, um alto e um embaixo, aos quais manipula segundo suas afinidades ou necessidades. Um espírito pode ter no alto o orixá Oxalá, no embaixo o orixá Omulú, na direita a orixá Yemanjá e na esquerda a orixá Iansã, e pode absorver as irradiações dos quatro, que não deixará de ser o que é: um espírito humano! Já um nosso irmão encantado ou natural, bom, ele só absorve as irradiações de um desses quatro orixás ou entra em desequilíbrio magnético, vibratório e energético e fica confuso e desequilibrado emocionalmente. E cai! Isto é um dos muitos mistérios humanos, filhos de Fé nos orixás! O estágio humano da evolução não é superior a nenhum outro. Mas que possui seus mistérios, isto ele possui! E quando um espírito humano desenvolve-se consciencialmente e adquire controle sobre seu emocional, logo é atraído pelas hierarquias naturais regidas pelos orixás que o assentam à direita ou à esquerda e o tornam irradiador de suas energias e mistérios.

Eu mesmo, Benedito de Aruanda, acho que já me assentei à direita ou à esquerda de todos os senhores(as) Orixás Intermediários naturais e junto de muitos dos senhores(as) Orixás Intermediários encantados, assim como já fui assentado à direita de alguns(as) Orixás Elementais. A todos sirvo com fé, amor e profundo respeito, pois entendi que eles formam a imutável e inquebrável hierarquia divina do Divino Olorum, que é o nosso Divino Criador. Este servir é irradiar individualmente, e segundo minha limitada capacidade, alguns dos mistérios que eles irradiam a todos, o tempo todo e de forma multidimensional, pois cada um possui uma irradiação vertical e outra horizontal, formando a quadratura do círculo onde estão assentados, pois são “Tronos Divinos”.

Eu, se vos falo dos senhores orixás com tanta naturalidade e conhecimento, é porque dentro dos meus limites humanos e deles recebi a orientação de ensina-los aos seus filhos que foram espiritualizados, mas continuam a ser o que nunca deixarão de ser: filhos de orixás. Sim, todos são filhos de orixás, mas só os que desenvolvem os mistérios humanos (os seres espiritualizados) conseguem faze-lo sem grandes dificuldades. Se bem que “alguns” acabam estacionando por muito tempo nas zonas sombrias da dimensão espiritual humana.

Mas isto também acontece nas dimensões naturais regidas pelos orixás, ainda que não chamem o lado escuro delas de inferno ou umbral, pois lá o nome destas zonas sóbrias é este: pólos negativos! Sim, os orixás regentes dos pólos negativos sustentam os seres encantados ou naturais que, por alguma razão, falharam em suas evoluções e tiveram de ser afastados do convívio com os que evoluíam equilibradamente. Eles estacionam nos níveis vibratórios negativos até que possam retomar, já equilibrados, suas evoluções naturais, pois eles não reencarnam e não tem suas memórias adormecidas, como acontece conosco sempre que reencarnamos para superar obstáculos que nos desequilibraram intensamente. Eles não saem da irradiação do seu regente natural. Assim, um encantado de Ogum, se vier a se desequilibrar durante seu estágio encantado da evolução, não sairá da dimensão regida pelo Orixá Ogum. Apenas será atraído pelo pólo magnético negativo que nela existe e, amparado por um orixá Ogum cósmico, mas de nível intermediário, nele estacionará até que tenha superado o desequilíbrio que o negativou magneticamente. É um processo seguro, mas lento, de reequilibrá-lo emocionalmente.

Já o mesmo não acontece nas zonas sombrias da dimensão humana. Nelas sempre tem um “espertinho” para recepcionar os espíritos negativados que sempre está pronto e disposto a aproveitar-se deles que, se já estão desequilibrados, muito pior ficarão após suas quedas vertiginosas.

As zonas sombrias humanas são como as prisões do plano material: alguém atropela alguém com seu veículo. Se for condenado à prisão, vai conviver com assaltantes, estupradores, assassinos frios e calculistas. Quando sair da prisão, terá feito um estagio completo no mundo da criminalidade, e com certeza recorrerá aos seus novos “conhecimentos” assim que se ver em dificuldades. Já o mesmo não acontece nas dimensões naturais. Nelas não se misturam, de forma alguma, seres com desequilíbrios diferentes. Quem se desequilibrou num sentido não entra em contato com quem se desequilibrou em outro. Se um encantado viciou-se nas coisas do sexo, ele irá a um pólo magnético que só atrai encantados desequilibrados por vícios sexuais. Se um encantado tornou-se violento e gosta de agredir outros encantados, imediatamente é atraído para um pólo magnético que só atrai encantados violentos e agressivos… que o agredirão. A frase: “Os semelhantes se atraem!” se aplica com toda propriedade às dimensões naturais e parcialmente à dimensão humana, já que aqui outros fatores ponderáveis influenciam as atrações.

Aqui, um assassino frio sente-se atraído sexualmente por uma mulher virtuosa, principalmente se ela for bonita, e não se incomoda de matar por ela, ou até de matá-la, se não for correspondido ou se ela não se submeter aos seus desejos imundos. Já nas dimensões naturais, se algum encantado desequilibrou-se e tornou-se violento, ele não sentirá atração sexual por ninguém, mesmo pela mais bela e atraente das encantadas.

O desequilíbrio não se generaliza ou alcança outros sentidos e, muito ao contrário, até os anula, pois o ser passa a viver intensamente o seu desequilíbrio e fecha-se em si mesmo, não suportando o contato com outros encantados.

É quase que um “autismo”, onde cada um vive seu mundo pessoal e só sai dele em casos extremos.. ou após esgotar seu negativismo energético e as causas do desequilíbrio emocional que o tornou magneticamente atrativo pelos pólos negativos da dimensão onde vive e evolui.



Do livro: O Código de Umbanda (por Rubens Saraceni)
 
– obra inspirada pelos mestres de luz Sr. Ogum Beira Mar, Pai Benedito de Aruanda, Li-Mahi-An-Seri yê 





Que a paz de Oxalá esteja com todos.

A cor vibratória de Nanã Buruquê é o lilás, ou violeta, pois sua energia se assemelha com Obaluayê,  que tem sua cor roxa. Me deparei hoje com um assunto muito conhecido,  que é a "Chama Violeta".  Esta chama emana a transmutação, que é a energia mais emanada por Nanã. Vejam que a transmutação está ligada com Nanã até nos mitos africanos: " Nanã transforma o barro do fundo do rio nos seres humanos". Este sentimento de transformação são os principais dominadores de Nanã e Obaluayê. Segue abaixo, um texto e uma evocação da "Chama Violeta" ou simplesmente, a emanação da energia de Nanã e Obaluayê.

CHAMA VIOLETA

Temos à nossa disposição um instrumento que quando utilizado nos liberta de carmas do passado, nos possibilitando retornar à Luz, rumo à ascensão; evidentemente que é necessário alguns avanços espirituais antes de aplicarmos a Chama Violeta com esta intenção. Mas o simples fato de podermos transmutar as energias negativas acumuladas em nossos corpos inferiores, já é um grande avanço.

Saint Germain disse:
"O uso da Chama Violeta consumidora é mais valioso para você e para toda a humanidade, do que toda a riqueza, todo o ouro, todas as jóias do planeta"
A Chama Violeta é uma forte e poderosa chama que TRANSMUTA tudo em nós e à nossa volta que não seja paz, amor e harmonia. A Chama Violeta é o Fogo Purificador, a Chama da Transmutação.
A cor violeta é a cor máxima da espiritualidade, é a freqüência máxima de vibração e ela pode ser utilizada como exercício de visualização diária para nos re-equilibrarmos e equilibrarmos tudo à nossa volta, transmutando tudo em Perfeição, Paz, Libertação, Luz e Amor Universal.
A Chama Violeta é a essência do Sétimo Raio, é como um raio de sol passando através de um prisma, é refratado nas sete cores do arco-íris, assim também a luz se manifesta nos sete raios. Cada raio tem uma cor, freqüência e qualidade específica da consciência de Deus. O raio violeta é conhecido como o sétimo raio. Quando você o invoca, em nome de Deus, ele desce como um raio de energia espiritual, explodindo numa chama espiritual, em seu coração, com as qualidades de misericórdia, perdão, justiça, liberdade e transmutação.
Saint Germain é conhecido como o Senhor do Sétimo Raio. Cada vez que oramos para ele, ele nos envia inúmeras dádivas do Espírito, como alegria, diplomacia e criatividade. Ele pode inspirar-nos com as suas inovações na ciência, na literatura, na religião, no governo, na filosofia, na educação, na cura, na alquimia e em outros campos. Por quase setenta anos, Saint Germain têm-nos preparado para entrar na era de Aquário, na era da paz, da liberdade e da iluminação. Apareceu para Guy Ballard no início de 1930, dando-lhe o primeiro ensinamento sobre a chama violeta.
Saint Germain nos deu outro decreto da Chama Violeta:
"EU SOU um ser de Fogo Violeta! EU SOU a Pureza que DEUS deseja!"
Quando você recita esse e outros decretos de chama violeta, a chama violeta permeia cada célula e átomo de seu corpo, penetrando em sua mente, suas emoções, seu subconsciente e sua memória.

Eu Sou o condutor do Fogo Violeta para a Terra e atuo juntamente com Seres do reino humano, angélico e elemental. Estamos sempre ao vosso lado, dispostos a ajudá-los. Porém, a Lei Livre Arbítrio determina que deveis invocar-Nos antes que recebais o necessário auxilio. Esperamos por vossas invocações”.

EVOCAÇÃO DA CHAMA VIOLETA

“Vos ofereço o Poder da Chama Violeta e o Meu Amor. Juntos venceremos as limitações e as trevas que vos aprisionam, impedem ou retardam o vosso percurso à Luz.”
“Libertai-vos de vossas próprias falhas e despojai-vos das trevas que gerastes há séculos. Vinde e recebei a Luz Purificadora, a Alquimia Divina que trará à vossa vida cotidiana a manifestação de todo o Bem”
“As condições e os instrumentos para a vossa purificação vos foram ofertados pela Misericórdia Divina. Vossa é a escolha”
“Aceitai o Nossa auxílio e usai com determinação e ritmo a Chama Violeta, o Fogo da Misericórdia e do Perdão. Visualizai-A envolvendo e transpassando os vossos corpos inferiores, os vossos pensamentos, sentimentos, palavras e ações. Levai-A aos vossos lares, negócios, interesses e à vossa vida em geral. Lembrai-vos, também, de irradiá-La, de forma impessoal, para abençoar toda a vida que evolui no Planeta trazendo ao vosso mundo infinita Paz.”

Que Oxalá nos abençoe sempre

Saravá .'.



``O mundo é pequeno! Até as pedras se encontram!´´
São afirmações populares que apontam para uma grande verdade. Cedo ou tarde, todos nos reencontraremos. Façamos o melhor para o nosso próximo, para que tenha de nós uma boa impressão, a fim de, por ocasião do reencontro, sejamos felizes ...


Se deixamos a mágoa entrar em nossos corações pelas portas da frente, a felicidade sai pelas portas dos fundos!

Perdoar sempre é prova de sabedoria. É uma atitude nobre e ao mesmo tempo profilática, pois, ao perdoar aqueles que erroneamente denominamos nossos inimigos, estamos nos poupando de sérias complicações de saúde e, ao mesmo tempo, consolidando a alegria de viver em paz com a vida e com todos à nossa volta.

Automaticamente, com essa atitude, tornamo-nos mais simpáticos, mais alegres e mais otimistas, aptos a desfrutarmos do sucesso em todas as nossas manifestações.

Quando adotamos o perdão em nossos corações, estamos nos desvinculando da faixa vibratória por onde transitam as emanações mentais de inteligências voltadas para o mal; consequentemente, adquirimos a paz. Este é o primeiro de uma série de benefícios que a atitude do perdão nos proporciona.

Alcançamos a paz porque nos desassociamos dos pensamentos de mágoa e de rancor, impedindo que os dardos mentais envenenados, daqueles que nos magoaram, continuem nos atingindo. Com essa atitude, criamos um mundo novo dentro de nós, onde o nosso coração se transforma no guardião dos nossos pensamentos, ampliando a nossa felicidade.

Quem pensa bem e age bem, vive bem!

Se vivermos constantemente apontando as escabrosidades do mundo, sem procurar compreendê-las, estaremos nos associando mentalmente aos acontecimentos infelizes e, amanhã, poderemos nos tornar suas vítimas. 

Nós somos o que pensamos e irradiamos à nossa volta exatamente o que sentimos. Todos os que se aproximam de nós são envolvidos por essa energia que emana dos nossos sentimentos e, com certeza, através dela, atrairemos para o nosso convívio todos aqueles cujos pensamentos se associam aos nossos, ou seja, os nossos afins, os que pensam e sentem como nós, encarnados e desencarnados. Então eu direi: ``Diga-me o que pensas e sentes e eu te direi com quem andas!´´

Aprimorar nossas atitudes, nossos pensamentos e sentimentos é uma maneira inteligente e de certa forma científica de nos libertarmos do ciclo vicioso do sofrimento. Felizes são aqueles que já acordaram e estão em luta constante em busca desse aprimoramento! Estes já estão a caminho da verdadeira felicidade. Ao passo que, aqueles que ainda se vinculam ao sentimento de mágoa e de ódio, caminham para sofrimentos e provações morais que, mais tarde, refletir-se-ão no corpo físico, provocando sérios danos à saúde.

Mesmo quando somos caluniados e feridos injustamente, é de bom alvitre optarmos pelo perdão. Entretanto, perdoar não significa conviver ou acarinhar aqueles que se fizeram nossos adversários; é uma postura íntima que devemos assumir compreendendo a ignorância daqueles que ainda não alcançaram o grau da nossa compreensão. É como perdoar as crianças pelas suas traquinagens próprias da infância.

Encontraremos forças para assumir essa atitude na sábia rogativa do Mestre, proferida nos momentos finais do seu sacrifício: ``Pai, perdoai-os; eles não sabem o que fazem´´.

Realmente, aqueles que tomam atitudes contrárias à felicidade de alguém, por inveja ou por ciúmes, ou por qualquer outro motivo, é vítima da própria ignorância; não sabem que, com esse comportamento, semeiam a própria infelicidade. Só se tornarão suas vítimas, aqueles que vibram na mesma faixa de ignorância.

Do livro: Perdão - O Caminho da Felicidade
                Nelson Moraes (Orientado pelo Espírito Aulus)