terça-feira, 18 de outubro de 2016

São Cipriano e os Pretos Velhos


Muito se fala sobre São Cipriano mas poucos conhecem a história e a representação deste personagem tão controverso e tão misterioso. Muitos procuram os conhecimentos mágicos de São Cipriano, mas poucos conhecem sua mais poderosa magia. Muitos pedem a São Cipriano, mas poucos entendem seu real poder transformador. Portanto, hoje quero falar um pouco sobre a figura de São Cipriano e sua importante representação para a nossa Umbanda. Vamos lá:
Tascius Caecilius Cyprianus, nasceu na cidade de Antioquia, na Turquia. Foi nesta cidade que, quando o Cristianismo era apenas uma pequena seita religiosa, Paulo pregou o seu primeiro sermão numa Sinagoga, e foi também ali que os seguidores de Jesus foram chamados de Cristãos pela primeira vez.
Antioquia era a terceira maior cidade do império romano, conhecida pela sua depravação. Nesta metrópole conhecida por “Antioquia, a bela”, ou a “rainha do Oriente”, tal era a beleza da arte romana e do luxo oriental que se fundiam num cenário deslumbrante, a população era maioritariamente romano-helênica, e o culto dos deuses era a religião oficial. Alguns dos cultos religiosos estavam associados a deusas do amor e da fertilidade, pelo que a lascívia, perversão e a libertinagem eram famosas nesta cidade.
Foi neste ambiente religioso e cultural que Cipriano nasceu em 250 d.e.c., filho de Edeso e Cledónia. Nutria uma verdadeira vocação e gosto pelos estudos místicos e religiosos, sendo admitido num dos templos sagrados da cidade para realizar os seus estudos sacerdotais e místicos. Entrou assim em contato com as ciências ocultas, e aprofundou afincadamente os seus estudos de feitiçaria, rituais sacrificiais e invocações de espíritos, astrologia, adivinhação etc, dedicando a sua vida ao estudo das ciências ocultas. Ficou conhecido pelo epíteto de “O Feiticeiro”, alcançando grande fama sendo reconhecido como um poderoso feiticeiro, capaz de grandes prodígios.
Por volta dos seus 30 anos Cipriano encontra-se na Babilônia, onde encontra a bruxa Évora. Estudando com ela, Cipriano desenvolve as suas capacidades premonitórias e outras matérias sobre as artes da bruxaria segundo as tradições místicas dos Caldeus. Após o falecimento da Bruxa Évora Cipriano herda os seus manuscritos esotéricos, dos quais extrai muito da sua sabedoria oculta.
Ao fim de algum tempo, Cipriano já domina as artes das ciências de magia negra contatando demônios. Diz-se que se tornou amigo intimo de Lúcifer e Satanás, para os quais conseguia angariar a perdição de muitas belas e jovens mulheres, o que muito agradava aos diabos, que em troca lhe concediam grandes poderes sobrenaturais.
Com esse poder infernal, Cipriano construiu uma carreira de bruxo com grande fama,  produzindo grandes feitos, o que lhe valeu uma imprescindível reputação de grande feiticeiro. Muitas pessoas de todos os quadrantes geográficos procuravam os seus serviços místicos e os seus ganhos financeiros eram assinaláveis.
Cipriano foi autor de diversas obras e tratados místicos e era já um feiticeiro respeitado, reputado e temido quando foi contatado por um rapaz de nome Aglaide. O rapaz estava ardentemente apaixonado por uma belíssima donzela cristã de nome Justine. Sendo rico Aglaide rapidamente encontrou o consentimento dos pais de Justine quanto a um casamento com ela, contudo a donzela professava uma forte fé cristã e desejava manter a sua pureza oferecendo a sua virgindade a Deus. Por esse motivo Justine recusou-se a casar. Desgostoso, mas com forte determinação em possuir Justine, Aglaide encomendou os serviços espirituais de Cipriano.
Cipriano usou de toda a extensão da sua bruxaria para fazer Justine cair nas tentações carnais, que a levariam a oferecer-se para Aglaide e renunciar à sua fé Cristã.
Cipriano fez uso de diversos trabalhos malignos, contudo nenhum deles surtiu qualquer efeito. Para espanto de Cipriano todo o batalhão de feitiços que usava era repelido pela jovem rapariga apenas através do sinal da cruz e das suas orações. Acostumado a fazer belas moças cair na tentação da carne e assim levá-las a entrar pelos caminhos da luxúria, Cipriano não conseguia entender o que estava acontecendo. Ele encontrou muitas dificuldades e noite após noite visitava a jovem Justine com a sua infernal quantidade de feitiços. Nada resultou.
Cipriano desiludiu-se profundamente com as suas artes místicas que até então tinham funcionado tão forte e infalivelmente, para agora serem derrotadas por uma mera donzela com fé no Deus de Cristo. Aconselhado por Eusébio, um amigo seu, e observando o poder da fé de Justine, Cipriano converteu-se ao Cristianismo. Assim fazendo-o, o feiticeiro destruiu todas as suas obras esotéricas e tratados de magia negra, assim como  ofereceu e distribuiu todos os seus bens materiais e riquezas aos pobres.
Depois de se converter, Cipriano ainda foi fortemente  atormentado pelos espíritos de bruxas que o perseguiam, mas teve fé e assim afastou de si tais aparições que apenas pretendiam reconduzi-lo aos caminhos da feitiçaria. A fama de Cipriano era contudo grande e as noticias da sua conversão ao cristianismo chegaram à corte do Imperador Diocleciano que tinha fixado residência na Nicomédia.
Cipriano e Justine foram perseguidos,  aprisionados e levados ao imperador, diante do qual foram forçados a negar  a sua fé. Justine foi despida e chicoteada, ao passo que Cipriano foi martirizado com um açoite de dentes de ferro. Mesmo com a carne arrancada do corpo a cada flagelação do chicote com dentes de ferro, Cipriano não negou a sua fé e Justine manteve-se sofredoramente fiel a Deus.
Perante a recusa de Cipriano e Justine em renunciar à sua fé, o imperador os condenou à morte sendo decapitados em 26 de Setembro de 304 d.e.c., juntamente com um outro mártir de nome Teotiso. Aceitaram a sua execução com grande fé e serenidade, tendo falecido com coragem e dignidade. Os seus corpos nem sequer foram sepultados, e ficaram expostos por 6 dias. Foi um grupo de cristãos que, comovidos pela barbaridade, recolheu-os.
Mais tarde, o imperador cristão Constantino (272 – 337 d.e.c.) ordenou que os restos mortais de Cipriano fossem sepultados na Basílica de São João Latrão, localizada em Roma, que é a catedral do Bispo de Roma, ou seja: o papa.  Foi na “Omnium Urbis et Orbis Ecclesiarum Mater et Caput” (mãe e cabeça de todas as igrejas do mundo) que São Cipriano, o santo e mártir, encontrou o seu eterno repouso.
Todo percurso de São Cipriano é um verdadeiro hino à vida no esplendor da sua existência: do diabo a Deus, dos demônios aos anjos, da feitiçaria à fé cristã, da magia negra à magia branca, em tudo São Cipriano mergulhou, estudou e viveu. Do pecado à virtude, da luxúria à santidade, da riqueza à pobreza, do poder à martirização, se alguém é digno de um percurso de existência completo, rico e enriquecedor, eis que este santo assim o representa.
Controverso e polêmico, São Cipriano é a própria noção de evolução espiritual através da profunda vivência das mais diversas realidades espirituais (do mais profano excesso, à mais sacrificada ascese) encontra corpo na vida e obra deste feiticeiro e mártir.
                                                  Fonte de pesquisa www.magianegra.com.pt
 
E VOCÊ SABIA que a Linha das Almas ou Linhas dos Pretos-Velhos também é conhecida como Linha de Yorimá ou Linha de São Cipriano e que dentro dessa linha de trabalho encontram-se pretos-velhos com o nome simbólico de Pai Cipriano?
Veja só, a Vibração de Yorimá é a Potência da Palavra da Lei, Ordem Iluminada da Lei, Palavra Reinante da Lei. Esta Linha ou vibração é composta pelos primeiros espíritos que foram ordenados a combater o mal em todas as suas manifestações, são verdadeiros magos que usam da roupagem fluídica de Pretos Velhos, ensinando as verdadeiras “mirongas” sem deturpações. São os Mestres da Magia e experientes devido às seculares encarnações.
Esta Linha, que ora se diz como linha dos Preto-velhos, ora como dos Africanos, de São Cipriano, das Almas, tem como Chefes principais Pai Guiné, Pai Tomé, Pai Arruda, Pai Congo de Aruanda, Mãe Maria Conga, Pai Benedito e Pai Joaquim. São entidades muito evoluídas que há vários milênios encarnaram e desencarnaram adquirindo, assim, muita experiência no dia a dia da humanidade. Eles são a DOUTRINA, a FILOSOFIA, Mestrado da Magia, em fundamentos e ensinamentos.
Os Preto-Velhos da Umbanda representam a força, a resignação, a sabedoria, o amor e a caridade. São um ponto de referência para todos aqueles que necessitam pois curam, ensinam, educam pessoas e espíritos sem luz. Eles representam a humildade, não têm raiva ou ódio pelas humilhações, atrocidades e torturas a que foram submetidos no passado. Com seus cachimbos, fala pausada, tranquilidade nos gestos, eles escutam e ajudam aqueles que necessitam, independentes de sua cor, idade, sexo e religião.
Não se pode dizer que em sua totalidade esses espíritos são diretamente os mesmos preto-velhos da escravidão. Pois, no processo cíclico da reencarnação passaram por muitas vidas anteriores onde foram negros escravos, filósofos, médicos, ricos, pobres, iluminados e outros. Mas, para ajudar aqueles que necessitam, escolheram ou foram escolhidos para voltar à Terra em forma incorporada de preto-velho.
Por isso, se você for falar com um preto-velho, tenha humildade e saiba escutar, não queira milagres ou que ele resolva seus problemas, como em um passe de mágica, entenda que qualquer solução tem o princípio dentro de você mesmo, tenha fé, acredite em você, tenha amor, Amor a Deus e a Você mesmo.
Tenha certeza, assim como a transformação que ocorreu na vida de São Cipriano, os Pretos Velhos transformam a nossa vida se houver Amor.
É incrível o poder que o Amor, e conseqüentemente nossos queridos Pretos Velhos, tem de transformar as pessoas.
É absolutamente incrível a transformação que os Pretos Velhos são capazes de fazer na vida, no íntimo e no envolta das pessoas.
É absurdamente incrível como o amor, simples e puro, é capaz de transformar.
Triste daquele que ainda não sabe amar. Triste daquele que ainda não conhece esse poder.  Triste daquele que ainda não foi tocado pelo Amor de um Preto Velho!
“Cada um colherá aquilo que plantou. Se tu plantaste vento colherás tempestade, mas se tu entenderes que com luta o sofrimento pode tornar-se alegria vereis que deveis tomar consciência do que foste teu passado aprendendo com teus erros e visando o crescimento e a felicidade do futuro. Não sejais egoísta, aquilo que te fores ensinado passai aos outros e aquilo que recebeste de graça, de graça tu darás. Porque só no amor, na caridade e na fé é que tu podeis encontrar o teu caminho interior, a luz e DEUS”

Os Caboclos na Lição de Pai João


            
          
PAI JOÃO: - Pois é, meu filho, mas como você veio em busca de conhecimento, Pai João gosta muito disso e aproveita para falar a respeito dessas e de outras coisas importantes. É preciso formar uma idéia mais ampla sobre a diversidade de espíritos que trabalham em nosso planeta.

Examine, por exemplo, o caso dos caboclos. As entidades espirituais que se manifestam tanto em seus médiuns quanto no plano astral com a vestimenta de caboclo não foram obrigatoriamente índios ou selvagens em sua última encarnação. Muito pelo contrário.
Grande número dos espíritos que adotam a característica de caboclo tiveram seu caráter firme forjado em templos do passado, principalmente entre as civilizações incas e astecas, entre outras. Tal como ocorre com os pais-velhos, possuem íntima ligação com certas energias da natureza, tanto quanto com a cultura da qual procedem. Em virtude desse fato, preferem estampar a imagem de um índio, de um sertanejo ou de um bandeirante em sua vestimenta espiritual, em sua aparência. Daí se pode entender porque alguns caboclos são recrutados para trabalhar ao lado de grandes luminares da espiritualidade, que foram sábios em sua última existência. Além de tudo isso, a forma astral do caboclo também traz um simbolismo. Representa a jovialidade, energia, destemor e valentia, bem como capacidade de transformação e progresso. É a representação do jovem guerreiro, daquele que tem a característica de mudar o panorama, de enfrentar os desafios da existência e modificar as situações menos favoráveis em outras mais nobres.
- Então os caboclos também foram iniciados em outras civilizações, como os pais-velhos?

         PAI JOÃO: - Não se pode generalizar, meu filho. Especialmente se considerarmos que, na umbanda e em certos cultos de transição, observa-se uma variedade de seres Espirituais a que muitos dão o nome de caboclos.
Antes de continuar com as explicações, é preciso dizer que este pai-velho está lhe dando apenas um ponto de vista a respeito da variedade de manifestações. O que estou lhe falando não é consenso nem mesmo entre os representantes da umbanda. No entanto, é sob esse ponto de vista que nego-velho quer conduzir seu olhar.

           Assim sendo, dentro da variedade a que me referi, temos os chamados caboclos índios. Eles integram imensa legião de trabalhadores, guardiões, baluartes da lei e da ordem, combatentes que são das falanges do mal. Como verdadeiros caças, saem pelo umbral afora em tarefas de defesa e disciplina, temidos que são por muitos espíritos das trevas.
Na umbanda e em outras expressões de espiritualidade, são comuns outros tipos, tais como os boiadeiros. Especialistas em desobsessões, coletivas e individuais, investem contra as bases das sombras e destroem as fortalezas do astral inferior. Dotados de grande magnetismo, são respeitados e temidos pelas entidades do mal, sobretudo pelos marginais ou quiumbas, tão comuns em ambientes que oferecem grande perigo aos encarnados.
Após breve intervalo, para que o interlocutor pudesse assimilar o que dizia, Pai João prosseguiu:
- Como já lhe disse, nego-velho está dando uma explicação baseada não na teologia umbandista, mas na realidade cultural mais próxima da que você está habituado, meu filho. Certamente encontrará outros pontos de vista sobre esse assunto entre os representantes da umbanda e do candomblé. Porém nego-velho, neste momento, não tem por objetivo religião e doutrina, mas a descrição da realidade espiritual que transcende as interpretações religiosas.
- Entendo, meu pai. Se julgar apropriado conceder mais informações, estou aberto a ouvir e estudar.
- Pois bem, meu filho, - retomou Pai João calmamente. – Ainda sobre a forma espiritual adotada por alguns espíritos, alguns caboclos adotam não a forma de índios, mas do marinheiro. De alguém que viveu junto às águas, ao mar, portanto trabalhando com emoções, inclusive por ter vivenciado os tremendos desafios que envolvem a navegação: desde tormentas e fenômenos climáticos até a solidão dos meses e anos singrando pelos mares, longe da família e dos seus. Na umbanda, bem como em alguns candomblés que recebem sua influência, chama-se freqüentemente de marinheiro aquele espírito que lidera falanges acostumadas a lidar com o sentimento e as emoções e que atuam no contato com o elemento água – que remete à suavidade e ao amor e auxilia na libertação de vinculações magnéticas. Quando se pretende fazer uma limpeza energética com suavidade, o elemento água é o mais indicado, liberando fortes emoções que anuviam a visão espiritual dos filhos. É lógico concluir que quem teve experiência reencarnatórias junto ao elemento água pode ser bastante eficaz nessa tarefa.
Era muita informação para aquele homem reservado, que não queria se expor perante os presentes. Era ele um representante do espiritismo e, por essa razão, não desejava, ao menos até aquele momento, ser identificado numa tenda onde a manifestação mediúnica ocorria segundo parâmetros diferentes daqueles com os quais se familiarizava.
Entendo isso o preto-velho vez ou outra dava um tempo para ele refletir e depois de um suspiro, uma pausa, continuava.
- Os chamados quimbandeiros constituem outra espécie de caboclo. Sua especialidade é enfrentar os magos negros e seus dirigidos nos campos de batalha do umbral e da subcrosta. Gostam de estar à frente das demandas que ocorrem na esfera astral, muitas vezes nem sequer percebidas pelos médiuns. Como se fossem generais guerreiros, trabalham para a defesa, porém com ênfase em limitar e cercear a ação das trevas, o que muitas vezes, os leva a afirmar que transitam entre o bem e o mal. Além, é claro, do fato de que conhecem em profundidade as artimanhas dos seres da escuridão.
Não há dúvida, meu filho, de que nego-velho está procurando usar a linguagem mais espírita possível para que possa entender os diversos perfis e especialidades daqueles seres que trabalham na vibração da umbanda, em suas variadas manifestações e interpretações. Por estarem ligadas à vibração e à atmosfera cultural (e não a rótulos religiosos), essas mesmas entidades também militam nos centros espíritas, caso encontrem abertura dos médiuns e dirigentes. Ainda que, em certas ocasiões, optemos por nos apresentar em outra roupagem fluídica, conforme seja conveniente ao trabalho e tenhamos condições para tal.

Texto extraído do livro “Corpo Fechado”, Robson Pinheiro, espírito W. Voltz

Umbandista e Espírita Estuda a Bíblia? E Qual Bíblia Usar?


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Já tive a oportunidade de ver, ouvir ou saber o quanto é cômico ver um Umbandista ou um Espírita sem conhecimentos básicos da Bíblia, travar um diálogo com Evangélicos, sobre assuntos Doutrinários. Isto é fato, devido ao pouco interesse dos Umbandistas e Espíritas em relação ao repositório de textos históricos indispensável para todos. A Bíblia.


                Esse desinteresse é pelo fato de o livro ser polêmico em sua formação, principalmente o chamado novo testamento, onde foi vilipendiado por séculos pelo simples interesse de favorecer os próprios interesses. A Bíblia foi formada como a conhecemos hoje, por São Jerônimo que traduziu os textos em Hebraico e Grego antigo para o Latim, sendo editada em 400 D.C., após alguns anos de Teodósio I ter feito do Cristianismo a religião oficial do Império Romano no ano 391 D.C. Hoje a Bíblia dos Católicos têm 73 livros e dos Evangélicos 66.


                Temos que informar, hoje, no Brasil há aproximadamente 17 traduções diferentes da Bíblia e a diferenças entre elas são mínimas, porém, de alto valor interpretativo. E ai fica a pergunta; que Bíblia o Umbandista ou Espírita deve adotar para seus estudos? Digo que só há uma, A Bíblia de Jerusalém.


                 A Bíblia de Jerusalém é a edição brasileira (1981, com revisão e atualização na edição de 2002) da edição francesa Bible de Jérusalem, que é assim chamada por ser fruto de estudos feitos pela Escola Bíblica de Jerusalém, em francês: École Biblique de Jérusalem. De acordo com os informativos da Paulus Editora, a edição revista e ampliada inclui as mais recentes atribuições das ciências bíblicas. A tradução segue rigorosamente os originais, com a vantagem das introduções e notas científicas.


                  Os exegetas apontam que o grande diferencial da Bíblia de Jerusalém é que, além da tradução dos originais do hebraico, aramaico e grego, existe a contextualização histórica, dentro do ambiente físico, ambiental e cultural relativo à época em que cada livro foi escrito. Trata-se de uma obra que representara a união do monumento e do documento, de acordo com Joseph Lagrange, criador da Escola Bíblica de Jerusalém, unindo assim a arqueologia, a crítica histórica e a exegese dos textos.


                  A Bíblia de Jerusalém é considerada atualmente, pela maioria dos linguistas, como um das melhores Bíblias de estudo, aplicável não apenas ao trabalho de teólogos, religiosos e fiéis, mas também para tradutores, pesquisadores, jornalistas e cientistas sociais, independente de serem católicos, protestantes, ortodoxos ou judeus, ou mesmo de qualquer outra religião ou crença.


                    No Brasil, diferente dos E.U.A. e Europa onde, o Protestantismo é levado a sério, por pessoas responsáveis, (sendo obrigatório o curso de teologia) tendo uma população com nível cultural alto. Não pode ser considerada uma mescla, daquele movimento importado dos E.U.A. assim que foi proclamado à República em 1889, com a criação do Estado Laico pela constituição de 1891, desta forma foram importado do México e E.U.A. as novas denominações protestante e se instalando, principalmente no sul e sudeste, para desespero da Igreja Católica.


                     Aqui no Brasil infelizmente é a casa da mãe Joana, aonde duas pessoas analfabetas funcionais e sem nenhum curso superior, com R$100,00 vão a qualquer cartório e abrem uma igreja com um nome esquisito, de imediato ficam isento do IPTU. Basta comprar algumas cadeiras de plástico e colocar na garagem e pegar a Bíblia e pregar... Aleluia Jesus!


                     Desta forma podemos dizer que, em sua maioria, os Evangélicos no Brasil são fundamentalistas, não por escolha ou dissidência e sim por falta de estudos sérios. E sendo assim, eles pregam pela literalidade da Bíblia, diferente do resto do mundo, que levam em conta o tempo e espaço dos acontecidos e toda sua história das traduções e cópias das cópias das cópias existentes...


                      Voltando as traduções existentes em Português – Brasil, todas têm algumas diferenças que não fogem muito da vulgata e foi essa que Martin Lutero, João Calvino e outros fizeram suas traduções para suas línguas mãe. Desta forma, fica claro que se o Umbandista ou o Espírita estudioso quer compreender um pouco da Bíblia, deve usar exclusivamente A Bíblia de Jerusalém!


                       Nela estão corrigidos erros de traduções que foram cometidos em séculos. Com aval de Católicos, Protestantes e Teólogos cientistas contemporâneos. Fica fácil dialogar com os Evangélicos em bases lógicas, dentro das circunstâncias dos diálogos e para isso é bom ter alguns livros adicionais para a empreitada, dentre eles estão os livros de Severino Celestino e José de Reis Chaves grandes conhecedores da Bíblia.


                           Para dar alguns exemplos:


                           Bíblia comum – Deus está entre vós.

                           Bíblia Jerusalém – Deus está dentro de vós.


                           Bíblia Comum – os erros dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração.

                           Bíblia de Jerusalém – os erros dos pais nos filhos na terceira e quarta geração.


                           Bíblia Comum – todas as escrituras são inspiradas por Deus e devem ser aceitas.

                           Bíblia de Jerusalém – todas as escrituras inspiradas por Deus devem ser aceitas.


                      Meus Irmãos como podem ver, foi isto o que criou as igrejas em quantidades tais, que podemos dizer que todas elas estão em decadências, como dizia Herculano Pires no livro “Agonia das Religiões” e o nosso Allan Kardec, que no futuro só teríamos a Religião Natural. Fica um alerta, para o diálogo de Jesus com a Mulher Samaritana, “dia chegará, que adoraremos Deus em Espírito e verdade” não havendo necessidade de Ir a Jerusalém ou Samaria. (isto é, não precisamos de igrejas seja ela qual for).

                        Umbandistas, vamos Estudar, vamos Pesquisar, vamos nos Espirtitualizar!

O Poder do Pensamento

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Todos nós levamos algum tempo para formarmos uma consciência em relação ao que é e como atua o pensamento. Isso aconteceu comigo, mas após começar a minha longa caminhada pela espiritualização e pela mudança interna, hoje posso falar-lhes um pouco sobre esse grande aliado.

         Os pensamentos são poderosos aliados na construção e reconstrução da reforma intima do ser humano e de seus ideais. Eles são responsáveis e podem alterar nossas emoções e atitudes, pois são forças capazes de promover a saúde, a alegria e o bem-estar, tanto para seu emissor como para seu receptor.

         Os pensamentos positivos e negativos têm dupla atuação: podem ajudar ou prejudicar a própria pessoa que os emite e aqueles a que se destinam. Por isso, faz-se de extrema importância que nos mantenhamos ligados a espiritualidade, tendo Deus como o centro de tudo. Com essa ligação, equilíbrio e um trabalho constante de transformação interior conseguimos expulsar toda a espécie de pensamentos sem valor.
         O pensamento se move com grande velocidade, ele é uma força dinâmica viva, sendo assim, através de bons pensamentos você emana energias positivas (alegria, esperança, conforto, paz, etc) para quem está perto ou longe. Ao alimentarmos outros semelhantes com este tipo de pensamento, poderemos observar e vivenciar que os mesmos são sólidos como um pedaço de açúcar-cande.

 E os maus pensamentos? Por muitas vezes não nos damos conta do prejuízo que ele nos causa. Ou seja, que nós mesmos nos causamos. Destrua sem piedade os pensamentos de medo, ódio, egoísmo e qualquer outro que seja negativo ou mórbido. Os maus pensamentos produzem fraquezas, moléstias, desarmonias, depressões e desespero. Se cultivar pensamentos positivos, os negativos morrerão de inanição. Tente isso e sinta que a força dos pensamentos puros lhe proporcionará uma nova e melhor vida, pois eles produzem uma enorme influência na mente.
Mesmo sabendo que cada indivíduo possui uma diferente capacidade mental, intelectual e física para realizar coisas, vale a pena alimentar pensamentos elevados, desta forma você enobrecerá seu caráter, seu espírito e sua vida. Não desperdice suas energias com mexericos e conversa fiada, ela se perde no cultivo de pensamentos inúteis. Conserve sua energia mental para sua transformação ou reconstrução interior, para meditar e para prestar serviços a humanidade. Os pensamentos inúteis impedem seu desenvolvimento e crescimento espiritual.

Pensamentos bons e úteis religam você a Deus e são os degraus no crescimento e no progresso espiritual. Não esqueça! Os semelhantes se atraem mutuamente, com pensamentos maus, atrairá todo o tipo de maus pensamentos dos outros. Mantenha-se em harmonia com a espiritualidade e com o seu interior, pois os seus pensamentos fazem diferença no astral, na sua vida e na vida do seu próximo.

Com maus pensamentos você polui o mundo e com pensamentos elevados você revigora o Universo. A força Suprema agradece.


         Agradeço a Deus e a espiritualidade por ter alguém como o meu esposo ao meu lado, que me proporciona elementos para uma conscientização, que me leva a construção e ao reconhecimento de novos pensamentos.

         Esse é o poder do amor em suas várias formas. Na forma Universal.

          
         Por: Monica Nel 

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

O Porquê do Desenvolvimento Mediúnico



A mediunidade é vista por muitos como um grande fantasma, algo que deve ser tratado e retirado da vida de uma pessoa já que ela é responsável por prováveis malefícios na sua vida. Já por outros é vista como um carma, algo pesado que se tem para carregar. Outros ainda consideram-na como um dom que nos torna muito especiais. Mas será que realmente ela é prejudicial, um fardo ou algo exclusivo?

Segundo ensinamentos espirituais, 30% das pessoas já nascem portadoras de faculdades mediúnicas plenamente desenvolvidas, sejam elas conquistadas noutras vidas ou no tempo em que estiveram no astral.

Isso acontece por a mediunidade ser uma das mais poderosas ferramentas para o desenvolvimento consciencial e espiritual do ser humano.

Independentemente da crença religiosa de cada um, é notório que quase todas (para não dizer todas) as filosofias espirituais e religiosas vieram por inspiração ou pelo ensinamento de seres espirituais considerados de alto grau ou luminosidade e que as mesmas serviram como regra ou padrão para um desenvolvimento equilibrado e natural da humanidade. Claro que temos que levar em conta a cultura local e a época em que foram passadas tais orientações.

A humanidade evoluiu e, conseqüentemente, as religiões e a espiritualidade como um todo, adaptando-se aos novos meios e aos novos tempos, sem nunca deixarem de ser o que são: vias de desenvolvimento humano.

Vimos também em relatos históricos que a queda de antigas civilizações se deu ao facto do afastamento progressivo da sua sociedade das condutas religiosas, espirituais e éticas propagadas pelas mesmas, pois estas serviam para manter uma estabilidade e um equilíbrio no seu meio.

Sabemos que alguns vão dizer que alguns conceitos ficaram ultrapassados e ilógicos. Vamos ter que concordar. Afinal de contas, tudo evolui. Mas também sabemos que alguns deles sempre estiveram, estão e estarão corretos por serem verdades irrefutáveis.

Não vamos aqui falar de conceitos religiosos verdadeiros ou falsos, mesmo porque cada religião e sociedade têm os seus próprios meios de os ver, interpretar e entender e não somos nós que iremos armar-nos em donos da verdade.

“É tolo aquele que deseja uma prova do que não pode perceber;
E é estúpido aquele que tenta fazê-lo acreditar.” 

William Blake

Mas quando nos afastamos de Deus e dos seus valores eternos e internos, passamos a criar desequilíbrios pessoais e interiores. Isso é um fato e se isso acontece em larga escala, com certeza criaremos também problemas sociais.

E o que isso tem a ver com mediunidade?
 Tudo – respondemos nós.

Acreditamos que muitos já devam ter ouvido falar de um “tal” de desequilíbrio mediúnico que leva tantas pessoas a sofrer. Mas será mesmo que a mediunidade se desequilibra?

De forma nenhuma – respondemos nós – pois a mediunidade é um sentido, uma capacidade natural do ser humano de se conectar com o invisível ou, se os mais cépticos preferirem, com o abstracto. Porém, se não fosse pela nossa condição mediúnica, inerente a todo o ser humano, não seríamos capazes de realizar uma única oração que fosse. Ou não é verdade que o acto de rezar é uma forma de se comunicar com planos espirituais ou invisíveis?

E sentido é algo que não se desequilibra, mas pode dar “defeito” ou ser mal utilizado, por exemplo: uma pessoa que só vê maldade em tudo, é a sua visão que está em desequilíbrio ou é um desequilíbrio da sua personalidade (maldosa)? Diferente de uma pessoa que passa a ter problemas de visão ou fica cega pois deixa de ver com nitidez ou mesmo de todo, certo?

Pois bem, por acreditar que quem desequilibra a sua condição mediúnica é o próprio médium, através dos seus próprios comportamentos psíquicos, emocionais e sociais (independentemente dos motivos que o levaram a isso), achamos que um reencontro desse mesmo médium com Deus, através de uma religião, é capaz de equilibrá-lo novamente. O ensino de Deus, das Suas divindades e dos valores morais ligados a Ele e a ela (religião), não só o ajuda na sua transformação interior como também no seu fortalecimento e equilíbrio enquanto indivíduo. A isso também chamamos de desenvolvimento mediúnico, pois o acto de desenvolver a mediunidade não pode ficar apenas no exercício e no treino mediúnico. É preciso antes ensinar, pois se não houver um entendimento da mesma não irá ter o resultado almejado, que é o bem-estar do indivíduo. Por isso é tão comum um médium ir um templo umbandista e escutar da entidade “ filho, o seu problema é mediunidade e você precisa desenvolvê-la para melhorar”, porque um desenvolvimento mediúnico bem orientado ajuda a desenvolver a consciência de que é preciso também uma transformação interior que o ligará novamente a Deus, Suas Divindades e Seus princípios Divinos que o fortalecerão e o equilibrarão.

Claro que sabemos que uma atividade mediúnica fora de controlo, seja numa criança, num jovem ou mesmo num adulto, torna o ser muito mais sensível aos problemas do meio, deixando-o triste e perturbado psicologicamente, desinteressado pela vida, criando vários bloqueios e problemas físicos, psíquicos, materiais, profissionais, sentimentais, etc., que precisam ser orientados e cuidados.

Por isso a Umbanda utiliza o recurso mediúnico de incorporação para o equilíbrio e fortalecimento interior dos seus médiuns que, através dos seus Guias, passam a fortalecer-se, a aprender e, com o tempo, através deles e das suas bases, orientar os consulentes que comparecem nas suas sessões religiosas ou giras em busca de força, saúde, equilíbrio e felicidade para as suas vidas.

           Por: Santiago Jr.

Pertences dos entes queridos.


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Quando nossos entes queridos “morrem”, será que há um tempo certo para se desfazer de seus pertences.
– Luiz, acho falta de respeito, ninguém vira santo de um dia para outro e o espírito, quando deixa o corpo fisico, busca, junto a ele, os apegos, as lembranças, as saudades. Não é justo o que fazem muitas pessoas: julgando ajudar, iniciam o inventário do “morto”; dão o chinelo para o fulano, o cobertor que ele tanto gostava para outro; enfim, vão-se desfazendo de tudo o que era dele. Alguém já parou para pensar o que se passa na cabeça e no coração do recém-desencarnado? Não basta a separação do corpo fisico e ainda a família o deserda?
– Então deve a família guardar tudo o que foi do desencarnado?
– Não, Luiz, não é guardar, mas conservá-los por uns seis meses, para depois começar a distribuí-los. Devemos lembrar que poucos desencarnados, ao deixarem o corpo fisico, sentem-se felizes e libertos. A grande maioria desencarna mal e leva para o mundo espiritual as lembranças e as saudades das suas coisas. Por que não dar um tempo para distribuir os seus pertences? Com esse gesto repentino de caridade, a família não salvará aquele que partiu, ao contrário, irá fazê-lo sofrer. Vemos viúvas desesperadas no cemitério, mas na mesma noite do enterro reviram os pertences do marido em busca de documentos com receio de não receberem a pensão. Abrem gavetas, mexem em pastas, sem qualquer respeito, só em busca do seguro, da poupança, enfim, mais preocupadas em não ficar na miséria.

– Mas em nosso país, se a família não abrir os olhos, a viúva fica até sem receber a pensão do marido!
-Não creio que no Brasil a família não possa esperar alguns dias para buscar os seus direitos. Tem de ser logo após o enterro? Acho que não. Isso, Luiz, é muito triste. O desencarnado, doente no mundo espiritual, necessitado de conforto, tamanha a saudade no seu coração, continua com seu perispírito muito ligado àqueles que conviveram com ele durante anos. O que não é justo é o desrespeito àquele que mudou de plano. Portanto, não é certo o que muitos vêm fazendo.
– Irmão, mas em muitas Casas Espíritas existem orientadores que mandam a família doar tudo, para a melhoria espiritual do desencarnado.
– Seria muito fácil se a família encarnada, quando tivesse um filho no erro, fosse aconselhada a doar tudo dele para receber a graça de vê-lo regenerado. Não, Luiz, não é assim. Para ajudar alguém que partiu, temos de buscar os abandonados da sociedade – os chamados pobres – e começar a nos preocupar com eles. E uma transformação lenta. Não é a doação de objetos que foram deixados que vai tornar caridosa a alma de quem fica. Os que assim pensam já demonstram falta de amor ao próximo. Muitas vezes esse doar prematuro traduz o desejo da família em mudar a decoração. Já vimos viúvas se desfazendo de tudo, desde as gravatas até as coleções do marido, consideradas como rivais. Esta irmã o estava ajudando? Claro que não. Estava, sim, levando-o ao desespero.
– Complicado, irmão. Muito complicado.
-Não, Luiz, complicada é a alma humana, porque tem apego às coisas da matéria.

Trecho do livro Na Hora do Adeus – pelo espirito Luiz Sérgio – psicografia de Irene Pacheco Machado (vale a pena ler).

Mediunidade de Ogã


Ser Ogã é muito mais do que ser aquela pessoa no fundo do Terreiro, tocando músicas bonitas para as entidades, médiuns e assistentes.

Ser Ogã é participar de forma efetiva e consciente nos trabalhos. Isso exige conhecimento, concentração, responsabilidade e mediunidade. Sim, mediunidade. O Ogã também é médium, sabia? É o médium responsável pelo canto, pelo toque, pela sustentação e equilíbrio harmônico dos rituais. Diferente do que muita gente pensa, um Ogã pode incorporar, porém a sua mediunidade manifesta-se normalmente de forma diferente do restante do corpo mediúnico. Manifesta principalmente através da sua intuição, das suas mãos, braços e cordas vocais onde os Guias responsáveis pelo toque e pelos cantos imantam os seus médiuns, tal como fazem os demais, e comandam todo setor da curimba. Esses mestres da música atuam ativamente, mas de forma pouco perceptível à grande maioria dentro do ritual de Umbanda e, muitas vezes, são poucos lembrados ou sequer é conhecida a sua existência. Mas não é verdade que todos os Guias da casa saúdam “os atabaques” quando incorporados nos seus médiuns? Na realidade, eles estão saudando seus “colegas anônimos” de trabalho, a magia e força lá assentada e que se manifesta através dos seus médiuns (Ogãs) que os representam junto ao atabaque.

Porém, às vezes, essa atuação “passiva” desses guardiões do mistério do som torna-se “ativa” e acontece uma espécie de “incorporação”: o Ogã toca um ponto ou um toque por ele até então desconhecido e depois esquece-o. Isto deve-se ao fato de todos os Ogãs trabalharem de forma ativa e mediúnica em parceria com esses mentores, profundos conhecedores dos mistérios do som ou da música.

Os atabaques, quando devidamente consagrados e ativados pelos Ogãs, são verdadeiros instrumentos de auxílio espiritual, pois são capazes de canalizar, concentrar e irradiar energias que tanto podem ser movimentadas pelo próprio Ogã como pelas entidades de trabalho para os mais diversos fins.

Salve a Coroa dos Ogãs da Umbanda.

Umbanda é puro amor!

Frutas e Flores dos Orixás na Umbanda

Quase nunca ouvimos falar das frutas e flores de cada orixá, somente das ervas. No entanto eles tem uma variedade enorme delas e no caso de uma oferenda simples de agradecimento ou pedido, podemos utilizá-las sem receio algum.
Contudo cada Orixá tem a sua preferência, pois, assim como as ervas são importantes para a liturgia e rituais da Umbanda, as frutas e flores também o são, sendo escolhido o seu uso conforme o Orixá a quem se está oferecendo-as. Citamos com exemplo:
Assim como as ervas são importantes para a liturgia e rituais da Umbanda, as frutas também o são, sendo escolhido o seu uso conforme o Orixá a quem se está oferecendo-as.
Frutas Utilizadas na Umbanda296104_270527786424158_1222498564_n
  •  Oxalá – Uva verde, pêra, maçã, damasco, melão, figo. polpa de coco, pêssego branco, nozes, castanhas e amêndoas
  • Iemanjá – Melância, melão,sapoti, nêspera, mangaba, jenipapo, uvas brancas, uva Juliana, pêra.
  • Iansã – maçã vermelha, tangerina, laranja-bahia, uva rosa, pitanga, cereja.
  • Oxum – pêssego amarelo, maçã verde, melão gaucho amarelo, damasco, nêspera, ponkan
  • Cosme e Damião – Goiaba, pitanga, groselha, cereja, jabuticaba, grumixama, amora
  • Oxossi – Coco, cana de açúcar, abacaxi, laranja, limão, camboatá, caju, acerola, sapucaia, cacau, mangaba, butiá, nêspera (ameixa branca), frutinhas de mato (abiu, bacaba, bacuri, murici, pequi, etc).
  • Ogum – Banana, ameixa, uva rosê, maçã, graviola, abacate, pitomba, ciriguela, lima da pérsia, marmelo
  • Obaluaiê – Jaca, cajá, carambola, fruta-pão, morango, amora, mamão, romã, maracujá, uva preta, jabuticaba, figo preto, cereja preta.
  • Xangô – Marmelo, melão, caqui, fruta-de-conde, maracujá, manga, mamão, melancia, abiu, abricó, morango, cacau, goiaba
  • Exu – Pitanga. Banana d’água, amora, manga, laranja azeda, caju, jaca, pomelo.
  • Pomba-Gira – Figo
  • Almas – Jaca, abacaxi, cajá – manga, manga, carambola, fruta-pão, morango
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Flores Utilizadas na Umbanda
Os banhos com flores são chamados de banhos de proteção e não devem ser fervidos, apenas as pétalas são colocadas em um recipiente e a água fervente é despejada por sobre elas. Toma-se do pescoço para baixo quando atingir a temperatura ambiente. As pétalas restantes são recolhidas e atiradas na terra para que retornem ao seu ambiente natural. Recomenda-se acender uma vela para o orixá antes do ritual e os pedidos são feitos enquanto a água escorre pelo corpo.
  • Oxalá – Lírio branco, copo de leite, Girassol, Angélica e flores brancas em geral.
  • Oxóssi – Antúrio, Samambaia, folhagens e flores em geral.
  • Oxum – Rosas amarelas, Rosas Cor de Rosa, Lírios em geral.
  • Iemanjá – Rosas brancas, Margaridas, Palmas brancas, Angélica.     
  • Iansã – Rosas champanhe, Gérbera coral, Crisântemos amarelos e todas as flores amarelas.
  • Xangô – Cravos rajados, Monsenhor amarelo, Espirradeira.
  • Ogum – Cravos vermelhos, Palmas vermelhas e Palmas branca, Crista-de-galo, Açucena rajada.
    Nanã – Verbena, Flores do campo, Dálias, Manacá, Crisântemos.
  • Ibeji – Onze horas.
  • Obaluaiê – Cravos brancos, Crisântemos branco, Quaresmeira, Agapanto roxo
  • Exu – Cravos vermelhos

O Conhecimento de Si – O Eu Interior



          Por mais difícil que seja para nós acreditarmos nisto o estado de paz, harmonia e felicidade que tanto buscamos já se encontram dentro de nós.

         Então, por que nos sentimos muitas vezes tão fracos, inseguros e infelizes? Certamente porque, em nossa trajetória de vida, nunca nos ensinaram a olhar para dentro.

         Sempre fomos orientados a buscar as saídas no mundo exterior, e que era através da razão e do conhecimento que nos tornaríamos sábios.

         Agora precisamos desfazer esta idéia. Descobrir o nosso “Eu Interior” e ter contato com ele, não é fácil, pois estamos sempre à espera de provas concreta, para embarcar em uma nova direção. Mas precisamos aceitar que estas provas não virão de nenhum lugar a não ser de uma dimensão ainda oculta para muitos.

         A partir do momento em que observar nosso próprio mundo interior se torna algo natural, e a consciência acerca dos pensamentos e dos sentimentos que nos dominam se estabelece,  mais familiarizados nos sentiremos com este desconhecido que habita em nós. 

         Esta descoberta pelo conhecimento de si mesmo é muito importante, pois é a chave do progresso individual, mas às vezes julgamos a nós mesmos na ilusão do amor-próprio para atenuar as faltas e torná-las desculpáveis.

         Quando estiver indeciso sobre o valor de uma de suas ações, coloque-se a pensar como qualificaria a mesma se praticada por outra pessoa.  Busque sempre a sua consciência, pois acredito na capacidade que cada indivíduo tem realmente de melhorar e extirpar de si todo o mal, arrancando as ervas daninhas de seu jardim. Se possível ao final de cada dia faça um balanço no seu dia moral, avaliando as perdas e lucros. Se puder dizer através deste balanço que o seu dia foi bom, poderá dormir em paz e aguardar sem receio um novo despertar.

         Orai e vigiai, pois muitas faltas que cometemos nos passam despercebidas. Se interrogássemos mais a nossa consciência, veríamos quantas vezes falimos sem que suspeitássemos. Então após a sua oração noturna diga:  Deus... sou-Lhe muito grata (o)  por abrir meus caminhos e portas, conforme a minha condição de entender as lições que a vida esta a me ensinar. 

Após conectar-se a Deus e descobrir a cada dia que é capaz de mudar interiormente e harmonizar as situações exteriores, lembre-se que ao descobrir o significado do verdadeiro amor e o que ele engloba, faz-se necessário...

              Ensaiar um sorriso e oferecer a que não teve nenhum.
              Agarrar um raio de sol e desprendê-lo onde houver noite.
              Descobrir uma nascente e nela limpar quem vive na lama.
              Toma uma lágrima e posá-la em quem nunca chorou.
              Ganhar coragem e dá-la a quem não sabe lutar.
              Inventar a vida e contá-la a quem nada compreende.
              Enche-te de esperança e vive a sua luz.
                                                                                     (Gandhi)