segunda-feira, 3 de outubro de 2016


Queixas-te constantemente da interferência malévola de espíritos em tua vida.
Acusa-os mesmo de desviarem todo o bem que planejaste, atirando-te a sofrimentos indesejáveis injustamente.
Julgas que muitas vezes a ação deles está subordinada ao desejo de outrem contra ti, alguém que não deseja a tua vitória em diversos setores da existência.
Culpas a inveja como o principal vetor de atuação de teus desafetos, interpondo-se, através da influência desses espíritos, entre ti e a felicidade almejada.
Afirmas que nadas exaustivamente ao encontro de teus anseios para posteriormente morreres na praia onde se encontram, sem, no entanto, alcançá-los.
Pensas que tudo acontece subordinado ao desejo desequilibrado das criaturas, sem obedecer a uma harmonia imperecível, regida pela ação incontestável da lei de causa e efeito.
Talvez para tua surpresa, tudo que te sucede é eco daquilo que já praticaste. O momento atual é a sagrada chance de efetivar a necessária transformação,  mas costumas negligenciar todas as oportunidades e, assim, vais fortalecendo os elos de sintonia que permitem a esses espíritos o acesso autorizado para intervenção em tua vida.
A vida responde aquilo que lhe enviamos.
Com a mesma força com que avançaste outrora rumo ao desequilíbrio e ao mal, rompe hoje as barreiras da insensatez e atira-te ao bem, à caridade e ao amor, cultivando uma sintonia efetivamente melhor, que garantirá a intercessão dos espíritos benévolos, os quais, em laços de afinidade contigo, irão refletir junto a ti a luz que iluminará a tua nova trajetória.
Tua vida é o que dela escolheres fazer, fortalecido pela presença dos espíritos que sintonizam contigo, estabelecendo o bem ou o mal de acordo com o teu entendimento.
Cada vez que fores decidir algo, lembra-te de que nesse exato momento terás contigo os amigos diletos de tua exclusiva escolha e, pensando no bem, associa-te aos servidores do Cristo.


Do livro: A Conquista da Felicidade (Eulália Bueno - Esp. Maria do Rosário Del Pilar)


Se julgares que a vida é roteiro escrito que te foi imposto para executar, estás muito distante de avaliar a grandiosidade de Deus.
És o autor do próprio destino e tens a honra de esculpi-lo a cada instante, com os tons do aprendizado, renovado em cada oportunidade bem aproveitada.
Não creias que te baste permitir ser arrastado pelos vagalhões do determinismo em dias sem graça que nada pedem de ti.
Talvez fosse mais conveniente que a vida assim seguisse sem cobrar  nenhum empenho de tua parte, pois jamais sofrerias qualquer tipo de incômodo da consciência ante os atos praticados.
Mas não é assim que acontece. És chamado constantemente a atuar, porque a vida é dada por fazer e cada um terá a chance, sempre renovada, de mudar, de reescrever, esculpindo sonhos, desejos e elaborando estradas novas para realizá-los.
Para que possas compreender o verdadeiro sentido da existência, é necessário que saias da periferia da materialidade e adentres corajosamente o cerne do teu ser, a fim de descobrires quem realmente és, assim como o que te falta completar como alma, para atingires a iluminação interior.
Transitar pela reencarnação é apenas uma etapa da vida, que vai muito além de tudo que tocas e que espera para ser vivida de forma mais ampla e consciente.
Não deves deixar passar as oportunidade sem ter certeza de que extraíste delas tudo que podias, como o engenheiro explora o terreno que lhe parece pequeno e, depois da exatidão das medidas, consegue erguer uma majestosa construção.
Assim é a tua vida. Muitas vezes pode parecer mirrada e sem espaço para abrigar os teus objetivos, mas basta apenas que a olhes atentamente para descobrir que ela pode oferecer muito mais do que buscas agora e, no futuro, te orgulhares de ter sido o artífice da beleza da existência.
Há, sim, uma fatalidade que te persegue. A de evoluir sempre até te tornar a própria luz.


Do livro: A Conquista da Felicidade
              (Eulália Bueno - Esp. Maria do Rosário Del Pilar)



Procura entender que assim como você, todas as criaturas arrastam consigo problemas de difícil solução, por isso não se coloque em posição de relevância, achando que todos devem fazer concessões a favor do seu contentamento.

Quantas vezes apontas ao outro deficiências que te saltam aos olhos exatamente porque as tem dentro de você?

No entanto, no seu próximo não as perdoa, enquanto que dentro de você praticamente as ignoras, buscando por todos os meios desculpar-se pelo que fazes.

Recorda a cada instante o incomparável valor dos dias sobre a Terra e não julgues que eles sejam suficientes para empreenderes as mudanças necessárias que adias indefinidamente.

Se não fizeres nada a partir de agora, quando se deres conta já pode ser tarde demais para procederes às alterações morais pelas quais, principalmente, reiniciaste essa trajetória.

Embora tenhas dificuldade de acreditar, tudo é mais fácil de ser superado enquanto caminhas na Terra sob a benção do esquecimento que proporciona infindáveis oportunidades para aprenderes a amar servindo ao bem.


Não postergues para amanhã o que está sendo oferecido hoje, pois pela força das circunstâncias um de vocês pode partir a qualquer momento e amanhã já pode ser tarde demais.

Nunca esqueças que, embora o suceder das vidas seja uma realidade inegável, cada uma delas é única no que pode oferecer, e que acima de tudo precisas se conscientizar de que é necessário estar sempre oferecendo o melhor aos outros, o que nada mais representa do que o melhor para si mesmo.

Enquanto estás a caminho, ora e persevera para que não necessites retornar a fim de refazer o percurso e recuperar o tempo que desperdiçaste.

Do livro: A Conquista da Felicidade (Eulália Bueno)


``Sede, portanto, perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito´´. 
Com tais palavras, Jesus esclarece qual é a nossa missão de vida: a busca da perfeição. Quando o Mestre afirma para sermos perfeitos, está implícita a ideia de que nós ainda não chegamos a tal estágio. Talvez isso seja óbvio demais para muitos. No entanto, creio que a maioria de nós se acha um tanto acomodada consigo mesma, desinteressada em seu próprio aprimoramento.
A busca da perfeição se confunde com a busca da própria felicidade. Quanto mais virtudes a pessoa adquirir, mais próxima da felicidade ela estará. Quanto mais imperfeições acumular, mais distante da felicidade ela ficará e, portanto, maior soma de problemas terá de enfrentar.
Distanciar-se do sofrimento implica burilamento de si mesmo. O diamante é uma pedra preciosa que precisou ser lapidada. Nós também somos pedras preciosas criadas por Deus, e também precisamos lapidar nossos conhecimentos e sentimentos.
Daí por que Jesus pede que busquemos a perfeição, que é o processo de lapidação do ser divino que habita em nós, eliminando as sujeiras do orgulho, removendo os cascalhos do egoísmo e limpando os detritos da mágoa, da inveja e da sensação de ser vítima do mundo. Quanto mais lapidados, mais nos aproximaremos da nossa essência, que é luz da emanação de Deus. Este é o caminho da felicidade: aprimoramento íntimo, descoberta das riquezas interiores e expansão da nossa luz interior.
O primeiro passo para o nosso aprimoramento é eliminar o orgulho, que muitas vezes nos ilude com a ideia de que já sabemos tudo e que não há nada mais a aprender. Geralmente, age assim quem já conquistou algo em sua vida, alcançou algumas vitórias e acredita que nada mais lhe resta para conhecer e melhorar. O momento mais crítico de uma empresa é quando ela chega ao sucesso. O instante mais perigoso de um relacionamento é quando um dos envolvidos acredita que já conquistou o outro. Quem acredita estar no topo de uma situação, geralmente, não enxerga os buracos bem rentes aos seus pés. O ditado de Sócrates continua de extrema valia: Só sei que nada sei.
Nosso aprimoramento deve se abrir em duas frentes: intelectual e emocional. Precisamos desenvolver a razão e o sentimento. É claro que, nesta balança de razão e sentimento, a humanidade vem pendendo mais para o lado da razão do que para o do sentimento. Crescemos consideravelmente no terreno da razão, mas ainda somos crianças no campo dos sentimentos e emoções. Não adianta ao homem conhecer como se chega à Lua, se ele ainda não sabe como chegar ao próprio coração.
No ponto de vista intelectual, temos de admitir que o conhecimento cresce e se multiplica numa velocidade espantosa. 
No campo das emoções, ocorre o mesmo fenômeno. Não basta termos boa inteligência racional, se nossas emoções estão desequilibradas, resultantes de um egoísmo desenfreado que nos torna agressivos, intolerantes, individualistas e sem nenhum respeito para com o próximo. A ausência de emoções e sentimentos nobres e sadios colocará em risco não apenas a nossa carreira profissional, mas, também, todos os nossos relacionamentos, pois quem há de suportar viver ao lado de uma pessoa de péssimo gênio?
A psicologia moderna ratifica os ensinamentos de Jesus. Quando o Mestre nos diz para não revidarmos uma agressão e perdoarmos aos que nos ofendem, Ele está nos ensinando a controlar os nossos instintos, porque isso nos fará muito melhores do que o ato de vingança.
Quando Jesus pede para nos sensibilizarmos com a dor do próximo, prestando o socorro que nos for possível, Ele está nos ensinando a ter compaixão, porque isto nos fará muito melhores do que viver na indiferença do egoísmo. Precisamos nos convencer de que estamos vivendo esta experiência na Terra para buscarmos a perfeição de que o Evangelho nos fala. 
É certo que esta perfeição não se alcança da noite para o dia. É preciso termos compaixão de nós mesmos para entendermos que nossas imperfeições não serão superadas de uma hora para a outra, mas, sim, à custa de um trabalho interior perseverante e sem data para terminar. Não tenhamos pressa de atingir a perfeição, mas também não caminhemos tão devagar, que o sofrimento tenha que vir, para nos fazer andar mais depressa.


Do livro: Alguém Me Tocou (José Carlos De Lucca)


Ter esse conjunto poderoso de várias ervas espanta qualquer energia menos boa.

Arruda, comigo-ninguém-pode, pimenta, alecrim, manjericão, espada-de-são-jorge e guiné são as plantas que compõem o vaso. 

Um ótimo local para colocar o vaso de sete ervas, é perto da porta de entrada, pelo lado de fora da casa ou empresa. 

O vaso de sete ervas irá segurar e repelir todas as energias negativas que iriam para o ambiente.

A pessoa, ao ver o vaso de sete ervas, irá desviar momentaneamente sua atenção da porta principal para o vaso. Isso fará com que as energias negativas fiquem presas às plantas. 

Teremos o mesmo efeito, se for colocado uma bela e viçosa planta ou um vaso de flores próximo à porta de entrada, principalmente de cores bem vermelhas.

PROPRIEDADES DAS SETE ERVAS E PARA QUE SERVEM
Arruda: é umas das ervas mais poderosas para combater inveja e olho-gordo. A arruda já era conhecida e usada na antiga Grécia e Roma. Foi popularizada no Brasil pelas escravas na época da colonização. Quando colocada num ambiente, além de proteger, emite vibrações de prosperidade e entusiasmo. Podemos ter sempre um galho de arruda junto ao corpo para reter as energias negativas.

Guiné: em um ambiente tem o poder de criar um "campo de força" de proteção, bloqueando as energias negativas e emitindo vibrações otimistas. Atrai sorte e felicidade. Cria uma energia de bem-estar nos ambientes.

Alecrim: é uma erva que tonifica as pessoas e os ambientes. É considerado também um poderoso estimulante natural, favorecendo as atividades mentais, estudos e trabalho. Favorece e fortifica o ânimo e vitalidade das pessoas. Agindo em conjunto com arruda, "segura" as energias de inveja, mau-olhado e fofocas.

Comigo-ninguém-pode: o nome da erva já diz tudo. Afasta e quebra todas as energias negativas dos ambientes. Em uso conjunto com espada de São Jorge quebra feitiços, magia e mau-olhado. Além deste super poderes é uma planta muito bonita para qualquer ambiente.

Espada de São Jorge: por causa de suas folhas pontiagudas é facilmente associada ao poder de cortar as energias negativas, a inveja, olho-gordo, magia, etc. Alguns dizem que espanta os maus espíritos. Ao cortar as energias negativas, a erva atrai coragem e prosperidade.

Manjericão: Além do delicioso sabor que passa como tempero da cozinha italiana, o manjericão, quando exposto num ambiente, tem a propriedade de acalmar e trazer paz de espírito a todos. Ao acalmar as tensões, afastamos os pensamentos negativos e nuvens negras.

Pimenteira: esta planta combate as energias pesadas e ariscas. É uma planta de vibração estimulante, afrodisíaca, tonificante e atrai boas energias para o amor.



Autor Franco Guizzetti



Inicialmente, é importante entender, que não devemos nos prender demais ao conceito de carma (karma, em sanscrito).
Quando se usa o termo carma, há uma conotação de fatalidade, enquanto que a Doutrina enfatiza a possibilidade de minimizar ou até eliminar as ocorrências de sofrimento, mediante uma ação positiva no bem.
Carma, meus irmãos, ao invés de ser um castigo como muitos pensam, é sinônimo de reequilíbrio.
E a vida material é a maravilhosa e insubstituível escola que possibilita que aprendamos e tomemos consciência das nossas atitudes erradas nesta e em vidas pretéritas.
Mas como é que o carma aparece? Do nada? Em um passe de mágica? Não! O Princípio do Livre Arbítrio dá ao homem o direito de escolher seus caminhos, de ser o autor de sua história, o construtor do seu destino. Entretanto, o Princípio de Causa e Efeito, Plantação e Colheita, torna o homem refém de seus atos, das suas escolhas.
Nós construímos nosso carma, no exercício do nosso livre arbítrio, na escolha de nossas opções. E optar, não é o que sempre estamos fazendo? Ajudo ou prejudico?
Cuido da minha saúde ou me vicio em drogas? Sou amigo ou inimigo? Prego a paz ou fico criando intrigas? Elogio ou critico? Trabalho ou fico ocioso? Construo ou quebro? São as nossas escolhas! Nossas decisões!
Nós, meus queridos irmãos, somos os únicos responsáveis pela escolha do nosso caminho. O problema, é que, após a escolha, temos que trilhar pelo caminho escolhido!
Útil, não é necessariamente aquele que quando está na erraticidade, solicita reencarnar como um deficiente, para purgar atitudes equivocadas. Muito mais importante é aquele que procura, quando está encarnado, adquirir condições para, na próxima vez, reencarnar perfeito, para auxiliar, construtivamente, os seus irmãos.
A expiação, muitas vezes, por conta de uma visão distorcida, soa como castigo divino. Mas, nós, espíritas, sabemos e devemos demonstrar pelo exemplo, que as deformidades físicas não estão punindo, mas eliminando as deformidades perispirituais, que causamos anteriormente.
Podemos atenuar, ou mesmo eliminar, as situações cármicas? Sim, por atos de amor.
Cabe a nós demonstrarmos “que o amor cobre uma multidão de pecados”. As pessoas quando enfrentam uma situação difícil, seja ela física, financeira ou psicológica e que não sabem, não conseguem, nem desejam modificá-la, enfrentando-a, costumam dizer:
– Não posso mudar. É meu carma. Eu sou assim! É a anestesia da consciência! É o famoso complexo de Gabriela! Sabem aquela música? Eu nasci assim, eu cresci assim, eu vivi assim... E com isso, tenta esquecer que a sua obrigação é mudar! É progredir!
Dentro desta verdade divina, não existe o perdão de Deus, pois recebemos segundo o que obrarmos, ou seja, segundo o que fizermos. Deus não nos criou para nos punir! Deus é amor... e o Carma não é punição Divina: é conseqüência retificadora.
Considerando que a Lei de Causa e Efeito, é uma Lei Divina, e que as Leis Divinas foram escritas por Deus, conclui-se que: “Na natureza não há prêmios ou castigos. Há conseqüências”!
A falsa noção de carma inflexível, nos conduz a dois grandes erros. Um é que o Espiritismo, prega ou endossa a necessidade da dor; isto não é verdade.
A dor só seria uma necessidade, se o Espiritismo pregasse que todos deveríamos ser um grupo de masoquistas! O que a Doutrina dos Espíritos demonstra com clareza, é a utilidade da dor, quando persistimos no egoísmo, no orgulho, na vaidade e demais defeitos lesivos à comunhão de solidariedade com os semelhantes. A dor não é uma criação divina. A dor é criação de quem sofre!
O outro erro é a crença de que a Doutrina Espírita, aconselha o conformismo diante da “má sorte”; isto também não é correto; o que ela ensina é a resignação, atitude bastante diferente, adequada para nos fazer aceitar sem desespero aquilo que não podemos mudar.
Compreendamos, o carma como espécie de conta corrente das ações que praticamos no Banco deste mundo, onde há séculos caminhamos endividados, cadastrados no SPC da vida, pela constante emissão de cheques sem os necessários fundos de bondade, caridade, amor, etc... Resgatemos nosso débito, limpemos o nosso nome no SPC, emitindo cheques com a devida provisão de fundos e isso é possível, através da prestação de serviços de caridade ao próximo, e estejamos convencidos de que, dessa forma, tanto economizaremos lágrimas, como conquistaremos um bom saldo de felicidade!
“Aquele que muito amou foi perdoado, não aquele que muito sofreu.” O amor é que cobriu, isto é, resgatou a multidão de pecados, não a punição ou o castigo.
Transformar ações, amando, é alterar nosso carma para melhor, atraindo pessoas e situações harmoniosas para junto da gente. É, em última instância, a nossa indispensável e indelegável reforma íntima!
Nós decidimos, nós plantamos e nós colhemos!
Nossa vida é simplesmente o reflexo das nossas ações. Se queremos mais amor no mundo, criemos mais amor no nosso coração.
Se queremos mais tolerância das pessoas, sejamos mais tolerantes.
Se queremos mais alegria no mundo, sejamos mais alegres.
Nossa vida não é uma sucessão de coincidências, de acasos, nossa vida é a simples conseqüência de nós mesmos!!!

Agnaldo Cardoso(Revista Cristã de Espiritismo)

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Dia 30 de Setembro - Dia de Xangô - Salve São Jerônimo



Nasceu na Dalmacia (Iugoslávia) no ano 342. São Jerônimo cujo nome significa "que tem um nome sagrado", consagrou toda sua vida ao estudo das Sagradas Escrituras e é considerado um dos melhores, se não o melhor, neste ofício.

Em Roma estudou latim sob a direção do mais famoso professor de seu tempo, Donato, que era pagão. O santo chegou a ser um grande latinista e muito bom conhecedor do grego e de outros idiomas, mas muito pouco conhecedor dos livros espirituais e religiosos. Passava horas e dias lendo e aprendendo de cor aos grandes autores latinos, Cicero, Virgilio, Horácio e Tácito, e aos autores gregos: Homero, e Platão, mas quase nunca dedicava tempo à leitura espiritual.

Jerônimo se dispôs ir ao deserto a fazer penitência por seus pecados (especialmente por sua sensualidade que era muito forte, por seu terrível mau gênio e seu grande orgulho). Mas lá embora rezava muito, jejuava, e passava noites sem dormir, não conseguiu a paz, descobrindo que sua missão não era viver na solidão.

De volta à cidade, os bispos da Itália junto com o Papa nomearam como Secretário a Santo Ambrósio, mas este adoeceu, e decidiu nomear a São Jerônimo, cargo que desempenhou com muita eficiência e sabedoria. Vendo seus extraordinários dotes e conhecimentos, o Papa São Dâmaso o nomeou como seu secretário, encarregado de redigir as cartas que o Pontífice enviava, e logo o designou para fazer a tradução da Bíblia. As traduções da Bíblia que existiam nesse tempo tinham muitas imperfeições de linguagem e várias imprecisões ou traduções não muito exatas. Jerônimo, que escrevia com grande elegância o latim, traduziu a este idioma toda a Bíblia, e essa tradução chamada "Vulgata" (ou tradução feita para o povo ou vulgo) foi a Bíblia oficial para a Igreja Católica durante 15 séculos.

Ao redor dos 40 anos, Jerônimo foi ordenado sacerdote. Mas seus altos cargos em Roma e a dureza com a qual corrigia certos defeitos da alta classe social lhe trouxeram invejas e sentindo-se incompreendido e até caluniado em Roma, onde não aceitavam seu modo enérgico de correção, dispôs afastar-se daí para sempre e se foi a Terra Santa.

Seus últimos 35 anos os passou em uma gruta, junto à Cova de Presépio. Várias das ricas matronas romanas que ele tinha convertido com suas pregações e conselhos, venderam seus bens e se foram também a Presépio a seguir sob sua direção espiritual. Com o dinheiro dessas senhoras construiu naquela cidade um convento para homens e três para mulheres, e uma casa para atender aos que chegavam de todas partes do mundo a visitar o lugar onde nasceu Jesus.

Com tremenda energia escrevia contra os hereges que se atreviam a negar as verdades de nossa Santa religião. A Igreja Católica reconheceu sempre a São Gerônimo como um homem eleito por Deus para explicar e fazer entender melhor a Bíblia, por isso foi renomado Patrono de todos os que no mundo se dedicam a fazer entender e amar mais as Sagradas Escrituras. Morreu em 30 de setembro do ano 420, aos 80 anos.



Na Umbanda, São Jerônimo é Xangô

Sincretizado a São Jerônimo, Xangô é o Orixá da sabedoria e da justiça, sua cor é o marrom.

Xangô é o responsável pela solução das pendências e das injustiças, dando a quem merece o devido castigo e, a vitória ao injustiçado.

Xangô simboliza a lei de causa e efeito, sua ferramenta é a machada de dois gumes ou a balança de dois pratos, simbolizando a justiça e a imparcialidade. 

Recorrem a Xangô todos os injustiçados, perseguidos espiritual e materialmente.

Os domínios de Xangô são as pedreiras e as cachoeiras, de Xangô emanam forças poderosíssimas, é a Ele que recorremos quando necessitamos de ajuda nos processos que demandem muita energia, nas demandas espirituais, nos processos judiciais, enfim, todos os assuntos ligados à lei e a justiça.

Nossos irmãos africanos nos ensinaram que Xangô é o Orixá atuante simbolicamente sobre as tempestades e tudo que dela provenha como raios, chuva com trovoadas, etc.
Xangô como todos os Orixás jamais desampara aqueles que a Ele recorrem.

De Xangô emanam a autoridade, a justiça e o saber. Ele jamais erra e não permite o erro de seus filhos. É o protetor dos bons juizes, dos bons advogados e de todos aqueles que tenham contato com as práticas das leis.

Nas demandas espirituais após Ogum ou os outros Orixás envolvidos nessas demandas terem feito o seu trabalho, Xangô virá obrigatoriamente cumprir a lei de Deus de causa e efeito.

A vibração de Xangô, nas evocações que ocorrem nos templos de Umbanda, é fortíssima. Quando incorporado em nossos médiuns transmite sempre a imagem de alguém forte como a rocha, todos pressentem sua tremenda força.
Em muitos pontos cantados de Xangô, ouve-se a frase; “

"Não brinque com Xangô, porque Xangô não brinca não”.

Essa frase transmite claramente sua autoridade e intolerância com os erros dos homens.

Xangô está sempre associado à força, Ele é autoritário, capaz de despertar o respeito por suas determinações e leis, com poder para decidir sobre o bem e o mal.

As suas determinações serão sempre obedecidas por todos, gostem ou não. Por estar associado à firmeza da rocha e à estabilidade que as pedreiras transmitem, que são os seus domínios, delas emana a sua força.

Não há necessidade de pedir a Xangô a justiça, Ele a fará sempre mesmo que você não peça ajuda a Ele. Na realidade evite pedir justiça, se você pedir a justiça, tenha certeza que Ele atenderá o seu pedido, mas como qualquer ser humano você tem em seu passado alguma coisa da qual se envergonha e Xangô também vai ver os seus erros e lhe dará também, ao mesmo tempo, o seu pagamento por suas obras.

Você se sente injustiçado? Então aguarde, Xangô fará a justiça por você, sem que exista a necessidade de pedir coisa alguma a Ele; mas se pedir, prepare-se, você também receberá o seu pagamento.

Se o assunto é ligado a lei e aos seus processos e você possui a verdade ao seu lado, pode recorrer a Ele com toda a garantia de vitória, mas só proceda desta forma se tiver à verdade ao seu lado, porque se você é o errado na questão, tenha certeza que Ele vai puni-lo.

A justiça de Xangô é baseada em leis Divinas, leis que tem origem Divina e não podem ser manipulado pelos homens, seja sábio.

Oração a Xangô

Kaô meu Pai, Kaô Ô Cabecilê Obá!
O Senhor que é o Rei da Justiça,
faça valer por intermédio de seus doze ministros,
a vontade Divina,
Purifique minha alma na cachoeira.

Se errei, conceda-me a luz do perdão.

Faça de seu peito largo e forte meu escudo,
para que os olhos de meus inimigos não me encontrem.

Empresta-me sua força de guerreiro,
para combater a injustiça e a cobiça.

Minha devoção ofereço.

Que seja feita a justiça para todo o sempre
É meu Pai e meu defensor,
conceda-me a graça de receber sua Luz
e de receber sua proteção.

Kaô meu Pai, Kaô Ô Cabecilê Obá!


29 de setembro comemoramos o "Dia de São Miguel Arcanjo"

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São Miguel Arcanjo, comemorado em 29 de setembro é o embaixador dos assuntos celestes e o opositor direto de Lúcifer.
Sabe-se que, no geral, a ideia mais comum que se vê sobre Lúcifer vem de um erro de interpretação que, muitas vezes, leva-nos a colocar a culpa do que nos acontece em fatores externos. Culpamos um certo diabo de chifres e pele vermelha por nos incitar a fazer algo de errado quando, na verdade, a nossa própria inatividade é a causa do mal.
Seu caráter lutador lhe rende os títulos de defensor, guardião, protetor, guerreiro e muitos outros. Seu nome Miguel significa “Quem é como Deus”. Alguns entendem como uma pergunta, outros como afirmação. Miguel é o braço direito de Deus, o braço ativo e produtivo.
Por isso, ao falarmos do Arcanjo Miguel devemos tomar cuidado. Alguns o sincretizam com o Orixá Exu, por ser guardião das almas, que as conduz ao outro lado após desencarnarem e por ser ligado à guerra. Em um sincretismo complexo e mais fiel, na Umbanda entende-se que São Miguel lidera e coordena as falanges de Exu e Pomba-Gira, assim como as leis do carma, sendo, portanto, visto também pela imagem de Xangô, Orixá general e guerreiro.
Como Xangô, São Miguel é guerreiro, não das guerras sem significado feitas falsamente em nome das religiões mas, sim, da guerra de cada um contra seu próprio “diabo”. Xangô tem braços fortes, representando a força para lutar e aparece muitas vezes com calças largas ou saias muito abertas, como se suas pernas fossem montanhas agarradas ao chão, representando a persistência.
Miguel desce dos céus, é o braço direito de Deus e, também com o vermelho em suas roupas, representa a árdua batalha contra o mal, quase sempre apontando de cima para baixo seu golpe. Através do poder do intelecto e do conhecimento das coisas Divinas, da comunhão com o cosmos superior e da atividade constante, tanto espiritual quanto em terra.
O verdadeiro lutador treina o corpo constantemente e também a mente e o espírito. Miguel não é um guerreiro de espada, é o guerreiro da Divina Ascenção e da vitória contra as teimosias inúteis do ócio. Da obediência de Miguel e sua servidão ao propósito do Bem, devemos aprender a nunca parar, estar sempre em treinamento, pois o arcanjo não é igual à Deus em essência, Deus é único, mas, como o Pai, está sempre trabalhando, sempre agindo.
Não há um Santo ou Orixá que nos ensine a ficar à toa. Como disse Edmund Burke: “Tudo o que é necessário para o triunfo do mal é que bons homens não façam nada”. Oremos neste dia 29 a Miguel, para através de sua força, obediência e perseverança, sejamos sábios e ativos, para que continuemos sempre a caminhar e batalhar contra o diabo dentro de nós que nos tenta e faz acreditar que não temos o que fazer

SÃO MIGUEL ARCANJO E SUA DEVOÇÃO

Olá irmãos


 Que a paz de Oxalá esteja com todos

São Miguel Arcanjo na Umbanda, conhecido como Alafé, "O Embaixador". Sua fé é muito conhecida, e dia 29 de Setembro é o Dia do Santo.As Sagradas Escrituras falam-nos de anjos agrupados em 9 coros, a saber: Serafins, Querubins, Tronos, Dominações, Potestades, Virtudes, Principados, Arcanjos e os Anjos, que por sua vez, constituem três hierarquias. A primeira hierarquia, os Serafins, Querubins e Tronos, têm por missão o serviço principal perante o Trono de Deus; a segunda hierarquia: Dominações, Potestades e Virtudes que têm por missão o serviço no espaço da Criação; e a terceira hierarquia: Principados, Arcanjos e Anjos, que têm por missão o serviço junto à humanidade na terra.

São João Evangelista, quando chegou à região de Colossos, fui muito bem recebido em sua pregação e vários abraçaram a fé. Nas suas exortações. São João falou sobre os anjos e anunciou-lhes que o Príncipe das Milícias Angélicas, o grande São Miguel, os tomaria debaixo de sua proteção e que, às portas da cidade. brotaria uma fonte, onde os doentes, com o sinal da cruz e a invocação do Arcanjo São Miguel, encontrariam a cura de todos os males do corpo e da alma. A fonte apareceu e espalhou-se esse acontecimento por toda a região.

São Miguel apareceu a um rico cidadão da região da Frigia, que tinha uma única filha, que era muda, e disse-lhe em sonho: “Conduze a tua filha à fonte dos cristãos e crê na onipotência do seu Deus, que tua fé será recompensada”. Cheio de esperança, pai e filha foram à fonte e lá perguntaram aos cristãos o que deveriam fazer. Eles disseram: “É em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e pela intercessão de São Miguel que nós usamos desta água”. Assim fizeram e, no mesmo instante a menina começou a falar, despertando em ambos um crescer da fé. Pediram o Batismo e em gratidão o homem mandou construir junto à fonte uma igreja.
Os sacerdotes dos ídolos, obstinados nos seus erros, resolveram destruir o santuário. Junto deste, passavam dois rios que eram contidos por diques. Numa noite ouviu-se um forte barulho das águas. Os pagãos tinham destruído os diques e brevemente o santuário ficaria submerso. O eremita, guardião do santuário, ao ver o que se passava, gritou: “Senhor, a Vossa Onipotência clamamos”. Enquanto ele rezava, ouviu-se uma voz vinda do céu. Era São Miguel que descia do Céu
As liturgias da Igreja Oriental comemoraram este acontecimento com missões e ofícios próprios no dia 6 de setembro.
Os judeus invocam São Miguel como seu protetor e defensor das Sinagogas. Nas festas da Expiação concluem suas orações dizendo: “Miguel, Príncipe da Misericórdia, ora por Israel”

Na Umbanda é São Miguel que lidera e coordena as falanges de Exu e Pomba-Gira, alguns dizem que por seu o Arcanjo da Guerra outros pela sua estreita relação com o Arcanjo Lúcifer o Anjo Caído.

 Que Oxalá nos abençoe sempre

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Dia de Finados - Como as Religiões entendem a Morte.



Dia de Finados - Como as Religiões entendem a Morte

De acordo com pesquisas apresentadas, a comemoração dos mortos, hoje denominada Dia de Finados, teve origem na antiga Gália, no território europeu.

Era no dia primeiro de novembro que eles celebravam a festa dos espíritos. Não nos cemitérios - os gauleses não honravam os cadáveres -, mas sim em seus lares, onde os médiuns, os videntes falavam com as almas dos que haviam partido.

Eles acreditavam que os bosques, os pântanos eram povoados por espíritos errantes.

Foi no ano de 998 que o dia de finados começou a ser comemorado nos mosteiros beneditinos, na França, e se tornou oficial no ano de 1915.

É comum, no dia de finados, a intensa visitação aos túmulos, podendo-se observar cenas interessantes. Desde os que se juntam sobre os túmulos dos seus amados, e ali passam o dia, para lhes fazer companhia, como se, em verdade, eles ali estivessem encerrados, aos que lhes levam comidas e bebidas, para que se alimentem, como se o espírito disso necessitasse.

De maneira geral, Cristãos, Islâmicos e Judeus acreditam que após a morte há a ressurreição. Já os espíritas crêem na reencarnação: o espírito retorna à vida material através de um novo corpo humano para continuar o processo de evolução. Algumas doutrinas acreditam que as pessoas podem renascer no corpo de algum animal ou vegetal. Em algumas religiões orientais, o conceito de reencarnação ganha outro sentido: é a continuação de um processo de purificação. Nas diversas religiões, o homem encara a morte como uma passagem ou viagem de um mundo para outro.

Filosofia

A sobrevivência do espírito humano à morte do corpo físico e a crença na vida e no julgamento após a morte já era encontrada na filosofia grega, em especial em Pitágoras, Platão e Plotino. Já Sartre, filósofo francês, defendia que o indivíduo tem uma única existência. Para ele, não há vida nem antes do nascimento e nem depois da morte.

Doutrina niilista

Sendo a matéria a única fonte do ser, a morte é considerada o fim de tudo
Doutrina panteísta

O Espírito, ao encarnar, é extraído do todo universal. Individualiza- se em cada ser durante a vida e volta, com a morte, à massa comum

Dogmatismo Religioso

A alma, independente da matéria, sobrevive e conserva a individualidade após a morte.Os que morreram em “pecado” irão para o fogo eterno; os justos, para o céu, gozar as delícias do paraíso.
Budismo

O Budismo prega o renascimento ou reencarnação.Após a morte, o espírito volta em outros corpos, subindo ou descendo na escala dos seres vivos (homens ou animais), de acordo com a sua própria conduta. O ciclo de mortes e renascimentos permanece até que o espírito liberte-se do carma (ações que deixam marcas e que estabelece uma lei de causas e efeitos).A depender do seu carma, a pessoa pode renascer em seis mundos distintos: reinos celestiais, reinos humanos, reinos animais, espíritos guerreiros, espíritos insaciáveis e reinos infernais. Estes determinam a Roda de Samsara, ou seja, o transmigrar incessante de um mundo a outro, ora feliz e angelical, ora sofrendo terríveis torturas, brigando e reclamando.Em qualquer um destes estágios as pessoas estão sujeitas a transformações.

De acordo com o Livro Tibetano da Morte, existem 49 etapas, ou 49 dias, após a morte.Os monges oram para que as pessoas atinjam a Terra Pura – lugar de paz, tranqüilidade e sabedoria iluminada – ou renasçam em níveis superiores.

Para libertar-se do carma e alcançar a iluminação ou o Nirvana, o ciclo ignorância, sede de viver e o apego às coisas materiais deve ser abolido da mente dos homens.Para isso, a doutrina budista ensina a evitar o mal, praticar o bem e purificar o pensamento.O leigo deve praticar três virtudes: fé, moral e benevolência. Para eles, todo ser humano é iluminado, embora não tenha consciência disso.
Hinduísmo

A visão hindu de vida após a morte é centrada na idéia de reencarnação.

Para os hinduístas, a alma se liga a este mundo por meio de pensamentos, palavras e atitudes.Quando o corpo morre ocorre a transmigração.A alma passa para o corpo de outra pessoa ou para um animal, a depender das nossas ações, pois a toda ação corresponde uma reação – Lei do Carma. Enquanto não atingimos a libertação final – chama de moksha -, passamos continuamente por mortes e renascimentos. Este ciclo é denominado Roda de Samsara, da qual só saímos após atingirmos a Iluminação.

No hinduísmo, a alma pode habitar 14 níveis planetários distintos (chamados Bhuvanas) dentro da existência material, de acordo com seu nível de consciência. Quando se liberta, a alma retorna ao verdadeiro lar, um mundo onde inexistem nascimentos e mortes.

Os hindus possuem crenças distintas, mas todas são baseadas na idéia de que a vida na Terra é parte de um ciclo eterno de nascimentos, mortes e renascimentos.

Islamismo (Religião Muçulmana)

Para o islamismo, Alá (Deus) criou o mundo e trará de volta a vida todos os mortos no último dia.As pessoas serão julgadas e uma nova vida começará depois da avaliação divina.Esta vida seria então uma preparação para outra existência, seja no céu ou no inferno.

Quando a pessoa morre, começa o primeiro dia da eternidade.Ao morrer, a alma fica aguardando o dia da ressurreição (juízo final) para ser julgado pelo criador. O inferno está reservado para as almas “desobedientes”, que foram desviadas por Satanás.No Alcorão, Livro Sagrado, ele é descrito como um lugar preto com fogo ardente, onde as pessoas são castigadas permanentemente. Para o paraíso, vão as almas que obedeceram e seguiram a mensagem de Alah e as tradições dos profetas (entre eles, os cinco principais: Noé, Abrão, Moisés, Jesus filho de Maria e Mohammed).No Alcorão, o paraíso é descrito como um lugar com rios de leite, córregos de mel e outras belezas jamais vistas pelo homem.

Espiritismo

Defende a continuação da vida após a morte num novo plano espiritual ou pela reencarnação em outro corpo.Aqueles que praticam o bem, evoluem mais rapidamente.Os que praticam o mal, recebem novas oportunidades de melhoria através das inúmeras encarnações. Crêem na eternidade da alma e na existência de Deus, mas não como criador de pessoas boas ou más.Deus criou os espíritos simples e ignorantes, sem discernimento do bem e do mal.Quem constrói o céu e o inferno é o próprio homem.

Pela teoria, todos os seres humanos são espíritos reencarnados na Terra para evoluir.A morte seria apenas a passagem da alma do mundo físico para a sua verdadeira vida no mundo espiritual.E mesmo no paraíso, acredita-se que o espírito esteja em constante evolução para o seu aperfeiçoamento moral.

As almas dos mortos ligam-se umas às outras, em famílias espirituais, guiadas pela sintonia entre elas.Conseqüentemente, os lugares onde vivem possuem níveis vibratórios diferentes, sendo uns mais infelizes e sofredores, e outros mais felizes e plenos.

Muitas escolas espiritualistas – não todas – defendem a idéia da sobrevivência da individualidade humana, chamada espírito, ao processo da morte biológica, mantendo suas faculdades psicológicas intelectuais e morais.

Igreja evangélica

Como no catolicismo, os evangélicos acreditam no julgamento, na condenação (céu ou inferno) e na eternidade da alma. A diferença é que o morto faz uma grande viagem e a ressurreição só acontecerá quando Jesus voltar à Terra, na chamada `Ressurreição dos Justos', ou, então, aqueles que forem condenados terão uma nova chance de ressurreição no `Julgamento Final'. Os que morrerem sem Cristo como seu Deus também receberão um corpo especial para passar a eternidade no lago de fogo e enxofre.

Igreja Adventista do Sétimo Dia

Na Igreja Adventista do Sétimo Dia, os mortos dormem profundamente até o momento da ressurreição.Quem cumpriu seu papel na Terra recebe a graça da vida eterna, do contrário desaparece.

Igreja Batista

Crêem na morte física (separação da alma do corpo físico) e na morte espiritual (separação da pessoa de Deus).Os que, após a morte física, acreditam ou passam a confiar em Jesus Cristo, vão para o Paraíso onde terão uma vida de paz e felicidade. Com a morte espiritual, a alma vai para o Inferno para uma vida de angústia, sofrimento, dor e tormentos.

Catolicismo

A vida depois da morte está inserida na crença de um Céu, de um Inferno e de um Purgatório.Dependendo de seus atos, a alma se dirige para cada um desses lugares.

A alma é eterna e única. Não retorna em outros corpos e muito menos em animais. Crê na imortalidade e na ressurreição e não na reencarnação da alma. A Bíblia ensina que morreremos só uma vez. E ao morrer, o homem católico é julgado pelos seus atos em vida.Se ele obtiver o perdão, alcançará o céu, onde a pessoa viverá em comunhão e participação com todos os outros seres humanos e, também, com Deus.Se for condenado, vai para o inferno. Algumas almas ganham uma chance para serem purificadas e vão para o purgatório, que não é um lugar, e sim uma experiência existencial da pessoa. Quem for para o céu ressuscitará para viver eternamente.Depois do Juízo Final, justos e pecadores serão separados para a eternidade. Deus julga os atos de cada pessoa em vida de acordo com a palavra que revelou através de Seu Filho, com os ideais de amor, fraternidade, justiça, paz, solidariedade e verdade.

Judaísmo

O judaísmo crê na sobrevivência da alma, mas não oferece um retrato claro da vida após a morte, e nem mesmo se existe de fato.
O judaísmo é uma religião que permite múltiplas interpretações. Algumas correntes acreditam na reencarnação, outras na ressurreição dos mortos. Enquanto a reencarnação representa o retorno da alma para um novo corpo, a ressurreição é definida como o retorno da alma ao corpo original.

Para os judeus, a lei permite à pessoa que vai morrer pôr a sua casa em ordem, abençoar a família, enviar mensagem aos que lhe parecem importantes e fazer as pazes com Deus.A confissão in extremis é considerada importante elemento na transição para o outro mundo.

Candomblé

Não existe uma concepção de céu ou inferno, nem de punição eterna.As almas que estão na terra devem apenas cumprir o seu destino, caso contrário vagarão entre céu e terra até se realizar plenamente como um ser consciente e eterno.

Os cultos afro-brasileiros acreditam que os mistérios da vida e da morte são regidos por uma Lei Maior, uma força divina que dá o equilíbrio divino ou eterno. O Candomblé vê o poder de Deus em todas as coisas e, principalmente, na natureza.Morrer é passar para outra dimensão e permanecer junto com os outros espíritos, orixás e guias. Trabalha com a força da natureza existente entre terra (Aìyê) e o céu (Òrun). Nos cultos afros, o assunto de vida após a morte não é bem definido.

Na Terra, o objetivo do homem é realizar o seu destino de maneira completa e satisfatória.Ao cumprir o seu destino na Terra, o ser humano está pronto para a morte. Após a morte, o espírito será encaminhado ao Òrun, para uma dimensão reservada aos seres ancestrais, ou seja, eternos.O ser humano pode ser divinizado e cultuado.Caso o seu destino não seja cumprido, os espíritos ficarão vagando entre os espaços do céu e da terra, onde podem influenciar negativamente os mortais. Como não se realizaram plenamente, estes espíritos estão sujeitos à reencarnação. Já as pessoas vivas que sofrem as suas influências negativas, precisam passar por rituais de limpeza espiritual para reencontrar o equilíbrio.

Umbanda

A Umbanda sofre influências de crenças cristãs, espíritas e de cultos afros e orientais. Como não existe uma unidade ou um “livro sagrado”, alguns umbandistas admitem o céu e o inferno dos cristãos, enquanto outros falam apenas em reencarnação e Carma.

Na Umbanda, morte e nascimento são momentos sagrados, que marcam a passagem de um estado a outro de manifestação espiritual, morremos para um lado e nascemos para outro lado da vida, o que nos aguarda do outro lado depende de nós mesmos.

A Umbanda explica o universo através de sete linhas, regidas por Orixás.Ao morrer, a pessoa será atraída por estes mundos espirituais. A matéria é apenas um dos caminhos para a evolução do espírito.Sendo assim, a morte é uma etapa do ciclo evolutivo, sendo a reencarnação a base da evolução.O objetivo maior do nascimento e da morte é a harmonização e a evolução consciente do espírito. Após morte, o ser humano leva consigo suas alegrias, sua fé, suas crenças, suas mágoas e suas dores.E terá que lidar com elas, sempre contanto com o auxílio dos espíritos mais evoluídos que o recepcionarão no outro lado da vida e o ajudarão na sua adaptação no mundo espiritual.

Com a morte do corpo físico, os espíritos bons podem se tornar protetores, enquanto os maus (espíritos de pouca evolução, devido às poucas encarnações) podem virar perturbadores.Os mortos (desencarnados) podem ser contatados, ajudados ou afastados.

Fonte: Revista Época: 05/08/2004 – Edição nº 325(Transcrito do Grupo Povo de Aruanda) 

No recolhimento durante o "chão".

 

Na benção do reencontro com a tua força original na camarinha, pedimos a Deus que te ajuste as energias, a fim de que possas cumprir tua missão no campo físico, da maneira mais aproveitada possível, em plena sintonia com as vibrações que regem tua estadia na Terra.

Lembre que somos seres espirituais usando esta oportunidade maravilhosa da reencarnação no objetivo do progresso da alma, em todos os aspectos. A vitalidade e a energia que te mantém ligado ao corpo físico são dádivas concedidas pelo Criador. Tu és o único responsável pela administração de tuas próprias forças.

Busque o equilíbrio pleno de tuas vibrações e veja teu corpo físico como o passaporte para a tua purificação e teu progresso. Necessário se faz o recolhimento dentro de ti, para que possas enxergar o objetivo nobre do espírito na matéria (Terra) e para que, nessa introspecção, entres em sintonia com o supremo Amor do Criador. Assim, ao regressares ao cotidiano, encontrarás a renovação na tua realidade atual, usando o teu tempo e as circunstâncias como um trampolim para tua ascenção espiritual.

Na busca do ajuste espiritual, estás ligado à matéria, que é o maior instrumento de purificação da energia. O teu espírito já trás consigo a tua personalidade e tuas bagagens de outras eras, que refletem no teu dia-a-dia no campo das emoções e nas atitudes.

Através do estudo realizado sobre os orixás que regem as energias que vibram em teu processo evolutivo atual, colaboras para que atinja uma maior compreensão de ti mesmo, te ajudando na busca do equilíbrio.

A análise dos teus orixás não representa lista de fatalidades, pois o teu destino está em tuas mãos. Todos temos deficiências a serem superadas, mas, na resolução de ser feliz, recolha-te em viagem interior e, em uma análise de tuas tendências, siga o caminho, agora de forma mais consciente, do auto-burilamento. 


Axé de Oxalá a todos.

Ajuntós

Para quem não sabe, ajuntó é o Orixá que "casa" ou "acompanha" seu Orixá de cabeça. Todos temos um Orixá que rege nosso eledá (cabeça) e outro que rege nosso corpo, além dos Orixás de perna e passagem. 

Mas dependendo do seu lado (sua nação) poder haver modificações

Invariavelmente o Orixá do corpo precisa "casar" com o Orixá de cabeça, precisam combinar, e a essa combinação chamamos "ajuntó".

Abaixo seguem os possíveis ajuntós entre os Orixás:

Bará Elegba com Oyá Timboá.
Bará Lodê com Oyá e com Obá.
Bará Lanã com Obá e algumas vezes com Oyá Niqué.
Bará Adague com Oyá Niqué e com Obá.
Bará Agelú com Oxum Pandá e algumas vezes com Oyá Niqué.

Ogum Avagã com Oyá Dirã.
Ogum Onira com Oyá Niqué.
Ogum Olobedé com Oyá.
Ogum Adiolá com Oxum Pandá e com Yemanjá Bocí.

Oyá Timboá com Bará Elegba e com Ogum Avagã.
Oyá Dirã com Ogum Avagã.
Oyá Niqué com Bará Adague (às vezes com Bará Lanã e com Bará Agelú), com Ogum Onira, Xangô Aganjú e Xapanã Jubeteí.
Oyá Com Bará Lodê, Ogum Olobedé, Xangô Agodô, Xapanã Belujá e Xapanã Sapatá.

Xangô Aganjú Ibeje com Oxum Pandá Ibeje.
Xangô Aganjú com Oyá Niqué, Obá, Oxum Pandá e Yemanjá Bocí.
Xangô Agodô com Oyá e Oxum Olobá.

Odé com Otim e Yemanjá Bocí.
Otim com Odé.

Obá com Bará Lodê, Bará Lanã, Bará Adague, Xangô Aganjú, Xapanã Jubeteí e Xapanã Sapatá.

Ossanha com Oxum Demun e Yemanjá Bocí.

Xapanã Jubeteí com Oyá Niqué e Obá.
Xapanã Belujá com Oyá e Oxum Olobá.
Xapanã Sapatá com Oyá e Obá.

Oxum Pandá Ibeje com Xangô Aganjú Ibeje.
Oxum Pandá com Bará Agelú, Ogum Adiolá, Xangô Aganjú, Oxalá Bocum e Oxalá Olocum.
Oxum Demun com Ossanha.
Oxum Olobá com Xangô Agodô e Xapanã Belujá.
Oxum Docô com Oxalá Jobocum (às vezes com Oxalá Oromilaia).

Yemanjá Bocí com Ogum Adiolá, Xangô Aganjú, Odé, Ossanha e Oxalá Dacum.
Yemanjá Bomí com Oxalá Jobocum (às vezes com Oxalá Oromilaia).
Yemanjá Nanã Borocum com Oxalá Jobocum.

Oxalá Bocum com Oxum Pandá (quando a passagem de Orixá for Xangô Aganjú).
Oxalá Olocum com Oxum Pandá (quando a passagem de Orixá for Xapanã Jubeteí).
Oxalá Dacum com Yemanjá Bocí.
Oxalá Jobocum com Oxum Docô e Yemanjá Bomí.
Oxalá Oromilaia: somente em casos especiais este Orixá faz ajuntó com Oxum Docô e Yemanjá Bomí.