sexta-feira, 22 de abril de 2016

Kardec e o Preto Velho


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É incomum vermos em sessões Kardecistas, a presença de espíritos como Caboclo, Preto velho e outros. Inclusive quando da primeira incorporação do Médium Zélio Fernandino de Moraes, em 15 de Novembro de 1908, seu guia protetor o Caboclo das Sete encruzilhadas, foi contestado em sua totalidade.

Porém o que poucas pessoas sabem, é que o Decodificador dessa doutrina, o Médium Allan Kardec, teve sim um contato com espírito de um preto velho conforme notícia veiculada no Jornal SEI Serviço Espírita de Informações.
Segundo o referido jornal, Allan Kardec teria solicitado a presença de um espírito que se anunciava com o nome de Pai César, e que teria falecido no ano de 1859, mais precisamente em 08 de Fevereiro com 138 anos de idade. Essa reunião aconteceu em 25 de Março do mesmo ano, pouco mais de um mês, portanto do desencarne do espírito.
Consta ainda na noticia que Allan Kardec teria indagado ao espírito que coordenava a reunião, espírito de São Luís, sobre a possibilidade de algum impedimento daquele irmão se comunicar dado ao seu recém retorno ao plano espiritual, o que São Luís, haveria dito que não, inclusive se colocando a prestar auxílio no intercâmbio e assim o teria feito.
Relata ainda o Jornal, que, a comunicação teria sido mal iniciada o que chamou os participantes a várias reflexões. O espírito de Pai César revelou muitas feridas que trazia em seu coração, dado aos sofrimentos que passara em sua existência terrena, devido ao preconceito que naqueles dias, graçava muito mais do que nos dias atuais. Ele ainda relatou ao Codificador que não gostaria jamais de voltar ao planeta como negro, pois em seu entendimento estaria assim fugindo da maldade que impera nos seres humanos.
Se tinha mesmo vivido 138 anos, ele não soube informar, o que segundo Kardec, seria compreensível, uma vez que os negros não possuíam certidão de nascimento, assim sendo, somente poderiam ter uma noção aproximada de seu tempo de vida no plano carnal.
Com certeza essa incorporação ajudou e muito a Kardec, a reforçar as suas teses contra o preconceito que o levou há fazer dois anos mais tarde, em sua “Revista Espírita” “Revuc Spirite”, uma declaração na qual deixou certo de que o Espiritismo teria um papel de suma importância no processo árduo de evolução da humanidade, contribuindo de forma significativa para retirar o véu da escuridão que mantém subjugados os corações e mentes humanas.

Referência: Matéria publicada no Jornal Espírita de Informações, no dia 19/04/2008.

terça-feira, 19 de abril de 2016

O DIA DO ÍNDIO

          

Ditado por Sr. Caboclo Tupinambá


      Num tempo distante, milenar, habitou nas terras sagradas deste Brasil exuberante um povo até hoje mal compreendido, interpretado pela vã concepção daqueles que aportaram nesta terra com o único interesse de consumir e apoderar-se da riqueza natural até então existente tão bem tratada por milênios pelo povo anônimo que era parte da fauna e da flora, que não se dissociava do meio que vivia, pois entendia que era parte do todo e sendo assim devia reverências e preservação.

      Este povo colhia somente o necessário para o alimento, caçava para o alimento e também era caçado na forma de alimento, um ecossistema perfeito, natural.

  Dotados de inteligência, pois esta é a condição humana, ainda que se movimentassem mais pela intuição e instinto, sabiam pela razão que não poderiam esgotar a vida por onde passassem, sendo assim quando uma clareira abrigava uma tribo e num determinado momento a vida ao redor se apresentava escassa, por respeito levantava-se acampamento para habitar em nova região permitindo que a natureza ali pudesse se recompor, desta forma não agrediam sua terra, sagrada....
   Quero dizer que índio não era uma raça espiritual a parte, seres estranhos á natureza humana, posso dizer que uma condição humana, ou melhor, um privilégio para aqueles que na sua existência errou, mas também acertou muito e alcançando um "bônus" divino pôde nascer em uma tribo indígena, que existiu por todo o planeta, pois índio é o nativo, aquele que brotou da terra como qualquer outra árvore, sua origem no plano físico ainda é velado, então entenda que brotavam da terra e por isso sentiam-se parte dela.

O índio era aquele espírito que já havia saído do ciclo de vícios emocionais, como vingança, ódio, sexo, vaidade, orgulho, avareza, etc., o humano que encarnou como índio tinha a oportunidade de viver a vida plena integrando-se á natureza, percebendo numa árvore a presença divina, numa folha parte de uma Divindade, na água o néctar Divino, nos animais seus irmãos e no ar sua essência, uma simbiose perfeita e necessária para completar o ciclo da razão humana. Poucos que como índios tiveram a oportunidade de encarnar, voltaram à carne, era como a última passagem, para dali continuar a evolução em outros planos.

     Pequenos homens que por estarem tão distante desta plenitude exterminaram o que não era espelho, está aí o mal do homem moderno, o mal de narciso que estranha e repudia tudo o que não é espelho.
     Amamos a natureza, do Criador ao inseto mais "insignificante". Somos Um.

  Então fomos vilipendiados, usurpados e escravizados, como disse até a alma perdemos, pregava-se que índio não ia pro céu, que ironia... Olha nós aqui, do "céu" falando a vocês.

    Mas nada disso fez com que perdêssemos o que por milênios cultivamos, o espírito não se manchou e não fomos pegos pelos sentimentos trevosos que poderia fazer com que tudo o que se tinha cultivado fosse jogado trevas abaixo. Acaso você já viu em um trabalho de desobsessão um índio perturbando um encarnado, acaso registrou um caso de índio nas Trevas ou índio algum que se perdeu no "mundo dos mortos"?

   Fomos dizimados e nossa existência sendo abafada, foi quando surgiu no plano astral um movimento conhecido como Corrente Umbanda Astral, este movimento anunciava a oportunidade para aqueles índios do planeta que já desencarnados e impossibilitados de prosseguirem com sua dinâmica de desenvolvimento humano e espiritual pudessem ter um campo de atuação, isso tudo é mais complexo e não cabe neste momento.

    Importante é que fomos convocados, não restou um e começamos a nos preparar para trabalhar em benefício dos encarnados, ainda sob o véu de outras religiões, pois não tínhamos um campo religioso próprio para nos manifestar. Mas isso pouco importava, pois os caminhos da fé sempre convergem ao mesmo destino.

    Este movimento nos assentou num grau evolutivo e denominou como Caboclo, que de nada tem haver com as miscigenações de raças. Caboclo é um grau e também uma linha de trabalhadores espirituais que no início da criação do grau era composto na sua totalidade por índios não só brasileiros, mas de todo o planeta. Séculos se passaram e outros espíritos que não tiveram a oportunidade de encarnar como índios atingiram este grau e aqui estão.
    
   Noutro momento tivemos a ordem superior de instituir no plano físico uma porta religiosa própria e assim nasce a Umbanda, a religião que une as raças, reporta-se aos melhores costumes e manifesta a cultura original de tantos povos originais que a compõe.

    Aqui falei de uma linha, os Caboclos, os Índios.
   
   Assino esta carta com meu nome de tribo que de tão abrangente pôde manter-se como linha de trabalho sem precisar recorrer aos nomes simbólicos, ainda que em si recolha todo um mistério e manifestação Divina.

    Minhas reverências ao Brasil natural, ao povo que aqui evoluiu!
    
Sou índio, sou caboclo, sou Tupinambá!

Nota do autor físico:
     Lendo esta carta do Sr. Caboclo Tupinambá, me veio ressonante as palavras do Sr. Caboclo das Sete Encruzilhadas na ocasião da fundação da Umbanda: "Fui padre, meu nome era Gabriel Malagrida, acusado de bruxaria fui sacrificado na fogueira da inquisição por haver previsto o terremoto que destruiu Lisboa em 1755. Mas em minha última existência física Deus concedeu-me o privilégio de nascer como um caboclo brasileiro."

     Nesta fala ele ressalta que ser índio foi um privilégio.

   Historicamente podemos perceber como a sociedade indígena sempre esteve a frente de nosso tempo no quesito moral e cidadania, a idéia de respeito e amor ao próximo era nato. Quando uma índia ficava viúva, outro índio mesmo casado a recolhia e assumia o papel de marido, para que esta não ficasse sem o amparo de um homem. E tudo era normal. Não existia pecado.

   O corpo não representava sensualidade, por isso a nudez era normal. O sexo era uma ferramenta de reprodução e prazer ao casal.

   Pensando nisso tudo vejo que os índios jamais precisaram ser catequizados, pois eram naturalmente cristãos, pois tudo o que Cristo tentou pregar, os índios praticavam, só aqueles que pregavam que não haviam entendido a lição do Cristo.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

              

Hino dos Orixás


Grupo Musical Aruanã


     Ora Aieiêo mãe Oxum Ora Aieiêo eu vou louvar A esse Orixá Tão belo, a quem rogo e espero Minha mãe Oxum Pandá!

Penso no dia que logo vai nascer
E o meu peito se enche de emoção
A esperança invade o meu ser
Eu sou feliz e gosto de viver
Pela beleza dos raios da manhã
Eu te saúdo Mamãe Iansã
Pela grandeza das ondas do mar
Me abençoe Mamãe Iemanjá
A mata virgem tem seu semeador
Ele é Oxossi Oke Oke Aro!
Na cachoeira eu vou me refazer
Nas águas claras de Oxum ai eio
Se a injustiça faz guerra de poder
Valha-me a espada de Ogum, Ogunhe
Não há doença que venha me vencer
Sou protegido(a) de Abaluae
Eu sou de Paz
Mas sou um lutador
A minha lei quem dita é Xangô
A alegria já tem inspiração
Na inocência de Cosme e Damião
Não tenho medo
Vou ter medo de que?
Tenho ao meu lado Nanã Boruque
E essa luz que vem de OXALÁ
Tenho certeza vai me iluminar
EDUCANDO OS FILHOS NA UMBANDA



Devemos criar nossos filhos com os preceitos da umbanda
     

O cuidado com a saúde mental da criança é tão importante quanto o que devemos ter com a saúde física, pois tem por objetivo preparar e proteger o seu espírito para que se desenvolva e se mantenha
em condições sadias e normais, nos planos físico e
psico-sócio-espiritual.
Um dos princípios da Declaração dos Direitos da Criança, elaborada em Assembléia Geral das Nações Unidas, diz que: “A criança,
para o desabrochar harmonioso de sua personalidade, tem necessidade de amor e de
compreensão, dispensados principalmente pelos pais, proporcionando-lhe atmosfera
de afeição e segurança”.
O Espiritismo vem ampliar essa orientação com numerosos e bem fundamentados argumentos, conscientizando os pais de suas
responsabilidades para com os filhos, especialmente na infância e adolescência,
pois muitos seres que nascem em determinados lares são criaturas com as quais
foram assumidos compromissos reencarnatórios de reajustes ou resgates.

Daí a profunda necessidade de compreensão dos pais de que a proteção à criança não deve ser feita apenas no campo material (saúde, alimentação,
educação, vestuário, habitação etc.), mas que, de igual ou maior importância é a
orientação moral e espiritual, dando ao menor o apoio afetivo, a confiança, a
compreensão e o equilíbrio emocional, baseados na ternura e na firmeza que só
podem ser adquiridos pelo desenvolvimento de um dos mais preciosos sentimentos
que enobrecem a alma humana: o amor.
Sendo assim devemos criar nosso filhos com dignidade e preparo para um futuro religioso
fazendo que com desde de criança possa se entender que nossa umbanda e cheia de luz e amor.que os orixás nos ajudam e nos dão caminhos e que as entidades são nossos amigos esperituais,para que eles possam quando adolescentes não sentir medo nem vergonha de ser umbandista e poder falar com sabedoria de sua crença religiosa.
Ouvir a criança é muito impotartante pois ela ainda traz jeitos e custumes de vidas passadas e tem grande facilidade de visão espiritual onde sem conhecimento causa medo e desepero deve se então seguir a prática do amor e compreensão.

       
Batismo

Temos que ter em mente que o batismo significa o recomeço o acordar para a religião em
que você se propõem a seguir e a adorar.
Sabemos que o Batismo é algo sagrado e imutável tão sagrado que em nossa Comunidade é reconhecido que o primeiro Batismo na Umbanda será sempre o seu primeiro o seu laço com suas entidades, mas alem do Batismo também temos a cerimonia de confirmação que é a que fortalece esse laço da mesma forma que a primeira, se escolhe um ou mais padrinhos e madrinhas para tal cerimonia que serão testemunhas encarnadas alem do Guia Chefe que irá presenciar tal acontecimento.
Alguns preceitos devem ser seguidos para que possamos estar preparados de corpo e alma para tal cerimonia.
• Na semana anterior a do dia do batismo 7 dias antes devemos acender um vela de sete dias para Oxalá para que nos prepare para a cerimonia e ilumine nosso Ori (cabeça);
• Durante a semana deve-se evitar ambientes carregados e uso de roupas escuras, sempre pense em coisas agradáveis e alegres faça dessa semana a sua melhor semana.
• Devemos nos sete dias anteriores ao do Batismo tomar banho de Tapete de Oxalá (boldo) de cabeça e corpo para mantermos o equilíbrio do espírito.
• No dia da cerimonia devemos providenciar uma Toalha Branca sem desenhos ou estampas, caso saiba seu Orixá de cabeça é permitido colocar fita da cor do Orixá * (conforme cores designadas pelo primado de Umbanda ) sem exageros essa toalha não é usado nas giras apenas nos trabalhos de Cachoeira e Praia.

Cuidando das nossas crianças e ensinando os fundamentos de nossa Umbanda faremos adultos conscientizados e preparados com menos riscos de erros dentro da crença.                                                                  

                                        


"Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina."

                                             
                      



UMBANDA TEM FUNDAMENTO,É PRECISO ESTUDAR


                                                                   A Umbanda tem como lugar de culto o templo, terreiro ou Centro, que é o local onde os Umbandistas se encontram para realização de suas giras, sessões.
É um termo cujo significado é sessão umbandista, com cânticos, danças, rezas e benzimentos. As giras internas são fechadas para os que estão se iniciando na religião, desenvolvendo a mediunidade; as giras externas, abertas ao público, destinam-se atendimento dos consulentes e resolução dos mais diferentes problemas. 
A gira é um ritual mágico utilizado na umbanda para a manifestação dos espíritos através Normalmente, esse guia de luz, que comanda é um Preto-Velho ou Caboclo .
Na umbanda os médiuns que recebem os guias são chamados, aparelhos.
A incorporação é chamada também transe mediúnico.
RITUAL E DISCIPLINA
Todo terreiro de Umbanda possui um ritual e embora estes rituais se modifiquem, é necessário que haja disciplina para realizar uma gira, ou seja, NORMAS CONHECIDAS POR TODOS desde o dirigente ao iniciando que acabou de entrar. Este deve ser orientado ao máximo possível:
- com a relação a sua postura dentro do terreiro,
- bem como suas obrigações e deveres para com seus irmãos
- e claro, as normas básicas de respeito, tratamento.
- conhecimento correto de quem são nossos mentores espirituais
· O primeiro é ter respeito por tudo e por todos tem que ser o Dirigente e os filhos mais velhos (pois estes conhecem bem o interior de uma casa)
· Aquele que está se iniciando deve ter em seu dirigente um exemplo, uma meta a ser atingida (é claro que nenhum dirigente deve se torna “santo”, nem seus filhos serem forçados a virarem “ovelhinhas”.
No terreiro cada um deve ser o que é, sem máscaras, sempre visando à auto-melhora, o auto conhecimento).
A Umbanda nos ensina que cada um é o que é, cada pessoa sabe em seu intimo quais são seus processos de ação e reação, infelizmente quase todos nos escondemos de nós mesmos, por falta de coragem de olharmos no nosso espelho interior, vermos nossos defeitos para podermos dar o primeiro passo para mudança. Para isso contamos com o auxilio fraternal das Entidades de Aruanda e também os conselhos dos Pais de Santé experientes e sinceros.
Mostrar o caminho não significa decretar, A UMBANDA NÃO AGRIDE AS CONSCIÊNCIAS, NÃO VISA TORNAR NINGUÉM INFELIZ OU VAZIO DE RELIGIOSIDADE.
Por isso é importante o Dirigente observar que se um novo integrante da corrente veio de outra religião e naquele momento de sua vida deseja abraçar a Umbanda, não é de repente que essa pessoa vai esquecer a fé que moveu por dentro durante tanto tempo.
O VERDADEIRO UMBANDISTA RESPEITA TODOS OS CREDOS E SABE QUE A MESMA FÉ QUE O FAZ AMAR SEUS GUIAS E PROTETORES, FAZ UM CATÓLICO AMAR SUA IGREJA, OU UM MUÇULMANO AMAR ALÁ.
O médium de verdade deve ter em mente que na Aruanda todos são iguais (se há diferenças na hierarquia é porque os que chefiam, são as que mais trabalham e menos falam...).Isto quer dizer que os médiuns não devem sequer pensar que sua entidade é melhor que do seu irmão, as entidades de Aruanda preferem que seus filhos falem menos e trabalhem mais pelo seu próximo.
Umbanda é Paz e Amor!
Axé!!

Trechos Adiquiridos da Apostila de : Mãe Cida de Xangô

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Sessão de Umbanda
Batizado da Kauane realizado
 dia 08 de Abril de 2016 no Yle Ogum e Iemanjá 



































Padrinhos espirituais e padrinhos carnais 
e o Pai Jeremias do Ogum Onira



Pais, avos e padrinhos e o nosso lider ispiritual pai jera, agradecem a presença dos irmão de fé da casa 
e de todos os irmãos que nos visitaram e prestigiaram este momento muito especial
para a menina Kauane 
que foi o seu batizado na nossa querida lei de Umbanda

Os olhos da alma


Os nossos olhos são como portas de entrada para as impressões exteriores ao nosso ser. Sejam elas concretas ou abstratas, sendo absorvidas pelo âmago de nossa natureza íntima. Recebemos imagens pelos olhos físicos ou pelos olhos da alma, são compreendidas ou mal compreendidas, às vezes passam desapercebidas pelo fato de nosso canal sintônico com a alma do mundo estar obstruído ou desativado pela falta de utilização do mesmo, apego demasiado às coisas materiais, má utilização de seu poder pessoal e fuga de si mesmo.
O primeiro, olho carnal,  é um dos sentidos predominantes da nossa condição de seres encarnados. O segundo, visão astral, ou terceiro olho, olho de Shiva, a clarividência, permanece adormecida e também mal compreendida pelo fato da nossa predominância sobre a matéria.
Através do olhar de uma pessoa podemos com a ajuda da intuição, perceber o seu íntimo, sua delicadeza ou grosseria, sua inteligência ou estupidez, sua calma ou impaciência, sua honestidade ou falsidade e tudo mais que esta intuição puder nos revelar. O mesmo olhar que cria, direciona energia de paz e saúde e se faz presente nos cantos escuros do espírito fazendo brilhar todo seu discernimento e beatitude,  também pode causar alguns danos de pequena ou grande monta se direcionado as pessoas ou objetos de forma negativa, com rancor, raiva, inveja... Mesmo que inconscientemente.
As vezes temos a impressão que estamos sendo invadidos com o olhar e isto pode gerar algum constrangimento. Olhares fulminantes projetando uma força nociva para quem a recebe. Alguns olhares nos trazem a sensação de sermos sugados energeticamente ou vampirizados. Intenso magnetismo negativo através do olhar empregado de forma a bloquear nossas ações ou pensamentos.
O terceiro olho, existe e pode ser reativado através de exercícios acessíveis a qualquer buscador empenhado no auto-desenvolvimento espiritual. Ele localiza-se na região do chacra frontal, entre as sobrancelhas. Algumas pessoas já trazem de outras vidas uma bagagem de conhecimento muito avançado em relação ao terceiro olho e têm uma certa facilidade para penetrar na dimensão onde o tempo e o espaço não existem e vislumbrar acontecimentos relativos ao passado, presente e futuro, como é o caso do clarividente.
No dia em que as pessoas aprenderem a utilizá-lo na culminância de suas qualidades, acredito terá sido dado um grande passo rumo à compreensão das coisas que fogem aos nossos sentidos físicos e trazendo conseqüências benéficas no sentido de ampliar nossa capacidade criativa, inteligência, consideráveis melhorias no nosso interior, e também o florescimento de uma humanidade mais solidária e com valores mais voltados ao progresso moral e intelectual indistintamente e equilibradamente.
Ter consciência da existência de um mundo além da matéria densa já é motivo bastante para uma transformação no jeito de encarar a vida.
- Adaptação do artigo "De Olhos Abertos às Visões da Alma" de Romeo G. Filho - Revista Planeta - Set/96.

Caridade


Quantas vezes, você já se perguntou quanto errou ao fazer uso dos dons divinos a você concedidos: o pensamento, a palavra, os atos? Quantas vezes o uso inadequado destes serviu de discórdia, tristeza, desunião, desarmonia e uma gama imensa de destruição? Quantas vezes você serviu de instrumento do astral inferior?
Não se preocupe ! Há sempre um tempo, um momento em que despertamos, em que uma luz brilha lá no fundo de nossa consciência e tomamos o caminho certo. É só dar ouvidos ao nosso Deus Interior. 
Você pode ainda e sempre : 
Ser motivo de alegria onde imperam as lágrimas do desespero, da dor. 
Ser a voz que reconcilia um ambiente de brigas, de desunião. 
Ser o ombro amigo, o apoio, o leme, para aquele que se arrasta pedindo pelos caminhos esburacados da vida. 
Ser o calor do ânimo para o irmão que se deixa dominar pelo desalento, pela vontade de não mais lutar. 
Ser resignação onde o sofrimento deve seguir o caminho pré-determinado. 
Ser a voz sábia que apaga o fogo da discussão improdutiva, das brigas fomentadas por diferenças sociais, econômicas, raciais e religiosas. 
Ser a palavra amiga do perdão para aquele que só recebeu condenação e censura e traz o ódio no coração. 
Ser o instrumento da paciência, da calma, da cautela onde reina o espinheiro da irritação. 
Ser a luz do discernimento, da compreensão, da procura que faz crescer aquele que anda nas trevas da ignorância. 
Ser a gota de orvalho vivificante para quem se chafurda na lama dos vícios, entupindo de veneno o corpos a ele designados. 
Ser o sorriso de amor, de apoio onde as lágrimas banham o rosto e a alma daquele que se rasteja em desespero numa vida sem sentido. 
Ser fonte de generosidade onde impera a ganância fomentada sempre no querer material, no completo esquecimento de que pode e deve dar a mão ao outro caminhante. 
Ser a verdade, a vida, a luz sem ferir as suscetibilidades, os meandros da consciência, sem impor. 
Ser a humildade que opera prodígios em ambientes destruidores de orgulho, de vaidade e maliciosidade. 
Ser o pensamento vibrante, calçado no positivismo, em forças superiores onde haja atitudes comprometedoras ligadas às correntes desarmoniosas. 
Ser a palavra serena e respeitosa que anula a voz descontrolada pela cólera, pois a agressão jamais convence, jamais une. 
Ser o silêncio construtivo onde a palavra inadequada e desnecessária destrói. 
Ser tolerância, entendimento, bênção para cumprir os seus ideais e compromissos assumidos. 
Pensar harmoniosamente, ver com discernimento, ouvir com bondade, falar com lógica e agir com caridade para aproximar-se dos profundos ensinamentos transmitidos por Cristo Oxalá.