quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Você tem vergonha de se assumir

 Umbandista?

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Ontem depois de assistir um vídeo da ONU de combate ao Preconceito e Intolerância, observando um comentário de um dirigente onde ele dizia que seguimentos os quais perseguem as religiões espíritas, afros de um modo geral, provocam situações degradantes onde os adeptos começam a se sentir pressionados, ao ponto de provocar tamanho constrangimento que eles passam a se sentir envergonhados de serem da religião, na realidade passam a ser coagidos moralmente.
Hoje eu vejo realmente uma pressão muito forte psicológica em relação a isso, é nas escolas, é no trabalho, é nas ruas, até mesmo no convívio social, vou colocar alguns aspectos que já vi acontecerem que achei de uma covardia de uma falta de inteligência absurda, chega até mesmo ser desumano.
  • Toda criança nasce dentro de um contexto religioso, a religião dos seus pais será uma base onde ela irá se espelhar, mas acontece muitas vezes que quando essa criança, se torna adolescente ou mesmo adulto ela começa a ter suas próprias experiências e despertar suas próprias inclinações religiosas, começam a tirar suas próprias conclusões a respeito de suas inclinações religiosas, e essas inclinações podem levar essa pessoa a optar por uma opção religiosa que não seja a que foi passado em seu berço. Infelizmente alguns pais não aceitam essa mudança com naturalidade, fazem ameaças, começam a provocar brigas, intrigas, já vi pais até ameaçarem seus filhos de colocá-los para fora de casa, outros por exemplo queimam ou jogam os pertences da outra religião fora, erroneamente achando que estão fazendo o melhor para seus filhos, e isso só denota uma coisa extremamente grave religiosamente falando DESAMOR, é como se tudo aquilo que elas aprendessem em suas igrejas fosse jogado no lixo por que seus egos foram feridos e suas expectativas foram jogadas espalhadas no chão. Eles chegam mesmo a se envergonharem de ver que seus filhos não querem seguir a religião a qual eles pertencem, puro orgulho e vaidade. O que as pessoas se esquecem é que cada pessoa tem sua trajetória, sua evolução, e é totalmente anti cristão você obrigar uma pessoa a seguir uma fé que não esteja em seu coração, diria até que é uma violação do livre arbítrio daquela pessoa, e uma pessoa dentro de uma religião que não acredite que não tenha fé, ela não progride, ela não transforma nada, não cresce. Baseado nisso é totalmente incoerente tais atitudes. “RELIGIÃO É ALMA É CORAÇÃO”
  • Hoje nossos jovens sofrem muito na convivência no dia a dia, na escola, eu diria que podemos classificar como um bullying religioso, primeiro se o jovem é visto com uma guia no pescoço já é chamado de “macumbeiro”, “feiticeiro”, uns chegam ao absurdo de crueldade de chamá-los de “adoradores do Diabo”, eu fico pensando o que esse adolescente agressor aprende em sua igreja, porque Deus ensina Amor, Respeito, Caridade ao próximo, pelo menos nosso Deus ensina isso, mas tem um outro lado nessas atitudes mesquinhas que é fazer pelo CONSTRANGIMENTO que esse jovem se inclinem a outra fé, deixando a sua própria. É um jogo malicioso, manipulativo e covarde, porque quando mexemos com a dignidade e moral de uma pessoa estamos agredindo mais que se estivéssemos batendo nela, e nossos jovens tem que ser muito bem orientados de seus direitos, ensinar sim a se defender com honra, inteligência, mostrar o que eles aprendem na boa palavra espiritual e não se igualar a falta de espiritualidade que alguns seguimentos incutem usando de agressões.
  • Soube de uma situação uns tempos atrás uma moça começou a conversar com um rapaz umbandista só que ela não sabia que ele era umbandista, e papo vem e papo vai, ela dizendo que tinha gostado muito dele e toda aquela paquera, ele chegou na pergunta X, qual sua religião? ela disse sou Evangélica, automaticamente ela perguntou e a sua, quando ele disse que era umbandista, ela parou a conversa na hora, e bloqueou ele no facebook. Detalhe essa situação também está ocorrendo em casamentos, os quais estão sendo destruídos por causa da imposição da fé de um dos conjugues.Vocês conseguem mensurar a ignorância, desinteligência, o fanatismo dessa situação? Então ele para ela era um bom rapaz até ele se dizer Umbandista e situações assim acontece se o rapaz ou a moça dizer que é Espírita ou mesmo do Candomblé. Soube de um outro caso, de um filho de uma filha de santo minha, o qual está indo nessas células evangélicas, que são agrupamentos de jovens que muitas vezes pelo que soube nem Pastor fica com eles, e lá foi falado a ele e a namorada que era para eles repudiarem os guias de Umbanda e Candomblé os espíritos de uma forma geral eteceteras que eram DEMÔNIOS. Fico pensando eles acham que eles são o que? O tal espírito santo, não é espírito? percebem a incoerência onde a prática deles é sadia a dos outros seguimentos é idolatra e demoníaca. Eu confesso que fico admirada como que essas pessoas para se auto estabelecerem precisam pisar em outras, tripudiar outras crenças e fé, que muitas vezes elas nunca nem conheceram. Chega a ser covarde, mesquinho, porque é fácil falar pelas costas, porque todo fanático é covarde, isso vocês podem ter certeza. Esses tipos de pensamentos doentios são frutos do fanatismo religioso, que vemos todos os dias destruindo nações, vidas inocentes, e digo mais, antes atacavam somente os seguimentos espíritas de uma forma geral, agora até igrejas católicas estão sendo depredadas. Será que não aprendem nada na palavra de Deus que não seja conveniente a seus propósitos?
  • Mas o objetivo já não é mais seguir a palavra de Deus e sim angariar devotos para sua congregação, custe o que custar, passando, agredindo, depredando outros seguimentos religiosos, como se só o deles fossem a verdadeira fé. Fico pensando cadê e onde estão os verdadeiros EVANGÉLICOS, que estão vendo tanta patifaria, tanta situação anti- cristã e nada fazem, acredito que hoje são minoria e suas pequenas igrejas correndo o risco de serem fechadas pelas grandes potências evangélicas se é que poderíamos classificá-las assim. Espero honestamente que os bons evangélicos sobrevivam e não se deixem corromper.
  • O Brasil é o berço que agrega tantas culturas, tantas religiões, o Brasil sempre foi visto como o coração da espiritualidade justamente porque a todos agrega.
  • Eu particularmente tenho e procuro conviver socialmente com todos os meus amigos e colegas de outros seguimentos. Mas tenho notado que essas agressões estão despertando em nossos adeptos o direito a defesa, porque na grande maioria das vezes não são os espíritas os preconceituosos, muito pelo contrário. Mas como se dizem se um cão manso, for amarrado em uma corrente e tomar uma surra todos os dias, um dia ele vai morder o agressor. Isso é uma situação muito preocupante.
  • Um outro ponto a ser falado é no trabalho, no dia a dia, se uma pessoa de um seguimento espiritualista vamos colocar assim de uma forma mais geral, der o azar de entrar numa empresa onde seu superior é evangélico fanático frise-se, pode ter certeza que cedo ou mais tarde essa pessoa será demitida, ou será colocada em situações extremamente constrangedoras e vexatórias ao ponto que o mesmo por si só peça a conta na empresa. Parece absurdo mas todos os dias ficamos sabendo de casos assim, é como se o pai e mãe de família espiritualista não tivesse os mesmos direitos a levar o pão de cada dia para seus filhos e família. Novamente nos deparamos com outra atitude totalmente contrária a que um verdadeiro Cristão praticaria. E nossos adeptos são obrigados a se calar para segurar seu emprego e garantir seu salário tão suado no final do mês, porque eles meus irmãos não fazem isso escancaradamente não, porque sabem que isso é contra a lei, então esses fanáticos religiosos vão “comendo pelas beiradas” para não darem muito na cara. E digo essas pessoas só param quando sentem o peso da lei em seus próprios bolsos. Então vejam bem, a omissão nossa faz a força deles contra nossa fé, então temos que fazer valer nossos direitos como cidadãos brasileiros.
  • Esses comportamentos invasivos socialmente falando estão cada dia mais desconfortáveis é em transportes públicos, é em vias e praças, onde você depara com o cidadão ali pregando seus conceitos religiosos, “em altos gritos” sem respeitar a privacidade, e o livre trajeto das pessoas, e tudo isso com qual objetivo, angariar adeptos, conseguintemente aumentar o caixa financeiro da igreja, a lavagem cerebral é tão profunda em algumas situações que a gente se depara com pessoas que não tem o que COMER dentro de casa, mas que tiram os únicos trocados e levam para a Igreja. Tudo isso que estou relatando seria passível de escolha se eles não invadissem os outros seguimentos religiosos, se eles respeitassem as pessoas desses seguimentos. Não precisa ir longe, situação: trabalhador acorda 4hs da manhã leva mais de duas horas para chegar no serviço, trabalha suas 8 ou mais horas, entra no ônibus lotado e se depara com o cidadão pregando, gritando, cuspindo em cima dos outros que estão sentados, e pergunto cadê o respeito para com aquele cidadão que não é daquele seguimento religioso, o mesmo é forçado a ficar aguentando aquilo, porque se ele falar alguma coisa é taxado de diabo, que está com encostos demoníacos. Se os direitos são iguais imagina então se levássemos nossos atabaques nos ônibus? Algumas pessoas iam gostar bem mais.
Não temos que SENTIR VERGONHA DE NADA, vestimos nosso branco, simbolizando nossa PAZ ESPIRITUAL, nosso PAI OXALÁ, não estamos violando o direito de nenhum outro cidadão porque não invadimos suas igrejas e templos, muito pelo contrário procuramos conviver na medida do possível em PAZ, exemplo disso é que dirigentes e médiuns tem um convívio amistoso com católicos, budistas, ateus, etc. Porque avaliamos as pessoas como um todo e não por suas opções pessoais.
Não depredamos, não vandalizamos igrejas e templos, a nossa cultura religiosa nem nos permitiria tal coisa, porque estaríamos infringindo leis sagradas de nosso seguimento religioso.
Muitas de nossas casas ajudam socialmente asilos, orfanatos, clínicas psiquiátricas, praticando a caridade gratuita ali na pratica, isso é motivo de vergonha? acredito que não.
Nossas casas religiosas, atendem diariamente várias pessoas com várias mazelas físicas, espirituais, emocionais, dependentes químicos, lhes prestando o bom atendimento espiritual, a boa palavra e apoio necessário. Isso é motivo de vergonha? novamente não.
Então meus irmãos podem sim vestir seu branco e bater no seu peito com força, e dizer SOMOS SOLDADOS DE UMBANDA, com honra e orgulho. Não somos nós que estamos indo contra a maré praticando o mal contra nosso semelhante, não somos hipócritas. O nosso PAI MAIOR, NOSSOS GUIAS E MENTORES são da LUZ E DA PAZ. No lugar de termos vergonha temos que ter é MUITO ORGULHO.
Nossos adeptos são tratados com respeito e dignidade, não abusamos de sua boa fé. Não tiramos sua dignidade, seu raciocínio lógico, sua liberdade de pensamento.
A luta é difícil porque lutamos contra o fanatismo doente, mas somos fortes e resistentes, podem nos tirar nosso lixo, mas a nossa beleza, a nossa força terão que passar por cima de DEUS em primeiro lugar, e depois de nossos ORIXÁS, porque aqui tem JUSTIÇA. Tudo é uma questão de afinidade e sintonia, semelhante atrai semelhante.
Não se envergonhem nunca de sua fé, vergonha é praticar a injúria, o mal ao próximo, a má palavra, usar do nome de Deus em vão, é tirar a dignidade do ser humano, tudo isso é falta de caridade e isso sim é VERGONHOSO.
E se mesmo assim meu irmão se sentir triste, acuado por ser Umbandista em algum momento da sua vida, ouça o Hino da Umbanda, ele vai curar suas tristezas e fazer brilhar seu escudo contra as forças e injúrias do mal.

O Entrar e Sair de um Terreiro.

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arece um tema simples mas acreditem não é não, estou já a algum tempo presenciando algumas posturas tanto de dirigentes (pais e mães no santo) quanto dos adeptos (filhos de santo), que realmente não tem sido no meu entendimento posturas adequadas deUmbandistas.
Eu costumo sempre dizer que o lidar com o SER HUMANO, de uma forma geral nunca será uma tarefa fácil, imaginem lidar com um agrupamento que tem várias mentes pensando uma diferente da outra.
Em algumas casas o ato de ENTRAR para dentro de uma gira, simplesmente basta, chegar e pedir para entrar, as vezes o dirigente nem conhece bem a pessoa, ou a pessoa está indo a primeira vez dentro da sua casa e deu ali uma bambeada um “suposto” sinal de incorporação, e o dirigente já vem e diz:“… oh você precisa colocar branco, desenvolver sua mediunidade…”,  vejam como é interessante isso, será que só porque uma pessoa apresentou um sinal mediúnico, necessariamente ela teria que ser um médium ostensivo? já foi comprovado e evidenciado que uma pessoa pode sim apresentar um sintoma de acoplamento mediúnico, simplesmente em apenas algumas situações especificas, como num caso de obsessão, ou até pelo próprio magnetismo tanto dos médiuns como dos guias que podem utilizar daquela pessoa para um único propósito em uma sessão mediúnica e nada mais.
Mas voltando, alguns dirigentes devido a suas despesas do  mês, aluguel, água, luz, imposto, manutenção da casa, então vendo nas pessoas da assistência, uma fonte de lucro, são os famosos CATADORES DE MÉDIUM A LAÇO ,  mas por que isso acontece? porque são terreiros que temmensalidade, que é um dinheiro que é cobrado dos médiuns para manutenção da casa, nada contra, algumas casas tem suas despesas, mas não se pode olhar para um médium e ver ele como uma fonte de lucro. Porque vejam bem, o que anda acontecendo por ai,  é que quando esse médium acontece de ficar desempregado, onde ele não pode fornecer mais o“dimdim” do mês, alguns dirigentes passam a tratá-lo com indiferença, humilhação, forçam tanto a barra, que aquele médium se vê obrigado em um determinado ponto a se retirar da casa, e ceder espaço para outra pessoa que contribua, porque é óbvio que a pessoa chega em um ponto que não tem saída, evidentemente. Nenhuma pessoa gosta de ser tripudiada, precisa-se ter mais sensibilidade a vida não anda fácil para ninguém.
Bem, vou falar de como é o ingressar no TEMPLO DE UMBANDA OGUM 7 ONDAS E CABOCLA JUPIRA, o lar de Mãe Cristina e Pai Anisio,  nossa casa é chefiada por Oxossi e Ogum, uma casa humilde e simples, mas temos disciplina, dentro da tradição que praticamos o ingressar de um médium na corrente é algo muito sério, e cobramos sim, disciplina, comprometimento e seriedade do adepto. Na nossa casa não há mensalidades e sim rateios quando é necessário, graças a Deus temos o nosso espaço próprio do terreiro.
Na nossa casa, o médium ele tem que no mínimo assistir a todas as linhas de trabalho, conhecer a forma de trabalho e atuação de todos os guias e linhas. Após isso, se a pessoa  quiser ingressar no terreiro, deverá pedir autorização para os guias chefes da casa, os quais irão passar seus pareceres e se é o momento mais adequado para aquele médium estar entrando para dentro da corrente. Explico: alguns médiuns muitas vezes chegam num terreiro extremamente adoentados, com cargas espirituais densas, e devem antes de ingressar na gira, estarem passando por um tratamento espiritual. Porque vejam bem, se você coloca um médium assim dentro da gira, ele além de provocar um desequilíbrio na corrente ele toma uma carga energética muito forte, que pode fazer mais mal do que bem a ele. Nenhum médium em nossa casa entra para dentro da gira sem passar por essa avaliação criteriosa.
Se ele for liberado, ai ele irá sentar com os dirigentes, os quais vamos estar passando a ele as normas da casa, quanto a conduta e postura daquele filho dentro do terreiro. Uma conversa franca e verdadeira, onde damos o espaço para que aquele médium fale sobre suas expectativas e nós também falamos do que esperamos dele em nossa egregora espiritual.
Dentre algumas regras as quais temos e que acho oportuno estar citando neste texto é que não gostamos de MÉDIUNS TURISTAS, que são médiuns que tem péssimas posturas só vem no terreiro quando querem, mais faltam do que vem, ou quando tem festa na casa, ou ao contrário são os SOVINAS são aqueles que quando vai passar um rateio o cidadão simplesmente some. Então temos sim uma regra bem específica para isso, médium faltou 3 trabalhos consecutivos será convidado a se retirar do terreiro, a não ser que seja por motivos justificados de trabalho e doença comprovados.
Uma outra questão importante a ser mencionada, o médium se ele saiu do terreiro por duas vezes, ele não poderá ingressar mais na casa. Colocamos essa regra que a princípio poderá parecer rígida mais não é, pelo fato que alguns médiuns fazem de seus terreiros a verdadeira casa da Maria Joana, onde fazem e agem como bem entendem, uma casa idônea deve se dar ao respeito. Os únicos que poderão quebrar essa regra são os guias chefes do terreiro. Sabemos perfeitamente que as pessoas erram, é claro, mas quando esse erro é uma constante passa-se a ser um ato de ignorância e imprudência, os quais entregamos nas mãos dos guias e mentores para direcionar.
Alguns dirigentes já deixam correr solto, eles em suas concepções acreditam que não se deva  exigir isso, RESPEITO,  cada um sabe de si, só que não é bom, porque um terreiro precisa ter uma egregora sustentável, o dirigente deve saber com quem contar na sua casa, fora que fica feio o que temos vistos por ai, numa gira de PRETO VELHO  ninguém vai, agora numa festa ou trabalho de EXÚ E POMBOGIRA meus irmãos e irmãs aparecerem médiuns que o dirigente nem lembra mais seus nomes. O mais triste é que há dirigentes que aceitam isso, justamente porque querem a casa lotada, para eles situações assim lhes dá STATUS E IBOPE, mas será que dá mesmo? ou é um presente de GREGO BEM GRANDE. Pensemos.
Um médium passando pela avaliação dos guias chefes e dirigentes, deverá ser orientado a estar comparecendo ao terreiro para estar passando por ritos de iniciação, esse médium terá que tomar pelo menos um AMACI, uma boa limpeza, para estar colocando seu branco.
Estamos vendo em algumas casas que o médium está entrando sem passar por nenhuma limpeza, é complicado certas posturas, porque isso prejudica em muito o médium, não lhe dá o mínimo de equilíbrio energético.
A impressão que nos passa que o negócio é ANGARIAR FILHOS e o resto que si dane, me perdoem a sinceridade. Precisamos ter mais cautela e seriedade ao estar lidando com a mediunidade alheia, o lidar com os espíritos é algo muito sério e exige cuidado. Alguns espíritos não aceitam e não perdoam certas posturas erradas ao lidar com eles. E a cobrança é inevitável.
Agora vamos falar do ATO DE SAIR DE UMA CASA, pessoal estamos vendo posturas muito tristes, desagradáveis mesmo, tanto de dirigentes quanto de médiuns nessa questão. Vejam bem é uma via de mão dupla.
Não podemos esquecer que devemos ter o mesmo RESPEITO tanto para entrar quanto para sair, o ato de sair ou ser tirado de um terreiro sempre é algo mais difícil e melindroso de ser realizado, mas devemos sempre priorizar a dignidade de ambos os lados, priorizando a VERDADE E O DIÁLOGO.
As vezes um médium entra dentro da gira, entra com todo o pique possível,  cheio de vontades e fantasias, e quando ele percebe que o trabalho mediúnico é um trabalho que exige comprometimento, seriedade, que tem seus resguardos e preceitos, que tem seus direitos mas terá seus deveres, o parque de diversão perde a graça se é que me entendem. E começa ai a surgir os problemas de posturas e condutas. Porque parque de diversão? porque infelizmente alguns médiuns estão levando questões referentes a mediunidade e espiritualidade muito na brincadeira e fantasia.
Na minha opinião um dirigente ele não pode simplesmente na primeira falha, tirar o médium da corrente, não é assim também. A função de um dirigente é orientar, disciplinar, doutrinar esse médium. Estamos lidando com sentimentos e magoar uma pessoa é terrível.
A postura adequada é o médium ser advertido e orientado, caso essas advertências e orientações virem rotina, e esse médium não esteja se corrigindo, não esteja sendo evidenciado comprometimento de sua parte, e já esteja causando um desconforto no grupo de médiuns da casa, neste caso esse médium deverá ser chamado para uma conversa verdadeira e franca e convidado a se retirar do agrupamento.
Mas vejam bem, sem pragas, sem ofensas, sem feitiços. O dirigente deveABENÇOAR aquele filho e tirar sua mão sobre sua cabeça e ENTREGAR para oORIXÁ E SEUS GUIAS tomarem conta. Sem julgamentos, o deixar na mãos dos guias e mentores é a ação mais sensata a ser tomada.
Mas infelizmente nem tudo é flores, e tem casos que o filho de santo comete faltas graves, obrigando o dirigente a tomar uma decisão de imediato, mas deve-se sempre evitar confrontos que denigram tanto o médium quanto o terreiro envolvido. Já tivemos casos em outros terreiros de chegarem aos extremos de agressão onde médium agride o dirigente e vice versa é muito triste, fora é claro agressões de uma entidade para com a outra, oriundas de desavenças de seus médiuns.
Tem dirigentes por exemplo que não deixam seus filhos pegarem seus pertences, soube de um caso que o dirigente cortou as guias de anos de um médium, quebrou suas quartinhas, pessoal estamos falando de um dirigente espiritual é uma postura lamentável que não cabe a um papel de um dirigente idôneo. A raiva nunca foi boa conselheira, e devemos lembrar que aqueles pertences são do filho de santo e seus guias, tem espíritos envolvidos, a cobrança vem.
De fato a RAIVA NUNCA É BOA CONSELHEIRA EM NENHUMA SITUAÇÃO. Tomar atitudes com raiva, decisões, fatalmente terá grandes chances de erros nem sempre irremediáveis.
Mas por outro lado tem médiuns que são extremamente INGRATOS, eles literalmente cospem no prato que comeram.
Além de sair da casa, a denigrem, a  profanam, despeitados saem falando da casa que um dia lhes ajudou e agregou, são sempre os vitimados e nunca os culpados.
O mais triste das posturas de alguns médiuns é que eles não percebem que denigrindo a casa que um dia frequentou anos por exemplo estão denigrindo sua própria dignidade.
O pior que chegam em outras casas com tantas e tantas histórias, e sempre são os enfeitiçados, e nunca os feiticeiros: porque minha mãe e meu pai de santo me mandaram feitiços, o pior é ver casos em que nunca ouve feitiço nenhum e supostos guias e dirigentes quebrando DEMANDAS FANTASMAS É TRÁGICO, CHEGA A SER CRIMINOSO NAS QUESTÕES ESPIRITUAIS. O FALSO TESTEMUNHO.
Infelizmente há sim dirigentes não idôneos como há também médiuns do pior caráter possível.
Em ambos os casos lhes falta ética espiritual e mediúnica.
Um dirigente que esteja agregando um novo filho na sua casa, primeiramente ele tem que impulsionar a esse filho a continuar sua trajetória da melhor forma possível para superar o que ele passou na outra. Trabalhando o PERDÃO, DESAPEGO E SEGUIR.
Tem médiuns que saem das casas feito ladrões, covardes, saem fugidos, simplesmente somem, mas se esquecem que a vida pode lhes colocar em situações que voltem a pegar o mesmo prato sujinho ali empoeirado que um dia comeram antes. E são obrigados a baterem na mesma porta que um dia saíram sem se despedir.
capa_orgulho.jpgExiste algo no meio disso tudo CHAMADO FORÇA DE PEMBA, OU LEI DE PEMBA, a pior ofensa não é a humana, mas a espiritual, se o filho faz algo na casa que o seu guia e Orixá querem que ele frequente, porque sabem que ali é seu lugar, ele pode despertar uma ofensa espiritual, onde seus próprios guias e Orixás, vão lhe ensinar sobre humildade, dignidade, comprometimento e respeito da pior forma. Esse médium sai do terreiro, abandona tudo, e acha que está certo na grande maioria das vezes, só que o tempo passa, e ele percebe que não consegue se adaptar em lugar nenhum, que as coisas não estão dando certo, que tudo está travando no seu caminho. Ele se enverga, se ajoelha e reza para seus guias e Orixás lhes ajudar, não obtém resposta, e cada dia ele como uma planta sem água vai secando  e secando, até que um dia, seus guias e Orixás lhe mandam sinais, muitas vezes vindo até pela boca dos demais, tipo: SERÁ QUE NÃO ERA MELHOR VOCÊ SE RECONCILIAR COM SEU PAI E MÃE NO SANTO? SERÁ QUE SEUS GUIAS ACEITARAM SUA ATITUDE? Os levando a refletir ao bom entendimento. O ato de fazer envergar não é um ato de crueldade e sim ensinar questões referentes a humildade, a quebra do ego e do orgulho. A dor é a mais dura das professoras.
Pois é, ai aquele filho do nada aparece no terreiro, cabisbaixo, envergonhado aos pés de preto velho por exemplo, lhe pedindo ajuda e perdão.
E como saber se agiu certo? basta observar se você ficou pior ou melhor depois que saiu.
Uma questão óbvia, tem bagagens que precisam ser pegas e que foram esquecidas, no meio do caminho e o filho e mesmo o pai só conseguem seguir depois de pegá-las porque algumas bagagens são cruciais para uma boa viagem.
Já vi médiuns que simplesmente se destruíram como pessoas por causa de suas próprias escolhas e erros, porque para um arrogante, vaidoso, o admitir ter errado, o pedir desculpas e perdão pode ser um ato muito difícil. Mas todo médium muito arrogante aprende da pior forma o que é humildade, e quem lhes ensina são seus próprios  guias e mentores.
Uma outra questão importantíssima médiuns que sempre foram comprometidos, sérios, que do nada começam a tomar posturas não condizentes, podem estar sendo vitimas de obsessão e perseguições espirituais que acabam por influenciar-lhes direcionando a caminhos não muito dignos. Por isso que o médium deve sempre ficar atento e se conhecer bem. Orai e Vigiai.
Mas tem um outro lado da questão, que muitas vezes a missão daquele filho naquela casa terminou, e os seus próprios guias estão a lhe direcionar para outros caminhos, mas quando é os guias que estão agindo essas despedidas são costumeiramente de Paz e não de Guerra.
Tanto o dirigente quanto o médium devem priorizar o que é certo e honroso de se fazer, se errou peça perdão. Se tentou o diálogo e não deu certo, saia com dignidade e respeito, mesmo que um dos lados não saiba o que é isso. Eu costumo dizer que muitas vezes Deus não nos tira, ele nos LIVRA isso vale para ambos os lados.
Nenhuma despedida é fácil de se realizar, sempre engloba o desapegar e deixar a tristeza para trás.
Uma coisa que vale para ambos os lados é saber ter o bom entendimento os guias e mentores avisam sobre determinadas atitudes e escolhas, cabe a nós, saber calar, e ter a sabedoria de acatar um bom conselho. Para que a teimosia o orgulho não lhe custe mais que possa pagar.
Acredito que com esses toques sutis meus irmãos e irmãs possam perceber o quanto é sério certas atitudes, aparentemente humanas e falhas, mas que estão englobando questões que envolvem nossos guias e mentores e nossos Orixás.
Vamos agir e tomar decisões pesando e acatando as orientações dos nossos guias e mentores para que dessa forma evitemos sofrimentos e desapontamentos desnecessários.

Paz e Luz a todos.
Cristina Alves
Templo de Umbanda Ogum 7 Ondas e Cabocla Jupira
Santo André/SP


Quem é Umbandista? 

Um consulente pode ser considerado um

 Umbandista?


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Ultimamente tenho visto um problema que muito está preocupando os bons dirigentes, essa coisa que toda pessoa que está na assistência tem que estar entrando para a corrente, colocando branco e trabalhando sua mediunidade.
Há um problema seríssimo nisso mediunidade não se força, ela se desperta. O forçar mediunidade tem criado médiuns extremamente anímicos e que futuramente poderá levar a uma mistificação.
Mas será que toda pessoa que começa a frequentar um centro tem que necessariamente ser médium de trabalho, médium de incorporação?
Claro que não, parece que as pessoas estão se esquecendo dos diversos dons mediúnicos que uma pessoa pode ter, exemplo disso é os auditivos, olfativos, videntes, e não necessariamente serem médiuns de incorporação.
E se o consulente que não tiver nenhum desses dons evidentes pode estar dentro da corrente se assim desejar?
Em minha opinião, claro que sim, temos o nobre trabalho como o dos cambonos tão necessário dentro dos terreiros sabemos perfeitamente que muitos cambonos nunca irão incorporar uma entidade, mas nem por isso sua presença deixa de ser tão necessária numa casa religiosa.
Mas aquela pessoa que está na assistência pode ser considerada de fato um Umbandista mesmo não estando dentro da corrente?
O que faz um religioso é o amor pela sua religião, o respeito, a sua fé. Se a pessoa sempre está ali na assistência, prestigiando os trabalhos, participa das preces, ajuda as outras pessoas necessitadas sempre as encaminhando para o terreiro para que recebam o amparo espiritual, se aquela pessoa é um canal aberto, propiciando com sua presença mais energia para os trabalhos, através da boa palavra, da boa intenção e firmeza de pensamentos, sim essa pessoa é um Umbandista.
E não se enganem há muitos dentro da corrente que não são realmente Umbandistas, porque se deixaram corromper com intenções escusas e se tornaram instrumentos nefastos de espíritos malfazejos. Médiuns esses que se esqueceram dos verdadeiros propósitos da Umbanda.
Aquele consulente que vai uma vez ou outra num terreiro, apenas quando está com algum problema, e quando resolve fica tempos e tempos sem aparecer, pode ser considerado um Umbandista?
A Umbanda a todos agrega, mas uma pessoa com essa característica em minha opinião não pode de fato ser considerada um Umbandista, é um simpatizante, porque na grande maioria das vezes pessoas que agem assim querem um lenitivo, uma cura instantânea, estão à busca de um passe de mágica para a resolução de seus problemas, não buscam a evangelização, a reforma íntima e espiritual e muitas vezes nem aceitam ou estão abertos a isso. Ainda estão no caminho do despertamento, ainda não se encontraram. Muitas pessoas que agem assim vão a inúmeros lugares e não estabelecem raízes em lugar algum sua fé é pouca.
E temos aqueles que estão com problemas de saúde e são impossibilitados de estarem numa casa religiosa, mas carregam dentro dos seus corações os ensinamentos e o amor pela sua fé, esses mesmo a distância são Umbandistas.
Já visitei alguns terreiros e em alguns deles não vi empatia dos médiuns com a assistência, médiuns arrogantes, que nem ao menos dão um boa noite para aqueles irmãos ali presentes, se comportam como se eles fossem os próprios guias e se esquecem que são apenas instrumentos.
Instrumentos esses, diga-se de passagem, bem desafinados e com cordas quebradas. Muitos desses mesmos médiuns já estiveram ali naquelas mesmas cadeiras tão necessitados, da mesma forma desses irmãos que ali hoje se encontram tão desprezados. Desmemoriados de quem um dia foi.
Infelizmente já ouvi de médiuns a seguinte frase:
Assistência tem que pagar mesmo para dar valor.
Triste constatação, que há casas onde o humilde não tem espaço e são explorados por dirigentes mercenários e médiuns corrompidos pela ganância. Nesses lugares podem ter muitos espíritos, mas não os espíritos que trabalham na seara de Umbanda. Casas essas que negligenciam a mensagem do mestre que nos ensinou: Dai de graça o que dê graça recebeis.
Infelizmente alguns dirigentes não buscam médiuns com objetivos idôneos e sérios, buscam médiuns buscando quantidade e não qualidade no serviço mediúnico querem sim muitos médiuns para mostrar aos olhos dos leigos o quanto sua casa é forte (forte? Será?), muitos querem quantidade apenas para enriquecer o seu caixa no final do mês, e infelizmente vemos essa constatação todos os dias, onde médiuns promissores estão sendo explorados e mal direcionados, bons instrumentos seriam, mas muitos se quebram de tal forma que se torna impossível a reforma. Oremos por eles, porque a quem muito será dado, muito será cobrado.
A Umbanda não é faca no pescoço, a Umbanda é chamamento ao serviço do bem, da caridade e do amor ao próximo. E que se frise que essa caridade muitas vezes é o médium o maior beneficiado.
Quando a Umbanda lhe toca o coração é como tocar na mais aromática das flores, seu perfume penetra na alma e no coração, e a partir daquele momento vc sai da casca grossa da materialidade e renasce. Ninguém entra na Umbanda e sai com o coração vazio.
A Umbanda é o grande hospital, o grande lenitivo, a Umbanda é a casa dos servidores, dos trabalhadores da luz, a Umbanda é a grande mãe que agrega e conforta, a grande reformadora.
Se você busca trabalho, na Umbanda tem muito trabalho para ser realizado, muitos querem o trabalho remunerado, na Umbanda o trabalho é caritativo, é de amor ao próximo, a Umbanda é filantropia.
Cristina Alves
Dirigente do Templo de Umbanda Ogum 7 Ondas e Cabocla Jupira.

Como deve se comportar um consulente em uma casa religiosa?

Quando uma pessoa vai à primeira vez em um terreiro de Umbanda para ela tudo é novo principalmente quando ela não teve alguém para falar a respeito do que vai acontecer ali. Muitas pessoas chegam apreensivas, receosas, descrentes e duvidosas, muitas vão com medo dos espíritos. Uma das coisas mais importantes que deve acontecer é que essas pessoas sejam muito bem recebidas quando chegarem, se sintam acomodadas, confortáveis e seguras. Sejam direcionadas e orientadas da melhor forma.
Mas infelizmente algumas pessoas confundem essa cordialidade e acabam passando os pés pelas mãos.
E vou citar algumas situações:
Trajes e roupas em geral: ás vezes as pessoas eu acho que se esquecem que estão em uma casa religiosa, e vão com roupas curtíssimas, sinuosas, mostrando muito o corpo. Isso não é uma atitude respeitável e atitudes assim acabam provocando uma situação constrangedora, porque se a pessoa estiver numa casa respeitável, provavelmente os guias antes de um passe vão pedir para que seja colocado um avental ou um pano para cobrir o corpo da pessoa. Então não é aconselhável ir com roupas extremamente curtas, tipo: shortinhos, mini saias, grandes decotes etc. Não julgamos as pessoas pela aparência, mas o bom senso sempre é pertinente e bem vindo.
Silêncio: Nenhum guia quer as pessoas mortas dentro da gira, mas têm momentos que o silêncio é uma prece literalmente, é totalmente inconveniente, por exemplo, numa abertura da gira, onde os médiuns estão todos concentrados, a assistência estar com conversas paralelas, muitas vezes em tom alto, risadas, já cheguei a ficar sabendo até de venda da Avon na assistência é uma falta de educação muito grande. Amigos consulentes guardem suas energias para as preces, para os cantos e louvações.
Um problema que está acontecendo freqüentemente é o danado CELULAR, esse realmente tem dado dores de cabeça, e se tornado um obsessor material rsrsrs, as pessoas vão para a gira e se esquecem de desligar ou que seja colocar no modo de vibração, é nas preces, e na hora dos pontos, e o guia falando, e o celular do cidadão tocando, é automático todos que estão fazendo algo, olham e isso causa um desconforto e uma quebra de concentração. Então pessoal quando forem numa casa religiosa seja qual for, ou desliguem ou coloquem na vibração, ser o centro das atenções nesse momento não é legal.
Cigarro: O vício é complicado, mas se você tiver em uma casa religiosa e ficar a cada 10m saindo da assistência para fumar um cigarrinho é inadmissível, fora que é um desrespeito. Então não é umas horinhas sem vício meu amigo que você vai morrer, lembrando também que você está ali num ato religioso.
Escolher guia: meu amigo consulente se você não estiver em tratamento não faça isso, a troca energética é benéfica e você irá se dar a oportunidade de conhecer outros guias e mentores. Lembrando que dentro de uma corrente espiritual a energia é uma só. Nunca passe com um guia para checar o que o outro falou isso é antiético. E nunca desfaça de nenhum guia.
Passe: o consulente deve esperar que o guia ou o cambono lhe chame. Jamais entre dentro da corrente sem ser encaminhado e direcionado. Na hora do passe seja cordial. É totalmente inconveniente você se aproximar de um guia e dizer a seguinte frase: o senhor é o guia fale o que está se passando com a minha vida, isso pode dar uma conotação de teste e o consulente pode ser advertido pelo cambono que é o fiscal do terreiro, fora que a resposta pode vir à altura. Lembrando que à hora do passe não é hora de adivinhações. Infelizmente alguns médiuns se sentindo pressionados acabam passando o carro na frente dos bois e acabam falando bobagens para o consulente que acaba saindo frustrado e desacreditado na casa.
O guia jamais deverá ser abordado para dar soluções escusas e de caráter duvidoso: como traições, fofocas, trabalhos amorosos como os de amarração ou qualquer outro tipo de trabalho que agrida o livre arbítrio de outra pessoa principalmente quando o único beneficiário é a própria pessoa.
Todo encaminhamento escrito pelo cambono, deverá constar o nome do cambono, o nome do guia e do médium, para que com isso demonstre seriedade e evite equívocos.
Existem alguns procedimentos que jamais um guia deverá fazer na hora do passe: passar a mão no consulente pelo seu corpo, jogar bebida como cachaça na cabeça da pessoa ou no seu corpo, ficar baforando fumaça diretamente no rosto e olhos da pessoa. Trabalhos de passar fogo é extremamente perigoso, acidentes graves já ocorreram. E a recíproca também vale infelizmente já vimos casos de pessoas que confundiram o atendimento e tentaram tocar o guia de outra forma, até tentativa de beijar o guia já houve. Nessas horas a abordagem do cambono é essencial. O atendimento deve ser o mais respeitoso possível. Já soube inclusive de guias que se recusaram a atender um determinado consulente porque o mesmo estava indo com outras intenções que não eram religiosas. Ex. vou passar com tal médium porque ele é muito bonito, vou jogar um charminho nele. Jamais uma entidade deve passar contatos do seu médium: como cartão comercial, ou falas tipo: não vou te responder isso, joga búzios ou cartas com meu médium e ele te responderá, isso é no mínimo suspeito porque denota a influência do médium na comunicação no intuito de angariar clientela. O médium tem o direito de fazer propagandas do seu trabalho paralelo, mas jamais deve utilizar de seus guias para isso. Senhores (as) consulentes essa é uma atitude que deve abrir ressalvas quanto ao atendimento ali efetuado.
Cobrança: se o consulente estiver realmente em uma casa de Umbanda não será cobrada quantia nenhuma por passes com guias e mentores, nenhuma entidade séria e idônea compactua com isso. Não importa a justificativa, se é para compra de material, aluguel etc. Caso o terreiro realmente necessite deve estar aberto a donativos desde o momento que não seja imposto, mas jamais cobrar por passe, isso vai contra as leis de Umbanda, que preza a caridade gratuita. Alguns seguimentos religiosos trabalham com a cobrança, a Umbanda não.
Se o consulente agir de violência, palavras de baixo calão, ou agir de má educação dentro da casa religiosa, e que não haja nenhuma influência espiritual, o mesmo deve ser imediatamente ser convidado a se retirar do local. O terreiro de Umbanda é uma casa de paz e é contra a violência de qualquer espécie.
É totalmente proibida a permanência de pessoas alcoolizadas dentro de uma casa religiosa. A pessoa deverá ser orientada a ir para casa, se restabelecer e voltar futuramente sóbria, para que tenha consciência e receba de maneira mais adequada os conselhos e passes dos guias e mentores. O atendimento a essas pessoas jamais deverá ser negado, a Umbanda não foi feita somente para os sãos, mas para os que se encontram adoentados tanto fisicamente quanto espiritualmente.
Infelizmente algumas pessoas se melindram quando posicionadas dessas simples regras de educação, e até chegam a questionar: fui a tal casa e não tinha nada disso, pois é, tem casas e CASAS, infelizmente em algumas casas onde o respeito não prevalece o vale tudo acontece, é pessoas fumando a torto e a direito na assistência, bebendo, outros se beijando enquanto os guias estão atendendo, uma falação, profanando o solo santo sagrado.
Estranho que essas pessoas se forem em uma Igreja Católica, por exemplo, não se comportam assim, será que nossos terreiros têm menos valor? Claro que tem, é que infelizmente a conduta religiosa séria não está presente em algumas casas e as pessoas acham que podem fazer isso em qualquer terreiro que vá. Infelizmente algumas casas não se dão ao respeito.
Jamais o consulente deve confundir sua amizade com o dirigente e médiuns com libertinagem, muito pelo contrário até por ter amizade com o corpo mediúnico sua conduta deve ser exemplar.
O consulente jamais deverá abordar o médium em paralelo ao terreiro para que o mesmo faça trabalhos cobrados em particular, sem o consentimento do dirigente do terreiro isso é falta grave podendo o médium ser dispensado do terreiro.
Por outro lado o consulente deve ter consciência que não deve incomodar a vida pessoal do médium, algumas pessoas vão e passam com um guia, não tiram suas duvidas na hora e acaba por ns meios descobrindo o telefone, a residência do médium e acabam abordando o mesmo em sua residência, em horários de trabalho, o consulente precisa entender e respeitar que o médium tem sua vida particular com seus deveres e responsabilidades.
Lembrando que em um terreiro de Umbanda o principal objetivo é que a caridade seja cumprida e que todos saiam beneficiados de igual forma.
Cristina Alves
Dirigente do Templo de Umbanda Ogum 7 Ondas e Cabocla Jupira.

A OFERENDA DE NEGA VÉIA.

790f52e5d1fb978fa48aa1f659d4f628.
Todo dia o filho vai lá, me coloca uma xícara de café amargo, meu galinho de arruda, acende uma vela branca. Mas meu fiô por que? do que adianta lembrar de mim, se não segues meus conselhos e orientações? Do que adianta me agradar para mostrar aos outros que você cuida de mim, se você mesmo não cuida de si mesmo? Do que adianta vir diante da minha imagem, rezar.. se quando acaba a reza já está lá você arquitetando e fazendo maldades contra seu próximo? Ah meu fiô, que agrado.. que oferenda.. prestimosa seria, se quando nega veia chegasse perto de tu, visse um coração de bondade, uma alma limpa de sentimentos, boas atitudes e ações. Nesse momento meu fiô nega se sentiria a mais rica de todas, rica das graças que o homem com seu dinheiro não pode comprar. Nega agradece o cafezinho e a vela de todos os dias, nega se vai com a esperança de amanhã estar ali a minha tão esperada oferenda. Que zambi abençoe.
É pessoal quantos por ai não fazem exatamente isso, agem de hipocrisia para com suas entidades, como se as entidades não enxergassem suas almas adoentadas e endurecidas.
Lembrem-se quando for fazer uma agrado para qualquer guia e Orixá, avalie criteriosamente se aquela oferenda é a que mais agrada a seu Orixá, e se você não está confundindo os valores espirituais. As riquezas espirituais são bem diferentes das materiais, tenha boas atitudes e pensamentos. Cristina Alves – TEMPLO DE UMBANDA OGUM 7 ONDAS E CABOCLA JUPIRA

     CASAS ESPIRITUAIS OU ANTROS?


Pessoal quero abrir um questionamento. Uma casa com as características as quais vou descrever abaixo, pode nela haver manifestação de espíritos idôneos e verdadeiros? * zelador é promiscuo, já teve relações sexuais com várias filhas de santo, há histórico de promiscuidade até no meio familiar. *Será que uma pessoa promiscua, enganadora, vil tem forças para se comunicar e orientar e direcionar a mediunidade de alguém? * o terreiro se diz de Umbanda, mas quando há algum tipo de rivalidade, são executadas matanças e são montadas mesas para exús. Detalhe neste tipo de trabalho só os ÍNTIMOS participam, uma boa parte do corpo mediúnico não fica nem sabendo. Detalhe neste tipos de sessões é pedido desde a morte dos desafetos como sua ruína. * há cobranças de trabalhos espirituais. Entidades vem e pedem os tais trabalhos que irão favorecer o chefe do terreiro. * há abusos de cobranças financeiras dos consulentes. * caso algum médium não siga a risca a cartilha imposta pelos dirigentes, são humilhados e rechaçados diante de toda assistência pelos guias chefes da casa. * entidades chefes da casa desafiam os guias dos médiuns, menosprezando e colocando em duvidas o valor das mesmas. Muitas vezes nestes tipos de casas com esse parâmetro vemos médiuns até bem intencionados, sendo mal orientados, quais as consequências para esses médiuns, e quanto a assistência que segue as riscas tais orientações vinda desses espíritos? Porque vemos tais casas abertas, sendo que estão a destruir vidas? Não teria que haver um fim para tal mal? E quantas vezes vemos pessoas questionando “… porque os espíritos do astral superior permitem tal coisa…” Estou abrindo este questionamento porque na realidade muitas vezes vemos casas com características assim ou até piores, abertas, cheias de gente, muitas pessoas sendo enganadas e prejudicadas, a religião sendo difamada e ridicularizada. E isso causa até mesmo uma certa revolta para os médiuns que procuram honrar suas religiões fazendo um trabalho idôneo e sério. O que fazer?? Sendo que muitas dessas casas são protegidas por federações, acobertadas por um papel na parede? Será que esses diplomas atestam a idoneidade da casa e a seriedade? Cristina Alves CASAS ESPIRITUAIS OU ANTROS? Pessoal quero abrir um questionamento. Uma casa com as características as quais vou descrever abaixo, pode nela haver manifestação de espíritos idôneos e verdadeiros? * zelador é promiscuo, já teve relações sexuais com várias filhas de santo, há histórico de promiscuidade até no meio familiar. *Será que uma pessoa promiscua, enganadora, vil tem forças para se comunicar e orientar e direcionar a mediunidade de alguém? * o terreiro se diz de Umbanda, mas quando há algum tipo de rivalidade, são executadas matanças e são montadas mesas para exús. Detalhe neste tipo de trabalho só os ÍNTIMOS participam, uma boa parte do corpo mediúnico não fica nem sabendo. Detalhe neste tipos de sessões é pedido desde a morte dos desafetos como sua ruína. * há cobranças de trabalhos espirituais. Entidades vem e pedem os tais trabalhos que irão favorecer o chefe do terreiro. * há abusos de cobranças financeiras dos consulentes. * caso algum médium não siga a risca a cartilha imposta pelos dirigentes, são humilhados e rechaçados diante de toda assistência pelos guias chefes da casa. * entidades chefes da casa desafiam os guias dos médiuns, menosprezando e colocando em duvidas o valor das mesmas. Muitas vezes nestes tipos de casas com esse parâmetro vemos médiuns até bem intencionados, sendo mal orientados, quais as consequências para esses médiuns, e quanto a assistência que segue as riscas tais orientações vinda desses espíritos? Porque vemos tais casas abertas, sendo que estão a destruir vidas? Não teria que haver um fim para tal mal? E quantas vezes vemos pessoas questionando “… porque os espíritos do astral superior permitem tal coisa…” Estou abrindo este questionamento porque na realidade muitas vezes vemos casas com características assim ou até piores, abertas, cheias de gente, muitas pessoas sendo enganadas e prejudicadas, a religião sendo difamada e ridicularizada. E isso causa até mesmo uma certa revolta para os médiuns que procuram honrar suas religiões fazendo um trabalho idôneo e sério. O que fazer?? Sendo que muitas dessas casas são protegidas por federações, acobertadas por um papel na parede? Será que esses diplomas atestam a idoneidade da casa e a seriedade? Cristina Alves

Sim, deves perdoar!


Vamos refletir?
Sim, deves perdoar! Perdoar e esquecer a ofensa que te colheu de surpresa, quase dilacerando a tua paz. Afinal, o teu opositor não desejou ferir-te realmente, e, se o fez com essa intenção, perdoa ainda, perdoa-o com maior dose de compaixão e amor.
Ele deve estar enfermo, credor, portanto, da misericórdia do perdão.
Ante a tua aflição, talvez ele sorria. A insanidade se apresenta em face múltipla e uma delas é a impiedade, outra o sarcasmo, podendo revestir-se de aspectos muito diversos.
Se ele agiu, cruciado pela ira, assacando as armas da calúnia e da agressão, foi vitimado por cilada infeliz da qual poderá sair desequilibrado ou comprometido organicamente. Possivelmente, não irá perceber esse problema, senão mais tarde.
Quando te ofendeu deliberadamente, conduzindo o teu nome e o teu caráter ao descrédito, em verdade se desacreditou ele mesmo.
Continuas o que és e não o que ele disse a teu respeito.
Conquanto justifique manter a animosidade contra tua pessoa, evitando a reaproximação, alimenta miasmas que lhe fazem mal e se abebera da alienação com indisfarçável presunção.
Perdoa, portanto, seja o que for e a quem for.
O perdão beneficia aquele que perdoa, por propiciar-lhe paz espiritual, equilíbrio emocional e lucidez mental.
Felizes são os que possuem a fortuna do perdão para a distender largamente, sem parcimônia.
O perdoado é alguém em débito; o que perdoou é espírito em lucro.
Se revidas o mal és igual ao ofensor; se perdoas, estás em melhor condição; mas se perdoas e amas aquele que te maltratou, avanças em marcha invejável pela rota do bem.
Todo agressor sofre em si mesmo. É um espírito envenenado, espargindo o tóxico que o vitima. Não desças a ele senão para o ajudar.
Joanna de Ângelis
Psicografia: Divaldo Franco
Eu entendo o perdão como o limpar o lixo que o outro deixou em você, o perdão é desapego, é deixar o outro para lá e seguir seu caminho sem olhar para trás. É um processo difícil, tem coisas bem complicadas e a mágoa nesse processo é pior que a raiva. Cristina Alves

Quer uma religião que te arrume emprego?

Quer uma religião que te arrume emprego, dinheiro sem esforço, sem trabalho digno? procura um banco e reze no pé do gerente, quem sabe ele não se compadece de você?
Algumas pessoas, realmente não tem valor moral nenhum. 

Por que tanta gente bem intencionada não tem o que quer?


Por que tanta gente bem intencionada não tem o que quer?
Muitas pessoas me revelam: Sou uma boa pessoa, pratico a bondade, só quero o bem dos outros, faço de tudo para ser o melhor e mesmo assim, nada acontece do jeito que quero.Isso me parece injusto!!!!!!
Tem uma passagem na Bíblia que diz mais ou menos assim: ” Aqueles que tem, mais lhe será dado e aqueles que não tem, até o que tem lhes será tirado” . Por muito tempo não compreendi essa passagem e achei também muito injusta, até compreender a lei da atração.
Aqueles que tem ENERGIA mais lhe será dado e aqueles que não tem energia, até o que tem , lhes será tirado e não importa quão bondoso e correto ele seja.
Não é o que você quer e merece que acontece na sua vida, e sim, ONDE você VIBRA mais. Você pode ser uma pessoa bondosa, honesta, bem intencionada, mas vibrar constantemente no nível da ausência daquilo que você quer.
Tive uma cliente que chegou pra mim avisando que tinha uma carga muito pesada para carregar na sua vida , que era a causa de todo o seu sofrimento de anos, sua artrite reumatoide que trazia dores horrorosas. Contou em detalhes toda a sua ” saga” em busca de cura, todos os tratamentos, médicos, dores insuportáveis e a questão existencial : POR QUE COMIGO MEU DEUS?????
Eu avisei: Você quer deixar essa carga no chão do meu consultório a partir de hoje e fora da sua vida? E entender que enquanto você olhar para ela é a sua decisão de pegar novamente essa carga para você e nem eu nem Deus temos o poder de interferir na sua decisão? Você busca tratamentos e profissionais para largar a carga mas não o faz, e depois acha que são os profissionais ou tratamentos que não funcionam. Gasta fortunas e depois das consultas , pega a carga novamente para você!!!!!! A verdade é que você não larga a ATENÇÃO desse problema. Onde você coloca a sua atenção é um PEDIDO e a lei da atração funciona queira você ou não aquilo.
Mas a DOR me faz prestar atenção!!!!!
Se sua dor chama a sua atenção, aprenda a desviá-la , aprenda a olhar para o que você quer, o ALÍVIO. Quanto mais consistentemente você olhar para o alívio da dor, mais o alívio da dor será o seu pedido e a sua atração.
Você pode estar cheio de boas intenções e cheio de bondade mas não se liberar da carga pesada daquilo que você define como problema.
Aquilo que você define como problema tem que ser liberado da sua atenção!
Todos nós , independente de quem somos, teremos o que mais ativamos com a nossa atenção. Somos 100% responsáveis por tudo que está ou não está na nossa vida. Somos livres a todo o momento para decidir se carregamos ou não a carga.
É muito JUSTO, visto que serve para todos e é uma lei universal- Você só pode ter o que concebe.
Rosalia Schwark

As árvores e a Umbanda


Árvore é um vegetal lenhoso cujo caule, chamado tronco, só se ramifica bem acima do nível do solo.
Os africanos possuem pela árvore um sentimento religioso, eles acreditam que nas raízes, ficam localizados os espíritos inferiores, no tronco, os mortais, e na copa, os espíritos superiores, todos em perfeita comunhão. Na imagem, podemos ver uma árvore de origem africana, o Baobá.
AS ÁRVORES E A UMBANDA
As Árvores na Umbanda tem um significado especial. Muitos dos rituais são feitos aos seus pés, pena que é uma vida que diariamente é extinta aos poucos, não importando o quanto é necessária para manutenção de todos os seres vivos… Nós umbandistas temos grande ligação com elas…
Umbanda religião 100% brasileira, sincretizada ao Catolicismo é formada pelas forças da natureza, o AR a ÁGUA a TERRA e o FOGO e por suas simbologias e diversas plantas, por estar na Terra, para nós funciona como uma descarga de nossas energias etéreas, sendo nosso “fio terra”, contato direto com o solo, proporciona um “descarrego natural”, uma das árvores que ficou muito associada a todas as religiões afro descendentes é a Macumba.
Macumba: uma espécie de árvore africana e da qual se faz o instrumento musical do mesmo nome. (há relatos que escravos marcavam encontro debaixo desta árvore para cultuarem seus orixás, daí vem à frase “te encontro lá na macumba”).
Figueira branca árvore símbolo da Paz e da força do Axé onde JESUS descansava embaixo de suas sombras.
Romãzeira: símbolo do amor, abundância e fertilidade.
Coqueiro: árvore cujo fruto nos remete as entidades nordestinas.
Jurema: árvore sagrada, há relatos de rituais indígenas desde o descobrimento do Brasil onde os índios se reuniam, bebiam, dançavam e fumavam em volta da Jurema.
Oliveira: árvore de nosso Pai Oxalá.
Eucalipto: árvore de Yorimá.
Gameleira Branca: associada a Ossain protetor das árvores e guardião de todos os segredos das folhas, raízes e cascas.
Jaqueira: mito, fala-se que Oxossi é seu filho.
Cajazeira: muito usada no assentamento do Orixá Ogum.
Bambu: árvore associada aos Exus.
Amora: árvore de Ibeji.
Jaqueira: árvore de Nanã.
Parreira: árvore de Yemanjá.
Então como podemos ver as ÁRVORES, as plantas estão “enraizadas” na nossa cultura, não só como símbolo, mas também suas folhas, as quais são recomendadas pelas entidades para banhos e tratamentos.
A UMBANDA é a preservação da natureza, aqui não se mata animais porque eles também fazem parte dessa mesma natureza, os rios, o mar, para nós é sagrado e devem ser preservados, preservando a natureza estaremos preservando a nós mesmos e nossos descendentes.
Muitas informações errôneas são postadas por pessoas despreparadas a respeito da nossa UMBANDA tão querida, religião do Coração, do Amor e do Perdão… Salve a UMBANDA… SALVE AS ÁRVORES…
São Paulo, 06 de junho de 2012.
Orlando Garcia (Pai Pequeno) FUCESP

Guias não são gênios da lâmpada


Muito pertinente esse tema tem gente que vai nas casas ficam fazendo testes, quer que a entidade fale até a cor da cueca e da calcinha que tá usando, querem passar com o gênio da lâmpada e não com um guia espiritual.

Ao chegarmos à uma casa espírita, seja ela de que linha for, já encontramos aquela linda reunião dos médiuns servindo-se de aparelho aos amigos trabalhadores espirituais. Tudo pronto… com aromas e músicas respeitando cada ritual.
Muitos chegam aflitos e ávidos por algum tipo de socorro ou assistência. Outros nem tanto.
O que muitos não têm consciência é de que muito se trabalha para que tal reunião aconteça. Nas milhares de casas e terreiros espalhados pelo país, encarnados e desencarnados trabalharam muito para que milhões de pessoas como você pudessem receber o consórcio do Alto, através da caridade da mediunidade do espiritismo.
Por isso, ao adentrar um espaço espírita, equilibre seus pensamentos; evite refletir sobre coisas negativas e frívolas; não fale alto nem tenha conversas de baixo nível como maledicências ou leviandades.
Acima de tudo, fale à entidade o que realmente é importante em sua vida… problemas de cunho realmente grave… saúde, família. Ou apenas cale-se e ouça suas belas palavras de amor, conforto e orientação.
Não espere adivinhações nem faça “testes” com os irmãos espirituais. Não pergunte sobre a cor do carro que deve comprar, sobre suas paixões ou possíveis traições de seu cônjuge. Esqueça as coisas grosseiras da Terra. Você é maior do que isso! Faça por merecer essa bênção de Jesus.
Aproveite com a sabedoria a dádiva de ter uma audiência exclusiva com um amigo espiritual de luz e cresça um pouquinho mais na sua escalada evolutiva. Nem todos tem essa oportunidade.
Guardem a fé, irmãos!

DIFICULDADES DE UM TERREIRO DE UMBANDA


DIFICULDADES DE UM TERREIRO DE UMBANDA
Hoje me peguei pensando nas dificuldades que existem em um terreiro de Umbanda, começando pela estrutura física, na dificuldade burocrática, na dificuldade de se encontrar e alugar um salão onde preencha as requisições mínimas que a prefeitura da região exija, fora que muitas pessoas não querem alugar seus estabelecimentos para terreiros porque acreditam que dependendo do que seja feito no local fique uma energia que pode ser tanto boa como ruim de acordo é claro com o que era praticado no local, também existe o abuso de muitas pessoas que quando ficam sabendo que o estabelecimento será alugado para um terreiro cobram aluguéis altos e colocam uma lista de regras que jamais existiriam se fosse para um aluguel comercial. E é claro fora o preconceito que é muitas vezes cruel, muitas vezes o zelador já está fechando o negócio quando ele comunica que será para um terreiro, o proprietário cancela na hora toda negociação, só quem passa e já passou por isso sabe o quanto é revoltante e desgastante. Não pelo direito do outro em si, mas pela discriminação jogada na cara. E mesmo os que têm seus estabelecimentos próprios precisam estar de acordo com esses requisitos básicos, caso contrário serão penalizados com multas severas.
As exigências de uma prefeitura e vigilância sanitária são muitas. Alguns exemplos: No mínimo dois banheiros, saída alternativa em caso de incêndio, extintores no local, ventilação, higiene adequada etc. A casa deve estar regularizada e registrada nos órgãos competentes para que futuramente não sofra acusações de curandeirismo e charlatanismo. Respeitar a lei do silêncio para que não sofra perseguições da comunidade em volta. Mas tudo isso, tem custas. Um aluguel com todas essas normativas é alto e muitas vezes o terreiro não consegue custear tudo isso, devido às condições financeiras dos integrantes da casa.
Nessas horas que vemos a estrutura e centralização e cooperação de todo um corpo mediúnico, porque eu particularmente acredito que a maior dificuldade é a financeira, tem médiuns que são extremamente prestativos e atenciosos quanto às dificuldades monetárias da casa em compensação têm outros que se você fizer um rateio para comprar uma toalha, por exemplo, inventa inúmeras desculpas, e sempre vem com aquele sorriso sem graça ah me desculpe esqueci. Alguns médiuns acham que o zelador tem que arcar com tudo, mas querem sempre o terreiro limpinho, cheirosinho, asseado, mas se esquecem que para a manutenção da casa vão muitos itens, se esquecem que como eles o zelador também muitas vezes tem suas dificuldades financeiras, tem suas contas para pagar e não vivem do terreiro, trabalham, tem seu salário suado todo mês. Tem médiuns que muitas vezes são os que menos ajudam, mas se chegarem ao terreiro e não verem um vaso flores, já começam a fazer o buchicho nossa o altar não tem uma flor, em muitos terreiros é sempre a mesma história sempre tem os mesmos a cooperar e os mesmos a encostar. As pessoas se esquecem que no exemplo de um vaso de flores não estão dando para os outros e sim estão dando em carinho e lembrança a seus orixás e que cada um deve zelar e ter esse carinho próprio. Fora que quem não quer ter uma casa bonita de axé. Já entrei em casas de extrema humildade, limpinhas, asseadas, mas que não faltava uma florzinha nos pés de oxalá, como também já entrei em terreiros que parecia uma casa abandonada sem dono, com flores de plástico sujas, imagens poeiradas, entregas velhas fedendo. Será que nesses lugares há presença espiritual realmente de espíritos de luz. É realmente vergonhoso entrar nesses terreiros ver filhos lá dentro que nada fazem. Muitas vezes casas numerosas, mas que filhos de fé mesmo nenhum.
Hoje enfrentamos o preconceito e a intolerância uma das maiores dificuldades, quantos de nossos irmãos e irmãs perderam oportunidades de trabalho porque assumiram sua fé e foram discriminados e excluídos. Hoje vemos igrejas evangélicas até de madrugada fazendo seus cultos há tantas horas, com microfones e caixas de som altíssimas, e ninguém fala nada, mas vai um terreiro e quebra a lei do silêncio, que até viatura aparece. A lei do silêncio sou a favor que seja respeitada, mas a lei tinha que ser para todos pelo menos seria a ética da lei. Mas sabemos que nos bastidores não é bem assim.
A ingratidão é uma outra dificuldade que principalmente os médiuns novos possuem no lidar, porque dói você ver que sua entidade ajudou uma pessoa, ela conseguiu seus intentos mas um dia você está passando na rua e cruza com a mesma pessoa, ela muda de calçada abaixa a cabeça fingindo que não te viu. Mas isso faz parte da Umbanda e devemos saber conviver com isso e ter a humildade do entendimento que as pessoas só dão o que os seus corações estão cheios. Jesus também deu muito, e foi crucificado em uma cruz.
A Umbanda é para todos, mas só permanece quem tem força e garra, porque muitos desistem quando se deparam com as dificuldades, ser umbandista não é para qualquer um é para gente de fé, gente guerreira.
Mas a Umbanda é mãe zelosa e mesmo para aqueles que lhe viram as costas quando se arrepende ela os agrega com a bondade e caridade de que lhe é típica. Muitos zeladores às vezes falam estou aprendendo a separar o grão do trigo, mas sabemos que não é bem assim que mérito teria dar remédio aos sãos.
Muita gente quer ser médium, quer incorporar, mas quando vê que não são flores se perdem no caminho, médiuns sérios, idôneos, comprometidos ai está uma grande dificuldade de um terreiro, porque infelizmente existem muitas pessoas que ainda não entenderam o que é ser médium, mediador de algo maior, não sabem serem instrumentos e se acham apenas tocadores de banda, que não aceitam uma crítica, não querem seguir uma doutrina, querem fazer o que bem entendem usando a roupagem que não lhes pertence, que é das suas entidades. Querendo méritos que não são seus. O maior mérito de um médium é ele ser humilde e saber que é instrumento de uma causa maior.
Enfim um terreiro pode ter suas dificuldades, mas não lhe pode faltar objetivo e meta, garra e força, fé e amor pelos Orixás porque isso já basta para vencer. E antes de cobrar algo, procure se conscientizar se está fazendo sua parte para melhorar.

Endeusamento de mais a dirigentes não é bom.


quei a dois dias atrás sabendo de um zelador que estuprou mais de três garotas, as mesmas filhas de uma filha de santo tinham ido no terreiro para ajudar na limpeza, ele abusou das meninas e quando as mesmas chegaram em casa estavam machucadas e sangrando a mãe pressionou e descobriu, a polícia quando chegou no local havia outras meninas na mesma situação. Vemos inúmeros casos assim de pastores, padres, pais de santo .. será que as pessoas não estão endeusando demais certosdirigentes espirituais os colocando no patamar de deuses, de santos e intocáveis? São homens, são mulheres e as aparências podem enganar, as vezes por trás da face de um dirigente espiritual pode estar um monstro escondido, infelizmente… cuidado com muitas liberdades, com tons de intimidade. Muitas vezes ficamos sabendo de muita exposição intima de filhos que quando recolhidos em determinadas obrigações ficam expostos, mulheres sendo banhadas por homens e homens por mulheres será correto isso? Pensemos.

A VIDA DO MÉDIUM OU A VIDA DO GUIA



Vou colocar um outro questionamento, mas para que entendam vou colocar como uma história para facilitar o entendimento.
Um médium trabalha muito bem em um terreiro, seu guia chefe é muito procurado em dias de giras, atende as pessoas com esmero e carinho, só que essa entidade chega a ficar por mais de 1h com cada pessoa na realidade não é mais um simples passe e sim um atendimento mas sempre ocorre nos dias de giras. Não gosta que seu tempo de trabalho seja controlado. Uma entidade muito procurada que inclusive causa inveja em outros médiuns que muitas vezes ficam parados na gira porque os consulentes só querem passar com ele. Só um detalhe esse médium em questão está muito frágil de saúde. Vai a primeira pergunta: Esse tempo de trabalho com cada consulente não estaria causando um desgaste físico neste médium e até energético sendo que ele fica horas incorporado? O que vcs percebem de errado neste caso?
Continuando tudo que seu guia chefe pede ao consulente, por exemplo uma entrega, um trabalho em um determinado lugar por exemplo nas matas, cachoeira, na encruzilhada, os consulentes o procuram, e sempre ele tem que estar presente para realizar, ele sempre acompanha esses consulentes sem nada cobrar em troca. Na realidade eles nunca fazem nada sozinhos e procuram ele a todo momento.
Vai a segunda pergunta: Estaria certo tal postura do médium ele não estaria criando um condicionamento, um vício nesses consulentes?
Tudo que as pessoas vão usar nesses trabalhos seu guia chefe quer que seu médium arque com as despesas compre com seu próprio dinheiro, e caso ele reclame a entidade não aceita não concorda.
Terceira pergunta: Vcs concordam com tal posicionamento?
Bem essa situação foi de um médium que conheci, que me pareceu um ótimo médium mas que vive essa situação. E achei interessante porque já conheci médiuns que viviam assim e chegou um ponto que não aguentaram mais a pressão, por mais fé e amor que tinham com suas entidades e Orixás. Meu esposo conheceu um médium nas mesmas condições ele a princípio aquela fé fervorosa, ficava até bravo se vc o repreendesse, com o passar do tempo, com a pressão do dia a dia, trabalho, família, mulher e filhos, aquela dedicação dele começou a se tornar algo sufocante, cansativo, resumo da história foi se afastando.. se afastando devido aos compromissos até que abandonou tudo. Qual o limite se é que tem..