quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Para que "Bater Cabeça"?

O ato de bater cabeça, talvez seja a parte da ritualística umbandista cuja simbologia esteja no inconsciente coletivo da humanidade desde o princípio dos tempos.
O ato de levar a cabeça ao solo é encontrado, praticamente, em todas as religiões.
Podemos interpretar este ato como o reconhecimento da submissão do ser humano diante da onipotência da Divindade.

Ou seja, a aceitação de nossas limitações diante daquilo que não podemos controlar. Trata-se, portanto, de um sinal de respeito e de entrega bem como de humildade e agradecimento.
Na Umbanda bater cabeça significa respeito pelos orixás, guias e entidades que são representadas pelo congá.

Em algumas casas também se bate cabeça tanto nos pontos de força ou energia (a tronqueira e os atabaques) como para  os sacerdotes,  sacerdotisas ou os mais velhos na religião.

Saudação diante do Congá:


Peço Força ao nosso Pai Oxalá
Peço Benção aos Pais e Mães desta Casa
Saúdo minha coroa diante do Pai Maior
Salve

Saudar tocando no chão.

Acreditavam os nagô que existiam nove espaços (planos) no além. Entre os quatro superiores e os quatro inferiores, havia um plano intermediário que se localizava (exatamente) no espaço ocupado por nosso planeta; esse seria o plano astral terrestre. Era através desse espaço que chegavam à Terra os orixás e ancestrais vindos dos vários outros planos.

Surgiam, pois, para os nagô, os orixás e ancestrais de dentro da Terra. Assim, quando desejam chamar os orixás, os nagôs tocavam três vezes os solo (após o nome do orixá ser pronunciado).

O solo diante dos tambores também era tocado (antes ou depois de tocarem com os dedos o próprio atabaque), afinal, quem chamava (através do som) os orixás eram os tambores.

O solo era sempre tocado três vezes; o três representa na cultura nagô ação, movimento, expansão … Tocar o solo três vezes era o gestual que significava o “assim seja”, o cumpra-se … Então quando, por exemplo, o nome de Ogum pronunciado, todos tocavam três vezes o solo; “assim seja”, “que Ogum venha até nós”…

No Brasil, os africanos, para consagrar o solo, para transformar o terreiro em uma pequena África, enterravam relíquias trazidas (da África) … tranformando (ritualmente) o solo brasileiro em solo africano (”chão” dos seus orixás).

A atuação do "local" nos cultos.


  
Várias vezes fazemos cultos fora do Templo, em algum ponto de força, e que, além da atuação mais forte da irradiação do Orixá dono daquele campo, o "local" também irá atuar nas pessoas envolvidas pois também irradiam energias que atingem nosso corpo espiritual.




  • Um Culto à beira d água limpa e sutiliza o corpo energético das pessoas e o magnetiza positivamente.
  • Um Culto nas matas fecha aberturas na aura e a expande, sutiliza o magnetismo mental e purifica os órgãos etéricos do perispírito.
  • Um culto no tempo (campo aberto) dilata os sete campos magnéticos das pessoas tornando-os mais "leves".
  • Um culto na terra arenosa densifica o magnetismo mental e concentra as energias das pessoas

Banho...pra que banho?

As vezes passamos em consulta com um guia de umbanda e ele apenas nos pede para que façamos um banho de ervas ou nos pede para ir ao mar ou em uma cachoeira para nos banhar. Muitas pessoas não dão muita importancia e acham que seja uma solução muito simplista, mas saiba que:
  • Um Banho de Ervas limpa o espírito através de seu corpo espiritual usando a essência vegetal.
  • Um Banho de Cachoeira desagrega energias enfermiças acumuladas no perispírito e já internalizada nos orgãos etéricos.
  • Um banho de mar queima larvas astrais, curando e purificando o corpo perispitual.

                                                Oferendas em Cemitério


O cemitério é um lugar sagrado em todas as religiões e é um ponto de força muito usado por nós Umbandistas.
Também chamado de Calunga Pequena, Calunguinha ou ainda Campo do Pó ou Campo Santo é nele que as coisas se transformam, se transmutam.
No espiritual existem vários pontos de forças, vários locais vibratórios, e o cemitério é um deles, trocando em miúdos é um portal para uma seara, uma egrégora energética, lugar onde as vibrações de Omulu (morte, paralisação) e Obaluaye (evolução, transmutação) dão sustentação, onde encontramos as forças de Nanã Buruque, Yansã das Almas, Ogum Megê e de muitos outros orixás que atuam na evolução dos seres. É Uma Campina Aberta (Oxalá e Oyá Tempo) cercada de árvores (Oxossi) com concentração de terra (Obá).
Nesta seara não existe túmulos, campas ou covas, é um lugar onde as energias estão mais concentradas, mais densas, pois estão atuando o tempo todo na transformação, na transmutação da vida material para a vida espiritual. Por esse motivo sentimos o ar mais “pesado” quando estamos em um cemitério.
Não há motivo para sentirmos medo, pois é um dos pontos de força mais movimentado e protegido. Trabalhadores espirituais estão o tempo todo atuando, esclarecendo, curando e encaminhando os recém desencarnados.  
Nós Umbandistas, cientes do poder deste ponto de força costumamos fazer oferendas para esses Orixás ou para estes Trabalhadores (sejam eles Exus, Pomba Giras, Caboclos, Boiadeiros...) e pedir pela paralisação (morte) de nossas doenças, vícios, tristeza, para transmutar nossos sentimentos negativos ou encaminhar algum espírito negativo que esteja atuando em nosso campo mediúnico.
Quando entramos em um cemitério, saudamos as forças atuantes para demonstrar nosso respeito e devoção.
Saudamos e pedimos licença ao Exu Sentinela daquele cemitério para entrarmos no campo guardado por ele.
Ao entrar ajoelhamos e saudamos Obaluayê (cruzando o chão com a mão direita) – Omulú (tocamos o chão 3 vezes com a mão esquerda) – Yansã das Almas -  Ogum Megê (*Este ritual também se repete na saída)
Cobrimos nossa cabeça com um lenço branco para que as energias densas do local não desequilibrem nosso mental e com muito respeito nos dirigimos ao local de nossa oferenda.
Quase todo cemitério possui um Cruzeiro, ou ponto central, e é a partir dele que as energias são irradiadas.
Obaluayê irradia a direita do Cruzeiro e lá novamente ele é saudado e oferendado.
Omulú irradia à esquerda do Cruzeiro, onde deve ser saudado e oferendado.
Guias de direita podem ser oferendados e saudados na frente do cruzeiro e Guias de Esquerda atrás do Cruzeiro.
Na Umbanda não há sacrifício animal e toda a oferenda deverá ser recolhida ao final do trabalho.

Quiumbas

Depois de tomar consciência do seu desencarne, o espírito de baixa evolução não aceita ajuda do Alto que não permite que ele continue a conviver com os encarnados e continua a vivenciar seus vícios e a negativar seu mental.
Energeticamente, ele passa a cair de faixas vibratórias e assumir seu pólo negativo. Agregam-se a espíritos com o mesmo padrão energético formado falanges e assumindo um grau dentro da hierarquia das trevas.
Aprendem a manipular energias e as usam contra seus desafetos encarnados e contra os trabalhadores da Luz. Unem-se a encarnados praticantes de magia negra e muitas vezes se fazem passar por algum Exu, mas não passam de espíritos trevosos de pouca evolução.
Um Exu, trabalhador da seara umbandista, trabalha para a Lei nas trevas, e nada faz sem a permissão do Alto.
Um Exu de Lei pode tanto assumir sua fisionomia humana como a de qualquer criatura, pois são trabalhadores que, amparados pelo Trono do Alto , trabalham nos domínios do Trono do Embaixo. Já um Quiumba, por não ter mais a sustentação energética do Trono do Alto que o ampara, pois está vibratóriamente muito baixo, passa a ser amparado pelo Pólo Negativo daquele trono. O Pólo positivo que moldou sua aparência humana não consegue mais enviar energias para dar sustentação a esta aparência então o ser passa a “perder” sua fisionomia e a assumir aparências monstruosas.
Os Quiumbas obsediam uma pessoa encarnada para vivenciar seus vícios, para se vingar ou para agradar algum encarnado que, através de magia negra, solicitou seus serviços.
Mesmo nas trevas, há uma Lei que os rege. Uma Demanda de morte contra algum encarnado não matará, mas ele poderá sofrer um grave acidente para que se apegue mais a Deus e dê mais valor a sua Vida. Mas esta pessoa se revoltar, eles poderão incitá-lo ao suicídio, ao uso de drogas e etc... mas a escolha, mesmo que inconsciente, é do encarnado.
Quando o demandado é um médium com uma missão a cumprir, ele alguma hora irá procurar ajuda e iniciará sua missão espiritual (virá pela dor!). Muitas vezes os protetores desse médium tomam a sua frente para receber estas cargas negativas e não machucar demais seus protegidos.
Os Quiumbas se locomovem facilmente, sabem volitar, plasmar armas e manipular energias, que são pedidas aos seus amigos encarnados através de oferendas.
O encarnado obsediado por um quiumba sentirá todos seus sentimentos negativos desequilibrados como ódio, raiva, rancor, revolta, descontrole emocional. Egum escravo poderá ser escalado para permanecer ao lado daquele encarnado e lhe prejudicar a saúde física e mental, sugando sua energia vital.
Uma hora ou outra a Lei Maior interferirá nas ações deste quiumba, ele será capturado por um Exu de Lei e a eles passará a prestar contas, depois de um tempo será esclarecido e se for de sua vontade permanecerá na falange daquele Exu passando ele também a trabalhar para a Lei Maior nas Trevas.
A Umbanda trabalha incansavelmente combatendo estes espíritos trevosos e protegendo os encarnados, desmanchando magias negras e amarrações através de suas entidades que trabalham para a Lei Maior.

Eguns na Umbanda

Embora Egum signifique todos os espíritos que já desencarnaram, para nós, Umbandistas, Eguns são espíritos que ainda não adquiriram um grau de consciência e às vezes nem mesmo sabem que estão desencarnados.

Ele pode se tornar um obsessor quando se liga a algum encarnado para, por exemplo, vivenciar seus vícios materiais (álcool, droga, sexo, etc..) ou por não admitir se afastar de algum encarnado (esposa, filhos, amigos) ou ainda para se vingar de seus inimigos.

As pessoas obsediadas irão ser “vampirizadas” por eles, pois mesmo sem saber, quando um Egum entra no campo vibratório de um encarnado, por osmose, ele irá sugar a energia vital  do encarnado, desvitalizando um e vitalizando o outro.

O obsediado ira sentir uma forte apatia, “oco” por dentro, não saber mais o que quer direito, angustia, frio, sono, fraqueza, dores pelo corpo, calafrios, indisposição, sentimentos inconstantes, medo...

A presença do Egum também poderá intensificar também nossos vícios e fraquezas nos desequilibrando como por exemplo: se aquele obsessor tiver o vício de beber e o encarnado beber, poderá beber além da conta, se os dois sentirem raiva, poderá ficar violento demais, e assim por diante.

Os Eguns ficam vagando em nosso meio e às vezes são aprisionados por "quiumbas" (seres que já sabem que são desencarnados e fogem do auxílio), servindo-lhes como escravos e muitas vezes usados para sugarem energia de seus desafetos, atuando através dos sete estados tidos como capitais (vaidade, inveja, ira, preguiça, avareza, gula, luxúria).

Muitos ex-viciados são Eguns, pois, como quando na carne, não conseguem se libertar de seus vícios  (tabaco, bebidas alcoólicas, cocaína, heroína, LSD, cola de sapateiro, crack, etc..). Eles irão se aproximar de algum encarnado que tenha o mesmo vício para poderem sugar estas energias viciantes e por esta estar sendo dividido com o Egum, o encarnado irá fazer um uso maior para poder satisfazer os dois.

Espiritos que também tiveram atitudes que causam dependência (sexo, riquezas materiais, jogos, fanatismo religioso, atitudes depressivas, etc...) também são grandes candidatos para se tornarem Eguns depois de desencarnados.

Quando em Egum toma consciência de seu estado e condição ele passa a ser um “sofredor” pois começara a “clamar” por Deus e por ajuda ou passara a ser um “Quiumba” que foge dos seres de luz para poder continuar em nosso meio.

Precisamos mudar a freqüência de nosso campo vibratório para que este obsessor não consiga nos perturbar e se desligue de nós.

È difícil, pois não somos seres perfeitos e temos muitos vícios, mas percebemos que nossas fraquezas é que estão atraindo este tipo de obsessor para a nossa vida e faremos o possível para mudar.

Oração eleva nossa vibração e conseqüentemente, eleva a do obsessor, possibilitando que entidades de luz se aproximem e o esclareça.

Banho de ervas também tem o mesmo efeito e protege nosso campo mediúnico não permitindo o acoplamento de energias contrárias.  U m banho simples de se fazer é com:Comigo-ninguém-pode / Guiné / Arruda / Alecrim / Espada de São Jorge / Manjericão / Hortelã-pimenta. (joga-se do pescoço para baixo pedindo a libertação das energias negativas, tomar durante 7 dias).

Mas se não mudarmos nossas posturas e atitudes, de nada adiantará.

Quando este obsessor for um perseguidor desta ou de vidas passadas, o processo é mais demorado pois as vezes somos merecedores daquela perseguição e não mudamos ainda nosso modo de pensar e de sentir, possibilitando assim, a interferência dele.

Qualquer entidade da linha de Umbanda, seja ela, Preto-velho, Caboclo, Boiadeiro, Exu, Baiano, etc... irá identificar a atuação de um Egum e afastar, as vezes a força, do convívio do encarnado. Ele será enviado a uma colônia de esclarecimento ou será entregue a um Exu, que através da Lei Maior, irá fazê-lo expurgar seus “pecados”.

A Entidade irá esclarecer o encarnado a forma que este Egum foi atraído para a sua vida e através de conselhos, mostrar quais atitudes e sentimentos devem ser modificados para que isto não se repita novamente. Geralmente indicará um banho para limpar seu campo mediúnico e talvez alguma oferenda para absorver alguma energia que ficou escassa.

Poucos são os casos em que a atuação destes Eguns vieram através de magia negra contra o encarnado, em sua maioria foi a lei da atração que permitiu tal atuação, pois energeticamente, os afins de atraem.
Em primeiro lugar o que ocorre é a morte de nosso corpo carnal, não morremos, apenas mudamos do plano material para o plano espiritual, sendo assim, continuamos a ser o que éramos antes, com os mesmos defeitos e virtudes.
A irradiação de Pai Omulú, responsável pela paralisação dos seres,  envolve o ser e corta o cordão de prata que liga o espírito ao corpo, paralisando a vida material. Logo em seguida o ser é envolvido pelas irradiações de Pai Obaluayê, responsável pela evolução dos seres, que o o transportará para a dimensão espiritual e para o nível condizente com sua vibração mental.
O seu grau de consciência o ligará ao nível vibratório que ele irá permanecer após o desencarne (cada um no seu lugar de merecimento).

Alguns podem ser transportados para as colônias espirituais para o refazimento , outros se mantém junto ao corpo físico, pois, por não acreditarem  em vida após a morte, mantém seus mentais presos a vida material, ou ainda, por suas baixas evoluções, presos as pessoas e vícios que aqui deixaram.
Por não conseguirem mais, sem o corpo físico, absorver o prana (energias), os espíritos de baixa evolução continuam a sentir fome, sede, dores, sono e falta de seus vícios (fumo, bebida, drogas, sexo) e não conseguem se reequilibrar, vão negativando mais seus mentais, caindo cada vez mais de níveis vibratórios.
Estes espíritos são chamados de  EGUNS , embora no Candomblé todos os espíritos de pessoas desencarnadas são Eguns, inclusive nossos Guias Espirituais, pois já estiveram encarnados na terra.

Muitos são os trabalhadores espirituais que ajudam de diversas maneiras estes espíritos, primeiramente tentam esclarecê-lo das verdades espirituais e encaminhá-lo para colônias de tratamento, se não conseguem, aguardam que este espírito adquira um maior grau de consciência para tentar nova investida.
Os acessos destes trabalhadores aos planos negativos são feitos pelos Exus que trabalham para a Lei naqueles níveis vibratórios, executam as ordens do Alto fazendo com que aqueles seres expurgam todos os seus vícios e se libertem, tomando assim consciência dos seus erros, faltas e vícios.

Os perigos e conseqüências da mediunidade mal orientada.

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Os perigos e conseqüências da mediunidade mal orientada.
A falta de doutrina e de comprometimento que existe, em muitas casas espiritualistas, coloca em risco a saúde física e psicológica dos médiuns.
Para se ter idéia, há casas que iniciam qualquer pessoa que tenha vontade em trabalhos de desenvolvimento mediúnico de incorporação.
E as pessoas que começam a frequentar os trabalhos, por não terem a menor noção do que é certo ou errado, se submetem.
Na verdade, existem casos em que a mediunidade de incorporação nunca vai se manifestar porque o médium deverá desenvolver outras formas de mediunidade.
Consequentemente, tentando fazer incorporar quem não deve, surgem atrapalhações de toda ordem.
A mediunidade deve ser desenvolvida de forma progressiva e individualizada, e o bom desenvolvimento do corpo mediúnico depende muito da firmeza e da competência do chefe encarnado do grupo e do espírito dirigente dos trabalhos.
Na Terra, a esfera material das diversas formas de religião é conduzida pelos encarnados, o que inclui a organização das casas, a orientação das pessoas e até a redação dos textos que explicam os fenômenos espirituais.
É justamente por se tratar de “coisa de humanos” que a religião muitas vezes é deturpada.
Se os espíritos de luz pudessem atuar sozinhos, várias situações inoportunas deixariam de acontecer.
Mas os trabalhos religiosos na Terra precisam da união do plano físico e do espiritual.
Sem o fluido animal dos médiuns, não é possível para os espíritos atuar em nosso nível vibratório.. Daí a grande importância dos médiuns e também da assistência nos trabalhos religiosos.
Quando um dirigente religioso, independente da linha em que trabalhe, se deixa envolver pelo ego, passa a acreditar que é dono-da-verdade e, o que é ainda pior, que é dono das pessoas sua mente se fecha para as orientações do plano espiritual que deveriam orientar sua conduta, porque sua vontade passa a ser mais importante.
Quando o chefe dos trabalhos “se perde”, os espíritos não compactuam com os erros cometidos, mas respeitam o livre-arbítrio de todos. Ficam à parte, aguardando que a situação se modifique para novamente poderem trabalhar com seus médiuns.
As pessoas não ficam desamparadas, mas os espíritos não compactuam com o ego. Há trabalhos que, irresponsavelmente, surgem em função da vontade que têm algumas pessoas de dirigirem grupos. Se uma pessoa resolve iniciar uma sessão, a responsabilidade é dela. Os seus protetores não vão puni-la por isso, mas toda a carga que surge em função dos trabalhos vai ser também responsabilidade dela.
Surgem, em função disso, muitas complicações, para quem dirige e para quem é dirigido. Portanto, não bastando atrapalhar a si mesmo, o chefe deverá arcar com as consequencias do que provoca para o corpo mediúnico de sua casa.
O mesmo vale para quem decide que vai prestar “atendimentos espirituais” ou outros tipos de “trabalho” relacionados, sem as devidas proteções que só uma casa, com os devidos calços, pode ter.
Toda aplicação do dom mediúnico deve estar sobre a proteção de uma corrente espiritual e de uma chefia realmente capacitada.
Infelizmente, em muitas casas sem boa direção espiritual, exerce-se o hábito de desenvolver a mediunidade em pessoas obsediadas, causando-lhes desequilíbrios ainda piores do que a própria obsessão.
São pessoas que, estando claramente doentes, são levadas a abrirem seus canais de mediunidade, irresponsavelmente, a fim de supostamente se curarem.
A pessoa perturbada chega nos trabalhos e é aconselhada a desenvolver… porque tem mediunidade. Deveria procurar entender o que acontece consigo, através da doutrina, e não sair procurando um lugar para “desenvolver” Situações como essa, ocorrem devido ao pouco conhecimento doutrinário dos dirigentes das casas e até dos médiuns que dão consultas, acreditando que estão falando pelos espíritos.
A mediunidade perturbada pela obsessão não merece incentivo.
No aspecto patológico, existem aqueles que, por desequilíbrios neurológicos, se comportam como vítimas de processos obsessivos.
Nestes casos, também é inoportuno o desenvolvimento das faculdades mediúnicas.
Mentores espirituais de casas honestas cuidam de tratar desses processos obsessivos até que os fenômenos cessem, e o enfermo, curado, possa retomar suas atividades normais e, quem sabe, desenvolver sua mediunidade.
Tudo está muito bem, se o médium está preparado, saudável e consciente de que desenvolver a mediunidade é o que realmente deseja e de que realmente precisa.
Por outro lado, se a pessoa está desequilibrada, doente, desenvolvendo algo que nem sabe exatamente o que é, possuir um canal aberto será algo muito perigoso.
Em ambos os casos, haverá a possibilidade da comunicação com o mundo dos espíritos, e um médium despreparado não vai saber identificar, nem filtrar,mensagens boas de mensagens oriundas de espíritos obsessores.
Por isso, desenvolver a mediunidade em quem não está preparado permite que as obsessões se manifestam pelo canal mediúnico que foi aberto, ocasionando demências em diferentes graus.
A mediunidade não é causadora da enfermidade ou da loucura. É o seu desenvolvimento indevido que permite que um espírito obsessor dela se utilize para instalar, na mente de sua vítima, a enfermidade mental.
Pensar na mediunidade como causa desses distúrbios seria o mesmo que culpar a porta de uma casa pela entrada do ladrão. A porta foi somente o meio ou a via de acesso utilizada para a realização do furto, por negligência e desatenção do dono da casa.
Precisamos também conhecer a fadiga mediúnica. O exercício da mediunidade provoca perda de fluidos vitais do corpo do médium e tende a esgotar os seus campos energéticos. Por isso os dirigentes capacitados dedicam especial atenção e cuidado para com os médiuns iniciantes.
É comum encontrar médiuns desequilibrados, atuando em grupos espiritualistas, onde incluem-se até mesmo os brandos trabalhos de mesa kardecistas.
Em alguns casos, o descontrole psíquico pode levar o indivíduo à loucura,principalmente no caso das pessoas predispostas ao desequilíbrio.
Convém que o dirigente espiritual esteja atento à conduta dos médiuns, para perceber indícios de anormalidade.
Mediunidade é uma atividade psíquica séria, e a ela só devem se dedicar pessoas que se disponham a ter conduta religiosa, ou seja, uma moral sadia e hábitos disciplinados.
A prática da mediunidade em obsediados é capaz de produzir a loucura.
A irresponsabilidade e incompetência de dirigentes nos critérios de admissão e instrução de seus trabalhadores pode culminar em demência. Basta imaginar a situação em que uma pessoa obsediada é submetida a entidades hipócritas.
É fácil imaginar que se estabelecerá um processo de fascinação que pode culminar em demência.
Lembremos que a humildade, a dedicação, a paciência e a renúncia são os caminhos do crescimento mediúnico.
O orgulho e os maus espíritos são seus obstáculos.
A mediunidade, assim como todos os dons, possui dois lados.
Se, por um lado, é fonte de abençoadas alegrias; por outro, pode ser também de profundas decepções.
Mas isso nunca deve ser motivo para que alguém desista de desenvolver a sua mediunidade, de cumprir a sua missão, pois ela é simples e gratificante na vida das pessoas que a abraçam como missão de serviço nas legiões do Grande
Pai Oxalá.
*Por Jorge Menezes*

dia
Dias da Semana e Saudações aos Orixás UMBANDA
Dias e Saudações aos Orixás…
DIAS DOS ORIXÁS:
SEGUNDA – FEIRA * Exu, Pomba Gira, Obaliuaie, Omulu, Pretos Velhos (Iorumá) e almas aflitas
TERÇA – FEIRA * Ogum, Boiadeiros e Baianos
QUARTA – FEIRA * Xangô e Iansâ
QUINTA – FEIRA * Oxossi, Caboclos e Caboclas
SEXTA – FEIRA * Oxalá, Almas Santas e Linha da Oriente liderada por São João Batista
SÁBADO * Iemanjá, Oxum, Nanã Buruke, Ondinas, Sereias, Caboclas, Iaras e Marinheiros
DOMINGO * Iori (Cosme e Damião), Crianças e Ibejadas
SAUDAÇÕES
Saravá Oxalá * Oxalá Meu Pai
Saravá Ogum * Ogum Iê Meu Pai
Saravá Xangô * Caô Cabecilê
Saravá Obaluaie * Atotô Obaluaiê
Saravá Oxossi * Okê Caboclo
Saravá Iemanjá * Odoceyá
Saravá Oxum * Aêê Mamãe Oxum
Saravá Iansã * Uepa hey Iansã
Saravá Nanã Buruke Saluba Nanã
Saravá Cabloco * Okê Cabloco
Saravá aos P.Velhos * Adorei as Almas
Saravá as Crianças * Beijada
Saravá Exu * Aruê Exú
Saravá Pomba Gira Aruê Exu Pomba Gira

segunda-feira, 5 de outubro de 2015





"Eu me perdôo por qualquer ação, pensamento ou feito, passado, presente ou futuro, nesta ou em qualquer outra realidade, que não fossem constituídos nas freqüências do Amor Sagrado. Perdôo a todos que eu sinto que me trataram injustamente nesta ou em qualquer existência e lhe devolvo embalado em uma bolha de amor, todas as memórias negativas, energias impactadas e futuros prováveis que criamos juntos. Peço aos anjos do perdão que impregne todas as facetas do meu Ser com as freqüências de Amor/Luz de modo que eu possa tornar-me focado em minha alma e centrado em meu coração como um Portador de Luz e um mestre de mim mesmo."
pra refletir
Muitos de nós adentramos as casas espíritas ou umbandistas tão cegos pelos desejos inferiores, os vícios mundanos que mal percebemos que estamos muitas vezes doentes, que nosso psiquismo está alterado, que talvez possamos estar acompanhados de espíritos levianos e astutos, muitos deles inimigos de outras vidas...
Não percebemos que perdemos oportunidades maravilhosas de aprendizado e bênçãos espirituais quando vamos a estas casas de caridade para a prática do escambo, porque na maioria das vezes, queremos é que os guias espirituais fiquem com todo o lixo que produzimos ao longo de nossa vida, com o reflexo de nossas ações nefastas para sairmos “livres” dos problemas que criamos para nós, os que nos fazem sofrer.
Se não vamos bem no casamento pedimos que resolvam por nós as nossas pendengas sentimentais, se nossos filhos estão rebeldes além da conta, imploramos a intercessão severa.
Quando queremos ocupar um posto melhor na empresa em que trabalhamos, logo surge o pedido nefando para tirar o colega de trabalho competente do nosso caminho e por aí vai. E haja paciência da parte dos trabalhadores humildes e corretos das casas religiosas!
Se o motivo que nos leva aos templos umbandistas ou espiritualistas é doença, fazemos pior, pedimos aos benevolentes guias espirituais e a seus médiuns, a cura imediata, um milagre, mas fazemos isto com jeitinho disfarçado que é para não “espantar” aqueles que em nossa profunda ingenuidade e ignorância, achamos serem os “curadores de plantão”. PORQUE QUANDO NÃO PRECISAMOS DELES, NÃO PASSAM DE MACUMBEIROS, DE GENTE ESQUISITA! MAS QUANDO ESTAMOS POR UM FIO, SÃO OS MÉDIUNS FANTÁSTICOS COM SEUS AMOROSOS GUIAS, NÃO É MESMO PESSOAL?
E quando estes mesmos guias e protetores do plano espiritual nos pedem paciência, atitude, reforma íntima e fé, intimamente ficamos para morrer (de raiva). É isso mesmo, sentimos muitas vezes raiva, porque não nos falam o que queremos ouvir, não nos curam os males físicos num passe de mágica, não tiram do nosso caminho o colega competente e honesto para ficarmos com o lugar dele na empresa e por fim, muitas vezes ficamos decepcionados porque os bons médiuns não fazem para nós as adivinhações nem os encantamentos e não trazem a pessoa amada de volta.
A maioria de nós os maus consulentes vai embora com um sentimento de frustração, impacientes e chateados porque nem pagando quiseram nos beneficiar com “seus dons fantásticos e mirabolantes”. Aí, o que nós incautos fazemos? Vamos em busca de outras casas e pagamos o que for pedido para que nossas necessidades mundanas sejam satisfeitas a contento.
Um templo religioso sério e comprometido com a verdadeira caridade nos passa a orientação para que façamos a reforma íntima, o estudo e o autoconhecimento. São as três principais etapas para que qualquer trabalho espiritual surta um bom efeito em nossas vidas.
Infelizmente muitos de nós está a procura de um milagre e não é assim que funciona, pra começar milagre não existe!
Façamos o seguinte como consulentes destas abençoadas casas de caridade, sejam elas umbandistas ou espiritualistas, busquemos pela prece silenciosa na assistência enquanto esperamos o início dos trabalhos caritativos e façamo-nos as seguintes perguntas no final da mesma: Será que merecemos o que viemos pedir? E se recebermos esta graça, saberemos usufruir bem dela?
Reflitamos.
Axé!
Letícia Gonçalves






Ogum de Lei - traz consigo a vibração pura de Ogum e trabalha para todo o planeta. É a própria Lei regendo os reajustes cármicos. Suas oferendas podem ser feitas em qualquer lugar do mundo, acrescida de uma vela oferecida ao tempo.




Ogum Beira-Mar - aliada ao Povo do Mar. Na areia do mar é conhecido como Beira-Mar e nas ondas é Ogum Sete Ondas. Suas cores são vermelha e branca. Atua na ronda da Calunga Grande (mar, oceano) e no reino de lemanjá. As oferendas são feitas na areia molhada, sobre um pano branco com bordas vermelhas.




Ogum Megê conexão com o Povo Megê (africanos). Sua falange trabalha na Calunga Pequena (cemitério), na calçada que o cerca, diretamente com as almas. Suas cores são branca e vermelha e suas oferendas devem ser feitas em volta do cemitério.






Ogum Naruê – trabalha basicamenteno des¬manche da magia negra, dentro da Linha das Almas, exercendo seu domínio sobre as almas quimbandeiras. Suas cores são branca e vermelha e aceita suas oferendas dentro do cemitério ou na mata, em locais consagrados para esses rituais.

Ogum Matinata - defende os campos onde são feitas as oferendas para Oxalá, bastante comuns em colinas floridas. Não há muitos médiuns que conseguem tê-lo como Guia, pois é bastante difícil de incor¬porar. Suas cores são branca e vermelha, predominando mais o branco. Suas oferendas devem ser entregues em campos com muitas flores. Apesar de guardar as oferendas de Oxalá, não vibra diretamente com o mesmo.
Ogum Iara – Povo dos Rios. Esta é a falange que trabalha nos rios, lagos e cachoeiras, grande colaborador de Oxum. Suas cores são branca e vermelha e também, algumas vezes, verde e vermelho, simbolizando a mata. Suas oferendas devem ser feitas em rios, lagos e cachoeiras.
Ogum Rompe Mato - ligado a Oxóssi e ao Povo das Matas. Esta falange costuma trabalhar cruzada com Oxossi, nas matas e nas pedreiras, onde também é conhecido como Ogum das Pedreiras, trabalhando cruzado com Xangô. Suas cores são branca e vermelha, algumas vezes verde e vermelho, combinando com o branco. As oferendas para Ogum Rompe-Mato devem ser feitas na entrada da mata; Ogum das Pedreiras recebe suas oferendas em volta de uma pedreira.






Oração ao Exu Tata Caveira
Poderoso Senhor, você precisa de nada deste mundo, não me deixe perder minhas refeições diárias, você que morreu traído por seu próprio sangue, não me deixe lamentar meu próprio sangue para mim, você que morreu queimada, não deixe o fogo inimigo me queimar-me, você, que morreu no amor, não deixe que o amor me deixar, vocês que são os amigos mais fiéis e leais, não deixe os males da infidelidade e deslealdade me prejudicar para mim, você sempre viveu modestamente de trabalho permite que o trabalho me por pouco que seja e não me falha, você que morreu com nobreza e coragem, não deixe a doença, a cobiça e do mal e se você tocar, me toque, gimme a força ea coragem para enfrentá-los. 




Oração a Exu Marabô
(Poderosa oração para ser usada em casos de doença. O pedido feito com fé torna-se uma arma fortissíma, para a cura dos mais variados males, em nome desse grandioso exu. Recomenda-se acender uma vela branca no lado externo de casa e rezar com as mãos apoiadas no solo. O dia propício é a Sexta-feira.) Exu Marabô, meu amigo e companheiro. Senhor forte e guerreiro, pajé, feiticeiro e mago, sei que pelos caminhos que passo e lugares aonde vou, tenho sempre a tua proteção. Neste momento de aflição e fragilidade, coloco minhas mãos no chão e firmo meu pensamento em ti, na certeza de que serei atendido na minha necessidade (fazer o pedido). Confio em sua força e sei que sua capa cobre tudo, só não cobre a falsidade, o orgulho e a maldade. Senhor Marabô, Exu dono da minha porteira, senhor dos meus caminhos, esteio da minha fé, com a confiança que tenho, jamais estarei sozinho, pois tu me guias e acompanha nas lidas e dificuldades. Conto contigo senhor! Laroiê Exu! 




Mistério Exu Tiriri
Tu que emanas o poder sétuplo de Deus Tu que tens o poder de abrir os caminhos, de guardar as encruzilhadas, que domina o poder devolvedor, retornador e quebrador. Pedimos vossas bênçãos em nossas vidas. Quebre as demandas de nossos egos, de nossos pensamentos e sentimentos negativos. Devolva-nos a alegria, a força, a vitalidade, a ordem e a Lei. Devolva-nos a prosperidade, a saúde e a paz de espírito. Que segundo nosso merecimento e necessidades possa nos fazer retornar tudo o que nos foi retirado pela maldade de outros ou pela nossa própria incapacidade. Permita-nos receber vossa força para o trabalho, vitaliza nossa saúde e protege-nos dos ataques negativos. Cubra-nos com vossa capa protetora vermelha e negra. Coloque vossa lança tripolar, vosso tridente encantado para nossa proteção. Laroyê Mistério Exu Tiriri. 




Oração ao Exu Tranca Rua das AlmasSenhor Tranca-Rua das Almas, senhor do sétimo grau de evolução da lei maior de Ogum, conhecedor de todas as magias e demandas praticadas por seres sem luz, interceda em meu caminho livrando-me de toda a energia que possa atrapalhar minha evolução; fazei de meus pensamentos uma porta fechada para a inveja, discórdia e egoísmo. Dos sete caminhos por ti ultrapassados, foi na rua que passou a ser dono de direito, abrindo as portas para os espíritos que merecem ajuda e evolução e fechando para os que querem praticar a maldade e a inveja contra seus semelhantes. Fazei meu coração mais puro que meus próprios atos; Fazei de minhas palavras a transparência da humildade; Fazei do meu corpo aparelho da caridade. Pois a teu lado demanda co-migo não existirá, estarei coberto por sua capa que protege e abriga seus filhos. Senhor Tranca-Ruas das Almas agradeço por tudo que me fizeste aprender nesta vida e em outras que passei ao seu lado, rogo por vós a proteção para mim, para meus irmãos de fé, para minha família e porque não para meus inimigos Abençoe a guarde esses filhos que um dia entenderam o verdadeiro sentido da palavra Umbanda. Laroiê Exu !

Oração ao Exu Tranca Rua Faço reverência a vós mistério sagrado da criação, vós que sois a manifestação do divino, peço que possa se manifestar entre nós, conforme nosso merecimento. No seu poder, na sua força, e na sua magnitude, pelo caminho tripolar que emana de vós, pelo caminho que só vós conheceis, pela força que só a vós pertenceis, e pelo poder de trancar a vós concedido, eu peço: Que as trevas que habitam em mim sejam trancadas. Que o ódio e o sentimento impuro, que emanam da minha alma, sejam trancados. Que a falsidade que exala dos meus poros seja trancada. Que o rancor e a miséria que habitam o meu coração sejam trancados. Que a dissimulação e a superficialidade, que nasce da minha língua, sejam trancados. Que o egoísmo e a maldade, que transcendem da minha mente, sejam trancados. Que a palavra torta que sai da minha boca e o pensamento roto que sai da minha cabeça contra o próximo, sejam trancados. Que a capacidade que os meus olhos têm de amaldiçoar e destruir sejam trancados. E assim, fonte primária da criação, assim que trancar a tudo isso no seu âmago, pois é na vossa essência que tudo isso se desvitaliza, peço a vós que: Destranque todas as portas do meu caminho. Destranque todas as passagens da minha jornada. Destranque toda prosperidade material e espiritual. Destranque o meu coração das amarguras. Destranque o meu sustento de cada dia. Destranque os meus corpos espirituais e o meu corpo material da agonia, do desespero e da aflição que me assolam na calada da noite. Destranque o meu emprego, o meu negócio e a minha morada material. Destranque o martírio familiar pelo qual eu tenho passado. Destranque os meus olhos para as maravilhas do mundo espiritual. Destranque a minha liberdade! Pois vós, Força Sagrada do Divino Criador, é o portador supremo da Vitalidade! Salve o Mistério Tranca-Ruas!!! Laroiê!!! 
Salve Iemanjá


Salve Iemanjá - Rainha do Mar, mãe de todos os que navegam nos mares profundos e misteriosos da vida! Confio em vossa proteção, assim como nas caboclas do mar, para serem nossas guias protetoras, e nos conforte durante as tempestades da vida atribulada que levamos. Cobre e proteja a mim e toda minha família com vossa aura de prosperidade. Seja nossa guia, nosso farol, nossa estrela marinha divina para nos orientar, para que nunca nos falte rumo da rota segura que nos faça desviar dos obstáculos do mar agitado da vida material. Limpa minha mente e deixa meu corpo sem os fluídos negativos que possam dificultar minhas atividades nos mares da vida. Assim seja. Saravá Iemanjá, Odoyá!
Religião Umbanda
A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.Religião Umbanda
A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.


 A Umbanda que eu amo
Uma declaração de amor à querida Umbanda .
enviado por Carlos "Carlinhos" de Carvalho
A Umbanda que pratico, é pura e simples, sem conceitos cósmicos e metafísicos, sem teorias helênicas, despida de vaidades e preconceitos.
A Umbanda que pratico , não aceita que para ajudar alguém ou dar evolução a um ser espiritual, precisemos sacrificar outro ser, pois entendo que a Umbanda é antes de tudo uma celebração à vida.
A Umbanda que pratico, acolhe a todos da mesma forma, seja qual for sua cor, orientação sexual, posição social e religião.
A Umbanda que pratico, não quer servos ou escravos, quer sim pessoas de boa vontade, pessoas que venham com o coração aberto, pessoas que entendam que não devem vir para a Umbanda pensando somente em melhorar a sua vida, mas sim pessoas que entendam que ajudando a melhorar um pouco que seja este mundo, vão com certeza receber sua parte nesta melhora.
A Umbanda que pratico, não quer ninguém vivendo “DA RELIGIÃO” e nem “PARA A RELIGIÃO”, quer sim que vivamos “A RELIGIÃO” em toda sua plenitude.
Na Umbanda que pratico, Orixás e entidades, não nos tratam como empregados ou meros “cavalos”, eles nos tratam como companheiros de jornada, não nos fazem exigências absurdas e respeitam nossos limites e nosso livre arbítrio.
Na Umbanda que pratico, sabemos que a caridade é importante, mas não só a material, entendemos que a maior caridade que podemos fazer e sermos as melhores pessoas o possível, passando isto a quem nos procura.
A Umbanda que pratico, nos incentiva a estudar e aprender cada vez mais, pois entendo que não devem existir segredos em uma coisa tão bela como esta religião.
A Umbanda que pratico, é uma Umbanda que não assusta ninguém, não causa medo, ao contrario traz o prazer e a alegria para dentro do terreiro.
Na Umbanda que pratico, não há lugar para a soberba, os títulos e cargos são meras referências, sem aquela idéia de que quem os possui é melhor que os outros.
Esta é a Umbanda que eu AMO!
 
Declaração de um Umbandista

Amo a ti Umbanda, com seus versos sagrados, com seu chão molhado, do suor dessa gente que sabe trabalhar.
Amo a ti Umbanda, com sua caridade, com seus guias de simplicidade, que nos fazem sonhar.
Amo a ti Umbanda, com sua alegria de verdade, com sua humildade, que a todos vão contagiar.
Amo a ti Umbanda, e te vejo livre como uma criança, que dança sobre a Terra. És prenuncio da Nova Era que se traveste de inúmeras cores, nomes e formas.

Amo a ti Umbanda. Então, faz renascer a tradição do passado, do vermelho, negro, amarelo, branco, pardo, faz renascer tua glória em minha terra Brasil.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Respeito ao Templo Sagrado de Umbanda - por Claudete A. H. Andrade



Nós, umbandistas conscientes estamos sempre buscando conhecimento através do estudo da nossa religião; primeiro porque é inerente ao ser humano a busca pelo conhecimento, e segundo, que um médium bem preparado se entrega mais facilmente ao amor e caridade de nossos orixás e guias na realização de um trabalho (gira). Buscamos esse conhecimento não para satisfação própria, mas por amor à nossa religião. Somos o espelho de nossa religião dentro de fora do terreiro. Se amo a minha religião, quero bem representá-la.
Me lembro que, no início da campanha do Censo 2010 era para que todos os umbandistas assumissem sua religião quando perguntado. Quase fiquei no portão aguardando a visita do recenseador, e qual não foi a frustração quando soube que para a pergunta “qual a sua religião?” a resposta só caberia a alguns.
Tenho orgulho de ser umbandista. Sinto que a Umbanda corre junto ao sangue de minhas veias; é nela que busco força, coragem, determinação, inspiração e, sendo assim, quando vemos qualquer ação de preconceito ou desrespeito à Umbanda, entristecemo-nos.
E por isso, meu pedido hoje de conscientização não é para que o médium bem preparado ou que busca sua preparação, nem ao sacerdote dedicado, nem ao cambone que serve com amor ou aos ogãs que dão força às giras com seus toques e cantos, mas à assistência, para que saibam de sua importância na participação de um trabalho (gira).
Sim, senhores freqüentadores assíduos ou não, participantes de um Terreiro de Umbanda, a vossa participação e o vosso respeito são muito importantes para a realização de um bom trabalho.
Há que se conscientizar que um terreiro de Umbanda é um espaço sagrado, onde acontece um dos mistérios de Deus, um mistério transformador, que transforma o profano em sagrado.
Por isso o silêncio, no momento em que você se interioriza, busca dentro de si a verdadeira razão que o levou até ali, afinal, o trabalho já começou.
Ao cruzar a porta de entrada, já um trabalho de amor e caridade espiritual vem acontecendo; então mantenha seu celular, pager ou qualquer outro aparelho eletrônico desligado, para que você possa desligar-se do profano e conectar-se ao sagrado.
Sua roupa deve ser sóbria e comportada, como dita a boa conduta; e conversa paralela, ah, essa também jamais deve existir.
Seu pensamento agora é para Deus, elevado ao Altíssimo, aos Divinos Orixás, Guias, Mestres e Mentores, colocando-se na oração e humildade, para que a misericórdia de Deus lhe conceda aquilo que você foi buscar.
Há, hoje em dia, campanhas e campanhas de conscientização lançadas o tempo todo; uma delas é a campanha de conscientização no trânsito. Esse diferencial não tem que ser só na religião, no trânsito há que se trabalhar para nos tornarmos seres humanos melhores. Então por que não tomar essa postura também na Umbanda?
Não estou aqui ditando regras e deveres a ninguém, muito menos a terreiros de Umbanda, mas acredito que todos gostam de ser tratados com respeito e dignidade, como diz a máxima do cristianismo: “Portanto tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o também a eles”. Jesus Cristo, durante o Sermão da Montanha, em Mateus 7, 12.
E só para terminar, como exemplo do que acabei de escrever, segue uma experiência:
Outro dia fui à uma Igreja Católica participar de uma missa de sétimo dia. Na hora do sermão, o celular de alguém tocou dentro da igreja e a pessoa que estava sentada nos bancos logo levantou-se e saiu para atender, tendo que cruzar toda a igreja.
Nesse momento o padre parou o sermão e fez-se um silêncio na igreja enquanto a pessoa se retirava. Em seguida o padre fez a seguinte observação:
“Gostaria de lembrá-los, caros fiéis, que é de extrema falta de educação e respeito deixar o celular ligado e atendê-lo dentro de local sagrado. Manda a boa educação que se desligue o celular em um ato de respeito, nos lugares sagrados, templos, igrejas, sinagogas, e em fóruns judiciais”.
Assim, caros irmãos em Oxalá, gostaria de citar as palavras de meu irmão e mestre Alexandre Cumino ao término da “Palavra do Editor”, no JUS de outubro de 2010:
“Afinal, quem não incorpora, camboneia; quem não camboneia, toca; quem não toca, canta; quem não canta, dança... todos dançam, todos vibram, todos participam do sagrado com seu poder e mistério”.
Autora: Claudete A. H. Andrade
Publicado originalmente no Jornal de Umbanda Sagrada – novembro de 2010.