segunda-feira, 24 de agosto de 2015



Cabocla Jupira


Olá irmãos e irmãs!!

Hoje iremos falar de uma cabocla mais conhecida depois da cabocla Jurema, a cabocla Jupira, guerreira e fecheira, de forte vibração e rude.

Diz sua história que dentro da linhagem dos Caboclos, a Cabocla Jupira é a primeira filha da Cabocla Jurema com o Caboclo Sete-Flechas. Irmã de Jandira, Jacira e Jaciara. Na verdade esta mitologia serve para elucidar o seguinte. A energia vibracional da Cabocla Jurema vibra com Iansã, por ser a filha "primeira" ela descende de sua energia pura, sendo assim Jupira é uma cabocla Iansã com Oxossi, energia herdada do Caboclo Sete-Flechas.

Enquanto a Jandira, Jacira e Jacira fundem-se em energias de outros Orixás. Em terra a Cabocla Jupira tem uma postura muito firme, com olhos cerrados, diferente de outras caboclas quase não dança e é uma das únicas que usa penacho, pois representa a Coroa de sua Mãe Jurema, a Rainha das Matas e Florestas. Jupira é a princesa das matas, guerreira que mora no Jacutá nome dado ao ponto de força de Iansã. Trabalha em descarregos e principalmente na limpeza dos ambientes. Suas cores principais são o Amarelo, Verde e Vermelho, podendo usar o Azul Anil.


Jupira - A Cabocla Flecheira do Sertão Nordestino.

Essa índia guerreira viveu entre os índios Caetés, no interior de Alagoas. Sua tribo praticava o canibalismo em rituais de sacrifício, como forma de preservar a raça e mostrar sua força aos conquistadores. Eles não sobreviviam do canibalismo, somente o praticavam em determinadas ocasiões especiais.

Essa índia de nome Jupira, era veloz, inquieta e sabia manejar a lança como ninguém. Seu pai não gostava que ela se envolvesse em pendengas masculinas, mas não conseguia contê-la. Era ardente como o sol, inquieta como o vento e escorregadia como a água. Sabia ocultar-se nas matas e usar o arco e flecha com destreza.

Os portugueses invadiram suas terras e investiram contra os índios com furor. Alguns conseguiram se salvar fugindo para o interior das matas não conquistadas. A Cabocla Jupira quedou em combate ao lado de seu noivo Juperê e de sua tribo. Morreu fazendo aquilo que mais gostava de fazer: lutar! Por isso, hoje ela trabalha na Linha de Iansã e sabe como lutar para vencer demandas!

A sua benção Cabocla Jupira

Pedir a benção é um habito que vem de nossos ancestrais que por varias reencarnações ensinaram e ensinam sobre o poder de receber a benção em DEUS e dos grandes ancestrais do universo...

Com isso pedindo as bênçãos a Cabocla Jupira e ser abençoado em nome de DEUS por ela e receber paz e harmonia em nossos dias, e ser abençoado por ela e receber axé infinito de amor, saúde e paz...  Porém temos que entender que não é preciso estar diante de quem pedimos a benção, mais é estar preparado para conectar-se em DEUS e assim receber as benções intercedidas por ancestrais de Luz.

A todos os adeptos da lei de luz da nossa Umbanda, que não deixem de pedir benção a DEUS, aos ancestrais de luz, e aos nosso tão queridos e amados Caboclos. Salve a Cabocla Jupira, que sua força esteja sempre entre nós para vencermos as batalhas terrenas, e que possamos buscar intensamente a nossa evolução espiritual... Axé Senhora das matas, filha de Jurema e Sete Flechas.



A HISTÓRIA DO CABOCLO SETE ENCRUZILHADAS


A primeira manifestação de Umbanda, sem influência Kardecista e nem de Candomblé, com registro documental é a do Caboclo Sete Encruzilhadas seu médium Zélio Femandino de Moraes, 15 de Novembro de 1908. Assim como a tenda “Nossa Senhora da Piedade¨ fundada por Zélio é o primeiro templo de Umbanda registrado no Brasil”.
Por isso os fatos que ali aconteceram são de fundamental importância a todos nós, como fatos históricos que marcam profundamente o nascimento da Umbanda no plano material. Zélio Femandino de Moraes nasceu no dia 10 de abril de 1892, no distrito de Neves, município de São Gonçalo – Rio de Janeiro. Filho de Joaquim Femandino Costa (oficial da Marinha) e Leonor de Moraes.

Em 1908, aos 17 anos, Zélio havia concluído o curso propedêutico (ensino médio) e preparava – se para ingressar na escola Naval, a exemplo de seu pai, foi quando fatos estranhos começaram a acontecer na vida dele. Em alguns momentos Zélio era visto falando manso, com a postura de um velho, em sotaque diferente de sua região, dizendo coisas aparentemente desconexas, em outros momentos parecia um felino lépido e desembaraçado, mostrando conhecer todos os mistérios da natureza.Isso logo chamou a atenção da família, preocupada com a situação mental do menino que se preparava para seguir carreira militar, os ¨ataques¨ se tornaram cada vez mais freqüentes.Assim Zélio foi encaminhado a seu tio.Dr.Epaminondas de Moraes, médio psiquiatra e diretor do hospício da Vargem Grade. Após vários dias de observação não encontrados seu sintoma em nenhuma literatura médica, sugeriu a família que o encaminhasse a um padre, para que fosse feito um ritual de exorcismo, pois desconfiava que seu sobrinho estivesse endemoniado. Foi chamado outro parente, tio e Zélio, padre católico que realizou o dito exorcismo para livra - lo da possível presença do demônio e sana – lo dos ataques. No entanto este e outros dois exorcismos, acompanhados de outros sacerdotes católicos, não resolveram a situação e as manifestações prosseguiram. Algum tempo depois Zélio foi tomado por uma paralisia parcial, a qual os médicos não conseguiram entender. Um belo dia Zélio levanta – se de seu leito e diz: “- amanhã estarei curado” e no dia seguinte começou a andar como se nada tivesse acontecido. Um amigo sugeriu encaminha – lo a recém-fundada Federação Kardecista de Niterói, município vizinho a São Gonçalo das Neves onde residia a Família Moraes. A Federação era então presidida pelo Sr. José de Sousa, chefe de um departamento de marinha chamado “Toque Toque”. Zélio fermandino de Moraes então foi conduzido a esta Federação no dia 15 de Novembro de 1908, na presença do Sr. José de Sousa, estava ele em meio aos ataques reconhecidos como manifestações mediúnicas. Convidado a sentar – se à mesa em seguida levantou – se, contrariando as normas do culto estabelecido pela instituição, afirmou que ali faltava uma flor. Foi até o jardim apanhou uma rosa branca e colocou – a no centro da mesa onde se realizava o trabalho. Sr. José de Sousa, que possuía também a clarividência, verificou a presença de um espírito manifestado através de Zélio e passou ao dialogo a seguir:

Sr. José: Quem é você que ocupa o corpo deste jovem?
O espírito: Eu? Eu sou apenas um caboclo brasileiro.
Sr. José: Você se identifica como caboclo, mas vejo em você restos de vestes clericais.
O espírito: - O que você vê em mim, são restos de uma existência anterior. Fui padre, meu nome era Gabriel, acusado de bruxaria fui sacrificado na fogueira por haver previsto o terremoto que destruiu Lisboa em 1755. Mas em minha última existência física Deus concedeu – me o privilégio de nascer como um caboclo brasileiro.

Sr. José: - E qual é seu nome?
O espírito: - Se é preciso que eu tenha um, digam que eu sou o Caboclo das Sete Encruzilhadas, pois para mim não existirão caminhos fechados. Venho trazer a Umbanda uma religião que harmonizará as famílias e que há de perdurar até o final dos séculos.
E no desenrolar da conversa Sr. José pergunta ainda se já não existem religiões suficientes, fazendo inclusive menção ao espiritismo.

O espírito: Deus, em sua infinita bondade, estabeleceu na morte, os grandes niveladores universal, ricos ou pobres poderoso ou humilde, todos tornam – se iguais na morte, mas vocês homens não contentes em estabelecer diferenças entre os vivos, procuram levar estas mesmas diferenças até mesmo além da barreira da morte. Por que não podem nos visitar estes humildes trabalhadores do espaço, se apesar de não haverem sido pessoas importantes na Terra, também trazem importantes Mensagens do além. Porque o não aos caboclos e pretos – velhos? Acaso não foram eles também filhos do mesmo Deus?... Amanhã, na casa onde meu aparelho mora, haverá uma mesa posta a toda e qualquer entidade que queira ou precise se manifestar, independente daquilo que haja sido em vida, todos serão ouvidos. {Nós aprenderemos com aqueles espíritos que souberem mais e ensinaremos com aqueles que souberem menos e a nenhum viraremos as cotas a nenhum diremos não, pois esta é à vontade do Pai}.

Sr. José: E que nome darão a esta Igreja?
O espírito: Tenda Nossa Senhora da Piedade, pois da mesma forma que Maria ampara nos braços o filho querido, também serão amparados os que se socorrerem da Umbanda.
No dia seguinte, na Rua Floriano Peixoto, 30- Neves-São Gonçalo-RJ, próximo das 20h00min horas, estavam presentes membros da federação espírita, parentes, amigos, vizinhos e uma multidão de desconhecidos e curiosos. Pontualmente as 20h00min horas, o Caboclo das Sete Encruzilhadas incorporou e com as palavras abaixo iniciou seu culto:
*- Vim para fundar a Umbanda no Brasil, aqui inicia-se um novo culto em que os espíritos de pretos velhos africanos e os índios nativos de nossa terra poderão trabalhar em benefícios dos seus irmãos encarnados, qualquer que seja a cor, raça, credo ou posição social. A pratica da caridade no sentido do amor fraterno será a característica principal deste culto.*.

Após trabalhar fazendo previsões, passe e doutrina informaram que devia se retirar, pois outra entidade precisava se manifestar. Após a {subida} do caboclo, Zélio incorporou uma entidade reconhecida como [preto-velho], saindo da mesa se dirigiu a um canto da sala onde permaneceu agachado. Sendo questionado o porquê de não ficar na mesa respondeu: *-Nego num senta não meu sinhô, nego fica aqui mesmo. Isso é coisa de sinhô branco e nego deve arespeitá*, após insistência ainda completou.*-Num carece preocupa não. Nego fica no toco que é lugar de nego* e assim continuou dizendo outras coisas mostrando a simplicidade, humildade e mansidão daquele que trazendo o estereótipo do preto-velho se fez identificar como Pai Antonio.

Logo cativou a todos com seu jeito, ainda lhe perguntaram se ele não aceitava nenhum agrado, ao que respondeu: *-Minha caximba, nego quê o pito que deixou no toco. Manda mureque busca*. Todos ficaram perplexos, estavam presenciando a solicitação do primeiro elemento material de trabalho dentro da Umbanda. Na semana seguinte todos trouxeram cachimbos que sobraram diante da necessidade de apenas um para Pai Antonio. Assim o cachimbo foi instituído na linha de pretos-velhos, sendo também ele a primeira entidade a pedir uma guia {colar} de trabalho. O pai de Zélio freqüentemente era abordado por pessoas que queriam saber como ele aceitava tudo isso que vinha acontecendo em sua residência, sua resposta era sempre a mesma em tom de brincadeira respondia que preferia um filho médium ao lugar de um filho louco. Foi um trabalho árduo e incessante para o esclarecimento, difusão e sedimentação da religião de Umbanda. Enquanto Zélio esteve encarnado foram fundadas mais de 10.000 tendas. Após 55 anos de atividade entregou, a direção dos trabalhos da tenda Nossa Senhora da Piedade a suas filhas Zélia e Zilméia. Mais tarde junto com sua esposa Maria Izabel de Moraes, médium ativa da tenda e aparelho do Caboclo Roxo fundou a cabana de Pai Antonio no distrito de Boca do Mato, município de Cachoeira do Macau-RJ. Zélio Fermandino de Moraes desencarnou no dia 03 de Outubro de 1975. Suas filhas deram continuidade ao trabalho e a *Tenda Nossa Senhora da Piedade* existe até hoje sob a direção de Zilméia de Moraes sua filha que aos 88 anos de idade se mostra ainda muito lúcida e ativa na frente dos trabalhos.


Fatos cedidos pelo Sacerdote Umbandista Ronaldo Linares que conviveu por anos de amizade com Zélio de Moraes e sua Família.                         




CONHECENDO A CABOCLA JUREMA.


Nesse texto falaremos um pouco da Cabocla Jurema, Cabocla linda, tão
conhecida e tão sagrada para nós umbandistas, que até existe um culto
com seu nome.

    Acredita-se até que a árvore da Jurema é sagrada onde reside os
Orixás, e é desta árvore que se faz a base do chá chamado "Daime".

 Esta Cabocla linda é a Rainha das Matas, filha mais velha do Caboclo
Tupinambá. Ela teve mais duas irmãs chamadas: Jupira e Jandira, que da
mesma forma que a Cabocla Jurema, são poderosas Entidades de Luz, e
tem seus trabalhos dentro da Umbanda muito bem vistos e respeitados.

    A Cabocla Jurema presta sua caridade em qualquer Casa de Cultos de
Umbanda. Faz isso somente por caridade, não admitindo de forma alguma
cobranças pela consulta ou trabalhos. Sua legião é constituída de
grandes Entidades Espirituais, espíritos puros que amparam os
sofredores, utilizando o processo de curas através de passes
magnéticos, ervas e suas vibrações espirituais.

 Normalmente a Divina Entidade Cabocla Jurema, quando está
trabalhando, atrai as vibrações de todas as caboclas Juremas, ou seja,
Jurema da Cachoeira, Jurema da Praia, Jurema das Matas, ou de todas as
vibrações que se enquadram nessa força espiritual.

    Na realidade todas são uma única vibração que trabalham com
ambientes da natureza, como por exemplo: Lua, Sol, Mata, Chuva, Vento
e todas as vibrações naturais.

 A Cabocla Jurema trabalha dentro da necessidade de cada pessoa,
transmitindo coragem e energia. Tem sempre uma palavra de alento e
conforto para aqueles que sofrem de enfermidades, sejam enfermidades
físicas ou mentais.

 Essa linda Cabocla nos ensina a entender as dificuldades e nos dá
coragem para suportá-las. Em qualquer lugar onde você esteja, quando o
desespero tomar conta, e a coragem lhe faltar, chame com fé pela
Cabocla Jurema, e sentirá sua força lhe protegendo e lhe amparando.

A Cabocla Jurema, sendo igualmente uma entidade espiritual que
trabalha na linha de Oxossi, é uma "cabocla", ou divindade evocada no
Catimbó, cultos Afro-brasileiros e mais prestigiada e respeitada na
Umbanda.

 Sendo Entidade Guia Chefe da Linha de Oxossi, ela trabalha na legião
constituída de grandes entidades espirituais, espíritos puros que
amparam os sofredores e mais necessitados, utilizando o processo de
passes e curas através das ervas e pontos riscados. Chame pela Jurema
nas horas de dificuldade, pois essa cabocla sempre estará ali para
ajudar seus filhos de Fé.

    Existem várias dissidências dessa Entidade. Sabendo que a maioria
dos aparelhos de ação da Cabocla Jurema serem filhos e filhas ligados
a Iansã, pois é sua vibração Original, existem ainda outros tipos de
irradiação constituída em vibrações de outros Orixás, fazendo sua
ligação vibratória com Caboclos da mesma linha, conforme relação
abaixo:

Cabocla Jurema da Praia.
Ligação com a Orixá: Iemanjá.
Caboclo de Irradiação: Caboclo 7 Pedreiras.

Cabocla Jurema da Cachoeira.
Ligação com a Orixá: Oxum.
Caboclo de Irradiação: Caboclo Lírio.

Cabocla Jurema da Mata.
Ligação com o Orixá: Oxossi.
Caboclo de Irradiação: Caboclo Rompe Mato.

Cabocla Jurema Flecheira.
Ligação com o Orixá: Xangô.
Caboclo de Irradiação: Caboclo 7 Flechas.

Cabocla Jurema do Oriente.
Ligação com o Orixá: Ibeji.
Caboclo de Irradiação: Caboclo Cobra Coral.

Cabocla Jurema Rainha.
Ligação com Orixá: Oxalá.
Caboclo de Irradiação: Caboclo Girassol.

Cabocla Jurema Preta.
Ligação com o Orixá: Omulú/Obaluaiê.
Caboclo de Irradiação: Caboclo Arranca Toco.

Cabocla Jurema da Lua.
Ligação com o Orixá: Ogum.
Caboclo de Irradiação: Caboclo 7 Montanhas.

Cabocla Jurema Mestra.
Ligação com a Orixá: Nanã Buruquê.
Caboclo de Irradiação: Caboclo Araúna.

    Como já foi dito anteriormente, a Cabocla Jurema vem na maioria
das vezes com a vibração da Orixá Iansã, portanto não tem uma
especificação a essa Orixá como foi feito acima com os outros Orixás.


    A Umbanda tem em Jurema uma força suprema, um respeito digno de
uma rainha, um amor grandioso a essa maravilhosa e linda Cabocla.

Saravá a nossa Cabocla Jurema.

Oração à Cabocla Jurema.

Nossa querida chefe de terreiro! Saravá a Cabocla Jurema!

Jurema, recebi o teu recado
Aqui me tens atendendo o teu chamado
Diante de ti, de joelho a teus pés,
Rainha da Mata Virgem
Jurema, eu sei que és.
Irmã de Oxalá,
Filha de Tupã,
Da linha de Oxossi,
E da legião de Utubatã.
Jupira, Jandira, Janaina e Iracema.
É a falange suprema.
Da linda cabocla Jurema.
Eu encontrei em Jurema,
A redenção e a luz.
A beleza do poema,
Nas máximas de Jesus.
Amai vós tanto na vida,
tanto quanto eu vos amei
Nesta Umbanda querida
Esta é a nossa lei.
Quem nesta tenda chegou,
O nosso Mestre é o Senhor.
Esta mensagem é fraterna,
Esta mensagem é de amor.
Salve o reino de Oxossi,
Onde Jurema é rainha,
Pois um homem sem amor é um morto que caminha.

Saravá Cabocla Linda!

Okê Cabocla Jurema!

Carlos de Ogum.



CONHECENDO A CABOCLA JUREMA.


Nesse texto falaremos um pouco da Cabocla Jurema, Cabocla linda, tão
conhecida e tão sagrada para nós umbandistas, que até existe um culto
com seu nome.

    Acredita-se até que a árvore da Jurema é sagrada onde reside os
Orixás, e é desta árvore que se faz a base do chá chamado "Daime".

 Esta Cabocla linda é a Rainha das Matas, filha mais velha do Caboclo
Tupinambá. Ela teve mais duas irmãs chamadas: Jupira e Jandira, que da
mesma forma que a Cabocla Jurema, são poderosas Entidades de Luz, e
tem seus trabalhos dentro da Umbanda muito bem vistos e respeitados.

    A Cabocla Jurema presta sua caridade em qualquer Casa de Cultos de
Umbanda. Faz isso somente por caridade, não admitindo de forma alguma
cobranças pela consulta ou trabalhos. Sua legião é constituída de
grandes Entidades Espirituais, espíritos puros que amparam os
sofredores, utilizando o processo de curas através de passes
magnéticos, ervas e suas vibrações espirituais.

 Normalmente a Divina Entidade Cabocla Jurema, quando está
trabalhando, atrai as vibrações de todas as caboclas Juremas, ou seja,
Jurema da Cachoeira, Jurema da Praia, Jurema das Matas, ou de todas as
vibrações que se enquadram nessa força espiritual.

    Na realidade todas são uma única vibração que trabalham com
ambientes da natureza, como por exemplo: Lua, Sol, Mata, Chuva, Vento
e todas as vibrações naturais.

 A Cabocla Jurema trabalha dentro da necessidade de cada pessoa,
transmitindo coragem e energia. Tem sempre uma palavra de alento e
conforto para aqueles que sofrem de enfermidades, sejam enfermidades
físicas ou mentais.

 Essa linda Cabocla nos ensina a entender as dificuldades e nos dá
coragem para suportá-las. Em qualquer lugar onde você esteja, quando o
desespero tomar conta, e a coragem lhe faltar, chame com fé pela
Cabocla Jurema, e sentirá sua força lhe protegendo e lhe amparando.

A Cabocla Jurema, sendo igualmente uma entidade espiritual que
trabalha na linha de Oxossi, é uma "cabocla", ou divindade evocada no
Catimbó, cultos Afro-brasileiros e mais prestigiada e respeitada na
Umbanda.

 Sendo Entidade Guia Chefe da Linha de Oxossi, ela trabalha na legião
constituída de grandes entidades espirituais, espíritos puros que
amparam os sofredores e mais necessitados, utilizando o processo de
passes e curas através das ervas e pontos riscados. Chame pela Jurema
nas horas de dificuldade, pois essa cabocla sempre estará ali para
ajudar seus filhos de Fé.

    Existem várias dissidências dessa Entidade. Sabendo que a maioria
dos aparelhos de ação da Cabocla Jurema serem filhos e filhas ligados
a Iansã, pois é sua vibração Original, existem ainda outros tipos de
irradiação constituída em vibrações de outros Orixás, fazendo sua
ligação vibratória com Caboclos da mesma linha, conforme relação
abaixo:

Cabocla Jurema da Praia.
Ligação com a Orixá: Iemanjá.
Caboclo de Irradiação: Caboclo 7 Pedreiras.

Cabocla Jurema da Cachoeira.
Ligação com a Orixá: Oxum.
Caboclo de Irradiação: Caboclo Lírio.

Cabocla Jurema da Mata.
Ligação com o Orixá: Oxossi.
Caboclo de Irradiação: Caboclo Rompe Mato.

Cabocla Jurema Flecheira.
Ligação com o Orixá: Xangô.
Caboclo de Irradiação: Caboclo 7 Flechas.

Cabocla Jurema do Oriente.
Ligação com o Orixá: Ibeji.
Caboclo de Irradiação: Caboclo Cobra Coral.

Cabocla Jurema Rainha.
Ligação com Orixá: Oxalá.
Caboclo de Irradiação: Caboclo Girassol.

Cabocla Jurema Preta.
Ligação com o Orixá: Omulú/Obaluaiê.
Caboclo de Irradiação: Caboclo Arranca Toco.

Cabocla Jurema da Lua.
Ligação com o Orixá: Ogum.
Caboclo de Irradiação: Caboclo 7 Montanhas.

Cabocla Jurema Mestra.
Ligação com a Orixá: Nanã Buruquê.
Caboclo de Irradiação: Caboclo Araúna.

    Como já foi dito anteriormente, a Cabocla Jurema vem na maioria
das vezes com a vibração da Orixá Iansã, portanto não tem uma
especificação a essa Orixá como foi feito acima com os outros Orixás.


    A Umbanda tem em Jurema uma força suprema, um respeito digno de
uma rainha, um amor grandioso a essa maravilhosa e linda Cabocla.

Saravá a nossa Cabocla Jurema.

Oração à Cabocla Jurema.

Nossa querida chefe de terreiro! Saravá a Cabocla Jurema!

Jurema, recebi o teu recado
Aqui me tens atendendo o teu chamado
Diante de ti, de joelho a teus pés,
Rainha da Mata Virgem
Jurema, eu sei que és.
Irmã de Oxalá,
Filha de Tupã,
Da linha de Oxossi,
E da legião de Utubatã.
Jupira, Jandira, Janaina e Iracema.
É a falange suprema.
Da linda cabocla Jurema.
Eu encontrei em Jurema,
A redenção e a luz.
A beleza do poema,
Nas máximas de Jesus.
Amai vós tanto na vida,
tanto quanto eu vos amei
Nesta Umbanda querida
Esta é a nossa lei.
Quem nesta tenda chegou,
O nosso Mestre é o Senhor.
Esta mensagem é fraterna,
Esta mensagem é de amor.
Salve o reino de Oxossi,
Onde Jurema é rainha,
Pois um homem sem amor é um morto que caminha.

Saravá Cabocla Linda!

Okê Cabocla Jurema!

Carlos de Ogum.





Caboclo Sete Flechas


Vamos falar um pouco deste maravilhoso Caboclo, que de passagem já vos digo que não se trata apenas de uma Entidade e sim de toda enorme Falange que podemos encontrar a serviço de todos os Orixás, que usam o nome deste caboclo, de inicio iremos começar com uma frase muito bonita.

"Você que fala da Umbanda
Não sabe o que a Umbanda é
A Umbanda é força divina
A Umbanda é pra quem tem fé.
A Umbanda é de Preto-Velho
E de Caboclo de pé no chão
A Umbanda é de gente humilde
"Pois a Umbanda é amor e perdão"

Aqui eu não irei contar nenhuma história da Entidade e sim alguns fatores que devemos levar em consideração a respeito deste Caboclo.
A vibração original do Caboclo 7 Flechas é a vibração de Oxossi, porém temos que ter em mente que o Caboclo foi agraciado com 7 flechas em que cada uma representa uma vibração de cada Orixá, tendo assim a incumbência de enviar seus Falangeiros a todas as outras vibrações.

Por este fato é que encontramos Caboclos que usam o nome do seu chefe de legião (Caboclo 7 Flechas), espalhados por todas as 7 Linhas e sub-Linhas da Umbanda, ou seja, em todas as vibrações existentes dentro da Umbanda.
O Caboclo 7 Flechas receberam essas flechas de 7 Orixás, a mando de Oxalá e essas flechas podemos tentar definir cada uma.
- Oxossi colocou uma flecha no seu braço direito, flecha da saúde para que derrame sobre nós os bálsamos curadores.
- Ogum colocou uma flecha no seu braço esquerdo, flecha da defesa para que sejamos defendidos de todas as maldades materiais e espirituais
- Xângo cruzou uma flecha em seu peito, para nos defender das injustiças da humanidade.
- Iansã cruzou uma flecha em suas costas, para nos defender de todas as traições de nossos inimigos.
- Iemanjá colocou uma flecha sobre sua perna direita, para abrir nossos caminhos materiais e na senda da espiritualidade.
- Oxum colocou uma flecha sobre sua perna esquerda, para lavar os nossos caminhos, iluminar os nossos espíritos e nos defender de todas as forças contrárias à vontade de Deus.
- Omulu/Obaluaiê entregou em suas sagradas mãos a flecha da força astral superior, para distribuir à humanidade a Divina força da fé e da verdade.


O Caboclo 7 Flechas
- tem um conhecimento profundo das ervas e das folhas de nossa flora e da flora de outros países
- trabalha na cura
- exímio vencedor de grandes demandas espirituais e como alguns costumam dizer ele é um Caboclo Mandingueiro, ou seja, quebrador de mandingas destinadas a seus filhos e a seus protegidos
- manipulador das energias do Astral e não fica "preso" a nenhuma vibração.
- trabalha dentro de todas as vibrações com os Falangeiros que ele comanda.

Infelizmente alguns de nossos irmãos o confundem com o Caboclo Pena Branca justamente por ele trabalhar em todas as Linhas e em todas as vibrações junto a seus Falangeiros.

Assim também acontece com o Caboclo Pena Branca e seus Falangeiros, mas são Caboclos diferentes, vibrações diferentes e principalmente "ordenanças" diferentes, um tem sua vibração original junto a Oxossi e o outro junto a Oxalá.



Não vá contra a sua consciência, só ela mostra a verdade , ela é a visão clara das coisas que a idolatria pode cegar!Paz profunda!
Amor eterno!

Razão e verdade seja sempre o seu lema!
Assim seja!
(Caboclo 7 Flechas, Do livro: Umbanda é Luz – Wilson T. Rivas)



Alguns Falangeiros do Caboclo 7 Flechas:


7 Flechas Caveira
7 Flechas Douradas
7 Flechas Ligeiras

7 Flechas Douradas
7 Flechas de Angola

7 Flechas da Mata Virgem
7 Flechas de Urucaia
7 Flechas de Aruanda

7 Flechas da Jurema
7 Flechas da Pena Branca
7 Flechas das Montanhas
7 Flechas das Almas
7 Flechas das Matas
7 Flechas da Lua Nova
7 Flechas do Oriente
7 Flechas da pedreira
7 Flechas do Panaiá
7 Flechas de Oxossi
7 Flechas de Ogum
7 Flechas da Lua
7 Flechas Azuis


CABOCLO ROMPE MATO DA JUREMA


O nosso Guia Chefe do Templo usa o nome simbólico de Caboclo Rompe Mato da Jurema, pois este espírito, que é pai e amigo, utiliza a vestimenta fluídica de um caboclo índio das terras brasileiras, sendo esta vestimenta um dos vértices do Triangulo das Formas da Umbanda Sagrada (Caboclos, Pretos Velhos e Crianças).

Austero e rigoroso porém muito amoroso e aconselhador, segue com firmeza a definição importante do Cruzeiro da Luz: Estudo, Disciplina e Trabalho, que auxilia a todos os seus membros na evolução espiritual pela verdadeira caridade na Luz de Jesus Cristo.

Ligado em hierarquia à Colônia Espiritual Divina Misericórdia, comandada pelo fundador do Cruzeiro da Luz, o Caboclo Ventania de Aruanda, Pai Rompe Mato dirige em São Paulo sua Cabana do Cruzeiro da Luz para que esta seja na crosta terrestre um templo religioso que orienta e ajuda os irmãos encarnados e desencarnados, dentro das bases do Evangelho de Jesus Cristo e da Doutrina Espírita.

É um Caboclo de Oxossi, da falange de Rompe Mato sob a irradiação vibratória do Orixá Oxalá, por isto tem nas cores verde e branco sua distinção e no coração a caridade que eleva a todos nós à espiritualidade e a fé que nos auxilia em nossa jornada de aprendizado e nos leva ao Amor Eterno do Pai Maior.

Okê Caboclo, Saravá Pai Rompe Mato.
 
Uma das frases de Pai Rompe Mato:
“Uma encarnação é apenas uma gota em relação ao tempo de uma vida eterna do espírito, porém esta gota pode ser aquela que irá transbordar todo o seu amor sobre você e assim limpar seus olhos para que possa enxergar e sentir o verdadeiro amor fraternal por todos os seus irmãos, e isto será o brilho do grande amor que nosso Pai tem por todos os seus filhos.”
Caboclo Rompe Mato da Jurema
É um rei, é um rei
        É um rei do Panaiá e da Jurema      (bis)

Lá na Jurema
Rompe Mato é um rei
         É um rei do Panaiá e da Jurema      (bis) 

Ele viveu nas matas fechadas morava em aldeia, próximo a serra do mar uma vez me contou que a mata que ele vivia era muito grande e fechada morreu de causa naturais, isto é avançado na idade, conhecias ervas e pajelança.



Caboclo Cobra Coral


O caboclo cobra coral, é muito respeitado dentro da umbanda, e também até fora dela, basta ver o trabalho que a fundação cobra coral faz no Brasil. Caboclo de um respeito, muito grande pelo ser humano e suas fraquezas, ele também é conhecido no mundo espiritual, pelo seu trabalho, trabalhador incansável que é ,em prol da umbanda. Já no astral, os chefes do submundo o conhecem e temem, pois seu trabalho já se fez sentir também por la.
O caboclo cobra coral, trabalha também com elementais e elementares, alias eles estão dentro dos terreiros de umbanda mais que imaginamos. Ao começar seu trabalho, ele se faz acompanhar previamente de um ou dois elementais, que retiram da terra, e dos vegetais fluidos para descarregar os filhos de fé que a sua procura vem. Alias, este é o motivo pelo qual muitos dos caboclos de sua falange não fumam(muitos, não todos).
Cobra coral, não faz o mal, ele só faz o bem. Se você ver ou ouvir um cobra coral fazer o mal, duvide, pois este não é um verdadeiro cobra coral...
Ele é muito gentil, e fala quase que corretamente o português. você não o virá seu cobra coral, tratar alguém com grosserias, se ouvir o médium pode estar confundindo algumas coisas.
Cacique flecheiro, comanda uma legião de espíritos que se equivalem pelo saber e companheirismo uns com os outros. Numa demanda, sabem como vence-la sem deixar mágoas, e não raras vezes, os desafetos fazem as pazes.
Trabalhador, incansável, lida com os quatro elementos e quase sempre se ouvirá falar bem dele.
Ao contrário do que se parece, o caboclo cobra coral tinha uma cobra, mas esta cobra era uma jiboiá. que após a morte dela foi trocada por uma sucuri (que coisa, não).
O nome?
O nome ele, ganhou devido a pintura de seu rosto nas batalhas de sua tribo com as tribos do norte do pará.
quem tem, Xangô, Oxóssi, Yansa, E Oxum em seu cu mutue terá certamente a proteção deste caboclo.

Caboclo Cobra Coral

Caboclo Cobra Coral foi um índio de origem asteca. Ele é o guia chefe do Terreiro. Na Umbanda ele trabalha na vibração de Xangô, que está presente no cume das pedreiras, nas cachoeiras e nas matas. Quando falamos do Caboclo Cobra Coral, falamos também da supremacia da Umbanda, que é uma religião, formada dentro da cultura religiosa brasileira incluindo vários elementos, inclusive de outras religiões. Foi no Brasil que os espíritos indígenas de diferentes posições geográficas encontraram dentro de uma Espiritualidade a verdadeira oportunidade de evolução. Na língua portuguesa, o significado de caboclo é o mestiço de branco com o indígena. A história oficializou o início da Umbanda no Brasil em 1908, com a incorporação do Caboclo Sete Encruzilhadas, porém foram encontradas publicações de que em 1890, o Caboclo Cobra Coral era incorporado por um jovem de 16 anos e que praticava a caridade conforme os fundamentos da Umbanda. O Caboclo Cobra Coral, como todo caboclo, conserva a vibração primária de Oxossi, porém com grande atuação na vibração original da linha de Xangô, que no sincretismo religioso corresponde ao São Jerônimo, representante da Justiça divina, da lei Karmica, é o dirigente das almas, o senhor da balança universal que fortalece o nosso estado espiritual. Cobra Coral é um índio tranqüilo e sábio, profundo conhecedor das magias e das curas. Conhece os segredos dos animais peçonhentos, sua imagem é de um cacique alto, traz um tacape na mão esquerda e uma cobra coral na mão direita e outra na cintura. Ele não é apenas famoso no mundo físico, também no plano espiritual se conhece bem a sua fama. Muito temido pelos espíritos de ordem inferior, sendo conhecido no submundo astral como "O Grande Cobra Coral". No submundo astral muito espíritos inferiores e chefes de agrupamentos têm verdadeiro pavor em encontrá-lo. No mundo dos grandes mágicos e magos, ele é conhecido como "O mago do Cajado da Cobra". Cobra Coral chefe da falange de origem asteca, foi a encarnação do físico e astrônomo Italiano Galileu Galilei no século XVII, considerado o pai da matemática e do ex-presidente norte americano Abraão Lincoln. A sua última encanação foi no norte do Brasil, na cidade de Cercania fronteira do Pará. O Caboclo Cobra Coral, é o emblema da pureza e da magia. A fé que habita em cada um de nós é particular. Ela cresce se solidifica, e os anos mudam o nosso caráter e cria comportamentos que irão nos diferencias por toda a nossa vida

Caboclo Arranca Toco...

O Filho do Trovão!
Esse índio da Tribo dos Peles Vermelhas da Amazônia, os Bororos, nasceu em 1625,
 no meio da Mata Virgem. E, desde pequeno, sua história começou a ser escrita
 diferente dos demais. Ele sempre foi o mais alto e o mais forte de sua tribo. Ele 
crescia muito rápido e adquiria fortes músculos. Gostava de arrancar tubérculos 
com sua mãe e de retirar todos os tocos de árvores que encontrasse pelo caminho.
 Os índios sempre comentavam: "Ele é mesmo o Filho do Trovão!" E, quando 
ele chegava, carregado de raízes, diziam: "O Arranca-toco arrancou todos os tocos do
 caminho!"
Nas disputas corpo a corpo entre os índios guerreiros da tribo, ele era sempre o mais 
forte! E muitos temiam enfrentá-lo, pois sabiam que sairiam perdedores. Quando ele
 saía pela floresta para caçar, sempre trazia um javali sobre um dos ombros e um jacaré
 sobre o outro. Seus pais tinham muito orgulho de ter um filho tão forte! O cacique
 logo o nomeou o guerreiro sagrado da tribo, aquele responsável por todas as batalhas
 e comandante em qualquer ataque.
A índia que lhe foi prometida temia pelo seu tamanho, mas ele ajudava com delicadeza 
as índias de sua aldeia e era admirado por elas. Mas, ele não casou... Com idade
 jovem ainda foi encontrado morto nas matas sem causa ou explicação, sentado 
abaixo da árvore mais alta. O pajé disse que Tupã o levou de volta aos céus onde
 era sua morada, pois ele não pertencia ao Povo da Terra.


CABOCLO PENA BRANCA

Nasceu em aproximadamente 1425, na região central do Brasil, hoje, entre Brasília e Goiás, onde seu pai era o Cacique da tribo. Era o filho mais velho de seus pais e desde cedo se mostrou com um diferencial entre os outros índios da mesma tribo, era de uma extraordinária inteligência.
Na época não havia o costume de fazer intercâmbios e trocas de alimentos entre tribos, apenas algumas faziam isto, pois havia uma cultura de subsistência, mas o Cacique Pena Branca foi um dos primeiros a incentivar a melhora de condições das tribos, e por isso assumiu a tarefa de fazer intercâmbios com outras tribos, entre elas a Jê ou Tapuia, e Nuaruaque ou Caríba.
Quando fazia uma de suas peregrinações ele conheceu na região do nordeste brasileiro (hoje Bahia), uma índia que viria a ser a sua mulher, chamava-se "Flor da Manhã" a qual foi sempre o seu apoio.
Como cacique, foi respeitado pela sua tribo de tupis, assim como por todas as outras tribos e continuou, apesar disso, seu trabalho de itinerante por todo o Brasil na tentativa de fortalecer e unir a cultura indígena.
Certo dia Pena Branca estava em cima de um monte na região da atual Bahia, e foi o primeiro a avistar a chegada dos portugueses nas suas naus, com grandes cruzes vermelhas no leme. Esteve presente na 1ª missa realizada no Brasil pelos jesuítas, na figura de Frei Henrique de Coimbra.
Desde então procurou ser o porta-voz entre índios e os portugueses, sendo precavido pela desconfiança das intenções daqueles homens brancos que ofereciam objetos, como espelhos e pentes, para agradá-los.
Aprendeu rapidamente o português e a cultura cristã com os jesuítas.
Teve grande contato com os corsários franceses que conseguiram penetrar (sem o conhecimento dos portugueses) na costa brasileira - muito antes das grandes invasões de 1555 - aprendeu também a falar o francês.
Os escambos, comércio de pau-brasil entre índios e portugueses, eram vistos com reservas por Pena Branca, pois ali começaram as épocas de escravidão indígena e a intenção de Pena Branca sempre foi a de progredir culturalmente com a chegada desses novos povos, aos quais ele chamava de amigos.
Morre com 104 anos de idade, em 1529, o Cacique Pena Branca, deixando grande saudade em todos os índios do Brasil, sendo reconhecido na espiritualidade como servidor na assistência aos índios brasileiros, junto com outros espíritos, como o Cacique Cobra Coral.
Apesar de não ter conhecido o Padre José de Anchieta em vida, já que este chegou ao Brasil em meados de 1554, Pena Branca foi um dos espíritos que ajudou este abnegado jesuíta no seu desligamento desencarnatório.
Por esse Brasil afora , sabe-se da presença constante nos terreiros de Umbanda do grande cacique Pena Branca. Ele baixa firme e elegante, dando brados e vivas imponentes. Com ele, também incorporam outros “penas”: Pena Azul, Pena Negra, Pena Verde , Pena Amarela, etc... Coincidência?  Nas casas onde ele tem presença garantida , ele as protege contra as investidas de espíritos das trevas , age na reposição fluídica  , comanda  equipe de socorristas  a atua nas atividades de passes. O caboclo Pena Branca realiza tarefas, pelo domínio e conhecimento profundos que ele tem sobre manipulação fluídica e sobre os recursos da natureza, sendo grande colaborador de trabalhos de cura.
Nas andanças pelo país , num terreiro ,perto do congá, estava um rapaz incorporado com um caboclo. Atento, o índio ouvia pacientemente uma velha senhora e a limpava com um maço de ervas perfumadas.   A senhora chorava muito e tremia.  No final da sessão, o semblante dela havia mudado. Feliz, ela sentou-se no banco da assistência e orava agradecida.
Curioso, eu me aproximei e perguntei o nome da entidade que a atendeu. A velha irmã respondeu com reverência. Adivinhe o nome do caboclo.  Ele mesmo, o grande índio Pena Branca!   Numa bela noite, em um modesto e tranqüilo terreiro umbandista do interior paulista, acontecia uma gira de caboclo. A líder do terreiro abriu o trabalho e incorporou. Seu Pena Branca estava em terra, em todo o seu esplendor e força. O caboclo Pena Branca riscou seu ponto, pediu um charuto, deu algumas ordens ao cambono e olhou para onde eu estava. Senti uma estranha energia percorrer minha espinha. Ele continuou olhando e acenou. Levantei-me e acenei de volta.Foi então que ele falou: - Filho, era eu, lembra? Tem aí um maço de ervas bem cheiroso para mim? 

Salve Seu Pena Branca!

Caboclo Tupinambá 

É um espírito singular que personifica bem o Orixá Oxóssi. De humor sereno e constante, é firme e combativo sem deixar de ser alegre e carinhoso. Sábio, paciente e carismático, é realmente um paizão! Ou como ele mesmo diz, "Tupinambá é como o bambú: sabe se vergar e por isso não pode ser quebrado". 
Eu tenho a honra de servir essa entidade e assim já se vão uns vinte e poucos anos de parceria e confiança com esse Caboclo que é meu Pai de Cabeça*. Sua maneira de pensar é extremamente otimista e para ele tudo sempre tem uma perspectiva positiva. Ele nos diria que a vida é como um rio,  com suas quedas de cahoeiras que limpam e fortalecem. Ensina ainda que quando deprimimos, quando revoltamos ou estamos desacreditados em relação à vida, é porque somente estamos desligados de seu fluxo. Basta voltar ao rio e a renovação ocorrerá quando menos percebemos.   
A falange de Sr Tupinambá é imensa, o que não é de se estranhar se considerarmos o contigente de indivíduos dessa nação indígena que estiveram encarnados no Brasil do século XVI (cujo tronco ocupava quase todo o litoral do país). E é essa grandeza que faz essa linha de Umbanda ser tão respeitada, seja pelos amigos,  seja pelos inimigos. Conhecidos por sua potencialidade guerreira, os Caboclos Tupinambás, ironicamente, conseguem como poucos evitar a guerra aberta contra falanges negativas, pois ninguém quer, senão em último caso, desafiar um povo tão forte, quantitativo e aguerrido. Assim, por seu próprio potencial de "vencer demanda", essa linha de Oxóssi é muito requisitada para alcançar as soluções "diplomáticas" que evitam o embate direto com o baixo astral. E ainda que isso eventualmente não se faça possível, eles estarão lá com seus valentes guerreiros para garantir a vitória do bem sobre o mal no plano astral brasileiro.               
A energia desses Caboclos, quando chamados nos terreiros, é intensa e muito agradável. É tão vibrante a presença deles que quando seu ponto é cantado é comum ver vários médiuns incorporem ao mesmo tempo. O chacra cardíaco se expande e se agita fortemente, fazendo o médium postar-se de forma bastante altiva ao final da corimba*. Aliás, a corimba é outra de suas características distintivas, marcada por uma sessão de giros continuados que, se são muitos, ao final não deixam qualquer tontura no médium. 
O espírito que, especificamente, tomou-me como cavalo, tem como principal roupagem essa que aparece na ilustração acima, feita na prancheta da talentosa filha de Iansã no TPM, Fran Falsoni*. Penacho predominantemente alaranjado de penas longas e brilhantes, colar de ossos, braçadeiras de corda natural e uma pele de onça sobre as costas. Corpo alto e atlético, cabelos longos e um grande alargador de orelha feito de bambu. Assim ele se apresenta normalmente, mas em ocasiões festivas usa um cocar enorme que vai até os pés e pode ser verde, alaranjado ou colorido. Já quando está em trabalho propriamente dito, sua indumentária muda completamente, assim como suas feições ficam mais marcadas e rústicas. Nessas situações sua fala fica mais difícil de ser compreendida (predominando o tupi guarani sobre o português), surgem mais adereços no rosto, em especial um grande osso atravessando o nariz, além de pinturas pelo corpo. Por fim, a outra forma de apresentação que conheço dele (e, sinceramente, não faço questão de que ele a use...) é quando está em guerra (demanda). Aí é o seguinte: uma pena preta na cabeça, um grosso traço de tinta preta sob os olhos, dobro de tamanho, as armas e nada mais.
Sr. Tupinambá está sempre acompanhado, seja por seus guerreiros, suas crianças, suas caboclas curadoras ou pelos velhos pajés feiticeiros da tribo. São incontáveis trabalhadores espirituais que permitem que essa linha seja eficiente em quaisquer tipos de trabalhos (demanda, cura, energização, equilibrio, psicologia...). E não posso deixar de mencionar seus inseparáveis animais: as jibóias, as onças e os javalis. Sempre com ele os dois primeiros, fazem um trabalho único e precioso. As cobras limpam a sujeira do perispírito das pessoas e do ambiente da gira, as onças protegem e combatem o que é mais grosseiro e animalizado. Javalis são chamados quando o buraco é mais embaixo.  
A quem conhece Caboclo Tupinambá espero ter colaborado com um pouco mais dessa entidade tão conhecida e importante da corrente astral de Umbanda. A quem não o conhece ainda, e estiver a precisar  de força, proteção, alegria ou de uma simples sensação de paz e bem estar, experimente cantar assim: "Estava na beira do rio sem poder atravessar, chamei pelo Caboclo, Caboclo Tupinambá...Tupinambá chamei, chamei tornei chamar, êah". Se pode tornar a chamá-lo, mas precisar não precisa. Com certeza ele já estará presente. 
Se Caboclo Tupinambá pudesse ser definido em uma frase, seria essa: 
"Grande Pai Caçador de Almas".