terça-feira, 13 de junho de 2017

SANTO ANTONIO - BARÁ AGELÚ

Bará no batuque... Santo Antonio na Igreja .



Bará é nome do Orixá Exu, uma divindade cultuada no Batuque, religião afro-brasileira do Rio Grande do Sul.
Por várias características pertencentes aos homens, Bará se apresenta como o Orixá mais humano de todos os Deuses africanos, sendo sempre o primeiro Orixá a ser servido em qualquer obrigação, nele encontraremos um Orixá prestativo e presente, segurando todas nossas futuras necessidades, caso contrário devemos nos preparar, sem exagero, para alguma coisa desagradável.
Como dono das chaves, dos portais, encruzilhadas, caminhos e comércio, deve sempre ter suas saudações, obrigações e cortes quando necessário, feitos em primeiro lugar caso contrário caminhos trancados, mas não devemos tachar o Orixá Exu de egoísta, para a segurança de nosso ritual é só serví-lo primeiro e assim nosso ritual estará bem encaminhado. É o Orixá responsável pela boa abertura dos trabalhos, esta para nossos negócios e vidas, destrancando caminhos e abrindo portas ou trancando e fechando, dependendo de nossos merecimentos e cumprimento de tarefas.
Saudação: Alúpo ou Lalúpo

Dia da Semana: Segunda-feira
Número: 07 e seus múltiplos
Cor: Vermelho
Guia: Corrente de aço (para alguns), vermelho escuro (Elegbara), vermelha (Lanâ, Lodê, Adague e Agelú)
Oferenda: Pipoca, Milho torrado, 07 batatas inglesas assadas e azeite de dendê
Ferramentas: Corrente, chave, foice, moeda, búzios, entre outros
Ave: Galo Vermelho
Lugares na Natureza: Encruzilhadas.



No sincretismo religioso afro-brasileiro praticado aqui no sul, Bará foi sincretizado como Santo Antônio. Algumas vertentes e algumas lideranças da religião afro-brasileira do sul na atualidade refutam o sincretismo religioso, defendendo o purismo, a concepção da figura dos orixás sem atrelá-los aos santos católicos. Defendo a forma pura dos nossos Orixás, mas fomos ensinados com sincretismo e, assim, aprendemos a amar os Santos e os Orixás. Sem guerra.

Santo Antônio é sincretizado como três Barás: o Santo propiamente dito como Bará Lanan e Bará Adague e o menino no colo do Santo como Bará Agelú.


Os Arquétipos (filhos):

Os filhos de Bará possuem um caráter ambivalente, ora são pessoas inteligentes e compreensivas com os problemas dos outros, ora são bravas, intrigantes e ficam muito contrariadas. As pessoas de Bará não têm paradeiro, gostam de viagens, de andar na rua, de passear, de jogos e bebidas. Quase sempre estão envolvidas em intrigas e confusões. Guardam rancor com facilidade e não aceitam ser vencidas. Por isso para ter-se um amigo ou filho de Exú é preciso que se tenha muito jeito e compreensão ao tratar-se com ele

Oferenda para Bará Agelú:


.Bará Agelú

Milho cozido (axoxó), pipoca, 07 batatas inglesas mal cozidas e descascadas com uma colher, 07 tiras de coco fruta sem casca, 07 balas de mel.
Opcional: bombons, doces coloridos, doces de massa.
O Lugar Onde se Leva as Oferenda Onde se Despacha
No cruzeiro aberto de praia, na beira da praia em local seco.


                           Saudações Fraternas á todos os adeptos e admiradores das Religiões Afro-Umbandistas.


                                                                     Pai Josimar da Capadócia

sábado, 6 de maio de 2017

Nossa simples homenagem ao nosso querido pai Ogum




















































Meu Pai Ogum

AUTOR: CARLOS DE OGUM.


    Guerreiro supremo do Humaitá,
a Pai Ogum peço proteção,
me abençoe em nome de Oxalá,
e inimigos não me vencerão.

    Meu caminho se torna de paz,
quando iluminado pelo Cavaleiro de Luz,
sua força e sabedoria nos traz,
o abraço desse Guerreiro de Jesus.

    Sua lança empunhada na mão,
me defende dos grandes inimigos,
levando para longe uma má ação,
sempre protegendo sem deixar-nos feridos.

    Ogum é sabedoria, força e coragem,
poderoso Guerreiro do amor,
ao longe me encanto, como em uma miragem,
cavalgando no jardim sem destruir uma flor.

Ao ouvir seu nome, os inimigos se afastam,
e para longe de mim, se vão,
como cobras assustadas se arrastam,
Pai Ogum me protegendo, com sua lança na mão.

    Grandioso cavaleiro de Oxalá,
as demandas Pai Ogum há de vencer,
cavalgando no divino Humaitá,
a seus filhos proteção vai oferecer.

    Sem espinhos os caminhos ele deixará,
para mim que sou seu filho, caminhar,
uma luz brilhante, pelo céu passará,
iluminando noite escura com a luz de seu luar.

    Saravá meu poderoso Pai Ogum,
guerreiro que luta pela paz,
abençoado pelo nosso Pai Olorum,
com Ogum na Gira, a Umbanda tudo faz.

    Sem medo de mazela,
sem temer o inimigo,
a Pai Ogum ofereço uma vela,
e a ele peço que me livre do perigo.

    Pai Ogum é meu guardião,
com ele não tenho temor,
sei que sempre terei proteção,
Meu Pai me livra de males e de toda dor.

    Observando sempre minha caminhada,
na estrada da vida, Ogum comigo está,
seja manhã, tarde, noite ou madrugada,
intercedendo por mim junto a Pai Oxalá,

    Muitas dívidas com ti terei,
não sei o tanto que terei a agradecer,
a ti uma promessa farei,
nunca deixar o mal me preencher.

    Obrigado Senhor guerreiro da Lua,
por tantos dias de glórias e de luz,
protegido sempre estarei pela espada tua,
Ogum filho de Deus, mensageiro de Jesus.

Uma singela homenagem a meu Pai de Coroa, que tantos caminhos me abre.

Patacori Ogum, Ogum Nhê!!!


Carlos de Ogum