segunda-feira, 6 de março de 2017

Ser sacerdote não é se impor - Jeff Santana



Cada um dentro de um terreiro de Umbanda sabe de suas responsabilidades desde de um guia espiritual até os assistentes.

Agora aquele que não gosta de seguir doutrina e regras que não para em casa alguma e sai aos quatros ventos falando que nenhum terreiro de Umbanda presta atenção :

Devemos ter muito cuidado com este tipo de médium e pessoas pois existe alguns filhos e adeptos da religião que acham que a casa que tem que se adaptar aos seus costumes não ele se adaptar a casa. A realidade e uma só quem não tem humildade para abaixar as orelhas e aprender se doutrinar , se educar nunca nenhum terreiro de Umbanda vai prestar nunca vai permanecer em religião ou terreiro Algum.

Jeff Santana.

A falange dos Caveiras - Pretah de Oyá





Eu tenho que admitir que dentro da linha de Exú a falange que tenho mais receio é a dos CAVEIRAS. ( e quantas vezes já ouvi isso)
Mas porque eles usam essa roupagem? Eles são caveiras? Moram no Inferno? São malígnos?


Então, para começar: Eles são MARAVILHOSOS! Não, não são do inferno, nem malígnos! Esse medo na maioria de nós se dá por dois motivos:

1) Somos criados dentro de um universo simbólico onde a caveira significa morte, perigo, veneno, mal, então associamos essas entidades à coisas medonhas que em absoluto não fazem parte da missão desses espíritos, que carregam um fardo enorme.

2) Sim, a energia deles causa esse receio, pois precisa ser assim. Os Exús da linha dos Caveiras lidam com o desencarne, com as pendengas que os espíritos deixam, encaminham as almas, capturam kiumbas, quebram feitiços, são agentes da lei mágica, protetores da Alta Magia ( apesar de serem associados com a baixa).

Eles estão diretamente ligados ao Orixá Omulú, pois é ele que cuida da transição desse mundo e do próximo. São seus auxiliares, seus trabalhadores, que cuidam dessa porteira espiritual, da transição e por isso caveiras. A caveira é o elemento mais íntimo do ser encarnado ao mesmo tempo que é o último resquício desse quando desencarna, ou seja, representa essa dualidade vida e morte.

Sinto decepcionar os que achavam que cultuávamos o motoqueiro fantasma, mas não, esses espíritos são trabalhadores árduos e MUITO SÉRIOS. Sua energia não deve ser invocada com tanta frequência quanto os demais por trabalharem dentro dessa esfera energética, muitas vezes indo à umbrais, lugares escuros e sombras para recuperação de almas.

Meu respeito e agradecimento
Salve sua banda! Salve os caveiras!

#PretahdeOyá ☞Créditos

Umbandista em extinção - por Robson Andreani


UMBANDISTA EM EXTINÇÃO


"Se você, ao entrar em um terreiro, pede licença e saúda os assentamentos e firmezas da casa;
*Se você, ao ficar diante de um Preto Velho se ajoelha e pede sua benção;
*Se você, ao se afastar de um guia ou do altar, sai de costas e permanece de frente para o altar;
*Se Você, ao conversar com uma entidade, se curva e abaixa o olhar em sinal de respeito;
*Se você, ao tomar um passe, agradece de coração a entidade que o atendeu;
*Se você, ao ganhar de um guia um gole de sua bebida, pega sempre o copo com as duas mãos;
*Se você, ao ser convocado para um trabalho difícil, não se envaidece e se prepara com amor;
*Se você, ao ser corrigido por seu Pai/Mãe de santo não se enfurece, mas entende que é para sua evolução;
*Se você, ao encontrar seu Pai/Mãe de santo, toma sua benção, seja onde for;
*Se você, ao cantar determinados pontos de umbanda ainda se emociona como no início;
*Se você, ao perceber um erro de alguém, não critica, mas procura orientar da forma adequada;
*Se você, ao não entender um ensinamento ou doutrina, questiona,pergunta,ao invés de fingir que entendeu;
*Se você, ao ouvir comentários desnecessários dentro do terreiro os ignora e não se envolve;
*Se você, ao faltar ao gira ou em algum trabalho, pede desculpas aos seus guias por sua falta;
*Se você, ao fim de um culto ou trabalho fica feliz e ansioso pelos próximos compromissos;
*Se você, ao invés de priorizar as amizades com irmãos de santo, prioriza a casa que o desenvolve;
*Se você, ao se sentir fraco, busca a ajuda de sua casa ao invés de se afastar dela;
*Se você, ao presenciar algum problema em sua casa, não se omite e toma as devidas providências,mostrando-se atuante;
*Se você, preocupa-se tanto com o seu próprio desenvolvimento quanto com o dos outros;
*Se você, tem respeito e amor verdadeiro por sua casa e entende o quão é difícil em vários momentos mantê-la...

PARABÉNS POR SUA POSTURA, MAS CUIDADO, VOCÊ É UM UMBANDISTA EM EXTINÇÃO..."

Por Robson Andreani

quinta-feira, 2 de março de 2017

As dificuldades de se manter um terreiro de Umbanda - por Roberley Meirelles


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As dificuldades de se manter um terreiro de Umbanda.

Muitas pessoas acreditam que abrir um terreiro de umbanda é coisa simples é somente arranjar umas meias dúzias de imagens, colocar sobre uma mesa, ou prateleiras, acender velas, cantar, bater palma e deixar os guias descer em terra.

Não é bem assim, o buraco é mais embaixo.

Além dos assentamentos e preparação do chão, do congá, das imagens, enfim de todos os detalhes que engloba um terreiro, temos outras dificuldades que a pessoa no afã de querer um status não se apercebe.

O inicio de um terreiro aqui na terra, tem a sua contra parte no astral, afinal se uma casa trabalha com espíritos, e esses irmãos que começam a dedicar e amparar a corrente vão iniciar um processo de cura, os irmãos de baixas vibrações espirituais, obrigatoriamente terão que ser socorridos inicialmente para algum local concordam?

Este local será justamente a parte invisível que nós seres humanos não enxergamos, e ela estará muito, mas muito perto de nós, deverá ser um local de transito rápido, onde os espíritos receberão os primeiros socorros e após as triagens serão transferidos para hospitais, creches, sanatórios ou escolas no astral.

Para quem leu um pouco da obra de Francisco Candido Xavier, o que escrevi não é novidade alguma, para aqueles que infelizmente acreditam que somente existe o trabalho e acabou um dia terão uma grata surpresa.

Justamente por causa dessas energias que não é aconselhável o trabalho em nossa moradia, ou a incorporação fora do terreiro ao qual somos ligados, mas isto já foi falado, debatido e ensinado aqui mesmo em nossa pagina.

As dificuldades matérias muitas vezes são superiores a essas espirituais detalhadas acima, para se manter um terreiro logicamente necessita-se de um local, tem que ter um local que ao menos apresente um pouco de conforto aos médiuns e também as pessoas que buscam socorros.

Para ter um local apropriado, muitas vezes tem que pagar aluguel, IPTU, Seguro contra incêndio.

Precisa-se de ter banheiros, isto nos leva a entender que necessariamente ira se usar, papel, sabão ou sabonete, tolha, ou papel toalha, desinfetante.

Ninguém trabalha no escuro, obrigatoriamente tem que ter energia elétrica.

Então somente para começar os trabalhos em um local apropriado temos aluguel, água, luz, IPTU, seguro.

Ninguém trabalha sem ao menos um vela no Congá ou na tronqueira, porém sabemos que não usamos somente uma, são algumas para cada trabalho.

Compreende o quanto é difícil manter um terreiro, o que muitos chefes de congas fazem para manter a porta aberta, criticar nossa, muitos criticam por você passar uma rifa de R$ 2,00, muitas pessoas alegam que não podem contribuir com essa imensa quantia, mas querem água mineral, e tem que ser gelada, afinal quente ninguém merece.

Não é fácil manter um terreiro aberto, não é barato manter um terreiro aberto, se fossemos levar somente pelo lado material creio que muitos irmãos já teriam encerrados as suas atividades a muito tempo.

Eu fico triste quando fico sabendo do encerramento das atividades de um terreiro de umbanda, como soube esta semana de dois terreiros.

Isto é o que a gente sabe, mas quantos terreiros não fecham as suas partes devido a falta de estrutura ou a união do seu grupo mediúnico.

Sou solidário a esses chefes de congas que como ultimo recurso escolhem encerrar as suas atividades e aguardar o amparo dos orixás para recomeçar.

Temos que ser solidários, pois sabemos e vivemos esta triste realidade, contamos moedas muitas vezes para completar o pagamento de todos os nossos encargos.

Sabe meus amigos é muito fácil a pessoa ir ao terreiro e pedir a exu um favor, olha já vi eles ajudarem a tanta gente e conto nos dedos de uma mão a pessoa que um dia lembrou em trazer uma garrafa de marafó para ofertar na tronqueira.

Por causa disso me solidarizo com todos os Bábàs e Yás que preferem encerrar suas atividades.

É triste, mas é a pura realidade.

Isto ocorre no meu, no seu, enfim em todos os terreiros de Umbanda.

Roberley Meirelles

O maior inimigo da Umbanda - por Douglas Fersan


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O fato de que religiões como a Umbanda, o Catimbó, o Batuque e o Candomblé são alvos constantes de perseguições e calúnias não é novidade para ninguém. Tal situação nos coloca numa posição quase sempre defensiva perante a incipiente “ameaça” de um ataque à nossa crença. E os ataques não são raros, acontecem das mais variadas formas: através da mídia eletrônica, que não poupa subterfúgios (como classificar os sacerdotes dos nossos cultos de “pai ou mãe-de-encosto”, e assim fugir à responsabilidade criminal das agressões que proferem) e até mesmo nos púlpitos de algumas denominações religiosas, que no lugar de primar pelo respeito e pela convivência pacífica, preferem incitar a fúria da intolerância contra as religiões que desconhecem e, por desconhecer, julgam mal.
É triste ver a Umbanda ser difamada, denegrida e exposta de maneira tão negativa. No entanto, vale lembrar que existem leis que nos amparam e garantem o respeito ao nosso culto, sua liturgia e seus símbolos. Lembro até que durante um seminário que realizamos na Câmara Municipal de São Paulo, em novembro de 2009, o sacerdote Alexandre Cumino expôs, de forma muito brilhante (a ponto de me fazer recordar de sua explanação até hoje), que na verdade não temos a necessidade de ficar reivindicando leis que amparem a nossa liberdade de culto, posto que essas leis já existem. O que nos cabe é fazer com que elas sejam colocadas em prática de forma eficiente e incisiva. Embora o senso comum tente ocultar esse fato, a legislação brasileira, no que se refere à liberdade religiosa, beira à perfeição. A falha encontra-se naqueles que não a respeitam ou àqueles que quando são desrespeitados, não acionam a lei, fazendo valer seus direitos e os dos seus irmãos-de-fé.
Dessa forma, é possível combater de frente a intolerância e os intolerantes, inimigos declarados da Umbanda. Eles não me assustam tanto quanto aqueles que agem de forma velada, na calada da noite.
Me assustam os postes emporcalhados com as promessas de trazer o amor de volta em poucos dias, assim como as propagandas de serviços como amarração e similares. Ao leigo todos são iguais: umbandistas que realmente zelam pelo nome de sua crença e esses charlatões são colocados todos no mesmo caldeirão, sem que se faça a justa distinção do joio e do trigo. Essa é uma prática que só alimenta o ódio e o desrespeito, fornecendo munição aos detratores da nossa religião.
Mas também não são esses os que mais me assustam, pois mesmo ao leigo basta um pouco de esforço para perceber que são charlatões declarados. Acredito que quanto mais sutil, mais perigoso é o inimigo.
Muito me assusta aquele “umbandista” de voz doce e conversa amiga, que fala em nome da caridade e dos orixás. Aquele que veste branco, mas que tem a alma fétida e os pensamentos poluídos, apesar do sorriso fácil. Aquele que inspira confiança, que se vale do momento de carência ou desespero do consulente para tirar proveito da situação, seja esse proveito financeiro ou mesmo para enaltecer seu ego faraônico. Aquele que toma a frente de suas entidades (se é que as tem) ou mistifica descaradamente para falar aquilo que “a paisana” não teria coragem e hombridade para dizer. Aquele que usa o nome da sua religião e de suas supostas entidades para amedrontar seus desafetos. Aquele que se desagrada profundamente com o crescimento alheio, que conspurca seu templo com a sua mesquinharia e que, no lugar de honrar a sua roupa branca, a deixa impregnada com as máculas da maledicência, da inveja, da mentira e principalmente do abuso da boa fé dos incautos que o procuram em momentos de dor.
O maior inimigo da Umbanda está infiltrado em seu seio. Como um vírus mutante, é difícil ser combatido, pois imuniza-se tão facilmente quanto desvia seu caráter. Esse inimigo da Umbanda é perigoso, pois não é declarado e muitos umbandistas não o enxergam a tempo. É despreparado para receber em seu ori a energia dos sagrados orixás. É indigno de emanar a pureza das crianças, já que não a possui minimamente. Não tem condições de encarnar a bravura dos caboclos ou a sabedoria humilde dos pretos-velhos, pois em sua existência ainda não desenvolveu tais virtudes. É um umbandista de fachada, que não compreende o real significado da sagrada Umbanda, que ainda não se despiu das suas imperfeições mais grotescas para adentrar um terreiro e participar de uma gira.
Esse é o inimigo mais perigoso.
Dolorosamente é possível concluir que o maior inimigo da Umbanda é o umbandista – não me refiro aqui ao umbandista que honra e ama a sua religião, mas àquele que se traveste de umbandista, algumas vezes por ser mal intencionado mesmo, outras, por ser desprovido de inteligência para compreender o que vem fazendo de sua própria existência carnal e espiritual.
É esse que mais me impressiona, embora não me amedronte, pois para cada um desses, existem outros tantos sinceros, desinteressados, dispostos a praticar a real caridade, a contribuir para a própria evolução e daqueles que o procuram. Esses honram a nossa amada Umbanda e fazem todo sacrifício valer a pena.
Pelos outros, rezemos...

Saúde Espiritual - por Douglas Fersan


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Manter sempre acesa a chama da fé é a melhor forma de garantir a saúde espiritual. A máxima bíblica "orai e vigiai" não existe à toa, pois seres imperfeitos que somos, estamos suscetíveis a ataques psíquicos, lançados por seres encarnados e desencarnados. Assim como o corpo precisa de uma alimentação equilibrada para manter seu funcionamento, o espírito também precisa alimentar-se da chama da fé a fim de manter-se forte, pois caso contrário sofrerá ataques tanto de encarnados quanto de desencarnados. 
Situações do cotidiano acabam por nos tornar alvos fáceis das baixas vibrações. Seja no trabalho ou em qualquer outro círculo social, situações de maledicência, fofoca, inveja, calúnias, intrigas, difamações criam um ambiente astral da mais baixa vibração, dando aos espíritos de vibração semelhante a oportunidade de atuar sobre o corpo astral daqueles que se envolvem nessas situações, como verdadeiras legiões de egos que sugam as energias vitais das vítimas de tais circunstâncias. Existe uma infinidade de doenças causadas pela ação dessas entidades desencarnadas e/ou vibrações baixas emanadas por encarnados: depressão, impotência sexual, hipocondria, síndrome do pânico e os mais diversos vícios, apenas para citar algumas.

Mas o que fazer para não se deixar contaminar por essas energias?
O pensamento positivo e a prece são armas poderosíssimas para a auto-proteção. Quando oramos tocamos em Deus, pois a prece é a aproximação do Divino. 

"Por meio dela (a prece) pomos o pensamento em relação com o ente a quem nos dirigimos. O pensamento é dirigido para um ser qualquer na Terra ou espaço, de encarnado a desencarnado ou vice-versa, uma corrente fluídica se estabelece de um para outro, transmitindo o pensamento como o ar transmite o som." (Allan Kardec) 

Somos aquilo que pensamos, e mais ainda, colhemos os frutos das nossas ações, pensamentos e afinidades, portanto, é preciso manter uma conduta o mais ilibada possível, nos afastando de ambientes e grupos onde impera a negatividade. 


O mundo moderno nos oferece um banquete de negatividades: inversão de valores, pornografia, valorização da violência, promiscuidade etc.
Aqueles que, de certa forma, possuem uma consciência espiritual mais aguçada são alvos fáceis desse bombardeio psíquico/espiritual... imaginem então aqueles que não possuem uma religião e a proteção que ela oferece.
Por isso, cada vez mais vemos casos de doenças psicossomáticas, de natureza espiritual (embora a medicina tradicional se recuse a admitir isso), vícios, desregramentos e suas conseqüentes patologias sociais.

Não há como não admitir que existe uma epidemia de doenças espirituais e que isso requer um tratamento, porém, aqueles que têm consciência disso são um grão de areia diante de um universo gigantesco.
Devemos desanimar, portanto? Jamais. Somos poucos, mas devemos fazer a diferença. E não falo aqui de espíritas ou umbandistas. Falo de pessoas que têm fé. Nós, que temos fé em Deus, na espiritualidade, no ser humano e em nós mesmos, devemos manter a guarda e a fé. Tomar como regra a frase bíblica já citada: orai e vigiai. Somos grãos de areia, mas quem sabe, num futuro não muito distante, possamos ser um muro, guardando nossos corações e mentes de todo o mal que afeta a saúde espiritual, nossa e de nossos irmãos. 



Douglas Fersan - Sociólogo, historiador, professor, pesquisador e umbandista.


Exu de Raiz x Exu Nutella - por Douglas Fersan

Descontraindo e entrando na brincadeira (que às vezes diz algumas verdades):

Exu de raiz:
1. Aconselha e ajuda quem o procura;
2. trabalha na simplicidade;
3. diz que trabalha dentro da Lei Maior;
4. dá gargalhadas para descarregar o seu cavalo e o ambiente;
5. fuma e bebe para defumar e limpar o seu cavalo;
6. pede em troca apenas a fidelidade de seus protegidos.

Exu Nutella:
1. Ameaça e tenta extorquir quem o procura;
2. usa fantasias, adereços mil, parece mais uma árvore de natal ambulante;
3. diz que veio do inferno, que "é assim" com o diabo, promete coisas impossíveis sempre pedindo algo em troca, diz que tem chifre, rabo e pés de bode;
4. dá gargalhadas estrondosas (e ridículas) para que a assistência pense que ele é o mais poderoso exu de todos os tempos;
5. fuma e bebe para satisfazer o vício do seu cavalo, que fica completamente bêbado quando o exu nutella vai embora;
6. pede presentes caríssimos e até valores em dinheiro para proteger quem o procura.

Creio que todos já presenciaram os dois tipos de manifestação. Qual vocês preferem e em qual vocês realmente acreditam?

Douglas Fersan

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

VIVA A IEMANJÁ E A NOSSA SENHORA DOS NAVEGANTES

Imagem de Nossa Senhora dos Navegantes
Nossa Senhora dos Navegantes é um título dado a Mãe de Jesus, Maria. A fé e a designação Nossa Senhora dos Navegantes, tem início no século XV, com a navegação dos europeus, especialmente com os portugueses. As pessoas que viajavam pelo mar pediam proteção à Nossa Senhora para retornarem aos seus lares. Maria era vista como protetora das tempestades e demais perigos que o mar e os rios ofereciam.

A primeira estátua foi trazida de Portugal junto com os navegadores. Pedro Alvares Cabral trazia em sua nau capitânia uma imagem de Nossa Senhora da Boa Esperança, sendo levada até a Índia, onde uma capela em sua homenagem foi erguida e ali ficou até o século XVII. Atualmente, a imagem está na Igreja da Sagrada Família, em Belmonte, Portugal. Nossa Senhora dos Navegantes é também conhecida pelo nome de Nossa Senhora das Candeias,  Nossa Senhora da Boa Viagem; Nossa Senhora da Boa Esperança e Nossa Senhora da Esperança.

Em Pelotas no estado do Rio Grande do Sul,  a imagem de Nossa Senhora dos Navegantes vai até o Porto de Pelotas,  Antes do encerramento da festividade católica acontece um dos momentos mais marcantes da festa de Nossa Senhora dos Navegantes em Pelotas, que em 2009 chegou à 78ª edição. Em Porto Alegre, cidade de colonização açoriana, Nossa Senhora dos Navegantes foi declarada a padroeira da cidade. Todos os anos é realizada uma procissão fluvial no Rio Guaíba A festa é realizada todo dia 2 de fevereiro e já chegou a reunir mais de 100 mil pessoas.

Imagem de Iemanjá

No Brasil, a orixá goza de grande popularidade entre os seguidores de religiões afro-brasileiras, e até por membros de religiões distintas. Em Salvador ocorre anualmente, no dia 2 de fevereiro a maior festa do país em homenagem à "Rainha do Mar". A celebração envolve milhares de pessoas que, trajadas de branco, saem em procissão até ao templo-mor, localizado próximo à foz do rio Vermelho, onde depositam variedades de oferendas, tais como espelhos, bijuterias,comidas, perfumes e toda sorte de agrados.

Outra festa importante dedicada a Iemanjá ocorre durante a passagem de ano no Rio de Janeiro, onde milhares de pessoas comparecem e depositam no mar oferendas para a divindade. A celebração também inclui o tradicional "Banho de pipoca" e as sete ondas que os fiéis, ou até mesmo seguidores de outras religiões, pulam como forma de pedir sorte à Orixá. Na Umbanda, é considerada a divindade do mar, além de ser a deusa padroeira dos náufragos, mãe de todas as cabeças humanas.

Cquote1.svgIemanjá, rainha do mar, é também conhecida por dona Janaína, Inaê, Princesa de Aiocá e Maria, no paralelismo com a religião católica. Aiocá é o reino das terras misteriosas da felicidade e da liberdade, imagem das terras natais da África, saudades dos dias livres na florestaCquote2.svg

Além da grande diversidade de nomes africanos pelos quais Iemanjá é conhecida, a forma portuguesa Janaína também é utilizada, embora em raras ocasiões. A alcunha, criada durante a escravidão, foi a maneira mais branda de "sincretismo" encontrada pelos negros para a perpetuação de seus cultos tradicionais sem a intervenção de seus senhores, que consideravam inadmissíveis tais "manifestações pagãs" em suas propriedades. Embora tal invocação tenha caído em desuso, várias composições de autoria popular foram realizadas de forma a saudar a "Janaína do Mar" e como canções litúrgicas.

Pela primeira vez em dois de Fevereiro de 2010 uma escultura de uma sereia negra, criada pelo artista plástico Washington Santana, foi escolhida para representação de Iemanjá no grande e tradicional presente da festa do Rio Vermelho, Salvador, Bahia em homenagem à Africa e a religião afrodescendente.

Tenho a certeza que o Brasil tem o povo maravilhoso que tem, por causa da sua tolerância religiosa, onde todos tem liberdade para escolher a sua religião e onde todas convivem de forma harmoniosa. É claro que temos alguma exceções de radicalismo, mas que felizmente tem pouco espaço em nossa sociedade.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Concentração na corrente é fundamental

Eu sou Umbandista - por Etiene Sales.

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Eu sou Umbandista...Mas o que é isso? O que é ser Umbandista?
É não ter vergonha de dizer: "Eu sou Umbandista".
É não ter vergonha de ser identificado como Umbandista.
É se dar,acima de tudo a um trabalho espiritual.
É saber que um terreiro,um centro, uma casa de Umbanda é um local espiritual e não a Religião de Umbanda em seu todo, mas todos os terreiros,centros e casas de Umbanda, representam a Religião de Umbanda.
É saber respeitar para ser respeitado,é saber amar para ser amado,é saber ouvir para ser escutado,é saber dar um pouco de si para receber um pouco de Deus dentro de si.
É saber que a Umbanda não faz milagres,quem os faz é Deus e quem os recebe os mereceu.
É saber que uma casa de Umbanda não vende nem dá salvação,mas oferece ajuda aos que querem encontrar um caminho.
É ter respeito por sua casa, por seu sacerdote e pela Religião de Umbanda como um todo: irmandade.
É saber conversar com seu sacerdote e retirar suas dúvidas.
É saber que nem sempre estamos preparados. Que são necessários sacrifícios,tempo e dedicação para o sacerdócio.
É entrar em um terreiro sem ter hora para sair ou sair do terreiro após o último consulente ser atendido.
É mesmo sem fumar e beber dar liberdade aos meus guias para que eles utilizem esses materiais para ajudar ao próximo, confiando que me deixem sempre bem após as sessões.
É me dar ao meu Orixá para que ele me possua com sua força e me deixe um pouco dessa força para que eu possa viver meu dia-a-dia numa luta constante em benefício dos que precisam de auxílio espiritual.
É sofrer por não negar o que sou e ser o que sou com dignidade, com amor e dedicação.
É ser chamado de atrasado, de sujo,de ignorante, conservador, alienígena,louco. E ainda assim,amar minha religião e defendê-la com todo carinho e amor que ela merece.
É ser ofendido físico,espiritual e moralmente, mas mesmo assim continuar amando minha Umbanda.
É ser chamado de adorador do Diabo, de Satanás, de servo dos encostos e mesmo assim levantar a cabeça,sorrir e seguir em frente com dignidade.
É ser Umbandista e pedindo sempre a Zambi para que eu nunca esteja Umbandista.
É acreditar mesmo nos piores momentos,com a pior das doenças,estando um caco espiritual e material,que os Orixás e os guias,mesmo que não possam nos tirar dessas situações, estarão ali, ao nosso lado,momento a momento nos dando força e coragem; ser Umbandista é acima de tudo acreditar nos Orixás e nos guias, pois eles representam a essência e a pureza de Deus.
É dizer sim, onde os outros dizem não!
É saber respeitar o que o outro faz como Umbanda, mesmo que seja diferente da nossa, mas sabendo que existe um propósito no que ambos estão fazendo.
É vestir o branco sem vaidade.
É alguém que você nunca viu te agradecer porque um dos seus guias a ajudou e não ter orgulho.
É colocar suas guias e sentir o peso de uma responsabilidade onde muitos possam ver ostentação.
É chorar, sorrir, andar,respirar e viver dentro de uma religião sem querer nada em troca.
É ter vergonha de pedir aos Orixás por você,mas não ter vergonha de pedir pelos outros.
É não ter vergonha de levar uma oferenda em uma praia ou mata,nem ter vergonha de exercer a nossa religiosidade diante dos outros.
É estar sempre pronto para servir a espiritualidade, seja no terreiro,seja numa encruza, seja na calunga,seja no cemitério, seja na macaia,seja nos caminhos. Seja em qualquer lugar onde nosso trabalho seja necessário.
É se alegrar por saber que a Umbanda é uma religião maravilhosa,mas também sofrer porque os Umbandistas ainda são tão preconceituosos uns com os outros.
É ficar incorporado 5, 6 horas em cada uma das giras, sentindo seu corpo moído e ao mesmo tempo sentir a satisfação e o bem estar por mais um dia de trabalho.
É sentir a força do zoar dos atabaques, sua vibração, sua importância, sua ação, sua força dentro de uma gira e no trabalho espiritual.
É arriar a oferenda para o Orixá e receber seu Axé.
É ver um consulente entrar no terreiro chorando e vê-lo mais tarde sair do terreiro sorrindo.
É ter esperança que um dia, nós Umbandistas,acharemos a receita do respeito mútuo.
É ser Umbandista mesmo que outros digam que o que você faz, sua prática,sua fé, sua doutrina, seu acreditar, sua dedicação, seu suor, suas lágrimas e sacrifício, não sejam Umbanda.
É saber que existe vaidade mesmo quando alguém diz que não têm vaidade: vaidade de não ter vaidade.
É saber o que significa a Umbanda não para você,mas para todos.
É saber que as palavras somente não bastam. Deve haver atitude junto com as palavras: falar e fazer,pensar e ser,ser e nunca estar.
É saber que a Umbanda não vê cor, não vê raça, não vê status social, não vê poder econômico, não vê credo. Só vê ajuda,caridade, luta, justiça, cura, lágrima… e bom,mal e bem...Os problemas,as necessidades e a ajuda para solucionar os problemas de quem a procura.
É saber que a Umbanda é livre; não tem dono, não tem Papa, mas está aí para ajudar e servir a todos que a procuram.
É saber que você não escolheu a Umbanda, mas que a Umbanda escolheu você.
É amar com todas as forças essa Religião maravilhosa chamada Umbanda.

Respeito ao Templo Sagrado de Umbanda - por Claudete A. H. Andrade






Nós, umbandistas conscientes estamos sempre buscando conhecimento através do estudo da nossa religião; primeiro porque é inerente ao ser humano a busca pelo conhecimento, e segundo, que um médium bem preparado se entrega mais facilmente ao amor e caridade de nossos orixás e guias na realização de um trabalho (gira). Buscamos esse conhecimento não para satisfação própria, mas por amor à nossa religião. Somos o espelho de nossa religião dentro de fora do terreiro. Se amo a minha religião, quero bem representá-la.
Me lembro que, no início da campanha do Censo 2010 era para que todos os umbandistas assumissem sua religião quando perguntado. Quase fiquei no portão aguardando a visita do recenseador, e qual não foi a frustração quando soube que para a pergunta “qual a sua religião?” a resposta só caberia a alguns.
Tenho orgulho de ser umbandista. Sinto que a Umbanda corre junto ao sangue de minhas veias; é nela que busco força, coragem, determinação, inspiração e, sendo assim, quando vemos qualquer ação de preconceito ou desrespeito à Umbanda, entristecemo-nos.
E por isso, meu pedido hoje de conscientização não é para que o médium bem preparado ou que busca sua preparação, nem ao sacerdote dedicado, nem ao cambone que serve com amor ou aos ogãs que dão força às giras com seus toques e cantos, mas à assistência, para que saibam de sua importância na participação de um trabalho (gira).
Sim, senhores freqüentadores assíduos ou não, participantes de um Terreiro de Umbanda, a vossa participação e o vosso respeito são muito importantes para a realização de um bom trabalho.
Há que se conscientizar que um terreiro de Umbanda é um espaço sagrado, onde acontece um dos mistérios de Deus, um mistério transformador, que transforma o profano em sagrado.
Por isso o silêncio, no momento em que você se interioriza, busca dentro de si a verdadeira razão que o levou até ali, afinal, o trabalho já começou.
Ao cruzar a porta de entrada, já um trabalho de amor e caridade espiritual vem acontecendo; então mantenha seu celular, pager ou qualquer outro aparelho eletrônico desligado, para que você possa desligar-se do profano e conectar-se ao sagrado.
Sua roupa deve ser sóbria e comportada, como dita a boa conduta; e conversa paralela, ah, essa também jamais deve existir.
Seu pensamento agora é para Deus, elevado ao Altíssimo, aos Divinos Orixás, Guias, Mestres e Mentores, colocando-se na oração e humildade, para que a misericórdia de Deus lhe conceda aquilo que você foi buscar.
Há, hoje em dia, campanhas e campanhas de conscientização lançadas o tempo todo; uma delas é a campanha de conscientização no trânsito. Esse diferencial não tem que ser só na religião, no trânsito há que se trabalhar para nos tornarmos seres humanos melhores. Então por que não tomar essa postura também na Umbanda?
Não estou aqui ditando regras e deveres a ninguém, muito menos a terreiros de Umbanda, mas acredito que todos gostam de ser tratados com respeito e dignidade, como diz a máxima do cristianismo: “Portanto tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o também a eles”. Jesus Cristo, durante o Sermão da Montanha, em Mateus 7, 12.
E só para terminar, como exemplo do que acabei de escrever, segue uma experiência:
Outro dia fui à uma Igreja Católica participar de uma missa de sétimo dia. Na hora do sermão, o celular de alguém tocou dentro da igreja e a pessoa que estava sentada nos bancos logo levantou-se e saiu para atender, tendo que cruzar toda a igreja.
Nesse momento o padre parou o sermão e fez-se um silêncio na igreja enquanto a pessoa se retirava. Em seguida o padre fez a seguinte observação:
“Gostaria de lembrá-los, caros fiéis, que é de extrema falta de educação e respeito deixar o celular ligado e atendê-lo dentro de local sagrado. Manda a boa educação que se desligue o celular em um ato de respeito, nos lugares sagrados, templos, igrejas, sinagogas, e em fóruns judiciais”.
Assim, caros irmãos em Oxalá, gostaria de citar as palavras de meu irmão e mestre Alexandre Cumino ao término da “Palavra do Editor”, no JUS de outubro de 2010:
“Afinal, quem não incorpora, camboneia; quem não camboneia, toca; quem não toca, canta; quem não canta, dança... todos dançam, todos vibram, todos participam do sagrado com seu poder e mistério”.
Autora: Claudete A. H. Andrade
Publicado originalmente no Jornal de Umbanda Sagrada – novembro de 2010.

Um diálogo entre Exu e Oxalá - por Douglas Fersan



O céu e a terra fundiam-se no horizonte distante, parecendo uma coisa só, como se não houvesse separação entre o mundo espiritual e o material, a consciência individual e a cósmica. 

Sentado sobre uma pedra em uma enorme montanha, de cabeça baixa e olhos apenas entreabertos, Exu observava o fenômeno da natureza e refletia sobre o seu interminável trabalho. 

_Como é difícil a humanidade – pensou em certo momento – parece nunca estar satisfeita, está sempre querendo mais e, em sua essência egoísta desarmoniza tudo, tudo... Tudo que era para ser tão simples acaba tão complicado.

Com os olhos habituados a enxergar na escuridão e na distância, Exu observou cada canto daqueles arredores. Viu pessoas destruindo a si mesmas através de vícios variados, viu maldades premeditadas e outras praticadas como se fossem atos da mais perfeita normalidade. Viu injustiças, principalmente contra os mais fracos e indefesos. Com seus ouvidos, também atentos a tudo, ouviu mentiras, palavras de maledicência, gritos de ódio e sussurros de traição.

Exu suspirou.

_Serei eu o diabo da humanidade? – pensou ironicamente, ao lembrar o quanto era associado à figura do demônio. Passou horas observando coisas que estava habituado a ver todos os dias: mentiras, fraudes, corrupção, traições, inveja, e uma gama enorme de sentimentos negativos.

Foi quando estava imerso nesses pensamentos que Exu ouviu uma voz ao seu lado, dizendo naquele tom austero, porém complacente:

_Laroyê, Senhor Falante.

Exu ergueu os olhos e vislumbrou a figura altiva de Oxalá.

_Èpa Bàbá – respondeu Exu, fazendo um pequeno movimento com a cabeça, em sinal de respeito.

_Noto que está pensativo, amigo Exu – falou Oxalá. 

Exu respirou fundo, contemplou novamente o horizonte e respondeu:

_Trabalhamos tanto... e incansavelmente, mas os homens parecem não valorizar nosso esforço.

Oxalá moveu os lábios para dizer algo, mas antes que isso acontecesse, Exu, como que prevendo o que seria dito, continuou:

_Não falo em tom de reclamação, sou um trabalhador incansável e o amigo sabe disso. É com prazer que levo o que tem ser levado e retiro o que deve ser retirado. É com satisfação que abro ou fecho os caminhos, de acordo com a necessidade de cada um, é com resignação que acolho sobre minhas costas largas a culpa do mal que muitos espíritos encarnados e desencarnados fazem, não reclamo do meu trabalho. Sou Exu, para mim não existe frio ou calor, cansaço ou preguiça, existe apenas a necessidade de cumprir a tarefa para qual fui designado.

_Se mostra tão resignado e, no entanto, parece que deixa-se abater pelo desânimo – comentou Oxalá, apoiando-se em seu paxorô.

Exu soltou uma gargalhada, ao que Oxalá deu um leve sorriso, com um movimento quase imperceptível no canto direito dos lábios.

_Não sou resignado nem tampouco estou desanimado – falou Exu – estou pensativo sobre pouca inteligência dos homens. Veja só: como responsável pela aplicação da Lei Cármica observo muita coisa. Observo não apenas o sofrimento que alguns homens impõem a si mesmos, mas vejo também as incessantes oportunidades que o Universo dá a cada um dos seres que habitam a Terra. O aprendizado que tanto precisam lhes é dado por bem, mas quase nunca enxergam pelo amor, então lhes é dada a oportunidade de aprender pela dor, mas geralmente só lembram a lição enquanto a dor está a alfinetar sua carne. Com o alívio vem o esquecimento e todos os erros e vícios voltam a aflorar.

Oxalá fez menção de dizer algo, mas com o dedo em riste entre os lábios, novamente Exu o impediu de falar.

_Ouça – disse Exu, colocando a mão em concha na orelha, como se ele e Oxalá precisassem disso para ouvir melhor. E ambos ouviram o som que vinha da Terra. O som da inveja, dos maus sentimentos, da maledicência, da promiscuidade, da ganância. Exu deu outra gargalhada e disse:

_Percebe? Temos trabalho por muitos séculos ainda.

_E isso não é bom? – perguntou Oxalá, que dessa vez não deixou Exu responder e continuou:

_Pobres homens, ignorantes da própria grandeza espiritual e da simplicidade do Universo. Se não desconhecessem tanto o funcionamento das coisas, seriam mais felizes.

_Não estão preocupados em discernir o bem do mal – resmungou Exu.

_E você está, Senhor Falante? – tornou Oxalá. 

Mais uma vez Exu gargalhou.

_Para mim não existe o bem ou o mal. Existe o justo, bem sabe disso.

_Então por que tenta exigir esse discernimento dos pobres homens?

_Eu conheço os caminhos – respondeu Exu um tanto irritado – para mim não existem obstáculos, todos os caminhos se abrem em encruzilhadas. Para mim as portas nunca se fecham e as correntes nunca prendem. Conheço o sutil mistério que separa aquilo que chamam de bem daquilo que chamam de mal. Não sou maniqueísta, não sou benevolente, pois não dou a quem não merece, mas também não sou cruel, pois sempre ajo dentro da Lei. Os homens, coitados, acreditam na visão simplista do bem e do mal, como se todo o Universo, em sua “complexa simplicidade” se resumisse apenas entre o bem e o mal. 

_Pobres homens – repetiu Oxalá.

_Pobres homens – concordou Exu – mesmo olhando o Universo de uma forma tão simplista, dividido apenas entre bem e mal, acabam sempre demonizando tudo, achando que o mal é o melhor caminho para conseguir o que desejam ou então acreditam que são eternas vítimas do mal. E o que é pior, quase sempre eu é que sou o culpado.

_Mas é você o responsável pelo mal? – perguntou Oxalá, admirando o horizonte.

_Sou justo, apenas isso – respondeu Exu.

_Não seria a justiça uma prerrogativa de Xangô? – tornou o maior dos orixás.
Exu olhou fundo nos olhos de Oxalá e respondeu:

_Estou a serviço do Universo, de cada uma das forças que o compõe, inclusive do Senhor da Justiça.

_Isso significa que trabalha em harmonia com o Universo, caro Exu?

_Imaginei que soubesse disso – respondeu Exu, irônico como sempre.

_Acho que sempre soube. Quando observo o horizonte e vejo o céu fundindo-se à Terra, percebo o quanto o material pode estar ligado ao espiritual. Mas também lembro que o sol vai raiar e acredito que apesar de todas as dificuldades que os próprios homens criam, é possível acender a chama da fé em seus corações. Percebo o quanto eles são falhos, mas percebo também o quanto são frágeis e precisam de nós – e nesse momento pousou a mão sobre o ombro de Exu – sejam dos que trabalham na luz ou na escuridão, pois tudo faz parte do Uno e se inter-relacionam. O mesmo homem que hoje está nas profundezas mais abissais, amanhã pode ser o mensageiro da luz.

Exu olhou para os olhos de Oxalá, como se não estivesse concordando, mas dessa vez foi Oxalá quem não deixou que o outro falasse, prosseguindo com sua narrativa:

_Se não fossem os valorosos guardiões que trabalham nas regiões trevosas, dificilmente os que ali sofrem um dia alcançariam o benefício da luz. Se houvesse apenas a luz, não haveria o aprendizado, que tem como ponto de partida o desconhecimento, as trevas. O Universo tão simples é ao mesmo tempo tão inteligente, que mesmo nós, que observamos os homens a uma distância grande, às vezes nos surpreendemos com sua magnitude. Os homens são frutos que precisam amadurecer e você, amigo Exu, é a estufa que os aquece até o ponto certo da maturação e eu sou a mão que os colhe como frutos amadurecidos.

_Quem diria que trabalhamos em harmonia? – disse Exu em meio a um sorriso – acreditam que vivemos a digladiar quando na verdade trabalhamos em busca de um mesmo objetivo: o aprimoramento da raça humana.

Oxalá só não soltou uma gargalhada porque não era esse seu hábito (e sim o de Exu), mas disse sem conseguir esconder o contentamento:

_Então, companheiro Exu, não temos porque lamentar. A ignorância em que vivem os homens é sinal de que ainda temos trabalho a realizar. A pouca sabedoria que possuem significa que ainda estão muito próximos ao ponto de partida e cabe a nós, não importa se chamados de “direita” ou “esquerda”, auxiliá-los em sua caminhada, que é muito longa ainda. Apenas contemplar as mazelas dos corações humanos não irá auxiliá-los em nada. Sou a luz que guia os olhos da humanidade e você é o movimento que não a deixa estática. Se pararmos por um segundo sequer, atrasaremos em séculos e séculos o progresso da raça humana, que tanto depende de nós.

Nesse momento o sol começou a raiar timidamente no horizonte, separando o céu e a Terra. Exu levantou-se da sua pedra e se pôs a caminhar montanha abaixo.

_Aonde vai, Senhor Falante? – perguntou Oxalá, como se não soubesse.

_Vou trabalhar, Senhor dos Orixás – respondeu Exu gargalhando novamente – Esqueceu que sou um trabalhador incansável e que trabalho em harmonia com o Universo, mesmo que ele me imponha a luz do sol?

Oxalá não respondeu, mas esboçou um sorriso tímido. Assim trabalhava o Universo: sempre em harmonia. Os homens, mesmo ainda presos a tantos conceitos primários, trilhavam os primeiros passos em direção ao progresso, pois não estavam órfãos de seus orixás e protetores.

Douglas Fersan – outubro de 2010

Contatos: douglasfersan@uol.com.br

É tudo culpa do Exu - por Douglas Fersan




É tudo culpa do Exu.
Comecei a ouvir essa frase dita em tom de brincadeira, pois nos fóruns de debate umbandistas sempre que algo era questionado e não se encontrava uma explicação plausível, saía-se com a máxima de que “tudo é culpa do Exu”. Tratava-se de uma brincadeira, mas percebi que as pessoas não tinham uma compreensão sobre o real papel de Exu no mundo espiritual. Nem convém aqui descrever novamente a importância de Exu na segurança de uma casa espiritualista – ou mesmo de uma igreja (vide o texto “O Exu na Igreja Evangélica”) – e nas esferas espirituais mais densas. Trata-se de questionar o umbandista acerca de sua compreensão sobre o Exu.
Não é de hoje que noto irmãos umbandistas referindo-se a Exu como entidade negativa, sem luz, possuidora de uma personalidade ambígua e duvidosa. Da mesma forma imputam à pombogira um estereotipo totalmente voltado à sexualidade, muitos afirmando até que foram prostitutas quando viveram na terra, como se isso fosse via de regra.
Ainda somos muito pequenos perante a imensidão complexa e ao mesmo tempo tão simples da espiritualidade. Não conseguimos compreender as coisas mais óbvias e saímos por repetindo impropérios sobre aquilo que deveríamos ter o mínimo de conhecimento.
Nenhum mistério é tão grande que possa resistir à fragilidade da luz. Buscar o entendimento da própria religião deveria ser um dever de cada umbandista, porém é mais fácil acreditar no senso comum, sem nada questionar, repetindo apenas coisas que mais parecem lendas do que realidades lógicas do mundo espiritual.
Quantas e quantas vezes o Exu leva a culpa pelas desgraças que acontecem na vida das pessoas? Estariam nossos compadres tão propensos ao mal? Não se trata de querer dar ao Exu características angelicais, as quais creio que os próprios refutariam, mas também não podemos cair naquela conversa infantil que sempre caminha no sentido de demonizar o Exu.
O universo e seu funcionamento é dual, mas Exu é coerente. Sendo um espírito na condição de nos auxiliar (e como auxiliam), caíram na contradição de auxiliar na vida e nos trabalhos umbandistas e, em seguida, tornarem-se obsessores que forçam as suas vítimas a procurar ajuda em outra casa umbandista? Exu não é burro, nem sequer ingênuo, mas infelizmente muita gente não sabe distinguir Exu de kiumba.
Mas como dizem, é tudo culpa do Exu. Os mesmos que o acusam de espírito obsessor lotam os terreiros nas chamadas giras de esquerda. Sim, pois é a ele que recorrem quando a água bate na bunda. E lá estão os Exus, a aconselhar, a orientar e, dentro do merecimento e da permissão da Lei Universal, a ajudar os mesmos que dali a alguns dias dirão que era tudo culpa do Exu.
Apesar dos modos rudes, os Exus são resignados, pois mesmo com tudo isso, continuam exercendo sua tarefa com dignidade e paciência. E os templos continuam lotados nas giras de Exu, porque eles fazem, eles ajudam sem muitas delongas. E se os terreiros estão cheios, também a culpa é do Exu.

Douglas Fersan – Setembro de 2010

Exu: tão maravilhoso, tão controverso, tão enigmático e tão atraente - por Jordam Godinho



Não podemos iniciar este blog sem a proteção de Exu “Laroyê Exu”, e devemos sempre entender ou pelo menos saber um pouco mais desta maravilhosa entidade na Umbanda bem como Orixá no Candomblé. Este texto trata do que acumulamos e no que se baseia nossa convicção, mesmo que contrárias a muitos irmãos umbadistas, mas temos respeito e admiração por todos, como já publicamos nesse espaço quem somos, reafirmamos aqui que existe somente uma Umbanda, que evoluiu com o tempo e nos mostra uma riqueza de aprendizado e doutrina.

NO CANDOMBLÉ:



Exu é o orixá da comunicação. É o guardião das aldeias, cidades, casas e do axé, das coisas que são feitas e do comportamento humano. A palavra Èsù em yorubá significa “esfera” e, na verdade, Exu é o orixá do movimento, o sentido de guardião é muito parecido com a Umbanda, representado pela trunqueira de Exu. Ele é quem deve receber as oferendas em primeiro lugar a fim de assegurar que tudo corra bem e de garantir que sua função de mensageiro entre o mundo material e espiritual seja plenamente realizada.


Historicamente tanto no Brasil como na África, os cristãos sincretizaram Exu como o Diabo, por sua personalidade irreverente, e também por sua representação africana com o pênis ereto, representando a sensualidade e a fertilidade. É importante saber que a história distorce no período colonial e catequizador muitos detalhes que acabamos não descobrindo por ter os enviados da Santa Sé, corrompido ou simplesmente usurpado de relatos de suma importância das religiões.


Por ser provocador, indecente, astucioso e sensual é confundido com Satanás, na teologia yorubá, Exu não está em oposição a Deus, e também não é a personificação do Mal.Mesmo porque nas Matrizes Africanas não existem diabos e nem entidades encarregadas única e exclusivamente por coisas ruins como fazem as religiões cristãs. O Diabo ou Satanás era um anjo que buscava ter mais poder que Deus e foi dado a ele o reino da terra para que assim tivesse poder, outra afirmação do cristianismo é que tudo o que acontece de errado é culpa do Diabo, ao contrário na mitologia yorubá, bem como no Candomblé os Orixás tem sua porção positiva e negativa assim como o próprio ser humano.


O universo possui de um modo geral dois lados: o positivo e o negativo. Exu também funciona de forma positiva ou negativa de acordo como é tratado. Por isso Exu é comparado ao mais humano dos orixás, pois o seu caráter lembra o do ser humano que é de um modo geral muito mutante em suas ações e atitudes.


Exu consegue ser o mais sutil e astuto de todos os orixás. E quando não é tratado como se deve, simplesmente provoca mal entre as pessoas como desentendidos e discussões entre elas e prepara-lhes inúmeras armadilhas. 


Por ser astucioso, vaidoso, culto, sábio, e grande conhecedor da natureza humana e dos assuntos mundanos, os cristãos fizeram o dele símbolo da maldade e do ódio. Porém " … nem completamente mau, nem completamente bom … ", na visão de Pierre Verger Exu age favoravelmente quando tratado convenientemente, identificado no jogo do merindilogun pelo odu okaran.


No Brasil, Exu é um dos mais importantes Orixás nada se faz sem ele, é o primeiro a ser saudado, antes de todos os Orixás, antes de qualquer cerimônia ou evento. Daí a semelhança com a Umbanda, que nada faz sem antes saudar Exu.


NA UMBANDA:



Encontramos aqueles que crêem que os Exus são entidades (espíritos) que só fazem o bem, e outros que crêem que os Exus podem também ser neutros ou maus. Na Umbanda não se manifesta o próprio Orixá, por meio da incorporação. Em breve faremos um artigo sobre a diferença entre entidades e orixás, mas não é errado tratar os Exus na Umbanda como entidades, como também deveríamos aceitar que Exu é um Orixá, a falta do conhecimento ou mesmo do intercâmbio entre as religiões podem trazer aos praticantes muitas confusões.


A entidade Exu não deve ser confundida com o (obsessor), apesar de transitar na mesma Linha das Almas, a função do Exu (entidade) é a de mensageiro, o que leva os pedidos e oferendas dos homens aos Orixás, assim podemos constatar que a função é a mesma do Exu Orixá, a diferença é que o corpo do ser humano é coligado ao seu Exu por meio dos chacras, entrando em contado com a pessoa que procura sua ajuda. 


É ele quem traduz as vontades e desejos humanos para os Orixás ou seres superiores. É imprescindível a sua presença para a realização de qualquer trabalho, porque é o único que efetivamente assegura em uma dimensão o que está acontecendo na outra, abrindo os caminhos para os Orixás se aproximarem dos locais onde estão sendo cultuados. Possuem a função também de proteger o terreiro e seus médiuns.


Vemos aqui o elo de ligação que faz Exu, independente de ser Umbanda ou Candomblé, a função é a mesma, lembrando que no Candomblé é o Orixá do Movimento, e quando falamos das dimensões estamos falando do movimento entre uma e outra dimensão, fazendo a ligação com os Orixás. Mesmo que muitos não concordem não podemos fechar os olhos para estas similaridades. 


A dualidade de Exu confere a ele também a possibilidade de desligar e comprometer qualquer comunicação. Possibilita a construção, também permite a destruição. Esse poder foi traduzido mitologicamente no fato de Exu (entidade) habitar as encruzilhadas, cemitérios, passagens, os diferentes e vários cruzamentos entre caminhos e rotas, e ser o senhor das porteiras, portas de entradas e saídas.


As diferenças de ver Exu no Candomblé e na Umbanda. No Candomblé, Exu é como os demais Orixás, uma personalização de fenômenos e energias naturais. O Candomblé considera que as divindades, ou seja, os Orixás, incorporam nos médiuns. Na Umbanda, quem incorpora nos médiuns, além dos Caboclos, Pretos Velhos, Crianças, entre outros, são os Falangeiros de Orixás, representantes deles, e não os próprios.


A Umbanda não considera Exu como Orixá, mas como entidade que está em uma linha tênue entre o baixo astral e o mundo terreno propriamente dito, esta nas cosias erradas de nosso mundo terreno, o que particularmente não acreditamos, como também não acreditamos que sejam espíritos em evolução, mas estão em uma missão a qual escolheram vir, nós acreditamos e respeitamos o Orixá Exu, e entendemos que a função seja no Candomblé ou na Umbanda são muito similares, guardadas as devidas proporções de culto. 


As entidades são energias mais "densas". Essas entidades podem realizar trabalhos benignos, como curas, orientação em todos os setores da vida pessoal dos consulentes e praticar a caridade em geral. A condição de Exu para um espírito é transitória, na Umbanda entendemos que esta entidade poderá e deverá evoluir de acordo com suas ações ou também por sua vontade permanecer nesta condição, para continuar a ajudar outras entidades que necessitam, como também fazer a caridade.


Os Exus (entidades) são confundidos com os Kiumbas, que são espíritos trevosos ou obsessores, são espíritos desajustados que podemos definir como não aceitam a condição em que se encontram por não terem se desligado da vida terrena, provocando os mais variados distúrbios morais e mentais nas pessoas. Exu é neutro, não é bom nem mau. Os Kiumbas, assim como o Diabo dos Cristãos, são espíritos que se comprazem na prática do mal, apenas por sentirem prazer ou por vingança, calcada no ódio doentio. 

O verdadeiro Exu não faz o mal, para Umbanda muitos foram pessoas como políticos, médicos, advogados, trabalhadores, vadios, prostitutas, pessoas comuns, padres etc., na sua maioria cometeram alguma falha ou escolheram - ou foram escolhidos para - vir nessa forma a fim de redimir seus erros passados. Em seus trabalhos de magia, Exu corta demandas, desfaz trabalhos malignos, feitiços e magia negra, feitos por espíritos obscuros, sem luz (Kiumbas). Ajudam a limpar, retirando os espíritos obsessores e os encaminhando para luz ou para que possam cumprir suas penas em outros lugares do astral inferior.


Se observarmos existem muitas similaridades entre o Exu no Candomblé e na Umbanda, claro que os cultos são totalmente distintos, claro que estamos falando de duas formas de energias diferentes, mas temos que prestar a nossa atenção na função que tem tanto em uma quanto em outra. Sabemos que a Umbanda é uma religião jovem em vista do culto africano, devemos respeito uns aos outros, mas é muito importante vermos quanto de próximos estamos.


É nisso que devemos nos apegar, pois a prática sempre será diferente, mas aprendemos muito uns com os outros, Exu é maravilhoso, é o que mantém aguçada a curiosidade das pessoas, e desmistificar a demonização é dever da Umbanda e do Candomblé e de todas as religiões de culto africano e afro-brasileiro.


Algumas Considerações:


Èsù é um Orixá africano, também conhecido como: Exu, Esu, Eshu, Bara, Ibarabo, Legbá, Elegbara, Eleggua, Akésan, Igèlù, Yangí, Ònan, Lállú, Tiriri, Ijèlú. A palavra elegbara significa “aquele que é possuidor do poder (agbará)” e está ligado à figura de Exu.


Exus de Umbanda, de acordo com a crença religiosa, são espíritos de diversos níveis de luz que incorporam nos médiuns de Umbanda, Omolokô, Catimbó, Batuque, Santo Daime, Xambá e Candomblé de caboclo.


O chamado “Exu Pagão” é tido como o marginal da espiritualidade, aquele sem luz, sem conhecimento da evolução, trabalhando na magia para o mal, embora possa ser despertado para evoluir de condição.


Já o Exu Batizado, é uma alma humana já sensibilizada pelo bem, evoluindo e, trabalhando para o bem, dentro do reino da Quimbanda, por ser força que ainda se ajusta ao meio, nele podendo intervir, como um policial que penetra nos reinos da marginalidade.


Existem 7 hierarquias de 7 exus, denominados como Exu Coroados; São eles: Exu Sete Encruzilhada, Exu Veludo, Exu Tranca Rua, Exu Caveira, Exu Tiriri, Exu Marabô e Pomba Gira ou Pombo gira (Exu Feminino).


Alguns Exus na Umbanda: Exu Arranca Toco,Exu Asa Negra,Exu Belzebu,Exu Brasa,Exu Brasinha,Exu Calunga,Exu Calunguinha,Exu Capa Preta da Encruzilhada,Exu Capa Preta,Exu Capa Preta do Cemitério,Exu Capoeira,Exu Carranca,Exu Catacumba,Exu Caveira,Exu do Cemitério,Exu Cobra,Exu Corcunda,Exu Corrente,Exu Desmancha Tudo,Exu Destranca Ruas,Exu Duas Cabeças,Exu Quebra Galho,Exu Maré,Exu Facada,Exu Ganga,Exu Gato Preto,Exu Gira Mundo,Exu João Caveira,Exu da Campina,Exu da Morte,Exu do Lodo,Exu do Tronco,Exu Lorde da Morte,Exu Lúcifer,Exu Mangueira,Exu Marabô,Exu Matança,Exu das Matas,Exu Meia Noite,Exu Morcego,Exu Mulambo,Exu Pedra Preta,Exu Pimenta,Exu Pinga-Fogo,Exu Pirata do Mar,Exu Ponto Maioral,Exu Porteira,Exu Quebra Galho,Exu Rei,Exu Rei das 7 Encruzilhadas,Exu Rei das Trevas,Exu Sete Brasas,Exu Sete Buracos,Exu Sete Caminhos,Exu Sete Campas,Exu Sete Catacumbas,Exu Sete Caveiras,Exu Sete Covas,Exu Sete Cruzes,Exu Sete Encruzilhadas,Exu Sete Estradas,Exu Sete Facadas,Exu Sete Garfos,Exu Sete da Lira,Exu Sete Montanhas,Exu Sete Poeiras,Exu Sete Porteiras,Exu Sete Queimadas,Exu Tatá Caveira,Exu Teimoso,Exu Tiriri,Exu Toquinho,Exu Tranca-Gira,Exu Tranca-Ruas,Exu Tranca-Ruas das Almas,Exu Tranca-Ruas de Embaré,Exu Tranca-Ruas das Encruzilhadas,Exu Tranca-Ruas das Matas,Exu Tranca-Ruas do Mar,Exu Tranca Tudo,Exu Tronqueira.Exu Veludinho,Exu Veludo da Encruzilhada,Exu Veludo da Mata,Exu Veludo das Almas,Exu Veludo das Sete Encruzilhadas,Exu Ventania,Exu Vira-Mundo,Exu Quebra-Barranco,Exu Cascavel.


Desejamos a todos muito Axé.


Referencias: 
African intellectual heritage Por Molefi K. Asante, Abu Shardow Abarry Publicado por Temple University Press, 1996 ISBN 1566394031;
Notas sobre o culto aos orixás e voduns na Bahia de Todos os Santos e na antiga costa dos escravos na África Por Pierre Verger Publicado por EdUSP, 1999 ISBN 8531404754;
Africa Por Phyllis Martin, Patrick O'Meara Publicado por Indiana University Press, 1995 ISBN 0253209846
BASTIDE, Roger. O candomblé da Bahia - rito nagô. SP: Companhia das Letras.
BENISTE, José. As águas de Oxalá. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil.
BENISTE, José. Orun-Aiye. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil.
VERGER, Pierre Fatumbi. Orixás. Salvador: Corrupio.
Caboclo Araribóia, Mãe Maria da Ladeira, Exu Veludo, Preto Velho Tião D’Angola, Caboclo Cobra Coral, Exu Marabô, e a todas as linhas da Umbanda.

Publicado originalmente no Blog http://umbandadexango.blogspot.com em 11/07/2010.