sexta-feira, 25 de novembro de 2016

MENSAGEM ENVIADA ATRAVÉS DE PSICOGRAFIA PELO PRETO VELHO PAI JOÃO D'ANGOLA




    Amigos e irmãos na fé, hoje nosso texto postado vai por um caminho
diferente.

    Estamos abrindo esse espaço para retransmitir uma mensagem de luz
que foi enviada pelo Preto Velho Pai João D'Angola, e dizer que essa
mensagem veio através de psicografia feita por uma pessoa de
mediunidade aflorada para tal, e que por pedidos desse amigo médium,
não vamos revelar seu nome conforme acordado.

    Gostaria de frisar também que essa mensagem foi levada em nossa
casa, Terreiro de Umbanda Pai Ogum Megê (TUPOM), mostrada a nosso
trabalhador do dia, Vovô Benedito da Calunga, que após tomar parte do
conteúdo da mensagem, levou  ao Mentor da casa, Vovô Rei Congo, para
que fosse concedida a autorização da publicação desse texto.

    O nosso amado Vovô Rei Congo disse que a publicação ou não dessa
mensagem ia depender do livre arbítrio do Pai da Casa (Pai Carlos de
Ogum), que sou eu. E por achar que é uma mensagem que seria uma lição
a muitas pessoas, inclusive a mim mesmo, estamos aqui postando essa
bela e reflexiva mensagem.

    Agradeço a meu Mentor por me dar a oportunidade de poder usar o
livre arbítrio, assim como sempre é feito dentro da Umbanda e no
Terreiro Pai Ogum Megê.

    Abaixo a descrição da mensagem.

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O mundo espiritual possui muitos mistérios que o homem terreno ainda
não possui a humildade adequada para desvendá-los.

O universo é grandioso para que uma única coisa fique no seu centro.

A obra de Deus esta sendo espalhada e seres estão se unindo para tal
propósito.

Para tanto, será necessário a transformação pessoal de cada um.

E como se faz essa transformação?

O amor é o caminho.

Amor ao próximo, aos aflitos, aos necessitados, aos inimigos.

Livrar-se de qualquer tipo de preconceito e manter-se humilde no
cumprimento de sua missão.

É necessário saber olhar para si antes de olhar para o irmão. Apontar
os próprios defeitos antes de apontar à alguém, fará de você
conhecedor de si mesmo e um modificador do seu "eu". Como na historia
de Narciso, quando este se enfeitiçou com seu próprio ego, devemos
moderar o que temos dentro de nós, saber filtrar e extrair o que temos
de bom para ser distribuído de forma isonômica.

Saibam que aqueles que mais precisam de nosso amor são os mesmos que
nos provocam dor. Mas o homem, com o ímpeto da ira, não observa que
todo sofrimento, toda dor possui um propósito de modificação interna.

Mas como amar a quem quer me destruir?

Amar não significa ficar "incangado" de beijinhos e abraços, o amor
vai alem disso. O amor, quando puro e verdadeiro, possui varias
manifestações, tendo como principal o perdão. Perdoar com o coração,
com sentimento, com verdade, prolifera o amor no universo, limpa seu
coração e sua alma. Exala fluidos no cosmos, poucos sabem e quase
ninguém ve, mas o amor é como a radiação solar, ultrapassa barreiras e
atinge infinidades de pessoas que clamam por este sentimento.

O perdão é uma das maiores ferramentas do amor, que nesta se inclui a
tão falada caridade. Mas, apenas, o perdão verdadeiro, aquele dar com
o coração, sem o propósito de troca ou de recompensa. O perdão é como
a água em um ferro quente.

Como posso fazer para dar amor a quem precisa?

A maneira mais simples de espalhar o amor é pela humildade. Saber
reconhecer o próximo de forma igual, sem superioridade, sem ego ou a
soberba causada por bens materiais.

É na distribuição de um sorriso para aqueles que se encontram
entristecidos com as suas dores. É dar um bom dia para aquelas pessoas
que estão invisíveis para a grande maioria. É dar a mão para os que
clamam por ajuda para se reerguer. Trata-se então, do amor humanitário
empregado pelos avatares que na terra passaram.

É necessário sabermos o significado da palavra "amor", pois está
chegando o momento de aprendermos a distribui-lo e fazer com que deixe
de ser apenas uma simples palavra escrita no papel, pois palavras
escritas podem ser apagadas.

Saibam ver, enxergar o que está em volta, escutar a voz do tempo,
decifrem as mensagens que a natureza está transmitindo, escutem as
palavras dos sábios.

Orem em prol da humanidade e da paz, atuando com o direcionamento de
ajudar, não contribuindo com o ego e a soberba daqueles que se acham
superiores.

Seus trabalhos no campo da espiritualidade dependem disto e a
transformação começa dentro de cada um.

Pai João D'Angola 17/12/2015.

Psicografada pelo médium F.A.A.F.

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Abaixo coloquei o significado de algumas palavras para não ficar
dúvida.


Isonômica: Igualdade de direitos.

Incangado: A mesma coisa que estar junto, estar próximo.


    A mensagem foi dada. Leiam e reflitam.


"Todas as palavras que vem para esclarecer aos filhos com falta de
humildade no coração, são palavras de Zambi." (Vovô Rei Congo)

    Esses dizeres foram de nosso amado Rei Congo, ao resumir a sua
autorização dessa divulgação.


Que Pai João D'Angola abençoe a todos!

Carlos de Ogum.

Mensagem de Vovô Rei Congo das Almas

              


    Hoje passarei aqui uma mensagem dada pelo meu amado e incomparável
Mentor, o meu protetor e tão querido Preto Velho, Vovô Rei Congo das
Almas.

    Essa mensagem é uma reflexão à todos, e claro que para alguns vai
ser apenas mais uma mensagem, porém para outros será um novo caminhar,
no que pode se falar sobre Umbanda.

    Essa mensagem foi nos passada com intuito de entendermos a
verdadeira Umbanda, e deixarmos esses pensamentos retrógrados passados
por pessoas sem informações, que só sabem usar da intolerância para
ofender a nossa amada religião, ofendendo nossos Orixás e nossas
Entidades de Luz.

    Essa mensagem vai servir muito também as pessoas que se adentram
em uma casa de Umbanda somente com intuito e a falsa ideia de que
poderá lá, fazer algum tipo de mal a seu semelhante.

    Portanto, prestemos atenção aos dizeres de vovô Rei Congo das
Almas.
********************************************************************

    "Meus filhos e filhas amados, sendo umbandistas ou não, vamos
entender que Deus é único, e sendo único ele está vivo em todas as
religiões. E se está em todas as religiões ele está em nossa amada
Umbanda. E se Deus está na Umbanda, podemos então certamente afirmar
que todos os Orixás e todas as Entidades de Luz são mensageiros de
Deus, são Anjos de Deus, são a luz de Deus para iluminar os caminhos
daqueles filhos que necessitam de uma caridade espiritual para seguir
suas vidas, sem se deixarem abater pelos obstáculos que surgem a todo
instante nessa caminhada.

    Imaginemos filhos amados, toda a luz, toda a força, toda a
caridade e todo desprendimento dessas Entidades maravilhosas.
Imaginemos o quanto são divinas essas Entidades de Deus, imaginemos a
luta constante dessas luzes maravilhosas para manter em linha reta os
filhos que necessitam desse auxilio. Imaginemos amados filhos e filhas
a pureza de coração que cada uma Entidade dessas que se entregam a um
trabalho de caridade em terreiros e centros de Umbanda tem.

    Agora deixemos de imaginar tudo isso e vamos refletir o que os
irmãos que vão a um terreiro de Umbanda pedem a essas Entidades de
Luz.

    Muitas pessoas vão ao encontro delas e pedem paz, saúde, harmônia,
compreensão, vitórias, ou mesmo pequenas necessidades do dia a dia.
Porém uma grande maioria só adentram em uma casa de caridade com
pedidos desconexos, pedidos de maus sentimentos, pedidos que vão
contra as leis da Umbanda e do próprio Deus.

    Filhos, não se entreguem ao ódio, ao rancor, a soberba, a vaidade,
a inveja, a prepotência, a falta de amor próprio, as amarguras, e a
falta de humildade.

    Não levem esses sentimentos obscuros a uma casa de Umbanda, não
façam pedidos que possam fazer com que esses pedidos se tornem força
energética à favor de obsessores.

    Sejam caridosos, amáveis, tenros, humildes.

    Não vá a uma Entidade levando pedidos de destruição de um
semelhante, pedidos de amarrações, pedidos de maldades, pedidos de
crueldade.

    Nós somos Entidades de Luz, amamos todos os filhos que nos
procuram, levamos com todo carinho seus pedidos a Zambi, desde que
eles forem pedidos de luz.

    Respeitem as Entidades de Luz, respeitem a si próprio, respeitem a
Deus.

    Os Pretos Velhos não vão tirar uma pessoa de seu trabalho só
porque você pediu.

    Os Caboclos nunca vão deixar uma pessoa ficar adoentada apenas
porque você deseja isso.

    Os Erês jamais vão derrubar alguém porque você acha que essa
pessoa merece.

    Os Boiadeiros de forma alguma vão laçar e prender as pernas de
alguém porque você pediu.

    Os Malandros nunca deixariam uma pessoa se tornar alcoólatra
simplesmente porque você acredita que essa pessoa não presta.

    Os Ciganos jamais fariam com que um filho se tornasse um fora da
lei, apenas porque você lhe ofereceu uma vela colorida.

    As Pombo Giras não iam se prestar o deprimente papel de amarrar
uma pessoa a você só porque seu orgulho diz que essa pessoa tem que
ser sua.

    Os Exús nunca iriam aceitar bebidas, charutos, ou algum material
orgânico, só porque você acha que assim ele poderia fazer mal a um
desafeto seu.


    Filhos e filhas, sejam humanos do bem. Sejam luz e caridade. Sejam
respeitosos com as leis da Umbanda, com as leis das Entidades, com as
leis de Deus.

    Nós, as Entidades de Luz, somos trabalhadores da caridade, e não escravos de vossa maldade. Portanto reflitam muito bem ao pedirem algo em nossa Umbanda, algo as Entidades de luz, algo a Deus.

    Não nos magoem com falta de amor próprio, com amarguras, com
ódios, com vaidades, com rancores, com invejas, com intenções
obscuras.

    Nunca nos tratem como monstros do mal, nunca tentem nos comprar
com cigarros e cigarrilhas, com bebidas ou com velas. Não sujem nossa
evolução usando nosso nome para fazer o mal, não sujem nosso caminho com o sangue derramado de sacrifícios de animais.

    Somos luz e caridade, porém sabemos ser a escuridão da solidão.
Aceitamos seus erros, tentamos sempre consertá-los, mas sabemos que
todos vocês tem o livre arbítrio, e se usarem seu livre arbítrio para
utilizar nossos nomes para a destruição, amarração ou qualquer
sentimento obscuro de seus corações, certamente usaremos o nosso livre
arbítrio para nos afastarmos de suas maldades.

    Lembrem-se sempre que um Preto Velho não é seu escravo, um Caboclo
não está ali para atender seus pedidos do mal, um Boiadeiro não vem em
terra para ouvir você desejar o que não lhe pertence, os Erês são
crianças mas não são induzidas a fazer algo simplesmente porque lhe
deram doces e balas, os Ciganos não são ladrões para roubar algo que
você acha que lhe pertence, os Malandros não são vagabundos que se
trocam por marafo, as Pombos Giras não são mulheres da vida como
muitas médiuns costumam dizer, alegando seus erros e culpando nossas
amadas moças, os Exús não são demônios, não se trocam por sangue, não
tem chifres ou caldas, muito menos pés de bode como os fracos de
espírito pregam.

    Nenhuma dessas Entidades vão se utilizar do poder que Zambi cedeu
a eles para fazer o mal, para receber oferendas, para trazer um falso
amor amarrado, para desencaminhar alguém de um caminho de luz.

    A todos que vão nos templos, terreiros, tendas ou centros de
Umbanda com intenções de levar o mal a seu semelhante, não encontrará
esse caminho. A Umbanda é luz, paz, amor e caridade. As Entidades de
Luz são anjos de Deus, e jamais iam trabalhar em prol do mal.

    Então meus amados filhos e filhas, vamos ser umbandistas, se assim
desejarem, porém sem o ódio, sem rancor, sem más intenções, sem
inveja, sem desejar escurecer o caminho de seu semelhante, sem desejar
amarrar um amor que só existe em sua própria falta de amor próprio.

    Respeite a Umbanda como religião,, respeite as Entidades de Luz
como verdadeiros amigos de caridade, respeite a Zambi, e respeite a si
mesmo.

    Que Zambi na sua infinita sabedoria mostre a todos vocês que tudo
que temos e recebemos vem de acordo com nosso merecimento, seja esse
merecimento para o bem quanto para o mal, ou seja, só recebemos o
merecimento de acordo com o que fazemos.

    Lembrem-se, nenhuma Entidade necessita de oferendas sujas, não
dependemos de nada orgânico, não queremos que invadam as
encruzilhadas, as calungas pequenas, as matas, as cachoeiras, as
calungas grandes para ofertar algo para Entidades ou Orixás. Quem
determina fazer isso são os Eguns, Kiumbas e Zombeteiros que se trocam
oferecendo magias negras por coisas assim, só não nos esqueçamos que
isso tudo será cobrado no momento de sua evolução, no momento de seu
desencarne, ou mesmo nessa vida de encarnado.

    A Umbanda não é magia negra, não é bruxaria nem feitiçaria, não misturem Umbanda com Quimbanda, e assim poderão caminhar na luz de Zambi, sendo todos abençoados pela força suprema dos Orixás, e protegidos pelas Entidades divinas de Luz.

    Que Oxalá abençoe a todos que entenderam e refletiram sobre essa
pequena mensagem."

Vovô Rei Congo das Almas.
********************************************************************


    Finalizo esse texto frisando um ponto muito importante dessa
mensagem de meu amado Mentor. Prestem muita atenção nessa parte
reescrita abaixo.

    "Os Pretos Velhos não vão tirar uma pessoa de seu trabalho só
porque você pediu.

    Os Caboclos nunca vão deixar uma pessoa ficar adoentada apenas
porque você deseja isso.

    Os Erês jamais vão derrubar alguém porque você acha que essa
pessoa merece.

    Os Boiadeiros de forma alguma vão laçar e prender as pernas de
alguém porque você pediu.

    Os Malandros nunca deixariam uma pessoa se tornar alcoólatra
simplesmente porque você acredita que essa pessoa não presta.

    Os Ciganos jamais fariam com que um filho se tornasse um fora da
lei, apenas porque você lhe ofereceu uma vela colorida.

    As Pombo Giras não iam se prestar o deprimente papel de amarrar
uma pessoa a você só porque seu orgulho diz que essa pessoa tem que
ser sua.

    Os Exús nunca iriam aceitar bebidas, charutos, ou algum material
orgânico, só porque você acha que assim ele poderia fazer mal a um
desafeto seu."


    Como podemos ver toda e qualquer colocação diferente dessas que
lemos acima, vem de pessoas más intencionadas, más preparadas,
supostos médiuns, que certamente não foram desenvolvidos, que estão
mistificando, seja por vaidade, por desconhecimento religioso, por
interesse próprio, ou por qualquer outra coisa que está em desacordo
com a verdadeira Umbanda, a Umbanda de Deus nosso Pai Maior.

    Portanto ao levar seus pedidos sem nexo ou noção as casas de
Umbanda, reflita bem sobre que tipo de coisa você pretende falar as
verdadeiras Entidades de Luz, aos verdadeiros Médiuns desenvolvidos de
Umbanda. E reflita muito mais se caso um desses supostos médiuns dar
atenção a seu pedido incoerente, lhe passando trabalhos mais
incoerentes ainda a fazer.

    Consulentes sem bom senso, junto com médiuns vaidosos e
interesseiros, recebem as maiores cargas de espíritos sem luz e
obsessores, portanto use seu bom senso e seu livre arbítrio antes de
prosseguir com algum pedido que possa levar o mal à seu semelhante.

    Reflexão, fé e bom senso.

    Reflitam.

Pedidos Incoerentes na Umbanda e suas Consequências



   
Após recebermos a mensagem de meu Mentor amado, Vovô Rei Congo, na qual foi postado no dia 30/09/2016 nesse blog, e que falava sobre algumas visões e pedidos sem nexo de muitos consulentes mal informados sobre o que seria Umbanda, seus Orixás e suas Entidades de Luz,
resolvemos fazer algumas colocações sobre o mesmo tema, porém
mostrando com um olhar mais humano e imperfeito do que do olhar de uma
Entidade divina de luz, que tem a compreensão, a serenidade, o carinho
e o amor espiritual muito mais elevado que o nosso.

    Sabemos que a maioria dos consulentes que frequentam a Umbanda,
tem uma visão distorcida sobre a religião, claro que tem exceções,
porém não é difícil de ver em praticamente todas as Giras, em todas as
casas ou terreiros, um consulente com más intenções, desejando algo
fora de seu merecimento, desejando um amor amarrado, desejando fazer
oferendas para forçar algo que não está em seu caminho, enfim, são
tantas coisas e pedidos desconexos, e que devemos entender que esse
tipo de coisa não faz parte da Umbanda, mas sim de feitiçarias,
bruxarias e magias negras.

    Infelizmente além de consulentes desavisados e mal informados,
temos muitos médiuns, entre eles muitos Zeladores de Santo que induzem
à esses consulentes a acreditarem que a Umbanda possa se sujar com
esses tipos de pedidos, porém essas pessoas se utilizam do nome da
religião de Umbanda para mentirem, induzirem, enganarem, seja por
vaidade, por interesses próprios, por ignorância, por falta de
entendimento religioso, ou por qualquer razão aparente que levem essas
pessoas sem noção e bom senso, inventarem tais coisas, simplesmente
para enganar um consulente, que tem muito menos bom senso ainda, e vem
a um sagrado terreiro de Umbanda prestar o papel de um ser, que
provavelmente esteja sofrendo de idiotia, seja essa idiotia aguda ou
mesmo crônica.

    É inconcebível crer que uma pessoa inteligente, centrada e sensata
possa acreditar que uma Entidade de Luz, que já esteve um dia
encarnada nessa terra, que superou seus defeitos, que lutou contra
seus erros, que iluminou seus sentimentos, ao ponto de serem
agraciados com a benção de Deus a se tornarem uma Entidade
trabalhadora em prol da caridade, possam buscar a fazer algo contra o
livre arbítrio de outra pessoa, de atrapalhar a caminhada de um
semelhante, de tirar algo de alguém, de retirar a vida de um filho de
Deus, de obrigar um ser a ficar com outro ser através de
amarrações, simplesmente porque um consulente sem amor próprio, sem
noção, sem humildade e sem vergonha na cara deseja?


    Logicamente que não!

    Nenhuma Entidade de Luz ia prestar esse papel obscuro, nenhuma
Entidade de Luz ia se vender por charutos, marafo, materiais
orgânicos, ou qualquer tipo de coisa que esses falsos umbandistas
pregam para ser feito indo contra a caridade, o amor e o livre
arbítrio.

    Logicamente que sabemos que existem vários tipos de ritos,
variações, doutrinas, formas ou fundamentos inerentes a cada
seguimento umbandista. Porém, mesmo dentro dessas variações diversas,
existem fatos e sentimentos constantes que provocam à todos os
instantes o pensar amargo, mesquinho, vaidoso, não só entre os médiuns
de uma casa, mas também entre os Zeladores ou Sacerdotes, além de
virem também dos consulentes e assistentes, e principalmente dos
filhos da casa menos dedicados, rebeldes ou descompromissados com a
religião.

    Essas incoerências provocam verdadeiras revoluções na cabeça dos
médiuns mais dedicados, mais responsáveis e compromissados que veem
seus guias e a si mesmos sendo usados no ardil da caridade, em que os
consulentes pedem mundos e fundos, das coisas mais banais as mais
absurdas e sórdidas.

    Mas sabemos que nada ocorre por acaso, tudo tem uma razão e um
motivo de ser, e muitas vezes devemos pegar esses erros banais como
lições para nossa evolução.

    Devamos entender que essa busca e pedidos de consulentes em
Terreiros, tipos como amarrações, homens, mulheres, amor, emprego,
rivalidades no trabalho, adiantar processos diversos na justiça,
afastar o filho(a) de um amor inconveniente (aos olhos dos pais),
saber sexo de bebê, se vai engravidar, se o marido (ou mulher) está
traindo, Pombo Gira de frente atrapalhando a vida, demandas que não
existem (só na cabeça da própria pessoa, principalmente vindas de
sogra, vizinha, parente ou conhecido próximo), que a vida não anda
porque tem alguma coisa espiritual (foi em algum local e disseram), e
tantas outras que nada têm referência à religião, mas sim a um estado
de conflitos da própria pessoa.

    A maioria das pessoas que procuram um Terreiro de Umbanda, não
veem ali como um local sagrado e religioso, pois em suas mentes não
sabem definir o que seja um problema espiritual ou problema material.
Colocam tudo em termos de solicitar ao espiritual, seja lá o que for,
seja para as Entidades de Luz, seja para os Orixás. E com isso criam
um ciclo vicioso de trocas, na qual os erros desses modos de agir
caiam, uma parte sobre os consulentes, e outra parte nas casas que
assim procedem dando margem e ênfase a esses pedidos sem nexo,
construindo uma falsa imagem da Umbanda como "faz tudo", imediatismo,
magia, adivinhação ou feitiçaria, e sempre a base de alguma troca,
pois os falsos umbandistas, os mistificadores, os líderes desonestos,
fazem esses supostos trabalhos com a intenção apenas de receberem
vantagens financeiras ou barganhas para eles próprios.

    A Umbanda nada cobra pela sua caridade, os trabalhos feitos dentro da religião, para trazer a paz, saúde, harmonia, abertura de caminhos, entre outras coisas aceitáveis, não são baseados em vantagens financeiras ou barganhas, pois os verdadeiros umbandistas, os que
respeitam a religião, seus Orixás e suas Entidades de Luz, auxiliam
nos trabalhos aos consulentes, sendo esse auxilio algo que não agridam
as regras da religião, sem cobrarem nada por isso, a não ser a fé de
cada um.

    No entanto infelizmente a assistência e os consulentes tem uma
visão bastante deturpada da religião umbandista, pois por muitas vezes
quando se é explicado que a casa ou os médiuns não cobram nada pelo
auxilio oferecido, em nome de Deus, dos Orixás e das Entidades de Luz,
esses consulentes, por já terem participado de outras casas, nas quais
os Zeladores, médiuns ou Sacerdotes desonestos, se utilizam dessa
cobrança financeira, esses consulentes se tornam dependentes morais
desse tipo de colocação ou ação, e veem as Entidades de Luz ou os
médiuns como muletas que vão sempre os apoiarem, deixando assim de
terem iniciativa e saírem para buscarem seus merecimentos.

    Quando isso ocorre, quando se deixa o livre arbítrio de lado,
quando tentam conseguir tudo que acham que merecem por intermédio de
trocas, quando só vão a uma casa, mesmo as honestas, apenas para pedir
e pedir, as coisas já não são aceitas. Normalmente quando isso
acontece os consulentes, ou se decepciona com a Umbanda e acabam
procurando uma outra religião para ser pedinte, e é o que está
acontecendo extremamente hoje em dia, podendo também procurarem um
outro terreiro que possa suprir as suas necessidades e os seus vícios
de pedir tudo e qualquer coisa.

    Quando essas pessoas vão a um local que não tem uma visão de
materialidade, mas de espiritualidade, onde os médiuns, os Zeladores
dirigente estão voltados ao espiritual, sendo o material colocado em
seu devido local, oriundo da própria busca das pessoas, em que esse
espiritual pode auxiliar, mas não resolver, dar aquilo que a pessoa
vai ali pedir, existe um grande impacto.

    Algumas casas se dão ao trabalho que colocar nos quadros de aviso
ou, antes das giras, o Zelador ou um médium ali o representando, diz
as pessoas da assistência sobre a postura da casa e sua ordem de
funcionamento, e que ali não se faz trabalhos para isso ou aquilo, não
trás ninguém ou amarra alguém. Só que, mesmo com os avisos (escritos
e/ou verbais), esses assistentes que já adquiriram o vício do pedir
e/ou pagar para ter, vão as Entidades, e ali despejam suas necessidades
materiais, psicológicas e sociais diversas.

    Muitos médiuns ou pela consciência de suas incorporações, ou pelo
recado deixado aos Cambonos pelas Entidades, ficam muito decepcionados
com essas situações. Isso não só pelos pedidos, mas também pela reação
dos consulentes quando a Entidade de Luz se nega a realizar o pedido,
seja através de um simples não faço, ou aqui não se faz isso, ou de
uma bronca pelo que lhe foi solicitado dizendo que ali não é local.
Muitos consulentes saem falando mal das Entidades, e a casa: que é
fraca, que é um absurdo não prestar a caridade (que eles querem), que
em todos os locais que foram fizeram trabalhos e outras coisas das
mais absurdas possíveis, simplesmente porque ali não encontraram
terreno fértil as suas necessidades.

    O interessante disso tudo é que, mesmo não sendo tarefa principal
das Entidades de luz resolverem os problemas materiais, psicológicos
ou sociais, elas tentam orientar, mostrar caminhos, mostrar outras
perspectivas, formas e mudanças de postura, comportamento, maneira de
pensar e até de buscar uma religiosidade necessária a essas pessoas
sem noção, que acreditam que a Umbanda em um estalar de dedos ai mudar
o destino daquele que nada faz para obter o merecimento em receber uma
graça de Deus.

    Porém mesmo tendo uma orientação e uma ajuda, que não foi a que
queriam, mas a que necessitavam, muitos consulentes não ficam
satisfeitos e, alguns, até decepcionados e raivosos, falando mal da
casa, do médium, e até da própria Entidade, simplesmente porque muitos
desses consulentes só desejam ouvir coisas que lhe agradem, coisas que
só deve ser bom pra eles, independente se vai ter que prejudicar outra
pessoa, com suas mesquinharias, suas invejas, seus orgulhos, seu
falso amor.

    Para não generalizar nossos amigos consulentes, podemos afirmar
que uma grande parte deles ficam admirados em encontrar muitas vezes,
soluções simples e derradeiras para as suas vidas ou para seus
problemas, mesmo sabendo que não se trata de algo espiritual, esses
consulentes entendem que a Entidade de Luz se colocou a auxiliá-los em
outras questões, sapientes que os passos, a mudança, as ações e a
busca ou modificações de suas vidas, são unicamente responsabilidades
deles mesmos.

    Esses amigos coerentes são conscientizados que um descarrego, um
passe, um banho, ou até mesmo um trabalho (quando é necessário e
prioritário) não vai resolver seus problemas, mas vai lhes permitir
uma melhora, uma harmonia, uma melhor visão sobre as coisas e sobre
suas vidas& que não há milagres gratuitos pelo simples pedir, mas que,
se os milagres acontecem, é por algum merecimento o indivíduo
conseguiu, e isso não ocorre porque o Guia assim o quis, nem porque o
Orixá assim o quis, mas sim porque outros fatores ali se mostraram
relevantes para que aquela graça fosse alcançada. E, aí sim, a
interferência das Entidades de Luz e Orixás foi permitida na ajuda
aquela pessoa.

    Eu como Zelador de Santo, responsável por uma casa de Umbanda, e
que tenta passar o que é realmente Umbanda para todos, gostaria de
frisar algo bem importante, e que certamente vai deixar muitos
consulentes decepcionados, e muitos falsos Zeladores que usam o nome
da Umbanda para ganhos financeiros e trocas sem nexo ou noção, um
tanto rancorosos com minha colocação, porém preciso dizer algo que
iria ajudar muito aos desavisados e ignorantes, que são convencidos em
acreditar que tudo é espiritual e tudo pode ser resolvido por meio de
trocas e barganhas, financeiras ou não. Se essa informação fosse
melhor divulgada muitos saberiam que esses atos não são e nem cabem a
Umbanda, mesmo com toda a sua diversidade e pluralidade religiosa,
pois não é propósito da religião de Umbanda o lucro financeiro, a dependência/ignorância religiosa ou a resolução de qualquer problema a base de trabalhos para tudo e qualquer coisa.

    Quando realmente existe a necessidade de se fazer um trabalho numa
casa de Umbanda, sempre existe um motivo e explicação para o mesmo. O
grande propósito da Umbanda, imerso em todas as suas tradições,
variando em formas e não em essência, é contribuir e ajudar no
crescimento espiritual, moral e até material das pessoas, numa
elevação de consciência contínua, também chamada de evolução, que é a
parte principal de tudo. E uma humanização do ser humano envolto a um
divino (Deus, Orixás e Guias), em uma fé consciente e coerente, que
transporte para o meio social o respeito e a dignidade que uns devem
ter para com os outros, pois somos todos iguais perante a Deus nosso
Pai Maior.

    Devemos entender muito bem que as Entidades de Luz e os Orixás não
são nossos serviçais, e também temos que ter a compreensão de que
muitos de nossos problemas vem de origem cármica, portanto não podem
ser resolvidos rapidamente, como desejamos, pois sempre é exigido um
tempo para sua espiação.

    Portanto não adianta a ansiedade, a cobrança descabida, bater pé
ou reclamar com as Entidades de Luz desejando uma solução
imediata. Lembremos que nenhuma Entidade, Guia ou qualquer enviado dos
Orixás se apresentam em Terreiro algum para resolver nossos problemas
materiais. Tudo tem seu tempo e sua hora dentro do merecimento de cada
um. Portanto devemos pedir resignação e força para enfrentar as nossas
dificuldades e principalmente auxílio para sermos merecedores da graça
que buscamos.

    Então é fundamental que se compreenda que um terreiro de Umbanda não é uma tenda de milagres, onde chegamos e em um passe de mágica todos nossos problemas materiais serão resolvidos.

    Uma casa de Umbanda é uma das casas de Deus, e lá devemos ver a
Umbanda como uma religião, e que através de nossa fé e nossas orações,
recarregaremos as energias perdidas, e lá renovamos nossa fé em Zambi
(Deus), e através da caridade pura evoluímos como seres humanos,
alcançando a serenidade para vencermos os obstáculos de nosso dia a
dia.

    A falta de coerência de alguns consulentes é de assustar, posso
descrever aqui alguns pedidos sem noção nenhuma que algumas pessoas
tem a petulância de fazer em um Terreiro de Umbanda, aos Guias
trabalhadores, desrespeitando totalmente a religião e todos os
envolvidos seriamente com ela.

    Dentre esses "pedidos sem noção", já me deparei com pessoas
pedindo aos Exús que um suposto inimigo desse consulente fique doente,
que morra, que sofra, ou pedir a uma Pombo Gira que acabe com um
casamento apenas e tão somente para que aquela pessoa
solicitante tenha uma relação carnal ou até mesmo afetiva com um
membro do casal citado no casamento, ou mesmo quando é pedido para que
uma pessoa seja amarrada emocionalmente ao solicitante, simplesmente
porque esse solicitante acredita que deve ter aquela pessoa para si,
enfim, são tantos desatinos pedidos por consulentes mesquinhos,
invejosos, sem amor próprio que as Entidades de Luz, por muitas vezes
tentam mostrar o caminho a ser tomado, que não é dessa maneira que
receberemos nossos merecimentos,  e se o consulente não entender, se
ficar indignado, e se insistir nesses desatinos com a Entidade,
simplesmente é pedido para se retirar da casa de caridade, pois
nenhuma Entidade de Umbanda faz o mal, nenhuma Entidade vai aceitar as vontades mesquinhas e incoerentes de um consulente sem noção do que é a verdadeira Umbanda, a Umbanda de Deus, dos Orixás, das Entidades de Luz, e principalmente da caridade.

    Temos que ter em mente que desejos humanos não vogam nada para que
aconteça o mal a um semelhante, principalmente dentro de um Terreiro
de Umbanda, pois nossa religião é caridade pura!

    Lembremos que as Entidades de Umbanda, da legítima Umbanda, não
desses rituais de magia negra em que os falsos, desonestos e
enganadores tentam colocar como Umbanda; nossas Entidades da Umbanda
são incorruptíveis. Não são compradas por coisas materiais, muito
menos de repente, mudam sua moral e sua conduta apenas porque ganharam
coisas materiais ou então porque seu médium ganhou algum tipo de
agrado.

    Nós, seres humanos imperfeitos, ainda não temos as condições de
avaliar e entender totalmente se nossos pedidos são ou não são pedidos
justos ou não, pois normalmente estamos relacionados de alguma forma aos mesmos.

    Sempre temos um interesse de que aquilo aconteça. Não temos o
olhar exterior, o olhar externo, um olhar verdadeiro sem interesses
pessoais, um olhar sem mesquinharia, sem inveja, sem rancor.

    Porém as Entidades de Luz tem este olhar porque sabem de coisas que as vezes escondemos das outras pessoas, sabem de nossos reais interesses e o principal, sabem o que seria melhor para nós ou não.

    Além de terem este olhar frio, do que é realmente justo e
necessário para nossa vida, sabem avaliar com isenção o que é justo em
nossos pedidos ou não.

    Outro aspecto que é avaliado em nossos pedidos sempre é se aquilo
que pedimos é realmente necessário à nossas vidas ou se fará bem à
nós. Se nos será útil ou não. Às vezes pedimos uma coisa que não está errada, até que é um pedido justo, porém, no fundo não será uma boa opção para nossas vidas, então não acontece.Isto pela intervenção das Entidades que sempre querem o melhor para nós e nos afastam de más escolhas.

    Até este momento vimos que nosso pedido deve ser algo
correto, que não vai prejudicar outrem, que seja justo aos olhos das
Entidades e que vão nos trazer coisas boas pela avaliação dos Guias. Além disso podemos acrescentar outro fator: nosso merecimento.Podemos até estar pedindo algo correto, ético, que seja justo e até nos fará bem, mas se não tivermos o merecimento não receberemos a graça.

    Portanto, amigo consulente desinformado, não adianta se achar
merecedor de um auxílio, de uma ajuda, de uma graça ou de uma benção
por parte do plano espiritual, se esse seu pedido for de atrapalhar a
vida de um semelhante, de forçar um amor criado em uma mente doentia,
de tentar desestruturar e fechar os caminhos de um irmão, ou qualquer
tipo de coisa que seja considerado ruim para alguém, independente de
quem for.

    Aquela pessoa que vive por si e para si, buscando a
espiritualidade para seus bens próprios, e acha que o Terreiro é uma
catapulta para seus interesses sociais e materiais, estão muito
enganados, pois devemos entrar em um Terreiro para doar caridade, e
não cobrar algo que venha de nossos péssimos sentimentos de humanos
não evoluídos.

    Se caso estiver em um Terreiro de Umbanda, e um Zelador ou Médium
disser que faz isso ou aquilo conforme a vontade do consulente
mesquinho, pode ter certeza que ali não há uma Entidade de Luz, é
apenas uma pessoa não desenvolvida mediunicamente e nem
espiritualmente, que, ou está tentando arrecadar bens econômicos para
si próprio, ou está tomado pela vaidade, ou está mistificando, ou está
induzido por espíritos Zombeteiros. Nesse caso coloque os dois pés pra
fora dessa casa, pois ali, pode usar o nome Umbanda, mas certamente
não é.

    Temos sempre que refletir para entendermos que ao pedirmos algo à
uma Entidade, este pedido passa pelo crivo do que é certo ou errado,
numa visão bem mais ampla do que a moral católica vigente. Também
passa pela avaliação se é justo, aos olhos das Entidades de Luz. Temos
que entender que devemos ser merecedores desta graça, e se mesmo que
sejamos merecedores da graça aos olhos das Entidades, mesmo que o que
estivermos pedindo seja justo e correto, acima de tudo isso, das
avaliações das Entidades e do desejo delas de nos ajudar existe a
vontade de Deus, que é Inteligência suprema do Universo, causa primaria
de todas as coisas. Esta inteligência é onipotente. Está acima das
Entidades, dos Orixás, dos Santos e principalmente de nossa vontade.

    Finalizando, reflita muito bem ao levar seus pedidos à um
Terreiro de Umbanda, pois se forem maus pedidos, pedidos mesquinhos,
pedidos sem noção, certamente não serão atendidos, podendo você ainda
ao sair do Terreiro, captar pelas ruas, com seus maus pensamentos,
espíritos sem luz, como Kiumbas, Eguns e Zombeteiros, fazendo com que
sua mente e sua alma se tornem piores do que já eram ao imaginarem que
poderiam se utilizar da Umbanda para seus atos mesquinhos.

    Reflitam!

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Dicas para um Casamento Feliz!



O que faz com que alguns casais vivam anos e anos juntos e desfrutem felicidade?

Natural que não seja a felicidade plena e absoluta. Mas uma vida de alegrias, de compartilhamento.Casais que superam dificuldades as mais árduas e prosseguem juntos.Os reveses financeiros, a saúde comprometida, os filhos-problema, tudo é enfrentado a dois, de mãos dadas, consolidando sempre mais a relação.

Alguns que não conseguiram manter o próprio relacionamento conjugal, afirmam que, em verdade, isso é resultado de submissão de um ao outro. Anulação da personalidade. Comodismo. São variadas as explicações. No entanto, os que vêem se multiplicar os anos na durabilidade de seu matrimônio, têm seus segredos.

Cada casal tem sua fórmula especial. Mas algumas dicas, com certeza, auxiliam.

Como o casamento feliz é um porto seguro onde se pode relaxar e recuperar das tensões do dia-a-dia, algumas frases não devem ser esquecidas.

Você recorda quando foi a última vez que olhou para sua esposa (esposo) e lhe disse:

Você está deslumbrante hoje?

Quantas vezes vocês se preparam para ir a uma festa, colocam sua melhor roupa, se alinham. E nem olham um para o outro?

Pensem: antes de parecerem bem apresentáveis para os outros, vocês estão no lar, um frente ao outro. Observe como ele continua um gato, um rapaz saradão. Veja como os fios de prata lhe conferem um ar de maturidade. Aproveite para dizer: Estou feliz por ter me casado com você. Já pensou em despertar pela manhã, olhar para o seu cônjuge e dizer: É bom acordar a seu lado!

Que tal uma surpresa no meio do dia com um telefonema breve para dizer: Você sempre será o meu amor!

No jantar em família, olhem nos olhos um do outro. Agora, é o momento de falar: Adoro ver o brilho em seus olhos quando você sorri. E, assim por diante. Não perca a chance de dizer como é bom estarem juntos, compartilharem a mesma casa, as alegrias, as dores.

Tenha sempre em sua mente, frases como: O que você fez foi muito bom. Não posso imaginar viver sem você. Você é muito especial. Sinto muito, o erro foi meu. Confio em você. Aprecio cada momento que passamos juntos. E, quando ele errar o caminho, aproveite para brincar, para rir: Este é o meu marido! Já sei porque você se perdeu de novo. Quer ficar mais tempo comigo a sós, seu danadinho! Quando ele estiver muito quieto, pergunte: Em que você está pensando? Quando rusgas acontecerem, seja o primeiro a ceder admitindo: Eu gostaria de ser um companheiro melhor.

Finalmente, não esqueçam de um ao outro dizer a cada dia, quando se despedem, quando cada qual ruma para a sua atividade profissional: Ore por mim. Vou orar por você. E, mais importante que tudo, sejam gratos um ao outro, com frases como: Obrigado por me amar. Obrigado por me aceitar. Obrigado por ser meu companheiro. Você torna meus dias mais brilhantes.

Experimente. Tente. E veja sua relação conjugal frutificar em flores de amor e alegrias!!!

Por Marcos Martins

Sala Repleta...Casa Deserta!



Gilberto Gil tem uma canção que diz:

“Tanta gente!... E estava tudo vazio. Tanta gente!... E o meu cantar tão sozinho”.

O que teria isso a ver com o cotidiano dos grupos espíritas na atualidade?... Muita coisa!...

Em Casas agigantadas, equipes trabalham por turno e mal se conhecem, pessoas viram números e o velho e essencial acolhimento que começaria dentro de casa acaba se perdendo em meio à distribuição de senhas para o passe e outras novidades em nome da organização.

A preocupação é atender e impressionar bem aos que chegam, aos que vem de fora. Enquanto isso, no interior dos grupos, quanta gente sofrendo de solidão acompanhada... Minguando afetivamente! Importante avaliar como tem sido a nossa relação com os companheiros de dentro, no cotidiano institucional espírita. Conseguimos perceber seu olhar mais triste nesse ou naquele dia? Quando desaparecem por algum tempo, o nosso primeiro pensamento é de censura ou preocupação? Passa pela nossa cabeça que possam estar atravessando uma fase difícil e, em caso afirmativo, nos mobilizamos para ampará-los? Aos que retornam após um período de ausência, a manifestação tem sido de acolhimento e alegria ou de cobrança? Ah, as tais cobranças... Das piadinhas sarcásticas e olhares enviesados ao dedo em riste, vale tudo para manter o bom andamento das atividades, em nome de Jesus... Porém, vale a pena pensar se tem sido oferecido afeto, compreensão e solidariedade na mesma medida em que se cobra. Favorecidos por regras monásticas que inibem a espontaneidade e a afetividade entre os trabalhadores, os grupos acabam resvalando para o extremismo. O silencio é uma prece... Antes, durante e depois das reuniões. Está absolutamente correto, mas temos o hábito de irmos ao extremo ignorando que onde não há espaço para diálogo e autenticidade não pode haver uma relação saudável e verdadeira. Assim, vestindo a armadura do formalismo que afasta - em lugar da naturalidade que aproxima - podemos acabar nos tornado tarefeiros, cada vez mais robotizados e indiferentes. Sem perceber, em vez de estar uns com os outros temos apenas passado uns pelos outros, como se as pessoas fizessem parte dos móveis e utensílios da Casa Espírita.

Muito comum entrar no grupo, assinar a lista de freqüência (uma espécie sutil de folha de ponto para espíritas) e ligar no automático. A preocupação em ser impecável sobrepõe-se então ao importar-se com. É que andamos muito ocupados em ser perfeitos. Mesmo que ser perfeito signifique apegar-se a detalhes ínfimos e apontar a imperfeição alheia para colocar em destaque a pretensa superioridade que ainda estamos longe de possuir... Quanta ilusão! Se o companheiro procura ajuda, lá vem o julgamento implacável implícito na receitinha de bolo: Prece, água fluidificada, redobrar a vigilância... Com direito, é claro, a sorrisinho paternalista e tapinha nas costas. Dali cada qual pro seu lado e a cômoda sensação de dever cumprido, sem que tenhamos, entretanto, caminhado um milímetro sequer em direção às reais necessidades do outro. Sem contar que, convenhamos, numa quase ditadura da pseudo-santidade como critério de promoção a trabalhador espírita, raros são os que têm coragem de expor suas dificuldades, por mais que estejam passando o pão que o diabo amassou. Afinal, reza a lenda que espírita não deve estar sujeito aos problemas existenciais inerentes aos reles mortais, como stress, depressão, frustração amorosa ou coisa que o valha. Daí o receio de se abrir, pois mostrar alguma fragilidade pode significar perda de credibilidade e exclusão dos trabalhos, pode render o estigma indigesto de obsediado. Some-se a tudo isso o fato que, embora espíritas, a maioria de nós tem vivido na prática como bons materialistas. Interagindo numa sociedade altamente competitiva, temos sido sutilmente seduzidos pelo supérfluo, em detrimento do essencial. O objetivo primordial da vida passou a ser o sucesso profissional, social e financeiro, que inclui produzir, consumir e ostentar (desde títulos acadêmicos e profissionais a bens materiais). Mas ser bem sucedido dá muito trabalho. Os inúmeros cursos, viagens e horas extras à noite, fins de semana e feriados, somados à necessidade exacerbada de ter, tomam-nos muito tempo. Então os compromissos espirituais deixam de ser prioridade. Vão sendo adiados ou assumidos pela metade, encaixados nas sobras de tempo que restam de tudo o que é material e urgente. Passa-se então a ir à Casa Espírita quando dá... Só pra bater o ponto... E de preferência correndinho, como quem dá um pulinho no supermercado mais próximo só pra suprir uma ou outra coisa que está em falta na despensa. Nem bem acabou o assim seja e as pessoas já saem feito foguete para levar ou buscar Fulaninho e Beltraninha não sei onde... Ou para compromissos que poderiam tranquilamente ser agendados em outra data. Ora, quanto mais superficial a convivência, mais frieza nas relações. Passamos então a nos esbarrar na Instituição, não como irmãos, mas como meros colegas de trabalho; a viver uma vida paralela fora do Grupo Espírita, com um círculo de relações à parte, onde dificilmente há lugar para os companheiros de ideal. Em que vão escuro do preciosismo doutrinário e do igrejismo teremos perdido a sensibilidade, o prazer de estar juntos, os laços de amizade que extrapolavam os muros da Casa Espírita? Em que lugar do tempo foram parar as gostosas confraternizações extra-reuniões... Os agradáveis bate-papos após as atividades... A amizade parceira que se estendia para os programas de lazer em comum... O olhar atento que detectava quando esse ou aquele amigo não estava bem... O interesse verdadeiro pelo bem-estar uns dos outros?... Talvez seja mais fácil culpar a correria e o medo da violência dos dias atuais - alegando que é perigoso chegar tarde em casa ou pretextando falta de tempo ou pretextando a a ante os "?- do que responder honestamente a essas perguntas, mas uma coisa é inegável: Coragem é questão de fé, e tempo é questão de prioridade. E são tantos os irmãos que reclamam atenção especial... Companheiros solitários para os quais os fins de semana são intermináveis e que, se acolhidos, com certeza se sentiriam muito melhor!... Companheiros em processos reencarnatórios difíceis ou em períodos de crise existencial, para os quais faria toda a diferença uma conversa amorosa, a presença amiga naquele momento crucial ou a festinha surpresa de aniversário. Celebrar gente é trabalhar a auto-estima individual e coletiva. Quando as pessoas se sentem valorizadas, quando são envolvidas em ambiente de carinho, alegria e leveza, todo o grupo se torna mais harmônico, feliz e produtivo. Espíritas, amai-vos e instruí-vos! - Recomendou o Espírito de Verdade. A construção da frase sinaliza, clara e pedagogicamente, para a ação prioritária. Teoria já temos de sobra. Agora é aplicá-la no cotidiano das relações. É avaliar com honestidade até que ponto ser impecável, indispensável e PHD em Espiritismo, tem sido mais importante do que ser irmão. Reconhecereis os meus discípulos por muito se amarem afirmou Jesus.

Neste momento é imperioso resgatar a nossa identidade de seguidores sinceros do Mestre, buscando interagir com sinceridade e companheirismo. Como distribuir aos que chegam o afeto, o aconchego e a tolerância que sequer conseguimos construir entre nós, companheiros de caminhada e de ideal? Repensemos. Continuar a brincar de ser fraternos, alimentando a distância entre o discurso e a prática da legítima fraternidade, é um enorme desserviço a nossa própria evolução e felicidade. O mundo espiritual tem nos alertado que das boas intenções de teóricos e indiferentes espíritos-espíritas o umbral já está cheio... E os hospitais das colônias espirituais também!.. Muito embora - pra sorte nossa - em casos de extrema pobreza e vulnerabilidade espiritual a Misericórdia Divina nunca negue licença pra mais um puxadinho.

*Joana Abranches - Assistente Social, escritora e presidente da Sociedade Espírita Amor Fraterno - Vitória ES

A Tristeza dos Orixás



Não sou muito de postar nos meus Blogs sobre Lendas de Orixás, mas esse texto nos trás uma mensagem muito importante para a seara da Umbanda. Muita Paz e Luz!

Foi, não há muito tempo atrás, que essa história aconteceu. Contada aqui de uma forma romanceada, mas que trás em sua essência, uma verdadeira mensagem para os umbandistas…
Ela começa em uma noite escura e assustadora, daquelas de arrepiar os pelos do corpo. Realmente o Sol tinha se escondido nesse dia, e a Lua, tímida, teimava em não iluminar com seus encantadores raios, brilhosos como fios de prata, a morada dos Orixás.

Nessa estranha noite, Ogum, o Orixá das “guerras”, saiu do alto ponto onde guarda todos os caminhos e dirigiu – se ao mar. Lá chegando, as sereias começaram a cantar e os seres aquáticos agitaram – se. Todos adoravam Ogum, ele era tão forte e corajoso.
Iemanjá que tem nele um filho querido, logo abriu um sorriso, aqueles de mãe “coruja” quando revê um filho que há tempos partiu de sua casa, mas nunca de sua eterna morada dentro do coração:

- Ah Ogum, que saudade, já faz tanto tempo! Você podia vir visitar mais vezes sua mãe, não é mesmo? _ ralhou Iemanjá, com aquele tom típico de contrariedade.

- Desculpe, sabe, ando meio ocupado_ Respondeu um triste Ogum.

- Mas, o que aconteceu? Sinto que estás triste.

- É, vim até aqui para “desabafar” com você “mãeinha”. Estou cansado! Estou cansado de muitas coisas que os encarnados fazem em meu nome. Estou cansado com o que eles fazem com a “espada da Lei” que julgam carregar. Estou cansado de tanta demanda. Estou muito mais cansado das “supostas” demandas, que apenas existem dentro do íntimo de cada um deles… Estou cansado…

Ogum retirou seu elmo, e por de trás de seu bonito capacete, um rosto belo e de traços fortes pôde ser visto. Ele chorava. Chorava uma dor que carregava há tempos. Chorava por ser tão mal compreendido pelos filhos de Umbanda.

Chorava por ninguém entender, que se ele era daquele jeito, protetor e austero, era porque em seu peito a chama da compaixão brilhava. E, se existe um Orixá leal, fiel e companheiro, esse Orixá é Ogum. Ele daria a própria Vida, por cada pessoa da humanidade, não apenas pelos filhos de fé. Não! Ogum amava a humanidade, amava a Vida.

Mas infelizmente suas atribuições não eram realmente entendidas. As pessoas não viam em sua espada, a força que corta as trevas do ego, e logo a transformavam em um instrumento de guerra. Não vinham nele a potência e a força de vencer os abismos profundos, que criam verdadeiros vales de trevas na alma de todos. Não vinham em sua lança, a direção que aponta para o autoconhecimento, para iluminação interna e eterna.

Não! Infelizmente ele era entendido como o “Orixá da Guerra”, um homem impiedoso que utiliza – se de sua espada para resolver qualquer situação. E logo, inspirados por isso, lá iam os filhos de fé esquecer dos trabalhos de assistência a espíritos sofredores, a almas perdidas entre mundos, aos trabalhos de cura, esqueciam do amor e da compaixão, sentimentos básicos em qualquer trabalho espiritual, para apenas realizaram “quebras e cortes” de demandas, muitas das quais nem mesmo existem, ou quando existem, muitas vezes são apenas reflexos do próprio estado de espírito de cada um. E mais, normalmente, tudo isso torna – se uma guerra de vaidade, um show “pirotécnico” de forças ocultas. Muita “espada”, muito “tridente”, muitas “armas”, pouco coração, pensamento elevado e crescimento espiritual.
Isso magoava Ogum. Como magoava:

- Ah, filhos de Umbanda, por que vocês esquecem que a Umbanda é pura e simplesmente amor e caridade? A minha espada sempre protege o justo, o correto, aquele que trabalha pela luz, fiando seu coração em Olorum. Por que esquecem que a Espada da Lei só pode ser manuseada pela mão direita do amor, insistindo em empunhá – la com a mão esquerda da soberbia, do poder transitório, da ira, da ilusão, transformando – na em apenas mais uma espada semeadora de tormentos e destruição…

Então, Ogum começou a retirar sua armadura, que representava a proteção e firmeza no caminho espiritual que esse Orixá traz para nossa vida. E totalmente nu ficou frente à Iemanjá. Cravou sua espada no solo. Não queria mais lutar, não daquele jeito. Estava cansado…

Logo um estrondo foi ouvido e o querido, mas também temido Tatá Omulu apareceu. E por incrível que pareça o mesmo aconteceu. Ele não agüentava mais ser visto como uma divindade da peste e da magia negativa. Não entendia, como ele, o guardião da Vida podia ser invocado para atentar contra Ela. Magoava – se por sua alfange da morte, que é o princípio que a tudo destrói, para que então a mudança e a renovação aconteçam, ser tão temida e mal compreendida pelos homens.

Ele também deixou sua alfange aos pés de Iemanjá, e retirou seu manto escuro como a noite. Logo via – se o mais lindo dos Orixás, aquele que usa uma cobertura para não cegar os seus filhos com a imensa luz de amor e paz que irradia – se de todo seu ser. A luz que cura, a luz que pacifica, aquela que recolhe todas as almas que perderam – se na senda do Criador. Infelizmente os filhos de fé esquecem disso…

Mas o mais incrível estava por acontecer. Uma tempestade começou a desabar aumentando ainda mais o aspecto incrível e tenebroso daquela estranha noite. E todos os outros Orixás começaram a aparecer, para logo, começarem também a despir suas vestimentas sagradas, além de deixarem ao pé de Iemanjá suas armas e ferramentas simbólicas.

Faziam isso em respeito a Ogum e Omulu, dois Orixás muito mal compreendidos pelos umbandistas. Faziam isso por si próprios. Iansã queria que as pessoas entendessem que seus ventos sagrados são o sopro de Olorum, que espalha as sementes de luz do seu amor. Oxossi queria ser reverenciado como aquele que, com flechas douradas de conhecimento, rasga as trevas da ignorância. Egunitá apagou seu fogo encantador, afinal, ninguém lembrava da chama que intensifica a fé e a espiritualidade. Apenas daquele que devora e destrói. Os vícios dos outros, é claro.
Um a um, todos foram despindo – se e pensando quanto os filhos de Umbanda compreendiam erroneamente os Orixás.

Iemanjá, totalmente surpresa e sem reação, não sabia o que fazer. Foi quando uma irônica gargalhada cortou o ambiente. Era Exu. O controvertido Orixá das encruzilhadas, o mensageiro, o guardião, também chegava para a reunião, acompanhado de Pomba Gira, sua companheira eterna de jornada.

Mas os dois estavam muito diferentes de como normalmente apresentam – se. Andavam curvados, como que segurando um grande peso nas costas. Tinham na face, a expressão do cansaço. Mas, mesmo assim, gargalhavam muito. Eles nunca perdiam o senso de humor!

E os dois também repetiram aquilo que todos os Orixás foram fazer na casa de Iemanjá. Despiram – se de tudo. Exu e Pomba Gira, sem dúvida, eram os que mais razões tinham de ali estarem. Inúmeros eram os absurdos cometidos por encarnados em nome deles. Sem contar o preconceito, que o próprio umbandista ajudou a criar, dentro da sociedade, associando – o a figura do Diabo:

- Hahaha, lamentável essa situação, hahaha, lamentável! _ Exu chorava, mas Exu continuava a sorrir. Essa era a natureza desse querido Orixá.

Iemanjá estava desesperada! Estavam todos lá, pedindo a ela um conforto. Mas nem mesmo a encantadora Rainha do Mar sabia o que fazer:

- Espere!_ pensou Iemanjá!_ Oxalá, Oxalá não está aqui! Ele com certeza saberá como resolver essa situação.

E logo Iemanjá colocou – se em oração, pedindo a presença daquele que é o Rei entre os Orixás. Oxalá apresentou – se na frente de todos. Trazia seu opaxorô, o cajado que sustenta o mundo. Cravou ele na Terra, ao lado da espada de Ogum. Também despiu – se de sua roupa sagrada, pra igualar – se a todos, e sua voz ecoou pelos quatro cantos do Orun:

- Olorum manda uma mensagem a todos vocês meus irmãos queridos! Ele diz para que não desanimem, pois, se poucos realmente os compreendem, aqueles que assim o fazem, não medem esforços para disseminar essas verdades divinas. Fechem os olhos e vejam, que mesmo com muita tolice e bobagem relacionada e feita em nossos nomes, muita luz e amor também está sendo semeado, regado e colhido, por mãos de sérios e puros trabalhadores nesse às vezes triste, mas abençoado planeta Terra. Esses verdadeiros filhos de fé que lutam por uma Umbanda séria, sem os absurdos que por aí acontecem. Esses que muito além de “apenas” prestarem o socorro espiritual, plantam as sementes do amor dentro do coração de milhares de pessoas. Esses que passam por cima das dificuldades materiais, e das pressões espirituais, realizando um trabalho magnífico, atendendo milhares na matéria, mas também, milhões no astral, construindo verdadeiras “bases de luz” na crosta, onde a espiritualidade e religiosidade verdadeira irão manifestar-se. Esses que realmente nos compreendem e buscam – nos dentro do coração espiritual, pois é lá que o verdadeiro Orun reside e existe. Esses incríveis filhos de umbanda, que não colocam as responsabilidades da vida deles em nossas costas, mas sim, entendem que tudo depende exclusivamente deles mesmos. Esses fantásticos trabalhadores anônimos, soltos pelo Brasil, que honram e enchem a Umbanda de alegria, fazendo a filhinha mais nova de Olorum brilhar e sorrir…

Quando Oxalá calou – se os Orixás estavam mudados. Todos eles tinham suas esperanças recuperadas, realmente viram que se poucos os compreendiam, grande era o trabalho que estava sendo realizado, e talvez, daqui algum tempo, muitos outros juntariam – se nesse ideal. E aquilo alegrou – os tanto que todos começaram a assumir suas verdadeiras formas, que são de luzes fulgurantes e indescritíveis. E lá, do plano celeste, brilharam e derramaram – se em amor e compaixão pela humanidade.

Em Aruanda, os Caboclos, Pretos – Velhos e Crianças, o mesmo fizeram. Largaram tudo, também despiram – se e manifestaram sua essência de luz, sua humildade e sabedoria comungando a benção dos Orixás.

Na Terra, Baianos, Marinheiros, Boiadeiros, Ciganos e todos os povos de Umbanda, sorriam. Aquelas luzes que vinham lá do alto os saudavam e abençoavam seus abnegados e difíceis trabalhos. Uma alegria e bem – aventurança incríveis invadiram seus corações. Largaram as armas. Apenas sorriam e abraçavam – se. O alto os abençoava…

Mas, uma ação dos Orixás nunca fica limitada, pois é divina, alcançando assim, a tudo e a todos. E lá no baixo astral, aqueles guardiões e guardiãs da lei nas trevas também foram alcançados pelas luzes Deles, os Senhores do Alto. Largaram as armas, as capas, e lavaram suas sofridas almas com aquele banho de luz. Lavaram seus corações, magoados por tanta tolice dita e cometida em nome deles. Exus e Pomba Giras, naquele dia foram tocados pelo amor dos Orixás, e com certeza, aquilo daria força para mais muitos milênios de lutas insaciáveis pela Luz.

Miríades de espíritos foram retirados do baixo – astral, e pela vibração dos Orixás puderam ser encaminhados novamente à senda que leva ao Criador. E na matéria toda a humanidade foi abençoada. Aos tolos que pensam que Orixás pertencem a uma única religião ou a um povo e tradição, um alerta. Os Orixás amam a humanidade inteira, e por todos olham carinhosamente.
Aquela noite que tinha tudo para ser uma das mais terríveis de todos os tempos, tornou – se benção na vida de todos. Do alto ao embaixo, da esquerda até a direita, as egrégoras de paz e luz deram as mãos e comungaram daquele presente celeste, vindo diretamente do Orun, a morada celestial dos Orixás.

Vocês, filhos de Umbanda, pensem bem! Não transformem a Umbanda em um campo de guerra, onde os Orixás são vistos como “armas” para vocês acertarem suas contas terrenas. Muito menos esqueçam do amor e compaixão, chaves de acesso ao mistério de qualquer um deles. Umbanda é simples, é puro sentimento, alegria e razão. Lembrem – se disso.

E quanto a todos aqueles, que lutam por uma Umbanda séria, esclarecida e verdadeira, independente da linha seguida, lembrem – se das palavras de Oxalá ditas linhas acima.
Não desanimem com aqueles que vos criticam, não fraquejem por aqueles que não tem olhos para ver o brilho da verdadeira espiritualidade.

Lembrem – se que vocês também inspiram e enchem os Orixás de alegria e esperança. A todos, que lutam pela Umbanda nessa Terra de Orixás, esse texto é dedicado. Honrem – los. Sejam luz, assim como Eles!

Exe ê o babá (Salve o Pai Oxalá)

Por Fernando Sepe
Orun Ananda
“A Tristeza dos Orixás” é de autoria de Fernando Sepe escrito para o Jornal de Umbanda Sagrada.
Foi publicado em duas ocasiões: Em sua íntegra, na edição nº 68 de Dezembro de 2005 (quando foi escrito), e editado, na edição nº 94 de Março de 2008.