quinta-feira, 11 de agosto de 2016

INFELIZMENTE SOMOS ASSIM




Vamos nos lembrar que uma boa parte do povo brasileiro, é assim e muitos médiuns que deveriam zelar por sua postura e ética são assim:


1 - Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas;
2
 - Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas;
3
 - Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração;
4
 - Troca ‘voto’ por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, dentadura;
5
 - Fala no celular enquanto dirige;
6
 -Trafega pela direita nos acostamentos durante um congestionamento;
- Para em filas duplas, triplas em frente às escolas;
8
 - Viola a lei do silêncio;
9
 - Dirige após consumir bebida alcoólica;
10
 - Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas;
11
 - Espalha mesas e churrasqueira nas calçadas;
12
 - Pega atestados médicos sem estar doente, só para faltar ao trabalho;
13 
- Faz "gato" de luz, de água e de tv a cabo;
14
 - Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado, muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos;
15
 - Compra recibo para abater na declaração do imposto de renda para pagar menos imposto;
16
 - Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10 pede nota fiscal de 20;
17
 - Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes;
18
 . - Estaciona em vagas exclusivas para deficientes;
19
 - Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se fosse pouco rodado;
20
 - Compra produtos ‘pirata’ com a plena consciência de que são ‘piratas’;
21
 - Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca;
22
 - Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da roleta do ônibus, sem pagar passagem;
23
 - Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA;
24
 - Freqüenta os caça-níqueis e faz uma fezinha no jogo de bicho;
25
 - Leva das empresas onde trabalha, pequenos objetos como clipes, envelopes, canetas, lápis.... como se isso não fosse roubo;
26
 - Comercializa os vales-transporte e vales-refeição que recebe das empresas onde trabalha;
27
 - Falsifica tudo, tudo mesmo... só não falsifica aquilo que ainda não foi inventado;
28
 - Quando volta do exterior, nunca diz a verdade quando o fiscal aduaneiro pergunta o que traz na bagagem;
29
 . - Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes e não devolve;
"Fala-se tanto da necessidade deixar um planeta melhor para os nossos filhos, mas esquecemos da urgência de deixarmos filhos melhores para o nosso planeta, o que só vai acontecer através dos nossos exemplos: "ética, honestidade, dignidade, educação, responsabilidade e consciência política”.
A mudança deve começar dentro de nós, nossas casas, nossos valores, nossas atitudes!
Por muitas vezes num terreiro de umbanda é a mesma coisa,tem médium que não frequenta assiduamente o culto,falta por qualquer coisa,reclama das diretrizes da casa,não concorda com a cartilha de sua própria casa,gera intrigas e fofocas com outros médiuns,cobiça o desenvolvimento dos outros,não presta atenção nas doutrinas e ainda acha que vai evoluir na umbanda!
Enquanto alguns médiuns acharem que certas coisas vão mudar em suas vidas sem nenhum esforço ou reforma íntima vão estar cometendo um enorme engano,pois se queremos modificar algumas situações difíceis temos que nos distanciarmos delas primeiro,ninguém abandona o vício da bebida frequentando diariamente um boteco,temos que mudar nossa visão e o jeito de enxergarmos certas coisas para tentar resolvê-las

UMBANDA DE VERDADE




O orgulho é um dos maiores venenos para a alma e um grande obstáculo na estrada do crescimento moral e espiritual. Uma verdadeira armadilha pronta a laçar os incautos, quando permitem que seu ego lance sombra obscura sobre as lições éticas e morais que deveriam ser aprendidas por todo ser humano.
Viver em uma sociedade capitalista impõe vícios culturais que absorvemos sem perceber. O verbo “ter” adquire superdimenção sobre o verbo “ser”, pois o poder aquisitivo tornou-se fator primordial para que alguém conquiste o respeito a que todos deveria ser dispensado. As pessoas são julgadas pelo que têm, e não pelo que são,não somo s valorizados pelo que fazemos e sim pelo que possuímos,sendo as vezes nosso trabalho em vão para algumas pessoas. Vivemos em uma sociedade extremamente materialista e amoral, na qual princípios básicos de convivência tantas vezes são ignorados em favor de postura orgulhosa e hipócrita, pois nem sempre aquela que sobe em um pedestal possui cacife para mantê-lo por muito tempo,é que sempre falamos aqui na T.U.OD,chegar ao topo pode ser difícil,mas manter-se nele é bem mais!. Estamos todos, porém, suscetíveis aos revezes da vida, pois a colheita implacável não nos dá opção: ela fatalmente chega sem perguntar se a desejamos ou não. Certa de que a plantamos, ela se impõe como algo que nos pertence e não adianta querermos modificar a ordem das coisas,pois colheremos sempre aquilo que plantarmos em nossa passagem por ese planeta de regeneração. É na tristeza que todos se igualam. É na doença, no infortúnio, na morte, no inesperado que nossos olhos morais finalmente se abrem para a dura realidade de que somos tão seres humanos quanto o vizinho ao lado. Em momentos de necessidade nos damos conta do quanto somos frágeis frente à vida – não que essa seja cruel, mas é justa como o oxé de Xangô.
Desesperados diante da dor, retornam à sua mísera condição humana e partem em busca de soluções. É quando, geralmente, batem à porta dos mais diversos templos religiosos.
Alguns desses templos atendem prontamente os infortunados, outros usam toda espécie de artifício para obter vantagens, pois sabem muito bem que pessoas fragilizadas são facilmente sugestionadas e induzidas à dependência psicológica de sacerdotes que não trabalham em benefício do seu semelhante, e sim de seus interesses escusos,transformando algumas casas em um comércio de sonhos e amparos.
A Umbanda, nessas situações, funciona como uma grande niveladora social.
Desventurados de todos os tipos procuram os terreiros, onde são atendidos independente de sua condição social. Doutores, alfaiates, babás, engenheiros, professores, todos recebem o mesmo tratamento e todos, independente da conta bancária ou do diploma que ostentam embolorado em suas paredes, recebem o mesmo tratamento, porque para a Umbanda não importa o que as pessoas têm, e sim o que carregam no coração,não nos interessa o que fizeram em suas vidas,mas sim o que podemos tentar fazer pela vida delas. A Umbanda fará por todos que baterem à sua porta, pois é a manifestação da caridade, e para ela não existem pobres ou ricos, doutores ou analfabetos. Doutores se curvam para ouvir os conselhos de um preto velho.
E ao final, quando os problemas estiverem resolvidos, muitos daqueles que antes estavam desesperados darão as costas aos terreiros e até evitarão falar que um dia pediram ajuda a um caboclo ou a um exu, mas em seu íntimo saberão que quando, novamente, seu calo apertar, as portas dos terreiros de Umbanda ainda estarão abertas a eles

È preciso ter ética!




Já abordei este tema,mas o julgo tão importante que voltarei a mencioná-lo,pois se nós representantes,sacerdotes ou mesmo simpatizantes de nossa religião não fizermos nada,cada vez mais nossa umbanda será associada ao charlatanismo,mergulhando a nossa prática num mar de descrença e desconfiança.
Vemos diariamente em diversos veículos de comunicação,que tem como alvo o ''povo de santo'' e os ''filhos de fé'',serem irritantemente invadidos por propagandas e anúncios oferecendo toda uma gama de ''serviços espirituais'' para as mais variadas necessidades,transformando a umbanda numa ''empresa prestadora de serviços''que diga-se de passagem,cobra alto por seus préstimos,criando uma imagem de total mercantilismo,fato este que deveria ser coibido por sites,jornais,programas e revistas que se auto denominam sérios e defensores dos príncipios religiosos.
Concordo que estes anúncios,sustentam o sistema todo,porém deveria haver uma filtragem mais seletiva para que se mantivesse a ética e postura acima de qualquer coisa.
''Faço e desfaço qualquer trabalho com garantias''-,''Trago a pessoa amada em N dias''-, ''Curo qualquer doença em N dias'',e tantas outras falsas propagandas que só servem para denegrir nossa religião e brincar com a fé alheia.
Desde quando um trabalho possa ter total garantia,se tudo que fazemos em nossa prática,esbarra no merecimento de cada um, e nas leis de ação e reação,efeito e causa?
Como trazer a pessoa amada para alguém,se isto não estiver no ''script'' de vida de ambos?
Talvez se trará um corpo semi-inanimado,jamais sentimento verdadeiro,e o que é pior,como curar doenças,que já afetam o corpo físico e que provavelmente fazem parte de um plano de resgate cármico ou purgamento?
Estariam estes ''milagreiros''adulterando os planos astrais ,traçados antes de nossa de nossa reencarnação e modificando o que é merecimento de cada um ou simplesmente vendendo idéias fraudulentas.
Eu penso que a umbanda nos ajuda a carregar nossos fardos e a lidar com nosso jugo e não modificar o que está traçado em nosso carma,nossos guias nos auxiliam em nossos resgates,nos dando discernimento e sabedoria para lidarmos com situaçoes que nossa sanidade carnal não saberia como lidar,concedendo-nos
o que chamo de 3°olho.
Não sei se criticar a postura de nossas federaçoes é correto,porém se tivéssemos uma vistoria físico-espírita mais exigente por parte das mesmas,não se propagariam tantos falso sacerdotes,nem mercenários que se arvoram de PDS,assaltando literalmente,os incaltos consulentes que os procuram na tentativa de encontrar lenitivos para suas mazelas

ANTIGAMENTE NÃO ERA ASSIM...


È incrivel como a modernidade de hoje em dia está tornando médiuns,filhos de fé e simpatizantes da nossa religião,em pessoas displicentes,desinteressadas e descompromissadas pelo cumprimento mediúnico,digo modernidade,por vir de uma época onde não existia muito diálogo entre ''casa'' e neófito e tínhamos que acolher as imposiçoes de nosso PDS ou MDS sem muito questionar ou divergir.
Nada ou (quase nada) nos era pedido e sim ordenado sem a preocupação de contar com nossa concordância ou aceitação.

Tìnhamos afazeres dentro de nossa comunidade,e como nos sentíamos úteis e importantes dentro de nossa família de santo,pois éramos vistos e aceitos de forma diferente pelas lideranças da casa.
Sentíamos prazer em cooperar e sempre que nossa presença era requerida,era isto motivo de extrema alegria,tanto por ajudar,como para conhecer melhor as entranhas de nosso terreiro e de nossa doutrina.
Eu particularmente,sempre gostei de cambonear trabalhos e consultas pois sempre julguei que esta é a melhor e mais completa forma de se aprender o que há nos bastidores de nossos terreiros,é neste contato mais íntimo com as entidades e com os trabalhos que aprendemos toda a beleza e grandiosidade que envolvem a sagrada umbanda,é presenciando uma consulta,que entendemos um problema desde o seu diagnóstico até a sua resolução e averiguamos com isso toda a infinita variedade de resultados que são oferecidos por nossas sábias entidades que militam na seara espiritual.
Lembro-me que eram tempos difíceis,pois todo o nosso aprendizado era transmitido de forma fragmentada e controlada,afinal não existia naqueles tempos tantos recursos tecnológicos que nos aproximassem da informação,não existia outras formas de aprendizado disponíveis a não ser a doutrina de nossa casa que era semanalmente ministrada e com apenas uma hora de duração,que  procurávamos aproveitar intensamente pois dali saía nosso escasso aprendizado.
Ouvíamos com muito mais atenção cada ensinamento que nos era passado,não com a ganância que existe hoje de aprender rapidamente,de se aprontar rapidamente e começar a atender e faturar rapidamente,mas sim com o desejo que todo o aprendizado nos torna-se pessoas melhores e mais aptas para uma correta e sadia missão dentro de nossa religião.

Acatávamos com extremo respeito todas as diretrizes que nos eram impostas,sem nos atentar para o tom ou timbre de voz,ou ainda a forma como éramos tratados por nossos superiores,resumindo-nos á apenas cumprir o que nos era decretado com esmero e servidão.
Hoje em dia muita coisa mudou na relação entre neófitos e zeladorias de casas,hoje as lideranças de um terreiro estão muito mais presentes,ativas e acessíveis e isso não é levado em consideração,quem não conheceu as dificuldades não valoriza o fácil acesso que há nos dias de hoje,temos que ter como zeladores,um esmerado e calmo modo de falar,pois médiuns se ferem e se magoam á toa hoje em dia,qualquer coisa ou assunto abordado é motivo para justificar suas fraquezas e inadimplências em relação á sua frequência na corrente mediúnica,terminando por abandonar suas casas e ainda nos culparem por isso.
Os médiuns de hoje não sabem como diferenciar o(a) sacerdote(isa),entendendo que não precisam de tratamento diferenciado,já que são tão ''amigos'' de seus zeladores.
Se não conseguirmos resgatar certos métodos de comportamento religioso estamos cooperando para seu término ou falência,dentro de um curtíssimo espaço de tempo,pois cada vez mais haverá a banalização do sagrado,sendo comparado ao profano

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

ESTUDANDO OS EXUS DE UMBANDA


        
       EM HOMENAGEM AO DIA DE SANTO ANTÔNIO,
       SINCRETIZADO 
       NO RIO DE JANEIRO COMO PATRONO DOS EXUS, 
       POSTAMOS ESTE ESTUDO REFERENTE AOS 
       NOSSOS AMADOS
       EXUS E POMBAGIRAS. LAROIÊ EXU! 
       ESPERAMOS QUE CONSIGAM 
       TIRAR ALGUM PROVEITO.    
      
       Nas lendas africanas que originaram os candomblés,
       Exu é o primeiro filho de Iemanjá,
       irmão de Ogun. Este Orixá está presente em todos os
       locais. Exú é caminho, é energia, 
       é vida, é determinação, é cumpridor da Lei, Exú é esperto,
       Exú é guardião, Exú é trabalho,
       é alegria veloz, Exú é viver, é a magia, é o encanto, 
       é o fogo, é o sangue na veia vibrando,
       Exú é prazer. Entendemos Exu como a energia do
       movimento, dos caminhos, da virilidade,
       do sexo, dos sentidos, da força, do viver, é a
       energia guardiã dos templos, casas, lojas;
       é a energia mais próxima dos humanos, energia 
       terra-terra, é o senhor dos limites,
       dos portais, das fronteiras e, por tanto, é o mensageiro
       entre os homens e os demais orixás.
       Pelo gosto do que é fino, assim como nós humanos,
       tal como bebidas, bons fumos;
       pelos sacrifícios ritualísticos oriundos da mãe África,
       por estar também no limite entre 
       o bem e o mal; pelos seus símbolos, tal como o 
       tridente ( que é também um símbolo 
       presente em várias culturas, como na mitologia grega ) 
       exu é confundido até hoje 
       com o diabo criado na cultura cristã. A partir daí, 
       muitos equivocadamente criaram imagens
       diabólicas para representar os exus, além de pontos
       e cantigas. Exu, que também é
       irreverente, se utiliza dessas cantigas e das imagens
       as quais o associaram, espantando 
       os inimigos espirituais, trevosos, mostrando que estes
       são menores do que eles.  Na 
       doutrina umbandista a energia de exu se apresenta
       nos médiuns através dos espíritos 
       falangeiros que trabalham em diversos planos; 
       são os exus e pombagiras da nossa querida
       umbanda.
       Exus são espíritos que já encarnaram na terra. 
       Na sua maioria, tiveram 
       vida difícil como  mulheres da vida; boêmios; dançarinas
       de cabaré, entre tantos outros
       perfis de vidas comuns e conturbadas. Estes espíritos
       optaram por prosseguir sua evolução
       espiritual através da prática da caridade,  
       incorporando nos terreiros de Umbanda. São muito
       amigos, quando tratados com respeito e carinho, 
       são desconfiados mas gostam de ser 
       presenteados e sempre lembrados. Estes espíritos,
       assim como os Preto-velhos,
       crianças e caboclos, são servidores dos Orixás. 
       Apesar das imagens de Exus, fazerem
       referência ao "Diabo" medieval (herança do 
       Sincretismo religioso), eles não devem ser
       associados a prática do "Mal", pois como são servidores
       dos Orixás, todos tem funções
       específicas e seguem as ordens de seus "patrões". 
       Dentre várias, duas das principais funções 
       dos Exus são: a abertura dos caminhos e a proteção
       de terreiros e médiuns contra 
       espíritos perturbadores durante a gira ou obrigações.   
       Desta forma estes espíritos não trabalham somente
       durante a "gira de Exus" dando consultas,
       onde resolvem problemas de emprego, pessoal, 
       demanda e  etc. de seus consulentes. 
       Mas também durante as outras giras (Caboclos,
       Preto-velhos, Crianças e Orixás), protegendo 
       o terreiro  e os médiuns, para que a caridade possa
       ser praticada.
       Ele é o guardião dos caminhos, soldado 
       dos Pretos-velhos e Caboclos, emissário entre
       os homens e os Orixás, lutador contra o mal, sempre
       de frente, sem medo, sem mandar
       recado.Verdadeiros cobradores do carma e 
       responsáveis pelos espíritos humanos caídos
       representam e são o braço armado e a espada divina 
       do Criador nas Trevas, combatendo o 
       mal e responsáveis pela estabilidade astral na 
       escuridão. Senhores do plano negativo atuam
       dentro de seus mistérios regendo seus domínios
       e os caminhos por onde percorre a
       humanidade. Em seus trabalhos Exu corta demandas,
       desfaz trabalhos e feitiços e magia negra,
       feitos por espíritos malignos. Ajudam nos descarregos
       e desobsessões retirando os 
       espíritos obsessores e os trevosos, e os encaminhando
       para luz ou para que possam cumprir 
       suas penas em outros lugares do astral inferior. 
       Seu dia é a Segunda-feira, seu patrono é 
       Santo Antônio, em cuja data comemorativa tem também
       sua comemoração. Sua bebida
       ritual é a cachaça. Sua roupa, quando lhe é permitido 
       usá-la tem as cores preta e vermelha,
       podendo também ser preta e branca, ou conter 
       outras cores, dependendo da irradiação a 
       qual correspondem. Completa a vestimenta o uso
       de cartolas (ou chapéus diversos), capas, 
       véus, e até mesmo bengalas e punhais em alguns casos.
A roupagem fluídica dos Exus varia de acordo
com o seu grau evolutivo, função,
missão e localização. Normalmente, em campos
de batalhas, eles usam o uniforme
adequado. Seu aspecto tem sempre a função de
amedrontar e intimidar. 
Suas emanações vibratórias são pesadas,
perturbadoras. Suas irradiações magnéticas
causam sensações mórbidas e de pavor.
       É claro que em determinados lugares, eles se 
       apresentarão de maneira diversa. Em centros
       espíritas, podem aparecer como "guardas". 
       Em caravanas espirituais, como lanceiros. Já 
       foi verificado que alguns se apresentam de maneira fina
       com ternos, chapéus, etc. Eles têm
       grande capacidade de mudar a aparência, 
       podem surgir como seres horrendos, animais
       grotescos, etc.
       Às vezes temido, às vezes amado, mas sempre alegre, 
       honesto e combatente
       da maldade no mundo,
       assim é Exú.
Ao contrário do que se pensa, os exus não
são os diabos e espíritos malignos ou 
imundos que algumas religiões pregam, tampouco 
são espíritos endurecidos ou 
obsessores que um grande número de espíritas
crêem. Os "diabos" ou demônios são 
seres mitológicos, já "desvendados" pela doutrina
espírita, portanto, não existem.
Espíritos trevosos ou obsessores são espíritos
que se encontram desajustados 
perante a Lei. Provocam os mais variados 
distúrbios morais e mentais nas pessoas,
desde pequenas confusões, até as mais duras 
e tristes obsessões. São espíritos que
se comprazem na prática do mal, apenas por sentirem
prazer ou por vinganças, 
calcadas no ódio doentio. Aguardam, enfim,
que a Lei os "recupere" 
da melhor maneira possível 
(voluntária ou involuntariamente). São conhecidos,
pelos umbandistas, como kiumbas. Vivem
no baixo astral, onde as vibrações 
energéticas são densas. Este baixo astral é 
uma enorme "egrégora" formada pelos 
maus pensamentos e atitudes dos espíritos 
encarnados ou desencarnados. Sentimentos
baixos, vãs paixões, ódios, rancores, raivas,
vinganças, sensualidade desenfreada,
vícios de toda estirpe, alimentam esta faixa 
vibracional e os kiumbas se comprazem
nisso, já que se sentem mais fortalecidos. 
O baixo astral, mesmo sendo um 
imenso caos, tem diversas organizações, fortemente 
esquematizadas e 
hierarquizadas. Planos bem elaborados, 
mentes prodigiosas, táticas de guerrilhas,
precisões cirúrgicas, exércitos bem aparelhados
e treinados, compõe o quadro 
destas organizações. Muitas delas agem na 
plena certeza de cumprirem os desígnios 
da Lei Divina, onde confundem a Lei da Ação 
e Reação com o "olho por olho, dente
por dente". Vingam-se pensando que fazem a 
coisa certa.  Algumas agem no mal, 
mesmo sabendo que estão contra a Lei, mas 
enquanto a vingança não se consumar, 
não haverá trégua para os seus "inimigos". 
Acham que não plantam o mal, nem 
que a reação se voltará mais cedo ou mais tarde.
       Cada mal praticado por um espírito, o leva a 
       cada vez mais para "baixo". As quedas são
       freqüentes e provocam mais e mais revoltas.
Alguns espíritos caem tanto que perdem
a consciência humana, transformando-se 
(ou plasmando) os seus corpos astrais 
(perispíritos) em verdadeiras feras, animais,
bestas e assim são usados por outros 
espíritos como tais. Alguns se transformam
em lobos, cães, cobras, lagartos, aves, etc.
Outros espíritos chegam ao cúmulo
da queda que perdem as características humanas, 
transformando os seus perispíritos
em ovóides. Esta queda provoca além da 
perda de energias, a perda da consciência;
ficando, com isso subjugados por outros espíritos.
Apesar de todo este quadro,
pouco esperançoso, das trevas. Mesmo sabendo
que no nosso orbe o mal prevalece 
sobre o bem, há também o lado da Luz, da Lei,
do Bem. E este lado é ainda mais 
organizado que as organizações das trevas. 
Existem, também, diversas organizações,
com variados trabalhos e ações, mas com um 
único objetivo de resgatar das trevas 
e do mal, os espíritos "caídos". Vemos colônias 
espirituais, hospitais no astral, postos 
avançados da Luz nos Umbrais, caravanas de
tarefeiros, correntes de cura, socorristas,
etc., afeitos e afinizados aos trabalhos dos
centros espíritas. Vemos também, outros
trabalhadores espirituais, ligados aos cultos afros.
Especificamente, na Umbanda,
vemos através das Sete Linhas, vários Orixás 
hierarquizados. Existem vários 
níveis na hierarquia dos Orixás. Começando pelos 
mais altos espíritos, que estão
próximos do Criador, até os Orixás Menores ou
Planetários (aqueles que são ligados
e responsáveis por cada orbe, pela sua 
evolução). Os Exus são os "mensageiros" 
dos Orixás aqui na Terra. Através deles, os Orixás 
podem se manifestar nas trevas.
Os exus são considerados como "policiais” 
que agem pela Lei, no submundo do
"crime" organizado. As "equipes" de Exus 
sempre estão nestas zonas infernais, mas,
não vivem nela. Passam a maior parte do tempo
nela, mas, não fazem parte dela.
Devido a esta característica, os Exus, são 
confundidos com os kiumbas. Videntes
os vêem nestes lugares e erroneamente dizem que
eles são de lá.
A maneira dos Exus atuarem, às vezes nos choca,
pois achamos que eles devem 
ser caridosos, benevolentes, etc. Mas, como 
podemos tratar mentes transviadas 
no mal? Os exus usam as ferramentas que sabem 
usar: a força, o medo, as 
magias, as capturas, etc. Os métodos podem 
parecer, para nós, um pouco sem
"amor", mas eles sabem como agir quando 
necessitam que a Lei chegue às trevas. 
Eles ajudam aqueles que querem retornar à Luz,
mas não auxiliam aqueles que
querem "cair" nas trevas. Quando a Lei 
deve ser executada, Eles a executam da
melhor maneira possível doa a quem doer. 
Os exus, como executores da Lei e 
do Karma, esgotam os vícios humanos, de 
maneira intensiva. Às vezes, um veneno
é combatido com o próprio veneno, como se fosse 
a picada de uma cobra 
venenosa. Assim, muitos vícios e desvios, 
são combatidos com eles mesmos. 
Um exemplo, para ilustrar:  Uma pessoa
quando está desequilibrada no campo da fé,
precisa de um tratamento de choque. 
Normalmente ela, após muitas quedas, 
recorre a uma religião e torna-se fanática,
ou seja, ela esgota o seu desequilíbrio,
com outro desequilíbrio: a falta de fé 
com o fanatismo. Parece um paradoxo? Sim, 
parece, mas é extremamente necessário.
Outro exemplo é o vicio as drogas,
onde é preciso de algo maior para esgotar
este vicio: ou a prisão, a morte, uma doença,
etc. A Lei é sempre justa, às vezes somente
um tratamento de choque remove um e
spírito do mau caminho. E são os exus que 
aplicam o antídoto para os diversos
venenos. Os Exus estão ligados de maneira 
intensiva com os assuntos terra-a-terra 
(dinheiro, disputas, sexo, etc.). Quando a Lei
permite, Eles atendem aos diversos
pedidos materiais dos encarnados. Os Exus
tem sob o domínio todas as energias
livres, contidas em: sangue, cadáveres, 
esperma, etc. Por isso, seus campos 
de atuação são: cemitérios, matadouros, 
prostíbulos, boates, necrotérios, etc. 
Eles lá estão, porque frenam (bloqueiam)
as investidas dos kiumbas e espíritos 
endurecidos que se comprazem nos vícios e 
na matéria. Os kiumbas, seres astutos,
conseguem se manifestar como um Exu,
usam até os nomes dos verdadeiros exus, 
pois um exu de lei sabe o que é o bem e o 
que é o mal, num terreiro muito preso às
magias negras e assuntos que nada trazem
elevação espiritual. Ao se manifestarem,
pedem inúmeras oferendas, trabalhos, despachos,
em troca destes favores fúteis. 
Normalmente eles pedem muito sangue,
bebidas alcóolicas e fumo.
O sangue utilizado em oferendas em alguns terreiros,
servem de recarga de 
baterias para os exus. O sangue representa 
energia vital, material e também a 
energia que é capaz de manter vida. Esse
elemento é alvo de muita polêmica 
dentre os umbandistas, porém os verdadeiros
exus sabem como utilizar a energia
do sangue, quando têem pela frente muito combate
espiritual com espíritos presos
à energia da Terra, por isso do sangue, por 
isso do uso de uma bateria também 
terra-terra, o fluido da vida. A prática do sacrifício
é antiga na humanidade e na
religiosidade, relatada até na bíblia, quando o
homem fazia sacrifícios para Deus,
é comum em diversas culturas de todo o mundo,
porém é alvo de crítica por
parte dos protestantes que a associam ao 
demônio. Não há nada de demoníaco
em um sacrifício religioso, há um intuito nele,
diferente de um sacrifício realizado 
num abatedouro, num aviário, praticado a 
todo instante para que nos alimentemos 
de carne. Porém tudo que é diferente da maioria 
em nossa sociedade, choca e é 
associado ao mal. Como umbandistas que somos,
nossa fé descende também de 
tribos africanas, onde esse rito era comum, devemos
então sempre estudar, 
refletir, para que não sejamos manipulados
mentalmente por estes “detentores”
da verdade. Contudo, os sacrifícios são trabalhos
muito sérios e devem ser 
realizados apenas em extremas necessidades
litúrgicas.
O termo Pombo-Gira ou pombagira é corruptela 
do termo "Bombogira" que significa 
em Nagô, Exu. A origem do termo Pomba-Gira,
também é encontrada na história.
No passado, ocorreu uma luta entre a ordem dórica
e a ordem iônica. A 
primeira guardava a tradição e seus puros 
conhecimentos. Já a iônica tinha-os
totalmente deturpados. O símbolo desta ordem 
era uma pomba-vermelha, a 
pomba de Yona. Como estes contribuíram para a
deturpação da tradição e 
foi uma ordem formada em sua maioria por mulheres,
daí a associação. Se Exu
já é mal interpretado, confundindo-o com o Diabo,
quem dirá a Pomba-Gira? 
Dizem que Pomba-Gira é uma mulher da rua,
uma prostituta. Que Pomba-Gira
é mulher de Sete Exus! As distorções e
preconceitos são características dos 
seres humanos, quando eles não entendem 
corretamente algo, querendo
trazer ou materializar conceitos abstratos, 
distorcendo-os.
Pombo-Gira é um Exu Feminino, na verdade,
dos Sete Exus Chefes de Legião,
apenas um Exu é feminino, ou seja, ocorreu 
uma inversão destes conceitos,
dizendo que a Pombo-gira é mulher de Sete
Exus e, por isso, prostituta. É claro 
que em alguns casos, podem ocorrer 
que uma delas, em alguma encarnação tivesse 
sido uma prostituta, mas, isso não significa 
que as pombo-giras tenham sido todas 
prostitutas e que assim agem. A função das
pombo-giras, está relacionada à sensualidade
Elas frenam os desvios sexuais dos seres humanos,
direcionam as
energias sexuais para a construção e evitam as
destruições.
A sensualidade desenfreada é um dos 
"sete pecados capitais" que destroem o
homem: a volúpia. Este vicio é alimentado
tanto pelos encarnados, quanto pelos
desencarnados, criando um ciclo ininterrupto, 
caso as pombo-giras não atuassem
neste campo emocional. As pombo-giras 
são grandes magas e conhecedoras
das fraquezas humanas. São, como qualquer exu,
executoras da Lei e do Karma.
Cabe a elas esgotar os vícios ligados ao sexo.
Quando um espírito é extremamente 
viciado ao sexo, elas, às vezes, dão a ele 
"overdoses" de energia sexual, para esgotá-lo
de uma vez por todas.
Elas, ao se manifestarem, carregam em si,
grande energia sensual, não significa 
que elas sejam desequilibradas, mas sim
que elas recorrem a este expediente 
para "descarregar" o ambiente deste tipo de
energia negativa, atraindo consigo 
espíritos maus, viciados em energia sexual e que
muitas vezes estão 
acompanhando mulheres e homens ali presentes,
disvirtuando-os, levando-os aos
caminhos da infidelidade, entre outros caminhos.
São espíritos alegres e gostam de conversar sobre
a vida. São astutas, pois conhecem
a maioria das más intenções. Devemos conhecer 
cada vez mais o trabalho dos guardiões,
pois eles estão do lado da Lei e não contra
ela. Vamos encará-los de maneira racional
e não como bichos-papões. Eles 
estão sempre dispostos ao esclarecimento. 
Através de uma conversa franca, honesta e 
respeitosa, podemos aprender muito com eles.
Os Exus são espíritos que, como nós, buscam
a evolução, a elevação, empenhando-se 
o mais que podem para aplicarem as diretrizes
traçadas pelo Mestre Jesus. É bem 
verdade que em seu estágio inicial os Exus 
ainda têm um comportamento às 
vezes instável, cabendo aos verdadeiros umbandistas
o dever de não deixar que se
desvirtuem de seu avanço espiritual.
Pelo contrário... Os Exus, são os Senhores
Agentes da Justiça Kármica, são quem
guardam a cada um de nós e ao terreiro 
como um todo (Quem você acha quem são 
os vigilantes tão mencionados nos livros de 
Chico Xavier/ André Luiz?).
Estão acima dos princípios do bem e do mal.
Tem-se que entender que "demônio"
vem do grego "demo". Termo utilizado por 
Sócrates para definir "espírito" e "alma". 
Por sua vez, em função dos valores "do 
bem e do mal", pelo fato de vivermos no mundo
da forma, precisou-se estereotipar este "mal".
Na realidade, "os demônios" estão dentro 
de cada um.
Com relação aos espetáculos, que certas 
religiões mostram na televisão, com incorporação
de “Exus” que dizem querer destruir a vida 
dos encarnados; podem até ocorrer 
manifestações mediúnicas, mas com certeza 
não são os Verdadeiros Exus 
da Umbanda que conhecemos. E sim os 
obsessores, vampirizadores e Kiumbas 
que usando o nome dos Exus, que os combatem, 
tentam marginalizá-los e difamá-los
junto ao povo, que em geral não tem acesso 
a uma informação completa sobre a natureza
dos nossos irmãos Exus.
"Orai e vigiai" é o lema de todo médium.
Devemos estar atentos não com os vícios
alheios, mas com os nossos. Devemos
direcionar as energias desequilibrantes 
e transformá-las em energias salutares, 
em ações benéficas.   Resumindo, 
EXU NÃO É O DIABO!!!