segunda-feira, 4 de julho de 2016

História do pai Tomé contada no terreiro


Na época da escravatura nego veio não podia se quer olhar para sinhazinhas, se olhasse o nego ia para o tronco e apanhava.
Acontece que um dia o nego levantou a cabeça e olhou para sinhazinha, linda e formosa, mas o nego sem nenhuma malicia, apenas curiosidade, então o capataz da fazenda, bateu no nego veio que foi muito judiado.
e enquanto o preto apanhava a sinhazinha gritava que não era preciso bater no nego deste jeito.
Depois de um tempo a sinhazinha vai visitar para ver como estava o nego veio na senzala, e como ela sabia pelos comentários dos outros escravos, que o veio Tomé era muito sábio,
curiosa ela  fez uma pergunta ao nego, pai Tomé quando conhecerei meu verdadeiro amor?
O nego ainda machucado da surra que levou do capataz, de cabeça baixa fala para sinhazinha,
Olha fia, quando um beija flor te beijares o rosto, ai sim será o momento que você ira conhecer o seu verdadeiro amor,
a sinhazinha ouve o nego agradece e vai embora, desconfiada.
Ao passar do tempo, os pais da sinhazinhas, arranjaram um casamento para a filha, nesse tempo era bem comum que os pais depois de uma certa idade, arranjassem casamentos com pessoas bem sucedidas dentro de um mesmo nível social.
No dia do casório arrumado pelos seus pais, surge um beija-flor que se dirige em direção a sinhazinha.
a sinhazinha ao lembrar das palavras do pai Tomé vê com curiosidade o aparecimento do pássaro, e num ato inesperado o beija-flor beija o rosto de sinhazinha e logo cai morto aos seus pés.

O amor quando acontece tem que ser de verdade, tem que vir do coração, do contrario, até mesmo a mais belas criações de deus não sobre vive”



Alexandre de Melo


OS SETE REINOS DA QUIMBANDA




A kimbanda têm sete reinos, sendo sua organização uma remanescença das organizações tribais em reinos na Africa banto. Cada Reino é composto por nove povos de Exu, sendo que cada povo é comandado por um Exu chefe .

1) Reino das Encruzilhadas - 
Que sendo chefiado por Exu Rei das Sete Encruzilhadas e Pombagira Rainha das Sete Encruzilhadas, governa todas as passagens dos Exu que ali trabalham. Sua função principal é abrir os caminhos para os outros Guias chegarem e também para os filhos e fregueses.

2) Reino dos Cruzeiros - 
Chefiado por Exu Rei dos Sete Cruzeiros e Pombagira Rainha dos Sete Cruzeiros, governa todas as passagens dos Exu que trabalham nos cruzeiros (não confundir com encruzilhada). 

3) Reino das Matas - 
Chefiado por Exu Rei das Matas e Pombagira Rainha das Matas. Governa todos os Exu que trabalham nos verdes ou locais que tenham árvores a exceção do Cemitério, que pertence a outro reino.

4) Reino da Kalunga Pequena ( Cemitério)
Governado por Exu Rei das Sete Calungas ou Calungas e Pombagira Rainha das Sete Calungas. Esses Exu tambêm são chamados pêlo nome de Rei e Rainha do Cemitérios. Geralmente quando diz-se "calunga" nas giras de kimbanda é para nomear ao cemitério. Trabalham neste reino todos os Exu que moram dentro dos cemitérios exclusivamente. 

5) Reino das Almas
Chefiado por Exu Rei das Almas Omulu e Pombagira Rainha das Almas. Eles também são conhecidos pêlo apelo de Rei e Rainha da Lomba, porque governam todos os exu que trabalham em locais altos. Porém, os Exu deste reino também trabalham em hospitais, morgues, etc.

6) Reino da Lira 
Os chefes deste reino são muito mais conhecidos por seus nomes sincréticos: Exu Lúcifer e Maria Padilha, sendo na verdade seus nomes kimbandeiros Exu Rei das Sete Liras e Rainha do Candomblê (ou Rainha das Marias). Seus apelos kimbandeiros mostram justamente sua afinidade pela dança, a musica e a arte ( lira e candomblê). Dentro do reino da Lira, que tambêm as vezes é chamado "reino do candomblê" não pelo culto africanista aos orixás, senão por ser essa palavra sinônimo de dança e música ritual. Trabalham aqui todos os Exu que tem a ver com a arte, a musica, poesia, bohemia, ciganeria, malandragem, etc.

7) Reino da Praia
Governado por Exu Rei da Praia e Rainha da Praia. Dentro dele encontram-se todos os Exus que trabalham nas praias, perto d'agua ou ainda dentro dela, podendo ser salgada ou doce.



A lei de QUIMBANDA tem um CHEFE SUPREMO, a quem chamam de 'MAIORAL
DA LEI DE QUIMBANDA', entidade esta que se entende diretamente com os chefes das SETE LINHAS DA LEI DE UMBANDA,aos quais presta obediencia,recebendo e acatando ordens de SAO MIGUEL ARCANJO,por intermedio dles.
Divide-se a LEI DE QUIMBANDA da mesma forma que a LEI DE UMBANDA,isto e em SETE LINHAS e as subdivisoes tambem sao feitas de modo igual a outra.
E desta forma temos.

LINHA DAS ALMAS - chefe OMOLU - povo dos cemiterios
LINHA DOS CAVEIRAS - chfe JOAO CAVEIRA
LINHA DE NAGO - chefe GERERE-povo de ganga -(encruzilhadas)
LINHA DE MALEI-chefe EXU REI - povo d Exu(encruzilhadas)
LINHA DE MOSSORUBI-chefe CAMINALOA-selvagens africanos(zulus,cafes)
LINHA DE CABOCLOS QUIMBANDEIROS-chefe PANTERA NEGRA-selvagens
LINHA MISTA -chefe EXU DA CAMPINA ou EXU DOS RIOS -composta de 
espiritos de varias racas

Entre todos os espiritos Quimbandeiros,os mais conhecidos sao os EXUS,porque os exercitos deles sao enormes podrosos.Agem em todos os setores da vida na Terra e, desa forma,sao conhecidos os nomes de muitos chefes de Falanges e Legioes.
Todos os espiritos da LEI DE QUIMBNDA posuem luz vermelha sendo que o chmado MAIORAL possui uma irradiacao de luz vermelha tao forte que nenhum de nos suportaria sua aproximacao.

Existe a necessidade da existencia desses epiritos quimbandeiros.E atraves deles que pagamos nosss faltas,sofrendo a consequencia de nossas maldades e erros. Sao eles portanto,os agentes incumbidos de concorrer para as nossas provacoes,cosoante as faltas do passado,ou mesmo o presente.
SAO OS SENHORES DO CARMA

OS PERIGOS DA MEDIUNIDADE MAL ORIENTADA




A falta de doutrina e de comprometimento que existe, em muitas casas espiritualistas, coloca em risco a saúde física e psicológica dos médiuns.

Para se ter idéia, há casas que iniciam qualquer pessoa que tenha vontade em trabalhos de desenvolvimento mediúnico de incorporação.

E as pessoas que começam a frequentar os trabalhos, por não terem a menor noção do que é certo ou errado, se submetem.

Na verdade, existem casos em que a mediunidade de incorporação nunca vai se manifestar porque o médium deverá desenvolver outras formas de mediunidade.

Consequentemente, tentando fazer incorporar quem não deve, surgem atrapalhações de toda ordem.

A mediunidade deve ser desenvolvida de forma progressiva e individualizada, e o bom desenvolvimento do corpo mediúnico depende muito da firmeza e da competência do chefe encarnado do grupo e do espírito dirigente dos trabalhos.

Na Terra, a esfera material das diversas formas de religião é conduzida pelos encarnados, o que inclui a organização das casas, a orientação das pessoas e até a redação dos textos que explicam os fenômenos espirituais.

É justamente por se tratar de “coisa de humanos” que a religião muitas vezes é deturpada.

Se os espíritos de luz pudessem atuar sozinhos, várias situações inoportunas deixariam de acontecer.

Mas os trabalhos religiosos na Terra precisam da união do plano físico e do espiritual.

Sem o fluido animal dos médiuns, não é possível para os espíritos atuar em nosso nível vibratório.. Daí a grande importância dos médiuns e também da assistência nos trabalhos religiosos.

Quando um dirigente religioso, independente da linha em que trabalhe, se deixa envolver pelo ego, passa a acreditar que é dono-da-verdade e, o que é ainda pior, que é dono das pessoas sua mente se fecha para as orientações do plano espiritual que deveriam orientar sua conduta, porque sua vontade passa a ser mais importante. 

Quando o chefe dos trabalhos “se perde”, os espíritos não compactuam com os erros cometidos, mas respeitam o livre-arbítrio de todos. Ficam à parte, aguardando que a situação se modifique para novamente poderem trabalhar com seus médiuns.

As pessoas não ficam desamparadas, mas os espíritos não compactuam com o ego. Há trabalhos que, irresponsavelmente, surgem em função da vontade que têm algumas pessoas de dirigirem grupos. Se uma pessoa resolve iniciar uma sessão, a responsabilidade é dela. Os seus protetores não vão puni-la por isso, mas toda a carga que surge em função dos trabalhos vai ser também responsabilidade dela.

Surgem, em função disso, muitas complicações, para quem dirige e para quem é dirigido. Portanto, não bastando atrapalhar a si mesmo, o chefe deverá arcar com as consequencias do que provoca para o corpo mediúnico de sua casa.

O mesmo vale para quem decide que vai prestar “atendimentos espirituais” ou outros tipos de “trabalho” relacionados, sem as devidas proteções que só uma casa, com os devidos calços, pode ter.

Toda aplicação do dom mediúnico deve estar sobre a proteção de uma corrente espiritual e de uma chefia realmente capacitada.

Infelizmente, em muitas casas sem boa direção espiritual, exerce-se o hábito de desenvolver a mediunidade em pessoas obsediadas, causando-lhes desequilíbrios ainda piores do que a própria obsessão. 

São pessoas que, estando claramente doentes, são levadas a abrirem seus canais de mediunidade, irresponsavelmente, a fim de supostamente se curarem.

A pessoa perturbada chega nos trabalhos e é aconselhada a desenvolver… porque tem mediunidade. Deveria procurar entender o que acontece consigo, através da doutrina, e não sair procurando um lugar para “desenvolver” Situações como essa, ocorrem devido ao pouco conhecimento doutrinário dos dirigentes das casas e até dos médiuns que dão consultas, acreditando que estão falando pelos espíritos.

A mediunidade perturbada pela obsessão não merece incentivo.

No aspecto patológico, existem aqueles que, por desequilíbrios neurológicos, se comportam como vítimas de processos obsessivos.

Nestes casos, também é inoportuno o desenvolvimento das faculdades mediúnicas.

Mentores espirituais de casas honestas cuidam de tratar desses processos obsessivos até que os fenômenos cessem, e o enfermo, curado, possa retomar suas atividades normais e, quem sabe, desenvolver sua mediunidade.

Tudo está muito bem, se o médium está preparado, saudável e consciente de que desenvolver a mediunidade é o que realmente deseja e de que realmente precisa.

Por outro lado, se a pessoa está desequilibrada, doente, desenvolvendo algo que nem sabe exatamente o que é, possuir um canal aberto será algo muito perigoso. 

Em ambos os casos, haverá a possibilidade da comunicação com o mundo dos espíritos, e um médium despreparado não vai saber identificar, nem filtrar,mensagens boas de mensagens oriundas de espíritos obsessores.

Por isso, desenvolver a mediunidade em quem não está preparado permite que as obsessões se manifestam pelo canal mediúnico que foi aberto, ocasionando demências em diferentes graus.

A mediunidade não é causadora da enfermidade ou da loucura. É o seu desenvolvimento indevido que permite que um espírito obsessor dela se utilize para instalar, na mente de sua vítima, a enfermidade mental.

Pensar na mediunidade como causa desses distúrbios seria o mesmo que culpar a porta de uma casa pela entrada do ladrão. A porta foi somente o meio ou a via de acesso utilizada para a realização do furto, por negligência e desatenção do dono da casa.

Precisamos também conhecer a fadiga mediúnica. O exercício da mediunidade provoca perda de fluidos vitais do corpo do médium e tende a esgotar os seus campos energéticos. Por isso os dirigentes capacitados dedicam especial atenção e cuidado para com os médiuns iniciantes.

É comum encontrar médiuns desequilibrados, atuando em grupos espiritualistas, onde incluem-se até mesmo os brandos trabalhos de mesa kardecistas.

Em alguns casos, o descontrole psíquico pode levar o indivíduo à loucura,principalmente no caso das pessoas predispostas ao desequilíbrio. 

Convém que o dirigente espiritual esteja atento à conduta dos médiuns, para perceber indícios de anormalidade.

Mediunidade é uma atividade psíquica séria, e a ela só devem se dedicar pessoas que se disponham a ter conduta religiosa, ou seja, uma moral sadia e hábitos disciplinados.

A prática da mediunidade em obsediados é capaz de produzir a loucura.

A irresponsabilidade e incompetência de dirigentes nos critérios de admissão e instrução de seus trabalhadores pode culminar em demência. Basta imaginar a situação em que uma pessoa obsediada é submetida a entidades hipócritas.

É fácil imaginar que se estabelecerá um processo de fascinação que pode culminar em demência.

Lembremos que a humildade, a dedicação, a paciência e a renúncia são os caminhos do crescimento mediúnico.

O orgulho e os maus espíritos são seus obstáculos.

A mediunidade, assim como todos os dons, possui dois lados.

Se, por um lado, é fonte de abençoadas alegrias; por outro, pode ser também de profundas decepções.

Mas isso nunca deve ser motivo para que alguém desista de desenvolver a sua mediunidade, de cumprir a sua missão, pois ela é simples e gratificante na vida das pessoas que a abraçam como missão de serviço nas legiões do Grande Pai Oxalá.

Por Jorge Menezes

O QUE É MEDIUNIDADE REPRIMIDA?




É a mediunidade que está aflorada plenamente,
mas não disciplinada.

Muitas vezes o médium tem conhecimento do seu compromisso com a mediunidade,
mas, infelizmente, por uma conduta escapista diante dos compromissos com o Além, integra uma parcela significativa de encarnados desequilibrados psiquicamente, com
manias compulsivas, condutas anormais e estados alucinatórios.

As capacidades mediúnicas ficam abertas, mas represadas,destituídas de educação e exercício continuado, o que leva o medianeiro a ser um rádio receptor manipulado por
mãos que o “obrigarão” a sintonizar todas as estações a pleno volume, deixando-o extenuado e esgotado mentalmente pelo seu próprio descontrole.

Ramatis

O QUE É MESA BRANCA?




Mesa Branca é a prática da mediunidade espiritualista com base nos ensinamentos de Jesus e desenvolvida a partir das orientações de um ou mais guias espirituais (espíritos ou entidades que cuidam dos trabalhos da casa).

Apesar de estar presente em alguns cultos religiosos sob o nome de "Umbanda de Mesa" e "Sessão Astral", a Mesa Branca é praticada de forma independente e normalmente não está ligada diretamente a qualquer religião.

A "mesa" em si é um objeto indispensável nas sessões uma vez que serve de apoio e contato material para os trabalhos de um modo em geral.

É, em volta da "mesa", que os médiuns se reúnem para uma sessão; é a partir dela que é realizado um estudo, uma preleção, uma consulta ou uma comunicação mediúnica; é através dela, ainda, que os médiuns realizam seus trabalhos e é sobre ela que são colocadas as oferendas; é, enfim, por meio de uma mesa, que se faz o desenvolvimento e a aplicação da mediunidade espiritualista dentre os seus adeptos.

A prática de reuniões frívolas e trabalhos malfazejos que alguns realizaram no passado através do mediunismo de mesa, foi um dos motivos pelo qual se adotou largamente "a cor branca" para diferenciar e demonstrar a boa natureza das sessões promovidas pela casa.

A cor branca, segundo a cromoterapia, indica claridade, pureza e iluminação; representa a inocência, a verdade e a integridade do mundo; simboliza o caminho e o esforço em direção à perfeição.
É indicada para cura em geral, purificação e abertura à luz. 
Daí segue o motivo do nome: "mesa branca".


MESA BRANCA E ESPIRITISMO

Existe uma confusão muito grande em relação a Mesa Branca e o Espiritismo e isso talvez seja motivado pela semelhança que existe em alguns pontos, como por exemplo a comunicação mediúnica com os espíritos e a crença na reencarnação.

O Espiritismo é uma doutrina científica e filosófica codificada em 1857 por Allan Kardec. 

A Mesa Branca, por sua vez, é uma doutrina essencialmente religiosa, desenvolvida a partir das práticas mediúnicas do chamado moderno espiritualismo, não tem regras como no Espiritismo, as quais não permitem que seus adeptos estudem ou apliquem procedimentos que não constam em sua codificação. 

A Mesa Branca é uma prática livre que adota ensinos e procedimentos de outros seguimentos religiosos segundo as orientações dos seus guias.

A Mesa Branca é o produto aprimorado daquilo que se conhecia por mediunismo de mesa, cuja raízes surgiram muito antes de Kardec, que até então era conhecida por "telegrafia espiritual", e depois, por "mesa girante" ou "mesa falante", foi a responsável por chamar a atenção de Kardec e outros pesquisadores para o fato das manifestações dos espíritos ocorrerem a partir das mesas.

O QUE A MESA BRANCA ACEITA E O ESPIRITISMO NÃO
Algumas diferenças básicas entre um e outro

1º LIVRE PENSAMENTO e MEDIUNIDADE ABERTA. Em termos de ensino filosófico e prática mediúnica, a Mesa Branca aceita tudo o que os seus guias revelam nas sessões e as mantém como verdades e úteis a instrução de seus adeptos até que se prove o contrário pela experiência prática. 
O Espiritismo não, uma vez que está preso unicamente aos assuntos de sua codificação, regras estas bem definidas e das quais não se pode afastar.

2º ENERGIA dos ELEMENTOS: A Mesa Branca crê e trabalha abertamente com as energias vibratórias dos quatro elementos (Terra, Ar, Fogo e Água). 
O Espiritismo não.

3º ENERGIA dos NÚMEROS e das CORES: A Mesa Branca crê e trabalha abertamente com a vibração dos números (numerologia) e das cores (cromoterapia).
O Espiritismo não.

4º ENERGIA das OFERENDAS. A Mesa Branca crê e trabalha com a faixa vibratória produzida pelas oferendas.
O Espiritismo não.

5º INFLUÊNCIA dos ASTROS. A Mesa Branca crê e trabalha com a faixa vibratória produzida pelos Astros (Astrologia).
O Espiritismo não. 

6º IMAGENS, VELAS, CRISTAIS e INCENSOS. A Mesa Branca crê e trabalha com a influência das imagens, com a força vibratória produzida pelas velas, com o poder dos cristais e com a harmonização ambiente produzida pelos incensos. 
O Espiritismo não.

Povo de Aruanda

O QUE É MIRONGA??




Mironga é como chamamos a “magia” de preto-velho, a mandinga dos espíritos que se apresentam como negros idosos e sábios para ajudar os filhos que os procuram.

Aqui vão algumas mirongas que essa nega véia tem a ensinar para resolver as dificuldades do coração, muito comum nos queixumes e pedidos de auxílio dos filhos da Terra.
Leia tudo com muita atenção e principalmente, aplique isso no seu dia-dia.

1 – Aprenda a viver sozinho. Caso vc não consiga nem viver consigo mesmo, como poderá levar felicidade e alegria para outra pessoa? Primeiro relacione-se com seu eu interior. Depois busque alguém.

2 – Assuma a responsabilidade pelo seu relacionamento. Não é magia, inveja, ciúmes de terceiros, etc, que irá separar aquilo que o amor uniu.

3 – É claro que também nenhuma simpatia, reza ou trabalho irá unir ou “amarrar” aquilo que a falta de carinho desuniu.

4 – Simplificando: quem procura as coisas ocultas para resolver problemas sentimentais é imaturo. Ruim do juízo e doente do coração.

5 – Desapegue-se! Porque o amor é um sentimento livre. Um eterno querer bem. Um carinho incondicional. Quase um sentimento de devoção. Se vc “gosta” tanto de alguém, que prefere ele “morto” do que feliz com outra pessoa, escute: Isso não é amor! Simples ilusão disfarçando o egoísmo…

6 – Aprenda que ninguém irá te completar. Você já é completo! Mas quando um relacionamento é calcado no mais puro amor, muito do amado vive no amante, e muito do amante pra sempre viverá no amado. Quer milagre maior que esse?

7 – Melhor sozinho do que mal acompanhado! Sabedoria popular, mas o que têm de doutor e doutora que não consegue entender isso.

8 – Ponha o pé no chão e esqueça essa história de alma gêmea. Pare de enfeitar suas próprias desilusões com devaneios ditos espiritualistas. Encare a realidade de frente. 

9 – A vida vai passando, com ele/a, ou sem ele/a. E a morte se aproximando…

10 – Por isso, vão viver a vida meus filhos! Quem sabe ela não está guardando um presente para vocês? Não existe mironga maior que essa!

Vó Dita

O FUTURO DAS RELIGIÕES




As religiões sempre foram muito importantes para toda humanidade, porque sempre tivemos a necessidade de receitas ou de fórmulas para acessar Deus, em função de nossos níveis de consciência.
Mas o homem vem evoluindo e sua forma de ver o divino também.

Nos dias de hoje, percebemos que para o indivíduo moderno, a maioria das religiões não conseguem mais explicar com esclarecimento, sensatez e sobriedade, questões como por exemplo:

De onde viemos? 
Para onde vamos? 
Quem somos? 
Qual é a nossa missão?
Porque sou brasileiro e não jamaicano? 
Porque sou filho desse pai? 
Porque sou filho daquela mãe? 
Porque as pessoas morrem? 
O que é a morte? 
O que é o espírito? 
Como posso transformar a minha realidade de vida? 
Por que tenho essa realidade de vida?
Por que fico doente?

E todas essas, são algumas das poucas perguntas que não podem ser respondidas de forma coesa pela maioria das religiões do mundo. 

Mas essa não é a única limitação.
Muitas pessoas não suportam falar de Deus porque associam esse termo às insanidades ocorrentes no planeta, em que pessoas comuns se mutilam, fazem guerra, tudo para defender seus pontos de vista religiosos.

Chega de tanta ignorância e alienação!
O homem precisa sair dessa hipnose insana que vive quando o assunto é a sua essência divina. Temos que aprender a perceber que somos de natureza espiritual, entendendo as implicações em que isso resulta.

Não foram os Grandes Mestres que criaram as religiões, foram os homens comuns!
Suas idéias e lições amorosas sempre foram voltadas a práticas de um estilo de vida orientado a evolução do espírito, sempre de forma leve e bondosa, respeitando, perdoando e amando. 

Não existe um Deus que castiga, ou um Demônio que investe nas almas pecadoras, mas um universo que responde energeticamente a tudo que fazemos.

As religiões foram realmente importantes até os tempos mais recentes na história evolutiva da humanidade, só que precisam encerrar seus ciclos, que diga-se de passagem, dignos de aplausos (é claro que isso ainda demanda um pouco de tempo).
Só que agora, não mais comportam as necessidades e anseios que transbordam do coração das pessoas. 

Se elas continuarem assim como estão nos dias de hoje, acabarão por escravizar, tolher e atrapalhar a evolução de seus fiéis, que por sua vez, não devem ser fiéis às linhas religiosas, mas a um estilo angelical de vida.
A conduta moral não deve acompanhar apenas escrituras, mas principalmente princípios de bondade, equilíbrio e amor ao próximo como a si mesmo.

Não existem fórmulas ou métodos perfeitos, não somos capazes de expressar em palavras faladas ou escritas, a divindade universal. 
Qualquer tentativa, mesmo que bem intencionada e elaborada, ainda que crivada de muita sabedoria, mesmo assim seria um modelo rústico diante da grandeza da mente divina e do Grande Espírito que rege esse universo incrível.

E porque falar de tudo isso?

Simplesmente porque as pessoas estão distantes de Deus.
Um distanciamento que ocorre por ilimitadas causas. 
Falta de crença, ignorância espiritual, alienação, contrariedade, inquietação, conflitos, preguiça, e tantos e tantos motivos. 
O ser humano precisa de um estilo que se adapte ao jeito moderno e agitado de viver, que se ajuste a essa loucura toda que nós mesmos criamos. 
Ou seja, religião nenhuma, com suas estruturas dogmáticas e rituais rígidos conseguem acompanhar essa necessidade.
O que reforça ainda mais as limitações das religiões e a necessidade que encerrem seus ciclos e saltem para uma nova concepção. 

É importante evidenciar que, para muitas pessoas que tem preguiça de pensar, (ou até mesmo medo de buscar um conhecimento que gere uma reforma intensa) que precisam buscar no mundo exterior os ensinamentos e a conduta espiritual elevada, as religiões se mostram ainda importantes, porque estão sendo necessárias para esses níveis de consciência ainda existentes. 

Nesses casos, sem o amparo das estruturas religiosas tradicionais, o caos seria ainda maior, comprovando que muitas pessoas ainda não estão prontas para esse novo conceito evolutivo.

Na sua maioria, as pessoas não conseguem perceber Deus ou o Espiritual em suas vidas. 
Não podem compreender onde essa consciência seria necessária, mas a importância de caráter emergente se mostra quando assistimos o sofrimento diário das pessoas em seus conflitos e emoções atrapalhadas. 
Se o sofrimento ocorre demasiadamente, algo está errado.
Definitivamente! E se a compreensão da natureza e a importância da vida lhe é algo remoto, o alerta é ainda maior. 

As dores da alma estão borbulhando na crosta terrestre, e a natureza já dá sinais claros de que não anda nada contente...

Mas de que adianta falar tanto disso?
Muitas pessoas concordam com tudo que foi citado acima, acatam o pensamento de que nossa essência é divina e que precisamos nos conectar a ela.
Mas quando vão buscar esse Deus, essa compreensão, a confusão é grande.
Isso porque nossa educação sempre foi de cultuar um Deus que se mostra distante. Simplesmente, porque fomos ensinados ou conduzidos no passado a buscar um caminho religioso, que é muito diferente de buscar espiritualidade.

Um homem religioso é aquele que acata e segue os ensinamentos de uma determinada religião. 

Já um ser espiritualizado é aquele que busca um estilo de vida fundamentado em máximas de vida, como amor, perdão, respeito, independente de rótulos ou estruturas. 

A espiritualidade é um estado de consciência. 
Assim como céu e inferno também são, que dependem muito mais da conduta de cada um do que qualquer coisa. 
A espiritualidade é a verdade do espírito, que pode até ser aprofundada no aprendizado religioso, mas desde que não seja apenas por uma via ou receita. 
Precisa ser leve, universal, senão trancará a evolução do homem, inevitavelmente.

Mas como sabemos, embora você possa concordar com tudo que foi dito, acatar integralmente, ainda assim existe uma lacuna muito grande, quando o assunto é colocar essa espiritualidade na prática, que quer dizer viver a vida com a consciência espiritual. 
Sem punições, dogmatismos ou ritualísticas incompatíveis com a realidade terrestre atual, o que ainda não está impregnado em nosso nível de consciência.

Por isso a importância da busca espiritual livre e simples, que torne essa caminhada algo igualmente simples, principalmente que não se materialize no formato obsoleto de uma linhagem religiosa.
Mas que possa lhe ajudar a qualquer um no entendimento de que quanto maior for o nosso nível de consciência espiritual, maior também serão as nossas possibilidades de desenvolver felicidade real, duradoura.
Menor também serão os sofrimentos, os conflitos e as doenças da alma.
E principalmente, que tudo isso possa sim, ser feito na realidade do nosso dia-a-dia, sem dogmas.

Que possamos entender de forma gradual, tranquila, que o conhecimento e boa utilização de algumas naturezas do universo podem ser grandes aliadas na nossa caminhada por "aqui".

A busca espiritual não terá sentido se não melhorar a nossa história de vida, não nos fizer pessoas melhores ou não nos trouxer benefícios coletivos. 

Medite sobre isso e mergulhe nessa experiência!

sexta-feira, 1 de julho de 2016

HIERARQUIA E PODER  DENTRO DO TERREIRO



O Poder e a Hierarquia por Nelson Souza Ter poder, e ser de fato detentor de algum poder, são situações distintas em uma comunidade religiosa de Candomblé, isso no meu entendimento. Veja que sempre me refiro ao meu entendimento pessoal, porque o que escrevo é fruto da minha vivência religiosa. Caberia melhor dizer que é fruto da observação dos fatos e situações ao longo dos anos, com pessoas que possuem os mais variados desejos de poder, desde aqueles que rejeitam o poder que lhe é concedido, até aqueles que o desejam muito e intensamente e não medem esforços para conseguir o objectivo. A utilização do poder e da hierarquia numa Casa de Santo não está escrita em nenhum código explícito de conduta, nem mesmo está escrito de fato; a hierarquia e o poder existem pelo simples fato de ser assim e ponto final. Porém, são a hierarquia e o poder bem aplicados que mantém o grupo unido em torno de um objectivo ou de alguém, um líder. Mesmo se pensarmos em um trabalho filantrópico, sem fins lucrativos, perceberemos a hierarquia por trás do projecto; há sempre um líder, um catalisador, alguém a quem se prestam contas; e numa Casa de Santo não seria diferente. O que vejo de problemático neste modelo de hierarquia e poder concentrados em mãos pouco habilidosas para o trato com as pessoas, é o fato dessa hierarquia sacerdotal estar directamente ligada ao status que os postos de zelador, ogan, ekedi ou outro oiê dão a alguns dignatários sem preparo e sem cultura suficientes para exercer estas funções; que lidam directa e diariamente com pessoas, com emoções e sentimentos, com vidas. E, desta forma, o poder se torna um comércio e uma forma de se impor pelo medo. Para exercer correctamente o poder é necessário, além do “direito conquistado”, ter o reconhecimento e o respeito da comunidade. É necessário ser um líder nato, e não um mero ditador de normas. Os grandes nomes de nossa religião nem sempre tiveram educação formal completa, mas tinham carisma e sensibilidade. Portanto, a educação a que me refiro nem sempre é a formal, pois educação vem de família e, como somos uma família pergunto: - Como estamos então educando nossos filhos? Deve-se ter bem claro em uma comunidade quem é o líder e quem são os liderados. Falo em líder e liderados, não senhores e escravos. Frequentemente se confunde hierarquia com satisfação dos desejos do elemento mais graduado, confundindo liderança com imposição do medo. O bom líder orienta, o mau líder se aproveita da fraqueza do outro para diversos fins. Como disse antes, em nossa religião não há um código de conduta escrito e formal; cada zelador é livre para fazer ou desfazer o que bem entender da forma como bem entender em sua Casa. Logo, isso leva à formação de entendimentos particulares das noções de respeito à pessoa, e a hierarquia passa a só ter valor quando imposta de cima para baixo e de dentro para fora do grupo detentor do poder, sendo o restante do grupo relegado à condição de mantenedores do “status Real”. Casos típicos de confusão e de má conduta ética são os zeladores que, não tendo cultura ou educação (inclusive formal), quando empossados no comando de uma Casa não hesitam em tratar as pessoas com total desprezo, principalmente os membros da sociedade civil de maior prestígio que lhes frequentam as Casas. A mim parece um tanto de preconceito ou revanchismo. São pensamentos retrógrados e arraigados de que, fora da Casa, o filho de santo é um médico ou um doutor, mas uma vez dentro da Casa ele fará o que for ordenado, se humilhará e será humilhado. Esse comportamento, associado à falta de ascensão social e reconhecimento profissional do zelador fora do seu próprio meio social/religioso, cria situações de constrangimento e desagrado,  e acabam por excluir muitas pessoas que não compactuam com esse modelo. Educação talvez seja um bom começo. Não é porque não há um código de conduta que direccione o comportamento dos graduados que estes podem dispor das vidas, desejos, anseios e liberdades alheios da forma como melhor lhes convier. Somos, no mínimo, pensantes e temos sim direito ao bom e respeitoso tratamento, pois hierarquia e poder não pressupõe opressão. Pelos motivos acima, creio que o que constantemente leva uma Casa a perder seus filhos e ser reconhecida como um local não muito confiável é a falta de capacidade do seu quadro, do seu staff, que geralmente está mais envolvido em disputas internas e silenciosas pelo poder do que centrado no que realmente importa, que é a educação e crescimento dos membros da comunidade. E, nestas disputas, não se leva em conta a sobrevivência da própria Casa como instituição de amparo aos filhos; não se leva em conta nada, somente a obtenção do poder a qualquer custo ou a manutenção dele. Como disse anteriormente, há também os que rejeitam o poder. Estes não contribuem em nada e se colocam à margem das disputas, mas também não se posicionam contrários a estas. São como já li em um grande livro “Ogãns de bênção”, referindo-se às pessoas sem compromisso com a Casa. Não fala especificamente sobre os Ogãns, não há nenhum preconceito, refere-se à generalidade dos cargos e do status que eles proporcionam na comunidade, sem no entanto se envolverem profundamente com seus assuntos. Claro exemplo de dominação pelo medo se dá em uma consulta de búzios ou a uma Entidade, onde o objectivo principal é a busca de soluções e respostas para um determinado assunto, e essa consulta acaba por impor ao consulente uma série de outros assuntos que não são pertinentes, mas que dão status de grande adivinho ao zelador. Refiro-me aos casos como os declarados no próprio blog sobre informações desencontradas dadas por diferentes zeladores a respeito de um mesmo assunto. Sei que o jogo não é um tomógrafo de última geração, uma máquina programada para dar sempre os mesmos resultados com margens mínimas de erros, mas falo de percepções e de técnicas diferentes em que até o dia em que se consulta o jogo pode ter influência sobre a leitura. Uma coisa não muda em tudo isso, o interesse em ajudar ou ser ajudado do adivinho. O assunto é esse, eu em particular não jogo nem dou consulta, portanto em princípio não deveria falar dos que o fazem, mas, com liberdade para opinar e responsável em conjunto com a Manuela por divulgar a religião neste espaço democrático, não posso omitir este assunto. Esse é somente um item de um grande arsenal de formas usadas para impor o medo. No jogo/consulta se “vê” que o consulente “precisa urgentemente” fazer ou deixar de fazer, ter ou deixar de ter diversas coisas e é nesse ponto que começamos a diferir o poder de fato do poder imposto. Afinal, amedrontar uma pessoa se utilizando de um jogo ou de uma Entidade para obter vantagens é coisa fácil, o difícil é encontrar pessoas que queiram orientar e cuidar, dar carinho e uma palavra de conforto. Como disse, é difícil encontrá-los, mas graças aos Orixás pessoas sérias também ocorrem em grande número, pois afinal é para isso que são graduados e ocupam seus cargos. O objectivo deste texto é dizer que o poder deve ser utilizado para colaborar, para influenciar positivamente, para fazer crescer a comunidade e os filhos, portanto devemos, antes de nos entregar de corpo e alma, avaliar cuidadosamente que tipo de poder queremos exercer e a que tipo de poder estaremos sujeitos. A busca constante da felicidade conduz à felicidade. Não sei de quem é a frase, mas é bem interessante. Tomege do Ogum. fonte:http://suamidosun.blogspot.com


GUIAS,CONTAS,ROSÁRIOS




Elas tem um comprimento que deve ser abaixo do umbigo(chacra sacro-umbilical)que é para proteção do médium. Nas GUIAS,COLARES, são imantadas energias dos ORIXÁS,ENTIDADES, que servem como proteção contra ENERGIAS NEGATIVAS emanadas do próprio MÉDIUM ou durante os trabalhos de assisatencia espiritual a irmãos em desequilibrio,bem como as energias negativas existentes em determinados locais onde se reúnem entidades maléficas. Dizem que elas são os OLHOS DOS ORIXAS, é um canal que permite intercambio entre o MÉDIUM e a DIMENSÃO DO ORIXÁ ou ENTIDADE correspondente a firmeza. CONFECÇÃO:são feitas de contas de cristal ou louça,buzios,lágrimas de N.Sra, dentes,palha da costa,etc... Normalmente são confeccionadas seguindo o PADRÃO DA CASA. Elas obedecem uma numerologia e uma cromologia  adequada ou ainda de acordo com as determinações de uma Entidade. -Servem como pára-raios -são elementos ritualisticos -não devem ser usadas por outros médiuns AS GUIAS DEVEM SER TRATADAS PELOS MÉDIUNS COM TODO CARINHO E O MÁXIMO DE RESPEITO, POIS ELAS REPRESENTAM O ORIXÁ E A SEGURANÇA DO MÉDIUM. Na umbanda, as contas são feitas de pedras ou materiais naturais, e cada pessoa tem o seu rosário particular, confecionado com as cores correspondentes ao nível de desenvolvimento espiritual e à vibração energética. Os adeptos da Ordem Iniciática do Cruzeiro Divino, grupo religioso de umbanda de São Paulo, chamam de guias os fios de contas sagrados. Segundo eles, servem para proteger e manter boas energias.
HIERARQUIA  DAS ENTIDADES



Proximidade de Deus - Classe Subclasse MAIS PRÓXIMOS DE DEUS Trabalhadores da Lei de Amor e Caridade -Chefes de Linha -Chefes de Legião -Chefes de Falange -Mentores -Guias -Protetores Despertados para a Lei de Amor e Caridade - Coroados - Batizados MAIS AFASTADOS DE DEUS Indiferentes à Lei de Amor e Caridade - Atormentados Rebeldes à Lei de Amor e Caridade -Zombeteiros -Perversos A descrição abaixo é baseada no Livro dos Espíritos, de Alan Kardec. TRABALHADORES DA LEI DE AMOR E CARIDADE CHEFES DE LINHA Estes espíritos são os mais próximos de Deus, cujas ordens executam para manutenção da Lei de Amor e Caridade universal. São completamente purificados de todas as influências da matéria e reúnem em si as mais elevadas bondade, qualidade morais e suprema sabedoria espiritual, superior a dos demais espíritos. Os espíritos desse grau não mais necessitam sofrer provas, nem expiações e não estão mais sujeitos à reencarnação. Por estarem livre da influência da matéria, vivem em plena felicidade ao lado de Deus, nos mais elevados planos espirituais. Por causa de suas características, eles comandam as linhas de espíritos que desempenham um trabalho em prol da Lei de Amor e Caridade. Como chefes dessas linhas, compete a eles designar as missões das legiões espirituais, bem como auxiliar os espíritos que lhes são inferiores em seu aperfeiçoamento espiritual. Esses espíritos não incorporam, nem se manifestam aos encarnados, deixando esse tipo de ação para os que lhes são inferiores. Ainda assim, assistem aqueles em suas aflições e os estimulam à prática do bem. São classificados como espíritos puros no Livro dos Espíritos e como anjos, arcanjos, querubins, serafins ou devas em várias religiões, onde são considerados divindades benfazejas. CHEFES DE LEGIÃO A purificação de toda a influência da matéria é o que os caracteriza, reunindo em si elevada bondade, as mais elevadas qualidades morais e altíssima sabedoria espiritual, superior a dos Chefes de Falange. Os espíritos desse grau não mais necessitam sofrer provas, nem expiações e não estão mais sujeitos à reencarnação. Por estarem livre da influência da matéria, vivem em suprema felicidade nos planos superiores da vida espiritual. Por causa de suas características, eles comandam as legiões de espíritos que desempenham um trabalho em prol da Lei de Amor e Caridade. Como chefes dessas legiões, compete a eles designar as missões das falanges espirituais, bem como auxiliar os espíritos que lhes são inferiores em seu aperfeiçoamento espiritual. Esses espíritos não incorporam, nem se manifestam aos encarnados, deixando esse tipo de ação para os que lhes são inferiores. Ainda assim, assistem aqueles em suas aflições e os estimulam à prática do bem. São classificados como espíritos puros no Livro dos Espíritos e como anjos, arcanjos, querubins ou devas em várias religiões, onde são considerados divindades benfazejas. CHEFES DE FALANGE A purificação de toda a influência da matéria é o que os caracteriza, reunindo em si elevada bondade, as mais elevadas qualidades morais e elevada sabedoria espiritual. Os espíritos desse grau não mais necessitam sofrer provas, nem expiações e não estão mais sujeitos à reencarnação em corpos materiais perecíveis. Por estarem completamente livre da influência da matéria, vivem em suprema felicidade nos planos superiores da vida espiritual. Por causa de suas características, eles comandam as falanges de espíritos que desempenham um trabalho em prol da Lei de Amor e Caridade. Como chefes dessas falanges, compete a eles designar as missões dos espíritos que lhes são inferiores, bem como auxiliá-los em seu aperfeiçoamento espiritual. Suas manifestações, embora raríssimas, são sublimes e suas comunicações são extremamente bondosas e repletas de ensinos morais e espirituais, porém são restritas àqueles que procuram a verdade espiritual com boa-fé e que não os evocam por curiosidade ou com propósitos que fogem ao bem. Rarissimamente atuam através de trabalhos que exijam incorporação, deixando esse tipo de ação para os que lhes são inferiores. Ainda assim, assistem os encarnados em suas aflições e os estimulam à prática do bem. São classificados como espíritos puros no Livro dos Espíritos e como anjos, arcanjos ou devas em várias religiões, onde são considerados divindades benfazejas. MENTORES A associação de bondade, de qualidades morais elevadas e de elevada sabedoria espiritual é o que os caracteriza. Essa superioridade que possuem os tornam mais qualificados a transmitirem verdadeiros ensinamentos sobre o mundo espiritual, dentro do limites do que lhes é permitido revelar. Situam-se muitíssimo acima da condição geral média da humanidade, não apresentando qualquer apego às coisas do mundo material. Por causa disso, a encarnação destes espíritos no planeta Terra é rara e quando assim o fazem, cumprem a missão de servir de exemplo aos demais na evolução que se deve buscar. Suas manifestações são sublimes e suas comunicações são extremamente bondosas e repletas de ensinos morais e espirituais, porém são restritas àqueles que procuram a verdade espiritual com boa-fé e que não os evocam por curiosidade ou com propósitos que fogem ao bem. Raramente atuam através de trabalhos que exijam incorporação, uma vez que seus trabalhos de caridade não estão mais no campo de socorro a necessitados, nem no auxílio na evolução espiritual de um único indivíduo. A principal missão de um espírito neste grau é auxiliar na evolução espiritual de coletividades, seja de seres encarnados ou não. São classificados como espíritos superiores no Livro dos Espíritos. GUIAS A associação da bondade com as qualidades morais mais elevadas é o que os caracteriza. Não possuem conhecimentos ilimitados, dinheiro porém são dotados de uma capacidade intelectual que lhes faculta juízo reto sobre os seres humanos e as coisas. Situam-se muito acima da condição geral média da humanidade, não apresentando qualquer apego às coisas do mundo material. Suas manifestações não apresentam grosserias de quaisquer espécies e suas comunicações são extremamente bondosas e repletas de ensinos morais. Não se fazem muito atuantes através de trabalhos que exijam incorporação, uma vez que seus trabalhos de caridade não estão mais no campo de socorro a necessitados, embora muitas vezes ainda o façam. A principal missão de um espírito neste grau é auxiliar na evolução espiritual daquele de quem é guia e, em algumas ocasiões, de pessoas próximas a ele. São classificados como espíritos de sabedoria no Livro dos Espíritos. PROTETORES A bondade é neles a qualidade dominante. Ficam satisfeitos em poder prestar serviço aos seres humanos e protegê-los, porém seus conhecimentos são limitados. Situam-se acima da condição geral média da humanidade e não mais apresentam apego às coisas do mundo material. Suas manifestações não apresentam grosserias, seja de expressão, seja de linguagem, e suas comunicações são bondosas e repletas de bons ensinamentos. São bastante atuantes através de trabalhos que exijam incorporação, utilizando o corpo de seus médiuns como instrumento para praticarem a caridade para as pessoas necessitadas, através de passes e consultas. São classificados como espíritos benévolos no Livro dos Espíritos. DESPERTADOS PARA A LEI DE AMOR E CARIDADE COROADOS São espíritos que abandonaram quase que totalmente os trabalhos voltados para o mal ou as ações zombeteiras, tendo já demonstrado em suas ações que se esforçam na prática dos trabalhos voltados para o bem. Por causa desse seu compromisso com o bem, costumam sofrer verdadeiramente pelos males que ocasionaram aos outros. Situam-se pouco acima da condição geral média da humanidade, tanto no que se refere a moral quanto ao que se refere a conhecimento, e ainda conservam certo apego a algumas alegrias do mundo material. Suas manifestações apresentam pouca grosseria nas expressões e na linguagem e nas suas comunicações já é possível observar alguns ensinamentos dos espíritos mais elevados. São classificados como espíritos neutros no Livro dos Espíritos. BATIZADOS São espíritos que apesar de já terem sido despertados para os trabalhos do bem, ainda não abandonaram completamente os trabalhos voltados para o mal ou as ações zombeteiras, se dedicando a cada um deles de acordo com a influência que recebam de outros espíritos. Situam-se na condição geral média da humanidade, tanto no que se refere a moral quanto ao que se refere a conhecimento, e são apegados às coisas do mundo material, de cujas alegrias sentem falta. Seus conhecimentos sobre as coisas espirituais são restritos e, invariavelmente, acabam por misturá-los com suas próprias idéias e preconceitos. Suas manifestações ainda apresentam alguma grosseria nas expressões e na linguagem e suas comunicações não transmitem mais do que noções incompletas e, muitas vezes, errôneas sobre as coisas espirituais. São classificados como espíritos neutros no Livro dos Espíritos. INDIFERENTES À LEI DE AMOR E CARIDADE ATORMENTADOS São espíritos que conservam muito vívidas a lembrança e a percepção dos sofrimentos da vida corpórea, sofrendo por esses males tanto quanto sofrem pela condição em se encontram no mundo espiritual. Por causa das lembranças tão nítidas da vida corpórea, em muitas ocasiões esses espíritos acabam obsediando pessoas pelas quais se afeiçoavam quando encarnados, buscando nessa proximidade uma forma de amenizar seu sofrimento, sem, no entanto, entenderem os males que daí decorrem. Suas manifestações são caracterizadas pela expressão de dor e a linguagem repleta de lamentos, notando-se claramente o desespero e o sofrimento pelos quais passam. REBELDES A LEI DE AMOR E CARIDADE ZOMBETEIROS São espíritos maliciosos, levianos e mistificadores. Como espíritos metem-se em tudo e a tudo respondem, sem se incomodarem com a verdade. Gostam de causar pequenos desgostos e ligeiras alegrias, de intrigar, de induzir maldosamente em erro, por meio de mistificações e de espertezas. Em suas comunicações a linguagem de que se servem é amiúde, espirituosa e faceta, mas quase sempre sem profundeza de idéias. Aproveitam-se das esquisitices e dos ridículos humanos e os apreciam, mordazes e satíricos. Quando tomam nomes de seres considerados superiores, o fazem mais por malícia do que por maldade. São classificados como espíritos levianos no Livro dos Espíritos. PERVERSOS Os espíritos perversos são aqueles que se dedicam ao mal por prazer, fazendo dele o objeto de suas preocupações. Como espíritos, dão conselhos pérfidos, semeiam a discórdia e a desconfiança. Suas manifestações são caracterizadas pela grosseria das expressões e da linguagem e suas comunicações exprimem a baixeza de seus pendores, denotando sua inferioridade moral. Tentam se mascarar de todas as maneiras para melhor enganar, podendo até mesmo falar com certa sensatez em algumas ocasiões, porém não conseguem sustentar por muito tempo o papel e acabam sempre por se traírem. Por ódio ao bem, quase sempre escolhem suas vítimas entre as pessoas bondosas, procurando induzi-las à perdição e a sucumbirem nas provações, de forma a retardar-lhes o progresso espiritual, o que lhes causa grande satisfação quando o conseguem. Quando encarnados se tornam flagelos para a humanidade, pouco importando a categoria social a que pertençam quando nessa condição. São classificados como espíritos impuros no Livro dos Espíritos e como demônios, maus gênios ou espíritos do mal em várias religiões, onde são considerados divindades maléfica Livro dos Espíritos

quinta-feira, 30 de junho de 2016

O TEMPO DO ESPIRITISMO




O Espiritismo como compreensão religiosa adequada ao homem atual A chegada do Espiritismo é prova inequívoca da solicitude divina, orientando a humanidade. No momento em que o conhecimento científico encontrou suportes para derrubar o tradicionalismo místico-religioso, o homem ingressando na Modernidade, supera o teocentrismo, observando-se como responsável pela construção do seu mundo, compreendendo a informação evangélica: cada um recebe conforme suas obras. As bases morais deixadas com Moisés, avançadas por Jesus, presentes em diversas denominações religiosas e construções filosóficas, prosseguem nas informações ditadas pelos Espíritos desde a Codificação. Com Moisés, plantou-se a semente dos 10 Mandamentos. Melhorada geneticamente durante gerações, teve em Jesus o geneticista por excelência, que ofereceu a semente purificada: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. No entanto, os cultivadores humanos não conseguiram atinar com a conservação, a semeadura, os tratos culturais e a colheita. Assim, novamente manifesta-se o Plano Superior oferecendo o receituário sobre as técnicas de cultivo e a colheita dos frutos de felicidade: o Evangelho claramente pelo Espiritismo. Jesus é o legislador, o instrutor, o educador, o Mestre transmissor dos conhecimentos superiores, adaptados ao nível da compreensão humana. Os seus ensinamentos já traziam as bases do Espiritismo. Este, somente veio no momento em que já seria possível aliar ciência e religião. Compreende-se que o Cristo velou determinadas informações, de forma a torná-las compreensíveis no tempo certo: a reencarnação ele mostrou em Mateus (17:10), informando o retorno do profeta Elias, como João Batista, ou na passagem bastante conhecida em que fala do renascimento a Nicodemos (João, 3: 2-12). O homem da ciência conquista o espaço e penetra na intimidade dos átomos, compreende as diversas "moradas da casa do pai" (João, 14: 1-3) e o corpo espiritual citado por Paulo (1ª Cor., 15:44). A astronomia identifica inúmeros novos astros enquanto a física aprofunda-se mais e mais na matéria, encontrando somente energia. O Espiritismo vem cumprir a lei natural pois é resultado da evolução humana. Derrubou a divisa entre religião e ciência, inaugurando o conhecimento acerca do mundo não-material, ou espiritual (céu, inferno e purgatório, no cristianismo). Quando a física quântica expõe um universo formado por energia e pensamento, o Espiritismo chegou explicando sobre a ação dos Espíritos nos fluidos, por meio da vontade e do pensamento. Assim, entende-se porque o Cristo recomendou o "vigiar e orar", revelando nossa função co-criadora do mundo em que habitamos. O Espiritismo lança luzes sobre os erros e esclarece como adotar atitudes acertadas. Obedecer as leis divinas é indispensável. A humildade chama no portão, apontando o universo perfeito na imensidão sideral e na infinitude subatômica. O cultivo do amor não é mais um sonho, porque sabe-se que a matéria é efêmera e a espiritualidade é o real em transição, em virtude do transitório nível de conhecimento dos Espíritos. [Baseado no Evangelho Segundo o Espiritismo – cap. 1]

O QUE É UM FALANGEIRO?meuip.co



É aquele que mais se aproxima do Orixá. Como na Umbanda não temos manifestações dos Orixás, o FALANGEIRO vem como um mensageiro do ORIXÁ, sabemos que o mesmo não é ORIXÁ,mas está num grau superior as Entidades. - o FALANGEIRO dificilmente fala. RESUMINDO: o FALANGEIRO na Umbanda se apresenta dando o nome do Orixá chamado,como: -Ogum,Oxóssi,Oxum,,Xangô,etc... A função das Entidades pertencentes as falanges é justamente descer a terra e executar o trabalho ordenado pelo ORIXÁ, Elas são portadoras da força da Divindade (os Guias). FALANGE é o mesmo que LEGIÃO, é o agrupamento de espiritos que atuam em um determinado plano espiritual, ou seja, em uma determinada faixa de vibração,falangeiros dos Orixás,Caboclos,P.Velhos,Exus,P.Giras,Ciganos,Ibeijada,etc... Isso explica por que podemos encontrar Entidades do mesmo nome atuando em locais diferentes a mesma hora, ou até no mesmo local,as Entidades trabalham em multiplicidade,cada uma conservando o nome e as caracteristicas do chefe da falange que compõe. ---O FALANGEIRO PISA ONDE O ORIXÁ NÃO PISA.meuip.co

quarta-feira, 29 de junho de 2016

ONDE VIVEM OS CABOCLOS





Muitos companheiros que militam no Movimento Umbandista já ouviram falar que os Caboclos quando se despedem do terreiro onde atuam incorporados em seus médiuns, dizem que vão para a cidade de Juremá. 

Outros falam subir para o Humaitá, e assim por diante.

Sabemos, no entanto, que os Caboclos não voltam para as florestas como ordinariamente voltam os que lá habitam.

No espaço, onde se situam as esferas vibratórias, vivem os Caboclos agrupados, segundo a faixa vibracional de atuação, junto a psico-esfera da Terra.

São verdadeiras cidades onde se cumpre o mandato de Oxalá assim determinou, colaborando com a humanidade.

Estes agrupamentos se dividem em sete, pois sete são as faixas de atuação vibratória onde os Caboclos irão desenvolver e aperfeiçoar seus médiuns, para os trabalhos realizados nas sete esferas do espírito.

É para as cidades espirituais que os Caboclos responsáveis pelos diversos terreiros levam os médiuns, dirigentes e demais trabalhadores, para aprenderem um pouco mais sobre a Umbanda.

Portanto, Caboclo não se dilui no ar e depois volta a se agrupar em moléculas, para descer em seus aparelhos, a fim de dar prosseguimento aos serviços de caridade.

Estas moradas possuem grandes núcleos de trabalhos diversos, onde o Caboclo faz sua evolução, contrariando o que muitos irmãos da Terra, que pensam que Caboclo tudo pode, tudo sabe e tudo faz.
Enganam-se os que assim pensam, uma vez que o espaço é povoado de seres dos mais diferentes níveis de formação intelecto-moral.

O antigo habitante das matas quer ser mais do que guerreiro, quer alcançar seus antigos mitos pela transformação. 

Os Orixás, que são emanações do pensamento do Deus-Pai, que está além da personalidade humana que lhe queiram dar as culturas terrenas, fazem descer a mais pura energia-matéria para ser trabalhada pelos Caboclos no espaço-tempo das esferas que compreendem a Terra, morada provisória de alguns espíritos em evolução. 

Lá, na morada de luz dos Caboclos, existem outros espíritos aprendendo o manejo das energias, das forças que estabelecerão um padrão vibratório de equilíbrio para os consulentes que vêm às tendas de caridade em busca de um conforto espiritual.

Estas "aldeias" se locomovem entre as esferas, ora estão em zonas próximas às trevas, socorrendo espíritos dementados, ora estão sobre algumas cidades do plano visível, etéreas, ou sobre o que resta de florestas preservadas pelo Homem.

De lá extraem, com a ajuda dos Elementais, das criaturinhas que compõem o reino dos encantados, os remédios para a cura dos males do corpo.

É preciso que os filhos de fé se aprofundem em conhecimentos espirituais para que seus Caboclos possam revelar o mundo invisível, segundo o que é permitido e necessário, para que os umbandistas conheçam melhor um pouco mais além do ritual e práticas física verificadas no terreiro.

Caboclo é mais que um espírito que pode ter sido um índio e que deixou a matéria pelos braços do desencarne.

Em nossas andanças pelo espaço, temos visto muitos Caboclos tristes com aqueles que somente buscam seus préstimos para a solução da vida material e, em alguns casos, para atender a pedidos efêmeros.

Alguns Caboclos ficariam felizes se pudessem levar seus médiuns até as cidades da Juremá.

Entretanto, a falta de compreensão, entendimento, desprendimento e o espírito de caridade de poucos, são os que os mantêm afastados até a hora derradeira.

Preparem-se meus filhos, a fim de seguir os passos de seus Guias de luz. Somente os que buscam exercer a mediunidade conscientemente, como verdadeiros sacerdotes humildes da Senhora da Luz, compreenderão que para chegar a Aruanda, terão primeiro que provar do cálice da amargura que o Senhor provou.

Somente assim poderão encontrar o caminho de volta, sem atalhos tenebrosos e interpretações errôneas sobre a Umbanda, que não divide seus filhos, mas sim vem para reuni-los em torno de uma só bandeira, a da Luz. 

O único sacrifício que a Umbanda pede é o aperfeiçoamento moral de seus tutelados, na completa identificação com a caridade.

fonte:Jornal Umbanda Hoje


terça-feira, 28 de junho de 2016

Linha de Caboclos



Estou aqui para oferecer um resumo de minha opinião em relação a essa linha, 
nesse caso me limitarei apenas a ela tentando elucidar apenas um pouco do
 culto de outras casas.

São espíritos que em sua encarnação foram índios, oriundos das mais variadas
 regiões de nosso globo, plasmam-se como espíritos que viveram grande parte
 de sua vida ou toda a sua vida, na floresta, no bom relacionamento com a 
flora e fauna da região onde viviam.

Gostaria de fazer uma ressalva, que muitos índios, mesmo antes de 
entrarem em contato com a ciência do homem branco, possuíam uma 
cultura extremamente avançada, infestada de parábolas e excepcionais 
filosofias de vida, o interessante, é que muito desse conhecimento, 
assemelham-se à cultura oriental.

Na Umbanda, eles representam a jovialidade, a força, a juventude,
 o período mais longo de nossas vidas, onde adquirimos o senso de
 responsabilidade, formação sólida de caráter e onde toda a nossa
 inteligência e conhecimento transmutam-se em sabedoria. São
 espíritos que se apresentam de forma séria, exímios trabalhadores
 nas demandas, curas e limpezas etéreas, muitos caboclos
 apresentam-se como verdadeiros conselheiros, amigos, sempre 
dispostos a fornecer uma palavra de coragem e ânimo, outros 
caboclos já não são muito de consultas, atuam mais no desmanche de
 feitiços e outras cargas deletérias que absorvemos direta ou indiretamente 
do astral.

A Falange de caboclos é muito vasta, muitos atuam nas mais variadas égides,
 como a de Xangô, Ogum, Oxossi, entre outros orixás, dependendo da
 vibração da qual o caboclo atua, ele tem uma característica peculiar, 
uns são exímios curandeiros, outros guerreiros vencedores de demanda, 
outros muito velhos, servindo como ótimos amigos e conselheiros é 
uma falange que não possui uma característica padrão em relação ao 
comportamento da entidade.

Sua cor geralmente é o verde, em alguns casos acrescenta-se o branco,
 mas pode variar dependendo da vibração atuante do caboclo, seu 
próprio fio-de-conta pode variar. Suas oferendas geralmente são frutas, 
flores, alguns solicitam charuto e cerveja em suas oferendas, já vi casos
 de caboclos solicitarem vinho branco ou tinto. O pano que cobrirá
 a oferenda também dependerá do caboclo bem como o local da 
entrega. Alguns recebem em matas fechadas, outros sobre uma pedra,
 outros mais próximo a um rio, outros em campos altos e de grama rasteira,
 também dependerá da forma que seu caboclo trabalha e o local escolhido
 para ele transmutar as energias, cada entidades tem o seu campo santo 
mediante a vibração que atua, portanto, cada qual tem um local
 determinante para abrir os seus portais. Sua saudação é Okê Caboclo.

Os caboclos costumam trabalhar com todos os elementais, seja o fogo 
da vela aliado à fumaça do charuto, onde também representa o elemento ar, 
a água, a terra, os vegetais. São os verdadeiros guerreiros de Umbanda, 
sendo muito respeitados pelas demais linhas, geralmente são os 
responsáveis pelo ori do filho, o mentor de toda a corrente umbandista
 do médium.

Muitos são os espíritos que atuam sob essa roupagem fluídica, 
costumo dizer que o caboclo é o alicerce de uma casa de Umbanda,
 dentro de minha crença, são as entidades que têm total autonomia 
sobre os exus.

Os caboclos, dependendo da vibração da qual estão imantados, 
ou seja, energizados, apresentam uma característica diferente, 
como citado acima. Gostaria apenas de salientar que todos os caboclos 
possuem a sua vibração original, mas isso não impede que ele 
possa atuar sobre outras vibrações, por exemplo, o senhor Pena Branca
 é um caboclo onde sua vibração original é oriunda de Oxalá,
 mas já vi outros caboclos que trazem o mesmo nome, atuando 
sob a vibração de Oxossi ou até mesmo Ogum.

Ocorre muita confusão em relação a isso, outro exemplo típico é o Sr.
 Pena Dourada, originalmente ele é de Oxum, mas já o vi atuando 
também em filhos de Oxossi. Mas a título de referência, de acordo 
com a minha experiência, tentarei esmiuçar abaixo de acordo 
com as minhas experiências: 

Caboclos de Oxalá

 A vibração de Oxalá é aquela que nos traz a Paz, a Pureza de Espírito, 
são caboclos que atuam na camada mais sutil do Centro, em nossos centros 
psíquicos, nos preparando para os trabalhos litúrgicos dentro do terreiro.
 Falam muito baixo, costumam conversar, atuam também na área de
 saúde. Muitos ocupam cargos de chefia dentro da falange dos 
caboclos e dos próprios templos.

Alguns caboclos que atuam nessa vibração são Pena Branca, Águia Branca,
 Urubatão da Guia, Tupã, Aimoré, Caboclo do Sol.

 Caboclos de Iemanjá

 São caboclos que em sua enorme maioria trazem o poder da cura, por
 serem exímios manipuladores da água, o elemento da vida, 
possuem grande capacidade para curar, regenerar tecidos recuperar
a vitalidade de cada órgão das pessoas. Não são muito sérios, costumam 
falar mais que os caboclos de Ogum ou Xangô, existe muitas caboclas
 também sob a vibração de Iemanjá, geralmente são caboclos que atuam
 na praia ou no mar.

Entre os caboclos mais conhecidos dessa vibração estão Jurema da
 Praia, Iara, Ondina, Jandira, Jacira, Caboclo da Lua, Beira-Mar, Ubirajara.

 Caboclos de Ogum

 Geralmente são sérios, atuam mais na Ordem do centro, inibindo a ação 
de entidades maléficas e desmanchando demandas, são austeros, 
destemidos e onde atuam a Paz deve existir, por trabalharem sob uma
 vibração que representa a força, o desejo de vitória, limitam-se apenas 
em trabalhar vencendo as Guerras que cercam os templos Umbandistas,
 atuam na limpeza da Egrégora da casa.

Alguns deles são: Rompe-Mato, Beira-Mar, Pena Vermelha, Quebra-Ferro,
 Rompe-Ferro, Sete Estradas, Sete Lanças, Sete Escudos, Sete Ondas.

Caboclos de Xangô

A Vibração de Xangô é a Justiça Carmica, é a Lei irrevogável e onipresente
 Cosmica, são caboclos extremamente sérios, falam muito pouco, atuam
 também no trabalho de desmanche de feitiços, fazendo prevalecer a 
justiça para com os adeptos necessitados, alguns são exímios feiticeiros,
 curandeiros e quimbandeiros, assim como a maioria dos caboclos
 de Ogum, os caboclos de Xangô também atuam na esquerda e na
 direita em sua maioria, a Justiça deve prevalecer independente do
 que aconteça. Alguns caboclos de Xangô estão diretamente ligado aos
 exus, que são os soldados do astral que auxiliam na Ordem das coisas.

Seus brados de guerra são muito intensos e breves.

Entre alguns caboclos estão Treme-Terra, Cachoeira, Mata Virgem,
 Rompe Pedra, Sete Luas, Caboclo do Vento, entre outros.

Caboclos de Oxóssi

De todos os caboclos, são os que mais falam, é a vibração que 
representa todos os caboclos em geral, costumam apresentar-se
 como bons conselheiros, ótimos curandeiros e benzedeiros.

Alguns caboclos que atuam sob a égide de Oxossi Guaraná,
 Jurema, Sete Encruzilhadas, Sultão das Matas, Araribóia, Cobra Coral,
 etc.

Caboclos de Oxum

São caboclos que trazem todo o encantamento e doçura dessa vibração, 
Oxum é a vibração de uma verdadeira mãe, protetora, amiga e sábia, 
assim são os caboclos que atuam sob essa vibração.

Alguns caboclos que já presenciei de Oxum são Pena Dourada,
 Iracema, Indaiara, Jandira, Jurema dos Rios, etc.

Caboclos de Obaluaie

São muito poucos caboclos que atuam sob essa vibração, são caboclos
 muito sérios, falam muito pouco e costumam também realizar seus
 trabalhos na esquerda. Seus brados de guerra geralmente são muito 
curtos e ocos.

Alguns caboclos da linha de Obaluaie/Omulu são Arranca-Toco, 
Vira-Mundo, Urutu, etc.

Algumas vibrações como Nanã, Iansã, Oxumaré, geralmente transmitem
 aos seus filhos boiadeiros, o caboclo que o filho trabalha durante 
os trabalhos Umbandistas, geralmente é o do segundo orixá de seu ori.
 Raros os casos, por exemplo, de um caboclo de Iansã, como até mesmo 
o Ventania, que para mim sua vibração é oriunda de Xangô ou até
 mesmo Sete Flechas, que eu já vi muita filha de Iansã trabalhando.

Geralmente essa linha é evocada na abertura, para limparem a casa 
de todos os malefícios que eventualmente ali adentram, em minha opinião,
 é a linha de maior poder espiritual que atua sobre a egrégora da Umbanda,
 em outras palavras, em termos de força guerreira; É uma linha que
 respeito muito e acho de ilibada importância para os trabalhos umbandistas.

Os caboclos também são constituídos de nômades que atuavam no 
Oriente, já vi alguns caboclos se plasmarem totalmente vestidos, com
 roupas longas, denotando uma descendência mais oriental, vale 
lembrar que os índios do norte da América também utilizavam roupas.
 Muita são as tribos que atuam nos trabalhos de Umbanda, apenas
 citando alguns: Sioux, Apaches, Chippeway, Comanches, Iroqueses, 
Navajos, Peles-Vermelhas, entre outras tribos do norte da América, também
 temos a presença dos Incas, Maias e Astecas que situavam-se mais 
na América Central e a vasta quantidade de tribos brasileiras, como
 Tupiniquins, Tupinambás, Aimorés, Tupis, Tamoios, Guaiacurús, entre
 outras tribos, onde alguns caboclos receberam como nome de trabalho,
 o nome de sua própria tribo.

Outro aspecto importante que já vi acontecer em terreiros, é o médium 
de qualquer forma querer ter um cacique, vale salientar aqui que em
 nem todos os casos, o cacique é o que possui maior luz, maior hegemonia 
sobre os trabalhos, vale lembrar que o tempo de trabalho e a intensidade do
 trabalho de uma entidade é o que determina seu conhecimento, experiência
 e nível evolutivo, e como eu sempre digo, cada qual na sua função. 
Nas tribos existiam diversos cargos, como os guerreiros, entre eles, havia
 o seu chefe de Guerra, os Xamãs, que em algumas tribos também são 
conhecimentos como pajés, que eram os curandeiros da tribo,
 muitos eram conselheiros e exímios manipuladores de energia, 
tinha os vigias, os caçadores, entre outros grandes cargos dentro de 
uma mesma tribo. O seu pode não ser cacique, pode não ter o penacho
 até o chão, mas isso no mundo espiritual nada quer dizer, mais vale o 
grau evolutivo e a forma altruísta de trabalho do seu caboclo ao 
tamanho do seu penacho. Eu já trabalhei com quatro caboclos, dentre eles,
 apenas o Sr. Pena Branca era cacique, o meu chefe de ori, Sr Urubatão 
da Guia era um xamã entre os peles-vermelhas, o caboclo do Sol um 
curandeiro e feiticeiro e o Rompe-Mato um guerreiro austero.

 Essa é a linha de caboclos, sempre solicitados nas demandas, 
sempre solicitados quando é necessário a Ordem na Casa e geralmente 
são os chefes de congas nos terreiros de umbanda, o guia representante 
da vibração do seu médium e o responsável pelo comando da corrente 
umbandista de seu filho.


Saravá a Linha de Caboclos.

Okê Caboclo!