segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Pular 7 ondas ou manter o bom senso? Por Pai Antonio das Almas.



Amados filhos, que a luz do Grande Criador possa brilhar em vossos corações!
Chegamos ao final de mais um ano filhos e "do lado de cá" onde nos encontramos com certa preocupação revemos os preparativos para os "festejos de passagem", pois encontramos nos dias de hoje a mente humana ainda envolta na crença de que as reais mudanças morais e espirituais em suas vidas provenha dos cultos exteriores.
E dentre este "mar" de ilusões encontramos novamente como tema deste enredo o santuário natural de "YEMANJÁ" como palco para excessos, desinformação e desregramento levando este cenário sagrado da natureza não somente como ponto de forças de uma Mãe Orixá tão amada e respeitada na Umbanda, mas também como um ponto de equilíbrio energético para nosso planeta a uma caricatura semelhante a um filme de terror e catástrofe.
Sei que minhas palavras pesam e muito nos corações de alguns filhos, como nego velho que sou e com o compromisso que assumo com o resgate da espiritualidade dentro da Umbanda, não costumo desde a época da Senzala  ter a língua presa e não seria aqui filhos amados que o pai iria trancar ela!
Encontramos na passagem de ano, inúmeros filhos que passam os 364 dias do ano MENTINDO, ENGANANDO A SI PRÓPRIO E A SEU SEMELHANTE, DISTANTE DO SAGRADO E DAS COISAS DE DEUS LEMBRANDO DO MESMO SOMENTE NOS MOMENTOS DE APERTOS SENTIMENTAIS OU MATERIAIS, levando uma vida de ilusão e desregramento e acima de tudo DESCONHECEDOR DAS LEIS SAGRADAS DA UMBANDA, levando flores, champanhe ou mesmo acendendo velas nas diversas praias rogando a força de quem desconhecem para ter um ano de prosperidade. Desconhecedores do termo PROSPERAR, levam a luxúria para o mesmo santuário onde vão pedir bênçãos já praticamente embriagados e esperam nesta ilusão de crença e dogmas alcançar alguma graça.
Filhos já é tempo de acordarmos nossas consciências para compreensão de que a verdadeira transformação sempre parte de dentro para fora.
Fazer uma avaliação de como você tem conduzido vossa vida, vossas atitudes e desenvolver espírito de transformação sabendo que toda mudança requer resignação e luta moral, são um bom atalho para que os resultados tão esperados possam começar a acontecer.
Vestir o brando, acender vela ou ainda derramar champanhe no mar acreditando que a SENHORA DAS MARÉS ficará grata por isso é o mesmo que assinar um atestado de ingenuidade e pobreza espiritual, pois as atitudes devem ser interiores conhecidas como REFORMA INTIMA.
QUAL A MELHOR OFERENDA PARA QUALQUER ORIXA? Seu amor a Deus, a natureza e seu respeito para consigo e seu próximo, afinal JESUS, OXALA ou como desejem chama-lo nos ensinou no primeiro mandamento:"AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS E A TEU PRÓXIMO COMO A TI MESMO"
Filhos, já é hora de revermos nossos conceitos sobre Deus, espiritualidade e espiritualismo para que possamos dentro da lei do bom senso manifestarmos nosso culto do coração, com o coração e de coração.
Vá até o mar, contemple nele a grandeza de Yemanjá e a sabedoria de DEUS em sua criação e humildemente faça sua prece não rogando a Deus ou Yemanjá que resolvam e abram seus caminhos, mas que lhe possam dar "direcionamento" espiritual para que você mesmo não os feche novamente.
Bom senso, não é uma palavra meus filhos é uma atitude que todo filho de Deus e dos Orixas deve aprender a cultivar dentro de si.
Na bênção de DEUS  e força dos ORIXAS,
 
 
Mensagem de Pai Antônio das Almas.
            Recebido por GÉRO MAITA.

Dia 06 de Janeiro - Dia de Reis - Os 3 Reis Magos












Tendo, pois, Jesus nascido em Belém de Judá, no tempo do rei Herodes, eis que magos vieram do Oriente a Jerusalém.
Perguntaram eles: Onde está o Rei dos Judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo...
E eis que, a estrela que tinham visto no Oriente, os foi precedendo até chegar sobre o lugar onde estava o menino e ali parou.
A aparição daquela estrela os encheu de profunda alegria. Entrando na casa encontraram o menino com Maria, sua mãe.
Prostrando-se diante dele o adoraram. Depois abrindo seus tesouros, ofereceram-lhe como presentes:
Ouro, Incenso e Mirra.
(Evangelho Segundo São Mateus 2:1-11)


 No dia 6 de janeiro comemora-se o Dia dos Reis Magos. A noite do dia 5 de janeiro e madrugada do dia 6 é conhecida como "Noite de Reis". Na tradição cristã, o dia 06 de janeiro representa o dia da visitação dos três Reis Magos do Oriente ao Menino Jesus, representando que o Cristo não vinha ao mundo apenas para o povo judeu, mas para todos os povos habitantes da Terra. A data também é chamada de Epifania (do grego: Ἐπιφάνεια: "a aparição; um fenômeno miraculoso"), pois marca a primeira manifestação de Jesus aos povos.

De acordo com a Bíblia, Jesus deu-se a conhecer a diferentes pessoas em diferentes momentos, mas a primeira Epifania propriamente dita é justamente a aparição aos magos do Oriente (como está relatado em Mateus 2, 1-12) e que é celebrada dia 6 de janeiro.

A chegada dos reis magos corroboraria a profecia contida no Salmo 72: "Todos os reis cairão diante dele". A comemoração do Dia de Reis surgiu no século VIII. 

Na época do nascimento de Jesus, mesmo os povos pagãos já tinham noticias de sua chegada e esperavam pelo Salvador. Deus os recompensou pela retidão com a maravilhosa Estrela, reconhecida pela sabedoria de suas mentes como o sinal a ser seguido, para orientação dos seus passos até onde se achava o Menino recém-nascido. 

Foram eles que mostraram ao mundo o cumprimento da profecia de séculos, chegando ao palácio do rei Herodes, de surpresa e perguntando “pelo Messias, o recém-nascido rei dos judeus”. "Sendo por divina advertência prevenidos em sonho a não voltarem à presença de Herodes, regressaram por outro caminho a sua terra" (Mt 2, 12). Nada mais as Escrituras dizem sobre essa história cheia de poesia, não havendo também quaisquer outros documentos históricos sobre eles. Mas, os magos não o temeram, prosseguiram sua busca e O encontraram. 

Como se pretendia dizer que representavam os reis de todo o mundo, representando as três raças humanas existentes, em idades diferentes, Melquior entregou-Lhe ouro em reconhecimento da realeza; Gaspar, incenso em reconhecimento da divindade; e Baltasar, mirra em reconhecimento da humanidade. 

Melchior ou Belchior partiu da região que hoje é a Europa (terra dos caldeus), levando ouro ao Messias, rei dos reis. O ouro simbolizava a nobreza e representava a realeza do menino Jesus.

O presente do rei Gaspar, que partiu da Índia, foi o incenso, como alusão ao caráter divino do menino Jesus. Ainda segundo a tradição cristã, o incenso simboliza a fé e a fumaça do incenso queimando nos templos representava as orações subindo a Deus.

O Rei Mago Baltazar saiu da África possivelmente do Reino de Sabá (terra misteriosa que seria o sul da Península Arábica, terra também conhecida pelos etíopes como Abissínia),  levando para o menino mirra, um presente comumente ofertado a profetas. A mirra é um arbusto do continente africano, onde é extraída uma resina para preparação de medicamentos. A palavra mirra significa "amargo" em hebraico, e para muitos remete ao sofrimento e morte que esperavam por Jesus. Para outros, representa a imortalidade de Cristo.

Quanto a seus nomes, Gaspar significa “Aquele que vai inspecionar”, Melquior quer dizer: “Meu Rei é Luz”, e Baltasar se traduz por “Deus manifesta o Rei”.

Estes presentes confirmam o caráter de Jesus - REI, SACERDOTE E PROFETA - como símbolo do reconhecimento que aquela criança pobre que acabara de nascer haveria de se tornar um grande líder mundial e o salvador do mundo. No ritual da Antigüidade, o OURO era o presente para um rei, o OLÍBANO (incenso) para um religioso representando a espiritualidade e a MIRRA para um profeta (a mirra era usada para embalsamar corpos e, simbolicamente, representava a imortalidade).

Santo Agostinho comentou a adoração dos reis Magos que vieram do Oriente: “Ó menino, a quem os astros se submetem! De quem é tamanha grandeza e glória de ter, perante seus próprios panos, Anjos que velam, reis que tremem e sábios que se ajoelham? Quem é este, que é tal e tanto? Admiro de olhar para panos e contemplar o céu; ardo de amor ao ver no presépio um mendigo que reina sobre os astros. Que a fé venha em nosso socorro, pois falha a razão natural”.

Desde 1164, os restos mortais dos três reis estão numa urna de ouro na catedral de Colônia, em Köln.

Os europeus são mais ligados a esta data do que os brasileiros, mas no interior do Brasil, principalmente no Norte e Nordeste, ainda encontramos comunidades que promovem o Reisado ou Festa da Folia de Reis. A festa envolve música, dança, celebração religiosa e orações. Aqueles que recebem a visita do Reisado (simbolismo que corresponde aos 3 reis magos em visita a Jesus) em suas casas devem oferecer graciosamente comida a seus integrantes, que realizam toda sua performance de tradição folclórica-religiosa local, enaltecem o hospitaleiro, agradecem pela comida e seguem para o próximo destino.

No dia de Reis os devotos fazem simpatias com a finalidade de atrair prosperidade. A romã é símbolo de abundância, de acordo tradição judaica, também representando a fertilidade, pois a fruta lembra um ovário e suas sementes, os óvulos.

Nos cultos de origem africana é dia de agradar o ODU OBARÁ MEJI (6), o odu da riqueza, regido por Xangô, Oxóssi, Ossanhe, Logun-Edé. Em alguns axés, louva-se o Orixá Ossanhe (em Angola, corresponde ao Inkise Catende; no Jeje, ao Vodun Agué).

Assim como a Estrela guiou os Reis Magos até Jesus, a fé deve nos levar até Ele todos os momentos da vida, para que esta tenha sentido. Que a Estrela da fé – assim como a Estrela de Belém guiou os 3 Reis Magos -  nos guie, a cada um de nós até nosso Amado Mestre Jesus, a Luz do Mundo, o Caminho, a Verdade e a Vida.
 


Autor: Lara Lannes - Equipe Genuína Umbanda
 
 









Os Três Reis Magos 

Montados em seus camelos, três reis atravessaram grandes desertos, desafiando o sol ardente, a sede e inúmeros outros perigos para chegarem à Judéia. O velho europeu Melchior, o jovem africano Gaspar e o asiático Baltazar haviam visto a Estrela de Belém brilhando no céu no dia 6 de janeiro, e guiados por ela, viajaram muito para saudar a chegada daquele que, segundo a profecia, seria o Rei dos Reis.

Após uma longa viagem, eles finalmente chegaram à gruta onde havia nascido Jesus. Emocionados, cada um deles se ajoelhou e ofereceu um presente. Balthasar saudou o menino com ouro, símbolo da realeza. Gaspar trouxe incenso, utilizado para louvar aos deuses. E Belquior ofereceu mirra, uma resina usada para perfumar e embalsamar. Assim, os Reis Magos homenagearam Jesus como rei (ouro), como deus (incenso) e como homem (mirra).

Curiosidade: Hoje, os Reis Magos representam os povos do mundo, de todas as raças: branca, negra e amarela. E é por causa da data em que viram a estrela de Belém brilhando no céu que desmontamos a árvore de Natal no dia 6 de janeiro, o Dia de Reis. 

Salve os Reis Magos de Deus. Salve o Nascimento de Jesus Cristo!

Salve Oxóssi! - Salve São Sebastião - Dia 20 de Janeiro

  
    Muitos são os devotos se SÃO SEBASTIÃO no Brasil. Multidões o aclamam e o veneram no dia 20 de janeiro (dedicado em sua homenagem). Porém, poucos conhecem de fato a sua verdadeira história.

     São Sebastião nasceu em Narvonne, França, no final do século III, e desde muito cedo seus pais se mudaram para Milão, onde ele cresceu e foi educado. Seguindo o exemplo materno, desde criança São Sebastião sempre se mostrou forte e piedoso na fé.

    Atingindo a idade adulta, alistou-se como militar, nas legiões do Imperador Diocleciano, que até então ignorava o fato de Sebastião ser um cristão de coração. A figura imponente, a prudência e a bravura do jovem militar, tanto agradaram ao Imperador, que este o nomeou comandante de sua guarda pessoal. Nessa destacada posição, Sebastião se tornou o grande benfeitor dos cristãos encarcerados em Roma naquele tempo. Visitava com freqüência as pobres vítimas do ódio pagão, e, com palavras de dádiva, consolava e animava os candidatos ao martírio aqui na terra, que receberiam a coroa de glória no céu. 
      
        Enquanto o imperador empreendia a expulsão de todos os cristãos do seu exército, Sebastião foi denunciado por um soldado. Diocleciano sentiu-se traído, e ficou perplexo ao ouvir do próprio Sebastião que era cristão. Tentou, em vão, fazer com que ele renunciasse ao cristianismo, mas Sebastião com firmeza se defendeu, apresentando os motivos que o animava a seguir a fé cristã, e a socorrer os aflitos e perseguidos.

    O Imperador, enraivecido ante os sólidos argumentos daquele cristão autêntico e decidido, deu ordem aos seus soldados para que o matassem a flechadas. Tal ordem foi imediatamente cumprida: num descampado, os soldados despiram-no, o amarraram a um tronco de árvore e atiraram nele uma chuva de flechas. Depois o abandonaram para que sangrasse até a morte. 
       
       À noite, Irene, mulher do mártir Castulo, foi com algumas amigas ao lugar da execução, para tirar o corpo de Sebastião e dar-lhe sepultura. Com assombro, comprovaram que o mesmo ainda estava vivo. Desamarraram-no, e Irene o escondeu em sua casa, cuidando de suas feridas. Passado um tempo, já restabelecido, São Sebastião quis continuar seu processo de evangelização e, em vez de se esconder, com valentia apresentou-se de novo ao imperador, censurando-o pelas injustiças cometidas contra os cristãos, acusados de inimigos do Estado. 
    
     Diocleciano ignorou os pedidos de Sebastião para que deixasse de perseguir os cristãos, e ordenou que ele fosse espancado até a morte, com pauladas e golpes de bolas de chumbo. E, para impedir que o corpo fosse venerado pelos cristãos, jogaram-no no esgoto público de Roma. 
    
     Uma piedosa mulher, Santa Luciana, sepultou-o nas catacumbas. Assim aconteceu no ano de 287. Mais tarde, no ano de 680, suas relíquias foram solenemente transportados para uma basílica construída pelo Imperador Constantino, onde se encontram até hoje. Naquela ocasião, uma terrível peste assolava Roma, vitimando muitas pessoas. Entretanto, tal epidemia simplesmente desapareceu a partir do momento da transladação dos restos mortais desse mártir, que passou a ser venerado como o padroeiro contra a peste, fome e guerra. 
    
    As cidades de Milão, em 1575 e Lisboa, em 1599, acometidas por pestes epidêmicas, se viram livres desses males, após atos públicos suplicando a intercessão deste grande santo. São Sebastião é também muito venerado em todo o Brasil, onde muitas cidades o tem como padroeiro, entre elas, o Rio de Janeiro .

        Fonte de Pesquisa: 
         – Encyclopédia Universal Ilustrada Europeo-Americana, pp. 1262 –1265          

         – Encyclopédia e Dicionário Internacional, p. 10486 

Oração a São Sebastião

Glorioso mártir São Sebastião,
soldado de Cristo
e exemplo de cristão,
hoje vimos pedir
a vossa intercessão
junto ao trono do Senhor Jesus,
nosso Salvador,
por Quem destes a vida.
Vós que vivestes a fé
e perseverastes até o fim,
pedi a Jesus por nós
para que sejamos
testemunhas do amor de Deus.
Vós que esperastes com firmeza
nas palavras de Jesus,
pedi-Lhe por nós,
para que aumente
a nossa esperança na ressurreição.
Vós que vivestes a caridade
para com os irmãos,
pedi a Jesus para que aumente
o nosso amor para com todos.
Enfim, glorioso mártir São Sebastião,
protegei-nos contra a peste,
a fome e a guerra;
defendei as nossas plantações
e os nossos rebanhos,
que são dons de Deus para o nosso bem
e para o bem de todos.
E defendei-nos do pecado,
que é o maior
de todos os males.
Assim seja.


São Sebastião na Umbanda é Oxóssi

    Na Umbanda, Oxóssi é um dos principais Orixás, responsável por uma Linha que abrange caboclos e caboclas no sentido estrito (índios que usam cocares) relacionadas a conselhos sobre cura física ou espiritual. Às vezes é personificado na figura do Caboclo, isto é, do índio, ostentando um cocar e portando arco e flecha. Sua cor é o verde.

        Oxóssi ou Odé manifesta-se, no plano físico, através da fauna e flora do planeta. É o pulmão do universo. Além de exercer domínio sobre todos os elementos da floresta, manipula os valores medicinais e mágicos das plantas, das quais se utiliza para efetuar limpeza vibratória, material e espiritual, dos que dele se socorrem. Domina a força vital cósmica existente na seiva das plantas, aproveitando-se de suas emanações fluídicas para banhos e defumações destinados a descarregar as energias nocivas e equilibrar as forças energéticas do homem. 
     
     Oxossi é o orixá masculino iorubá responsável pela fundamental atividade da caça. Por isso, na África é também cultuado como Odé, que significa caçador. É tradicionalmente associado à Lua e, por conseguinte, à noite, melhor momento para a caça. 
     
     Comparece no plano emocional dos humanos com acentuada característica de afetividade, cooperação, companheirismo, certo grau de aventura e franca liberalidade. Seus “filhos de cabeça” dão ótimos artistas, seja qual for o segmento da arte escolhido, em virtude da latente sensibilidade e inteligência. No plano mental, descortinam inventos, sistemas e estilos engenhosos, admiráveis, de quase impossível enquadramento lógico ou sensata previsão de solução ou acabamento do problema, fruto de sua capacidade intuitiva. 
       
       Geralmente, os filhos de Oxóssi asseguram que não existe protetor mais constante. 
       
       Os festejos dedicados a Oxóssi são muito concorridos por diversos motivos entre os quais destacamos o início do ano religioso, a própria comemoração em que há uma natural e contagiante alegria, com o Templo enfeitado onde se destaca a cor verde, o chão do terreiro coberto de folhas, e galhos de árvores presos à parede recendendo um perfume silvestre. Na mesa, vários cestos ou alguidares cheios de frutas diversas - que serão distribuídas generosamente aos participantes e assistentes. 
     
     As entidades que pertencem à sua falange apresentam-se como caboclos e caboclas. Possuem uma manifestação altiva e emitem vibrações fortes e firmes.

       Sincretismo: São Sebastião 
     
      Sua Guia (Fio de Conta): Suas guias são feitas geralmente com contas verdes e brancas, e em alguns casos, dentes de animais. 
     
     Sua Bebida: Vinho tinto, garapas e sumo de ervas em geral. 
     
     Sua Comida: Frutas não cítricas, milho, raízes, feijão fradinho torrado. 
    
    Suas ervas: Alfavaca do campo, jureminha, caiçara, arruda, abre caminho, malva rosa, capeba, peregum, taioba, sabugueiro, jurema, capim limão, acácia, cipó caboclo, goiabeira, erva de passarinho, guaco, guiné, malva do campo, são gonçalinho, Louro, cabelo de milho, eucalipto, manjericão, samambai.

        Velas: Verde, branca 
       
        Símbolo: Arco e flecha 
        
        Data da comemoração: 20 de janeiro 
        
        Dia da Semana: Quinta-feira
        
        Número: 6 
     
     Saudação: Oxóssi ê meu pai!; ou Okê Arô! - de OKÊ (monte) e AROU (título honroso dado aos caçadores). Significa: “Salve o Grande Caçador!” 
         
        Ponto de Força Vibracional: matas.
      
       Oxóssi é a Natureza, especificamente nas matas e no reino animal. É o conhecedor das ervas e o grande curador. É a essência da nossa vida. 
    
       É o Caçador das Almas da Umbanda e como caçador procura arrebanhar Almas desgarradas para futuramente formar um só rebanho. É o Senhor da Doutrina, aquele que atinge o coração e a inteligência das Almas envoltas em suas vibrações.
   
      Em caráter hierático, Oxossi lembra-nos o MÉDICO, DOUTRINADOR E PASTOR DAS ALMAS. Cura chagas, ensinando a substituição do ódio pelo amor, da luta pela trégua, da insubmissão pela submissão às Leis Divinas. 
      
       É o CAÇADOR DAS ALMAS, o orientador, aquela que mostra o caminho a ser seguido pela humanidade. Modificando inteligências e consciências, atuando na mente e no coração. Essa é a função hierática ou kármica de Oxossi.
   
          Estes protetores atuam manipulando as ervas sagradas, liberando as mazelas que se assentam no corpo astral e mesmo as que se assentam no corpo físico, através das doenças. Liberam as energias mentais pesadas e grosseiras, ativando o intelecto de muitos Filhos de Fé. São mestres na Arte da Magia Vegetal, manipulando quantitativa e qualitativamente o prana acumulado nas ervas, quer sejam elas administradas em chás, banhos ou defumações. 
   
     Assim trabalha a Linha de Oxossi, incrementando o bem-estar astral e físico, livrando muitos Filhos de Fé do Desanimo e da Doença. 
   
      Seu filho tem um tipo calmo, amoroso, encantador, preocupado com todos os problemas. Um grande conselheiro pelo seu gênio alegre, muito embora com forte tendência à solidão. Incapaz de negar qualquer ajuda à alguém, sabe, como poucos, organizar o caminho para as soluções complicadas. Com respeito à sua própria organização familiar, é muito apegado as suas coisas e à sua família, à qual dedica atenção total no sentido de provê-la e encaminhá-la. Diante as dificuldades próprias é muito hesitante, mas acaba vencendo, sustentado pelo seu interior alegre e otimista. É carente. Não assume o problemas dos outros, mas fica lado a lado ajudando-os. Ama a Liberdade e a Natureza. O mato, as águas, os bichos , as estrelas, o sol e a lua, são a bússola de sua vida. Não discute a fé. Acredita e é fiel seguidor da religião que escolheu. Não é ciumento e muito menos rancoroso. Quando atacado custa revidar. Quando o faz se torna perigoso. É, neste particular, ladino como os índios. Pisa macio, mas é certeiro. Tem um gosto refinado. Gosta das coisas boas, veste-se bem e cuidadosamente.
     
       O filho de Oxóssi é talvez o mais equilibrado. Para que sua vida melhore, deve despertar aquele gigante que habita sua essência, o que o tornaria mais disposto a encarar as suas próprias dificuldades. 
    
     Oxóssi é o senhor absoluto das florestas, prados e cerrados, matas e campos, onde floresce e reverdece a natureza fecunda, pulmões plenos de terra que tem a virtude de trazer o alimento vital, produto que é da seara: oxigênio puro do ar, além de todos os gases do cosmo.



       Okê Caboclo, Okê Arô Oxóssi!
 
Oremos:
Meu Pai Oxóssi!

Vós que recebestes de Oxalá o domínio das matas, de onde tiramos o oxigênio necessário á manutenção de nossas vidas durante a passagem terrena, inundai os nossos organismos coma vossas energia, para curar de nossos males!

Vós que sois o protetor dos caboclos, dai-lhes a vossa força, para que possam nos transmitir toda a pujança, a coragem necessária para suportarmos as dificuldades a serem superadas!

Dai-nos paz de espírito, a sabedoria para que possamos compreender a perdoar aqueles que procuram nossos Centros, nosso guias, nossos protetores, apenas por simples curiosidade, sem trazerem dentro de si um mínimo da fé.
Dai-nos paciência para suportarmos aqueles que se julgam os únicos com problemas e desejam merecer das entidades todo o tempo e atenção possível, esquecendo-se de outros irmãos mais necessitados!

Dai-nos tranqüilidade para superarmos todas as ingratidões, todas as calúnias!

Dai-nos coragem para transmitir uma palavra de alento e conforto aqueles que sofrem de enfermidades para quais, na matéria, não há cura!

Dai-nos força para repelir aqueles que desejam vinganças e querem a todo custo magoar seus semelhantes!

Assim Seja!

Orixás e quaresma




A dúvida sobre o funcionamento das casas de santo (os terreiros de umbanda) durante o carnaval e a quaresma, vem da época que os Orixás eram proibidos de serem cultuados e deveriam ser sincretizados com os santos católicos. Como o período da quaresma corresponde a uma época de reclusão e reflexão dentro da igreja católica, muitos terreiros de umbanda e candomblé ficavam em uma posição delicada junto a comunidade católica e fechavam as portas para não terem problemas com as autoridades locais e com as pessoas em geral, quando poderiam ser acusados de desrespeitosos com a religião católica. As pessoas consideravam que as casas de santo não deveriam bater tambores ou praticar qualquer ritual na quaresma, a exemplo da igreja católica que deixa suas imagens cobertas por mantos de cor roxa em sinal de respeito, onde os cristãos se recolhem em oração e penitência para preparar o espírito para a acolhida do Cristo vivo. 

Em alguns terreiros nesta época é praticado o Lorogum ou Olorogum, que significa “ritual de guerra”: oro (ritual) + ogun (guerra). É uma obrigação que determina um período sem festas nos terreiros de umbanda e candomblé, pois os Orixás estão em guerra, e também serve para definir o período para descanso coletivo. O mesmo acontece propositadamente no período da quaresma católica, logo depois do carnaval, terminando no sábado de aleluia (primeiro sábado da lua cheia), marcando o final e o início do ano litúrgico (ano novo) para o povo do santo. No Lorogum não acontece sacrifício animal, embora seja  oferecida comida ritual não só aos santos, mas à todos os participantes, servidos diretamente por todos os Orixás do terreiro. Os presentes dividem-se em dois grupos: o exército de Xangô, onde todos trajam vermelho e branco e carregam uma bandeira vermelha, e o exército de Oxalá, com todos os membros vestidos de branco, portando uma bandeira branca. Tudo começa com uma procissão dos 2 grupos percorrendo os quartos de Santo até o barracão, reproduzindo a viagem pelas cidades de cada divindade. Na sala, cada exército se coloca de um lado, sendo que os mais velhos portam cada qual seu estandarte. Todos os Orixás carregam ixãns (varas de amoreira) e suas folhas sagradas. Com a autorização do Babalorixá, os dois grupos se aproximam e passam bater os ixãns e as folhas em todos os presentes (inclusive Orixás com Orixás) formando um verdadeiro alarido, dando uma impressão de briga ”guerra” que é interrompida com a manifestação de Oxalá, imediatamente tudo volta a calmaria e todos dançam sob um grande alá (pano branco), os cânticos sagrado deste Orixá da paz. 
Porém não existe conotação analógica do fato de Cristo (católico) estar morto e os Orixás, visto que a feitiçaria maléfica pode ser feita em qualquer época, dia ou horário e que pelo fato dos Orixás 'serem mandados a guerra' não muda em nada, pois os mesmos nos amparam, cuidando-nos sempre. Devemos nos lembrar que estes são rituais católicos e não pertencem a nossa religião. As casas de santo não precisam parar suas atividades durante a quaresma e podem funcionar normalmente, pois não estão ligadas aos dogmas da igreja católica que determinam que não se possa fazer atendimento espiritual nessa ocasião.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

A NECESSIDADE DAS IMAGENS E PARAMENTOS NA UMBANDA

Nota da imagem: Imagine ter agilidade, força e destreza para lutar com um trombolho desse acima? E historiadores confirmam que a luta não era tão cinematográfica como nos filmes, assim como o excesso da paramentação atrapalhava as lutas, a mesma atrapalha o andamento dos trabalhos direcionando a atenção para outra direção divergente da Caridade e Humildade.
Saudações irmãos, aqui estou eu novamente, essa semana foi praticamente um COMBO de artigos… Fico um tempo entocado e quando saio, aí é um artigo atrás do outro.
O tema dessa vez é em relação aos diversos artigos que utilizamos durante os trabalhos, sejam chapéus, roupas, cachimbos, panos, fitas, imagens no altar entre outros.
Para isso, como tudo na vida, é importante ressaltar o caminho do meio, sabemos que o bom senso é extremamente relativo, porém, importante ressaltar alguns fatos que serão explanados no decorrer do texto.
Muitos centros utilizam cocares para os caboclos, capas, cartolas, espadas e afins, o que até então não vejo nenhum problema na utilização, isso ajuda na materialização de energia do guia, o seu orixá, o seu guia sabe o que é necessário para que você possa trabalhar de maneira correta, eu a priori, não suporto cocares para os caboclos, acho que vira um circo, porém, para alguns médiuns e até mesmo assistentes, é um importante caracterizador para dar mais credibilidade à consulta e consequentemente à incorporação.
Esses artefatos possuem mais valor visual a energético, sim, muitos exús envolvem seus filhos ou consulentes em suas capas, obviamente existe uma energia embutida ali, isso não me resta nenhuma dúvida, porém, é muito mais uma forma de dar credibilidade ao trabalho do que uma necessidade vibratória propriamente dita, o mesmo acontece com os chapéus, ajuda muito para o médium se concentrar, inclusive quando o guia coloca o chapéu na cabeça de outrem, isso ajuda com que aquele que está recebendo o chapéu em sua cabeça, tenha mais credibilidade no trabalho, o chapéu também serve para materializar determinada energia que o guia o utiliza ali, empregada na utilização para diversos fins, até aí sabemos que é muito útil e bem vindo, também é sabido que esses paramentos servem para auxiliar aquele que recorre a entender que tipo de guia ele está conversando, seja um baiano, seja um boiadeiro, seja um marinheiro, é uma caracterização que ajuda a identificar o arquétipo daquele espírito, e obviamente, o espírito que ali solicita tais paramentos, pede pela afinidade de experiências de vidas passadas, então com isso, une-se o útil ao agradável.
O guia espiritual usa aquilo que mais se adequa à forma de trabalho dele, ao arquétipo que ele traz, auxilia o próprio médium que o serve, identificando-o, sabendo mais sobre ele, vestindo melhor a “roupa” daquele espírito que está influenciando-o e tudo isso, ajuda o consulente a identificar, a dar maior credibilidade, possuir maior afinidade com aquela linha, com aqueles trejeitos, com aquela forma de trabalho e com isso, temos um objetivo único, o direcionamento de energia como um todo, a potencialização da fé, da verdade daquele guia. Além de ser um importante direcionador de fé, de credibilidade, isso faz com que os mentores de outro plano comportem-se como nós mesmos, afastando a distância sísmica que possuem de nosso plano, pelo contrário, se tornam amigos terrenos, justamente pela utilização da linguagem, dos trejeitos, da intimidade e isso tudo ajuda de forma mútua a todos dentro do terreiro.
Nesse mesmo preâmbulo, existem as imagens, que faz com o que o consulente sente-se mais acolhido, a imagem de Jesus no altar, causa um peso estrondoso, muitos incrédulos de Umbanda ou pessoas que não simpatizam-se, ao ver a imagem de Cristo no altar, a grande maioria delas muda de imediato a concepção da Umbanda e dos rituais no terreiro, o mesmo acontece quando um católico vê aquelas imagens de santos dos quais já estão totalmente familiarizadas. Os olhos tem um fator extremamente poderoso sobre os rituais, infelizmente, ainda confiamos demais nos olhos da carne, porém, como sendo o único sentido que definimos a nossa realidade, a utilização desses elementos tornam-se primordiais.
O meu mentor chefe, deixou claro que não é que usarei do sincretismo nos meus rituais, mesmo porque em minha linha isso não vai existir, porém, a necessidade de algumas imagens no terreiro é imperativa, justamente pelo fator do acolhimento a todos aqueles que buscam a graça, porém desconhecem a liturgia umbandista e seu principal objetivo, que é acolher a todos, independentemente de quaisquer características e trazendo-os a cura de suas mazelas, sejam físicas ou espirituais.
Até aí, eu acho tudo válido, muito bonito e interessante, nossa dependência exacerbada do sentido visual faz com que eles nos adaptem às nossas realidades e vale salientar: O GUIA OU O ORIXÁ NÃO NECESSITA DE TAIS PARAMENTOS PARA TRABALHO, SÃO APENAS FORMAS DE MATERIALIZAR AOS NOSSO OLHOS A ENERGIA NECESSÁRIA PARA UM DETERMINADO FIM.
Agora é onde começa a entrar o EXAGERO…
Guias rebeldes que não descem em terra se não tiver a sua capa, guias que tem que se vestir da cabeça aos pés, principalmente gira de ciganos ou pomba-giras que é um show de luxo, uma religião que faz questão de pregar a humildade, ciganos exigindo em suas camisas SEDA e CETIM para que fiquem vistosos em suas festas. Aí eu me pergunto: Que maldição, a humildade e a vaidade conseguem conviver juntas? Vejo pomba-giras com vestidos caríssimos exaltando a NECESSIDADE de ter a sua roupa para a festa, podem me fuzilar, mas me desculpe, ou é você que quer se aparecer ou você está com um tremendo de um EGUN OSTENTAÇÃO.
NÃO EXISTE GUIA OU ORIXÁ EXIGIR UMA ROUPA DE 2000,00, eles vem aqui pra TRABALHAR e não pra PASSEAR, eles tem como principal objetivo a prática do bem e da caridade, a lição de humildade, de altruísmo, de sabedoria, QUAIQUER FATOS QUE DIVERGEM DISSO NÃO É UM GUIA DE LUZ, É UM EGUN OU O SEU EGO EXACERBADO.
Em uma festa de pomba-gira, uma maldita festa, inclusive, onde chamam as mulheres de putas e sem vergonhas, foi meia-hora para as “raparigas” se arrumarem e falarem uma “merda atrás da outra”, sim, o papo era somente de putaria, macho de membro cumprido,     que posição mulher gosta, pelo amor de Deus né minha gente? É legal ter espíritos de outro plano como amigos e talz, poder falar tudo o que temos vontade, mas “PERA LÁ”.
E irmão Ronald, antes que você fale que virou desabafo, virou mesmo, qualquer problema, a gente discute pelo Skype (rsrsrsrs).
Então, acho que tudo na vida deve ser medido e refletido, o que eu acho interessante são centros que permitem as pomba-giras vestirem-se como verdadeiras meretrizes mas coíbem o uso de brilho labial para as mulheres! Não faz o menor sentido.
Tudo é bom senso, minha gente, eu particularmente, EU, Neófito, acho uma banalidade roupas para guias, acho que isso é muito mais o estímulo da vaidade à seriedade de trabalho, ciganos esnobes ostentando uma roupa da qual o cidadão já está morto, não basta estar morto e ter a oportunidade de vir prestar a caridade, tem que continuar ostentando e diminuindo os irmãos vivos? Que raios de Umbanda é essa? Exús que só bebem Blue Label que vivem na riqueza no outro plano e querem continuar dessa mesma forma? Um dia vi o Rei das 7 Encruzilhadas que é o mesmo exú que eu sirvo, o chefe da minha linha, ostentando em trono no centro, cartola de cetim, corrente enorme de ouro e tomando Blue Label, na consulta, o mesmo me diz que é milionário no inferno e quer manter o mesmo hábito aqui na Terra, então porque não reencarna como conde? Rs
Então senhores, tudo é bom senso, acho muito saudável o seu guia usar uma espada, usar seus paramentos, acessórios de fácil colocação para não atrapalhar o andamento dos trabalhos, isso por incrível que muitos neguem, é útil a muitas pessoas que ainda vivem o complexo de São Tomé (Só acredito vendo) porém acho que aí é o limite, agora ir fantasiar o guia todo, encher de batom, lápis, pentear o cabelo, se perfumar, só por Deus. Existe uma página do Facebook que eu me divirto chamado “Pérolas da Macumba”, acompanhem, é risada na certa!
Fechar uma balada para os exús se pegarem? Podem procurar nessa página.
E antes que receba e-mails, que vem aos montes, que eu não respeito muitos rituais, digo-lhes com veemência, respeito a Umbanda, qualquer coisa que foge da Lei da Caridade e Humildade não é Umbanda, então eu bagunço mesmo! Rs.
E por fim, os paramentos servem para caracterização, para familiarização e por ultimo, como principal objeto de trabalho do guia espiritual, já vi exús darem um show em trabalhos somente com a cuia d´agua, não precisa de whisky do mais caro, baiano só pedindo Malibu pra beber, na época deles nem existia isso, vale pensar, o principal foco é que aqueles que cheguem até vocês ouvindo uma palavra, veja em vocês e nos seus guias espirituais, igualdade, fraternidade, mostrar que estão no mesmo patamar “social”, não uma pessoa humilde desempregada se deparar com um cigano que só bebe vinho do Porto, que palavra de humildade esse cigano vai proferir? Como vai atingir aquele humilde sendo que ele mesmo se mostra superior? Fica a reflexão.
Roupas caras, ostentação é para médiuns fracos que não confiam em si próprios, não possuem a firmeza necessária para dar uma boa comunicação, para impressionar aquele adepto que se prostra à sua frente e necessita de fantasias, dessa exacerbada caracterização para impressionar os nossos olhos, e eu digo com certeza, mesmo nossos olhos sendo o cartão de visita, nada mais impressionante que uma consulta de um guia espiritual que atinge seu coração, que fala algo que realmente acontece, que toca sua alma retirando do fundo dela, suas trevas e demônios.

COMO DIZ MEU AMIGO CHICO PRETO: “OS OLHOS DA CARNE TRAEM”.

E COMO DIZIA UM GRANDE FILÓSOFO ANTOINE DE SAINT-EXUPÉRY“O ESSENCIAL É INVISÍVEL AOS OLHOS”

Neófito da Luz .’.

CÉU E INFERNO – APENAS UM ESTADO DE CONSCIÊNCIA

O céu e o inferno cristão são super conhecidos e estão a todo momento na mídia. Queira ou não, você é influenciado por esse tipo de conceito e ao menos que tenha alguma oportunidade de esclarecimento espiritual, essa será a principal idéia de vida após a morte que você terá. Na verdade existem “céus e infernos” mas eles não são lugares, mas sim estados íntimos de cada um, ou melhor estados de consciência.
Podemos dizer que dentro de cada pessoa um universo infinito existe, e assim sendo muitos céus e muitos infernos também! Seus sentimentos e pensamentos são muito mais importantes do que qualquer outra coisa, como sua religião, profissão ou condição intelectual. Você vive encarnado e enquanto isso vai criando dentro de si o céu ou o inferno pessoal que viverá após o desencarne.
Mas isso nada tem a ver com qualquer tipo de moralismo, muito menos a moral – ética – católica tola e castradora. Impossível codificar – se todo um tratado sobre como deve ser o comportamento humano e seus padrões morais. Esses padrões morais mudam muito de cultura para cultura, de povos para povos e principalmente de pessoas para pessoas. Respeitar a individualidade de cada um e seu caminho escolhido são escolhas totalmente necessárias para o maior desenvolvimento delas. Fujam dos padrões morais pré – estabelecidos e vivam de acordo com o seu próprio padrão escolhido. Descubra a senda por você mesmo e então torne – se ela.
Quando você desencarnar levará todo seu clima íntimo para junto de pessoas que vibram como você, e todos juntos plasmarão o local e a atmosfera psíquica onde viverão. Milhões de desencarnados virtuosos criam os chamados planos elevados e sutis (céus), enquanto que milhões de espíritos com o coração em trevas plasmam os chamados infernos ou umbrais.
Portanto é melhor pensar e sentir um pouco mais, o que você anda construindo dentro de seu coração, e assim tente trilhar o caminho que melhor lhe agradar…
Como disse uma vez um Exu Sultão amigo:
” (…) Eu trabalho nas trevas, mas as trevas não vivem em mim. Portanto posso até habitá – la, mas ela não habitando dentro de mim, não sou seu escravo. Sendo assim entro e saio dela quando quiser…”
“(…) Exite uma luz que brilha mais forte do que milhões de sóis juntos. É a essência da alma! Essa é a luz que mora no coração…”

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE POMBAGIRAS.

Saudações fraternais, irmãos.
Vamos falar um pouco sobre pombagiras (também conhecidas como pomba-giras ou bombogiras), uma linha tão mal compreendida como os exus, que estimula um excesso anímico por parte de muitos mediuns.
Não irei estender ainda mais o assunto sobre o dia da semana, oferendas, entre outras coisas porque pombagira é energia feminina da vibração Exu, é a vibração sendo manifestada com toda a doçura da Energia Feminina, a Fecundidade, a Vida.
Já falamos anteriormente que a vibração Exú também é a fecundidade, então temos aí a energia capaz de gerar vidas, o que também não é novidade para ninguém, mas o intuito desse post é falar um pouco mais sobre essa linha tão mal compreendida e consequentemente, mal utilizada.
Vamos salientar um pouco sobre a forma de trabalho dessa linha, mas antes, seria interessante deixar algumas coisas um pouco claras:
Primeiramente, pombagira não são garotas de programa e nem meretrizes de exus, eu tenho pavor quando ouço uma pombagira falar que “dorme” com outro exu, entre outras coisas. Pior ainda é quando a pombagira ou exu fala que “trabalha” com o exu ou pombagira do medium e com isso, ambos irão dormir juntos também.
Confundem demais a espiritualidade com o mundo material.
Nem todas as pombagiras foram meretrizes em sua vida terrena, e nenhuma hoje o é, existe na liturgia cristã demônios que favorecem atos sexuais como o Incubus, que é do gênero masculino e as sucubus, para o gênero feminino e isso sincretizou-se com as pombagiras e os exus na Umbanda justamente pela semelhança de funções entre eles.
Pombagira que chega no terreiro se esfregando em outros mediuns ou outros exus que vivem virando garrafas de champanhe, não são pombagiras, são os mediuns ou espíritos de baixa vibração. Pombagira não é prostituta, elas carregam a vibração da Lei Divina, por atuar em um plano vibratório mais próximo do plano material, elas ajudam a mulher estimular sua autoestima, valorizar a sua beleza, faz com que as mulheres sintam-se mais bonitas, quem nunca percebeu uma medium bem incorporada com uma pombagira ficar ainda mais bonita? A Pombagira atua no chakra básico, ela vem pra valorizar a mulher, valorizar seus traços femininos, como hoje a mediunidade é consciente e semiconsciente, auxilia nos trejeitos fazendo-as sentirem necessárias, atraentes. Isso é apenas mais um dos grandes poderes de pombagiras.
Uma outra coisa medíocre é quando ouço uma pombagira chamar o medium de bicha ou “puta”.  Fico horrorizado com a doutrina de muitas casas, uma doutrina pobre, sem fundamento, orientada ao vício. Pombagira de Lei trata com respeito os mediuns, é o que eu sempre digo aqui no blog, muita gente confunde os nossos queridos cumpadres e irmãs da encruzilhada como agentes do mal, prostitutas, como os gênios da lâmpada, que são pagos para a realização de nossos mais excusos desejos.
Irmãozinhos, o Universo está cheio de Espíritos, e junto com eles, todos os tipos de intenções possíveis, desde Espíritos que aceitam pinga para fazer amarrações, até Espíritos que não aceitam nada para ajudar uma multidão.
Antes de perguntar que tipo de Vibração, que tipo de Mentor você possui, pergunte a si mesmo quem você é e qual o seu objetivo dentro da espiritualidade. Com essa resposta, você saberá que tipo de “mentor” você atrairá para você!
Eu já vi pombagiras sérias, que fazem um excelente trabalho, e já vi aquelas “sujas”, que adoram se esfregar em mediuns e falar bobeiras, nós, da Terra, consequentemente adoramos uma sacanagem não? Todos nós temos a energia sexual muito constante e presente em nossas vidas, uns mais, outros menos, mas todos nós temos, quando isso é incentivado por um amigo espiritual então que nos “entende” é confortante não
É onde muita gente confunde, o mentor que ajuda, não é aquele que incentiva, mas é aquele que apoia e nos força a fazer direito, não é nem o que julga e nem o que incentiva, é aquele que nos sugere, nos ajuda a melhorar.
Uma outra coisa hedionda, e antes que eu seja taxado de preconceituoso, nada contra homossexuais, mas é nojento como a grande maioria utiliza as pombagiras para serem o que não possui a devida coragem de ser. Uma vez veio um homem incorporado com pombagira se esfregar em mim, imediatamente já disse: Minha mãe, agô, se afaste que eu não sou conivente com putaria dentro de terreiro, “ela” imediatamente se afastou.
É normal homem dar passagem para pombagiras muito eventualmente, eu mesmo já trabalhei três ou quatro vezes durante todos esses anos, mas nenhuma vez foi para dar consulta, trabalhar em assistência, ela veio, pediu o que queria e foi embora, normalmente, homens que trabalha sempre com pombagiras, a grande maioria que quer trabalhar sempre, são pessoas com dificuldade em assumir sua própria orientação ou se sente mais à vontade em trabalhar com elas porque a pombagira aflora a Força Feminina dentro dos mediuns.
Novamente não é preconceito, existe casos e casos, mas indubitavelmente quando uma pombagira vem muito em homens, ou ele a evoca por se sentir mais à vontade em ser mulher ou ele utiliza de “animismo” para tentar assumir quem é.
A espiritualidade respeita o preconceito terreno, a pombagira possui inúmeros mediuns mulheres para trabalhar, não precisa ficar vindo em homens para realização de seus trabalhos, e, não sejamos hipócritas, é muito estranho um homem com pombagira, isso é no mínimo constragedor.
Nao é preconceito, irmãozinhos, é lógica, é reflexão, antes de me tacarem pedras, primeiramente pensem…
Isso é muito comum no candomblé, vem aquele monte de pombagiras em homens, e é incrível, como elas são muito piores em mediuns homens, muito piores mesmo, por que? Vamos pensar..
Pombagira que chega em centro querendo esfregação, chamar a atenção, pedir pra ficar cantando, pedir ponto a todo momento, mandar abrir espaço para ela dançar, é no mínimo uma Pombagira que não é da Lei, pra não dizer que é o próprio medium que necessita de holofotes para ele.
Pombagira são moças lindas, que vem com o intuito de trazer à sensualidade, que é comumente confundida com vulgaridade, vem para trazer a Força Feminina à tona, a graça, o dengo da mulher, o charme existente na Força Feminina, acima de tudo isso, pombagira é uma irmã de Lei, vem pra trabalhar, vem com a Força Cosmica para fazer a diferença, não é para agir como uma meretiz dentro do terreiro e confundir ainda mais a cabeça de iniciantes.
Isso também acontece muito com a linha de ciganas, ultrapassam os limites da Graça e é onde começa a vulgaridade.
Assim como outras linhas, elas vem para trabalhar, ledo engano dos mediuns  ao achar que porque algumas foram mulheres da vida, não possuem nada a ensinar, somente rebolar e vir falar ainda mais baboseiras dentro de centro.
Já temos o SEXO estampado em todos os meios de comunicação, TV, rádio, internet, email, não precisamos mais disso dentro das reuniões mediúnicas, concordam?
Por isso, mediuns, amados irmãozinhos, antes de trabalharem com o espiritismo, espiritualismo, umbanda ou quaisquer outras doutrinas, perguntem-se a si mesmo o que vocês realmente são e o que querem, e ao decidir-se sobre isso, estudem, estudem e dediquem-se, para que não seja mais uma vítima das armadilhas espirituais e terrenas e que não seja mais um CANAL de disseminação negativa de tão brilhante religião.
Pombagira é amor, é doçura, é graça, é magia, é amizade, é fraternidade, quaisquer outras coisas diferentes disso, não é pombagira.
Pombagira é exatamente o que está na imagem do Post, é o estímulo do amor, da união entre casais, é o que traz a graça, é o que traz a sedução para o amado. Muito diferente de meretrício e sexo desenfreado.
Meus mais sinceros votos de Paz e Luz.
Com Amor.
Umbanda

VIBRAÇÃO OXUM – PARTE II

Aranauam.
Tentei fazer um texto compacto sobre a vibração Oxum, mas infelizmente pela minha falta de didática, gerei algumas dúvidas, então esse texto é apenas para exemplificar de forma esotérica sobre a alquimia.
A alquimia por muitos, existe desde a Atlantida, para outros, foram conhecimentos de Iniciados de Confrarias Egípcias, como existem diversas especulações sobre o assunto, então prefiro que isso seja uma opinião particular de cada irmão.
Vou resumir o conceito em Alquimia em uma palavra: Transmutação, esse conceito sera interessante uma maior abrangência porque ele será citado na vibração Obaluaie e Omulu.
Em poucas palavras, transmutar é Transformar, Converter, Mudar, no conceito de alquimia, é transformar um elemento químico em outro, no caso da alquimia, conhecida por muitos, transformar o Chumbo em Ouro. Transmutar também podemos compreender em transformar uma enfermidade em algo saudável, transformar algo pútrido em algo puro, então o conceito é bem simples: Rejuvenescer ou até mesmo trazer de volta ao estado natural algo que já está perdido ou finalizado.
No contexto esotérico, ou até mesmo o ditado antigo, aprendemos que só o Amor Transforma, por isso, adequei esse conceito à vibração Oxum, como eu concordo que Amar é Transformar, é Mudar, que somente com o Amor somos capazes de entender as coisas de uma forma tridimensional, e através da minha vivência com a Umbanda, com as Vibrações e com as energias sutis de forma geral, compreendi que a Pedra Filosofal nada mais é que o Amor em Movimento, e como algumas Ordens Iniciáticas diz, somos diamantes a sermos lapidados, assim assemelha-se o conceito em transformar o chumbo bruto, que é um metal pesado com poucas propriedades além de sua forte consistência em ouro, que é um metal precioso, rígido, cintilante e belo. E é interessante que a própria cor da vibração de Oxum é dourada, o que me remete a pensar que a Umbanda é apenas mais um Galho da Grande Árvore do Conhecimento, é apenas uma das centenas de Fragmentos de um mesmo espelho. Mais uma forma de Compreender a Verdade Universal.
De modo geral, o ato de transformar o chumbo em ouro através da Pedra Filosofal, nada mais é que extinguirmos Antigos e intrínsecos conceitos humanos, como orgulho, arrogância e vaidade, em Virtudes, como a Compreensão, a Temperança e a Humildade. Então, conforme eu disse, a vibração Oxum é a nossa Pedra Filosofal, a Pedra Filosofal é o sentimento mais sublime que podemos sentir, e é esse sentimento frequentemente presente na Vibração Oxum: Amor.
Como até mesmo uma planta quando é regada em excesso pode morrer ou murchar, assim também é o conhecimento, ele deve ser regado vagarosa e diariamente para que possa crescer saudável e duradouro, então com outros posts vamos desmembrando melhor o conceito.
Espero que tenha sido claro. [risos]
E me desculpem se ainda não me fiz compreender.
Paz Profunda