terça-feira, 3 de novembro de 2015

O QUE É O PASSE NA UMBANDA?




O Passe de Umbanda é uma forma de transmitir energias de uma pessoa para outra, geralmente por imposição das mãos. A imposição de mãos é uma técnica para o benzimento, o magnetismo e o passe. Entende-se passe como o influxo de energias de uma pessoa para outra encarnada ou desencarnada. O passe pode ser magnético no que tange a sua qualidade e maneira de ser transmitida, mas, de maneira geral, entende-se que quando usa-se o termo magnético é a energia animal, ou apenas do ser humano que está sendo dispensada. Quando tratamos de passe espiritual é a energia do espírito que está sendo emanada. Na verdade, o passe mais adequado é o misto quando as energias do homem e do espírito estão associadas. Para Umbandistas podemos ir um pouco mais fundo sobre esse assunto. Os passes são a movimentação das Vibrações Cósmicas, que circundam à tudo e à todos no Universo. Subdividem-se em 7 (sete) tipos primordiais:
1 e 2 - DESCENDENTES FRONTAIS e CRUZADOS POSTERIORESO Passe Descendente Frontal, destina-se a eliminar o reflexo negativo dos plexos materiais, o que faz baixar qualquer incidência na doença física. Por ser o chakra na parte posterior (costas), esse tipo de passe deve ser aplicado por Entidade incorporada ou por médium passista assistido por uma, sendo acompanhado por um passe Cruzado posterior cruzando-se da esquerda para a direita, de cima para baixo, a partir do Chakra Cervical.
3 e 4 - DESCENDENTE POSTERIOR e CRUZADO FRONTALO Passe Descendente Posterior destina-se a eliminar a corrente espiritual negativa, o que faz baixar a incidência negativa espiritual espúria, eliminando interferências nocivas. Esse Passe deve ser aplicado por Entidade incorporada ou por médium passista assistido por uma, sendo acompanhado por um Passe Cruzado Frontal cruzando-se da esquerda para a direita na retirada dos miasmas fluídicos e a seguir, da direita para a esquerda, para reavivar a salutar influência do fluído animal, que fará equilibrar a força de vida.
5 e 6 - DIVERGENTES e CONVERGENTES (vide Nota 1)Os Passe Divergentes e Convergentes são essencialmente Espirituais; destinam-se exclusivamente à doenças espirituais e suas conseqüências materiais. Devem ser sempre aplicados em conjunto, começando pelos divergentes, que destinam-se exclusivamente a diluir, dilacerar, espargir toda a cúpula magnética maléfica em torna dos Chakras principais (coronariâno e frontal), seguidos dos convergentes que irão atrair, convergir, agrupar e aglutinar, enfim enfocar sobre os ditos Chakras toda a Força Vibracional do Astral Superior.
7 - MAGNÉTICOS (vide Notas 2 e 3)Os Passes Magnéticos servem tanto para doenças físicas e/ou espirituais. Podem ser aplicados por Entidade incorporada, mas a maior parte das vezes é aplicado por médium passista em vigília, que transmite reforço espiritual ou força vital material através de suas mãos voltadas em direção aos órgãos ou locais afetados, dos que necessitam se submeter à esse tipo de passe.NOTAS1: estes dois passes só poderão ser aplicados por Entidade incorporada com Coroa,e sem colocar as mãos do seu aparelho (médium), sobre a cabeça do Ser em trabalho de passe.2: este tipo de passe é muito usado pelos participantes de Mesas Kardecistas, pela Igreja Messiânica com o nome de comunicação (Jorey), pela Perfect Liberty e também por rosacrucianos, cabalistas da Alta Esfera, além de todos os núcleos do Oriente.Na Umbanda são também utilizados na parte espiritual, quer individualmente quer em Cúpula Magnética, onde são feitas transmissões diretas de forças espirituais positivas para o alento e reforço das forças exauridas, a quem são aplicados.

INCORPORAÇÕES


É muito comum no inicio das incorporações, quando a gente está ansioso, com medo , curioso e inseguro para saber quem são nossas entidades, como trabalharam, nomes, etc… Todos nós médiuns já passamos por isso…..Quando há as incorporações o médium fica mais que atento a qualquer palavra que saia de sua boca “se eu falando ou a entidades, o que vai acontecer agora, o que ele tá fazendo” ….. tudo isso faz parte do ínicio, pois ser consciente é perfeitamente normal e não é sinal de “falta de firmeza, ou imaturidade nas incorporações, ou fraqueza do médium.
E é nessa fase onde o médium atua muito junto com a entidade, por sua participação , ‘interatividade” que é peculiar nesse ínicio, ocorre maior incidência de uma interferência do médium , sobrepondo a da entidade.
Porém, com o passar do tempo, o médium vai ganhando confiança, vai aprendendo a ficar mais alheio das manifestações da entidades, pois para ele não terá mais mistérios e se reservará da total abstenção de qualquer tipo de interferência, inclusive de sua própria opinião do que a entidade deveria agir, falar ou conduzir numa consulta.
Muitas pessoas desistem no inicio, por não aceitar sua consciência e não conseguir trabalhar psicologicamente essa questão e achar que é ele ali e não a entidade. De não insistir e entender que as incorporações vão se firmando com o tempo. Pois nossa forma de trabalhar mediúnicamente é muitíssimo diferente de Candomblé e Espíritismo. E para a Umbanda a afinidade e sintônia nas incorporações é de fato, mais demorada. E nesse processo de ajustes, equalizações e estabelecer uma sintonia satisfatória , o médium deve entender que haverá sim erros, o seu sobrepor a propria entidade, o animismo, porque faz parte desses ajustes. Por isso o médium não deve ser pemitido ao estarem sob influência das entidades; beber, fumar e principalmente, dar consultas e atender o público, quando essa sintonia não se estabelecer de fato, avaliado pelo dirigente e guias chefes da casa.
Nao é que não podem ….. é normal as entidades não darem nomes de suas falanges no ínicio, pois o médium ainda não está preparado mediúnicamente falando … demora-se um tempo para estabelecer uma sincrônia entre a faixa vibratória da entidade com a do medium e somente quando houver harmonia, e com menos risco de animismos por parte do médium, é que elas trazem sua falange.
Antes de tudo cada guia que incorpora é único, cada um é um espírito em particular, com seu jeito de agir e pensar. O nome de que se utilizam é apenas um indicativo da forma que trabalham de sua linha e irradiação. Por isso podemos ter vários espíritos trabalhando com o mesmo nome, sem que sejam por isso um só espírito.É como ser um médico, engenheiro, etc… Todos possuem um conhecimento comum, além do conhecimento individual. E isso faz com que trabalhem de forma diferente, mas seguindo a mesma linha geral. A mesma coisa acontece com nossos guias, então é comum escutar:- Como é o Caboclo X?- Me conte a estória do Preto Velho Y- Como é o ponto riscado do Exú Z?
Isso pode ocasionar vários promelhas no início do desenvolvimento, o médium lê uma descrição de que o Caboclo Y fuma. E ele fica com “isso” na cabeça, assim que chega no momento de trabalhar com o seu guia o Caboclo Y (também) ele pede um charuto, e aparti daí fica mais difícil de romper essa barreira anímica criada pelo médium.
Ou então o médium lê que o Exu Z quando incorpora ajoelha no chão, aí pensa, “nossa o que eu incorporo não ajoelha!!!” e começa a se sentir inseguro quanto a manifestação do seu guia, podendo com isso atrapalhar o seu desenvolvimento.
Pra resumir, a melhor forma de conhecer seu guia e através do tempo, do desenvolvimento e do trabalho com ele, assim pouco a pouco você vai se interando de como ele é, como gosta de trabalhar, etc.
Rirado do texto de A. Araújo

O Que Falta na Umbanda



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O QUE FALTA NA UMBANDA?

Dia destes, ao final de uma gira de desenvolvimento mediúnico, manifestou-se Pai João de Angola, o Preto Velho regente da casa.
Como de costume, acendeu seu cachimbo, cumprimentou os presentes e chamou todos para bem perto dele e após se acomodarem ele pediu que todos respondessem uma pergunta simples:
“ – Do que a Umbanda precisa?”
E assim um a um foram respondendo:
“- Mais união...”“ – Mais estudo...”
“ – Mais divulgação...”
“ – Mais respeito...”
“ – Mais reconhecimento...”
Mais, mais e mais...
Após todos manifestarem suas opiniões, Pai João sorriu e disparou:
“ – Muito se diz do que a Umbanda precisa, não é? E eu digo que a Umbanda precisa de Filhos!”
Silêncio repentino no ambiente.
Naturalmente os filhos ficaram surpresos e ansiosos para a conclusão desta afirmação.
Pai João pitou, pensou, pitou, sorriu e continuou:
“É isso, a Umbanda precisa sobretudo de FILHOS.

Porque um filho jamais nega sua mãe, sua origem, sua natureza. Quando alguém questiona vocês sobre o nome de sua mãe, vocês procuram dar um outro nome a ela que não seja o verdadeiro? Um filho nem pensa nisso, simplesmente revela a verdade. Assim é um verdadeiro Filho de Umbanda, não nega sua religião, nem conseguiria, pois seria o mesmo que negar a origem de sua vida seria o mesmo que negar o nome de sua mãe.
Um filho de Umbanda, dentro do terreiro limpa o chão como devoção e não como uma chata necessidade de faxinar.
Um filho de Umbanda dá o melhor de si para e pelo o terreiro, pois sente que ali, no terreiro ele está na casa de sua mãe.
Um filho de Umbanda ama e respeita seus irmãos de fé, pois são filhos da mesma mãe e sabem que por honra e respeito a ela é que precisam se amar, se respeitar e se fortalecer.
Um filho de Umbanda sente naturalmente que o terreiro é a casa de sua mãe, onde ele encontra sua família e por isso quando não está no terreiro sente-se ansioso para retornar e sempre que lá está é um momento de alegria e prazer.
Um filho de Umbanda não precisa aprender o que é gratidão. Porque sua entrega verdadeira no convívio com sua mãe, a Umbanda, já lhe ensina por observação o que é humildade, cidadania, família, caridade e todas as virtudes básicas que um filho educado carrega consigo.
Um filho de Umbanda não espera ser escalado ou designado por uma ordem superior para fazer e colaborar com o terreiro, ele por si só observa as necessidades e se voluntaria, pois lhe é muito satisfatório agradar sua mãe, a Umbanda.
Um filho de Umbanda sabe o que é ser Filho e sabe o que é ter uma Mãe.

ANJO DA GUARDA NA UMBANDA




Bem, os anjos de guarda nos protegem e acompanham a cada dia. E esse acompanhamento também está nas horas de trabalho (sessões). Sim, porque estamos numa corrente espiritual onde espíritos sem luz e perturbados, confusos, enfim vêm contra nós, os Orixás, Guias, Entidades nos protegem, mas a presença do anjo da guarda antes e depois da incorporação é por demais importante.Um exemplo, normalmente quando uma pessoa sofre um trabalho de demanda, um trabalho contra o bem estar dela, a primeiro reflexo que se nota é o enfraquecimento de seu anjo da guarda, tornando-o distante e deixando a pessoa vulnerável.É comum que os Guias/Entidades do terreiro, quando se vêem a frente de uma pessoa com demanda, venham a pedir um “fortalecimento para o anjo de guarda”, ou seja, um reforço para restaurar os laços entre você e seu anjo da guarda. Esse reforço consiste em trazer ele mais próximo de você, com mais força para te proteger contra os *ataques* da demanda.E para os médiuns?Com toda a certeza, para os médiuns, os anjos da guarda são tão importantes quanto os próprios Orixás e Entidades.Quando o médium vai incorporar, para que o Orixá/Entidade se aproxime, o anjo de guarda permite a passagem para ocorrer a incorporação. Quando o Orixá/Entidade está incorporado no médium, o anjo da guarda permanece ao lado, pois o médium está protegido por energias do Orixá ou Entidade que está ali.Quando há o processo de desincorporação, o Anjo da Guarda se aproxima mais, para manter o equilíbrio do médium.Portanto, os médiuns devem ficar atentos para não oferecer resistência na hora da desincorporação desse Orixá/Entidade, pois existe uma hora certa em que o Orixá deve deixar a matéria e o anjo da guarda se aproximar, não deixando a matéria desprotegida.O seu anjo da guarda, sempre anda com você em qualquer lugar que você esteja, pronto a lhe proteger; embora você não o veja.O que chamamos de intuição, muitas vezes é a manifestação de nosso Anjo da Guarda que procura sempre o melhor para nós (aquela voz na cabeça que diz, não faça isso, não vá por esse caminho, etc.).O nosso anjo da guarda é aquele que nos protege a todo instante de nossas vidas... Por isso, devemos manter acesa uma vela com um copo d’água ao lado em um local alto, e fazer orações ao anjo da guarda regularmente, pedindo sempre que nos guie pelos caminhos certos da vida e que nos proteja.Para quem acredita é muito fácil sentir, ouvir e presenciar a manifestação dos anjos em nossa vida dando inspiração para algo que ocorrerá em nossos dias, mas para pessoas que não acreditam que os anjos existam é totalmente difícil manter o anjo próximo dele, esse pensamento negativo e destrutivo para o anjo o enfraquece e acaba por distanciá-lo.O céu não tem entradas, lá não precisamos bater; pois, chegando ao fim da jornada, sempre há alguém para nos receber.

O Médium, O Médium de Umbanda




O médium de Umbanda, ainda que muitos não o valorize, é o ponto chave do ritual de Umbanda no plano material.E por sê-lo, deve merecer dos filhos de Fé já maduros (iniciados) toda atenção, carinho e respeito quando adentram no espaço interno das tendas, pois é mais um filho da Umbanda que é “dado” à luz. E tal como quando a generosa mãe dá à luz mais um filho, onde tanto o pai quanto os irmãos se acercam do recém-nascido e o cobrem de bênçãos, amor, carinho e... compreensão para com seus choros, o novo filho de Fé ainda é uma criança que veio à luz e precisa de amparo e todos os cuidados devido à sua ainda frágil constituição íntima e emocional.Do lado espiritual, todo o apoio lhe é dado, pois nós, os espíritos guias deles, sabemos que este é o período em que mais frágil se sente um ser que traz a mediunidade.Para um médium iniciante, este é um momento único em sua vida, e também um período de transição, onde todos os seus valores religiosos anteriores de nada lhe valem, pois outros valores lhe estão sendo apresentados.Para todos os seres humanos este é um período extremamente delicado em suas vidas. E não são poucos os médiuns que se decepcionam com a falta de compreensão para com sua fragilidade diante do novo e do ainda desconhecido.É tão comum uma pessoa dotada de forte mediunidade e de grandes medos, ser vista como “fraca” de cabeça pelos já “tarimbados” médiuns. Mas estes não param para pensar um pouco no que realmente incomoda o novo irmão e, com isto, o Ritual de Umbanda Sagrada vê mais um dos seus recém-nascidos filhos perecer na maior angustia, e socorre-se a outros rituais que primam pela ignorância do mundo espiritual e sufocam nos seus fieis, seus mais elementares dons naturais.Muitos apregoam que tantos e tantos brasileiros são umbandista, e que isto demonstra o vigor da religião umbandista. Mas, infelizmente, isto não é verdade, e só serve para diminuir o que poderia ser uma grande verdade.Vários milhões de brasileiros já assumiram suas mediunidades por completo e são médiuns praticantes, que incorporam regularmente seus guias dentro das tendas onde trabalham, ou nas suas reuniões mais intimas em suas próprias casas.Mas alguns milhões de filhos de Fé com um potencial mediúnico magnífico já foram perdidos para outros rituais, porque os diretores das tendas não deram a devida atenção ao “fator médium” do ritual de Umbanda, assim como não atentaram para o fato de que aqueles que lhes são apresentados pelos guias zeladores dos novos médiuns, se lhes são enviados, o são pelo próprio espírito universal e universalista que anima a Umbanda Sagrada, e que é o seu espírito religioso, que no lado espiritual tem meios sutis de atuar sobre um filho de Fé, mas no lado material depende fundamentalmente dos pais e mães no Santo, animadores materiais desse corpo invisível, mas ativo e totalmente religioso.É tão comum vermos médiuns já “iniciados” que não tem a menor noção da existência desse corpo religioso umbandista que se move através do plasma universal que é Deus, é fé e é religiosidade. “Eu sou filho de tal orixá...”, e pronto! Sua fé acaba a partir daí, e sua ligação com este plasma divinizado numa religião fica restrito a isto: “Eu sou filho de tal orixá”.Incorpora seus guias, estes trabalham, e maravilhosamente, pois estão em comunhão total com este espírito ativo que é o corpo religioso umbandista, corpo este que assume a forma de orixás ou de seus pontos de forças, mas que não deixam de irradiar essa energia divina chamada “Fé”.O ritual é aberto a todas as manifestações, mas o lado material ( médiuns) tem de ser esclarecido de que as manifestações só acontecem por causa desse espírito religioso invisível conhecido por Ritual de Umbanda Sagrada, e que fora dele não há manifestações, mas tão somente possessões espirituais.É este espírito invisível que sustenta todas as manifestações, quando em nome da Umbanda Sagrada são realizados.Houve um tempo em que os orixás foram sincretizados com santos católicos, pois aí a concretização do ritual aconteceria. As imagens “mascaravam” a verdade oculta e as perseguições religiosas, políticas e policiais foram abrandadas.Mas, atualmente, isto já não é preciso como meio de expansão da Umbanda Sagrada. Hoje já existe liberdade suficiente para que todos digam abertamente: “Sou um filho de Fé, sou um filho de Umbanda!”.Mas para que isso possa ser realmente dito, é chegado o tempo de a Umbanda deixar de perder seus filhos recém-nascidos para religiões que ainda recorrem a princípios medievais, quando não obscurantistas.Há de ser criada uma forte linha de fé doutrinadora dos sentimentos religiosos dos filhos de Fé, pois só assim a Umbanda Sagrada sairá do interior das tendas e dos lares e abarcará, num movimento abrangente e envolvedor, os milhões de irmãos que afluem às tendas ou aos médiuns à procura de uma palavra de consolo, conforto ou esclarecimento.É chegado o momento de todos os médiuns, diretores espirituais, dirigentes espirituais e pais e mães no Santo, imprimirem aos seus trabalhos mais uma vertente da Umbanda Sagrada: a doutrinação dos irmãos e irmãs que afluem às tendas nos dias de trabalho.É preciso uma conscientização dos pais e mães no Santo de que os necessitados, os aflitos, os carentes afluirão não só às tendas de Umbanda, mas também a todas as outras portas abertas onde há uma promessa, um vislumbre de socorro imediato. Mas só aquelas portas que, a par do socorro imediato, oferecerem uma luz para toda a vida, alcançarão seu real objetivo, pois a par do imediato também oferecem o bem duradouro, que é a fé forte numa religião. E a Umbanda Sagrada é uma religião!Por isso ela tem de sair das tendas e conquistar corações dos que a ela afluem nos dias de trabalho, e conquistar o respeito e a confiança de todos os cidadãos no seu trabalho de doutrinação e salvação de almas.Nós temos acompanhado com carinho e atenção os irmãos umbandistas que têm oferecido a maior parte de suas vidas a esta necessidade da religião umbandista – abençoados sãos estes verdadeiros filhos de Umbanda, mas temos acompanhado a vida de todos os pais e mães no Santo e temos visto que bloqueiam a si próprios e às suas potencialidades doutrinadoras dentro da Umbanda Sagrada, quando limitam a si e sua religião aos trabalhos dentro de suas tendas, quando os seus guias incorporam e ... trabalham.Limitam-se só a isto e limitam à própria religião umbandista, pois não concedem a si próprios as qualidades que seus orixás lhes mostram que são possuidores. Muitos filhos de Fé, movidos de nobres e dignificantes intenções, buscam nas línguas a explicação do termo “Umbanda”. Alguns chegam a mergulhar no passado ancestral em busca do real significado desta palavra.Nada a opor de nossa parte, mas melhor fariam e mais louvável aos olhos dos orixás seriam seus esforços, caso já tivessem atinado com o real e verdadeiro sentido do termo “Umbanda”.Umbanda significa: o sacerdócio em si mesmo, na m'banda, no médium que sabe lidar tanto com os espíritos quanto com a natureza humana. Umbanda é o portador das qualidades, atributos e atribuições que lhe são conferidas pelos Senhores da natureza; os orixás! Umbanda é o veiculo de comunicação entre os espíritos e os encarnados, e só um Umbanda está apto a incorporar tanto os do Alto, quanto os do Embaixo, assim como os do Meio, pois ele é, em si mesmo, um templo.
• Umbanda é sinônimo de poder ativo.
• Umbanda é sinônimo de curador.
• Umbanda é sinônimo de conselheiro.
• Umbanda é sinônimo de intermediador.
• Umbanda é sinônimo de filho de Fé.
• Umbanda é sinônimo de sacerdote.
• Umbanda é a religiosidade do religioso.
Umbanda é o veiculo, pois trazem em si os dons naturais, pelos quais os encantados da natureza falam aos espíritos humanos encarnados.
Umbanda é o sacerdote atuante, que traz em si todos os recursos dos templos de tijolo, pedras ou concreto armado.
Umbanda é o mais belo dos templos, onde Deus mais aprecia ser manifestado, ou mesmo onde mais aprecia estar: no intimo do ser humano.
Umbanda foram os primeiros espíritos dos sacerdotes, que aos poucos foram criando para si, no intimo dos médiuns filhos de Santo já preparados para recebe-los, uma linha tão poderosa, mas tão poderosa que realizavam curas milagrosas nos freqüentadores dos terreiros de “macumba”.
Umbanda eram os caboclos índios que dominavam os quiumbas e libertavam os espíritos encarnados de obsessores vingativos e perseguidores.
Umbanda eram os pretos-velhos que baixavam nas “mesas brancas” e faziam revelações que não só deixavam admirados quem os ouviam, mas encantavam também.
Umbanda eram os exus e pombas-giras brincalhões, debochados e francos, tanto quanto os encarnados, pois falavam a estes de igual para igual, e com isso iam rompendo o temor dos filhos de Santo para com seus “santos”.
Umbanda era o inicio do rompimento da casca grossa da rituália de culto aos eguns (os sacerdotes) já no outro lado da vida.
Umbanda o sacerdócio; embanda, o chefe do culto; Umbanda, o ritual aberto do culto dos ancestrais.
Umbanda, onde na banda do “Um”, mais um todos nós somos, pois tudo o que nos cerca, através de nós pode se manifestar.
Umbanda, na banda do “Um” , um todos são e sempre serão, desde que limpem seus templos íntimos dos tabus a respeitos dos orixás e os absorvam através da luz divina que irradiam seus mistérios.
Daí em diante, serão todos “mais um”, plenos portadores dos mistérios dos orixás.
Na Umbanda, o médium não é esvaziado, mas tão somente enriquecido com a riqueza espiritual de todos os orixás.
Umbanda provém de “m'banda”, o sacerdote, o curador.
Umbanda é sacerdócio na mais completa acepção da palavra, pois coloca o médium na posição de “doador” das qualidades de seus orixás, que impossibilitados de falarem diretamente ao povo, falam a partir de seus templos humanos: os filhos de Fé!Despertem para esta verdade, pais e mês de Santo! Olhem para todos os que chegam até vocês, não como seres perturbados, mas sim como irmãos em Oxalá que desejam dar “passagem” às forças da natureza que lhes chegam, mas encontram seus templos (mediunidade) ocupados por escolhos inculcados neles, através de séculos e séculos que estiveram afastados de seus ancestrais orixás.
Não inculquem mais escolhos dizendo a eles que tem orixá brigando pela cabeça deles, ou que exu está cobrando alguma coisa.
Tratem os filhos que Olorum, o Incriado, lhes envia com o mesmo amor, carinho e cuidados que devotam a seus filhos encarnados.
Cuidem deles; transmitam a eles amor aos orixás, pois orixá é o amor do Criador às Suas criaturas.
Ensinem-lhes que, na lei de Oxalá, ninguém é superior a ninguém, pois na banda do “Um”, mais um todos são.
Mostrem-lhes que orixá é um santo, mas é mais do que isso: orixá é a natureza divina se manifestando de forma humana, para os espíritos humanos.
Não percam tempo tentando contar lendas do tempo de cativeiro, quando irmãos de cultos diferentes, raças diferentes e formações as mais diversas possíveis, eram reunidos numa só senzala e evitavam a mistura dos orixás com medo de perderem seus últimos vestígios humanos: seus “santos”de cabeça e de fé.
O tempo da escravidão já é passado e Umbanda é liberdade de manifestação dos orixás através dos seus veículos naturais; os médiuns.
Ensinem-lhes que, se estão aptos a incorporarem o “seu” pai de cabeça, também estão aptos a serem as moradas de todos os outros “pais”, pois orixá é antes de qualquer coisa e acima de tudo, isto: senhora da cabeça. é senhor da coroa luminosa que paira em torno do mental purificado do filho de Fé já liberto dos escolhos que o mantinham acorrentado e escravizado a tabus e dogmas religiosos, que antes de tudo visavam impedi-lo de ser mais um na banda do “Um”, e mantê-lo na eterna dependência da vontade dos carnais senhores dos cultos ao Criador, onde um é o pastor e os restantes, só rebanho, ovelhas mesmo!Digam que na banda do “Um”, o rebanho é composto só de pastores, pois “Umbanda” é sacerdócio.
Esclareçam ao filho recém-chegado que se sente incomodado, que isto não é nada ruim, pois há todo um santuário aprisionado em seu intimo que está tentando explodir através de sua mediunidade magnífica.
Conversem demoradamente com ele e procurem mostrar-lhe que Umbanda não é a panacéia para todos os males do corpo e da matéria, mas sim o aflorar da espiritualização sufocada por milênios e milênios de ignorância e descaso para com as coisas do espírito.Expliquem que pode fazer o que quiser com seu corpo material, mas deve preservar sua coroa (cabeça), pois é nela que a luz dos orixás lhe chega e o liberta dos vícios da carne e do materialismo brutal.
Ensinem-lhe que, como templos, deve manter limpo seu íntimo, pois nesse íntimo há uma centelha divina animada pelo fogo divino que a tudo purifica, e que o purificará sempre que entregar sua coroa ao seu orixá. Instrua-os com seu mentor guia chefe, irmãos e irmãs (pais e mães de Santo).Estabeleçam um dia da semana ou do mês dedicado exclusivamente a um guia doutrinador que lhe falará da Umbanda a partir da visão mais acurada desta religião, em que os fiéis são mais que fiéis: são “meios” onde toda uma gama magnífica de seres de altíssima evolução se manifestam como humildes pretos-velhos, garbosos mas amáveis caboclos, inocentes crianças ou humanos exus e pombas-giras.
Sim porque nós conhecemos irmãos exus que possuem muito mais luz do que vocês imaginam.
E se preferem atuar como exus, é porque assim, bem humanos, chegam mais rápido até onde desejam: aos consulentes sofredores e veículos de espíritos sofredores afins.
Ensinem aos médiuns que eles trazem consigo mesmo todo um templo já santificado e que nele se assentam os orixás sagrados.
E que através desse templo muitas vozes podem falar, e serem ouvidas pois Umbanda provem de Embanda: sacerdote!E o médium é um sacerdote, um embanda, um Umbanda, ou mais um na banda do um, a Umbanda!


QUAL É O PESO DA MINHA MÃO ?
QUERIDOS IRMÃOS DESTE PLANO, OU A QUEM QUEIRA ESCUTAR, TALVEZ NUNCA NOSQUESTIONAMOS COM ESTA PERGUNTA : QUAL É O PESO DA MINHA MÃO ?
ENTÃO VAMOS APROVEITAR ESTES SEGUNDOS DE LEITURA DESTE TEXTO, PARA QUE DEPOIS CADA UM POSSA AVALIAR SUAS RESPOSTAS.
PELAS MÃOS QUE SE ACARICIA UMA FACE.
PELAS MÃOS QUE SE PODE ALVEJAR UMA FACE.
PELAS MÃOS QUE SE PODE ASSINAR UMA CONDENAÇÃO.
PELAS MÃOS QUE SE PODE ASSINAR UMA ABSOLVIÇÃO.
PELAS MÃOS PODEMOS ABRIR UMA PORTA.
PELAS MÃOS PODEMOS FECHAR UMA PORTA.
PELAS MÃOS QUE PODEMOS CHAMAR ALGUÉM PARA UM CONTATO MAIS PRÓXIMO.
PELAS MÃOS QUE PODEMOS IMPEDIR UM CONTATO MAIS PRÓXIMO.
PELAS MÃOS QUE PODEMOS APLAUDIR.
PELAS MÃOS QUE PODEMOS BLASFEMAR.
PELAS MÃOS SOMOS SUBTRAIDOS DO VENTRE PARA ESTE “MUNDO”
E PELAS MÃOS SOMOS ARREBATADOS DESTE “MUNDO”.
QUERIDOS IRMÃOS, ONDE EU QUERO CHEGAR COM ESTAS PEQUENAS COMPARAÇÕES, É QUE CONHEÇAM O PESO DA SUA MÃO NA VIDA DO PRÓXIMO, POIS ELA PODE ESTAR PASSANDO E DEIXANDO MARCAS NA VIDA OU NA ALMA DAQUELES OU DAQUELAS QUE O RODEIAM, OU ATÉ MESMO NA VIDA ALHEIA. ENTÃO, CHEGOU A HORA DE PARAR PARA MENSURAR E AVALIAR ESTE PESO E ESTAS MARCAS :
SERÁ QUE SÃO SUBSTANCIAIS ? OU SERÁ O RETRATO DA NOSSA PURA PREPOTÊNCIA ?
SERÁ QUE ESTÃO SENDO MARCAS PROFUNDAS ?
SERÁ QUE ESTÁ AJUDANDO OU MALEFICANDO ?
SE NÃO AVALIARMOS ISTO EM TEMPO, ESTAREMOS COM AS PRÓPRIAS FISSURAS DAS MARCAS DEIXADAS E UM PESO COLOSSAL PARA O NOSSO “PEQUENO” ESPÍRITO, PRATICAMENTE CULTIVAREMOS UMA BOLA DE FERRO CALÇADA EM NOSSOS TORNOZELOS, TORNANDO NOSSA JORNADA BEM MAIS “PESADA”.
ENTENDAM A PALAVRA MÃO, COMO O CONJUNTO DE PENSAMENTOS, PALAVRAS E AÇÃO.
A MÃO CALEJADA ÀS VEZES NÃO É UM SINAL DE UMA GRANDE EXPERIÊNCIA, PODENDO SER, SIM, UM SINAL DA NOSSA GRANDE TEIMOSIA, POIS ELA NÃO PRECISA SER CALEJADA PARA ADQUIRIRMOS EXPERIÊNCIA.
BENÇÃO A TODOS.
PAI JOAQUIM DE ANGOLA
Por Fábio Alonso, inspiração de Pai Joaquim de Angola

segunda-feira, 26 de outubro de 2015


EXUMANIA.



Iniciando praticamente agora nossa participação no Blog de nosso amigo Edenilson, após trocas de idéias, resolvemos criar uma coluna que falará, a princípio mensalmente, sobre temas abertos em Comunidades do Orkut a respeito de Umbanda, Candomblé e Mediunidade, comentando os comentários, por assim dizer e analisando suas propostas. Como o que hoje chamam UMBANDA é na verdade um imenso apanhado de crenças e rituais e até mesmo doutrinas as mais variadas e por isso mesmo vemos, diuturnamente, as mais complexas discussões em torno de termos e vocábulos que para uns significam uma coisa, para outros outra e para outros mais outra ainda, vamos tentando, aos poucos e com muito tato, explicar onde e porque começam as discordâncias em alguns temas, de modo que com o desenrolar dos textos que aqui serão colocados, somente o acompanhamento de todos poderá levar à compreensão real de tudo o que se pretende repassar.

Antes ainda que leiam quaisquer de nossos textos é preciso que se diga que RACIOCÍNIO e MENTE ABERTA para isto são quesitos extremamente necessários, pois a defesa irracional e desmedida de qualquer princípio, apenas porque assim aprendemos e achamos que é como tem que ser, chama-se FANATISMO e isto não é positivo em qualquer crença já que nos bloqueia o raciocínio e nos impinge a aceitar somente o que aprendemos, na maior parte das vezes no "de boca em boca", tendo sofrido neste caminho, as mais diversas variações segundo as vontades dos que repassaram e dos que nos "ensinaram".

Achou alguma coisa que contradiz o que você aprendeu? Então pare, pense, repense, compare, chame lá de dentro de você mesmo uma coisa chamada RAZÃO e depois então monte sua própria conclusão.

Vamos ao nosso primeiro tema, já polêmico e desconcertante, a partir do momento em que por motivos de defesa do mito (até com certa razão) alguns passaram a criar defesas tão fantasiosas quanto contradicentes que, pelo que se observa, acabou criando um movimento que nós apelidamos de EXUMANIA.

Observemos, navegando pelas Comunidades de Umbanda que entre um, dois ou cinco temas diferentes, sempre temas semelhantes aparecem em seguida abordando quase sempre as mesmas perguntas:

Quem é Exu? Exu é diabo? Exu é Orixá? Exu faz o bem e o mal? Mata-se para exu na Umbanda? Exu dá e tira? Exu é catiço? Você mataria um bicho pra salvar uma vida humana?

Pode observar que os temas sobre Exus estão presentes sempre e em muito maior quantidade do que qualquer tema sobre Pretos Velhos, Caboclos, Crianças (esses sim os verdadeiros representantes da Umbanda no Brasil), sendo que esses três últimos, quando são evocados, pouquíssimas são as participações. Parece que até que conhecer-se sobre Exus é conhecer-se Umbanda!


Mas por que essa atração por Exus e Pomba giras? O que essas entidades trazem consigo que tanta curiosidade e ao mesmo tempo tantas controvérsias criam? Você mesmo vai chegar à sua conclusão ao final desta matéria. Mas leia-a por completo para que esta conclusão e outras mais não pequem pela ausência de subsídios razoáveis.

Vamos "começar do começo" (redundância forçada) observando que quando não existia Umbanda no Brasil (antes de 15 de novembro de 1908) já existiam Caboclos e Pretos velhos que baixavam nas já famosas "macumbas cariocas" que já eram, em síntese, uma mistura de cultos. Só que neste período "baixavam", SEM LEI, SEM DOUTRINA, SEM OBJETIVOS MAIORES que não fossem o atendimento a algumas necessidades humanas imediatas em sua maior parte e, principalmente sem que se importassem de estarem fazendo um bem para alguém e/ou fazendo um mal para outrem por decorrência, sendo a maioria dos mesmos que assim se apresentavam, usados pelos humanos, tanto para bons procedimentos quanto para demandas.

Tudo indica que ainda no Plano Astral já haviam entidades que se importavam com isto e, segundo a história da criação da UMBANDA,essas entidades não encontravam campo para suas atuações positivas no meios desses cultos desorganizados e sem lei e por isto precisavam se reunir em grupamentos com leis e objetivos bem discriminados, o que as levou a iniciarem um movimento Astral que culminou na Criação da UMBANDA anunciada pelo CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS.

Pois muito bem. Paralelamente e até concomitantemente, existiam grupamentos mediúnicos que lidavam com entidades que se apresentavam como Exus num outro movimento espiritual que recebeu o nome (apelido*) de QUIMBANDA. Nesses grupamentos a "magia" era totalmente voltada para objetivos materiais e imediatos, com tentativas de alcance de objetivos, fosse por que meios fossem, na base da força e através de espíritos bastante "materializados" e normalmente "marginalizados" que não se importavam com o que deveriam fazer - faziam desde que lhes fossem pagos certos "presentes", dentre os quais o sangue sacrifícial de bodes, galos e até bois.

Numa análise rápida e superficial porque não nos interessa entrar muito por esta porta, isto era a QUIMBANDA no período em que a UMBANDA aconteceu e estava se firmando e assim eram os EXUS que se conhecia então - espíritos marginais, SEM LEI, que faziam qualquer coisa por trocas e presentes, bem semelhantes (mas nem de longe iguais) ao que seria o tal do diabo das religiões católicas.

Calminha aí os EXUMANÍACOS, porque estamos falando de um passado que deve ser conhecido, até para que entendamos o que são os EXUS DE UMBANDA nos dias de hoje.

Continuando ... Essas entidades eram tão perigosas por sua total marginalidade frente à evolução e a qualquer tipo de LEI ou DOUTRINA, que eram temidas, sabendo-se até mesmo de locais em que os médiuns eram acorrentados à parede, tal era o grau de selvageria e agressividade que lhes era peculiar quando "montados" por seus Exus.


É preciso que se explique bem e LOGO AQUI, que o termo KIUMBA, hoje tão usado, foi criado muito recentemente, na década de 60, se não me engano, pelo finado W.W. da Matta e Silva, no intento de diferenciar os Exus que já estavam vindo na Umbanda, dos Exus que ainda se mantinham SEM LEI, mas que esse termo é reconhecido apenas por nós - é uma classificação NOSSA - porque você nunca viu ou ouviu e nem ouvirá ou verá, qualquer entidade que se apresente selvagemente numa gira de desobsessão ou descarrego se apresentando como KIUMBA "X", KIUMBA "Y" e daí por diante. E se viu ou ouviu pode estar certo de que foi O MÉDIUM FALANDO PELA ENTIDADE e não esta em verdade!

Se voltarmos ao início da VERDADEIRA UMBANDA (a que foi criada em 1908 porque o que havia antes era qualquer coisa menos UMBANDA), um culto com claros objetivos de EVOLUÇÃO ESPIRITUAL DELES E NOSSA, ATRAVÉS DA CARIDADE, veremos até que Exus não eram permitidos a não ser em casos muito especiais e sempre sob comando de entidades espirituais que já tinham condições de serem UMBANDISTAS, o que não os impedia de tentarem ir se aproximando desse NOVO CULTO, como AUXILIARES, ao mesmo tempo em que iam aprendendo com os mais evoluídos (MAIS CONSCIENTES DAS "NOVAS" VERDADES ESPIRITUAIS) novas formas de comportamento e de visão da espiritualidade inclusive, tudo muito diferente do que conheciam nos grupamentos QUIMBANDISTAS de onde eram provenientes.

Também paralelamente ao MOVIMENTO UMBANDISTA ORIGINAL desenvolviam-se outros grupamentos mediúnicos mais abertos (se podemos dizer assim), menos rígidos nos controles às entidades e que passaram a se auto-rotular de Umbandas, APÓS TEREM CONHECIMENTO DA EXISTÊNCIA DESSE CULTO, já que viram esse "direito" no fato de também darem passagem a Pretos Velhos e Caboclos (e só por isto já que as doutrinas e ritualísticas eram totalmente diferentes).

Esses, talvez por suas raízes africanas e o reconhecimento de um "orixá" de nome Exu em suas hostes, foram mais condescendentes em relação à participação dos Exus CATIÇOS (humanos desencarnados e não orixás) em seus terreiros, o que veio a confundir muito, nos dias de hoje, quando se tenta descobrir se os Exus sempre estiveram presentes na Umbanda ou se não!

A resposta certa para essa dúvida é NÃO! As falanges de Exus não faziam parte das falanges ou grupamentos espírituais que deram início à Umbanda Original no Brasil e sim de alguns cultos que se agregaram e se auto-rotularam UMBANDAS já no período em que ela ia crescendo em número de Tendas e ia se alastrando naquela velha forma deteriorante do "de boca em boca". Lembremo-nos que nessa época, nem o rádio existia no Brasil e jornais, uns poucos que muito certamente não contribuiriam com a divulgação de outro culto que não fosse o catolicismo, religião dominante nesse período. Foi somente em 1933 que foram publicados os primeiros artigos sobre Umbanda, escritos por Leal de Souza sob o título: "O Espiritismo e as Sete Linhas de Umbanda", mas quando vieram a público já haviam se criado muitas outras Umbandas, incluindo-se aí a criada pelo Caboclo Mirim, que em fundamentos e ritualística, muito já diferia do que fora proposto antes, exceto em seus objetivos principais (isto não é uma crítica e sim uma constatação e fatos).


Pois muito bem, o fato é que algumas entidades que pertenciam à Quimbanda em suas formas de Exus, foram, ao longo do tempo, adentrando às mais diversas Umbandas que se criaram então e, quando elas eram UMBANDAS DE VERDADE (as que mantinham o lema de trabalhar com espíritos para a caridade e a conseqüente evolução destes) eram doutrinados (recebiam controle e orientação sobre seus comportamentos e determinações sobre o que poderiam ou não poderiam fazer) e recebiam o título de "Exus Batizados na Lei de Umbanda" (batizados = iniciados na Lei) ou simplesmente "BATIZADOS" e, ao longo do tempo, eram considerados "COROADOS" aqueles espíritos que já tinham dado provas de que tinham aprendido a trabalhar segundo as Leis de Umbanda e nos quais se podia confiar como verdadeiros amigos.

Na fase anterior à de "BATIZADOS" recebiam o título de EXUS PAGÃOS, que seria o que hoje chamamos de KIUMBAS. Mas perceba bem que todos esses "títulos" lhes era dado por nós, os encarnados, porque eles todos sempre se apresentraram (e se apresentam ainda hoje) como Exus, fossem pagãos, batizados ou coroados.

Em Terreiros de UMBANDA DE VERDADE (pouco importando aí a raíz doutrinária desta Umbanda, se africana, kardequizada, católica, etc.), quando Exu chegava era para TRABALHAR e sempre, como já disse, sob controle de entidades Chefes de Terreiro (Caboclos ou Pretos Velhos) que inclusive, em muitos casos, mesmo nas giras a eles dedicadas (quando existiam) mantinham-se em terra e determinavam qual Exu poderia falar com o público, qual não estava ainda preparado, o que poderiam fazer ou não e depois, na hora certa, os mandavam "subir".

Por que eu usei o termo UMBANDA DE VERDADE? Porque ja haviam muitos Terreiros em que os Exus chegavam e, por suas capacidades de envolvimento psicológico, sempre com boas conversas, elogios aqui e ali, um abraço, um trabalhinho de auxílio muito bem feito acolá, iam paulatinamente, impondo seus rítmos e formas de trabalho a ponto de alguns Terreiros que continuaram se dizendo "de Umbanda" irem aumentando o número de Giras de Exus, diminuindo as de Pretos Velhos e Caboclos e chegarem a passar o COMANDO GERAL DE SUAS GIRAS a esses mesmos que deveriam estar ali para aprenderem com espíritos de maior conhecimento e evolução.


O que mais acontecia (e acontece até hoje) é que os ESPÍRITOS EXUS que assim procediam, vistos pelo prisma da UMBANDA DE VERDADE, não eram sequer COROADOS - no máximo BATIZADOS e com algum conhecimento dos princípios e objetivos Umbandistas, INDEPENDENTE do conhecimento que tinham sobre como desmanchar trabalhos ou fazê-los, sobre como influenciar o mental de pessoas sempre carentes, como incitar-lhes a FÉ neles mesmos (tudo aprendido ainda pelos lados da Quimbanda) e, como eram no máximo "BATIZADOS" mas não CONFIRMADOS (ou COROADOS) na Lei de Umbanda, continuavam, embora em menor escala, tanto ajudando quanto atrapalhando a vida alheia, como em casos, em que se criavam DEMANDAS entre Terreiros (não querem saber a verdade?), por exemplo, sempre comandadas pelo "Exu Tal" ou a "Pomba Gira Qual" que a exemplo dos "deuses" mitológicos, inclusive o bíblico Jeová em épocas mais remotas, eram invocados para guiarem seus "filhos de fé" contra outros "filhos de fé".

E como eu posso afirmar que esses Exus não eram CONFIRMADOS ou COROADOS?
O simples fato de saberem ser ESPÍRITOS AUXILIARES (que deveriam estar aprendendo mais) e envolverem os encarnados mais ingênuos até o ponto de lhes ser concedida a Chefia do Terreiro já nos demonstra isto, pois Exu COROADO (hoje também chamado GUARDIÃO) tem que saber muito bem o seu lugar dentro da UMBANDA e BATER CABEÇA para Pretos Velhos e Caboclos e nunca tentar fazer com que esses valores se invertam, porque aí o Terreiro já virou de QUIMBANDA, ainda que insistam em chamá-lo de "Umbanda" - verdade dura para muitos, eu sei. Mas VERDADE PURA!


Pois muito bem. Por toda essa história (que ainda foi muito superficial) dos Exus que vieram das Quimbandas, somando-se às lendas (itans) sobre o "Exu Orixá" dos cultos Nagôs que também auferiam a esse mito personalizado comportamentos nada adequados à civilização e ao que a sociedade compreendia e compreende como correto, tanto o "Exu Orixá" dos cultos afro, quanto o "Exu Catiço" das Quimbandas e Umbandas, foram assemelhados à figura também mitológica do diabo católico ... inclusive pelos próprios quimbandistas e muitos umbandistas (outra verdade dura) que parecem ter adorado usar essa imagens diabólicas que o comércio criou como de Exus em suas firmezas, tronqueiras, etc., o que corroborou ainda mais para a crença de que "EXU É O PRÓPRIO DIABO", crença esta que perdura e é incentivada e até aclamada por certos segmentos de certas ... "igrejas".

Com o ataque direto dessas "certas igrejas" ao mito Exu que se acentuou mais recentemente (desde a década de 70), impondo-lhes a culpa de todos os males da humanidade (Oh, Céus!), aconteceu uma reação por parte dos que vou chamar espiritualistas, exatamente em defesa do mito, o que seria até apreciável se esse movimento contra não extrapolasse e não começasse a atingir níveis fantasiosos e fanatizantes que, muito mais do que apenas defenderem e demonstrarem as incoerências, exageram e chegam a creditar a Exu (que em vários textos são confundidos - "Exu Orixá"/"Exu Catiço") até comandos da Natureza que nem aos ditos Orixás são dados. Em resumo, estão tentando, em muitas vezes, desqualificar as afirmações de que "Exu é o diabo" através de afirmações desprovidas de fundamento (por não conhecerem a verdadeira essência das falanges de Exus) e fantasias oníricas criadas por suas próprias mentes ou até mesmo por algum Exu apenas batizado que os acompanhe, intua e que se regozije com esses "NOVOS ATRIBUTOS" que estão usando para enaltecê-lo(s), ou seja, muita incoerência para combater incoerências.

E mais incoerências ainda vemos, quando no meio desses mesmos que afirmam que EXU NÃO É O DIABO, há os que ainda mantém em suas tronqueiras e até em um certos lugares que não pretendo citar agora, onde lhes vão render homenagens diversos Terreiros, AS MESMAS IMAGENS DEMONÍACAS criadas há dezenas de anos atrás para representarem quem...? OS EXUS!

A mania de Exus (ou EXUMANIA) vem crescendo tanto em função dessas "maravilhas" que agora lhes estão creditando, que encontramos até pessoas que deveriam ser mais espertas pelo nível cultural que demonstram, mas que são capazes de afirmar, com todas as letras, que os Exus são entidades em evolução (até aí tudo bem) em nível até superior ao dos Pretos e Caboclos, o que só pode acontecer ou ser verdade se os Pretos e Caboclos a que se referem forem tão Exus quanto os que, mais honestamente, se apresentam como tal - mais uma verdade dura que muitos insistem em não ver - fato este muito comum nas Quimbandas (mesmo as que se rotulam de umbandas), onde quem manda é Exu.

O pouco conhecimento sobre a essência das falanges de Exus (e os excessos de fantasias e "mistérios" que se divulgam) faz com que alguns afirmem (ora vejam só) que estando frente a frente com um Tranca Ruas, por exemplo, logicamante estão frente a um guardião, o que pode ser a maior das inverdades. Esquecem-se (ou nunca souberam pela pouca informação que têm nesse sentido) que os Exus batizados e os pagãos (kiumbas) também se apresentam com os mesmos nomes (Tranca Ruas, Tiriri, Marabô, etc), não sendo o nome de falange qualquer segurança que garanta estar-se falando com um coroado.

E aí ... como Exu virou chamariz até mesmo para giras de terreiros que pretendem medir seus potenciais pelo número de assistentes que lota suas dependências (pobres cegos, guias de cegos), pipocam no mercado, além das imagens diabólicas que demonstram que Exu não é diabo(?), cursos e mais cursos sobre "o mistério" Exu, que só virou mistério mesmo pra incentivar a curiosidade dos iniciantes.

Há pouco tivemos acesso a um texto de um certo autor que diz ter psicografado u'a mensagem de um certo Exu que, entre outros exagêros, chega a afirmar em um trecho de "sua fala": "Eu sou movimento. Não sou as ondas do mar, mas eu as faço movimentar-se...Não sou as estrelas na abóbada celeste, mas meu movimento faz a sua luz chegar até as retinas humanas...Não sou o ar que perpassa as folhas, mas as suas moléculas e partículas atômicas são mantidas em coesão e movimentadas pela minha força...."


Sem pretender "espichar assunto", só pela possibilidade de uma ENTIDADE (UM ESPÍRITO como qualquer outro) ter tentado sugerir as possibilidades acima, já poderíamos dispensar até "DEUS" de seus atributos, já que se as partículas atômicas são mantidas em coesão pela força de UM ESPÍRITO ( o tal "Exu" psicógrafo), provavelmente também foi ele quem criou e mantém o Universo.

Mais incrível ainda do que o fato de um Exu poder ter dito isto realmente
(afinal seria um Exu, envolvente como a maioria deles, não se sabendo se pagão ou batizado, porque um coroado não cometeria este desatino), é o fato de as pessoas que leram não perceberem a incoerência (esta e outras). Isso se deve especificamente ao grau de envolvimento e encantamento que adquiriram, tanto com essa entidades quanto com as fantasias que se criam diuturnamente sobre "seus poderes", "suas forças", "seus direitos de julgar e penalizar" e um outro tanto de lendas que alardeiam por aí afora.


O que a EXUMANIA está criando?

Seguidores encantados, embevecidos por lendas e fanatizados que, além de não compreenderem as verdadeiras funções dos Exus na UMBANDA (provavelmente porque quem lhes ensinou também não sabia), ainda acham que, apenas por estarem freqüentando este ou aquele grupamento espiritual, o Exu que aparece por meio de suas mediunidades TEM QUE SER UM COROADO! Mas nem querem saber que foram muito e muitos antes deles que assim pensando, hoje PAGAM DÍZIMOS por terem tido suas vidas viradas "de ponta cabeça".

Hoje (como antes também) vemos alguns ditos "umbandistas" que acreditam que todo espírito que vem na banda é de Umbanda e, portanto, é um ILUMINADO.

Mas se são, pergunto eu, porque teriam que EVOLUIR através da CARIDADE, se vemos claramente que os que não mais precisam são poucos, pouco vêm nas bandas e quando vêm têm comportamentos totalmente diferentes da grande maioria? Será que nossos Terreiros são mesmo esse "chão de estrelas" que muitos julgam ser? Ou serão verdadeiramente "TRAMPOLINS" PARA A EVOLUÇÃO ATRAVÉS DA PRÁTICA DA CARIDADE?

E mais: Será que os "iluminados" têm mesmo que ficar alardeando "suas luzes" e "poderes" (ou pseudo-poderes) como o fito de impressionar as mentes mais necessitadas de tantas fantasias?

O que a EXUMANIA está criando?


"Experts" em Exus e ignorantes em Pretos Velhos, Caboclos, Crianças que volto a afirmar NÃO SÃO ERÊS, mesmo que muitos assim os chamem. E prova disto está na quantidade de tópicos que se abrem sobre Exus, sempre com participações maciças em todas as comunidades do Orkut, por exemplo, e quase nenhuma sobre Pretos Velhos, Caboclos ... E mesmo quando são abertos, muito poucos são os que se aventuram a dar seus pitacos.

Por que?

Em primeiro lugar pelo fato dessas entidades não serem tão "envolventes" (tão malandras, em outras palavras) e sim, muito mais sérias em seus comportamentos e ensinamentos - isso não agrada a todos!

Em segundo lugar, que acaba sendo uma decorrência do primeiro, a essas entidades quase não se homenageiam com lendas e pseudo-poderes magísticos, já que aprenderam a trabalhar "na surdina" e sem alardes. São apenas os trabalhadores sérios que não se coadunam com determinados tipos de comportamentos e "idéias", não os incitam e até os combatem quando necessário (estou falando de Caboclos e Pretos Velhos DE LEI e não os que são tão Exus quanto qualquer outro e como eles agem).

Por não serem tão "envolventes" quanto os Exus; por não haver nenhuma lenda que os coloque como "agentes controladores da Natureza e até do universo" (como no caso do "Exu" citado antes); por não poderem ser confundidos quase que sempre com o MITO EXU ORIXÁ dos Candomblés porque são reconhecidamente ESPÍRITOS (o que o pessoal parece não querer ver no caso de Exus); porque são sérios demais em suas determinações ainda que pratiquem um sorrizinho aqui e outro ali, naturalmente não despertam tanta curiosidade na aprendizagem do que gostariam e poderiam ensinar, o que se pode perceber claramente ao visitarmos Terreiros e observarmos a diferença de quantidade dePÚBLICO E DE MÉDIUNS que freqüentam Giras de Exus e Giras de Velhos e Caboclos numa grande maioria de Terreiros.

Ainda "girando" pelas Comunidades, vemos aqui e ali o uso daquela velha "frase clichê", o tal de "Orai e Vigiai". Mas o que estamos observando, tendo como um dos exemplos essa EXUMANIA, não é bem isto não - o VIGIAI está muito longe de ser compreendido!


A propósito. Você que nos lê, já observou como cresce o número de "EX"?

Entenda quem quiser e, principalmente quem PUDER!
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* APELIDO - usei essa classificação para o nome dado (QUIMBANDA) porque há um culto de KIMBANDA (este com "K" mesmo) que é legitimamente africano e deveria ser um culto onde seus cabeças (os embandas) seriam tipo "feiticeiros do bem" e que atuariam em curas espirituais, por exemplo.

Etiene Sales, um umbandista que mereçe ser lido!



Olá! Há um bom tempo e sempre que tenho oportunidade, ao saber de textos escritos por Etiene Sales, a ansiedade e alegria pelos mesmos são grandes e invariavelmente a recompensa é a mesma, uma enorme satisfação intelectual e fraternal.

Enquanto temos e sabemos que há quem se esconda em palavras calculadas, prá fazer média e ganhar ovelhinhas obedientes, existe também UMBANDISTA de qualidade e coragem como Etiene Sales.

Caso vc queira saber mais, ele lançou há pouco tempo, salvo engano, um livro chamado Umbanda de Preto Velho – A tradição popular de uma religião - Editora All Print.
Se houver interesse em conhecer mais textos dele veja em:
http://www.usinadeletras.com.br/exibelotextoautor.php?user=ghostm
A Tristeza do Centenário da Umbanda em face de sua desunião e do
preconceito entre os Umbandistas. 


A importância dos 100 anos da Umbanda vai muito além de Zélio, isso dentro do meu entendimento.

Fundador ou Institucionalizador?

Eu acredito em Zélio como um institucionalizador de algo que já existia em termos práticos, ou seja, o trabalho de guias como pretos-velhos, caboclos etc.

Zélio deu um nome (que já era conhecido dos Bantos e que podemos encontrar em um dos livros do Artur Ramos como sendo o sacerdote de uma Macumba aqui no Rio de Janeiro) e uma formatação, intitucionalizando uma forma de culto, chamando-a de Umbanda ou Alabama ou Aumbandam. Até hoje não se tem certeza do nome original, mas que acabou ficando como Umbanda.

O que era praticado antes do Caboclo das Sete Encruzilhadas, pelos guias nos Candomblés de Caboclos, nas Macumbas Cariocas (Omolokô), nas Juremas, nos Catimbós etc, pode ser considerado como Umbanda?

Se considerarmos o trabalho desses guias, a sua atuação e a sua essência, podemos dizer que sim. Porém, se considerarmos apenas a forma pela qual foi definida a institucionalização do culto de Umbanda pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, na constituição de suas casas, não podemos considerar como Umbanda qualquer outra forma (lembrando que Umbanda então, seriam apenas as casas que seguem na íntegra, sem misturas, o culto introduzido pelo Caboclos das Sete Encruzilhadas; qulaquer coisa retirada ou acrescida a esse culto, já não pode ser considerada como Umbanda, vendo o Caboclo das Sete Encruzilhadas como
seu Fundador e idealizador). Se esse contexto for dito como a verdadeira Umbanda, como a correta (a que foi institucionalizada por Zélio), ela inviabiliza quaisquer outras formas e práticas, assim como doutrinas, ritos ou fundamentos que não sejam aqueles formatados por Zélio e o Caboclo das Sete Encruzilhadas.

Existe Umbanda sem os guias?

Se considerarmos o trabalho precedente ao Caboclo das Sete Encruzilhadas, como já sendo Umbanda, na atuação de vários guias, ela simplesmente trilhou vários caminhos (a de Zélio era mais uma, e com a finalidade de institucionalizar a religião que já era praticada de forma
desordenada), assim como o próprio Cristianismo formou várias crenças, várias religiões Cristãs pelo mundo.

Hoje, como acontecia nos anos 40 do século XX (na época do Primeiro Congresso de Espiritismo de Umbanda - até o nome Espiritismo soa estranho, pois mostra uma dependência de identidade da Umbanda dentro do Espiritismo, e não dentro dela mesma como uma religião autônoma ou como um conjunto religioso por si só), existem diversas formas de Umbanda (ritos, práticas, formas, doutrinas etc) diferentes. Muitas que nem
sabem quem foi Zélio ou o Caboclo das Sete Encruzilhadas. Que foram formadas a partir das Macumbas, dos Candomblés, das Juremas, dos Catimbós etc. As quais os seus guias fundadores nunca, se quer, souberam ou citaram Zélio e, muito menos, o Caboclo das Sete
Encruzilhadas como sendo fundador ou institucionalizador da Umbanda.

Muitas pessoas hoje em dia souberam de Zelio e, por conseguinte, seus terreiros, suas casas e até suas entidades, por meio de escritores como Rubens Saraceni, ou por meio das listas e sites na Internet.

Eu também não encontrei nenhuma referência ao termo Umbanda comoconstitutiva de uma forma de religião, nesses meus 22 anos de estudos, antes de 1908. Porém, encontrei referencias ao trabalho de entidades como pretos-velhos, caboclos, boiadeiros e até de exus, antes de Zélio. Então temos que pensar: se retirarmos essas entidades trabalhadoras
teríamos Umbanda? Ou só temos Umbanda porque temos o trabalho estruturado dessas entidades; seja separadamente ou em grupo?

Então para mim, como para outros pesquisadores, como Renato Ortiz, José Guilherme Cantor Magnani, Diana Brown, Yvonne Maggie e tantos outros, a representatividade daquilo que se chama Umbanda, não é dada pela  anunciação do Caboclo das Sete Encruzilhadas, mas por algo que já existia antes dele, e que por ele foi institucionalizada, dado um nome e
colocando como sendo uma religião de negros e indios, de excluídos, digamos assim. Formas e essencias que se juntaram e foram se aglutinando ao longo do tempo, formando o que conhecemos hoje como Umbanda ou como um conjunto religioso chamado Umbanda.

Acredito eu que o mais importante hoje não é saber quem têm ou quem não têm a verdadeira Umbanda (ou se apenas aqueles que seguem o Caboclo das Sete Encruzilhadas são Umbanda - Mas tem que ser seguidor na íntegra e sem misturas ou adaptações, porque se isso ocorre já descaracterizou o que foi por ele colocado), mas sim todos nós, independente da forma, prática, doutrina e fundamentos (se veio ou não de Zélio, ou se nunca escutou quem ele foi), todos nós termos respeito e nos enxergamos como
Umbandistas.

No passado e hoje em dia, continuamos errando e batendo na mesma tecladogmática (e dizem que Umbanda não tem dogmas) da verdadeira Umbanda. Que a verdadeira Umbanda é assim, que ela é assada; que a verdadeira Umbanda é a de Zélio ou de A, ou de B, ou C ... E, pela lógica, se só existe uma proposição correta, as outras, por conseqüência, estarão
erradas. Assim, se a Umbanda preconizada por Zélio é a verdadeira e a que tem que ser seguida, as outras estão erradas: não são Umbanda.

Muita gente ainda vê a Umbanda por essa lógica simplista e, se os demais não seguem a Umbanda preconizada por Zélio, a Umbanda Branca e verdadeira, então não estão fazendo Umbanda. Mas quem hoje em dia (como nos idos de 41) faz essa Umbanda? Nem nas casas institucionalizadas pelo caboclo das sete encruzilhadas se faz a mesma forma de Umbanda, ou fazem? (pode atabaque, tem o título ou a função de Ogã, pode beber, pode fumar, se trabalha com exu, boiadeiro, marinheiro, baiano, corta-se porco, não se pode cortar ...).

Eu acredito que temos que mudar o foco das verdades, da exclusão(exclusão essa que foi a espinha dorsal do mito da anunciação do caboclodas sete encruzilhadas, na federação Espírita de Niterói) das Umbandas.Temos que partir para a inclusão e não para exclusão; nos vendo como um todo, um conjunto diverso e plural que é a Religião de Umbanda em todas as suas vertentes. 

Enquanto os Umbandistas não se aceitarem como tais; enquanto houverdiscriminação intra-religiosa e super-valorização de algumas doutrinascomo sendo Umbanda e de outras como não sendo Umbanda, nunca iremos nos unir de fato. Esse foi nosso erro do passado e continua sendo nosso erro de hoje. 

A Umbanda, há muito tempo, já se tornou Ecumênica (um conjunto religioso diverso e plural), mas parece que a soberba e o dogmatismo de ser ou estar acima do outro, de ter a verdadeira verdade ou de se deixar acreditar que se tem a verdadeira verdade, está destruindo uma esperança de união.

Na época em que Zélio incorporou o caboclo e ele institucionalizou uma forma de culto, aquilo alí era contextual e necessário naquela época, naquele momento histórico. Hoje existem várias formas de doutrina dentro da Umbanda e é essa a nossa realidade de hoje.

Devemos lembrar também, que na época inicial do caboclo das sete encruzilhadas, ter a doutrina espírita como referência era a doutrina que se espelhava a Umbanda por ele preconizada. Só que as coisas mudaram e a religião se transformou, se modificou, evoluiu em diferentes partes, se fundindo e assumindo outras formas, e manifestou outras doutrinas (vide os diversos livros tidos como "doutrinas Umbandistas" que, por vezes, são discriminatórios entre sí ou cada um fala a sua própria verdade como sendo o todo da Umbanda; há casos até, em que são obras psicografadas, manifestando uma legitimidade do Astral Superior como uma codificação geral, para toda a religião).

Se não entendermos as modificações acontecidas na Umbanda ao longo desses 100 anos (essas transformações, essa evolução), nunca conseguiremos nos ver como um todo, nos respeitar como um todo, nos aceitar como parte desse todo que mudou e evoluiu: plural e diversificado.

Se o próprio Cristianismo se modificou, se transformou, se ramificou em diversas crenças, em várias religiões Cristãs diferentes, porque seria diferente com a Umbanda?

A Umbanda é uma religião ecumênica, diversa e plural. E só iremos alcançar uma união de fato e de direito quando todos nós nos enxergarmos como membros dessa diversidade e dessa pluralidade; num ecumenismo sem fronteiras para a espiritualidade.

Um contexto religioso onde não há Papas, Potestades com a única e verdadeira verdade, onde não há uma única doutrina codificada, mas diversas doutrinas irmãs e correlatas dentro de princípios básicos de caridade, amor ao próximo, paz, evolução e fraternidade.

É assim que vejo a Umbanda em seu todo e espero que um dia possamos nos unir, nos despindo do fantasma do dogmatismo, da exclusão e do preconceito. Que tenhamos mais 100 anos de vida, mas com uma união ecumênica e fraterna, real e transparente.

Sem preconceitos de que isso não é Umbanda, você não pode ser Umbanda, a Umbanda só pode ser isso ou aquilo. Afinal, a Umbanda não tem donos, muito menos, um terreiro, centro ou tenda que possa dizer, com plenitude e firmeza, que pratica a verdadeira Umbanda em toda a sua abrangência. 


Até porque, quem faz ou o que é a verdadeira Umbanda?

Que possamos ter 100 anos de respeito entre nós, buscando uma União e sem preconceitos, mágoas, ofensas, humilhações ... 100 anos de valorização de todos os Umbandistas, respeitando um ao outro como irmãos de Umbanda (independente das formas e doutrinas), em uma cultura de alteridade e fraternidade.

Um abraço a todos,

Etiene Sales - GhostMaster
Administrador, Sacerdote Umbandista, Pós-graduado em Ciências da Religião


Á todos que enxergam e praticam o discernimento e a simplicidade como umbandistas,


Paz e Luz!

À Amizade Verdadeira e aos Amigos da Verdade



Amizade Real X Simulacros de Amigos

(Falando de Amizade, Simulacros, Relacionamentos, Carma e Verdades, na Lata!)

- Resposta da Companhia do Amor a uma pergunta feita por um amigo próximo, que enviou um e-mail triste, em que conta como estava magoado com a ruptura de uma amizade antiga, por motivos bobos, que, segundo ele, poderiam ter sido resolvidos com mais diálogo, maturidade e compreensão.

Não existem inimigos fora de você mesmo.
Sabe aquele amigo de ontem, que hoje lhe detesta ou depõe contra? Na verdade, nunca foi seu amigo verdadeiro. Era um simulacro* de amigo.
Amigo real, dos bons, jamais vira a cara, mesmo com todas as adversidades conjuminando contra; mesmo com fofocas e tolices rolando no meio escuro da maledicência.
A vida é assim: as pessoas vão e vêm, e vice-versa; faz parte do jogo de viver.
Quem é verdadeiro, pontifica na amizade e no respeitoquem é amigo só de fachada, sempre tem algum interesse mesquinho no final; sempre apresentará a conta pela amizade.
Birras, muxoxos, pirraças, semblantes amarrados ou falação descabida pelas costas, tudo isso faz parte do coração do simulacro de amigo. Ou seja, é estado de consciência dele mesmo.
Portanto, passe por isso tranqüilamente. As consciências se encontram na eternidade da vida, isso é certo. O que não foi feito corretamente, com certeza será esclarecido; às vezes em outros planos de consciência, onde cada um poderá ver o que está no coração do outro, sem véus ou falação descabida. Deixe o tempo rolar suas águas por baixo das pontes vitais...

De sua parte, apenas seja generoso. Perdoe os atritos e palavras mal projetadas por outros. Você não sabe o que se passa no íntimo de ninguém. Aliás, muitas vezes você não sabe nem o que se passa com você mesmo, ou o por quê de certas sensações e coisas que sente e lhe impulsionam os atos.
Deixe os outros com eles mesmos, cada um com a responsabilidade daquilo que fala, sente e faz. E você, consigo mesmo, ciente de tudo o que acontece em seus pensamentos, emoções e atitudes. E responsável, acima de tudo.

Se alguém falou mal de você, problema da pessoa - causa e efeito de cada um-; mas se você se ofendeu com isso, aí o problema é seu - causa e efeito seus mesmo. E se você falou mal, isso é seu também. É simples assim; chama-se causa e efeito.”

“Sabe quem entende bem disso? O Dr. Carma!** Ele é o especialista.
Trabalhe a paz em você mesmoA imaturidade dos outros é problema deles.
Evite julgar a conduta alheia; se alguém quer se afastar, respeite.
Se os motivos alheios forem pequenos, isso é deles mesmos.
Preste mais atenção nos seus próprios motivos; se eles forem pequenos, resolva-os. E um dos motivos pequenos é justamente o aborrecer-se com o julgamento alheio.
Quando o amigo é um simulacro, a atitude é pequena. 
Amizades, casamentos ou sociedades de simulacro, sempre acabam pequenos.
Só o amor é real e grandioso! E isso é tão raro! Tão raro como respeitar a vida.”

“Rapaz, seja grandioso! Não por ego, mas pela sua paz de espírito.
Saiba valorizar melhor os seus amigos reais, e jamais os perca, pois eles são raros. São eles que lhe compreenderão nos momentos difíceis; são eles que permanecerão.
E não leve as coisas tão a sério, nem a si mesmo, ou o que dizem de você.
Seja você mesmo, mas grandioso! Dá trabalho, mas garante a melhoria.
Mas, também dá trabalho ser pequeno: dói demais, por dentro.
E, quem projeta farpas no mundo, é porque já as tinha em seu arsenal interior.”

P.S.: O mantra de hoje é “OM GRANDIOSO OM!”

- Companhia. do Amor - A Turma dos Poetas em Flor.

(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – Curitiba, 10 de outubro de 2006).
Notas: Nota de Wagner Borges:

Estou disponibilizando a resposta dos espíritos da Companhia do Amor publicamente, por um motivo justo: os toques deles poderão ser úteis para a reflexão de muitas outras pessoas que estão magoadas em lances de relacionamentos.
Como sempre, eles falam diretamente o que é necessário, “sem dourar a pílula”.
Certa vez, um deles me disse:
Carregar ódio no coração é igual a se alimentar de algo embolorado:
fermenta muito e faz arrotar atitudes medíocres; 
e alguns ainda vomitam na vida a porcaria que fizeram questão de engolir e de manter fermentando. 
Golfam no mundo a própria acidez emocional, sem jamais atinar que a causa de tudo está em suas emoções fermentadas pelo ódio. 
Por que as pessoas não notam que as emoções pesadas são doenças psíquicas? Por que permitem o empobrecimento de suas vidas com carradas de atitudes tacanhas? 
Quando o ódio enferruja a alma, o amor passa batido. 
E aí, só ficam as golfadas emocionais sujando tudo em volta, inclusive a própria vida.”
Mais do que um grupo de poetas e escritores extrafísicos, penso que eles são “médicos da alma”. Em lugar do bisturi, eles usam as palavras em suas cirurgias emocionais.
De minha parte, eu sou apenas o enfermeiro, ajudando nas cirurgias e aprendendo tudo o que posso. E de tudo o que eles escrevem, não tiro o meu ego da reta. Os toques e espetadas conscienciais que eles dão também são um alerta para minha própria vida.

Notas do texto:

* Simulacro – aparência; imitação; superficialidade; aspecto exterior e enganador.

** Carma - do sânscrito “Karma” - Ação; Causa – é a lei universal de causa e efeito - Tudo aquilo que pensamos, sentimos e fazemos são movimentações vibracionais nos planos mental, astral e físico, gerando causas que inexoravelmente apresentam seus efeitos correspondentes no universo interdimensional. Logo, obviamente não há efeito sem causa, e os efeitos procuram naturalmente as suas causas correspondentes. A isso os antigos hindus chamaram de carma.

*** A Companhia do Amor é um grupo de cronistas, poetas e escritores brasileiros desencarnados que me passam textos e mensagens espirituais há vários anos. Em sua grande maioria, são poetas e muito bem humorados. Segundo eles, os seus escritos são para mostrar que os espíritos não são nuvenzinhas ou luzinhas piscando em um plano espiritual inefável. Eles querem mostrar que continuam sendo pessoas comuns, apenas vivendo em outros planos, sem carregar o corpo denso. Querem que as pessoas encarnadas saibam que não existe apenas vida após a morte, mas, também, muita alegria e amor.
Os seus textos são simples e diretos, buscando o coração do leitor.
Para mais detalhes sobre o trabalho dessa turma maravilhosa, ver os livros "Companhia. do Amor - A Turma dos Poetas em Flor – Volumes 1 e 2" - Edição independente - Wagner Borges, e sua coluna no site do IPPB (que é uma das seções mais visitadas no site): www.ippb.org.br
Outro dia, numa nota ao final de um texto, eles escreveram o seguinte:
“Nós aqui, da Cia. do Amor, não sabemos tudo. Não somos sábios espirituais nem mestres de ninguém. Mas jogamos limpo e fazemos aquilo que O Papai do Céu nos pede sempre: “falar na lata as verdades espirituais, sem rabo preso com nada, direto na veia, como manda o figurino”. Somos leais e bem espertos (ou seria despertos?) e valorizamos demais o dom da vida. E o amor é a coisa mais bonita que existe. NINGUÉM MORRE... A VIDA CONTINUA... VAMOS JOGAR...
Na Terra ou no Astral, sejamos craques (muito felizes), jogando um bolão nos eternos campos da vida... fazendo golaços (atitude bacanas), balançando a rede e correndo para a galera (os amigos, dessa e de outras vidas), sem nos esquecermos de agradecer ao Papai do Céu, o Dono de todos os campos e uniformes e também de todas as bolas (planetas) que rolam no gramado sideral.
O mantra de hoje é: ‘OM SEJA FELIZ OM!’
Ou seria melhor: ‘OM CRAQUE OM!’
A Cia. do Amor vai nessa e deixa uma AXÉZÃO para todos os leitores inteligentes e sensíveis à alegria de viver.”

De todo meu coração, obrigado João Carlos por me lembrar deste mantra;

SORRIA E SIGA O SOL!


Paz e Luz!