quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Por Trás de Uma Gira de Umbanda




Firma o ponto minha gente
Preto Velho vai chegar
Ele vem de Aruanda
Ele vem prá trabalhar...
Era dia de "gira de preto velho" naquele terreiro. Enquanto os consulentes chegavam ansiosos e esperançosos em levar de volta a "solução" daqueles problemas que atrapalhavam suas vidas, na frente do conga os médiuns vestidos de branco e de pés descalços concentravam, ligando-se aos seus protetores e guias.

O ambiente denotava simplicidade e era mobiliado apenas por algumas cadeiras para acomodar os consulentes, poucas banquetas para os médiuns que serveriam de "aparelhos" às entidades espirituais e o congá onde um vaso de flores, outro de ervas e os elementos ar, fogo, água e terra se faziam presentes. Acima, uma imagem de Jesus resplandecente de luz.

Iniciando-se a sessão através de pontos cantados e orações, após uma leitura espiritualista elucidativa, iniciavam-se as incorporações de maneira moderada. Do lado astral, as falanges de trabalhadores já haviam chegado muito tempo antes dos médiuns e ali já haviam preparado o ambiente fluidicamente. Uma varredura energética havia sido feito pelos elementais onde primeiramente atuaram as salamandras e após as sereias e ondinas, fazendo com que toda a matéria astralina densa que ali se encontrava, fosse transmutada permitindo a chegada dos espíritos trabalhadores.

Na porta do ambiente, junto à firmação de ponto riscado e da presença do elemento fogo, postava-se o guardião da Casa, Exu Gira Mundo, impondo respeito e segurança. Num raio de 360º ao redor da construção, uma guarnição dos caboclos na egrégora de Ogum formavam verdadeira muralha armada, impedindo a invasão de seres indesejáveis ao bom andamento do trabalho da noite. A construção toda estava no interior de grande pirâmide iluminada na cor violeta, com grande e grossa placa de aço imantado na parte inferior impedindo que o excesso de energia telúrica desequilibrasse a polaridade positiva que era captada pelos sete anéis giratórios que ladeavam a pirâmide, representando as Sete Linhas de Umbanda. Cada um desses anéis destacam-se na cor fluídica de seu Orixá e emitiam um harmonioso som diferenciado.

Cada um dos consulentes que adentrava ao ambiente passava agora primeiro pela defumação que queimava junto à porta, em cumbuca de barro, exalando o cheiro das ervas perfumadas sendo incineradas pelo carvão vegetal. Equipes de limpeza se movimentavam no lado espiritual, recolhendo as larvas astrais e outras espécies de energias deletérias que ali eram desagregadas dos corpos dos consulentes, as quais não eram totalmente absorvidas pelo carvão ou transmutadas pelo elemento fogo.

Em alvíssimas vestes, os amados Pais e Mães, na sua roupagem fluídica de Pretos velhos, trazendo a alegria estampada em sua energia, tomavam conta de seus "aparelhos" médiuns, atuando no chácra básico dos mesmos, obrigando-os a dobrar as suas costas à semelhança de velhos arqueados, incentivando-os ao trabalho fraterno.

E assim, de consulente em consulente, de caso em caso, com a paciência e sabedoria que lhes é peculiar, entre uma baforada e outra de palheiro ou de alguma espanada com o galho de ervas na aura daqueles filhos, os bondosos espíritos cumpriam sua missão. Eram conselhos, corrigendas, desmanche de magia negra, de elementares artificiais negativos, limpeza e equilíbrio dos corpos sutis, retirada de aparelhos parasitas e às vezes, alguns puxões de orelha necessários, em forma de alerta. Tudo de acordo com o merecimento do consulente, pois cada um trazia consigo a mostragem de sua "ficha cármica" onde estavam impressos o que a Lei permitia ser mudado, bem como o que ainda era necessário que com eles permanecesse.

Vó Benta, espírito portador de grande sabedoria e humildade, apresentando-se naquele local com o corpo astral de negra velha de pequena estatura, com roupas simples e alvas, cuja saia comprida e larga era coberta por um avental onde um bolso era recheado de ervas e patuás, tinha uma maneira simplista e diplomática de fazer com que os filhos entendessem que eles próprios eram seus médicos curadores:

-Minha mãe, acho que estou sendo vítima de "trabalho feito" pela minha ex mulher...

Sorrindo e com linguagem peculiar, segurava com firmeza as mãos do moço passando-lhe com isso confiança e com a voz recheada de afeto respondia:

-Negra velha vai explicar para que o filho entenda: - quando sua casa está totalmente fechada, fica escura e nada pode entrar, às vezes nem a poeira. Não é isso? Quando o filho abre as janelas e portas, a luz do sol entra invadindo todos os cantos, mas podem entrar também as moscas, baratas, formigas e até os ladrões, não é? Para a sujeira e os bichos, o filho pode usar a vassoura, para os ladrões a lei, a segurança. E para a luz do sol? Ah, essa filho, fica ali iluminando até que o filho feche toda a casa outra vez. Assim também é a nossa casa interna; quando nos fechamos para a vida, para o trabalho, ficamos no escuro e ao nos abrirmos , deixamos a luz entrar mas ficamos sujeitos a todas as outras energias que pululam ao nosso redor. Mas como acontece na casa material, onde não houverem os atrativos da sujeira e do lixo, os insetos não se aproximam. Se estivermos equilibrados, sem raiva, mágoa, ciúmes, vícios e todos esses lixos que os filhos buscam na matéria, nada nem ninguém consegue afetar nossa energia, nossa vida. Só o sol permanece no coração de quem procura manter-se limpo.

Negra velha sabe que esse mundão está de cabeça para baixo. No lado material os filhos andam desarvorados pela dificuldade de sustento de suas famílias, quando não, em busca de supérfluos. Mas mesmo assim, é preciso lembrar aos filhos, que embora estejam na matéria e sujeitos à ela, a vida real está no espírito imortal. É preciso dar mais atenção, senão prioridade, à essência em detrimento do restante, para que possa haver o equilíbrio dos elementos inerentes à vida, na sua totalidade.

O mal que é enviado aos filhos, só vai instalar-se se encontrar no endereço vibratório, ambiente adequado. Sem contar que, o medo é porta aberta e atrativo para a entrada do desequilíbrio. O medo é sentimento muito usado pelas energias trevosas, uma vez que fragiliza o corpo emocional facilitando sua atuação mórbida. Por outro lado, negra velha pergunta para o filho: - se a desordem não houvesse se instalado, por acaso o filho estaria aqui, sentado no chão, em frente à preta velha, buscando humildemente ajuda espiritual? Nem sempre o que nos parece mal, é tão prejudicial assim. Pode ser o remédio adequado para o momento, ou talvez a estremecida necessária no corpo astral dos filhos, para que a ordem possa reinstalar-se.

As trevas, meu filho, estão vinte e quatro horas de plantão. E os filhos, acaso estão? Não adianta orar e não vigiar, pois o pensamento é energia e com ele nos adequamos ao campo energético que quisermos.

Antes da hora grande as falanges da egrégora dos Pretos Velhos, despediram-se de seus aparelhos, alguns precisando largar e desfazer a vestimenta astral usada para que pudessem chegar até os aparelhos mediúnicos e voltavam agora para as bandas de Aruanda, onde continuariam suas atividades no mundo astral. Pois como diz a Vó Benta, "se pensam que morrer é dormir e descansar, os filhos estão muito enganados... desse lado tem muito trabalho e como nem o Pai está imóvel, quem somos nós cuja ficha cármica demonstra um vasto débito, para nos aposentarmos?".

Agora as velas apagam-se, os elementos voltam a integrar a natureza, os elementais após limparem o ambiente retornam aos seus devidos reinos, os elementares foram desagregados pela força e sabedoria dos pretos velhos e os médiuns voltam aos seus lares com a sensação de paz que só é sentida por aqueles que cumprem com seus deveres.

Preto velho já foi,
Já foi prá Aruanda,
A benção meu Pai
Saravá prá sua banda...

FONTE: Jornal Sagrado de Umbanda
Salve os Pretos Velhos, Adorei as Almas.

        Espiritualidade e Amor – Caminho para a Paz Interior



Espiritualidade é o caminho que orienta e ensina a buscar o entendimento entre os homens através do amor, da compreensão e da justiça.

Para muitos a descoberta deste caminho acontece de forma natural. Para outros ela vem com o sofrimento.

Muitas e muitas vezes os infortúnios, as doenças, as desgraças são alertas que recebemos para corrigir o rumo de nossas vidas. Infelizmente quando estamos bem, sem problemas, em vez de darmos amor e compreensão, damos orgulho, arrogância e preconceito.

Atingimos o outro e achamos que ele merece. Esquecemos que também teremos nossos momentos difíceis, pois isso acontece com todos.

É difícil, mas precisamos aprender o caminho da humildade, uma das mais belas virtudes que existe. Ela nos leva a outras tantas, todas em direção ao amor que é o sentimento maior que enobrece o ser humano.

Se temos amor no coração teremos bons amigos e deles ganharemos companheirismo, atenção, lealdade e nunca nos sentiremos sozinhos. O amor nos faz valorizar coisas que normalmente não vemos. Ele aproxima os seres humanos de Deus.

O oposto disso é o egoísmo. Este destrói e corrompe, nos deixa cegos para os problemas com nossos semelhantes, nos faz julgar o próximo como se fossemos perfeitos, nos faz ser preconceituosos porque entendemos que todos precisam ser iguais a nós.

Aqueles que descobriram o caminho da espiritualidade sabem que cada indivíduo é diferente do outro, porque o espírito que habita em cada um de nós tem a sua unicidade. Ele ocupa o nosso corpo para continuar o caminho de seu desenvolvimento.

É preciso entender que os bons sentimentos nos levam a reconhecer em nosso semelhante as suas virtudes e não a ver somente os defeitos.

A espiritualidade nos conduz a Deus. Ela nos mostra a simplicidade e a grandeza que há nas palavras de Cristo, que clama o amor como o único caminho que pode nos salvar.

Experimente olhar para seu semelhante e ressaltar o que você vê de bom nele. Verás o retorno que receberás. Todos gostam e precisam de atenção, de carinho de compreensão. Depois que descobrir este caminho dificilmente voltará a trilhar os demais.

Viva decentemente, amando o próximo e fazendo o bem e sentirás a alegria de viver sem problemas e com alegria de viver.

Por Adelino Cruz

      ELEDÁ - SUA FORMAÇÃO

Os seres espirituais manifestam-se em corpos físicos, influenciados pela ação dessas energias desde o momento do nascimento.

Quando nossa personalidade (a personagem desta existência) começa a ser definida, uma das energias elementais predomina e vai definir, de alguma forma, nosso "arquétipo".

Ao Regente dessa energia predominante, definida no nosso nascimento, denominamos de nosso Orixá pessoal, "Chefe de Cabeça", "Pai ou Mãe de Cabeça", ou o nome esotérico "ELEDÁ".

A forma como nosso corpo reage às diversas situações durante esta encarnação, tanto física quanto emocionalmente, está ligada ao “arquétipo”, ou à personalidade e características emocionais que conhecemos através das lendas africanas sobre os Orixás.

Junto a essa energia predominante, duas outras se colocam como secundárias, que na Umbanda denominamos de "Juntós", corruptela de "Adjuntó", palavra latina que significa auxiliar, ou ainda, chamamos de "OSSI" e "OTUM", respectivamente na sua ordem de influência.

Quando um espírito vai encarnar, são consultados os futuros pais, durante o sono, quanto à concordância em gerar um filho, obedecendo-se à lei do livre arbítrio.

Tendo os mesmos concordado, começa o trabalho de plasmar a forma que esse espírito usará no veículo físico.

Esta tarefa é entregue aos poderosos Espíritos da Natureza, sendo que um deles assume a responsabilidade dessa tarefa, fornecendo a essa forma as energias necessárias para que o feto se desenvolva, para que haja vida.

A partir desse processo, o novo ser encarnado estará ligado diretamente àquela vibração original.

Assim surge o ELEDÁ desse novo ser encarnado, que é a força energética primária e atuante do nascimento.

Nesse período, os Elementais trabalham incessantemente, cada um na sua respectiva área, partindo do embrião até formar todas as camadas materiais do corpo humano, que são moldadas até nascer o novo ser com o seu duplo etérico e corpo denso.

Após o nascimento, essa força energética vai promovendo o domínio gradativo da consciência da alma e da força do espírito sobre a forma material até que seja adquirida sua personalidade por meio da Lei do livre Arbítrio.

A partir daí essa energia passa a atuar de forma mais discreta, obedecendo a esta Lei, sustentando-lhe, contudo, a forma e energia material pela contínua manutenção e transformação, no sentido de manter-lhe a existência.

A cada reencarnação, de acordo com nossas necessidades evolutivas e carmas a serem cumpridos, somos responsáveis por diferentes corpos, e para cada um destes nossos corpos, podemos contar com o auxílio de um Espírito da Natureza, um Orixá protetor.

É normalmente quem se aproxima do médium quando estes invocam seu Eledá.

Em todos os rituais de Umbanda, de modo especial nas Iniciações, a invocação dessa força é feita para todos os médiuns quando efetuam seus Assentamentos, meio de atração, para perto de si, da energia pura do seu ELEDÁ energético e das energias auxiliares, ou "OSSI" e "OTUM.
    
Eledá, Ossi e Otum formam a Tríade do Coronário do médium na Umbanda.

AFINIDADES
    
Os filhos de fé não recebem influências apenas de um ou dois orixás.

Da mesma forma que nós não ficamos presos à educação e à orientação de um pai espiritual, não ficamos também sob a tutela de nosso orixá de frente ou adjuntó. Freqüentemente recebemos influências de outros orixás (como se fossem professores, avós, tios, amigos mais próximos na vida material).

O fato de recebermos estas influências, não quer dizer que somos filhos ou afilhados desses orixás; trata-se apenas de uma afinidade espiritual.

Uma pessoa, às vezes, não se dá melhor com uma tia do que com uma mãe?

Assim também é com os orixás.

Podemos ser filhos de Ogum ou Oxum e receber mais influências de Xangô ou Iansã.

Posso ser filho de Obaluaiê e não gostar de trabalhar com entidades que mais lhe dizem respeito (linha das almas), preferindo trabalhar com entidades de cachoeiras.

O importante é que nos momentos mais decisivos de nossas vidas, suas influências benéficas se façam presentes, quase sempre uma soma de valores e não apenas e individualmente, a característica de um único Orixá.

Baixar Livros de Umbanda



 
Seguem algumas literaturas de umbanda para download. Para acessá-las basta clicar nos links referentes e baixá-las. Ao abrir o arquivo contido no link, verão no canto superior direito um "botão" escrito fazer download do arquivo no formato original. 

LIVROS PARA DOWNLOAD




APOCALIPSE - Robson Pinheiro - https://docs.google.com/open?id=0ByiAhvrPxFomMTM2OGNiOWYtY2Y3Ny00OGRhLTlkOWUtZmZhMDhlM2ZhM2Iw

CÓDIGO DE UMBANDA - https://docs.google.com/open?id=0ByiAhvrPxFomZjNiZDcxNmMtYTQ5Zi00YWI0LWIwODktYTMwNWFlZjkyMGIx
DECIFRANDO CÓDIGOS - Paulo Gilberto Jorge - https://docs.google.com/open?id=0ByiAhvrPxFomZDBlY2I5ZTgtZWViNC00ZDM3LTllMGMtYTQzYWE0MDFlNWZh

LIÇÕES DE UMBANDA - W.W. da Matta e Silva - https://docs.google.com/open?id=0ByiAhvrPxFomOWEwOTdhODktNGZiMi00MzkyLWEyYTEtNjI0OWI4OGU1ODE5

O ESPIRITISMO, A MAGIA E AS 7 LINHAS DE UMBANDA - Leal de Souza -https://docs.google.com/open?id=0ByiAhvrPxFomYmQyYWU1YTgtMTBlNi00Yzk4LTg2YjMtZWMwNmY1MWY5ZTY0

SABEDORIA DE PRETO VELHO - Robson Pinheiro - https://docs.google.com/open?id=0ByiAhvrPxFomNzA5YWZmMmYtNGRmOC00MDU4LTk4ODctMDRjOWU4OGNmNmYw

TAMBORES DE ANGOLA - Robson Pinheiro - https://docs.google.com/open?id=0ByiAhvrPxFomZjRiZmQ2NzktNTI4Mi00Y2Q1LTllYWItZDdiNWM0ZmM3MmFl

UMBANDA SEM MEDO vol. I - Claudio Zeus - https://docs.google.com/open?id=0ByiAhvrPxFomNWRjNTkwMDctMTRlOC00ZmIzLTljYTAtNWExZWUzMmVlYTVi

UMBANDA SEM MEDO vol. II - Claudio Zeus - https://docs.google.com/open?id=0ByiAhvrPxFomNDY0YmRkNmUtNThiMS00ZjE3LWFkMGYtZThkY2RiZjI4ZmU3

UMBANDA SEM MEDO vol. III - Claudio Zeus  - https://docs.google.com/open?id=0ByiAhvrPxFomMmNkYzVhYzYtODQ0NC00NjdlLTkxODgtZmYyNzUzOGE0MWMz

UMBANDA, MITOS E REALIDADES - Mãe Iassan Ayporê Pery - https://docs.google.com/open?id=0ByiAhvrPxFomMDVmYmUxZDItZDA0MS00ZjFiLWE5OTItNzU1NjAzMjYzYWJk

   O Que é um Cruzeiro das Almas em um Centro de Umbanda?



Isso da azar? Chama a morte?

PAI OBALUAYÊ, Orixá da transmutação cujo nome significa (REI SENHOR DAS TERRAS) e com base nos muitos mistérios deste grande e amoroso Orixá abordaremos um tema pouco compreendido dentro da Umbanda o CRUZEIRO DAS ALMAS.

Geralmente encontrado dentro dos cemitérios que na Umbanda conhecemos como CAMPO SANTO ou ainda CALUNGA PEQUENA (Espaço Sagrado), o CRUZEIRO DAS ALMAS ficou conhecido como ponto de referência para que velas sejam acesas em lembrança e homenagem das pessoas que ali foram enterradas em um ritual para que suas almas sejam levadas a DEUS. Deixamos claro aqui que não levantamos em hipótese alguma criticas para os irmãos de outras denominações religiosas que lá se dirigem no Cruzeiro (termo mais conhecido e usado) tomando o fato citado acima somente como exemplo.

Infelizmente também presenciamos em determinados cruzeiros trabalhos de ordem negativa que fogem do conhecimento de quem o fez do sentido religioso que este ponto de forças tem dentro da Umbanda e ainda vale lembrar que em outras situações encontramos sujeira que também é um fator de desrespeito para com Obaluayê e para com os que lá se dirigem.

Um CRUZEIRO DAS ALMAS é uma passagem, ou ainda, um portal onde o espírito passa de um plano vibratório para outro e o Orixá que rege este campo de ação é Obaluayê, mas o cruzeiro serve somente para isso? Podemos interpretar "plano vibratório" como campo de energias, isso pode se aplicar a diversas situações que estejamos passando em nossas vidas como por exemplo: Uma doença física, emocional, uma obsessão complexa ou mesmo simples, magoas, ódios, rancores e todo sentimento de ordem negativa e quando falamos em TRANSMUTAÇÃO nos referimos também a modificação de vibração que nos problemas citados acima seria o oposto ou seja o lado positivo.

Se nos referimos a "planos" podemos ainda simplificar por "passagens" para que de forma simples nos tornemos mais compreendidos que da o título muito conhecido de Pai Obaluayê como também "SENHOR DAS PASSAGENS".

Direcionamo-nos agora para uma casa, centro, tenda de Umbanda onde encontramos nos terreiro sempre um "cantinho" das almas" ou o CRUZEIRO DAS ALMAS. Muitas vezes um determinado guia nos da uma vela branca e nos pede para firmá-la no mesmo, logo interpretamos que estamos com eguns, quiumbas ou algum sofredor, mas nos esquecemos que tal qual no campo santo, ali também é um ponto natural e sagrado de Obaluayê e muitas vezes a "vela" não para os outros, mas sim para nós mesmos, para podermos com a ajuda do Pai Transmutarmos algo de ruim ainda que não estamos conseguindo sozinhos resolver dentro de nós. Lembramos ainda que o Cruzeiro de um centro tem a função de proteger também a casa de ataques de seres infelizes vampiros espirituais, etc. Como no campo santo é feito.

Como podem ver nada tem a ver um cruzeiro das almas com azar ou chamamentos da morte, isso é fruto de crendices populares e gente infelizmente ainda mal informada dentro e fora da Umbanda. Além de um campo de proteção para a casa, ali ficam direcionadas as forças do Orixá Obaluayê, para que de forma sagrada e ritualística elas possam ser evocadas.

Atoto Meu Pai Obaluayê!

Por Pai Géro
NANÃ BORUQUÊ - SANTANA




 Boruquê

Sincretizada a Santana, a avó de Jesus Cristo é um dos Orixás menos conhecidos
 e evocados na Umbanda. 
Nossos irmãos africanos explicam que Nanã é um Orixá feminino já avó. Conhecida 
como a mais velha das deusas do mar, Nanã chefia a falange das ondinas da linha
 de Iemanjá. Seus domínios são os rios e ribeirões e o ponto de contato entre as águas 
do mar e a terra, local que chamamos de mangue.
Nossos guias ensinaram o seguinte ponto cantado que retrata esse fato:
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Senhora Santana,
Senhora da terra e do mar (Ponto entre a terra e o mar, 
o mangue)
Oh Nanã Boruquê rainha do Aiuka (O mar profundo)
Oh mãe das ondinas (Falange das ondinas)
Descarrega este gongá
                                                Descarrega estes filhos
                                                Descarrega nas ondas do mar.

Nana BoruqueNanã é protetora nas situações tormentosas e nas perseguições
 kármicas e tem grande atuação sobre as mulheres já avós, embora
 isso não seja uma regra.
A cor de Nanã é o roxo. Nas obrigações são usadas velas roxas ou
 brancas, flores brancas ou roxas e a sua bebida também é
 água pura. Conhecida no meio umbandista como a senhora 
da lei e da firmeza, a ela recorrem todos os que estão em 
dúvidas nas situações tormentosas da vida.
Devido ao sincretismo com Santana, que por sua vez é a padroeira dos boiadeiros,
 nota-se a devoção dos boiadeiros por Nanã Boruquê em seus pontos cantados e 
na cor das velas, desta forma Nanã e Santana passaram a ser reverenciadas pelos 
boiadeiros conjuntamente e por elas transmitem grande respeito.
É considerada um dos Orixás mais exigentes na escolha de seus filhos. Embora 
transmita o exemplo da mãe, procura associar-se mais com a posição reservada aos 
idosos em qualquer sociedade, por esse motivo na Umbanda são raras as filhas de Nanã. 
Na Umbanda, Nanã Boruquê não afirma na cabeça de adeptos masculinos, pelo menos 
nunca conhecemos nenhum filho masculino de Nanã.
A capacidade que Nanã tem de amparar as pessoas nas situações de grande tormento,
 faz dela um Orixá de grande força, sendo respeitadíssima na Umbanda.


“Se um dia a dúvida pairar em sua cabeça, peça ajuda a Nanã, com certeza Ela o ajudará”.
  • Cor .................. Roxo
  • Domínios ..........Ribeirões e mangues
  • Atuação ........... Contra perseguições karmicas
  • Saudação .........Saluba Nanã
  • Elemento ......... Água




Da mesma forma que ocorre com Omulú, os filhos de Nanã são mais raros no meio 
umbandista. Outra curiosidade que constatei é que Nana não afirma em cabeça 
masculina, na verdade nunca conheci um filho masculino de Nana. 
Por ser um Orixá que pouco se manifesta nos trabalhos, Ela é também muito pouco 
conhecida no ambiente material da Umbanda. Até hoje conheci apenas um templo 
dedicado a Nanã, mostrando que eles são realmente muito raros. 
O plano espiritual, no entanto, a evoca com certa freqüência, principalmente nos 
trabalhos de desobsessão pesada.
Sua atuação nesse sentido fez com que viesse a ser reverenciada com grande 
respeito em nosso meio.
Suas enviadas quando incorporadas, dançam de forma lenta, dando a impressão de
 uma mulher que embala uma criança em seus braços.



.
OMULÚ (ABALUAÊ, XAPANÃ) - SÃO LAZARO


Omulú


Aprendemos com nossos guias que Omulú, Abaluaê e Xapanã são nomes do mesmo Orixá, alguns, no entanto, os separam alegando serem Orixás diferentes. No nosso terreiro os três nomes são adotados sendo Omulú o mais ouvido. Sincretizado a São Lázaro, existem algumas histórias sobre ele. A igreja católica alega ter sido ele irmão de Marta e de Maria e que viveu em Betânia, local próximo a Jerusalém. E quando Jesus chegou em Betânia, Lázaro já estava morto há quatro dias, sendo ressuscitado por Jesus em seguida. 
São LazaroA tradição oriental (Igreja Católica Ortodoxa) informa que São Lázaro foi bispo de Chipre no ano 900 e os franceses afirmam que ele foi bispo de Marselha e que foi martirizado durante a perseguição de Nero.
A imagem do santo mostra-o de muletas com um cão lambendo-lhe as chagas espalhadas pelo corpo todo. Os nossos irmãos africanos nos ensinaram que Omulú é o protetor contra as doenças e contra a peste, que seu corpo é coberto com uma roupa de palha que lhe esconde as feridas, por esse motivo o sincretismo com São Lázaro ocorreu. Outros o sincretizam a São Roque e outros a São Cipriano.

A Omulú recorrem todos que sofrem de moléstias tidas como incuráveis, o que lhe vale a fama de médico dos miseráveis.
Orixá ligado às linhas de Oxalá e Africana, Omulú e seus seguidores encaminham as almas dos recém falecidos ao mundo espiritual e deles absorve os fluídos e miasmas que exalam de um cadáver. Daí a sua ligação com os cemitérios, aonde se condensam as vibrações desse gênero, bem como, nos cruzeiros em geral, tais como os encontrados nas estradas, nos cemitérios e nas igrejas. Desta forma Omulú é um Orixá que protege e é também uma das portas de conhecimento que se abre para desmanchar magias maléficas.
É necessário muito conhecimento e muita segurança para trabalhar em sua linha vibratória. Quando evocado nos terreiros, a evocação é sempre feita pelos guias, como os Caboclos e os Pretos Velhos, sendo que muitos Pretos Velhos trabalham na vibração de Omulú.
Orixá OmuluSuas cores são o branco e o preto, o branco simboliza o sentido da pureza espiritual dedicado a Oxalá e a cor negra é a cor que absorve energias, muito alegam que a cor negra em suas guias representam a ausencia da vida (o vazio)  ou a morte. Omulú não deve ser encarado como algo assustador, porque ele não é. Omulú e seus enviados são atuantes nos cemitérios e impedem o mau uso das energias e fluídos lá depositados, através dos cadáveres sepultados, dispersando na atmosfera esses fluídos e energias que poderiam ser usados por espíritos malignos em seus hediondos trabalhos de baixa magia. Na África ele é o protetor contra a peste, contra a varíola e outras doenças contagiosas.
Nas obrigações a Omulú são normalmente usadas velas brancas ou brancas e pretas (metade de cada cor e evite usar essa vela a menos que saiba como manipular velas. Se não sabe, use somente a cor branca), cravos brancos ou outra flor branca masculina, água pura ou vinho branco doce e repetimos: "Orixás não bebem"! 
No Candomblé, são usadas em descarregos de pessoas doentes, a pipoca preparada em azeite de dendê. Na Umbanda é raro esse tipo de descarrego, porém, ocorre em alguns templos.
Omulú é evocado nos nossos templos para descarga e cura de doenças de pessoas tidas como desenganadas ou terminais ou ainda, para cura de doenças causadas por feitiços, que não podem ser curadas pela medicina do homem. A evocação deve ser sempre feita pelos nossos Guias, nunca o evoque sem autorização ou sem saber o que está fazendo ou pedindo. Devido a sua ligação com os cemitérios e com os mortos, a evocação de espíritos inferiores pode ocorrer conjuntamente, o que é perigoso para leigos no assunto.
  • Cor ...................... Branco e preto
  • Domínios ..............Cemitérios
  • Atuação ............... Contra doenças e feitiços
  • Saudação .............Atotô, meu senhor
  • Elemento ............. Terra


O Orixá Omulú não deve ser confundido com a entidade conhecida como Exú Omulú, chefe da linha dos cemitérios da Quimbanda.
Muita confusão ocorre neste sentido, muitos alegam ser o exu e o Orixá o mesmo ser, isso não é verdadeiro. Omulú é um dos grandes Orixás da nossa Umbanda e o exú que adota seu nome é simplesmente o exú que desenvolve os seus trabalhos nos cemitérios.
O exú Omulú chefia a linha das almas da Quimbanda, cujo local de atuação são os cemitérios e os cruzeiros, a cor predominante dessa linha é o cinza escuro e não o conhecido vermelho e negro. Os videntes sérios que conheci informaram que as entidades chefiadas por esse exú apresentam-se com garras, chifres e o corpo coberto de pêlos e a sua especialidade na Quimbanda é causar a morte violenta, as doenças que a medicina do homem não compreende, não detecta e não consegue curar.
Já vi ignorantes comparecerem aos cemitérios no dia de finados, vestidos de branco levando obrigações ligadas ao Orixá Omulú e ao mesmo tempo matando animais para o exu.  

Nada sabem tanto do Orixá quanto do exú!

terça-feira, 15 de setembro de 2015

     A DOUTRINA UMBANDISTA

AMOR AO PRÓXIMO


1. ASPECTOS BÁSICOS DA DOUTRINA UMBANDISTA:

Uma visão geral dos vários tipos de ritual encontrados nos terreiros de Umbanda não mostra prontamente a Doutrina de Umbanda. Isto se deve à presença do sincretismo que mascara a verdadeira Doutrina, de forma a se adaptar às necessidades da população que frequenta os templos afins. 

Os princípios que servem de base para todo o Movimento Umbandista são sensíveis, especialmente, nos Templos Iniciáticos e nos rituais internos de alguns terreiros, onde se percebe um interesse maior na busca da evolução espiritual, sem os véus da ilusão ditados pelo mito.

Partindo desta observação, podemos obter duas informações preciosas: A primeira é que, se fôssemos tentar compor uma Doutrina consistente, a partir das manifestações sincréticas, seria impossível atingir um quadro coerente, e mesmo que fosse possível, o mesmo ainda estaria absolutamente distante dos ensinamentos transmitidos pela “corrente iniciática”. 

A segunda informação importante é a de que, excluindo-se as manifestações do sincretismo nos diversos terreiros de Umbanda, é possível isolar determinados pontos de semelhança e conceitos compartilhados, que apontam para um sistema lógico, inicialmente insuspeitado, que encontra-se velado pelo caos aparente.

Dentre as semelhanças existentes entre os diversos terreiros ressalta-se a presença de Seres Espirituais da Corrente Astral de Umbanda que se manifestam pela incorporação nas formas de “Caboclos", “Pretos-velhos” e “Crianças". 

Este pode-se considerar o ponto básico que serve até como qualificador da doutrina professada por determinado núcleo espiritualista. A homogeneidade no encontro deste fator que eclodiu em coletividades distintas e fez surgir o Movimento Umbandista, leva à conclusão que a Doutrina de 

Umbanda é fruto da revelação destas entidades através de seus médiuns e não o resultado de uma miscigenação de cultos afro-ameríndios.

As entidades que se apresentam na Umbanda vêm personificar a Simplicidade, a Pureza e a Sabedoria, em nome de Oxalá – o Cristo Jesus – o Tutor Máximo do Planeta Terra. 

Através de seus conselhos, exemplos e mesmo da movimentação das forças naturais, conseguem acender a chama da Fé no coração dos consulentes que procuram os templos de Umbanda. 

A partir da Fé e da Razão incutem, gradualmente, na coletividade planetária, a compreensão dos mecanismos da reencarnação, das Leis Cármicas, das atrações por afinidade e sintonia e ensinam-nos os meios para caminhar seguramente em direção da nossa própria essência espiritual.

Com essas informações podemos deduzir que hoje, dentro da Umbanda, encontramos diversas interpretações e costumes. Os cultos seguem algumas influências comuns, mas são fortemente influenciados pelos seus componentes, pelos dirigentes locais que, sem uma base única e clara, permitem distorções, múltiplas facetas e ritos diversos. 

A Umbanda sofre o risco de se tornar conhecida pela religião, pelo culto no qual, qualquer dirigente que se diz conhecedor e com influências espirituais, abre a sua “Umbanda”, a sua moda e satisfação.

A Umbanda deve crescer pelo conhecimento e prática de bases mais sólidas, da busca da verdade e do conhecimento da Aumpram, da Lei Divina. 

A divulgação, estudo e compreensão da Lei Divina fortalecerá a Umbanda, eliminando mistificações e vaidades, atraindo ainda mais os verdadeiros interessados pela evolução espiritual.

2.   Em que a Umbanda acredita?

Vamos encontrar bases comuns para os que estudam, praticam ou são atendidos na Umbanda. Vamos criar um foco de convergência e a partir dele tentar compreender a Umbanda de todos. Como princípios deste foco convergente entendemos que a Umbanda acredita:

Em Deus;

No Amor;

Na Natureza;

No Espírito;

Na Evolução.

a. EM DEUS

Principio e fim. Único e todo.

Deus está fora do limite de nossos entendimentos. Apesar das dificuldades e figuras de interpretações usadas por muitos, todos tem um sentimento comum de Deus, um sentimento bom, um sentimento de Amor e isto é o importante. Quando imaginamos nosso Deus, quando os mulçumanos, judeus, católicos, budistas imaginam o “seu” Deus, podemos divergir em várias idéias, mas certamente convergimos que o Amor é a grande força de Deus.

b. NO AMOR

O Amor é a força da união, é o meio de se atingir ao grande objetivo universal. Como podemos imaginar Umbanda sem o Amor. Amor é:
Meio para nosso crescimento;
Força de União Universal;
O único caminho para evolução;
O único caminho para nos encontrar;
O único caminho para chegar a Deus.

c.NA NATUREZA

Natureza e o estudo pela ciência.

Somos natureza. Não acreditamos em nós?

Nosso universo é regido por leis naturais e o homem busca compreendê-las ao longo de sua evolução. A busca deste entendimento é denominada de ciência. A ciência evolui, muda seus princípios a medida de novas descobertas, de novas revelações. Muitos mistérios que se encontravam além das fronteiras do místico, do religioso, foram substituídos, foram esclarecidos pela ciência sem deixar de existir o fato de que antes era místico ou oculto. O limiar da ciência e do desconhecido é uma questão de tempo e não de verdades absolutas.

Precisamos da ciência para evoluir, para compreender fenômenos muitas vezes ainda inexplicáveis em nosso momento. Se acreditamos em nós, acreditamos na natureza e usamos a ciência para compreendê-la melhor.

A Umbanda não conflita com a ciência. Precisamos fazer uma leitura do estágio científico atual e acompanhar sua evolução, aceitando os princípios de suas teorias, aplicando nos conceitos da Umbanda. A ciência é dos homens e suas revelações acompanham sua própria evolução. Devemos utilizar as ferramentas que dispomos no momento, evoluindo e revisando nossas bases.

Dentro da natureza os seres pensam, tem inteligência e a Umbanda tem um princípio que é um processo mental, a Magia, que pode ser definida como força atuante ou influenciadora de caráter mental, criada pelo pensamento, pela vontade do ser e que também não deixa de ser também um processo natural.

d. NO ESPÍRITO

De forma simplificada podemos entender que o “Espírito” é um dos elementos da natureza que compõe um ser . O ser não está limitado ao seu corpo físico. Talvez as explicações científicas ainda não tenham chegado a uma conclusão definitiva sobre espíritos, não significando que não existam simplesmente porque a ciência do homem de hoje não conseguiu elucidá-lo completamente. As forças atômicas, os elétrons e muitos outros exemplos não eram explicados pela ciência e não por isto não existiam ou eram inverdades, eram simplesmente não atingidos pela evolução científica da época.

Um ser tem sua existência, mesmo não tendo um de seus corpos. Chamamos então de desencarnado o ser que não está utilizando ou não utiliza um corpo físico.

A Umbanda acredita na comunicação com seres, com entidades, que não estão com seus corpos físicos, vulgarmente denominada de comunicação com espíritos ou com desencarnados dos mais diversos graus de evolução. A Umbanda acredita no ser extra corpóreo e na interação entre estes seres e o nosso mundo físico, seja através da comunicação, ou efeitos e influências diversas.

Veremos que de fato, o ser é composto ou dividido em vários “corpos” ou veículos de consciência, sendo a denominação “espírito”, dada pelos espiritualistas, uma simplificação de um grupo ou conjunto de “veículos de consciência”

e.NA EVOLUÇÃO

Sabemos que o Universo está em mutação, está mudando todos os momentos. Sabemos que mudamos, envelhecemos, a natureza se altera, nosso planeta sofre várias alterações desde sua formação. Tudo está se modificando a todo o momento.

Estas modificações poderiam ser denominadas de evolução. Então tudo está em evolução. O Universo, os seres que o compõe, o conhecimento, enfim tudo. Os processos são diferentes para cada um, para cada natureza, mas o evoluir é comum a todos.

Para nós a evolução ocorre ao longo de nossa vida presente e nas próximas. Evoluímos em ciclos sucessivos, em diversas vidas, comumente chamadas de reencarnações. A evolução só pode acontecer se for de alguma forma orientada, guiada por alguma lei ou princípio. O caos não levaria ao visível processo evolutivo. A lei maior que rege o processo evolutivo de todos os seres e até mesmo de todo o Universo é a Lei do Carma, onde causa e efeito estão definitivamente relacionados.

A lei do Carma ou simplesmente Carma, em sua ação no homem, só pode ser compreendida pelos que vêem o conjunto de suas vidas, de suas reencarnações. Nossa evolução só pode ocorrer através de nossas ações. Somos seres inteligentes capazes de determinar nossas ações, a Lei do Carma trará os efeitos causados pelas causas que criamos com nossas ações.

3.   PRINCÍPIOS

Acreditamos que nossas ações devam ter como princípios:

PUREZA – A busca da Verdade;

HUMILDADE – O fim das vaidades e personalismos;

SIMPLICIDADE – Tentar levar ajuda a todos (Universalismo).

Saravá.