quarta-feira, 9 de setembro de 2015

A Aagonia da Umbanda


Meus irmãos Umbandista vamos nos unir para acabar com esta agonia da nossa Umbanda, vamos levantar a bandeira da Umbanda ir de verdade e não só dentro dos terreiro, ou nos trabalhos, vamos gritar para o mundo, divulgar e mostrar que somos Umbandista e somos felizes por isto, não vamos nos esconder atrás de nenhuma religião porque temos a nossa religião maravilhosa que trabalha para o bem, para caridade, para o amor e para o cristo, existem altos e baixo, claro que sim, se não tivesse altos e baixo com teríamos aprendizados.
Então meus irmãos vamos vesti esta camisa e levantar esta bandeira como todas as outra religiões fazem.
Um forte Abraço de Luz.
LEIAM O TEXTO E DIVUGEM:

Recentemente participamos de um debate no forum da RBU, onde surgiu novamente o assunto do crescimento ou diminuição do número de praticantes da religião  umbandista.
Achei que seria interessante registrar aqui no Blog de estudos algumas considerações sobre este tema.
Quem é umbandista atuante e não mero frequentador de Terreiros, já teve oportunidade de participar de debates semelhantes sobre esta questão, ou já ouviu de algumas lideranças que  “existem milhões de umbandistas no Brasil”.
Quando buscamos dados mais consistentes sobre o número real umbandistas e as informações obtidas não confirmam a afirmação acima, a resposta é que o método utilizado pelo IBGE no censo é errado, ou que existe muito preconceito sobre a religião e as informações são manipuladas, ou que o Umbandista é preconceituoso e se esconde atrás de outras religiões, como a Católica ou o Espiritismo.
Existem aqueles que ainda se comportam como no mito do avestruz que enterra a cabeça no chão  quando  se sente acuado, não querem saber de nada, se escondem e acham que a umbanda vai muito bem, que os Orixás cuidam de tudo, que tudo é bobagem, perda de tempo etc…
Já faz alguns anos que pesquisamos sobre esta questão, em 2002 escrevemos um texto onde fazíamos um levantamento dos dados estatísticos do IBGE de 1991 e 2000.
Em 1991 segundo dados do Censo existiam no Brasil 648.463 pessoas que se diziam praticantes de Umbanda ou Candomblé, já em 2000 este número se reduziu para 571.329 o que mostrava uma redução significante de 11,89% no número dos praticantes.
Segue abaixo imagens dos dados fornecidos pelo IBGE:
 É interessante registrar que nesta época o número de praticantes do Candomblé era bem inferior ao número de praticantes da Umbanda.
Mesmo com estas informações, que consideramos seguras, técnicas e que servem de base para diversas políticas públicas, nossos irmãos umbandistas continuavam a criticar as informações e  defenderem o “mito” de que existiam milhões de umbandistas no Brasil.
É incrível como as pessoas se iludem e possuem resistência  a aceitar informações reais, positivas e lógicas.Quando da realização do Censo de 2010 fizemos uma verdadeira campanha com vídeos, textos, e-mail´s para que os Umbandistas, que por algum motivo, se escondiam atrás de outras religiões que assumissem que eram Umbandistas e não espíritas ou Católicos.
O resultado do censo 2010 saiu e para nossa decepção, o número de umbandistas continuava a diminuir.
Quando participamos recentemente deste debate no fórum da RBU, fizemos uma pesquisa rápida no Google e localizamos um texto de 2004 do professor  Antônio Flávio Pierucci com o  título de “Bye bye, Brasil” – o declínio das religiões tradicionais no Censo 2000.
O link do texto completo encontra-se no final deste artigo.
Antônio Flávio Pierucci faleceu em junho de 2012, era sociólogo, professor e chefe do departamento de sociologia da  USP, filósofo, autor de vários livros e artigos sobre religião, pesquisador do CEPRAB e secretário geral da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC, ou seja, uma pessoa gabaritada para estudar e falar sobre  as informações fornecidas pelo IBGE.
Neste artigo Pierucci comenta sobre a retração numérica da umbanda, reproduzimos abaixo um pequeno trecho:
“Nos anos de 1960 era comum nos meios intelectuais, acadêmicos ou não, referir-se à umbanda como aquela, dentre as religiosidades afro-brasileiras, que parecia ter sido feita de encomenda não só para os negros, mas “para todos os brasileiros”. The Umbanda is for All of Us é o título de um mestrado defendido na Universidade de Wisconsin pela demógrafa e socióloga paulista Maria Stella Ferreira Levy. Isso foi em 1967.
Nesse mesmo ano, precisamente em 1967, o Serviço de Estatística Demográfica, Moral e Política do Ministério da Justiça informava a quem pudesse interessar que o número de umbandistas no Brasil estava na casa dos 240 mil – 240.088, para sermos exatos – e, além disso, mostrava que os brasileiros frequentadores de centros de umbanda estavam aumentando de forma notável naquela década, quase triplicando, visto que os registros do mesmo órgão para o ano de 1964, só três anos antes, haviam chegado à existência de apenas 93.395 umbandistas. Pelos estudos de Lísias Nogueira Negrão, especialista no tema, a década seguinte é que assistiria, particularmente no período de 1974 a 1976, “o momento culminante do crescimento da umbanda”, religião que se queria “afro” porém “para todos”, noutras palavras: étnica e universal.
Desde que surgiu no Rio de Janeiro na década de 1920, e já nas décadas de 1930 e 1940 começava a se disseminar pelo tecido urbano mais moderno do País, o das cidades grandes da região mais desenvolvida, o Sudeste, a umbanda foi vista como uma religião brasileira; para alguns, a religião que melhor encarnava a tradição sincrética nacional. A perspectiva da construção de uma identidade nacional esteve sempre à mão entre os intelectuais, pelo menos desde a República, o que desde logo favoreceu toda uma boa vontade com a umbanda. Afirmativamente afro e marcantemente popular, ela não se fechava etnicamente em sua negritude, mas se oferecia brasileiramente a todos os brasileiros. Pensava suas raízes como plenamente brasileiras e não simplesmente africanas. E povoava o panteão de deuses africanos, os orixás, com suas “linhas” de espíritos desencarnados de personagens tipicamente brasileiros: índios, caboclos, baianos, boiadeiros etc. O africanismo brasileiro em sua forma umbandista desde sempre se apresentou e se representou como uma “mistura típica”, “bem nacional”, de ingredientes de proveniência diversa, porém, ressignificados como autóctones. Isso o imunizou de qualquer pudor de embarcar nas diferentes ondas de nacionalismo cultural que se manifestariam em nossa história republicana a partir dos anos de 1930.
Apesar da incensada “brasilidade” da umbanda, apesar do desejado impacto demográfico que aos olhos dos estudiosos sua recepção mereceria ter para ela assim consolidar-se no concerto (multi)cultural das religiões em nosso País, ela começou a entrar em refluxo já na década de 1980. É o que informa Lísias Negrão. E desde então, ao que tudo indica, não parou mais de encolher aos poucos, recolhendo-se pouco a pouco, em sua fragilidade e modéstia.
A Tabela 4, que reúne dos três últimos censos demográficos as porcentagens referentes aos principais conjuntos religiosos, comparece neste artigo antes de tudo pela informação agregada que fornece a respeito das religiões afro-brasileiras. Impactados desde a Tabela 2 pelas diminutas cifras com que tanto a umbanda quanto o candomblé se mostram no censo 2000, vemos agora pela Tabela 4 que a perda de seguidores no conjunto dos cultos afro-brasileiros é lenta, gradual e contínua nas duas últimas décadas do século XX.
Dos 0,57% de brasileiros que declaravam pertencer à umbanda ou ao candomblé em 1980, apenas 0,44% o fazem em 1991 e em 2000 ainda menos: 0,34%.
A partir de 1991, quando o IBGE passou a separar umbanda de candomblé, tornou-se possível discernir qual das duas está perdendo terreno: é a umbanda, que cai de 541.518 em 1991 para 432.001 seguidores em 2000 (uma perda superior a cem mil adeptos), enquanto o candomblé, no mesmo período cresce de 106.957 para 139.329 participantes (um acréscimo superior a trinta mil adeptos). “
Confirmamos pelo artigo do professor Pierucci o que já tínhamos afirmado em 2002, o número oficial de umbandistas vem caindo gradativamente e para nós que somos umbandistas, que sabemos da beleza e da profundidade de conhecimentos e espiritualidade que esta religião possui, não podemos ficar inertes neste momento.
É preciso chamar mais uma vez os verdadeiros umbandistas a reflexão e a uma tomada de posição.
Vale destacar, do que foi apresentado acima, alguns questões para reflexão e possível mobilização por partes dos interessados, que neste caso somos todos nós umbandistas.
a) Enquanto o número de adeptos das religiões afro-brasileiras e católica diminui, o número de adeptos das religiões protestantes aumenta, da mesma forma que aumentam o número dos que não possuem religião e dos espíritas.
Qual o motivo que estaria afastando as pessoas das religiões ditas afro-brasileiras, neste caso representadas pelo Candomblé e pela Umbanda?
O que estaria motivando as pessoas a seguirem os protestantes, os Espíritas ou deixarem de ter uma religião (o que não significa serem ateus).
Esta reflexão seria interessante, pois poderíamos encontrar um caminho para estimular novos adeptos a religião de umbanda e da mesma forma repensarmos algumas características da umbanda.
b)Outra questão importante é registrar que no último Censo, o número de umbandistas diminuiu, enquanto o número de praticantes do Candomblé teve um pequeno aumento.
Qualquer um percebe que aumentou muito nos últimos anos os chamados Umbandomblés, que infelizmente acabam misturando fundamentos de religiões totalmente diferentes, gerando, em nossa humilde opinião, um monstro sem pés ou cabeças.
Particularmente acreditamos que este pequeno  crescimento do número de adeptos do Candomblé foi em função do aumento das casas de Umbandomblé.
O que motivaria uma pessoa que segue uma religião a procurar outra e ainda querer continuar na antiga?
Seria a falta de fé nos seus guias e protetores?
Seria a falta de conhecimento sobre sua religião?
Seriam interesses financeiros, pois todos sabem que na Umbanda somente se pratica o amparo espiritual de forma gratuita, enquanto no Candomblé existem varias formas de cobranças, através de ebós, trabalhos diversos,  jogos de búzios, etc…
Em 2007 fizemos uma reunião no Núcleo Mata Verde e recebemos a presença de alguns Babás de Umbanda e Candomblé onde tive a oportunidade de conversar com alguns.
Fiquei estarrecido com o que ouvi. Ao perguntar se o Pai comandava um Terreiro de Umbanda ou de candomblé recebi de alguns a resposta: Sou de candomblé mas também “toco” umbanda. (Particularmente não gosto desta expressão “toco umbanda”)
Ao perguntar qual o motivo de fazer esta mistura respondiam  “ o povo gosta”, ou outra resposta muito comum, fiquei com alguns problemas e precisei me fortalecer no candomblé.
Outra resposta muito comum era que “o Santo pediu” para ir para o Candomblé, mas acabei “carregando meu Caboclo e meus Exus” e agora preciso cuidar deles.
Aqui encontramos três questões importantes.
1)Não se deve seguir uma religião porque o povo gosta, da mesma forma que não se segue uma religião para atrair pessoas para cobrar, para viver financeiramente da fé e da carência humana.
Na Umbanda cada Dirigente possui sua profissão, seja ela qual for.
2)É um absurdo você passar por uma fase difícil em sua vida, e neste momento, que você necessita provar a sua fé,  no momento que você precisa mostrar sua “firmeza”, você vai procurar outra religião por achar mais forte que a sua e se submeter a outra pessoa.
Lembramos que estamos nos referindo aos  Dirigentes de Tendas e Terreiros de Umbanda e não a simples participantes ou médiuns iniciantes.
3)Outra questão absurda é você deixar de ser umbandista, ir para o Candomblé e “levar” seus Guias e protetores, e o pior de tudo, ter que cuidar dos seus guias.
Ora meus irmãos, não somos nós que cuidamos dos nossos guias, são eles é que cuidam de nós.
Com toda certeza esta pessoa que não tem fé na Lei da Umbanda e abandona seus Guias e Protetores, Caboclos e Pretos Velhos, não está levando Guia algum para o Candomblé.
Com toda certeza está “levando” um punhado de obsessores ou Kiumbas, que se fazem passar por Caboclos ou Pretos Velhos. Melhor seria dizer que está sendo conduzida por Kiumbas.
4)Quero tocar em mais uma questão delicada  que exige cuidado dos Umbandistas.
Infelizmente existe  no meio das religiões Afro-brasilerias, um movimento político que quer a todo custo relacionar a intolerância religiosa com o preconceito racial e também mobilizar os umbandistas para a questão da homossexualidade ou homoafetividade.
São questões sociais importantes, questões ligadas as liberdades individuas que devem ser discutidas, mas de forma adequada, independentes de religião e nunca relacionando a Umbanda com estas questões.
A Umbanda ensina e nos mostra uma vida espiritualizada, universalista, muito acima de questões materiais, de raças ou preferências sexuais.
Com toda certeza, estes movimentos radicais de minorias estão prejudicando, muito mais que ajudando no fortalecimento da Umbanda.
5)A última questão que acho importante para uma reflexão é a independência da Umbanda de outras religiões ditas de “Matriz Africana”.
Particularmente acredito que para fortalecemos a Umbanda é necessário urgentemente buscarmos a nossa individualidade como religião.
Já mencionei acima que existem diferenças enormes entre culto de Nação e Umbanda.
Culto de Nação tem como característica principal a questão cultural, a preservação da cultura africana, a tradição de um povo, dos seus valores, a valorização dos negros, o que deve ser assim e deve ter o apoio de todos nós brasileiros.
Já a Umbanda é uma religião de origem brasileira, universalista, não vinculada a nenhuma raça e aberta a todos.
Trabalhamos com espíritos que se manifestam em falanges de várias nacionalidades e características, e não somente do povo africano.
O próprio conceito de Orixá que é a parcela africana na umbanda, é interpretado e cultuado na Umbanda de maneira bem diferente do Candomblé ou do culto original africano.
Já passou da hora de termos federações que sejam somente de umbandistas, que se preocupem somente com  questões e interesses umbandistas e outras federações que sejam somente de Candomblé ou Nação e que se preocupem com questões que sejam somente do Candomblé.
Não é possível colocar na mesma mesa assuntos de ambas religiões, pois todos sabemos  que existem fundamentos totalmente diferentes e com todo certeza irão contrariar uma ou outra parte.
Em momentos que se façam necessários poderemos juntar forças, mas que cada uma tenha sua individualidade.
Este assunto é muito longo para ser abordado neste pequeno artigo, em breve estaremos abrindo alguns temas que foram abordados acima em outros textos.
Saravá Umbanda!
São Vicente, 18/05/2013
Manoel Lopes – Dirigente do Núcleo Mata Verde
Referências:
“Bye bye, Brasil” – o declínio das religiões tradicionais no Censo 2000

terça-feira, 8 de setembro de 2015

FORMA DE AGIR DO UMBANDISTA




O verdadeiro Umbandista não sente as pedras que lhe são jogadas, pois sua consciência está limpa, certo que jamais usou do dom da mediunidade para interferir no livre arbítrio do Pai.

Entende aqueles que pedras lhe são atiradas, ciente que vem de uma alma que está presa ao radicalismo, que não entendeu a mensagem de Jesus, que pediu e exemplificou o amor ao próximo e nem ELE mesmo a ninguém julgou.

Como também sabe, que muitos foram vítimas de irmãos que se entregaram ao baixo espiritismo, a exploração de seus dons para obterem vantagens financeiras e que na realidade não passam de pobres irmão obsidiados por irmãos trevosos, que aos poucos devido a sua queda para o materialismo e para a vaidade pessoal, deles tomaram conta usando inclusive nome de espíritos conhecidos trabalhadores da seara de luz, seja da direita ou da esquerda da religião.

Por tudo isso saber segue o seu caminho de cabeça erguida, envolvido na paz do Senhor, sabedor que é apenas um instrumento que o Pai utiliza para a pratica da caridade espiritual, caridade esta que não é praticada por ele, mas pelo seus mentores (guias), pois ele mesmo tem consciência que ainda está em processo evolutivo, tendo em si muitas qualidades mas ainda muitos defeitos, doenças de sua alma que vem encarnando com a finalidade de conseguir curar tais doenças.

Reconhece-se muito pequeno diante das Verdades Divinas e anda com cuidado, pois sabe que as doenças da alma que carrega podem a qualquer momento o tentar e o envolver de tal forma que porão por chão todo o caminho de aprendizado até então percorrido.

Sabe que será colocado a prova como todo ser vivente e por isto deve estar firme em sua fé e em seus propósitos de seguir sempre as Leis Divinas, que são as que Cristo pregou. Portanto é exatamente por isto que o Cristo nos ensinou “Orai e Vigiai”.

Principalmente, quem tem tal missão jamais deve abandonar este conselho do Mestre, não se esquecendo que até mesmo sacerdotes de Umbanda, por serem seres humanos em evolução, não estão livres de repente caírem nas emboscadas das doenças de suas almas e com isso podem receber influencia negativa de espíritos trevosos que muito gostariam de vê-los cair, pois com eles arrastariam todo o corpo mediúnico da casa, destruindo-a em sua essência.

Por isto seja você um sacerdote, ou um filho de corrente, ou até alguém da assistência, não deixe passar nada que vá contra as Leis do Amor e da Caridade, peneire bem para saber distinguir.
Por isto existe o ponto: Pisa na Umbanda, pisa devagar, afirma o pensamento que é pra não tombar, Jesus Cristo também foi traído praticando a caridade no mundo perdido.

No caso do filho de Umbanda ele é geralmente traído pelas suas próprias tendências negativas que estão em sua alma ou por não saber ler além das entrelinhas desculpando esta ou aquela falha com a desculpa que dá a si próprio: São guias, mentores, não podem errar.

Não se esqueçam que até a forma de outro espírito os trevosos e obsessores podem plasmar, enganando até os videntes, então sigam as Leis sempre, não existe duas leis, o bem é o bem e o mal é o mal, não tem meio termo e nem desculpas para se praticar o errado, seja quem for que vocês 
achem que está incorporado.

É este aviso que queria passar, lembrando, que hoje não trabalho com o meu cavalo, pelo motivo que ele perseguido por inimigo espiritual, não soube distinguir sua atuação, nem ele, nem os filhos do templo, a luta foi grande, o templo fechou e hoje após quase dezesseis anos é que ele se apruma e os filhos do templo, alguns fazendo um balanço do passado, percebem que era hora de ajudar quem sempre estava pronto para lhes ajudar, mas não sabiam disto na época, não perceberam a atuação das trevas no irmão que tanto amavam e amam.

 E não entendiam todo mal que acontecia a este meu filho querido, foi muita luta espiritual, mas uma vez desviado do caminho, com inimigos encarnados atraídos para o novo caminho, o levantar do meu filho foi muito lento, sem contar o número de vezes que começava a se erguer e de novo caía.

Para evitar um mal maior eu peço que jamais deixem de seguir as Leis do Amor e da Vida que tanto foi exemplificada por Jesus.


Ditado por um Capa Preta
psicografado por Luconi

em 23-02-2014

PORQUE A UMBANDA NÃO PODE EVOLUIR?



A Terra viveu muitas épocas, desde a sua criação, em cada uma delas a humanidade estava em um grau de evolução.

Os cultos africanos surgirão nos primórdios da história da humanidade, não se esqueçam que a África foi o berço da mesma.

Portanto era muito normal que eles fossem realizados de maneira bem primitiva, tinham os habitantes da época a necessidade de ao fazerem seus cultos ofertarem muitos presentes aos espíritos que evocavam aos deuses como os chamavam.

Também tinham a necessidade de dançar e cantar e também de tentarem se vestir de forma parecida com o deus que estavam cultuando.

Com o tempo algumas coisas foram se modificando, mas lá na África, nosso berço, pouca coisa evoluiu em comparação com o resto do planeta, aliás o que se vê é um contraste muito grande por lá mesmo.

Lugares que ocupados por maioria branca têm um aspecto urbano muito parecido com o mundo evoluído, seus habitantes têm acesso as
facilidades do mundo moderno, enquanto bem próximo nos arredores, negros ocupam um espaço onde tem de tudo menos o tal bem estar que a comunidade branca tem.

Encontram-se ainda um número sem fim de tribos, de lugarejos bem atrasados, onde a modernidade por eles nem é sonhada.

Não pretendo aqui entrar em questão política, mas que fique registrada nossa indignação pelo descaso para com seus irmãos, onde o irmão branco não tem interesse nenhum em evoluir, em amenizar o sofrimento desta vida ainda primitiva que levam. 

Arrastam-se e vivem pela sobrevivência apenas, não têm espaço para eles sequer sonharem com outras conquistas, ou de se aprofundarem em qualquer tipo de estudo, ainda os instintos são obrigados a falarem mais alto, pois a fome dói na alma, as doenças trazidas por ela ceifam os filhos, e bem poucos são os motivos de alegria. Então se vivem de forma talvez até pior que seus antepassados, uma vez que os mesmos tinham toda a floresta para conseguir seus alimentos, e a luta entre as tribos eram em termos de igualdade, natural que se prendam ainda aos cultos de forma primitiva.

Agora a maioria do mundo não vive assim, são privilegiados e têm acessos a todo tipo de informação e as armas naturais para a luta da sobrevivência, por isto não se prendem aos instintos básicos, não recebem mil oportunidades para se instruírem e evoluírem em todos os sentidos inclusive no que concerne a religiosidade.

Então eu pergunto, porque aqui nesta terra bendita, o Brasil, a maioria que pratica o culto da Umbanda que tem sim suas raízes nos deuses africanos, que na nova religião são chamados de Orixás, porque ainda se prendem aos rituais primitivos.

Porque existem correntes indo totalmente contra a evolução desta religião, criticam e nublam com suas críticas os trabalhos daqueles médiuns que tentam trazer o aprendizado para os filhos desta fé.

Alegam que isto é negar raízes, que isto é querer mudar a Umbanda,
mas se esquecem que a lei de evolução é para todos, que nenhum espírito encarnado ou desencarnado deve ficar paralisado, muito menos atravancar o progresso de seus irmãos, isto é lei básica em qualquer fé.

A Umbanda em suas bases jamais será modificada, pois sempre será alicerçada nos tronos divinos, nas sete essências, tronos com seus pólos positivos e negativos, tronos que são a emanação de Deus.

E ainda eu pergunto, porque dizer como muitos dizem que a Umbanda não é uma religião cristã, se NOSSO SENHOR JESUS CRISTO é considerado pela maioria dos espíritas nosso GOVERNADOR PLANETÁRIO, ou seja Aquele que ordena a evolução dos espíritos na Terra, Ele disse que somos o seu rebanho, nada aqui acontece sem a sua permissão, sem estar programado já bem antes de acontecer, então a Umbanda quando fundada passou pela sua aprovação e com certeza ELE lhe deu as diretrizes, então como é que os Umbandistas não são cristãos?

Pergunto ainda, porque na maioria dos centros umbandistas, não existe uma evangelização? Porque não existe uma escola para adultos e uma adaptada para crianças para ensinar a doutrina umbandista mostrando que ela anda abaixo das Leis Divinas que tanto Cristo nesta terra pregou, porque?

Não sabem que quanto mais evoluírem, menos as forças das trevas terão acesso? Não sabem que a melhor defesa é a boa conduta, é o respeito as leis do amor e da vida que são as mesmas pregadas pelo Mestre Jesus?

Vamos pensar no assunto, vamos você que está lendo pelo menos refletir sobre o assunto, lembre-se que nada é ilógico, tudo tem uma explicação muito lógica, que a lei é igual para todos.

Lembro que os trabalhos espirituais da Umbanda deve sempre procurar realizar o bem, jamais interferir no livre arbítrio dos seres, deve procurar não só evoluir o filho que pede, mas também os espíritos sejam de que origem forem que se apresentar, a maioria usa nome de Exu ou Pomba-Gira sem o serem, são infelizes trevosos perdidos a centenas de anos, escravizados nas trevas, e não podemos deixar de dar-lhes a oportunidade de mudarem de situação, vai saber quando eles terão nova chance. E é esse trabalho que é o mais lindo da Umbanda, retirar das trevas os seus escravos, que sei estão lá por suas próprias faltas, mas são como um dia nós fomos e alguém nos estendeu a mão.

DEUS OS ABENÇOE
QUE NOSSO SR. JESUS CRISTO OLHE POR TODOS.

Ditado por Pai Jacó
Psicografado por Luconi

UM ACASO QUE ME LIBERTOU



Dizem que nesta vida tudo tem uma razão, mas eu vos digo amigo esta expressão é bem mais abrangente, ela é verdadeira não só na tua vida terrena como também no mundo espiritual.

Anos atrás em certo dia, estava eu em um trabalho num centro umbandista, e ainda incorporado percebi que alguns irmãos da linha branca estavam a minha espera. Muito normal a linha branca sempre está presente, porque a eles direcionamos muitos espíritos sofredores ou endurecidos por sentimentos negativos que conseguimos acender nem que seja uma pequenina luz para poderem ser entregues aos irmãos que cuidam dos prontos socorros espirituais.

Também estes irmãos nos trazem para os trabalhos espíritos que estavam em zonas trevosas e seus espíritos estão com grandes deformidades que não mais se consegue visualizar neles a aparência humana que um dia tiveram. Então para retomarem de uma forma mais rápida a aparência humana, a incorporação num centro umbandista é o mais indicado, pois além do ectoplasma que ao incorporar o médium transfere para ele, estarão  presentes no trabalho os guardiões da Lei, que obrigarão tal espírito a conter suas tendências maldosas, não afetando nem o médium que o incorporará nem a nenhum outro irmão encarnado ou desencarnado.

Já num centro cujos trabalhos se voltam para a linha branca, onde a prioridade é a doutrinação e a cura não só de encarnados, mas de espíritos perdidos que carregam ainda as doenças que tinha quando encarnados, a incorporação de tais espíritos prejudicarão e muito o andamento dos trabalhos,  por terem energia muito pesada pois ainda se comprazem nas suas maldades por terem uma forma distorcida de justiça.
São espíritos doentes sim, mas as suas doenças são exatamente o fruto de suas maldades, são doenças e deformidades que adquiriram após o seu desencarne. Entregaram-se as trevas com o intuito de vingança, realizaram todo tipo de maldade manuseando as energias negativas com o intuito de agradar algum espírito do mal que se assentou nalguma região trevosa em troca de conseguir que este espírito que acham poderoso, ajudá-los em suas vinganças.

Se foram retirados pelos irmãos brancos é porque o Pai decidiu que ninguém mais merecia suas maldades e que eles teriam mais uma chance, através de encarnações compulsórias, onde o livre arbítrio deles não é levado em conta por enquanto, pois são como os doentes mentais da terra. Como percebem, eles estão no centro pra receber ajuda contra a sua vontade, simplesmente porque não tem outro jeito, a Lei deu-lhes um basta.

 Teriam oportunidade de evoluírem de outra forma se tivessem aceito a ajuda de muitos irmãos que trabalham principalmente na Umbanda, que de tempos em tempos se acercam destes espíritos tentando mostrar-lhes que para seus males existe uma saída, e que o Pai não os castigará, apenas eles serão evangelizados, trabalharão na espiritualidade para o bem e depois finalmente prontos para começarem nova caminhada poderão participar do programa de reencarnações, inclusive opinando sobre os detalhes da mesma.

Mas como eu havia percebido os irmãos da linha branca estavam querendo me dizer algo, pareciam um tantinho apreensivos, e então já quando eu ia terminar os trabalhos, chega-se até mim a cambonia do centro, dizendo:- Seu Zé, tem um rapaz que entrou e pediu um prato de comida, nós vamos ajudar, mas acho que ele pensa que pra receber ajuda tem que fazer parte do centro, então pediu se podia receber benzimento.

Olhei para os espíritos da linha branca, percebi a emoção em seus olhos, olhei para o filho que chegava e vi guardiões da lei (exus) amparando-o. Voltei para o meu lugar e pedi que ele se aproximasse. Então o cumprimentei saudando pai Oxalá, e peguei suas mãos, tão magras, tão frias, suas roupas eram farrapos, seus pés calejados e feridos de tanto andar, e por incrível que pareça estava sóbrio, não havia energia de bebida alcoólica, mas eu via em seu corpo astral já doenças trazidas pelo uso indiscriminado do marafo.

Imediatamente chamei dois médiuns e os guardiões da lei que o cercavam trouxeram alguns espíritos que o vampirizavam quando bebia, em seguida veio um espírito totalmente ignorante, perdido, dizendo que ele jamais permitiria que ele se fortalecesse, o acompanhava em todas as encarnações para não correr o risco dele conseguir cumprir a missão. Mas apesar disto a cada encarnação ele evoluía, pois se não cumpria a missão também não se entregava ao ódio, nenhum mal propositadamente fazia a ninguém. E isto estava enfurecendo tal espírito que queria o direito de levá-lo definitivamente para as trevas. Bem com algum custo o retiramos, prometendo que iríamos conversar na espiritualidade e faríamos um acordo desde que fosse dentro da Lei do Pai, ele sem saída aquiesceu, os guardiões já o haviam envolto em uma espécie de rede espiritual que o impediria de seguir livremente, teria que nos ouvir na espiritualidade e sabia que nunca mais poderia atormentar aquele filho.

Bem até aí normal, mas então o espírito de uma mulher de muita luz, incorporou em um dos médiuns, abraçou de forma muito especial aquele filho, que naquele instante recebia uma chuva de pétalas de rosa. Depois olhando para mim disse:
-Salve os seus trabalhos seu Zé, salve antes de tudo Nosso Mestre, Jesus Cristo.

Eu a conhecia, e como a conhecia, era Zelda, dois milênios antes havíamos cumprido missão juntos na terra, e mais duas vezes, muitas vezes na espiritualidade nos encontramos, ela me ajudará a ver a Verdade e desde então em certos socorros eu a chamava ou ela precisando da energia da Umbanda me chamava. Evoluíamos cada um na sua seara, mas sempre unidos estávamos e estaríamos pelos laços do amor fraterno.

Desde que eu decidira seguir as Leis do Pai, nunca mais falamos sobre a minha dor mais profunda, calejada dentro do peito, perdoara porque o amor de um pai sempre fala mais alto, mas diziam que eu ainda não estava preparado para saber onde ele estava, tinham receio que por muito amá-lo eu para defendê-lo transgredisse as Leis, ou então, ao vê-lo revivesse o passado e o ódio voltasse. Aceitei as designações do Pai, e esperava já há centenas de anos.

Ela ali naquela hora não emanava amor fraterno, mas sim amor maternal, os espíritos da linha branca me cercavam, e os guardiões estavam emocionados, e eu ali incorporado comandando os trabalhos, não podia me expandir, porque não me falavam a razão daquilo tudo, era certo que tanto os guardiões como os espíritos brancos e a minha grande amiga, trouxeram o rapaz até ali, entendi porque estava sóbrio, eles não deixaram os espíritos que o vampirizavam se aproximar.

De repente olho para a médium que Zelda estava incorporada e seu olhar me diz tanto, escorrem lágrimas no rosto da médium, eu olho para o rapaz e vejo através não dos olhos do meu médium, mas através dos olhos do tempo, minha casa incendiada, minha filha querida usada e morta por asfixia, Zelda caída ao chão morrendo aos poucos devido a punhalada em seu ventre de onde o sangue escorria em abundância eu amarrado a uma árvore assistindo a tudo, já bastante ferido. 

Eles queriam alguma coisa que eu não tinha como entregar, eram pedras preciosas, ouro, que haviam ficado comigo, eu achara quando o dono das terras que eu vivia morrera, ninguém sabia da existência só minha família. No entanto naquela época eu começava a me converter ao cristianismo, não acreditava muito no Deus único, mas me era simpática a forma com que os discípulos daquele Cristo agiam.

Era servo, era grego em terras Palestinas, pelos judeus era maldito porque me consideravam pagão, mas os cristãos me recebiam, não conheci o Cristo, acontecera há 150 anos antes de meu nascimento, muito sofri até ganhar a confiança do senhor daquelas terras que também estava se convertendo, tinha simpatia pela causa dos cristãos e eu sabia que antes de ser morto pelos romanos ele iria entregar aquele tesouro para os cristãos beneficiarem os doentes e famintos, então ao encontrá-lo ao invés de logo dar o destino que meu senhor queria a ele, eu fiquei entre a cruz e a caldeirinha, precisava de um tempo para me decidir.

Exatamente na noite anterior, meu coração se apertou, e eu decidi que a causa deles era justa e que não importando se o tal Deus existia ou não, eu faria a vontade do meu antigo senhor, e assim fiz.

Não podia entregar aos bárbaros o que eu não tinha, mas o pior de tudo foi ver um cavalo vindo, comendo poeira, chegando e o seu cavaleiro apeando e gritando:
-Não vocês me enganaram, eu entregaria o tesouro em troca da terra ser nossa, vocês não viriam buscá-lo.

Era meu filho, era ele, Artrius, meu Deus o que ele fizera, iria roubar o tesouro para entregar aos bárbaros, para mim os romanos eram bárbaros, preferia os judeus.  Então antes de acabarem de me matar, eu o vi ser decapitado, e em seguida foi a minha vez.

Deu tempo dele clamar pelo meu perdão, mas naquela hora diante dos corpos de minha esposa e filha, eu o amaldiçoei.

Agora ali naquele terreiro, eu o tinha na minha frente, andarilho errante, um trapo humano, há tanto tempo o perdoara, ninguém no terreiro entendeu nada, eu não podia falar quem era ele, nem a história ocorrida, mas eu podia abraçá-lo, eu podia retirar a minha maldição, que há muito já havia retirado perante Deus em minhas preces. O abraço perdurou muito tempo, com a ajuda os espíritos da linha branca segurei minha emoção, e apenas disse:

-Nunca mais você sentirá fome, não será rico, mas o pão em tua mesa não irá faltar- e como ninguém no centro tinha me visto emocionado daquela forma, um homem da assistência levantou-se e disse:

-Se ele quiser, amanhã mesmo começa a trabalhar, o ganho é pouco, por enquanto a vaga vai ser de faz tudo, mas quem sabe com o tempo isto muda. Se aceitar quando sairmos daqui iremos para o depósito da empresa, lá tem um quartinho e ele pode se ajeitar ali por enquanto.

O rapaz, dizia:- Eu quero, eu quero, cansei de dormir na rua, eu quero.

Bem eu não precisava ouvir mais nada, Zelda deixava o rosto da médium lavada de lágrimas, ela podia dizer quem era realmente, e virou-se para o rapaz e disse:

-Meu filho, dois mil anos se passou antes de você conseguir o merecimento de nossa intervenção, hoje esta mãe que muito o ama, ganhou a maior bênção que poderia ter ganho, hoje inicia-se a sua escalada para a evolução e esteja certo, pela primeira vez depois de tantas idas e vindas, quando atravessares a ponte a tua família espiritual de dois mil anos atrás te receberá de volta em seu seio.

Agradeceu a Deus e foi-se, a emoção no ambiente era tal que todos choravam, eu não podia, eu era o seu Zé, comandante dos trabalhos,  meus filhos ainda não estavam preparados para certas verdades.

Encerrei os trabalhos, os meus irmãos da Umbanda, os da linha branca, Zelda, todos estavam me aguardando, os guardiões que acompanharam meu filho foram os primeiros a me abraçar, eu passara pela prova. Incorporado em meu médium, revivenciara todos os momentos do sofrimento que haviam ocasionado certa queda e estacionamento meu, na minha frente o causador, e mesmo assim o meu amor falara mais alto,  posto a prova provei para mim mesmo que no meu coração não mais havia lugar para mágoas, muito menos ódios.

Todos juntos fomos para um lindo vale, e oramos, agradecemos muito, e então pétalas de rosas forraram o chão daquele vale, estava consolidado o bem realizado.

Meu filho ainda vive na terra, de forma humilde, formou família,ainda é empregado naquela loja de materiais de construção, luta com seus instintos inferiores, tem vencido com alguma dificuldade, segue a sua missão espiritual na Umbanda.

Eu e Zelda  acompanhamos nosso filho de longe na maioria das vezes, sempre que podemos o visitamos durante o seu sono, quando o seu espírito fica livre da matéria. Tem três filhos, a mais velha é a irmã querida daquela época distante, que vai ampará-lo na velhice, os outros dois meninos, são os amigos romanos que ele havia confiado na época, hoje estão em plena evolução e serão médiuns primeiro só umbandistas depois também de linha branca. A esposa é um espírito que tinha vínculos fortes de outras vidas com ele, e era filha de um dos romanos que hoje é seu filho.

Bem meus filhos, como veem nada nesta vida é o acaso, e tudo tem que ser colocado em seus devidos lugares, ódios e mágoas tem que ser extintos, o coração precisa se tornar puro, puro como o das crianças, e então estaremos prontos, e poderemos seguir o chamado do Mestre, que diz “Vinde a mim os puros e mansos”, ou então aquele outro chamado que diz, “Vinde a mim as criancinhas, pois delas serão os reinos dos céus”. 

Quando esta humanidade tiver a pureza das crianças em seu coração, não mais viverão num planeta de expiação e aprendizado através do sofrimento.

Ditado por Zé Pilintra do Catimbó
Psicografado por Luconi
07-08-2011 

IMPORTÂNCIA DO EQUILÍBRIO ESPIRITUAL



Tão difícil torna-se falarmos da vida espiritual, porque no momento na Terra os problemas se acumulam, problemas que não são de apenas um, mas sim de toda a humanidade.

Difícil se torna fazê-los entender que a vida terrena está interligada à vida espiritual que é a verdadeira vida, que é a que tem a resposta a tantas e tantas questões que vocês colocam para si mesmo, milhares de vezes no seu dia a dia.

Parece que a maioria dos espíritos encarnados sempre acham que a vida material é a emergente e que dela se origina seus problemas, suas dores, suas frustrações.  Também parece que sempre estão muito ocupados, sempre deixando para depois qualquer coisa que os desvie dos seus tão necessários compromissos.

Ora encontram tempo para tantas coisas, encontram tempo para lazer, para uma conversinha jogada fora, para reparar na vida alheia, mas não encontram tempo para tirar cinco minutos de seu dia e agradecer ao Pai as bênçãos que recebem constantemente em suas vidas, aliás, nem conseguem enxergar estas bênçãos, elas estão aí, mas estão tão ocupados que não enxergam, que não sentem, que não veem.

Tão ocupados estão, que nos centros que incentivam a leitura do evangelho no lar, eles costumam dizer “apenas dez minutos um dia na semana, é o suficiente”, sim até concordo que pelo menos uma vez na semana por dez minutos, será criado no lar o ambiente necessário para que os bons amigos espirituais possam atuar, energizando, doutrinando alguns obsessores que por acaso possam ali estar ou mesmo dando assistência a alguma alma perdida que para ali foi atraída. É nestes poucos momentos que tentamos influenciar os encarnados presentes de forma positiva, retirando a sua negatividade, intuindo bons pensamentos, aconselhando e orientando.

Tudo isto feito, normalmente, naqueles dez minutos que o dirigente diz ser o suficiente, bem ele o sabe que nem sempre é o suficiente, conforme a doença o tratamento, mas se até os curtos dez minutos para os encarnados já é difícil, imagina se pedissem para eles todos os dias dez minutos? Nossa retirar dez minutos de seu precioso dia, de sua preciosa vida, de seus preciosos afazeres? Ah não, em sua maioria eles dirão, “mas daqui a pouco vamos virar fanáticos”.  Então, pacientemente, por orientação da espiritualidade, eles recomendam os pequenos dez minutos, mesmo assim,  muitos sem ter noção da importância desta pratica, concordam na hora, até se pré dispõe a fazê-lo, mas no dia estipulado eles distraídos esquecem. E o pior é que realmente não fazem por mal, simplesmente dão tão pouca importância que suas mentes apagam o compromisso assumido com a espiritualidade.

Ah! Meus amigos, se vocês soubessem a importância que tem um ambiente equilibrado, a importância de um lar em harmonia espiritual, quantas e quantas contendas seriam evitadas, quanta força vocês encontrariam dentro de vocês mesmos para resolverem os problemas materiais, os problemas terrenos, sem contar a importância que tem quando dentro de um lar encontra-se pessoas acamadas, doentes, com o equilíbrio espiritual os irmãos que trabalham na cura têm muito mais facilidade para agirem.

É meus amigos, tudo se tornaria mais fácil para todos se os encarnados dessem a devida importância a vida espiritual, se realmente levassem a sério o que já é tão antigo : cada um colhe conforme o que planta. Não estou falando nenhuma novidade, todos sabem disso, mas a grande maioria se esquece disso quando no seu dia a dia, tem pensamentos de egoísmo, de inveja, quando julgam, quando são gananciosos, quando passam por cima de um irmão, quando se recusam a estender a mão aos desfavorecidos da sorte, quando dentro de seus próprios lares agem com orgulho e radicalidade.

Como é fácil se dizer injustiçado, quando se olha os fatos só pelo prisma da vida presente ou então sob o prisma de sua própria visão esquecendo-se de olhar os fatos sempre por todos os ângulos, esquecendo-se de se colocar no lugar dos outros envolvidos. Como é fácil achar que os outros são errados, quando para os nossos erros arranjamos justificativas e para os erros dos outros as mesmas justificativas nada valem.

Ah meus amigos, ficaria aqui a falar sobre o assunto horas a fio e com certeza mesmo assim muitos de forma nenhuma meditariam ou refletiriam sobre o assunto, outros cegos pelo próprio ego iriam apontar pessoas julgando que estas palavras são para este ou aquele conhecido.

 Mas mesmo assim, eu quis deixar esta reflexão, eu quis dizer a vocês da importância da estabilidade espiritual, não importa a sua religião, não importa mesmo no que você acredita, importa sim que você se lembre das Leis de Amor que o Cristo tanto exemplificou e se você tem agido conforme estas leis.

Bem meus amigos, eu logicamente encarnei muitas vezes e, com certeza, agi exatamente assim, desta forma errônea, quando nas últimas encarnações comecei a ter noção da importância da espiritualidade, da importância da pratica dos ensinamentos de Jesus, é que finalmente pude dizer, em vida, que apesar de tanto sofrimento que eu assistia nesta terra, eu vivia em paz e para mim este era o máximo que nesta terra eu conseguiria chegar próximo da felicidade, uma vez que realmente ninguém é feliz assistindo o sofrimento de tantos irmãos. No entanto, vivia sempre em alerta para não permitir que o orgulho e o ego tomasse conta de mim, sendo que algumas vezes quase me levei por tais sentimentos, e uma vez verdadeiramente aconteceu e logo eu recebi a lição que merecia.

Hoje aqui em meu cantinho, eu tento continuar o trabalho há muito começado, ainda luto com o meu ego e orgulho, quando penso que estão extintos, de vez enquanto sinto que eles querem aparecer, mas a Graça de Jesus tem me abençoado e eu tenho conseguido contê-lo e abafá-lo através de atitudes de amor que me levam à humildade.
Pensem, reflitam e tentem no seu dia a dia reequilibrar suas energias agindo de forma que a sua consciência esteja sempre em paz, coloquem-se no lugar do teu próximo, olhem ao seu redor e percebam as bênçãos Divinas.

Fiquem em paz,
ditado pelo irmão da Paz,
psicografado por Luconi
em 29-03-2012

LAR TESOURO INCALCULÁVEL



Nesta terra existem muitos lares, cada qual constituído conforme aqueles que deles fazem parte.
Não é fácil constituir um lar e fazer que ele seja realmente um lar.

Para isso não importa se é próprio, alugado ou cedido, muito menos se é rico ou pobre, se foi construído com paredes de ouro ou se simplesmente de simples tábuas velhas coletadas pelas ruas ou em algum ferro velho, realmente não importa.
Para ser um lar realmente, não basta ter pessoas consanguíneas morando, aliás, se as pessoas que ali moram têm ou não laços de sangue também não importa.

Então o que importa?

Importa que exista o laço de união da mais pura fraternidade, importa que exista realmente o sentimento mais precioso da terra, O AMOR, um amor puro e desinteressado, um amor que crie união, cumplicidade, onde um se importa com o outro, um abre mão de seus pequenos prazeres pelo outro, onde um se alegra todos se alegram espontaneamente sem ciúmes, sem inveja, mas, se um se entristece todos sentem como se fossem consigo mesmo e se entristecem também, procurando ouvir sem julgar, colocando-se no lugar daquele que precisa de ajuda.

Também não passam a mão na cabeça, nas atitudes erradas de um, não, pelo contrário, tentam visualizar a razão do erro e dialogando com carinho e paciência, expõe sinceramente o seu ponto de vista, mas não impõe este ponto de vista. Permite que o outro tire suas próprias conclusões e trace suas metas para não mais acontecer de agir errado.

Em um lar todos os seus componentes têm o livre arbítrio de escolha, desejam a realização e a felicidade um do outro, respeitam um ao outro e por fim não são egoístas, abrem a porta deste lar para o mundo, para o irmão que não tem esta preciosidade.

Este abrir de portas é muito importante, pois é a prova que o amor que transformou a casa em lar, realmente é puro e não é de forma alguma egoísta, o egoísmo, o pensar só em si mesmo, o amar só aqueles que fazem parte do seu lar, são atitudes que demonstram claramente o baixo grau de espiritualidade daqueles que ali vivem, e portanto, este lar, esta união, é frágil e desabará na primeira ventania mais forte

O lar é o local onde cada um retorna após a luta de seu dia a dia, é no aconchego do lar que as energias são refeitas, é ali que os alicerces de cada um são fortificados e é exatamente no lar que estão as nossas provas mais difíceis. 

É ali que aquele que traz dentro de si a personalidade de déspota deve aprender a dominá-la, é no lar que o orgulhoso aprende a pedir desculpas e reconhecer seus erros, que o preguiçoso aprende o salutar exercício de compartilhar as obrigações do dia a dia não sobrecarregando a ninguém, aprende a estender a mão sem querer nada em troca, como também, aprende a esquecer as mágoas e a perdoar as afrontas, como também, é no lar que são reunidos desafetos para que os laços de amor sejam refeitos ou nasçam, por fim é no lar que aprendemos a AMAR da forma que Jesus nos ama.

Não meus amigos, não se entristeçam se não tiveres riqueza material, pois bem triste é aquele que coberto de ouro não encontra uma palavra de apoio e carinho, não conhece a cumplicidade que só os laços de amor trazem, para eles o lar não existe no verdadeiro sentido, mas sim no local que deveriam se refazer das lutas diárias, encontram um ambiente de batalha moral, de disputas materiais, como é miseramente pobre quem só tem uma casa e não um lar.

Quem possui um lar verdadeiro, possui o maior tesouro que pode existir na terra, 
deem valor a ele, olhem para aqueles que convivem com você debaixo do mesmo teto, olhem para dentro de si mesmo e percebam quantas vezes bateste o pé por bobagem e perdeste os melhores momentos de tua vida por puro orgulho, e o pior, com isto causaste a derrapada  daqueles que confiaram em ti e você neles para iniciarem a nova jornada na Terra.


ditado pelo Irmão da Paz
psicografado por Luconi

em 20-08-2014