terça-feira, 8 de setembro de 2015

EGRÉGORA UMBANDISTA

No post anterior eu falei sobre a egrégora da Umbanda, mas particularmente esse é somente um dos diversos nomes que essa egrégora carrega.
A Umbanda nada mais é que uma prática litúrgica que visa praticar o mediunismo com todos aqueles que possuem esse dom de interligar o plano espiritual com o plano material, a Umbanda está intrinsecamente ligada à prática da mediunidade, ou seja, é apenas uma das diversas formas de praticar a mediunidade dentro de uma grande variedade litúrgica.
A grosso modo é… A Umbanda é uma das diversas formas de praticar o bem e a caridade através da troca de fluídos entre os diversos planos.
Um grande fato que corrobora com a minha afirmação é a diversidade gigantesca de prática entre os terreiros, cada um pratica de uma forma, não existindo um elo, um pilar oficial, um manual de práticas dentro do terreiro Umbandista.
Cada um pratica da forma que aprendeu, assim como muitos centros kardecistas, presencio uma grande diversidade litúrgica entre eles, não há forma correta e nem tampouco errada, mas existem ao menos boas práticas.
É como dirigir um carro, aprendemos na auto-escola vários fundamentos, mas alguns ignoram a seta, outros ignoram as placas de limite de velocidade, outros ignoram sinalizações em si, ou seja, todas essas formas te levará a algum lugar, resta saber como você chegará a esse lugar. Com multas? Com sinistros? Colisões? Depende de você.
Assim é o espiritualismo, eu tenho meu conceito de boas práticas, como já as enumerei em diversas oportunidades aqui no blog, mas isso não significa que todos praticam dessa forma.
Um exemplo disso, é o caso das oferendas, ou eu não tenho absolutamente nada, ou meus mentores nunca exigiram oferendas, é a forma de trabalho deles, já fui muito criticado por isso, uma vez joguei buzios com um sacerdote muito famoso em Guarulhos e o mesmo jogou diversas vezes e disse: “Estranho, seu orixá e nem seu exú quer comer”.
Está aí um termo que discordo totalmente, mas por enquanto não é o escopo do post.
Muitos dos meus mentores, preferem trabalhar no silêncio, com meia-luz, com bastante erva queimada ou até incenso, optam por água em grande parte das vezes que trabalharam, é dessa forma que me ensinaram, talvez nao estejam condizentes com a Umbanda de hoje, mas talvez a única forma de se manifestarem é dentro dos trabalhos da Umbanda. Talvez daqui a alguns anos, exista uma nova religião com prática mediúnica com elementos menos densos, não sabemos!
O único caboclo meu que fumou foi o Sr. Rompe-Mato, que pediu duas vezes na vida um charuto e o Sr. Urubatão da Guia um dia pediu o cachimbo do Chico Preto e mandou queimar várias ervas para um trabalho, mas só. Será que são antiquados?
O que eu quero dizer a todos vocês é para pensarmos fora da caixa, não quero reinventar a roda, mas talvez seja hora de sairmos do vício de rituais alegóricos e arcaicos, assim como oferendas com o sangue, entre outros e começar a pensar de forma mais evolutiva, ao menos, conversar com nossos guias e propor uma forma diferenciada de trabalho.
Dessa forma parece que eu quero afirmar que temos que ensinar como eles trabalham, pelo contrário, o medium deve pensar fora da caixa e deixar o guia trabalhar livremente, livre de paradigmas, livre de rituais que viciamos praticar.
Não quero inventar uma Umbanda New Age, mas gostaria que muitos se atentassem em “ouvir” mais e deixar a entidade trabalhar um pouco mais, ficamos mto presos a animismos e certas tradições.
Por exemplo, o ato de bater cabeça? O ato de cantar para 500.000 orixás na abertura. Já estão todos ali, não ficarão “chateados” senão os louvarmos, porque o orixá é parte de nossa essência, hipócrita é no meio do ponto relembrar a noite anterior que tivemos com a vizinha, isso sim, é hipocrisia.
Eu só sinto que as coisas irão mudar, o mundo está mudando, tudo está mudando, estamos em constante transformação, está na hora de libertarmos de vícios.
Quem diria que muitos centros kardecistas, licenciados pela federação, aprovariam o trabalho de pretos-velhos e caboclos? Isso é magnífico, essa União Cosmica entre a liturgia mediúnica. Isso é um grande exemplo de progresso.
Eu estou afastado há quase três anos, se eu for realizar um balanço, fora alguns problemas pessoais que eu tive, de resto, fui muito feliz, capotei o carro a 135km/h e saí ileso, o carro estava em auditoria de seguro, ou seja, a seguradora correria grande risco de não ressarcir o carro, quase não foi coberto, mas meu exu, com a graça Divina, permitiu que tudo desse certo.
Está na hora de nos livrarmos dessa escravização que se sairmos, os nossos guias nos castigarão, a vida não andará, sua conduta de vida e a forma que você pratica a mediunidade fala muito mais forte do que estar toda semana em um terreiro.
Da ultima vez que conversei com eles, não tive cobrança alguma de não achar um lugar, minha vida está indo muito bem, graças a Deus, não estou acima do bem e do mal, só acho que os mentores espirituais possuem sabedoria o suficiente para entender porque você não está frequentando um lugar.
Antes estar em casa, meditando, ajudando as pessoas, solicitando a eles que vá ajudar os filhos, do que passar nervoso em centros ruins e ainda levar certos miasmas pra casa.
Umbanda é apenas o nome que se dá a uma Grande Egrégora que existe no plano espiritual, é apenas uma das diversas práticas, onde seus próprios mentores, poderão se adequar a outras liturgias e acima de tudo, se desprender de certos dogmas e rituais.
A Umbanda é apenas um apelido, apenas uma denominação ritualística para esses milhares de espíritos que atuam sob a égide divina onde já estão isentos de certos vícios e paradoxos do Plano Material, estão prontos para trabalhar dentro de qualquer vibração, basta você ativar o Poder que há em você e vibrar de forma sutil com as Hostes Cosmicas.
Aruanda é só um dos nomes para esse grande exército divino que trabalham em prol do benefício terreno.
Tudo é UNO! A Imagem desse post simboliza bem isso!
A Umbanda não é nada mediante a todo esse Poder existente em nossos mentores, é apenas uma forma que encontramos de LIMITAR o grande poder que existe nos mesmos. É apenas uma forma de engatinhar e conhecer todo o benefício que o Grande Universo nos concede, a Umbanda talvez seja passageira, mas o Amor Divino, a Prática do Amor e da Caridade, os Nossos Mentores e nossos amigos espirituais, esses laços maravilhosos, serão eternos!
Neófito da Luz

A VIBRAÇÃO OXÓSSI


oxossi2


Oxóssi segundo a mitologia Afro é o Orixá da caça, o orixá da fartura, aquele desbravador das matas, o orixá que conhece tudo sobre ervas.
Em muitas casas é aquele que traz a fartura, que traz o dinheiro, normalmente, sua oferenda resume-se a muitas frutas, abóbora, mel e vinho, alguns também recebem cerveja.
 O seu sincretismo religioso é São Sebastião, Oxossi é um dos orixás que possuem menos contradição no sincretismo e nos fundamentos, o dia destinado a esse orixá é a quinta-feira e o dia de suas festividades, 20 de janeiro.
Dentro de um contexto esotérico, é o catequizador de almas, é aquele que traz o conhecimento, que doutrina os espíritos e que traz a saúde, inclusive uma cor muito utilizada para sua vibração é o verde, pela cromoterapia é a cor da cura. Os guias que atuam sob essa égide costumam ser muito conselheiros, são exímios curandeiros e trabalham muito bem com fitoterapia e outros métodos holísticos para a cura.
Oxossi dentro do meu ponto de vista é o orixá da cura, por trazer fortemente o verde em sua vibração, seja através de sua luz ou através do elemento do qual trabalha, os vegetais, é aquele que traz toda a essência terapêutica da Mãe Terra.
De certa forma, a origem do seu foco vibratório situa-se nas matas, na natureza, é a essência divina, a energia da mata é restauradora, é terapêutica, com isso, sente-se facilmente a  vibração de Oxossi atuando, a sua vibração atua sobre cada folha, sobre cada ramo de árvore, fazendo com que a vibração curativa possa também estar contida nos vegetais, é o patrono da caça no sentido de conceder os animais que estão sob sua vibração para que possam nos alimentar, mas é claro, que o próprio vegetarianismo poderia suprir nossa necessidade, mas isso é assunto para outro tópico. É nas matas que sentimos a presença onipotente de Oxossi, o ar é mais rarefeito por estar carregado de partículas fluídicas que atuam em nossos órgãos nos trazendo a tranqüilidade e a paz, atuando como agentes terapêuticos. Em suma, é onde encontramos com maior freqüência a vibração de Oxossi, no verde de nosso globo.
Oxossi é o patrono dos caboclos, dos guias que em sua maior parte representam a juventude, a força dentro das casas umbandistas, toda a jovialidade e o conhecimento da vibração de Oxossi foi transmitida para os caboclos que atuam sob essa égide, são guias que costumam ser muito amigos, companheiros e sabem apaziguar a dor que aflige o filho, independente se é uma dor mental ou física, são guias que sabem atuar de forma terapêutica em todo o corpo físico e espiritual do filho.
Em minha opinião, independente se o caboclo atua na vibração de Xangô, Ogum, entre ouros orixás, todos eles necessariamente atuam também sob a égide de Oxossi, Oxossi é a cura, a caridade, o conhecimento que influencia os dogmas umbandistas, todos os caboclos que eu conheci, é claro que uns para mais, uns para menos, são ótimos curandeiros, são bons conselheiros, mesmo os de Xangô que raramente falam, quando o fazem, são companheiros e amigos. São guias muito sábios.
Alguns caboclos da egrégora de Oxossi: Sete Flechas, Jurema, Sete Encruzilhadas, Sultão das Matas, Cobra Coral, Flecha Dourada, entre outros.
A flecha, que é o símbolo dessa vibração, é o tiro que não volta, o tiro certeiro, uma arma de precisão de longa distância utilizada tanto para a caça quanto para a guerra, é aquele que alimenta e aquele que defende. 
Geralmente os guias sob essa vibração, costumam vir com o dedo indicador ereto, além de simbolizar a flecha, pelos ocultistas, o dedo indicador é o dedo do verbo e da profecia, mais um fator que determina a vibração de Oxossi, o verbo, o conhecimento, o bom conselheiro.

Namastê
Neófito da Luz
Umbanda

VIBRAÇÃO OGUM


OGUM 1
Ogum é um dos orixás mais cultuados dentro do panteão Umbandista, o soldado de Aruanda, Ogum é o general de guerra, o vencedor de demandas. O patrono do ferro, dos metais em geral. Sua cor geralmente é o vermelho e branco, mas varia muito dependendo do culto e da casa.
Suas festividades ocorrem no dia 23 de abril, seu sincretismo quase que absolutamente é São Jorge, mas também pode variar dependendo da casa e da liturgia praticada.
Ainda insistindo na mitologia, Ogum é irmão de Oxóssi e Exú, e sua esposa foi Oxum, Iansã ou até mesmo Iemanjá, dependendo da qualidade do mesmo, mas isso é apenas a título de curiosidade e não desprenderei mais tempo para explanar sobre as lendas. Sua saudação é Patacori Ogum, Ogum Iê.
Sabe-se que Ogum é o patrono do Ferro, dos metalúrgicos, da tecnologia e dos soldados, também é o Senhor das Estradas, portanto, a área de atuação da vibração de Ogum é muito vasta, portanto, tentarei esmiuçá-la no decorrer do texto.
Ogum é a vibração que nos impulsiona à Luta, às Guerras, é a nossa coragem, o nosso ânimo para vencer as constantes guerras que travamos em nosso cotidiano, é o patrono do Ferro, não penso só no ferro que conhecemos como o metal utilizado para matéria prima, mas também no papel biológico de nosso corpo, como as ligações de ferro em nosso sangue, a hemoglobina, por exemplo, que é formada por Ferro e leva o Oxigênio por todo nosso sistema circulatório. Sua carência nos humanos pode causar, além da anemia, anorexia, sensibilidade óssea e a clima frio, prisão de ventre, distúrbios digestivos, tontura, fadiga, problemas de crescimento, irritabilidade, inflamação da língua.  Portanto, também temos aí uma grande importância do Ferro em nosso corpo, onde a vibração de Ogum também é atuante.
Ogum nos move, é a direção para o campo de batalha, é a força que nos dá a esperança e nos anima para continuar lutando, é uma vibração muito evocada, juntamente com exu, para vencer demandas, desfazer malefícios causados por espíritos de baixo grau evolutivo.
NA Umbanda da qual eu acredito, todos os filhos possuem um caboclo de Ogum, a falange de Ogum é muito vasta, tentarei esmiuçar um pouco aqui para evitar confusões, na Umbanda recebemos algumas qualidades de Ogum, que vem como caboclos representantes dessa qualidade, não vamos misturar os caboclos falantes que atuam nos passes, consultas da casa com os caboclos que aqui representam a qualidade do Orixá, vou explicando gradativamente para que não haja confusão, mas abaixo citarei as qualidades de Ogum na Umbanda que já presenciei:
Ogum Beira-Mar
Uma das linhas mais populares de Ogum dentro da nossa Umbanda, é o Ogum que ronda as praias e águas salgadas, é o Ogum que zela e ronda no campo Santo de Iemanjá, é o Ogum que atua sob os auspícios da vibração de Iemanjá. É o chefe da falange de Ogum que atua nos mares e praias. Seu brado se dá de uma forma interessante, ele puxa o ar com a boca aberta emitindo um ruído estranho. Sua oferenda geralmente é um peixe ou camarão, suas cores são o vermelho, o branco e o azul claro (Cor de Iemanjá), aceita cerveja preta ou clara, também já vi alguns recebendo vinho branco e charuto. Alguns caboclos dessa falange são: Sete Ondas, Marinho, Sete Mares, Ogum da Praia.
Ogum Matinata
É um Ogum que atua sob a vibração de Oxalá, o Ogum de Branco, é um Ogum que atua nos montes altos verdejantes, sua ronda ocorre no campo santo de Oxalá, as colinas, as montanhas, os locais altos onde a energia do Sol é refletida para os locais mais baixos. É um tipo de Ogum muito raro, eu só presenciei uma vez e sei muito pouco sobre ele.
Ogum Rompe-Mato
É a falange que atua sob os domínios de Xangô e Oxóssi, é o Ogum que ronda as matas e cachoeiras, é interessante não confundir Ogum Rompe-Mato com Caboclo Rompe-Mato, levam o mesmo nome, porém suas vibrações e formas de atuações são bem distintas. Sua manifestação no médium é parecida com a de um caboclo, até seu brado geralmente é longo e seco e bate muito a mão no peito. Suas cores são o verde e o vermelho, juntas formam o marrom. Suas oferendas geralmente são frutas, cerveja e charuto. Nessa falange também existe Ogum Sete Espadas, Ogum Caçador, Ogum Sete Matas, Ogum Sete Cachoeiras. Um Ogum muito conhecido que atua nessa falange é Ogum Xoroquê, um Ogum que atua nos dois extremos, a vibração negativa e positiva de Ogum.
Ogum Iara
É a falange de Ogum que atua nos rios, sob os auspícios de Oxum, é o Ogum das águas doces, dos pântanos, geralmente vêem com as mãos espalmadas simbolizando conchas, mas também já vi manifestações com as mãos fechadas ou apenas os indicadores espalmados. Ele ronda os rios e alguns as cachoeiras, juntamente com Ogum Rompe-Mato, suas cores são o vermelho e o branco, alguns o vermelho e amarelo. Suas oferendas são semelhantes ao do Ogum Rompe-Mato. Alguns caboclos dessa falange são: Ogum dos Rios, Riacho Grande, Sete Rios.
Ogum Megê
Meji, do yorubá, duas faces, é a falange de Ogum que atua nos campos da vibração da direita e da vibração da esquerda, é um Ogum relativamente raro nos dias de hoje, sua falange se apresentam muito poucos, como Ogum Sete Catacumbas e Ogum Sete Estradas. Apenas vi um Ogum dessa falange, outro muito conhecido que pode vir sob os auspícios dessa vibração, seria Ogum Xoroque. É uma vibração de Ogum que atua nos cemitérios ou encruzilhadas, por trabalhar diretamente com Exú, tem uma vasta falange de exus sob seus domínios, é um Ogum extremamente eficiente para desmanche de trabalhos e atuação para quebrar demandas. Atua também no cemitério juntamente com Obaluaie.
Ogum Dele ou Dilei
É uma falange muito rara de se apresentar, em minha opinião é a falange onde carrega a vibração pura de Ogum, tive a oportunidade de presenciar poucos médiuns que carregam essa vibração de Ogum, ambos são relativamente velhos, porém imponentes, suas oferendas se dão na estrada ou em montes altos verdejantes, sua hora de ronda se dá às 06:00 da manhã, costuma-se nessa hora pedir proteção ao Sr. Ogum Dilê que é sua hora de ronda. Os antigos Umbandistas, principalmente os chefes de terreiro, costumavam acordar cedo e fazer suas oferendas e preces justamente essa hora solicitando proteção.
Eu já senti a vibração dessa falange, é uma vibração extremamente sutil e poderosa, algumas literaturas também enfatizam que é uma falange que atua também nos campos de Xangô, mas somente o médium que o carrega pode dizer claramente como ele é ou como ele trabalha, pois como sempre digo, cada entidade tem a sua forma particular de trabalho.
Existem outras falanges, como Ogum Nagô, Ogum Naruê, Ogum Malei, que também atuam fortemente na vibração da esquerda, são Oguns que tem como grande poder o feitiço e o exímio conhecimento da Quimbanda, raramente se manifestam atuando somente nos bastidores.
SE alguém quiser saber mais informações, basta me escrever e tão logo tentarei responder sua pergunta.
Paz Profunda
Neófito da Luz.
Iansã Orixás Umbanda

VIBRAÇÃO IANSÃ

De acordo com o panteão Umbandista é a Orixá dos Ventos, a Deus dos raios, a guerreira de Aruanda. É a Rainha do Jacutá. Suas cores é o amarelo, também utilizam o marrom para Iansã dependendo da forma de trabalho do centro e também já vi utilizarem o vermelho ou o rosa.
Seu sincretismo é Santa Barbara. Suas incorporações variam de casa para casa, às vezes se apresentando com uma guerreira dançando com sua espada, às vezes dançando com o leque simbolizando o elemental ar, sendo assim, o vento e quando vibra nas águas, pode apresentar-se chorando. Depende muito de onde a Iansã do filho está imantada, se está pura, se está na vibração de Xangô ou Ogum ou até mesmo Oxum ou Iemanjá. Depende única e exclusivamente da linha do médium.
Seu dia é quarta-feira e vibra normalmente junto com a irradiação de Xangô, o dia de suas festividades normalmente ocorrem no dia 04 de dezembro, dia de Santa Barbara. Normalmente sua oferenda é vinho tinto ou branco ou até mesmo champagne, frutas das mais variadas, também já presenciei colocarem feijão fradinho no dendê com cenouras cozidas. Velas amarelas ou brancas, dependendo da casa, pode usar o marrom ou até mesmo o vermelho. Sua saudação é “Epahei”
A vibração Iansã atua no Ar, o elemento que segundo os hindus é onde carrega o Prana, a energia criadora do Universo, nela trafega toda a energia Divina que nos anima, é no ar que está o oxigênio, o símbolo primordial do elemento Vida, junto com a água. Dizem os Estudos Iniciáticos que é o Ar que transmite essa Energia incriada Universal.
Como existem vibrações e algumas delas podem se entrelaçarem, já senti como elementar de Iansã também o Fogo, o elemento do Poder Físico, do que nos impulsiona às lutas. Mas como vibração oriunda característica é o ar. Mas também pode existir Iansã que vibre na água.
A Energia de Iansã também é a força da Guerra, é a vencedora de demandas, a guerreira de Aruanda, é aquela que protege seus filhos com a mesma Energia de Guerra de Ogum. Também é sincretizada como a senhora dos Eguns, espíritos desencarnados segundo o panteão Umbandista, é a que encara a morte, que tem livre arbítrio entre os Mundos. Um fato curioso que ajuda a corroborar com tal afirmação é que Iansã raramente traz um caboclo de pena e sim um caboclo de couro, também conhecido por nós como boiadeiros, e são exímios domadores de eguns, é uma linha excelente para desmanchar e até quebrar feitiços de eguns entre outros tipos de obsessão dos mesmos.
Sua vibração nos impulsiona à luta, à coragem, à gana de vencer. Sua falange é muito pouco conhecida e conheci poucos caboclos que trabalham sob sua irradiação, geralmente são os caboclos que trazem como nome sua vibração, Ventania, caboclo dos Ventos, Sete Ventos, Sete Raios, Raio Dourado, caboclos que trazem o verbo Girar, por exemplo o caboclo Gira-Mundo que pode vir sob a irradiação de Iansã. Existem algumas caboclas Jurema que trazem fortemente a vibração da Iansã. isso vai depender da qualidade da Iansã do filho, bem como a linha de trabalho do mesmo. Conheci muito mais caboclos boiadeiros que atuam sob essa falange.
Os animais de Iansã carregam sua força e poder de guerra, são considerados os búfalos, bois, falcões, águia, entre outros que vivem em savanas e selvas africanas.

VIBRAÇÃO IEMANJÁ

Iemanjá possui várias lendas, vou citar algumas apenas para efeito de informação, as lendas em minha opinião surgiram para exemplificar algumas características dos Orixás, não acredito que já encarnaram ou já viveram na “Terra Encantada”. Existem as mais variadas lendas, Iemanjá já foi mulher de Xangô, já foi mulher de Ogum, já foi mãe de Ogum, Oxossi e Exu, que abandonou os filhos e deixou para Oxum cuidar, que é também a mãe de todos os orixás, existem inúmeros contos, mas prefiro focar apenas na Vibração Iemanjá, que é como acredito e como me foi ensinado. Em algumas casas é também chamada de Yemonja. Sua saudação também varia do terreiro, em alguns lugares é o “Odoyá”e em outros “Adociaba”.
Sua cor é o Azul Claro e já vi algumas casas utilizarem o branco, seu dia é o sábado junto com outras iabás (Orixás Femininos).
Geralmente é comemorado seu dia no dia 02 de fevereiro. Suas oferendas consistem em manjar branco, champagne ou vinho branco, peixe cozido, velas brancas e azuis. Suas oferendas são realizadas na beira da praia ou através de um barquinho para ser entregue em alto mar.
É considerada a Grande Mãe, a Rainha dos Mares e Oceanos, a partir disse é chamada de mãe, que água é o Elemento da Vida. Seu sincretismo é Nossa Senhora dos Navegantes ou Nossa Senhora da Gloria.
Em suas manifestações geralmente os representantes da vibração vem chorando, representando a água ou até mesmo o amor materno, algumas ficam somente ajoelhadas e outras dançam. Já ouvi mediuns videntes dizendo que já viram até como sereias, mas não posso afirmar porque eu nunca as vi dessa forma. Mas confesso, a minha não vem chorando e nem olhando pra baixo, ela coloca as duas mãos no peito esquerdo e é séria, mas como sempre disse no blog, nem tudo segue um padrão ou quase nada segue um padrão. Iemanjá é a Luz Materna, é o Amor Materno, é o seio da vida, é aquele que anima os seres vivos, é aquela que cura, que revigora, que revitalece. É a Rainha do tesouro como é enaltecido em alguns pontos, tesouro em minha opinião a Vida, a Água que é o elemento que traz a Vida. Como alguns sabem, 65% do nosso corpo é constituído de água. Uma curiosidade, um babalaô me disse que essa qualidade de Iemanja que vem com a mão no peito é que recebeu um golpe de espada de Ogum. Mas, eu não me ligo muito em lendas.
Por ser considerada a Grande Mãe, muitas casas também adotam Iemanja como a Deusa da Fertilidade. É a Padroeira dos Pescadores, é a Vibração que possui grande número de guias e mentores sob seus auspícios.
Em se tratando da regência vibracional de Iemanjá, ela está em tudo, a água está em praticamente todos os elementos da Terra, por isso é tão respeitada no meio do panteão afro. É aquela que deu origem a todos os outros orixás.
A água é a base de todo o mecanismo dos seres vivos, sem água, nada existe, então lembremos a importância dessa vibração para as pessoas, seja a comida, seja o líquido, seja o funcionamento orgânico, tudo é composto por esse elemento.
Justamente por esse fato, as entidades de Iemanjá também atuam fortemente no fator cura, pela vibração da água revitalizar orgãos, músculos e até a própria pele. O Exu da minha linha que é próprio para cura é o Exu de Iemanja.
Na cromoterapia, o azul claro e o azul-celeste nos fazem sentir calmos e protegidos de todo o alvoroço das atividades do dia. Também é aconselhável contra a insônia. É uma cor que estimula a tranquilidade e o ritmo de nossos sinais vitais. Mais uma grande curiosidade, porque a vibração Iemanjá está associada ao azul claro.
Como eu sou universalista, procuro sempre integrar diversas filosofias e convergir para um ponto. E acredito que a Umbanda é apenas mais um pequeno galho na Grande Árvore da Verdade.
Sua falange é muito vasta, composta por muitos caboclos, existem até falangeiros de Ogum sob seus auspícios como Ogum Marinho, Sete Ondas, Beira-Mar, entre outros. Alguns guias que trabalham sob a égide de Iemanjá são Cabocla Indaiá, Jurema da Praia, Janaína, Iracema, Sete Rios, Sete Ondas, Sete Mares, entre outros, exús também possuem uma vasta falange sob seus auspícios, como Rainha das Sete Encruzilhadas, Dama da Noite, Exu Marabo, Exu Maré, Exu dos Rios, entre outros vários.

A VIBRAÇÃO OXUM

Oxum é considerado o orixá mais meigo que existe dentro do panteão Umbandista, talvez a que é cultuada como a mãe carinhosa, a mãe meiga e amiga, ela é a vibração do amor, da compaixão, da ternura. Sua cor é geralmente  o amarelo, mas já presenciei casas que utiliza o dourado, o azul e até mesmo o branco.
Suas festividades ocorrem normalmente dia 08 de dezembro, e seu dia da semana é considerado por alguns, a quarta-feira ou terça-feira, mas como sempre venho dizendo, cada casa trabalha de acordo com um rito particular, portanto, não gusto de fixar as idéias e apenas apresentá-las. Na minha casa, era de sábado, que acreditávamos ser um dia propício para a vibração das águas.
Na mitologia, já foi esposa de Oxossi e Xangô, em algumas casas de nacão, até mesmo mulher de Ogum e mãe de Exú, isso é apenas para referências, já que não sou muito apegado a essas lendas.
Sua saudação é Ora ie ieu.
Sabe-se que Oxum é a vibração que impulsiona o amor, é considerada a senhora das águas doces e das cachoeiras, quando sua vibração é imantada com Xangô. É a vibração do amor, da união, do sentimento que nos impulsiona a praticar o bem, é a Divina Proteção, também é considerada a vibração da riqueza e da fecundidade, ela traz o tesouro, tesouro esse que não é apenas o ouro que conhecemos e como é entoada em tantos pontos, sabemos que na propria alquimia, dizia-se que através da Pedra Filosofal, era possível transformer o chumbo em ouro, no sentido figurado da frase, nós somos o chumbo, o metal que deve ser trabalhado, e através da pedra filosofal, ou seja, o conhecimento perdido, podemos nos tornar ouro, em outras palavras, podemos evoluir a um estágio puro e cintilante, aí também se encaixa a vibração Oxum, sabemos que o Amor transforma, e tranforma de forma digna e duradoura, então está aí um Orixá que devemos apelar para quando queremos nos modificar, nos purificar, que toda a riqueza fecunda e infinita de Oxum possa nos banhar, para que assim, possamos nos tornar um metal preciso e duradouro.
É a vibração Oxum que traz o amor entre os povos, a paz uni e bilateral. É a vibração de Oxum a verdadeira Pedra Filosofal.
A Vibração de Oxum é o Amor, o Amor que nos leva a Deus e nos traz virtudes, a paciência, a compreensão e o entendimento entre as pessoas, é o amor que nos move a um único Caminho, o Caminho para a Evolução e o conhecimento da Face de Deus.
Oxum também é considerada a rainha dos feitiços e encantamentos, justamente por sua doçura, tem grande facilidade para manipular os elementos e os elementais, justamente por isso, muitas casas regidas por Oxum são prósperas e excelentes casas, mas vale lembrar, desde que o filho de Oxum esteja regido por boas vibrações, o que muitas vezes não acontece.
Também falamos que Oxum é a fecundidade, ou seja, parte do poder de criação, é a fecundidade que faz mover a roda cármica, é o ciclo de nascimentos, independente do que seja, que nos faz mover, evoluir e aprender, a cada novo nascimento, uma alma surge para nos trazer o entendimento, a evolução. Recentemente tive um lindo filho, e confesso, o seu nascimento e o meu amor por ele me fez mudar demais, me fez enxergar a vida de uma nova forma. Uma forma quadridimensional.
Quando o filho de Oxum está negativado, podem perceber que dificilmente ele encontra um novo amor ou até um bom companheiro, então para aqueles filhos de Oxum, dos quais eu tenho experiência, são pessoas relativamente difíceis quando não trilham o caminho da Pura Vibração, fica a dica de qual função foram incubidos durante o nascimento, compreender e fazer com que o Amor vibre em sua forma mais sublime.
Os filhos de Oxum quando positivados, são pessoas sábeis, ótimos intermediadores, pessoas que sabem compreender os dois lados da moeda e sabem distribuir o sentimento, levar a palavra correta para aquelas que precisam, então lembre-se: Oxum é a vibração do Amor.
É também a vibração da fecundidade, ou seja, tratem a todos como seus verdadeiros filhos, pois cabem a vocês agirem como verdadeiras mães: Protetoras, compreensíveis e cheias de ternura.
As oferendas de Oxum podem variar, entre champagnes, vinhos, feijão fradinho, ovos e até mesmo certos tipos de doces ou frutas, como manjar, doce de abóbora, maçã, banana, peras, entre outros. Gostaria de enfatizar que DESCONHEÇO E IGNORO A QUIZILA. [risos] (Não mudei tanto assim!)
Durante a incorporação, também vi algumas variedades de Oxum, umas vem chorando, outras dançando e algumas até mesmo sentadas. Uma vez presenciei uma Oxum com espada, muito bonita por sinal.
Paz Profunda.
Neófito da Luz

A VOCAÇÃO INDIVIDUAL DE CADA MÉDIUM

“TODO MUNDO É UM GÊNIO. MAS, SE VOCÊ JULGAR UM PEIXE POR SUA CAPACIDADE DE SUBIR EM UMA ÁRVORE, ELA VAI GASTAR TODA A SUA VIDA ACREDITANDO QUE ELE É ESTÚPIDO.” ALBERT EINSTEIN
Saudações prezados irmãos de senda.
É inevitável e até mesmo intrínseco o efeito comparativo que fazemos entre as pessoas e nós mesmos. Isso acontece seja por referências ou até mesmo por inveja, fulano fez e deu certo, eu fiz e me lasquei.
Como tudo na vida, todos nós temos o nosso carma individual e consequentemente o nosso darma, isso é inerente a todos os seres que habitam nosso planeta (Sem entrar no mérito da metempsicose que me nego veementemente a crer nisso), algumas pessoas podem comer o que veem pela frente e mantem-se magras, outros qualquer deslize, já são mais 1kg de saldo pra balança.
Todos nós temos a nossa particularidade, a nossa luz individual que está carregada de ações, reações, aprendizados, dívidas e créditos e mesmo assim, nós como uma visão mais espiritualista, nos inclinamos sempre a realização de comparações, seja na vida afetiva, profissional, pessoal e afins. Isso não se resume apenas a tão falada genética, o assunto é muito mais complexo que isso.
Baseado nessas premissas, nesses pequenos exemplos, é que não podemos em hipótese alguma realizar tais comparações dentro dos terreiros, como ouvi de uma irmã recentemente, o irmão vai pra balada, curte a vida no dia que precede os trabalhos, chega no centro, ainda dá uma excelente comunicação, eu quando tomo um copo de vinho, não consigo receber ninguém.
Entra novamente em um exemplo muito vivo que eu tenho, uma filha que vendia seu corpo como objeto de trabalho e realizava excelentes trabalhos, entre outros médiuns que supostamente seguiam uma conduta exemplar, não incorporavam tão bem.
Pai Guiné tem uma máxima que diz: “Cabe a nós ajudar e somente ao pai julgar” e é nessa premissa que podemos refletir que para cada qual é dado conforme seu conhecimento, ao mesmo passo que podemos nos matar em uma academia e não possuir o corpo ideal enquanto outros, com poucas semanas de malhação já ficam da forma que todos almejamos, ou partindo ainda para outro exemplo, às vezes o ser estuda um absurdo para uma prova e não passa e aquele que julgamos um vagabundo, passa com a nota máxima.
Todos esses exemplos possui apenas uma característica que difere uma pessoa da outra, a sua BAGAGEM ESPIRITUAL, a sua LUZ INTERIOR. Na Rosacruz dizem que a Inteligência nada mais é que um empréstimo do Cósmico, uns tem maior facilidade para algumas coisas, outros menos, e não adianta encontrarem a pedra filosofal da mediunidade que não encontrarão, é o que eu sempre venho frisando aqui no blog, não existe receita de bolo para o sucesso mediúnico, às vezes o médium tem um cigano maravilhoso, você não tem, mas pode ter um caboclo excelente e assim ocorre com cada um de nós, cada um de nós temos o determinado orixá, temos a nossa determinada missão. Às vezes o médium sendo consciente, realiza consultas maravilhosas, tudo o que os guias espirituais falam, acontece, enquanto outros, infelizmente não conseguem esse sucesso.
Tem médiuns que são excelentes para realização de consultas, outros excelentes para a cura, outros, descarregam como ninguém e assim, cada pessoa tem uma porção da Divindade, cada pessoa carrega consigo um dom determinado pelas hostes espirituais, em Coríntios, não que eu seja um grande adepto da Bíblia, mas ainda existem muitas passagens bacanas, como a citada abaixo:
I Coríntios 12
1 Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes.
2 Vós bem sabeis que éreis gentios, levados aos ídolos mudos, conforme éreis guiados.
3 Portanto, vos quero fazer compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus diz: Jesus é anátema, e ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor, senão pelo Espírito Santo.
4 Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo.
5 E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo.
6 E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos.
7 Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil.
8 Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência;
9 E a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar;
10 E a outro a operação de maravilhas; e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os espíritos; e a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação das línguas.
11 Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer.
12 Porque, assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também.
13 Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito.
 Assim, como podemos perceber, cada qual consegue manifestar a caridade espiritual de uma forma, a grande sacada é compreender com a ajuda do dirigente qual é sua missão e papel fundamental dentro dos terreiros, seja um cambono, seja um ogã, seja um clarividente, seja um médium de cura, seja um médium de consulta, um médium de transporte, o que eu presencio em muitos centros, é o médium ter uma vibração extremamente positiva para a cura, e fica no auxílio de desobsessão, as vezes o médium tem guias que não são de conversar (Sim, isso existe) e colocam na primeira fila para realização de consultas, isso faz o médium desmotivar, consequentemente a comunicação se deteriora e temos mais um médium incompleto na Umbanda ou um desmotivado ou até mesmo um desistente.

PARA MUITOS, CONHECER O ORIXÁ, É SABER SE ELE É PODEROSO, SE COMEU MEIO MUNDO, QUANTAS CABEÇAS CORTOU, SE FOI REI OU MENDIGO, PRA MIM, CONHECER O ORIXÁ É SABER O MISTÉRIO DE SUA ESSÊNCIA, SABER QUAL É NOSSA VOCAÇÃO INTERIOR PARA A PRÁTICA DA CARIDADE ATRAVÉS DA MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO, SABER QUEM É O MEU ORIXÁ, ME DÁ UM NORTE PARA DESCOBRIR QUAL É O MEU PROPÓSITO COMO MÉDIUM, COMO PESSOA, COMO PROFISSIONAL, NADA MAIS QUE ISSO.

Para isso, é que temos que contar com dirigentes, por exemplo, um filho de Ogum, nunca será um exímio médium de cura, pode ter alguns guias na corrente que atuem nessa linha, mas vai depender muito do segundo e terceiro orixá que compõe o seu enredo vibratório, existem algumas dicas que a experiência nos ensina e é isso que é obrigatório o dirigente passar a seus filhos, não adianta você ser um filho de Omulu e ter guias de consulta que a sua grande maioria não trabalha dessa forma.
Ao invés de se comparar, valorize o dom que o Cósmico te proporcionou, ao invés de ver que o guia do filho onde coloca a mão cura, veja qual graça o seu pode realizar, às vezes ele quer falar e você se segura ou quem sabe ele é daqueles guias que são exímios feiticeiros? Com apenas três elementos já limpa a pessoa? Tente conhecer a sua linha, conheça seu orixá e o mais importante de tudo isso. CONHEÇA-TE A TI MESMO!

“NÃO HÁ ALGUÉM TÃO TOLO QUE NÃO TENHA O QUE ENSINAR E NEM TÃO SÁBIO QUE NÃO TENHA O QUE APRENDER”

Baseado nisso, é que caminhamos gradativamente para a Senda da Evolução.
A Vocação de Cada Médium nada mais é que a missão de cada um, descobrir o seu potencial é abrir todas as portas de seus mistérios e atuar com total inteligência no campo da qual você foi destinado. Todos nós temos potencial para obras fantásticas, basta descobrir qual a Obra você foi destinado a realizar.
Apenas um artigo rápido porque voltei a trabalhar com os meus guias espirituais, por enquanto, no Santuário do ABC que depois escreverei sobre a minha experiência.
Lack’ech
Neófito da Luz .’.

OFERENDA NA ENCRUZILHADA


Francisco era seu nome. Homem que conheceu desde muito jovem as dificuldades materiais da vida e acostumado a trabalhar desde o nascer do sol até a noite chegar, agora se aposentava. Saudável e com muita energia, não demonstrava seus cinqüenta e oito anos. Embora de família humilde, recebeu a melhor educação possível transmitida pelo exemplo de seus pais. A única herança que não quis herdar dos progenitores foi à fé. Incrédulo, não seguia nenhuma religião e até zombava delas.
A ociosidade que a aposentadoria trouxe para seu Francisco, o deixava ansioso. Agora que já havia reformado a casa, o galpão, plantado a horta, os dias demoravam muito a passar. Relembrando o dito popular que “cabeça vazia é oficina do mal”, em pouco tempo Francisco sentiu vontade de começar a divertir-se já que até então só havia pensado em trabalho. Morando próximo à cidade, ao entardecer resolveu visitar uma casa de diversões que existia por lá. Entre bebidas, mulheres e prazeres, perdeu a noção de tempo e retornava cambaleante já de madrugada, quando ao chegar numa encruzilhada avistou uma luz fraca no chão. Chegando próximo percebeu que ali tinha um “despacho”, como chamavam aquilo por lá. Uma bandeja grande onde repousava uma ave morta, velas, charutos e uma garrafa de cachaça, além de outros materiais.
Aliado a sua falta de crença em qualquer coisa, estava agora a bebedeira e todas as energias condizentes ao lugar de onde viera. Com desdém e desaforando com palavrões, juntou a garrafa de bebida e os charutos e chutou o resto do material. Até chegar em casa bebeu quase tudo e fumou alguns charutos.
No outro dia contava para a esposa sobre o “achado” e debochava com sarcasmo. A bondosa mulher, cuja mãe em vida era médium benzedeira, respeitava todas as manifestações ligadas ao mundo espiritual, conforme ensinamentos que havia recebido e por isso chamou a atenção do marido, dizendo-lhe que, se não acreditava deveria pelo menos respeitar. “Não presta mexer com trabalho de encruza”, repetia ela preocupada.
Outras noites a cena se repetiu da mesma forma, até o dia em que ao chutar a oferenda, enxergou na sua frente um homem de capa negra, com um chicote trançado na mão. Sua perna paralisou no ar e em pânico saiu pulando numa perna só, caindo e levantando. Por uma boa distância ainda, ouvia a gargalhada daquele homem ressoando no ar.
No outro dia, sentia dor nas costas como se houvesse apanhado e só de lembrar a cena vivida na noite anterior, arrepiava de medo. Temia contar para a esposa, pois sabia que o condenaria novamente pela atitude. Esta, vendo o marido cabisbaixo e triste, perguntou se estava adoentado. Nada respondeu, pois sentia-se como se estivesse, inclusive apresentando febre. Seus sonhos passaram a ser povoados pelo homem de negro e sua gargalhada. Acordava aos gritos e suando muito. Várias noites se repetiram desta maneira, até que resolveu contar para a esposa o que havia acontecido. Ela o aconselhou a tomar umas benzeduras, convidando para ir até um terreiro na vila vizinha. Meio renitente, mas sentindo a necessidade, ele aceitou com um misto de medo e curiosidade.
Após a abertura dos trabalhos com os pontos cantados e orações, ele já se sentia mais tranqüilo. Em frente ao médium que servia de aparelho ao um Caboclo, suas pernas tremiam que mal conseguia parar em pé. Nos ouvidos agora ressoava novamente a gargalhada do homem de negro e seu corpo arrepiava sem parar. Teve vontade de sair correndo daquele lugar, mas suas pernas não o ajudavam. Auxiliado pela esposa e pelo cambono, sentou-se numa cadeira para poder ser atendido pelo caboclo.
-Ogum é que está de ronda…Ogum é que vem rondar… -cantava a corrente, enquanto a entidade limpava com uma espada de São Jorge, o seu corpo etérico impregnado pela energia captada na encruzilhada. Depois com a firmeza característica de sua linha, o caboclo ordenou que ele ficasse de pé e lhe contasse porque estava ali. Desajeitado, mas já mais tranqüilo, falou:
_ Acho que mexi com o que não devia. Andei chutando uns “despachos” na encruzilhada e me apavorei com um homem estranho, que acredito não ser deste mundo…
_ Tranqüilize que tudo o que é possível ver, ouvir e sentir é deste mundo sim. O senhor acha certo ou errado a sua atitude?
_ Ah, eu não sei…Só fazia aquilo por brincadeira…
_ E se alguém fosse até a sua casa, chegasse lá chutando os móveis e quebrando tudo, se apoderando de sua comida na hora da refeição, iria gostar?
_ Lógico que não!
_ Pois é meu senhor. Foi o que fez lá na encruzilhada e por várias vezes, não foi?
_ É, foi.
_ O que não nos pertence não pode ser por nós seqüestrado. Não importa se o que estava lá é certo ou errado diante de seu entendimento. Além do físico, aquilo tudo tinha uma duplicata etérica que pertencia a alguém no mundo espiritual, com um objetivo e endereço vibratório certo. Cabe aos homens incrédulos, no mínimo respeitar a crença e atitudes dos outros. Lá estava um trabalho de magia – a cor dela não importa – era magia! Elementos e elementares, além de entidades espirituais, lá estavam atuando, se abastecendo da energia animal e etílica e foram incomodados, desrespeitados. O que o senhor presenciou na figura do homem, nada mais foi que a atuação enérgica de seu Exu guardião lhe colocando no devido lugar, antes que a Lei tivesse que atuar mais duramente. De difícil entendimento com as coisas do espírito, não crendo em nada que não seja palpável, se fez necessário a atuação materializada. Como criança teimosa, precisou da repreensão para só então respeitar. Isso não significa que encruzilhada é lugar de Exu, pelo contrário. Os espíritos que lá buscam se energizar com as oferendas são os chamados quiumbas, espíritos que embora fora do corpo físico, necessitam ainda de energias materiais.
– Exu… cruzes! Isso é coisa do capeta!
Era momento de esclarecer a verdadeira identidade deste guardião da luz tão mal falado. E assim foi feito.
Ao voltar para casa sentia tamanho bem estar, que naquela noite dormiu tranqüilamente depois de muitas noites de sobressalto, quando não, de insônia.
Suas visitas ao terreiro de Umbanda tornavam-se assíduas onde buscava sabedoria, força espiritual e conforto para sua alma. Ele tinha uma missão que se estendia além de aprender a ter fé. Era preciso cumpri-la, por isso em pouco tempo manifestava-se através dele, seu protetor Ogum de Ronda abrindo caminho para o Exu, que chegava gargalhando e de chicote na mão. Artefatos que usava no astral para auxiliar, acordando a todos quantos estivessem esbarrando nos limites da Lei.
Ao sentir sua presença, Francisco agradecia. Ele foi privilegiado em conhecer estes artefatos, graças a Deus.
História Contada por Vovó Benta – Leni W. Saviscki