quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Mãe Maria


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A presença de Mãe Maria se faz sentir cada vez mais fortemente entre nós, seja por meio de um resgate histórico da atuação das mulheres em nosso planeta, seja pela atuação da mãe de Cristo a partir do plano espiritual.

Por Rosana Felipozzi


A história nos conta capítulos de um cristianismo escrito pelos homens. Mas, e as mulheres? Onde estão os relatos de suas vidas?

Até hoje, desconhecemos muitos acontecimentos envolvendo grandes mulheres que acompanharam, viveram e atuaram brilhantemente durante a passagem de Jesus na Terra. Se houve um tempo em que não era interessante saber o que essas histórias podem nos revelar, em nossos dias podemos sondar, pesquisar e até contar livremente aquilo que ficou oculto, por ser tão importante.

Alguns poderão perguntar: “Mas por que deveríamos nos ater especificamente à vida das mulheres? A questão feminina ou das diferenças sexuais teriam relevância diante da espiritualidade?”

Porém, ocorre que em nossa condição humana somos regidos pela Lei de Causa e Efeito e, a cada encarnação, ainda estamos cumprindo nossos compromissos num programa bem elaborado no qual a escolha sexual é uma das grandes alavancas para a conquista evolutiva.

Em “O Livro dos Espíritos”, no capitulo IV, Pluraridade das Existências, nas questões 200 a 202, Kardec nos responde sobre o sexo dos espíritos. Esta é realmente, uma questão bastante delicada e polêmica porque grande parte da humanidade está inserida nessa condição; ora encarnando no sexo masculino, ora no feminino. No entanto, há uma certa negligência com relação ao assunto, talvez provocada por crenças bastante vívidas em nós, mas que não condizem com os ensinamentos fornecidos pelos espíritos a Kardec, ou mesmo por total falta de observação da própria realidade enquanto espíritos.

Para muitos, a crença num Deus/Pai masculino é entendida ao pé da letra e não como uma força superior, a inteligência suprema, causa de todas as coisas. Sendo Deus a causa, não está sujeito aos efeitos, pois comanda as leis que nos regem.

As questões do masculino e feminino somente deveram interessar a todos nós, espíritos encarnados, pois necessitamos integrar esses dons.

Diante desse grau de consciência, podemos desenvolver melhor os dons e atributos femininos necessários a um espírito encarnado num corpo de mulher, o mesmo ocorrendo com os homens.

Pouco compreendemos as relações existentes entre a sexualidade e a espiritualidade, o sagrado, o profano, o que foi ocultado daquilo que é real e verdadeiro sobre esses assuntos. Talvez, ao repensarmos essas questões sob uma óptica mais profunda, estejamos também ampliando nosso entendimento sobre as relações humanas, sociais, religiosas e até mesmo políticas.

Entender o amor de uma forma mais pura e o que o refinamento e a pureza espiritual, porém verdadeiramente proporcionar às nossas personalidades, também ajudará a minimizar as diferenças de gênero, cor ou qualquer outro fator restritivo, possivelmente aproximando-nos pela observação, aceitação e vivência dessas diferenças.

Sem abandonarmos os preconceitos que há muito não condizem com a necessidade evolutiva da Terra, não seremos capazes de decidir pelo amor.

A imagem de Maria como uma grande mulher, a representante máxima dos dons e atributos femininos – dos quais conhecemos apenas uma parte – precisa ser resgatada, e seu papel, revisto. Se desejarmos ardentemente a nossa evolução e a do planeta, podemos começar por uma reflexão sobre a “escolhida” para ser a mãe de um grande ser de luz, aquele que nos ensinou o caminho do amor. Provavelmente, nós nos surpreendemos, pois há muito mais a ser conhecido sobre ela.

Rever a vida de Maria e todo o ensinamento contido em suas atuações poderá trazer à tona tudo o que nos foi subtraído por séculos a respeito do sagrado feminino.

Será que, ao conhecimento melhor sua vida, não a estaremos tornando mais humana, mais próxima, onde certamente ela gostaria de estar?

Uma boa sugestão de leitura sobre alguns aspectos da vida de Maria e seu trabalho na espiritualidade, é o livro “Maria – Mãe de Jesus” (FAE Editora). A começar pela capa, exibindo retrato de Maria – ditado pelo mentor espiritual Emmanuel ao fotógrafo Vicente avelã, através do médium Chico Xavier – todo o conteúdo nos aponta passagens desconhecidas de sua volta ou conhecida por muito poucos.

Os textos e mensagens reunidos pelo organizador Edison Carneiro são psicografias feitas por Chico Xavier; algumas informações foram extraídas do livro “Memórias de um Suicida” , de Yvonne A. Pereira; e ainda alguns relatos coletados no “Evangelho de Lucas”- considerado pelos espíritos como textos que, apesar das inúmeras traduções e transcrições, chegaram ao nosso tempo com uma parcela mínima de erros e distorções.

A maioria das descrições da vida de Maria, verdadeiros quadros verbais, são de autoria do espírito Humberto de Campos, alguns, do espírito Emmanuel, além de poemas de outros espíritos.

Logo em suas primeiras páginas lemos que “Maria é um dos espíritos mais puros que foram dados à humanidade conhecer”

Assim, seria interessante entender o que Kardec, no “Livro dos Espíritos”, nos informa a respeito da ordem a que pertencem os espíritos puros e quais são suas características. No livro segundo, em “Mundo espírita ou dos espíritos”, cap I, ele diz que os espíritos puros fazem parte da primeira ordem dos espíritos e têm como caracteres gerais a superioridade intelectual e moral absoluta, em relação aos espíritos das outras ordens, não sofrendo mais nenhuma influência da matéria.

Pertencem à primeira classe – classe única – na qual os espíritos percorrem todos os graus da escala e se despojaram de todas as impurezas da matéria, havendo atingido a soma das perfeições de que é susceptível a criatura. Não tendo mais provas nem expiações a sofre, não estando mais sujeitos à reencarnação em corpos perecíveis, vivem a vida eterna, que desfrutam no seio de deus. Gozam de uma felicidade inalterável, porque não estão sujeitos ás necessidades ou vicissitudes da vida material. Essa felicidade ressalta Kardec, não é a de uma ociosidade monótona, vivida em contemplação perpétua. Eles são mensageiros e os ministros de Deus, cujas ordens executam para a manutenção da harmonia universal. Dirigem a todos os espíritos que lhes são inferiores, ajudam-nos a se aperfeiçoar e determinam suas missões. Assistem os homens nas suas angústias, incitam-nos ao bem e ajudam-no a expiar suas faltas.

Kardec também nos clareia o entendimento afirmando que os espíritos puros são por nós designados pelos nomes de anjos, arcanjos ou serafins, e podemos nos comunicar com eles, porém sem a presunção de tê-los constantemente sob nossas ordens.
Um período histórico bastante interessante e do qual praticamente não temos notícia por fontes oficiais, é aquele após a separação dos discípulos, ao se dispersarem por lugares diferentes para a difusão das mensagens de Cristo, ou melhor, da Boa Nova.

Nessa ocasião, Maria se retirou para a cidade de Batanéia, onde alguns parentes mais próximos a esperavam com especial carinho.

Segundo Humberto de Campos, “para aquela mãe amorosa, cuja alma digna observa que o vinho generoso de Cana se transformou no vinagre do martírio, o tempo assinalava sempre uma saudade maior no mundo e uma esperança cada vez mais elevada no céu”.

“Sua vida era uma devoção incessante ao rosário imenso de saudade, ás lembranças mais queridas. Tudo que o passado feliz edificara em seu mundo interior revivia na tela de suas lembranças, com minúcias somente conhecidas do amor, que lhe alimentavam a seiva da vida”.

Após esse tempo passado em Batanéia, informa-nos Humberto de campos que Maria aceita o oferecimento feito por João, filho de Zebedeu, de irem morar em Éfeso (cidade da Lídia, na costa ocidental da Ásia Menor).

João nunca esqueceu as observações que o Mestre lhe havia feito na cruz. Sua responsabilidade com respeito à Maria e o título de filiação recebido como prova das mais altas expressões de amor universal, sempre o acompanharam.

Humberto de Campos também relata que em Éfeso, as idéias cristãs ganhavam terreno, o que encheu de ânimo e entusiasmo tanto João quanto Maria.

Morando em Éfeso ambos firmaram uma associação de interesses espirituais. A casa de João, com a chegada de Maria, se transformou num ponto de assembléias adoráveis, nas quais as recordações do Messias eram cultuadas por espíritos humildes e sinceros. Enquanto Maria externava suas lembranças em sua choupana, que se tornou conhecida pelo nome de “Casa da Santíssima”, João pregava na cidade.

Durante sua permanência em Éfeso, Maria recebeu a visita de Paulo de Tarso. Emmanuel nos fala um pouco dessa visita: “Paulo visitou a mãe de Jesus na sua casinha singela, que dava para o mar. Impressionou-se fortemente com a humildade daquela criatura simples e amorosa, que mais se assemelhava a um anjo vestido de mulher.”

“Paulo de Tarso interessou-se pelas suas narrativas cariciosas, a respeito da noite do nascimento do Mestre, gravou no íntimo suas divinas impressões e prometeu voltar na primeira oportunidade, a fim de recolher os dados indispensáveis ao Evangelho que pretendia escrever para os cristãos do futuro”.

“Maria colocou-se à sua disposição, com grande alegria”.

“O projeto deste evangelho continuou a ser alimentado, mas dificultado pelas viagens constantes do apóstolo”.

“Estando preso na Cesaréia, Paulo resolveu encarregar Lucas da redação”.

Valendo-se das informações de Maria, a biografia de Jesus foi então escrita. Lucas, o médico amigo, se incumbiu de escrever o velho projeto de Paulo, satisfazendo-lhe integralmente o desejo, nos informa Emmanuel. Por isso o evangelho de Lucas é também conhecido como o “Evangelho de Maria”.

Retornando aos relatos de Humberto de Campos temos:

“A Igreja de Éfeso exigia de João a mais alta expressão de sacrifício pessoal, pelo que, com o decorrer do tempo, quase sempre Maria estava só, quando a legião humilde dos necessitados descia o promontório desataviado, rumo aos lares mais confortados e felizes os dias, as semanas, os meses e aos anos passaram incessantes (...)”

“A velhice não lhe acarretara nem cansaços nem amarguras. A certeza da proteção divina lhe proporcionava ininterrupto consolo”.

Durante essa fase, Humberto de Campos nos revela que Maria, ao receber notícias de Roma, sobre as dolorosas perseguições impostas a todos os que fossem fiéis à doutrina, agora chamada de cristã, entregou-se às orações como de costume, pedindo a Deus por todos aqueles que se encontrassem em angústias, por amor de seu filho.

Enlevada em suas meditações, Maria viu se aproximar o vulto de um pedinte. Nesse momento, afirma Humberto de campos, Maria ouviu: “Minha mãe – exclamou o recém-chegado, como tantos outros que recorriam ao seu carinho – venho fazer-te companhia e receber a tua benção”.

Após convidá-lo a entrar e muito impressionada com aquela voz, sentiu-se emocionada e tocada por aquelas palavras. O hóspede anônimo lhe estendeu as mãos e falou: “Minha mãe, vem aos meus braços!”

Nesse instante, Maria fitou suas mãos e viu nelas as chagas, como as que seu filho revelava na cruz. Num ímpeto de amor, fez um movimento para se ajoelhar. Ele, porém, levantando-a, ajoelhou-se aos seus pés e, beijando suas mãos, lhe disse: “Sim, minha mãe, sou eu! Venho buscar-te, pois meu pai quer que sejas no meu reino a Rainha dos Anjos.”

Humberto de Campos nos diz que, após esse acontecimento, Maria cambaleou, querendo manifestar sua felicidade e agradecimento, mas seu corpo havia sido paralisado. Enquanto isso, aos seus ouvidos chegavam os ecos suaves da saudação do anjo.

No dia seguinte, dois portadores humildes desciam a Éfeso, de onde regressaram com João, para assistir os últimos instantes da Mãe Santíssima.

Quanto ao trabalho executado por Maria no plano espiritual, destacamos alguns trechos expostos no livro e que foram descritos pela médium Ynonne A. Pereira em “Memórias de um Suicida” , através do espírito Camilo Castelo Branco, destacado escritor português do século 19 que tendo cometido suicídio, foi socorrido amorosamente pela Legião dos Servos de Maria.

Segundo suas lembranças no Vale dos Suicidas, Camilo descreve: “Uma região de muitas dores do plano espiritual que abriga aqueles que tentaram por fim à própria vida...”

Ele nos conta que o cenário desse vale é de criaturas disformes, tanto homens quanto mulheres, caracterizados pela alucinação. Uma povoação envolvida em densos véus de penumbras, gélida e asfixiante, onde se aglomeram os habitantes de além-túmulo. Porém, mesmo em lugar tão terrível, assevera Camilo, a misericórdia de Deus se manifesta. Periodicamente, recebiam a visita de uma singular caravana. Era como a inspeção de alguma associação caridosa.

Ele diz que esse grupo procurava aqueles entre os presentes cujos fluidos vitais, arrefecidos pela desintegração completa da matéria, permitissem locomoção para as camadas do invisível intermediário, ou de transição.

Senhoras faziam parte dessa caravana. Além delas, conta Camilo, um pequeno pelotão de lanceiros formava uma coluna, como batedores de caminhos, um cordão de isolamento contra quaisquer hostilidades que pudessem surgir. Um oficial comandante erguia uma flâmula na qual se lia em caracteres azul-celeste “Legião dos servos de Maria”.

Camilo afirma também que se passaram anos até que, finalmente, teve condições de ser socorrido e transferido para o Hospital Maria de Nazaré. Primeiramente, o comboio os encaminhou durante algum tempo, a um conjunto de muralhas, como as velhas fortificações medievais, até que parou em frente a um grande portão, que seria a entrada principal da Colônia Correcional.

Surpreso, tanto Camilo quantos seus companheiros entraram em uma cidade movimentada. Edifícios, ministérios públicos ou departamentos, casas residenciais bem como indivíduos – atarefados e uniformizados com longos aventais brancos, ostentando ao peito a cruz celeste com as iniciais LSM -, eram avistados.

Ao serem convidados a descer ao departamento de vigilância, continua Camilo, foram reconhecidos e matriculados pela direção como internos da Colônia. Daquele momento em diante, estariam sob a tutela direta de uma das mais importantes agremiações, pertencentes à legião chefiada pelo grande espírito Maria de Nazaré.

Nas viaturas, iguais a leves trenós ligeiros e confortáveis, puxados por cavalos e com capacidade para dez passageiros, foram levados ao departamento hospitalar. Novos letreiros indicavam, a direita, o manicômio, e a esquerda, o isolamento. Camilo e seus companheiros ingressaram pela entrada central, onde se podia ler: Hospital Maria de Nazaré.

Atravessaram imenso parque, colunas, arcadas, torres e terraços repletos de flores. Árvores frondosas e aves mansas entre outras tantas maravilhas que faziam parte dessa região.

Além do hospital, a legião dos filhos de Maria mantém também no plano espiritual outras instituições; uma delas é a Mansão da Esperança. Essa instituição é, na verdade, uma cidade universitária, segundo nos esclarece Camilo. É um local onde ciclos de estudos e aprendizagem são ensinados nas escolas.

Lá, ele recebeu ensinamentos de moral, filosofia, ciência, psicologia, pedagogia, cosmogonia e até um novo idioma, o qual será futuramente o idioma que estreitará as relações entre os homens e os espíritos.

Para finalizar Camilo nos informa que em todas essas instituições se reconhece o amor maternal de Maria. Nelas, não a encontraremos com freqüência em corpo espiritual, porque sua presença portentosa distrairia os obreiros de suas obrigações rotineiras. Mas a cada passo, em cada processo, nos menores detalhes, a sua influência e as suas orientações estão presentes.

Revista Espiritismo e Ciência – Numero 38 – Mythos Editora

Bem Vindas Crianças e Adolescentes! Podem Entrar! A Umbanda é a Casa de Vocês!!!



É muito importante entendermos que as religiões precisam construir seu futuro e para isso, devem preparar os seus integrantes desde a infância para que ao chegarem à idade adulta possam dar continuidade aos preceitos e rituais com conhecimento e segurança. 

É fundamental que essa informação contenha noções básicas sobre moral, ética, cidadania, orientações para a vida, orientações da religião Umbanda em relação a sua história, tradição, rituais e fundamentos. Pois, é através dessa formação que são construídos os laços religiosos no coração e no espírito de seus adeptos que no futuro serão seus mantenedores.

A Umbanda é uma religião mediúnica! Mas, não devemos esquecer que existem mais de 100 modalidades de mediunidade, e dentre elas, a de incorporação que é a mais visível nos Terreiros, porém não é a única forma de expressão de nossa religião. Todos os integrantes de um Templo de Umbanda, desde a assistência até aos que trabalham na Gira, são Filhos de Fé. Cada um se equilibrando e harmonizando de acordo com sua missão mediúnica.

A Umbanda deve e tem que preocupar-se com o seu futuro. Não só pela sua missão de caridade e orientação ao próximo como também no sentido para que se formem pessoas melhores e esclarecidas que construirão o mundo do futuro de forma mais consciente e fraterna, consequentemente estará plantando a sua continuidade no nosso Planeta Azul. Esta atenção é um dos itens que fazem parte da responsabilidade da nossa Umbanda, isto é, irradiar a base dos ensinamentos do Mestre Jesus, nosso Médium Supremo, às novas gerações.

Devemos criar um determinado espaço e horário, seja semanal, quinzenal ou mensal para palestras, bate papos e aulas que informem sobre a vida, a religião Umbanda,  suas mensagens, moral, mediunidade, ética, como vivenciar a espiritualidade no dia a dia, assim formando o Homem cidadão e o Umbandista do amanhã.

É muito importante também que os instrutores que vão desempenhar tal tarefa se reciclem com informações, conhecimentos e amor. Se alegrem para receber esses espíritos jovens cheios de energia, disposição e curiosidade. É indispensável que os instrutores tenham disposição e humildade para ouvi-los e esclarecê-los, que falem a sua linguagem, os respeitem, compreendam e os enterneçam.

A Umbanda precisa criar em suas crianças e adolescentes o orgulho sadio e a alegria de pertencer a uma religião Fraterna e de terem o conhecimento suficiente para poder falar e explicar sobre a Umbanda quando estiverem e forem perguntados por seus familiares, amigos e colegas, seja na escola ou outros lugares de convivio social. As crianças e adolescentes Umbandistas sofrem muitas vezes discriminações e constrangimentos pelo fato de não saberem informar, explicar em uma conversa o que é a Umbanda. É também importante para eles que tenham conhecimento não somente da Umbanda como uma visão geral de outras religiões. Enaltecendo a saudável convivência com a diversidade, respeito e liberdade religiosa.

As crianças de nossos dias e os adolescentes são a geração do 3º Milênio. Espíritos que tem um enorme banco de dados de conhecimento acumulado e que estão nascendo numa Era de informações ultra dinâmicas, a globalização, onde o tempo se torna cada vez mais curto, e os pais cada vez menos presentes, devido principalmente, à busca da sobrevivência do dia a dia. Esse grupo de jovens necessitam e são permeáveis de uma base sólida, pois serão eles o futuro da Umbanda , do País e do Planeta.

Se os Umbandistas não perceberem que “quem sabe faz a hora! E a hora é essa!”, em relação a urgência e necessidade de informar e formar suas crianças e jovens, estarão então abrindo mão da sua responsabilidade para com o futuro e serão cobrados pelo que deixaram de fazer para essas novas gerações.

Umbandistas reflitam sobre o assunto! Socorrer, orientar, amparar, ouvir, aprender, ensinar e sedimentar o Bem, a Fé e o Amor nos corações das próximas gerações é tarefa de todos os Filhos de Fé.

Nossos jovens além de sentir! Precisam ver e ouvir! Através da irradiação do conhecimento a verdadeira face da Umbanda, uma religião conforme as orientações de seu fundador na materialidade o Caboclo das Sete Encruzilhadas, a Umbanda é antes de tudo, Ética! Caridade! Ecologia! Pois respeita a natureza, os animais, enfim, todos os seres vivos! Formando uma Rede de Fraternidade no Planeta Azul rumo à Nova Era no caminho ao Astral Superior.

Você Pratica Uma Boa Umbanda?


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Responda a essas perguntas com sinceridade e saberá se você pratica uma “boa Umbanda”. Lembre-se que nenhum de nós é perfeito, mas trilhamos o caminho da Umbanda a fim de minimizar as nossas imperfeições, e não para acentuá-las.

No dia em que são realizadas as giras na sua casa de Umbanda, você procura, horas antes, amenizar seus pensamentos, afastando os negativos e todas as mágoas e rancores, ou dá valor a esses sentimentos, como faz no dia-a-dia?

Horas antes, você procura alimentar-se de maneira mais frugal e sadia ou entrega-se aos prazeres do exagero da comida e da bebida, afinal ainda faltam algumas horas para a gira começar?

Antes de sair de casa você cuida de seu corpo e de seu espírito, higienizando a ambos, ou vai de qualquer forma? Tem uma roupa branca e limpa que usa exclusivamente para essa ocasião ou faz uso dela durante a semana também?

Ao cruzar a porta do terreiro deixa para trás os problemas que o afligiram durante a semana, afinal esse é seu momento de doação, ou carrega esses problemas e sentimentos inerentes a eles para dividir, ainda que involuntariamente, com os seus irmãos de fé, que fatalmente terão que dividir esse fardo com você (afinal numa gira de Umbanda as energias são compartilhadas)?

Você adentra o terreiro preocupado em solucionar os seus problemas pessoais ou pensando em praticar a caridade àqueles que esperam pacientemente na assistência?

Você entende que, numa gira de Umbanda, mesmo que não lhe sobre tempo para pedir ajuda às entidades para solucionar as suas questões particulares, você está colaborando com a sua própria evolução pelo simples fato de estar presente e servindo ao Divino e aos necessitados?

No congá você enxerga meras imagens de gesso ou pontos que emanam energias que você deve absorver a fim de realizar um bom trabalho?

Enquanto são tocados os pontos, você fecha seus olhos concentrando-se nos orixás e entidades que estão sendo chamados ou fica preocupado com o tempo que está correndo e os afazeres ou prazeres materiais que teve que deixar para participar da gira?

Você presta atenção nas roupas dos seus irmãos-de-fé, se elas são curtas ou extravagantes demais, ou cuida para que a sua alma esteja alva como deveria para aquele momento?

Em contrapartida, faz proveito da incorporação das entidades para extravasar seu ego, usando roupas esdrúxulas e exageradas, bem como para ingerir álcool e fumo em demasia, que no lugar de agradar as entidades, as expõem ao ridículo (bem como a si mesmo)?

Você faz do silêncio uma prece ou aproveita os momentos em que ele deveria reinar para conversar com os irmãos-de-fé sobre assuntos corriqueiros ou até mesmo fofocas e maledicências?

Permite que a sua língua seja maior que a sua fé ou a sua dedicação à Umbanda?

Costuma dizer que as entidades ou orixás são seus – “meu Ogum”, “meu caboclo” – e acredita que você é quem realiza o auxílio aos necessitados ou tem consciência de que é um mero instrumento da espiritualidade a serviço do bem?

Olha os consulentes com certo desdém quando eles relatam um problema que para você é banal, mas que para eles pode ser o mais grave do mundo?

Diz a todos que não lembra de absolutamente nada enquanto cede seu corpo às entidades, quando na verdade possui a chamada “mediunidade consciente”?

Usa o bom nome da Umbanda e das entidades para amedrontar seus desafetos, denegrindo a imagem de nossa religião, já tão injustiçada perante a sociedade?

Alguma vez já simulou estar incorporando uma determinada entidade para dizer a alguém coisas que não teria coragem de dizer sem usar esse subterfúgio?

Já simulou estar incorporado, para  se beneficiar de algo...?

Já usou a sua mediunidade para obter favores pessoais, materiais e financeiros?

O que você sente quando a gira termina e você vai para casa?

A satisfação por ter cumprido o seu dever auxiliando a sua própria evolução e ao próximo, ou sente-se revoltado porque algum médium brilhou mais que você ou demorou demais atendendo aos consulentes, atrasando o encerramento dos trabalhos?

Responda a essas perguntas com sinceridade e saberá se você pratica uma “boa Umbanda”. Lembre-se que nenhum de nós é perfeito, mas trilhamos o caminho da Umbanda a fim de minimizar as nossas imperfeições, e não para acentuá-las.

Por Douglas Fersan.

A Necessidade de Viver Espiritualmente



Os habitantes atuais do mundo terreno necessitam de uma pausa em suas atividades de ordem puramente material, para meditarem um pouco na sua vida espiritual que é eterna, infinita, e não se resume à sua presente existência na carne. Tendo conseguido permissão para reencarnar uma vez mais, as almas que se encontram na Terra devem regressar mais dia menos dia ao seu plano de vida espiritual, e necessitam de levar consigo algumas luzes, resultantes de suas boas obras terrenas. Já lhes foi dito que os bens terrenos, a fortuna, a abastança, pertencem a Terra e de nada servem ao Espírito no mundo espiritual. Há, portanto, necessidade urgente de que todas as pessoas disto se capacitem e procurem viver espiritualmente a sua vida terrena. Viver espiritualmente não significa desprender-se dos seus interesses materiais, de suas atividades costumeiras. Viver espiritualmente a vida terrena significa ter a criatura humana sempre presente em sua mente o fato de que é uma alma encarnada em busca de novas e maiores luzes para o seu diadema espiritual, adotando para isso o hábito de orar diariamente ao Senhor do Mundo, e passar a amar e servir aos semelhantes como se irmãos consangüíneos fossem.

Nessa mensagem o Senhor deseja dizer a todos os homens e mulheres que uma plêiade de Entidades espirituais altamente evoluídas se encontra desde algum tempo em contato com o solo terreno, incumbidas de auscultar as verdadeiras necessidades e aspirações de cada uma das almas encarnadas, e de ajudar a sua realização quando justa e conveniente. Podem então as almas encarnadas mentalizar essas aspirações e necessidades, e pedi-las em suas orações.

Da manhã ou da noite, para que as Entidades presentes se incumbam da sua realização. O Senhor Jesus assim decidiu com o objetivo de proporcionar aos seus guiados terrenos o ensejo de obterem o que mais necessitarem para a sua tranqüilidade na Terra. Sabe o Senhor as dificuldades e obstáculos que na Terra defrontam numerosas almas encarnadas, e por isso determinou a vinda de Entidades evoluídas ao meio terreno, munido dos necessários poderes de realização das aspirações das almas encarnadas. Como, porém, essas aspirações não podem ser adivinhadas pelas Entidades espirituais, há necessidade de que cada ser humano projete no plano mental a imagem que deseja, o que será feito formulando o respectivo pensamento aopos a oração noturna. Captada pelas Entidades espirituais a imagem mental assim projetada pelas almas encarnadas, elas tratarão de ajudar a sua realização no plano físico, conforme os poderes que lhes foram conferidos pelo Senhor Jesus.

Cabe aqui um esclarecimento muito oportuno acerca das aspirações a serem mentalizadas pelas almas encarnadas. É que devem mentalizar, como aspirações ou necessidades, apenas aquilo que considerarem justo e razoável para si próprias, tendo o cuidado de não tentarem atrair para si o que a outras pertença. É necessário que nenhuma alma encarnada formule aspirações de bens, valores ou situações em poder dos seus semelhantes, o que redundaria em prejuízo ou sofrimentos futuros. Devem por isto pensar devidamente o que possa constituir aspirações a realizar e só mentalizarem e pedirem aquilo que em sua consciência considerem justo e razoável. Procedendo com tal escrúpulo, não só conseguirão a posse do que aspiram, como se livrarão de possível sofrimento futuro. O Senhor Jesus deseja dizer a todas as almas encarnadas que o plano espiritual mais próximo a Terra está repleto de tudo quanto possa constituir aspiração das almas encarnadas para o seu maior conforto e bem estar enquanto permanecerem no corpo. É necessário, apenas, que, cientificadas disso, trate cada uma de se ajustar às condições desse plano, através da oração e do pedido.

Fonte: Matéria constante da obra de Diamantino Coelho Fernandes, no Livro da Nova Ordem de Jesus, vol. n° I - 4a. Edição.

A Assistência na Umbanda


 
A Umbanda e a Assistência
A Umbanda é uma religião de cunho assistencialista. Esse fato se fundamenta primeiramente nos ensinamentos de Nosso
Senhor Jesus Cristo, que em sua infindável sabedoria nos ensinou que devemos “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo
como a nós mesmos” e que devemos fazer aos nossos irmãos aquilo que esperamos que seja feito por nós. A Umbanda é, assim,
em primeiro lugar uma religião baseada nos ensinamentos cristãos.

A Umbanda também acredita, como outras religiões, que nós, filhos de Deus, estamos em um contínuo movimento de
evolução. Estamos a todo instante agindo e sofrendo a ações que tendem a nos projetar para frente no plano moral e no plano
espiritual. Assim, como uma forma de nos depurarmos de erros passados e de encontrarmos engrandecimento espiritual, devemos
seguir o caminho da humildade, da caridade e do perdão, tentando ajudar irmãos a amenizar seus sofrimentos materiais e
espirituais, quando possível. 

Não somente nós encarnados, mas também espíritos de desencarnados estão envolvidos nesta responsabilidade de
ajudar aos menos afortunados em um ciclo constante onde os mais evoluídos ajudam os menos evoluídos a galgarem os degraus
da evolução. 

Nesse aspecto, a Umbanda se baseia não só nos ensinamentos cristãos como também as premissas do Espiritismo de Allan Kardec. É fato inclusive, que no Brasil, o Espiritismo assumiu, com nomes como Bezerra de Menezes e Chico Xavier, uma forma mais assistencialista de trabalho do que a primitiva matiz científica oriunda da França.

A Umbanda, finalmente acredita em tronos vibracionais, ou ainda Orixás, ou ainda Reinos de Energia da Natureza, cuja
divina função é trazer para cada um de nós o equilíbrio vibracional, moldando vícios em virtudes, anulando más tendências e
intensificando as boas qualidades.

A Assistência em um culto de Umbanda
Considerando que o assistencialismo é uma das facetas da religião Umbanda, chegamos a uma pergunta que embora
pareça, não é tão fácil de responder. Como a assistência se inclui no culto da Umbanda?

A caridade em uma casa de Umbanda é realizada de muitas formas, dependendo do funcionamento da casa. Em
primeiro lugar, podemos considerar a caridade que se presta a espíritos desencarnados que visitam esse local a fim de encontrar
conforto, orientação e paz.
Por esse mesmo motivo, algumas casas de Umbanda em suas sessões (que é como são chamados os rituais ou cultos
de Umbanda) compreendem uma preparação especial para que sistematicamente ou eventualmente (dependendo da sessão e da
casa) se possa receber a visita destes espíritos e se possa prestar a devida caridade a eles.

Outro ponto a se considerar, falando de caridade, é o que se presta aos próprios filhos de santo da casa (conhecidos
também, entre outros nomes, como filhos de fé). Essas pessoas, em geral médiuns (das mais variadas aptidões mediúnicas) podem
encontrar na casa, em seus irmãos, e nas figuras de chefia, a orientação necessária e a força indispensável para lidar com sua
espiritualidade, e direcioná-la para o bem.

Finalmente, as casas de Umbanda também se destinam a fazer caridade a uma comunidade de pessoas que não
pertence ao corpo de trabalho da casa. Nesta categoria de assistencialismo, o qual é o principal motivo deste texto, costumam se basear a maioria das sessões de trabalho das casas de Umbanda.

Colocando à parte rituais fechados (como Batismos, Festas, Rituais de Limpeza, etc.), a grande maioria das sessões de
Umbanda são abertas à comunidade. Em um lugar característico das casas de Umbanda, conhecido como assistência, as pessoas
da comunidade (ou mesmo pessoas que venham de localidades distantes), que não pertencem ao corpo de trabalho da casa,
observam os cultos ritualísticos de uma sessão e se beneficiam dele.

Assim, as pessoas da assistência são defumadas, e após as incorporações dos médiuns, são convidadas a adentrar o
terreiro para receberem passes e se consultarem com as entidades (exus, caboclos, pretos-velhos, crianças, mestres do oriente, etc).
Uma pessoa da assistência pode receber caridade de várias formas, como: descarga, desobsessão, conselhos sobre questões
materiais ou espirituais, emanações curativas, etc.

Outros tipos de serviços à comunidade não relacionados estritamente com os cultos da casa podem também ser
realizadas. Algumas casas de Umbanda oferecem, por exemplo, parte ou todo o seu espaço físico para realização de palestras ou
cursos de interesse da comunidade. Também podem ser feitas campanhas de arrecadação de recursos (como alimentos ou
agasalhos). Podem ser ainda oferecidos materiais de estudos sobre a religião Umbanda e os seus rituais.

Uma questão importante discutida em algumas casas de Umbanda sobre as sessões fechadas à assistência.

A Umbanda como já foi dito, tem a missão de propagar uma mensagem de amor e caridade. Por isso; porque essa
mensagem tem que ser propagada, ela não pode ficar limitada apenas aos adeptos do culto, ou seja, ao corpo mediúnico. A
caridade deve ser oferecida a todos aqueles que precisam dela.

Por outro lado, sabemos que uma máquina não pode funcionar sem manutenção. Por isso, acredito que às vezes é
melhor que se façam sessões fechadas (para desenvolvimento dos médiuns, limpeza espiritual da casa e dos médiuns, etc.) para
que se possa oferecer uma casa e um corpo de trabalho bem preparados, para prestar a caridade à assistência em sessões abertas. 

A influência da Umbanda na Assistência e a influência da Assistência na Umbanda
Duas questões polêmicas nas quais as casas de Umbanda estão envolvidas sobre a assistência é qual o papel de fato da
Umbanda na vida das pessoas que freqüentam seus rituais e ao mesmo tempo, qual deve ser a postura de uma pessoa
enquanto participante da assistência em um ritual de Umbanda. Estas duas questões, acredito, guardam íntima relação entre si.

A primeira questão tenta descobrir como as pessoas que participam de assistências de cultos de Umbanda, vêem esses
cultos e a própria Umbanda. O que destes cultos e das vivências neles apreendidas, elas levam para suas vidas cotidianas? Como
essas pessoas se definem em termos de religião?

É certo que não podemos generalizar. Assim como em qualquer coletividade, também em uma assistência estarão
presentes pessoas com pensamentos, anseios e posturas diferentes. Mas a questão que se impõe é se é necessário que essas pessoas tenham um mínimo de conhecimento do que é a Umbanda e seus cultos. E se realmente precisam enxergar a Umbanda como religião e até mesmo como a religião delas.

Uma premissa muito importante enunciada pela Umbanda é que não se deve negar ajuda a ninguém. Assim, partindo
deste princípio não podemos cobrar de uma pessoa que se ela freqüenta os cultos de uma casa de Umbanda, ele se declare como
Umbandista.

Sabemos que a Umbanda ainda sofre de muitos preconceitos, e que decorrente disso muitas pessoas que freqüentam cultos de Umbanda têm medo de serem rotulados pejorativamente. Também pela origem multifacetada da Umbanda e também pela premissa de ajudar a todos, não podemos e nem devemos proibir a participação de irmãos oriundos de outros religiões.

Por outro lado, podemos considerar que a falta de identificação pode causar uma falta de compromisso. Por isso talvez, sejam tão comuns as queixas sobre pessoas da assistência que vão às sessões de Umbanda apenas para “pedir coisas” mas não honrem as sessões com comportamentos condizentes com os de uma casa religiosa, ou seja, vestem-se de maneira imprópria,
conversam em momentos inoportunos, entre outras coisas.

Algumas pessoas apenas visitam uma casa de Umbanda quando estão com problemas. Isso significa que não fazem da
Umbanda uma opção religiosa constante. Utilizam as sessões de Umbanda como “fast-food de consulta”, isto é, quando precisam, vão até lá, pedem o que precisam e vão embora abandonando o local até que a próxima necessidade os faça regressar.

Outras há que vão apenas aos dias de festas. Elas podem estar encarando a Umbanda como uma bonita manifestação
da “cultura popular brasileira”, ou seja, uma atração turística ou ainda “coisa para inglês ver”. Visitam, acham bonito, mas não
apreendem o real significado da religião praticada ali.

A outra questão, também de extrema importância, é o que a participação da assistência contribui para a sessão. Uma
assistência participativa tem o mesmo resultado para uma sessão do que uma assistência apática? O que é mais interessante
para a Umbanda, uma assistência ignorante sobre os conhecimentos (pelo menos as bases da religião) ou uma assistência consciente do que são os rituais (como momentos de uma sessão, pontos cantados em cada momento, etc) e dos porquês destes rituais.

Eu penso que essas duas questões estão inter-relacionadas porque acho que quanto mais as pessoas que compõem
uma assistência estão integradas no culto, tão mais elas respeitarão este ritual, participando ativamente dele, entendendo como e porque devem se comportar a cada momento.

Elas entenderão melhor que a religião não se pratica somente dentro dos templos, mas em todo o lugar. Elas
aprenderão que também elas têm a responsabilidade de fazer a caridade e semear a paz e amor ao próximo.

(M.S.C. - Um Trabalhador Humilde)
Fonte http://cethrio.vilabol.uol.com.br/

Mediunidade na Infância


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A mediunidade nos primeiros anos de vida, sempre foi mais evidente. A explicação mais simples está entre a ligação do corpo físico e espiritual que nesta fase encontra-se mais flexível. Ou seja, a criança vê, ouve e conversa com espíritos desencarnados que estão próximos, e que os adultos não são capazes de perceber.

Pessoas desavisadas atribuem tal fato a imaginação fértil, e logo passam a ignorá-las ou deixando as crianças falarem sozinhas, e tal atitude pode acarretar sérios problemas psicológicos no futuro dessas crianças.

A atitude correta neste caso é:

- Agir com senso crítico, perguntando, estimulando as crianças a descreverem seus diálogos e o que viram, dando-lhes crédito, para posteriormente buscar ajuda adequada quando se fizer necessário.

- Toda criança deve ser tratada com respeito e carinho. Não a agrida, não brigue, escute!

Se nossos filhos estão com medo de dormir, é hora de revermos nossas atitudes e nossa reforma íntima, pois no caso da mediunidade – da vidência infantil, do terror noturno, muitas vezes é gerado pelos modos de pensar e de agir, dos adultos (pais e familiares) que habitam a casa.

Agora, se a manifestação da criança for equilibrada e espontânea, devemos aceitar este dom com naturalidade, e jamais querer colocar a criança em trabalho mediúnico, pois ainda ela não está preparada para tal, seu organismo ainda está em formação e pode acarretar em fortes abalos.

Com o passar do tempo, esses sintomas podem diminuir até que a normalidade se estabeleça, à espera do momento apropriado para o correto desenvolvimento e exercício da mediunidade. E neste caso, devemos encaminhar nossas crianças para um Templo de Umbanda ou Centro Espírita, nos quais forneçam o conhecimento doutrinário, que possam amparar e esclarecer, tanto as crianças quanto seus familiares.

Fonte: Boletim do Núcleo Mata Verde 09/2010.