segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Avante, Filhos de Fé...



Ativismo na Umbanda

1.    Ser ativo ou passivo na Umbanda
AUmbanda é uma religião onde todos são tratados e reconhecidos como iguais,independente da raça, sexo, condição social, espécie, entre outros, eprincipalmente, é formada por pessoas “ativas”, que se dispõem comovoluntários, sem medir esforços para o desenvolvimento espiritual e ajuda aopróximo.

Sercomposta por membros ativos permite que a Umbanda seja feita por todos osinteressados da comunidade onde ela está inserida, quebrando ainda mais asbarreiras de preconceitos e exclusão da sociedade.

Porém,passado certo tempo na religião, algumas pessoas questionam que “se sempre foi assim, o que é que eu possofazer?”. Nesse caso há uma inversão nos papéis dessas pessoas onde deixamde ser ativas para se tornarem passivas, ou seja, aceitam tudo o que outrosdizem ou se tomam a base que está formada no terreiro como verdadeira eimutável, perdendo o interesse na busca por novas informações e bloqueiam odesenvolvimento da Umbanda local.

Afinal,o que “posso fazer?”.

Estudarmais, procurar respostas, questionar os guias, questionar outros sacerdotes etentar encontrar meios que respondam as perguntas que eliminariam essaconformidade!

Outrofator importante da Umbanda é que não há heresia na religião! Questionar tudoleva ao conhecimento e à evolução, e a Umbanda permite e deve evoluirjuntamente com todos os seus membros, pois só assim caminhará lado a lado com asociedade. 

2. Macumba
Entãoos verdadeiros umbandistas são ativos, questionadores e pesquisadores. E sãomacumbeiros?

Dependedo que definimos como “macumba”.

Hávárias explicações de muitos estudiosos e escritores de religiões sobre aorigem da palavra macumba, mas a que é mais aceita por muitos é de que macumbaé um instrumento musical de uma tribo africana.

Mascerta igreja, vendo que muitos de seus adeptos começavam a se interessar pelosbatuques das senzalas, e com medo de diminuir seu séquito, resolveu criar aideologia de que aquilo que era praticado pelos negros era diabólico, eassociou as palavras africanas mais fortes com satanás, como por exemplo, apalavra Exu passou a ser o próprio anjo do mau, e macumba, que substituía apalavra ebó, que era a oferenda aos Orixás.

Oque mais chocava, e ainda choca, as pessoas em um ebó, ou “macumba”, é quandohá animais mortos. Há sempre a impressão de que houve tortura para com oanimal. Se tiver tortura e cadáver, faz parte do demônio, como pensam amaioria.

Poroutro lado, essa mesma igreja pegou as palavras Umbanda, Candomblé e Quimbandae colocou-as em um liquidificador, misturou tudo, e jogou aos quatro ventos deque era a mesma coisa. Outras igrejas desprovidas de dogmas e por não ter o quedizer, assumiram isso como verdade e adotaram a idéia, chegando escrever atélivros sobre o assunto.

Encontramosumbandistas que acham que isso é verdade, de tão boa que a propaganda foifeita.

Paradeixar claro, teoricamente a Umbanda não faz o sacrifício animal em seusrituais, mas assim como há muitos candomblés que também não o praticam em seusrituais, há umbandistas que o praticam.

Logo,o umbandista não é macumbeiro que faz um ebó com animal. Mas é macumbeiroquando utiliza vários instrumentos musicais em seus rituais, incluindo averdadeira macumba, instrumento parecido com um reco-reco.

3.    Ser ou não ser afro
Sea igreja juntou a Umbanda, o candomblé e a Quimbanda como se fosse uma religiãosó, há algo que as interliga?

Háquem diga que o fato dessas três religiões utilizarem nomes de Orixás africanoselas podem ser chamadas de “afro-brasileiras”, daí a ligação.

Vejamosbem, no caso da Umbanda, que é uma religião originada de uma mistura entrealguns rituais de povos africanos, da igreja católica romana, do espiritismokardecista francês e ritual indígena brasileiro, e principalmente sobre aorientação dos guias espirituais, tornando-a a mais brasileira de todas asreligiões, é mais conveniente intitulá-la de brasileirado que afro-brasileira.

Oprefixo afro remete a toda África, continente que possui milhares depovos e tribos com vários rituais e deuses, muito diferente do que é seguido epraticado na Umbanda.

Parareforçar a idéia de que a Umbanda não é afro, notemos que os nomes dos Orixásvieram de várias tribos de regiões diferentes do continente africano, nomes queforam somados ao conhecimento e união de escravos de várias tribos numa mesmasenzala, ou posteriormente com a união de escravos de várias senzalas. Muitastribos adoravam apenas um ou outro desses Orixás e nenhuma adorava a mesmasequência que a Umbanda ou o Candomblé, por exemplo. Há outras tribos quedesconheciam por completo esses Orixás e usavam outros nomes ou deuses. Algumastribos praticavam ritual onde envolvia humanos em sacrifícios. Havia ainda, emuma tribo ou outra, ritual onde era feito sacrifício animal toda vez queocorria uma sessão religiosa.

Dizerque a Umbanda é afro é aceitar que ela permita em seu dogma um pouco de tudo oque há na África, o que não é verdade, pois apenas uma pequena parcela deritual africano é que é utilizado.

Maspara muitos, a Umbanda é afro-brasileira, e neste caso é desconsiderado orestante dos rituais da África. As parcelas do ritual católico, francês,indígena brasileiro e espiritual são ignoradas nessa definição, senãopoderíamos definir como religião afro-ítalo-franco-ameríndia-brasileira.

Etem mais. Por ser considerada afro-brasileira, dizem que a Umbanda é irmã deoutras religiões afro-brasileiras, como o Candomblé, por exemplo, e por isso,deve haver uma parceria de uma para com a outra.

4.  Respeito eapoio
Porser religião, a Umbanda deve ter e manter respeito por todas as religiões.Todas sem exceção. Independente de ser ou não afro, a questão deirmandade pode ou não ser considerada, mas o que devemos ter em mente é:respeito é diferente de apoio.

Apoiaralgo é aprovar o mesmo, e desde que não fira os dogmas da religião é louvávelse, além da parceria, há o apoio por outra religião.

Parailustrar a diferença entre respeito e apoio, tomemos como exemplo um casorecente (novembro/2010) onde o prefeito Barjas Negri de Piracicaba, vetou a leiproposta pelo vereador Laércio Trevisan Jr., de proibição do uso de animais emrituais religiosos. (veja mais em: http://www.tribunatp.com.br/modules/news/article.php?storyid=7405).

Sea lei fosse sancionada pelo prefeito, abrir-se-ia precedente para que outrascidades proibissem o uso de animais em rituais religiosos, prejudicandodiretamente o Candomblé, que é quem utiliza os mesmos em seus rituais.

Sea Umbanda é preservação da natureza, é paz e amor, é respeito por todas asformas de vida, e não utiliza animais em seus rituais, não faz sentido aUmbanda apoiar o Candomblé nesta suposta vitória com o veto do prefeito dePiracicaba.

Apoiar,neste caso, remete a Umbanda a aceitar que animais sejam imolados por outrasreligiões, quebrando assim as bases que contradizem o mesmo.

Nestecaso, a posição que deveria ser assumida pelos umbandistas seria: respeitamos oCandomblé com seus rituais, mas não apoiamos o veto do prefeito de Piracicaba enão vemos motivos para comemoração, pois quem sai perdendo são os animais, quesão sagrados para a Umbanda.

Simplesmenteapoiar o veto e dizer que isso é uma vitória das religiões afro-brasileirasé assumir a posição passiva da Umbanda, e se conformar: se sempre foi assim, oque eu posso fazer?

5.  Porque aUmbanda respeita os animais
Segundoo filósofo Mário Sérgio Cortella “nós somos mortais e todos os outrosanimais são imortais, pois os seres humanos são os únicos que tem a consciênciade que vai morrer, pois quando não há a consciência não existe o fato paraaquele que não o sabe. O animal vive cada dia como se fosse o único e o serhumano vive cada dia como se fosse o último”.

Infelizmente,por se achar o ser mais inteligente do nosso planeta, o ser humano acredita sero único que possui espírito, e o resto é criação divina para servir ao bemestar do homem.

Tendoou não consciência de sua existência, sabendo ou não reconhecer-se em umespelho, tendo ou não inteligência para solucionar problemas complexos, osanimais sentem dor, medo, fome, frio, alegria, ansiedade, entre tantossentimentos iguais aos sentimentos humanos. Se há sentimento, há espírito. Sehá espirito, neste caso temos a irmandade entre humanos e animais.

Seo espírito humano é mais ou menos evoluído que o espírito do animal não cabeneste texto.

Seos animais possuem espírito eles merecem o mesmo respeito que os humanos.

AUmbanda respeita toda a criação divina. Sejam humanos, animais, plantas, água,ar, etc., tudo merece respeito.

Acreditarque o ser humano é o centro da criação divina vai contra os ensinamentos dosguias espirituais que dizem que todos os seres são iguais. Os animais não foramcriados para a subserviência do homem.

Sesomos iguais, se possuímos espíritos, se temos a mesma importância na criaçãodivina, qual é a diferença do sacrifício animal do sacrifício humano?

Nãohá.

Matarum bode para utilizar seu sangue pode ser considerado o mesmo que matar umacriança para o mesmo objetivo.

Oque alegam os responsáveis pelo sacrifício é a dificuldade em conseguir osangue para o ritual, aparentemente necessário para se conseguir axé eenergias.

Oque a Umbanda faz é substituir o sangue animal pelo sangue vegetal em seusrituais sem perder o axé e poder. O sangue vegetal pode ser o sumo de plantasou o mel, por exemplo.

Assimcomo há várias “umbandas”, onde uma ou outra faz o uso do sangue animal, hácandomblés que não fazem o uso do mesmo, como exemplo, há o Candomblé Verde http://verdesfolhas.blogspot.com/.

6.    Mudanças na Umbanda
AUmbanda é uma grande religião formada por vários segmentos e vários pensadorese estudiosos que delineiam seus caminhos, sem um órgão centralizador, e porisso não possuem heresias em seus fundamentos.

Questionaros dogmas da religião pode levar a evolução, o que trás melhorias, axé e forçaspara todos.

Aotrocar o axé animal pelo axé vegetal, não houve perda de axé no ritualumbandista, houve aumento de axé, pois foi substituído a dor e sofrimento de umanimal pela força e energia contidas nas plantas e ervas.

Háterreiros que estão substituindo o marafo dos Exus por água de coco.

Substituiu-seo fumo industrializado com substancias tóxicas, por mistura de ervas naturais.

Sãopessoas ativas que buscam soluções e melhorias. São essas pessoas quequestionam os porquês de cada coisa, buscam respostas e ajudam na evolução daUmbanda.

Umbandarepensada, questionada e estudada, é uma Umbanda que evolui e respeita acriação divina, respeita os seres humanos, os animais e as plantas.

Sesempre foi assim, quero saber por que, se puder irei mudar, melhorar e ajudar.


Por:Newton Carlos Marcellino



Umbanda é... Religião, Brasileira, Caridade, Caminho, Fé, Respeito, Cristã, Viva, Salve, Saravá... Umbanda é Amor!

Dia de Gira de Pretos Velhos


Era dia de "Gira de Preto Velho" noterreiro. Enquanto os consulentes chegavam ansiosos e esperançosos em levar devolta a "solução" daqueles problemas que atrapalhavam suas vidas, nafrente do congá os médiuns vestidos de branco e de pés descalços concentravam,ligando-se aos seus protetores e guias.

O ambiente denotava simplicidade e era mobiliado apenas por ama cadeiras para acomodar os consulentes, banquetas para os médiuns que serviriam de "aparelhos" às entidades espirituais e o congá onde um vaso de flores, outro de ervas e os elementos ar, fogo, água e terra se faziam presentes. Acima, uma imagem de Jesus resplandecente de luz.

Iniciando-se a sessão através de pontos cantados e orações, após uma leitura espiritualista elucidativa, iniciavam-se as incorporações de maneira moderada. Do lado astral, as falanges de trabalhadores já haviam chegado muito tempo antes dos médiuns e ali já haviam preparado o ambiente fluidicamente. Uma varredura energética havia sido feito pelos elementais onde primeiramente atuaram as salamandras e após as sereias e ondinas, fazendo com que toda a matéria astralina densa que ali se encontrava,fosse transmutada permitindo a chegada dos espíritos trabalhadores.

Na porta do ambiente, junto à firmeza, a vela e acachaça eram dados ao exú tronqueira, e seus comandados, impondo respeito e segurança formavam verdadeira muralha armada, impedindo a invasão de seres indesejáveis ao bom andamento do trabalho da noite.

Cada um dos consulentes que adentrava ao ambiente passava agora primeiro pela defumação que queimava junto à porta, em cumbuca de barro, exalando o cheiro das ervas perfumadas sendo incineradas pelo carvão vegetal. Equipes de limpeza se movimentavam no lado espiritual, recolhendo as larvas astrais e outras espécies de energias deletéreas que ali eram desagregadas dos corpos dos consulentes, as quais não eram totalmente absorvidas pelo carvão ou transmutadas pelo elemento fogo.

Em alvíssimas vestes, os amados Pais e Mães, na sua roupagem fluídica de Pretos Velhos, trazendo a alegria estampada em sua energia, tomavam conta de seus "aparelhos" médiuns, atuando no chácra básico dos mesmos, obrigando-os a dobrar as suas costas à semelhança de velhos arqueados, incentivando-os ao trabalho fraterno.

E assim, de consulente em consulente, de caso em caso, com a paciência e sabedoria que lhes é peculiar, entre uma baforada e outra de palheiro ou de alguma espanada com o galho de ervas na aura daqueles filhos, os bondosos espíritos cumpriam sua missão. Eram conselhos, corrigendas,desmanche de magia negra, de elementares artificiais negativos, limpeza e equilíbrio dos corpos sutis, retirada de aparelhos parasitas e às vezes, alguns puxões de orelha necessários, em forma de alerta. Tudo de acordo com o merecimento do consulente, pois cada um trazia consigo a mostragem de sua"ficha cármica" onde estavam impressos o que a lei permitia ser mudado, bem como o que ainda era necessário que com eles permanecesse.

Vó Benta, espírito portador de grande sabedoria e humildade, apresentando-se naquele local com o corpo astral de negra velha de pequena estatura, com roupas simples e alvas, cuja saia comprida e larga era coberta por um avental onde um bolso era recheado de ervas e patuás, tinha uma maneira simplista e diplomática de fazer com que os filhos entendessem que eles próprios eram seus médicos curadores:

- Minha mãe, acho que estou sendo vítima de"trabalho feito" pela minha ex-mulher...

Sorrindo e com linguagem peculiar, segurava com firmeza as mãos do moço passando-lhe com isso confiança e com a voz recheada de afeto respondia:

- Negra Velha vai explicar para que o filho entenda: -Quando sua casa está totalmente fechada, fica escura e nada pode entrar, às vezes nem a poeira. Não é isso? Quando o filho abre as janelas e portas, a luz do sol entra invadindo todos os cantos, mas podem entrar também as moscas, baratas, formigas e até os ladrões, não é? Para a sujeira e os bichos, o filho pode usar a vassoura, para os ladrões a lei, a segurança. E para a luz do sol? Ah, essa filho, fica ali iluminando até que o filho feche toda acasa outra vez. Assim também é a nossa casa interna; quando nos fechamos para avida, para o trabalho, ficamos no escuro e ao nos abrirmos, deixamos a luz entrar, mas ficamos sujeitos a todas as outras energias que puluam ao nosso redor. Mas como acontece na casa material, onde não houverem os atrativos da sujeira e do lixo, os insetos não se aproximam. Se estivermos equilibrados, sem raiva, mágoa, ciúmes, vícios e todos esses lixos que os filhos buscam na matéria, nada nem ninguém consegue afetar nossa energia, nossa vida. Só o sol permanece no coração de quem procura manter-se limpo.

Negra Velha sabe que esse mundão está de cabeça para baixo. No lado material os filhos andam desarvorados pela dificuldade de sustento de suas famílias, quando não, em busca de supérfluos. Mas mesmo assim,é preciso lembrar aos filhos, que embora estejam na matéria e sujeitos à ela, avida real está no espírito imortal. É preciso dar mais atenção, senão prioridade, à essência em detrimento do restante, para que possa haver o equilíbrio dos elementos inerentes à vida, na sua totalidade.

O mal que é enviado aos filhos, só vai instalar-se se encontrar no endereço vibratório, ambiente adequado. Sem contar que, o medo é porta aberta e atrativo para a entrada do desequilíbrio. O medo é sentimento muito usado pelas energias da esquerda, uma vez que fragiliza o corpo emocional facilitando sua atuação mórbida. Por outro lado, Negra Velha pergunta para o filho: - se a desordem não houvesse se instalado, por acaso o filho estaria aqui, sentado no chão, em frente à Preta Velha, buscando humildemente ajuda espiritual? Nem sempre o que nos parece mal, é tão prejudicial assim. Pode ser o remédio adequado para o momento, ou talvez a estremecida necessária no corpo astral dos filhos, para que a ordem possa reinstalar-se.

As trevas, meu filho, estão vinte e quatro horas de plantão. E os filhos, acaso estão? Não adianta orar e não vigiar, pois o pensamento é energia e com ele nos adequamos ao campo energético que quisermos.

Antes da hora grande as falanges da agrégora dos Pretos Velhos, despediram-se de seus aparelhos, alguns precisando largar e desfazer a vestimenta astral usada para que pudessem chegar até os aparelhos mediúnicos e voltavam agora para as bandas de aruanda, onde continuariam suas atividades no mundo astral. Pois como diz a Vó Benta, "se pensam que morrer é dormir e descansar, os filhos estão muito enganados...desse lado tem muito trabalho e como nem o Pai está imóvel, quem somos nós cuja ficha cármica demonstra um vasto débito, para nos aposentarmos?".

Agora as velas apagam-se, os elementos voltam aintegrar a natureza, os elementais após limparem o ambiente retornam aos seus devidos reinos, os elementares foram desagregados pela força e sabedoria dos pretos velhos e os médiuns voltam aos seus lares com a sensação de paz que só é sentida por aqueles que cumprem com seus deveres.

Preto Velho já foi,
já foi prá Aruanda,
a benção meu Pai
Saravá prá sua banda...


Saravá todo Preto Velho e toda Preta Velha na Umbanda
Adorei as Almas!!!

Ser Espiritualista



Como alguémpode se dizer espiritualista se ele não pensa no espiritual? Como alguém podese dizer espiritualista se toda a sua atenção está voltada para a matéria? Éesta pergunta que eu faço aos espiritualistas de hoje.
Serespiritualista é premiar a existência eterna antes da existência material. Issoencontra respaldo no que Cristo disse: não se serve dois senhores ao mesmotempo...
Se alguém éespiritualista e acredita em espírito. Se alguém é espiritualista e acredita emencarnação. Se alguém é espiritualista e acredita em espírito e encarnação temque acreditar em processo de evolução. Agora, adianta acreditar em tudo isso seesta pessoa está preocupada com a evolução nesta vida? Está preocupado comoganhar nesta vida, com o gozar nesta vida?
É isso queestou querendo deixar bem claro. Que adianta você ir ao centro espírita rezar efreqüentar todas as reuniões e palestras se no momento que sai do centroesquece o que Cristo falou?
Há muitotempo tenho dito isso: ser espiritualista, buscar a evolução espiritual é umtrabalho de vinte e quatro horas por dia. Isso é assim porque buscar a evoluçãoespiritual tem que ser o objetivo de vida daquele que se diz espiritualista. Nãodá para querer se dizer espiritualista e premiar a vida humana.
Quandoacontecer alguma coisa na sua vida antes de reagir a isso pense como Cristovivenciaria este momento. Quem age assim é o cristão.
Cristão nãoé aquele que usa a cruz no pescoço pendurada no cordão de ouro. Cristão éaquele que ao vivenciar qualquer momento da vida humana procura se lembrar daforma como Cristo vivenciaria aquilo, se espelharia nele para vivenciar oacontecimento.
Desculpem-me,mas espiritualista não é aquele que diz que conhece as coisas do outro mundo efala delas. Espiritualista é aquele que pensa em cada momento da sua existênciasobre o que é mais importante para a existência eterna dele.
Será que émais importante para a existência eterna de um ser comprar um determinadocarro? Será que para a existência eterna do ser é importante endividar-se epassar muito tempo preocupado em como vai pagar aquilo apenas para ter o carrodos sonhos? Isso é ser espiritualista? Será que aquele que se sujeita a perdera sua paz de espírito para conquistar – podem tirar o objeto carro, que éreconhecido como elemento material, e colocar qualquer benefício humano – algomaterial (o amor do outro, o reconhecimento e a aprovação do mundo) pode sedizer espiritualista?
Viver a vidamaterial estando constantemente preocupado com a sua existência eterna; isso éser espiritualista. Apenas auto nomear-se como espiritualista por causa detodos os estudos que já fez (ensinamentos de Buda, ensinamentos da Biblia e dosevangelhos, porque participa de trabalho em centros ou igrejas, etc.) é umafalsidade. Quem conhece os ensinamentos e/ou participa de cultos não éespiritualista: é religioso, é aquele que conhece ou vai aos cultos dareligião.
Serespiritualista é simples: basta pensar a cada momento no que é mais importantepara você. Se o resultado desta análise mostrar que o mais importante são ascoisas da vida, a felicidade baseada em conquistas humanas, você ématerialista, por mais que conheça os ensinamentos ou freqüente os cultos. Issoporque para você o mais importante é conseguir algo nesta vida. Se isso é omais importante, viva isso, mas não se imagine um espiritualista, pois dissovocê não tem nada.
Sermaterialista não tem problema; trata-se apenas de uma forma de vivenciar a suavida. O problema é você se enganar dizendo que está buscando o espiritualquando na verdade não está. Isso porque para se buscar o espiritual é precisosempre dar mais valor às coisas do outro mundo do que as deste.

Irmãos vamosnos Espiritualizar... Sejamos Espiritualistas... Muita Paz e Luz a todos osIrmãos de Umbanda! Saravá!!!

Mediunidade Consciente



Perguntas e Respostas para Médiuns Iniciantes 

1 – Comofunciona a mediunidade consciente?
O médiumcapta o fluxo mental do Espírito, gerando idéias e sensações, como se houvessea intromissão de outra mente em sua intimidade; como se estivesse a conversarcom alguém, dentro de si mesmo.

02 – Ouveuma voz?
Seria fácil,mas não é bem assim. Idéias surgem, misturando-se com as suas, como se fossemdele próprio.

03 – Parececomplicado…
E é, semdúvida, principalmente para médiuns iniciantes, que não distinguem o que édeles e o que é do Espírito. Muitos abandonam a prática mediúnica, em facedessa incerteza, que é perturbadora.

04 – Como resolveresse problema?
É precisoconfiar e dar vazão às idéias que lhe vêm à cabeça, ainda que pareçamembaralhadas, em princípio. Geralmente a mediunidade é desenvolvida a partir damanifestação de Espíritos sofredores, o que é mais simples. Não exige maiorconcatenação de idéias ou esforço de raciocínio. Cumpre-lhe, em princípio,apenas exprimir as sensações e sentimentos que o Espírito lhe passa.

05 – Qual oconselho para o médium que enfrenta esse impasse?
Sentindocrescer dentro de si o fluxo de sensações e pensamentos, que tomam corpoindependente de sua vontade, comece a falar, sem preocupar-se em saber se é seuou do Espírito. A partir daí o fluxo irá se ajustando. É como o motoristainexperiente na direção de um automóvel. Em princípio há solavancos, mas logose ajusta.

06 – O quepode ser feito para ajudar o médium iniciante?
Aparticipação dos irmãos do Terreiro é importante. O médium, nessa situaçãoinicial, fica fragilizado. Sente-se vulnerável e constrangido. Qualquerhostilidade ou pensamento crítico dos irmãos, revelando desconhecimento doprocesso, poderá afetá-lo.

07 – Seriarazoável aplicar passes no médium iniciante, em dificuldade para iniciar amanifestação?
O passe podeajudar, mas devemos ser econômicos na sua utilização, a fim de evitarcondicionamentos. Há médiuns que esperam pela intervenção do Pai, Mãe ou irmãono Santo, aplicando-lhes passes, a fim de iniciar seu trabalho.

08 – Asmanifestações de médiuns iniciantes são, não raro, repetitivas. Como devem agiro Pai ou Mãe e Irmãos no Santo no Terreiro?
Cultivar acompreensão e a boa vontade, considerando que o animismo, a intervenção dopróprio médium, é expressivo nessa etapa do desenvolvimento. Aos poucos ele iráse ajustando, aprendendo a distinguir melhor entre suas idéias e as doEspírito.

09 – Vemos, com freqüência, médiuns dotados de razoáveis faculdadesmediúnicas desistirem do compromisso. Há algum prejuízo?
A sensibilidade mediúnica não funciona apenas nas Giras. Está semprepresente. É na prática mediúnica, com os estudos e disciplinas que lhe sãoinerentes, que o médium garante recursos para manter o próprio equilíbrio.Afastado, pode cair em perturbações e desajustes.

10 – É um castigo?
Não se trata disso. O problema está na própria sensibilidade que, nãocontrolada pelo exercício, situa o médium à mercê de influências negativas, nosambientes em que circule, e de entidades perturbadas que se aproximam.

11 – Masesse problema não está presente na vida de todos nós? Não vivemos rodeados deEspíritos perturbados e perturbadores?
Sim, e bemsabemos quantos problemas são decorrentes dessa situação, por total ignorânciadas pessoas em relação ao assunto. No médium afastado da prática mediúnica émais sério, porquanto, em face de sua sensibilidade, ele sofre um impactomaior, com repercussões negativas em seu psiquismo.

12 – E se omédium, não obstante afastado da prática mediúnica, for uma pessoa de boaíndole, caridosa, afável, bem sintonizada?
Comsemelhante comportamento poderá manter relativa estabilidade, mas é precisoconsiderar que a mediunidade não é um acidente biológico. Ninguém nasce médiumpor acaso. Há compromissos que lhe são inerentes.

13 – Omédium vem programado para essa tarefa…
Sim.Trata-se de um compromisso assumido na espiritualidade. Há um investimento nocandidato à mediunidade, relacionado com estudos, planejamento, adequação docorpo. Tudo isso envolve diligentes cuidados dos mentores espirituais.Imaginemos uma empresa investindo na preparação de um funcionário paradeterminada função. Depois de tudo, será razoável ele dizer que não estáinteressado?

14- Mas nãoé contraproducente o médium participar de trabalhos mediúnicos como quem cumpreuma obrigação ou um contrato preestabelecido, temendo sanções?
As sançõesserão de sua própria consciência, que lhe cobrará, mais cedo ou mais tarde,pela omissão. Para evitar essa situação é que os médiuns devem estudar aDoutrina, participando de estudos e lendo a respeito da mediunidade, a DoutrinaEspírita é a melhor opção para conhecer sobre a mediunidade, mas esta deve serdirecionada pelo Pai ou Mãe no Santo, assim estará assimilando conhecimento epodendo debater a respeito.

15 – E se háimpedimentos ponderáveis? Filhos a cuidar, cônjuge difícil, profissão, saúde…
Eventualmenteisso pode acontecer, por algum tempo. O problema maior, entretanto, está nopróprio médium que, geralmente, tenta justificar a sua omissão. Altamenteimprovável que a espiritualidade lhe outorgasse a mediunidade, sem dar-lhecondições para exercê-la.

16 – Equando a participação do médium gera conturbações no lar, a partir de umposicionamento intransigente do consorte?
Lamentável ocasamento em que marido ou mulher pretende criar embaraços à atividadereligiosa do cônjuge. É inconcebível! Onde ficam o diálogo, a compreensão, orespeito às convicções alheias? De qualquer forma, embora tal situação possajustificar a ausência do médium, não o eximirá dos problemas inerentes àmediunidade não exercitada.

17 – Édifícil encontrar pessoas que guardam perfeita estabilidade emocional e física.Tem algo a ver com a sensibilidade mediúnica?
Tem tudo aver. Vivemos mergulhados num oceano de vibrações mentais, emitidas porEspíritos encarnados e desencarnados. Assim como podemos ser contaminados porvírus e bactérias, também sofremos contaminações espirituais que geramalterações em nossos estados de ânimo.

18 – Issoexplica por que as pessoas tendem a ficar deprimidas num velório e felizes numcasamento?
Sem dúvida.O ambiente e as situações exercem grande influência. Lembro-me da morte deAírton Senna. Provocou imensa comoção popular, até naqueles que não acompanhavamsuas proezas no automobilismo. A emoção se expande e pode envolver multidões.

19 –Explica, também, as atrocidades cometidas por soldados, numa guerra?
A guerraproduz lamentáveis epidemias de maldade, em face de nossa inferioridade. Acrueldade tem livre acesso em corações ainda dominados pelos impulsosinstintivos da animalidade. Propaga-se com a rapidez de um rastilho de pólvora.

20 – No larparece acontecer algo semelhante, quando as pessoas perdem o controle e seagridem com gritos e palavrões, descendo não raro à agressão física…

Em nenhumoutro lugar demonstramos com maior propriedade nossa inferioridade. No larrompe-se o verniz social. As pessoas mostram o que são. Como não há santos na Terra,conturba-se o ambiente, favorecendo contaminações de agressividade, queenvolvem os membros da casa.

21 – Comoevitar isso?
É precisodesenvolver e fortalecer defesas espirituais, elevando nosso padrão vibratório,sintonizando numa freqüência que nos coloque acima das perturbações doambiente.

22 – Comofunciona essa questão da sintonia?
Tomemos, porexemplo, as ondas hertzianas, nas transmissões radiofônicas. Elas se expandemdentro de freqüência específica. Para ouvir determinada emissora giramos o diale a sintonizamos. Nossa mente é um poderoso emissor e receptor de vibrações etendemos a sintonizar com multidões que se afinam mentalmente conosco.

23 – Queprovidências devemos tomar para uma sintonia saudável?
Consideremos,em princípio, que ela é determinada pela natureza de nossos pensamentos.Lembrando o velho ditado “dize-me com quem andas e te direi quem és “, podemosafirmar “dize-me a natureza de teus pensamentos e te direi que influências irásassimilar”.

24 – Issosignifica que equilíbrio e desequilíbrio, paz ou inquietação, alegria outristeza, agressividade ou mansuetude, dependem, essencialmente, de nós?
Exatamente.Embora nossos problemas físicos e psíquicos possam ser amplificados porinfluências ambientes, a origem deles está em nossa maneira de pensar e agir.Se quisermos o Bem em nossa vida, é fundamental que pensemos e realizemos oBem.

25 – Quelivros você indicaria para um iniciante?
É precisolevar em consideração a cultura e a familiaridade da pessoa com a literatura.Se for alguém habituado, com facilidade de concentração, deve ler,inicialmente, O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns e O Evangelho Segundoo Espiritismo. Nessas três obras de Allan Kardec, temos, na mesma ordem, otríplice aspecto do Espiritismo: Filosofia, Ciência e Religião, estes nasceramnão para a Religião Espiritismo e sim para todos que crêem na existência dosespíritos, mas para aceitação inicial da espiritualidade e conhecimentoespecifico dentro da Umbanda, cabe ao iniciante conhecer Tambores de Angola,Aruanda de Robson Pinheiros, nos dá uma noção da Umbanda no Astral Superior,não esquecendo de forma alguma informar ao seu Pai ou Mãe no Santo, sobre seusestudos, pois este estará disposto a lhe responder futuras dúvidas a respeitode seu estudo, infelizmente a Umbanda ainda não existe um livro que possamospegá-lo como base de estudo para todos, pois a verdade dos Terreiros de Umbandaé que cada Casa atribui sua Doutrina e esta deve ser respeitada pelo iniciante,damos sempre como base a Doutrina Espírita, pois a mesma nasceu para ensinar atodos sobre a Espiritualidade.

26 – O que éo animismo?
Na práticamediúnica é algo da alma do próprio médium, interferindo no intercâmbio. Kardecempregou o termo sonambulismo, explicando, em Obras Póstumas, quando trata damanifestação dos Espíritos, item 46: O sonâmbulo age sob a influência do seupróprio Espírito; sua própria alma é que, em momentos de emancipação, vê, ouvee percebe além dos limites dos sentidos. O que ele exprime, haure-o de simesmo…

27 – O animismoestá sempre presente nas manifestações?
O médium nãoé um telefone. Ele capta o fluxo mental da entidade e o transmite,utilizando-se de seus próprios recursos. Sempre haverá algo dele mesmo,principalmente se for iniciante, com dificuldade para distinguir entre o que éseu e o que vem do Espírito.

28 – Existeum percentual envolvendo o animismo na comunicação? Digamos, algo como quarentapor cento do médium e sessenta por cento do Espírito?
Se oanimismo faz parte do processo mediúnico, sempre haverá um porcentual a serconsiderado, não fixo, mas variável, envolvendo o grau de desenvolvimento domédium. Geralmente os iniciantes colocam mais de si mesmos na comunicação.Quando experientes, tendem a interferir menos.

29 – Podeocorrer uma manifestação essencialmente anímica, sem que o próprio médiumperceba?
É comumacontecer, quando está sob tensão nervosa, em dificuldade para lidar comdeterminados problemas de ordem particular. As emoções tendem a interferir eele acaba transmitindo algo de suas próprias angústias, em supostamanifestação.

30 – Seriauma mistificação?
Não, porquenão há intencionalidade. O médium não está tentando enganar ninguém. É vítimade seus próprios desajustes e nem mesmo tem consciência do que estáacontecendo.

31 – E o quedeve fazer o Pai/Mãe no Santo quando percebe que um Filho no Santo estáentrando nessa faixa?
É precisocuidado. O Pai/Mãe no Santo menos avisado pode enxergar animismo onde nãoexiste. Se a experiência lhe disser que realmente está acontecendo, deve conversarcom o médium, em particular, saber de seus problemas e encaminhá-lo às giras dedesenvolvimento e ou tratamento espiritual. Toda a atenção dos Pais/Mães noSanto devem ser direcionada a este Filho e estar atento a esta mediunidade, écomum percebermos que pela ignorância (do saber) é mais fácil deixá-lo de lado,ou ainda excluí-lo do corpo mediúnico, muitas das vezes estes são execrados dosTerreiros, não por ser um animista e sim pelo desconhecimento do Pai/Mãe noSanto sobre o assunto. Se persistir o problema, o médium deve ser orientado aparticipar das giras como suporte, auxiliando nos trabalhos.

32 – Quandoé que o Pai/Mãe no Santo deve preocupar-se com o animismo?
Quandoocorre a manifestação de um espírito que se diz orientador. É preciso passar oque diz pelo crivo da razão, distinguindo não apenas um possível animismo, mas,também, uma mistificação do Espírito comunicante.

33 – Omédium que se sinta enfermo deve resguardar-se, deixando de comparecer à gira?
Depende dotipo de problema que esteja enfrentando. Se fortemente gripado, febril, éconveniente que se ausente, resguardando também os irmãos, que podem contrairseu mal. Mas há sintomas físicos e psíquicos que apenas revelam a proximidadede Espírito sofredor, não raro trazido pelos mentores espirituais para umcontato inicial, a favorecer a manifestação.

34 – Nessecaso, mesmo não se sentindo bem, o médium deve comparecer?
Sim, porqueo que está sentindo é parte de seu trabalho, exprimindo as angústias esensações do Espírito, relacionadas com a doença ou os problemas que enfrentouna vida física.

35 – Issosignifica que uma dor na perna, por exemplo, pode ter origem espiritual?
É comum.Acontece principalmente com o médium que tem sensibilidade mais dilatada. Ao transmitira manifestação de um Espírito que desencarnou por problema circulatório, cujaperna gangrenou, tenderá a sentir dor semelhante, não raro antes da reunião,devido à aproximação da entidade.

36 – Ocorreo mesmo em relação às emoções?
É freqüente.Sintonizado com o Espírito, o médium capta o que vai em seu íntimo. Se aentidade sente-se atormentada, aflita, tensa, nervosa ou angustiada,experimentará algo dessas emoções.

37 – E se omédium, imaginando que esses sintomas físicos e emocionais estão relacionadoscom seus próprios problemas, decide não comparecer à reunião?
Se alguémnos confia um doente para levá-lo ao hospital, e decidimos instalá-lo em nossacasa, assumiremos o ônus de cuidar dele. Certamente nos dará muito trabalho,principalmente se for um doente mental.

38 – Épossível que essa ligação com entidades perturbadas ocorra independentemente dainiciativa dos mentores espirituais?
É o que maisacontece. Vivemos rodeados por Espíritos destrambelhados, sem nenhuma noção davida espiritual, que se agarram aos homens, como náufragos numa tábua desalvação. Nem é necessário ter mediunidade ostensiva. Todos estamos sujeitos asofrer essa influência.

39 – Digamosque o médium receba influência dessa natureza na segunda-feira e só compareceráao Terreiro no sábado. Sofrerá durante a semana toda?
Com aexperiência e a dedicação ao estudo ele aprenderá a lidar com esse problema,cultivando a oração e dialogando intimamente com a entidade que, com o concursode mentores espirituais, será amparada.

40 – Devemosinformar a esse respeito pessoas que procuram o Terreiro, perturbadas por taisaproximações?
É precisocuidado. Pessoas suscetíveis, que guardam idéias equivocadas, relacionadas cominfluências demoníacas, podem apavorar-se. Nunca mais porão os pés no Terreiro.


Adaptações: Alex de Oxóssi
Fonte: Mediunidade – Tudo O Que Você Precisa Saber - Richard Simonetti 

O Egoísmo



O contato com egoísmo  dos outros é que torna ohomem cada vez mais egoísta, porque ele sente a necessidade de manter-se nadefensiva. Vendo que os outros pensam em si somente e não nele, é levado aocupar-se de si mesmo mais que dos outros. O homem só deixará de ser egoístaquando sentir a influência moralizadora do exemplo, quando os princípios daCaridade Real e da Fraternidade Real forem as bases das relações humanas.

O homem quer ser feliz e este sentimento está na suaprópria natureza, quando ele compreender que o mau egoísmo é a causa do seuatraso espiritual; quando ele compreender que o mau egoísmo é que gera o mauorgulho, a má ambição, a cupidez, a má inveja, o ódio, o ciúme, e tantas outrasimperfeições da natureza humana atrasada; então ele compreenderá também queesse vício é incompatível com a sua própria felicidade e com a sua própriasegurança. Dessa forma, quanto mais ele sofrer, mais sentirá a necessidade decombater o mau egoísmo assim como combate a peste, os animais daninhos e todosos outros flagelos. A esse combate ele será solicitado pelo seu própriointeresse. Finalmente, é bom que se diga que o mau egoísmo é a fonte de todosos vícios, assim como a Caridade é a fonte de todas as virtudes.

Por Alziro Zarur