sexta-feira, 21 de outubro de 2016

O Vazio que Sentimos tem Resposta.



Por que eu vivo sentindo que alguma coisa está faltando? eu deveria ter o que mais?
Essa maldita sensação dever acompanhar muitas pessoas não somente eu né?!
Segue abaixo um trecho retirado do livro: "Osho, The Book of the Books" escrito pelo filósofo indiano Rajneesh/Osho 
"É porque desde a sua infância lhe foi dito que você, em si mesmo, é intrinsecamente inútil. Do jeito que você é, não tem valor algum. O valor tem que ser obtido, o mérito tem que ser evidenciado. Desde o início de sua infância, isto lhe foi ensinado milhões de vezes.
Para destruir a crença dentro de uma criança, você tem que lhe provar que o valor não é algo dado pela natureza, mas, sim, que deve ser conquistado na vida. E você pode perdê-lo, a não ser que você trabalhe, seja muito ambicioso, lute com os outros... E para alcançar esse valor tem que lutar, olho por olho, dente por dente, tem que pisar na garganta do outro. Você foi condicionado a ser violento, ambicioso e cheio de desejos: para ter mais dinheiro, mais poder e mais prestígio.
O seu intelecto está cheio de lixo e eu estou tentando despertar a sua inteligência. Toda a sociedade tentou fazê-lo inconsciente de sua inteligência. A sociedade é contra a sua inteligência. Ela quer que você seja medíocre, porque somente os medíocres podem ser bons escravos. Ela quer você sem inteligência e estúpido, porque somente as pessoas estúpidas podem ser dominadas.
E as pessoas estúpidas são obedientes, nunca são rebeldes. Pessoas estúpidas simplesmente vegetam. Elas nunca se esforçam para otimizar suas vidas. Elas nunca acendem as tochas de suas vidas, elas não têm intensidade. A estupidez é obediente e a obediência cria estupidez.(...)
Você me pergunta: Por que eu estou sentindo que alguma coisa está faltando?
Porque sempre lhe foi dito que você tem que encontrar alguma coisa. E você não está encontrando.
Por isto surge a sensação de que algo está faltando. Eu estou lhe dizendo que antes de tudo você nada perdeu. Por favor, pare de tentar encontrar, pare de buscar e procurar. Você já tem! Tudo o que é preciso você já tem. Simplesmente, olhe para dentro e você encontrará tesouros infinitos e inesgotáveis de alegria, amor e êxtase.
Nada estará faltando se você olhar para dentro, mas se você continuar procurando do lado de fora, você se sentirá mais e mais frustrado. E na medida em que você ficar mais velho, naturalmente, irá sentir que sua vida está escorregando de suas mãos e que você ainda não encontrou. E toda a ironia é que, antes de tudo, você nada perdeu! Aquilo sempre esteve dentro de você, neste momento está dentro de você.
Nada está lhe faltando. Nada está faltando a ninguém. Pela própria natureza das coisas, nada pode estar nos faltando. Nós somos parte de Deus e ele é parte de nós. Não tem jeito, não há possibilidade de estar faltando algo.
(...) Você me pergunta: Por que eu estou sentindo que deveria ser algo a mais?
Foi-lhe dito repetidas vezes: Seja alguém!
Veja Goutama Buda, Krishna, Cristo. 
Seja um Buda, um Krishna, um Cristo.
Daí, certamente você morrerá na miséria, angustiado, completamente frustrado, chorando aos prantos, porque você não consegue ser um Buda. 
Você não está aqui para ser um Buda! Você não consegue ser um Cristo ou um Krishna. Você somente consegue ser você mesmo. Somente você mesmo.
Um grande Mestre hassid, Zusya, estava morrendo.
As pessoas se juntaram, discípulos e simpatizantes. Um homem idoso perguntou:
- Zusya, logo você estará face a face diante de Deus, pois você está morrendo, e, quando estiver diante dele, você será capaz de lhe dizer que seguiu Moisés absolutamente, verdadeiramente?
Zusya abriu seus olhos e estas foram suas últimas palavras foram:
- Pare de falar tolices! Deus não irá me perguntar: Oh Zusya, por que você não foi um Moisés?' Ele me perguntará: - Zusya, por que você não foi um Zusya?
Você tem que ser justamente você mesmo e ninguém mais. Na verdade isso é o que significa natureza budista: ser você mesmo".
E você é você mesmo com erros e defeitos em todos os momentos sem ensaios ou máscaras?

Denis Sant’Ana  

Sagrada Aruanda


“Caboclo pegue a sua flecha, pegue o seu bodoque, que o galo já cantou.
O galo já cantou na Aruanda, e Oxalá te chama para sua banda, auê caboclo”.
“Se meu Pai é Ogum, vencedor de demandas ele vêm de Aruanda pra salvar filhos de Umbanda”.


Quem aqui que acessa este blog não se lembra de uma novela de enorme sucesso na Rede Globo chamada A Viagem? Escrita por Ivani Ribeiro, com colaboração de Solange Castro e direção de Wolf Maya, que teve como base de inspiração para a trama, o livro Nosso Lar… Obra psicografada pelo famoso médium Chico Xavier, ditado pelo espírito André Luiz.
Nessa novela, conhecemos e aprendemos um conceito muito importante às Doutrinas Espíritas (fundamentadas ou não por Allan Kardec), chamo de: Colônia Espiritual. Nosso Lar é o nome de uma região do mundo espiritual, para onde são levados alguns espíritos desencarnados, segundo sua determinada evolução. Lá, há formas de organização dessas colônias espirituais, com construções de trabalho (como casas de repouso para os recém desencarnados), sistema de transporte perispiritual e até verdadeiros Ministérios de Trabalhos.
Com base nesse conceito, podemos começar a entender também, o que é Aruanda!
Aruanda pode ser considerada uma enorme cidade de luz etéria que orbita a estratosfera da TERRA, similar a cidades nórdica de ASGARD. Diferente de uma colonial espiritual (mas, ao mesmo tempo, similar) ARUANDA se configura da mesma forma na órbita da Terra há milhares de anos e também representa um ponto como se fosse um Portal de acesso para o nosso plano. De  lá, diversos Guias de Luz e Irmãos da Espiritualidade desenvolvem suas atividades de ajuda a humanidade e a biosfera de uma forma geral.
Como uma “Morada dos Orixás”. Mas aqui é importante dizer que é uma morada dos GUIAS que trabalham na irradiação e na linha de energia e vibração dos Orixás, já que o conceito de orixá não pode ser reduzido ao conceito de um espírito. Mas os Guias podem. Os Guias de Umbanda são espíritos que já existiram sobre a terra, como qualquer outro ancestral em evolução. Os que ainda tem um grande serviço a prestar a humanidade e que escolheram o caminho de Umbanda Sagrada (como espíritos de caboclos, pretos-velhos, crianças “marginalizadas” da sociedade brasileiro do início do séc XVIII, que mesmo após o desencarne, também sofreram um outro tipo de preconceito e discriminação, que é justamente a recriminação espiritual; tão bárbaro e dantesco quanto o material) para isso, são espíritos que tem suas moradas em cidades como Aruanda, que tem a função de dar sustentação a esses irmãos que já estão dentro da luz, mas que ainda precisam terminar seus compromissos de evolução sagrada, pelos caminhos do Culto aos Orixás.
ARUANDA representa o foco direto dos trabalhadores que interagem em todos os planos da Terra, desde o foco humano ate o reino mineral, através de seres que já encarnaram na Terra e tem uma missão de resgate para com a mesma. A atuação de Aruanda possui um ponto de comunicação, que é o foco de interface com os Orixás que estão ligados ao Pai Maior.
Assim, é possível dizer que hoje, Aruanda possui uma população média de 7 milhões de Irmãos Espirituais , que estão a serviço da libertação e ajuda a humanidade e aos seres que ainda estão presos no Umbral e nos planos intraterrenos, mas que por caminhos espíritas tradicionais, tão somente, ainda não conseguem nem um acesso a suas faixas de vibração inferior, nem uma abordagem tão direta e efetiva de contato com o plano material.
E, para isso, esses 7 milhões de irmãos que lá estão acabam atuando em diferentes áreas da Terra, que aqui, irá se manifestar dentro de muitas linhas de Umbanda. Para, assim, conseguirem se comunicar com a nossa civilização. A mais conhecida é através do processo mediúnico, onde entidades supostamente desencarnadas estão ajudando as pessoas dentro do espiritismo e espiritualismo, por intermédio da incorporação.
Portanto, podemos entender Aruanda como um local de paz e de trabalho em prol da espiritualidade, comprometidos com as hierarquias de amor e de luz do Pai Maior.
E desta forma, como cada cidade de certa forma tem uma relação com setores específicos da Terra e com suas culturas, Aruanda, por exemplo, estabelece sua ligação com as antigas culturas ancestrais. Assim os povos que passaram a cultuar o espiritualismo, como no Brasil e na África, passaram a ter contato com os irmãos dessa Cidade, que representa um portal de comunicação com o astral, da mesma forma que outras culturas fizeram de acordo com suas bases religiosas. Daí a enorme propensão da base religiosa de Umbanda Sagrada ser alicerçada na Miscigenação e nas variadas expressões culturais.
Cada Irmão Espiritual que se manifesta com a humanidade, proveniente dessas Cidades, um total de aproximadamente 33 cidades, é na verdade um enviado da Luz, que dentro de seu plano emocional e intelectual, está despertando para uma nova realidade e através da ajuda de resgate, que oferece a nós aqui na Terra, acaba também por se despertar.
Por esse motivo os seres que se incorporam normalmente não falam muito dessas cidades, pois são proibidos de entrar sobre o tema que a maior parte da comunidade Espírita e/ou Espiritualista ainda não aceitaria, ou não entenderia, em termos de organização e funcionamento.
Eu, por exemplo, trabalho com o Caboclo Pena Branca… que é tido como uma das entidades que estão no alto comando da cidade de Aruanda. E com ele aprendi que para autorizar ou não um ser humano encarnado ter acesso a essas cidades, o que vai limitar isso, é na verdade o grau de consciência dessa pessoa. Portanto a chave, mais uma vez, está no coração de cada um de nós, o que nós somos realmente, o que fazemos em nossas experiências de evolução moral e espiritual; pois, o cartão de visitas é a nossa emanação de luz e de amor.

 

Outro lado:

O termo Aruanda também designado a vibração energética de determinada falange espiritual do grupamento de espíritos que operam na Umbanda. E, por isso, tratar-se-ia de um nome de origem nos povos da África.
Assim, há quem acredita que a utilização deste nome pelos espíritos trabalhadores da Umbanda não quer dizer que, na verdade, exista uma “Aruanda espiritual” realmente, ma sim uma corrente de vibração espiritual a que se pertence àqueles espíritos. Exemplo: Pai Benedito de Aruanda. Designar desta forma significaria dizer que o Guia trabalha com a energia da falange espiritual que opera com o padrão vibratório de “Aruanda” e da falange umbandista conhecida como Pai Benedito, que possui características diferentes de, por exemplo, uma conhecida como Pai Joaquim.
Seja como for, na prática, acredito que não haja divergência entre ambas as perspectivas, uma vez que toda colônia espiritual está localizada, segundo a decodificação kardecista, em uma faixa de padrão vibratório. Portanto, vinda de uma colônia ou não, a Energia de Aruanda é única, ela tange as mais fortes esferas divinas, de onde vem a irradiação dos Orixás.

Fontes pesquisadas:

  • Livro: Aruanda (Robson Pinheiro)
  • Evangelho Segundo o Espiritismo

Mão de Deus



Conta-se que o conquistador mongol Genghis-Khan tinha como animal de estimação um falcão. Com ele saía a caçar. Era seu amigo inseparável.
Certo dia, em uma das suas jornadas, com o falcão como companhia, sentiu muita sede. Aproximou-se de um rochedo de onde um filete de água límpida brotava.
Tomou da sua taça, encheu até a borda e levou aos lábios. No mesmo instante, o falcão se jogou contra a taça e o líquido precioso caiu ao chão.
Genghis-Khan ficou muito irritado. Levou a taça novamente até o filete de água e tornou a encher. De novo, antes que ele pudesse beber uma gota sequer, o falcão investiu contra sua mão, fazendo com que caísse ao chão a taça e se perdesse a água.         
Desta vez o impiedoso conquistador olhou para a ave e falou:
Vou tornar a encher a taça. Se você a derrubar outra vez, impedindo que eu beba, você perderá a vida.
Na mão direita segurando a espada mongol, com a esquerda ele tornou a colocar a taça debaixo do filete de água e a encheu.
No exato momento que a levava aos lábios, o falcão voou rápido e a derrubou.
Ágil como ele só, Genghis-Khan utilizou a espada e, em pleno ar, decepou a cabeça do falcão, que lhe caiu morto aos pés.
Ainda com raiva, ele chutou longe o corpo do animal.
E porque a taça se tivesse quebrado na terceira queda, ele subiu pelas pedras para beber do ponto mais alto do rochedo, no que imaginou fosse a nascente da fonte.
Para sua surpresa, descobriu presa entre as pedras, bem no meio da nascente, uma enorme cobra venenosa. O animal estava morto há tempo, com certeza, porque mostrava sinais de decomposição. O cheiro era insuportável.
Nesse instante, e somente então, o grande conquistador se deu conta de que o que o falcão fizera, por três vezes, fora lhe salvar a vida, pois se bebesse daquela água contaminada, poderia adoecer e morrer.
Tardiamente, lamentou o gesto impensado que o levara a matar o animal, seu amigo.

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Assim muitas vezes somos nós. A Providência Divina estabelece formas de auxílio para nós e não as entendemos. Pelo contrário, nos rebelamos.
Por vezes, a presença de Deus em nossas vidas se faz através dos sábios conselhos de amigos. Contudo, quando eles vêm nos falar de como seria mais prudente agirmos nessa ou naquela circunstância, nos irritamos. E podemos chegar a romper velhas amizades.
De outras vezes, Deus estabelece que algo que desejamos intensamente, não se concretize. Algo que almejamos: um concurso, uma viagem, um prêmio, uma festa, um determinado emprego. É o suficiente para que gritemos contra o Pai, nos dizendo abandonados, esquecidos do Seu apoio.
Raras vezes paramos para pensar e analisar sobre o que nos está acontecendo. Quase nunca paramos para nos perguntar: Não será a mão de Deus agindo, para me dizer que este não é o melhor caminho para mim?
Nada ocorre ao acaso. Tudo tem uma razão de ser. Você nunca se deu conta que um engarrafamento que o detém no trânsito por alguns preciosos minutos, pode lhe impedir de ser participante de um acidente mais adiante?
Um contratempo à saída de casa, que lhe retarde a tomada do ônibus no momento que você planejava, pode ser a mão de Deus interferindo para que você não se sirva daquela condução, para não estar presente no acidente que logo acontece.
Providência Divina. Esteja atento. Busque entender as pequenas mensagens que Deus lhe envia todas as horas.
E não se irrite. Não se altere. Agradeça. A mão de Deus está agindo em seu favor, em todos os momentos, todos os dias.


Paz Interior a Todos os Irmãos de Fé,

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Ação e Reação - A Evolução nas Palavras do Preto Velho




PRETO VELHO – Meu filho, você tem que evoluir, tudo evolui.
MÉDIUM – O que tenho que fazer, meu Pai?

PRETO VELHO – Se desfaça de todos os bens materiais que você tem. Dê uma parte para os pobres e necessitados e a outra para sua mulher e filhos.
MÉDIUM – De tudo?

PRETO VELHO – Sim. E também dê sua mulher e filhos. Vamos sair pelo mundo ajudando aqueles que necessitam. Andaremos de cidade em cidade, de lugar em lugar. Quando tiver fome, eu providenciarei comida; quando tiver sono, eu providenciarei lugar seco e seguro para descansar; quando tiver frio, eu providenciarei agasalho e roupas...
MÉDIUM - Não sei se posso. O senhor está pedindo muito de mim.

PRETO VELHO – Mas você não quer evoluir, chegar numa consciência maior?
MÉDIUM - Eu quero evoluir, mas tenho que perder tudo o que tenho. Largar minha família, meus amigos... Não sei se posso fazer isso para evoluir. Prefiro ficar como estou e buscar uma outra forma de evoluir. O senhor mesmo não disse que existem muitas formas de evoluir, porque só me deu esta escolha?

PRETO VELHO – Quando você disse que era necessário retirar as imagens do meu Congá que isso era necessário para que minha casa evoluísse, que eu evoluísse, não me deu escolha. Eu deixei. Quando você disse que era necessário retirar os atabaques, que isso era necessário para que minha casa evoluísse, que eu evoluísse, não me deu escolha. Eu deixei. Quando você disse que era necessário parar com as oferendas para os Orixás, que isso era necessário para que minha casa evoluísse, que eu evoluísse, não me deu escolha. Eu deixei. Quando você disse que não era preciso utilizar as guias, que isso era necessário para que minha casa evoluísse, que eu evoluísse, não me deu escolha. Eu deixei. Quando você disse que era necessário que os Guias de nossa casa parassem de beber e fumar, que isso era necessário para que minha casa evoluísse, que eu evoluísse, não me deu escolha. Eu deixei. Você procurou outras formas e outros meios na procura de uma consciência maior. Introduziu várias formas e meios diferentes dos que eu lhe ensinei, pois você começou a achá-los atrasados, primitivos. No entanto, eu pedi a você apenas uma coisa, e você diz que é incapaz. Você mudou tudo o que achou necessário, mas não soube mudar por dentro. Evolução não se faz mudando formas, fundamentos, ritos, meios... Evolução se faz de dentro para fora. Não importa o nosso modo de operar nossa magia, mas sim o que ela representa; sua essência e importância na vida dos que nos procuram; a doutrina e a responsabilidade de nossos rituais; nossos fundamentos; o respeito pelo que é nosso. Você mudou procurando o novo, mas apenas buscou novas formas de fazer velhas coisas. Coisas que você achava que eram primitivas e que não fariam você evoluir. Você hoje se baseia em outros para mostrar sua evolução e consciência: se eles mudam lá, você também muda aqui; se eles fazem lá, você faz aqui. Você fugiu das velhas formas, mas apenas buscou o moderno para fazer o velho. Você já está velho. Em breve irá partir e eu não mais o usarei como cavalo. Tenho, agora, nova missão com outro médium. Nele a tradição será mantida e o novo se fundirá com o velho em busca da essência e não da forma.
MÉDIUM – O Senhor nunca me recriminou. Nunca disse que não.

PRETO VELHO - Se eu dissesse que não, você ficaria frustrado. Faria as coisas por fazer, sem o respeito ou os fundamentos necessários. Então eu deixei que você fizesse o que achava que era correto, pois você o faria com gosto.  Na verdade, você nunca perguntou o que eu achava de tudo isso. Mas mesmo em desacordo, reconheço que você ajudou muitas pessoas.
MÉDIUM – Porque o Senhor só está me dizendo isto agora?  Depois de tanto tempo trabalhando comigo...

PRETO VELHO – Você mudou tanto... Tanto que nem o reconheço mais... Só que agora você esta velho. Já está indo embora. Então vim para pedir uma última caminhada juntos, para que você encontrasse sua essência e tivesse a oportunidade de alcançar o que você buscou todos esses anos: evoluir, alcançar uma consciência com Deus.
MÉDIUM - Então todo esse tempo... Todas essas mudanças que fiz... Foram em vão?

PRETO VELHO - Não. Muitos que aqui estiveram e saíram para construir suas casas e nelas buscaram a essência daquilo que você ensinou, e que não mudaram por mudar, seguindo um caminho próprio, conseguiram encontrar uma consciência com Deus e uma evolução de dentro para fora. Você, mesmo sem saber, os ajudou.
MÉDIUM - Mas eu expulsei muitos médiuns por não quererem seguir com minha linha de trabalho.

PRETO VELHO – Eles souberam tirar o melhor de seus ensinamentos e dos meus. Eles abriram suas casas e hoje fazem Umbanda de várias formas.
MÉDIUM - Então...

PRETO VELHO - Sim. Aqueles que você dizia que ficaram no caminho; aqueles que não ficaram mudando constantemente, mas souberam degustar cada momento e perpetuar a tradição, os costumes, os fundamentos, os ritos... Eles mudaram a forma de ver o mundo e sua relação com ele. Buscaram a modernidade nas relações com os médiuns, no entendimento dos novos problemas, essa modernidade viciosa do ser humano. Utilizaram a modernidade e o novo para levar a doutrina, os ensinamentos, a palavra e o auxílio aos que necessitavam, mas souberam dar continuidade à nossa cultura e nossa forma, alcançando a essência naturalmente, gradativa. Mesmo o novo precisa de tradição para virar doutrina e buscar em sua própria forma e essência. Agora é hora de seguirmos juntos.
MÉDIUM - Mas eu não sei se posso largar tudo... Eu disse ao Senhor que não podia largar tudo o que construí, minha família, mulher, filhos, amigos...

PRETO VELHO – Olhe para baixo... O que você está vendo?
MÉDIUM – Minha família. Minha mulher, meus filhos, meus amigos... Estão à minha volta. E com lágrimas se despedem... Para onde vamos, meu Velho?

PRETO VELHO - Encontrar o seu cavalo e o Terreiro onde você irá trabalhar dando auxílio aos necessitados; conforto aos desesperados; curando os enfermos; agasalhando o frio das almas com palavras de calor e esperança; dando de beber a sede de muitas almas em busca de luz... Agora você é um de nós.
MÉDIUM - É engraçado, meu Velho. Eu busquei tanto o novo tentando alcançar a evolução que evoluí com a missão da tradição e de perpetuar o que não soube dar o devido valor. O Senhor ficará comigo?        

PRETO VELHO - Sim, e lhe darei meu nome e minha força. Te ensinarei tudo o que será necessário. O resto será entre você e seu médium. Ele é novo e muito parecido com você.
MÉDIUM – E como devo agir com ele? Também sofrerei como o Senhor sofreu comigo?

PRETO VELHO - Eu não sofri com você.
MÉDIUM - Mas o Senhor disse...

PRETO VELHO - Eu não disse que sofri. Estava preparando você para tudo isso. Às vezes só se dá o real valor a algo quando ele escorre de nossas mãos. Você vivenciou a tradição, os costumes e os novos meios, as novas formas. Adquiriu experiências diferentes. Segure minha mão...          
MÉDIUM - Estou mudando...

NO TERREIRO - “Bate tambor lá na Angola, bate tambor... Bate tambor lá na Angola, bate tambor... Os meus Pretos Velhos batem tambor... Nas minhas Almas batem tambor... Para todo povo, batem tambor... Lá na Angola, bate tambor... Bate tambor lá na Angola, bate tambor... Bate tambor lá na Angola, bate tambor...“.
PRETO VELHO - É aquele...
* O novo PRETO VELHO incorpora e um novo ciclo se inicia...

Autor Desconhecido, se alguém souber a autoria peço que me informe. Paz!

A Umbanda e a Filosofia Budista


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BUDA (Siddhartha Gautama), Entidade Espiritual de muita luz, não se dizia uma encarnação divina, nem tampouco um representante de alguma divindade hindu.
Filho do Rei Suddhodana e da Rainha May, foi um homem, o mais sábio e santo ser entre os seres da humanidade terrena. Viveu muitas vidas, aprimorando-se acima de indivíduos e deuses. Toda essa experimentação fez nele acender-se a natureza divina que todos nós possuímos.
O Budismo é um conjunto de ensinamentos emitidos e vividos por esse grande homem conhecido por Buda (Buda não é um nome, mas uma condição de pleno desenvolvimento espiritual – A Iluminação). Hoje, os que seguem a Filosofia Budista não o têm como um Deus, mas como um Guia Espiritual que ensina a todos como se libertar do ciclo reencarnatório, buscando a iluminação e o Estado de Pureza Espiritual, libertando-se das preocupações materiais e do ciclo ininterrupto de vida e morte.
Na Filosofia Budista, o ser humano é escravo do ciclo reencarnatório, que é gerado pelo "Carma" (a Lei de Ação e Reação). Conseguir livrar-se do Carma significa encerrar o ciclo de reencarnações, atingir a iluminação e encontrar a porta que abre o caminho para o "Nirvana". Para que isso pudesse acontecer, Buda ensinou aos seus discípulos aquilo que é a base do Budismo: " As quatro Nobres Verdades " e os " Oito Caminhos ", uma combinação de ensinamentos morais por meio da meditação e concentração.
Basicamente, os ensinamentos de Buda buscaram a libertação de todos os seres cientes de seu sofrimento.
Cerca de 2.500 anos a.C., depois de experimentar seu Estado de Iluminaçao meditando sob uma figueira, Buda fez seu primeiro sermão, apresentando:

As Quatro Nobres Verdades
· Existe o sofrimento;
· O sofrimento tem causas;
· O sofrimento tem um fim;
· Existe um caminho para acabar com o sofrimento.

Buda ensinou que toda a causa do nosso sofrimento é o desejo, o apego às coisas materiais. Quando o desejo e o extremo apego acabam, o sofrimento termina.
Para se chegar ao fim do sofrimento existem oito caminhos; Buda ensinou que o esforço correto em nossa busca pelo fim do sofrimento é sempre manter o equilíbrio – o Caminho do Meio. Quando nos libertamos do nosso " Eu ", ficamos livres da avidez, do ódio e da ilusão, abrindo nossos corações para a Bondade e a Compaixão e nossa mente para a Sabedoria.
Quando diagnosticamos a causa do sofrimento, podemos encontrar o caminho da cura.

· A Nobre Verdade do Sofrimento.
A primeira Nobre Verdade nos lembra a existência cíclica de renascimentos e mortes sem fim ( o Budismo chama de " Roda da Vida " ). Tudo que experimentamos neste mundo pode nos causar sofrimentos. Nascer é sofrer, envelhecer é sofrer, morrer é sofrer. Quando estamos junto a algo ou a alguém que não gostamos, nos sofremos; quando nos separamos daquilo ou de alguém que amamos, sofremos também; tudo aquilo que almejamos e não conseguimos obter nos causa sofrimento. O Budismo nos diz que esses sofrimentos comprometem toda uma existência, marcando-a indelevelmente.
O discípulo deve aprender com a primeira Nobre Verdade a admitir que o sofrimento deve ser completamente entendido. É a tomada de consciência, a mensagem de que há uma saída para os problemas que vivemos.

· A Nobre Verdade da Causa do Sofrimento
Para Buda, nosso sofrimento origina-se em três grandes mal-entendidos: o primeiro é o de que acreditamos que aquilo que está em constante mudança pode ser previsto ou aprisionado; o segundo é acreditar que somos uma identidade permanente; o terceiro é que o ser humano tem o costume de procurar a felicidade em lugares errados.
A segunda Nobre Verdade nos ensina que o sofrimento não é imposto por um ser superior, mas um resultado de nossas próprias ações. "Naquele que domina a si próprio, nenhuma cólera poderá aparecer. O homem justo rejeita toda a maldade. Pela extirpação do ódio e de toda a ilusão, atingirás o Nirvana" – ( O Buda, Mahaparinibbana Sutta ).

· A Nobre Verdade da Extinção do Sofrimento
Só é possível chegar ao fim do sofrimento quando acaba o desejo. O homem não se liberta sem despertar em si a Sabedoria interior do Amor e da Compaixão. O fim total do sofrimento também é conhecido como liberação, em sânscrito, "Nirvana".
O objetivo da terceira Nobre Verdade é que o fim do sofrimento seja totalmente realizado.

O NIRVANA – Hoje, palavra de conhecimento mundial, mas seus significados mais amplos ainda são desconhecidos. Em sânscrito "Nir " significa " Não ", e "vana", "cordão". Nirvana pode ser traduzido como “não estar preso”, "estar liberto". Mas liberto de quê? Do ego, da ignorância, da ilusão e da dor. Para o Budismo, o Nirvana é um estado do ser e não o “Paraíso”, que possa ser alcançado por quem abrir mão do "eu" e do apego.
Quem chega ao Nirvana não se arrepende do passado nem teme o futuro, vive o presente e está livre da ignorância e dos desejos egoístas, do ódio, da vaidade e do orgulho. Assim, torna-se um ser puro, meigo e cheio de Amor Universal, compaixão, bondade, simpatia, compreensão e tolerância.

· A Nobre Verdade que leva ao Caminho do Fim do Sofrimento
Buda sempre ensinou o Caminho do Meio, do equilíbrio; não devemos ser muito rígidos, nem muito relaxados. Devemos tomar cuidado com o caminho dos extremos. O Caminho do Meio faz com que surjam condições para o estudo e a prática em colocar fim ao sofrimento.
A Quarta Nobre Verdade é a base do treinamento budista. Indica o caminho para o fim do sofrimento e do renascimento sem fim: o Caminho do Meio ou Caminho das Oito Vias.

· Carma e Renascimento
Todas as nossas ações produzem uma marca em nossa mente, que influirá em nossa evolução futura. "A felicidade é sempre o resultado de uma atitude positiva, e o sofrimento de uma atitude negativa". (Dalai Lama).
Geralmente, como se explicar o Carma ou Lei de Ação e Reação, costumamos usar o "colhemos no futuro o que plantamos no passado". Nosso futuro será o resultado do que estamos realizando hoje. O Carma se manifesta no corpo, que é a porta de entrada das ações, pela fala, que é a porta da comunicação e pela mente, a porta dos pensamentos. Pela mente, podemos causar nossas desventuras ou bem-aventuranças, basta saber como direcionar nossos pensamentos positivamente. Qualquer ação que praticamos se tornam causas, dessas causas surgem os efeitos. Os pensamentos vêm e voltam, e, ao voltarem, se forem negativos, faz com que nos sintamos indefesos, não entendendo porque coisas ruins estão acontecendo conosco. São as energias voltando para o lugar de onde vieram. Isso é o Carma: para toda ação, sempre haverá uma reação, positiva ou negativa. Conhecendo nosso Carma, aprendemos a lidar com a conseqüência de nossos atos.
A FILOSOFIA BUDISTA diz que nosso Espírito é eterno. Ele aprende, cresce, se desenvolve em cada encarnação mediante nossas experiências e práticas espirituais. O Espírito jamais morre: nosso Espírito Eterno segue em sua viagem, que não tem começo, nem fim.
A cada nova encarnação, nosso Espírito entra num corpo físico. Ao fim da vida do corpo físico, este é deixado para trás, mas o Espírito continuará sua jornada. Seu estado mental no momento da morte física determinará sua condição na próxima vida. Depende de nós o que fazer de nossas vidas; nosso Espírito usa este corpo para que possa avançar em sua evolução, adquirindo o maior número de experiências positivas.
NA UMBANDA existe a mesma crença de que o homem caminha para sua evolução espiritual buscando, através de suas várias encarnações, o entendimento da linha evolutiva traçada para nossa Humanidade.
Por meio da prática da caridade, exercendo sua fé e humildade, o médium umbandista busca sua evolução rumo à Pureza Espiritual, um Estado de Iluminação, o despertar para a Vida Eterna. Por sua vez, os Guias Espirituais que incorporam nas sessões de Umbanda também estão cumprindo seu papel na Escala Evolutiva do Planeta, levando aos necessitados palavras de fé, amor e compreensão, sempre passando a mensagem da Eternidade do Ser, única maneira de nos libertarmos das amarras de nossa condição humana, rumo à evolução. Ao pregar-se a REFORMA ÍNTIMA na Umbanda, com a extinção da vaidade, do egoísmo e do ódio, nos ligando a sentimentos de amor, compaixão, humildade e caridade, estamos buscando a evolução do ser ao se libertar dos apegos e sentimentos materiais, como nos ensinam as Quatro Nobres Verdades do Budismo.
Buscando as causas das nossas dores, cessa-se nosso sofrimento, cessando o sofrimento, o homem segue, sem medo, seu caminho rumo à evolução e iluminação de seu Espírito Imortal.

ORIGENS DO BUDISMO
O Budismo nasceu há cerca de 2.500 anos na Índia. Seu fundador, o Buda histórico, nasceu príncipe na família dos Sakya. Aos 29 anos renunciou ao reino em busca de respostas aos problemas essenciais da humanidade.
Depois de seis anos de estudos junto a alguns Mestres e de meditação solitária na floresta, atingiu a Libertação ou Iluminação. “Buda” é um estado de elevação que todo ser humano tem potencial para alcançar.
Ao surgir, como Doutrina Filosófica e sem dogmas de crenças divinas, o Budismo pôs em xeque todo o rígido sistema social indiano, o Sistema de Castas implantado pelos invasores arianos que dominaram a Índia por volta de 1.500 a.C. Além disso, os invasores haviam disseminado a crença na Trindade Divina Shiva – Vishu _ Brahma e o culto a determinados animais – a Zoolatria.
Por volta do Século VI a.C., muitos questionavam na Índia a tradição e a rigidez do Brahmanismo ou Religião Védica, crença que se baseia em uma séria de preceitos religiosos e Doutrina Esotérica, conhecidos com “Vedas”. Em meio a indagações religiosas e filosóficas, nasceu o Budismo.
Contrariamente a muitas outras religiões, o Budismo é " não-teísta ", não contempla a existência de um Deus criador, preocupando-se sobretudo em resolver os problemas essenciais da Humanidade. É um caminho de busca de aperfeiçoamento espiritual. Por seu caráter aberto e não-dogmático, faz com que muitos o entendam muito mais como Filosofia, a Arte da Vida. Para muitos Mestres Budistas da atualidade, o Budismo é uma Ciência do Espírito.
Os princípios básicos do Budismo são: Não cometer ações negativas, realizar ações positivas; ter domínio sobre o Espírito; a não-violência e o respeito por todas as formas de vida.
O Budismo cresceu e se desenvolveu em três ramos principais: Mahayana e Hinayana dão enfoque ao Budismo como religião e o código moral de conduta, da mesma forma como acontece com o Cristianismo no Ocidente. O terceiro ramo é o Vajrayana, que não é visto como religião, bastante parecido com o Zen-Budismo japonês, conhecido como o " Caminho Curto ". É um estilo de vida em que o praticante se utiliza de todas a s suas atividades diárias como instrumentos de progresso no caminho da iluminação.
O Budismo pode ser considerado a síntese de muitas filosofias orientais, como loga, Taoísmo e Hinduísmo. Para nós, do Ocidente, o grande desafio é integrar os ensinamentos do Budismo às nossas vidas. Para a grande maioria, não é possível afastar-se da família e dos afazeres diários. A meditação é usada constantemente para que se possa fortalecer, com clareza a consciência, transformando cada ação do dia-a-dia numa pratica meditativa em que se busca alcançar paz e felicidade.

A EXPANÇÃO DO BUDISMO NO ORIENTE
Após a morte de Buda, o Budismo ultrapassou as fronteiras e se expandiu por diversos países do Oriente: Ceilão, Indochina, Tibete ( onde se difundiu com a religião já existente, unificando-se na religião Rama ); Chegou à China, onde é identificado como Budismo Chinês; seguiu para a Coréia e depois para o Japão. Como não havia escrita na época, houve uma grande diversificação dos ensinamentos, que se transmitiam via oral.
Nessa passagem de conhecimento a China foi a mais beneficiada, pois manteve maior contato com o Monge Hindu Radiu Sanzo. Mas, apesar disso, o conhecimento foi passado por muitos religiosos, criando-se várias religiões e gerando muita controvérsia.
Em meio a toda a desordem e infinidade de doutrinas espalhadas pela China, surge o então chamado " Buda Chinês " ( 538-596 d.C. ), que estudou todos os ensinamentos de Buda e fundou a religião " Tendai Hokkeshu ".
O Budismo evoluiu desde os tempos de seu fundador, mas sem modificar as grandes linhas primitivas da salvação para alcançar o Nirvana. As Escolas Filosóficas multiplicaram-se com o espírito de extrema tolerância que caracteriza as religiões asiáticas em geral. O Mahayana acrescentou ao Hinayana primitivo e severo uma nova doçura no conceito de " Bodisatva " (segundo o Budismo, aquele que pode converter-se em Buda, mas que se recusa a dar o passo definitivo para salvar seus irmãos que ainda sofrem, cegos pelos desejos do mundo, sofrendo no ciclo interminável de mortes e renascimento). Os Bodisatva desempenham um papel importante na difusão do Budismo, transformando-o em uma religião de doçura e de salvação espiritual para as massas populares asiáticas.
Em cada país em que chegou, o Budismo recebeu toques populares de cada região, criando-se novos rituais, mosteiros e templos. Hoje se somam no mundo todo, mais de 400 milhões de adeptos.
No século VII, com a invasão dos povos árabes impondo a Religião islâmica, o Budismo foi varrido da Índia. Mas isso não prejudicou sua expansão em outras religiões, principalmente as nações asiáticas, como Sri-Lanka, Tailândia, Nepal e Butão;Mongólia, Coréia, Japão e Vietnã; Laos, Cambodja e Indonésia.

A CHEGADA DO BUDISMO AO OCIDENTE
Entre 300 e 30 a.C., ocorreram as primeiras aproximações entre o Budismo e o mundo ocidental, propagado por mercadores indianos que levaram os ensinamentos para a Grécia, Egito e Europa.
Com o aumento do comércio entre o Oriente e o Ocidente, o Budismo foi se tornando mais conhecido na Europa, e, a partir do século XIX, muitos passaram a interessar-se pelo estudo da filosofia budista. Em meados do século XX, surgiram sociedades budistas em vários países da Europa. Foi nesse mesmo período que o Budismo chegou à América, juntamente com os imigrantes asiáticos.

O ZEN-BUDISMO
Ramo do Budismo praticado principalmente no Japão, mas sua origem está na China. “Zen” significa meditar, e sua filosofia objetiva reduzir ao máximo as doutrinas, experimentando-se integralmente a prática, que é realizada por meio da meditação chamada de "Za-Zen", pela qual é possível, após o processo de disciplina e autoconhecimento, atingir a iluminação. A prática do Zen-Budismo chegou ao Japão no século XII e tornou-se popular entre os Samurais, que na época dominavam politicamente o país. Influenciou esteticamente a arquitetura japonesa com um estilo simples e sutil.

O DALAI-LAMA
No Budismo Tibetano a autoridade maior é o Dalai-Lama, uma manifestação do Bodisatva da Compaixão. Quando morre um Dalai-Lama, o Estado Supremo de Compaixão passa a manifestar-se em uma criança que será preparada para assumir a liderança espiritual e política do povo do Tibete. Esse título, "Dalai-Lama", foi criado em 1587 por um príncipe da Mongólia com o objetivo de acabar com as disputas entre várias escolas filosóficas budistas, abrindo caminho para um só líder.
Tenzin Gyatso, o 14º Dalai-Lama foi reconhecido aos dos anos com Bodisatva da Compaixão, assumindo em 1950 a condução espiritual e política do povo tibetano. Mas nesse mesmo ano a China invadiu o Tibete, fazendo com o que o líder se exilasse e instalasse sua moradia em Dharmsara. Em 1989, Tenzin Gyatzo recebeu o Prêmio Nobel da Paz por sua campanha pacifista pela libertação do Tibete.
O atual Dalai-Lama já escreveu 50 livros, todos best-sellers sobre a compaixão e a ética. Seu principal tema é a felicidade. Embora represente apenas de uma das muitas vertentes da religião Budista, virou um embaixador da paz, da causa tibetana e do Budismo. Em suas viagens e compromissos por todo o mundo, diz não querer converter ninguém ao Budismo. Para ele, o mais importante é promover o diálogo interreligioso e a paz mundial.

PEQUENO VOCABULÁRIO BUDISTA
· Bodisatva: O ser considerado “iluminado”, que apesar do poder que possui, adia sua entrada no " Nirvana " para poder continuar ajudando na iluminação de outras pessoas.
· Carma: Causas positivas e negativas decorrentes de pensamentos, palavras e ações, nesta vida ou em vidas passadas.
· Darma: É a “Doutrina”, os ensinamentos de Buda que levam ao Nirvana.
· Duka: Sofrimentos e insatisfações provocados pela ilusão dos desejos e apegos.
· Flor de Lótus: Simboliza a bondade e a pureza. É uma planta aquática que finca suas raízes no solo, mas suas flores se abrem acima da superfície da água. Para os discípulos, é o exemplo de como as pessoas também podem se erguer perante as provações para alcançar a iluminação.
· Mandalas: Círculos com símbolos que representam o universo interior, um Buda ou um Bodisatva.
· Mantras: Palavras ou sons que têm um significado não literal, mas espiritual.
· Meditação: Ritual para disciplinar a mente e ficar próximo da iluminação.

Fonte: Revista Espiritual de Umbanda