quinta-feira, 15 de setembro de 2016




Opera-se, na Terra, neste largo período, a grande transição anunciada pelas Escrituras e confirmada pelo Espiritismo.

O planeta sofrido experimenta convulsões especiais, tanto na sua estrutura física e atmosférica, ajustando as suas diversas camadas tectônicas, quanto na sua constituição moral.

Isto porque, os espíritos que o habitam, ainda caminhando em faixas de inferioridade, estão sendo substituídos por outros mais elevados que o impulsionarão pelas trilhas do progresso moral, dando lugar a uma era nova de paz e de felicidade.

Os espíritos renitentes na perversidade, nos desmandos, na sensualidade e vileza, estão sendo recambiados lentamente para mundos inferiores onde enfrentarão as consequências dos seus atos ignóbeis, assim renovando-se e predispondo-se ao retorno planetário, quando recuperados e decididos ao cumprimento das leis de amor.

Por outro lado, aqueles que permaneceram nas regiões inferiores estão sendo trazidos à reencarnação de modo a desfrutarem da oportunidade de trabalho e de aprendizado, modificando os hábitos infelizes a que se tem submetido, podendo avançar sob a governança de Deus.

Caso se oponham às exigências da evolução, também sofrerão um tipo de expurgo temporário para regiões primárias entre as raças atrasadas, tendo o ensejo de ser úteis e de sofrer os efeitos danosos da sua rebeldia.

Concomitantemente, espíritos nobres que conseguiram superar os impedimentos que os retinham na retaguarda, estarão chegando, a fim de promoverem o bem e alargarem os horizontes da felicidade humana, trabalhando infatigavelmente na reconstrução da sociedade, então fiel aos desígnios divinos.

Da mesma forma, missionários do amor e da caridade, procedentes de outras Esferas estarão revestindo-se da indumentária carnal, para tornar essa fase de luta iluminativa mais amena, proporcionando condições dignificantes, que estimulem ao avanço e à felicidade.

Não serão apenas os cataclismos físicos que sacudirão o planeta, como resultado da lei de destruição, geradora desses fenômenos, como ocorre com o outono que derruba a folhagem das árvores, a fim de que possam enfrentar a invernia rigorosa, renascendo exuberantes com a chegada da primavera, mas também os de natureza moral, social e humana que assinalarão os dias tormentosos, que já se vivem.

Os combates apresentam-se individuais e coletivos, ameaçando de destruição a vida com hecatombes inimagináveis.

A loucura, decorrente do materialismo dos indivíduos, atira-os nos abismos da violência e da insensatez, ampliando o campo do desespero que se alarga em todas as direções.

Esfacelam-se os lares, desorganizam-se os relacionamentos afetivos, desestruturam-se as instituições, as oficinas de trabalho convertem-se em áreas de competição desleal, as ruas do mundo transformam-se em campos de lutas perversas, levando de roldão os sentimentos de solidariedade e de respeito, de amor e de caridade.

A turbulência vence a paz, o conflito domina o amor, a luta desigual substitui a fraternidade.

A fatalidade da existência humana é a conquista do amor que proporciona plenitude.

Há, em toda parte, uma destinação inevitável, que expressa a ordem universal e a presença de uma Consciência Cósmica atuante.

A rebeldia que predomina no comportamento humano elegeu a violência como instrumento para conseguir o prazer que lhe não chega da maneira espontânea, gerando lamentáveis consequências, que se avolumam em desaires contínuos. 

É inevitável a colheita da sementeira por aquele que a fez, tornando-se rico de grãos abençoados ou de espículos venenosos.
Como as leis da vida não podem ser derrogadas, toda objeção que se lhes faz converte-se em aflição, impedindo a conquista do bem-estar.

Da mesma forma, como o progresso é inevitável, o que não seja conquistado através do dever, sê-lo-á pelos impositivos estruturais de que o mesmo se constitui.

A melhor maneira, portanto, de compartilhar conscientemente da grande transição é através da consciência de responsabilidade pessoal, realizando as mudanças íntimas que se tornem próprias para a harmonia do conjunto.

Nenhuma conquista exterior será lograda se não proceder das paisagens íntimas, nas quais estão instalados os hábitos.

Esses, de natureza perniciosa, devem ser substituídos por aqueles que são saudáveis, portanto, propiciatórios de bem-estar e de harmonia emocional.

Na mente está a chave para que seja operada a grande mudança.

Quando se tem domínio sobre ela, os pensamentos podem ser canalizados em sentido edificante, dando lugar a palavras corretas e a atos dignos.

O indivíduo, que se renova moralmente, contribui de forma segura para as alterações que se vêm operando no planeta.

Não é necessário que o turbilhão dos sofrimentos gerais o sensibilize, a fim de que possa contribuir eficazmente com os espíritos que operam em favor da grande transição.

Dispondo das ferramentas morais do enobrecimento, torna-se cooperador eficiente, em razão de trabalhar junto ao seu próximo pela mudança de convicção em torno dos objetivos existenciais, ao tempo em que se transforma num exemplo de alegria e de felicidade para todos.

O bem fascina todos aqueles que o observam e atrai quantos se encontram distantes da sua ação, o mesmo ocorrendo com a alegria e a saúde.

São eles que proporcionam o maior contágio de que se tem notícia e não as manifestações aberrantes e afligentes que parecem arrastar as multidões.

Como escasseiam os exemplos de júbilo, multiplicam-se os de desespero, logo ultrapassados pelos programas de sensibilização emocional para a plenitude.

A grande transição prossegue, e porque se faz necessária, a única alternativa é examinar-lhe a maneira como se apresenta e cooperar para que as sombras que se adensam no mundo sejam diminuídas pelo Sol da imortalidade.

Nenhum receio deve ser cultivado, porque, mesmo que ocorra a morte, esse fenômeno natural é veículo da vida que se manifestará em outra dimensão.

A vida sempre responde conforme as indagações morais que lhe são dirigidas.

As aguardadas mudanças que se vêm operando trazem uma ainda mais valorizada contribuição, que é a erradicação do sofrimento das paisagens espirituais da Terra.

Enquanto viceje o mal, no mundo, o ser humano torna-se-lhe a vítima preferida, em face do egoísmo em que se estorcega, apenas por eleição especial.

A dor momentânea que o fere, convida-o, por outro lado, à observância das necessidades imperiosas de seguir a correnteza do amor no rumo do oceano da paz.

Logo passado o período de aflição, chegará o da harmonia.

Até lá, que todos os investimentos sejam de bondade e de ternura, de abnegação e de irrestrita confiança em Deus.


Joanna de Ângelis


Vou contar-lhes uma pequena estória para auxiliar-vos na reflexão que quero passar.

Refletir é olhar para dentro de si, sem julgamentos, sem culpa, sem auto-condenação... Mas com sinceridade, indulgência e tolerância. Perceber no seu mundo interior aquilo que ainda contribui para que você recaia nos mesmos erros.

Então, meus Filhos, Reflitam! Reflitam!

Era uma vez dois vizinhos, vamos chamá-los de João e Lourenço, tendo suas casas separadas por uma pequena cerca.

João vivia a cuidar do jardim de sua casa. Jardim que se mostrava sempre multicolorido com as mais belas flores. Eram margaridas, rosas, girassóis... Os pássaros, as abelhas, insetos eram presenças constantes. Ali sempre se via João a regar as flores, retirando ervas-daninhas... Enfim, cuidando do seu jardim.

Na casa de Lourenço não se percebia a mesma coisa. Seu quintal era tomado por um matagal, as flores não sobreviviam, pois não podiam competir com a variedade de ervas-daninhas. Lourenço não se importava e não se dispunha a tirar um tempo para cuidar de seu quintal.

João começou a se preocupar com aquilo e decidiu chamar a atenção de Lourenço. Não suportava ver aquele quintal tomado pelo mato e seu vizinho não fazer nada. No fundo não admitia que essa era a escolha de Lourenço.

Deixou suas flores e foi até a cerca e ficava horas tentando convencer Lourenço a ter mais zelo com sua casa, seu quintal. Passaram os dias e ele ali insistindo, tentando convencer Lourenço que não dava ouvidos, achando-o um chato.

Quando João desistiu de tentar convencer seu vizinho, levou um grande susto ao voltar-se para seu próprio quintal, pois este tinha sido tomado pelo mato e ervas-daninhas, sufocando as flores que morreram todas. Seu quintal tornou-se pior do que do seu vizinho.

Enquanto perdia tempo preocupado com o quintal do outro, tentando ajudar quem não lhe pediu ajuda, esquecia de olhar e cuidar do seu próprio jardim.

Não podemos inverter nossos papéis. Se João continuasse com amor e dedicação a cuidar de seu jardim, chegaria o dia em que a harmonia dele seria tão grande que tocaria seu vizinho ao ponto deste vir lhe pedir ajuda para harmonizar o seu. Mas, o que aconteceu, é que João, o vizinho cuidadoso, mas descuidado, foi envolvido pela desarmonia de Lourenço, pensando que estava ajudando-o.

Meus Filhos, quanto mais cuidamos e iluminamos nossa Vida, mais tocaremos os outros, que nos buscarão no momento oportuno.

Quando preocupam com a vida dos outros, passam a querer que o outro viva como vocês gostariam, muitas vezes até vivem a vida dos outros e esquecem de viverem vossas próprias Vidas, sufocando assim, vossa própria Luz.

Busquem ocupar-se com vossas Vidas. Busquem Viver vossas vidas, essa é a melhor ajuda que vocês podem dar aos outros.

Quero enfatizar para aqueles que buscam vivenciar a espiritualidade. Ouçam: se o outro não está vivenciando sua Espiritualidade como você acha que é o correto, da forma como ele está aprendendo...deixe-o, essa é a vida dele, a escolha dele. A Luz não escolhe, mas separa aqueles que já fizeram suas escolhas.

Se parares para observar e julgar a forma do outro conduzir sua espiritualidade, estarás esquecendo de viver e cuidar da sua.

Espero que todos possam me compreender, pois se venho falar, é por AMOR, SIMPLESMENTE POR AMOR.

Reflitam, meus Filhos! Reflitam!

Que a Luz do Cristo e da Virgem Maria iluminem vossas mentes e vossos corações!



O prestigiado jornal FOLHA ESPÍRITA de maio/11, traz uma revelação feita em 1986, pelo médium Francisco Cândido Xavier a Geraldo Lemos Neto, fundador da Casa de Chico Xavier de Pedro Leopoldo (MG) e da Vinha de Luz Editora (BH), sobre o futuro reservado ao planeta Terra e a todos os seus habitantes nos próximos anos.
Marlene Nobre, pelo FE, entrevista Lemos Neto, que disse carregar este fardo há muito tempo (25 anos), cumprindo agora o dever de revelá-lo em sua completude.

Conhecendo a seriedade dos confrades Marlene Nobre e Geraldo Lemos Neto, sendo que o profeta em questão é nada menos que Chico Xavier, e tendo em vista o teor das considerações a respeito, reputo da mais alta importância a divulgação dessa revelação apocalíptica. É a razão pela qual estou encaminhando esse e-mail a tantos companheiros.
Entendo ser um momento de muita reflexão de todo o movimento espírita e, acima de tudo, de muita prece, com muito otimismo, positivismo e serenidade, enfatizando-se a necessidade de um maior esforço individual e coletivo de renovação. 
Fraternalmente.
Paulo Marinho - CEAE - Genebra

(...) Assim tive (Geraldo) a felicidade de conviver na intimidade com Chico Xavier, dialogando com ele vezes sem conta, madrugada adentro, sobre variados assuntos de nossos interesses comuns, notadamente sobre esclarecimentos palpitantes acerca da Doutrina dos Espíritos e do Evangelho de Jesus.

Um desses temas foi em relação ao Apocalipse, do Novo Testamento. (...) Desde então, Chico tinha sempre uma ou outra palavra esclarecedora sobre o assunto. Numa dessas conversas, lembrando o livro Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, pelo espírito Humberto de Campos, Lemos Neto externou ao Chico sua dúvida quanto ao título do livro, uma vez que ainda naquela ocasião, em meados da década de 80, o Brasil vivia às voltas com a hiperinflação, a miséria, a fome, as grandes disparidades sociais, o descontrole político e econômico, sem falar nos escândalos de corrupção e no atraso cultural.
Lembro-me, como hoje, a expressão surpresa do Chico me respondendo: ``Ora, Geraldinho, você está querendo privilégios para a Pátria do Evangelho, quando o fundador do Evangelho, que é Nosso Senhor Jesus Cristo, viveu na pobreza, cercado de doentes e necessitados de toda ordem, experimentou toda a sorte de vicissitudes e perseguições para ser supliciado quase abandonado pelos seus amigos mais próximos e morrer crucificado entre dois ladrões? Não nos esqueçamos de que o fundador do Evangelho atravessou toda sorte de provações, padeceu o martírio da cruz, mas depois ele largou a cruz e ressuscitou para a Vida Imortal! Isso deve servir de roteiro para a Pátria do Evangelho. Um dia haveremos de ressuscitar das cinzas de nosso próprio sacrifício para demonstrar ao mundo inteiro a imortalidade gloriosa!´´

Na sequência da nossa conversa, perguntei ao Chico o que ele queria exatamente dizer a respeito do sacrifício do Brasil. Estaria ele a prever o futuro de nossa nação e do mundo? Chico pensou um pouco, como se estivesse vislumbrando cenas distantes e, depois de algum tempo, retornou para dizer-nos: ``Você se lembra, Geraldinho, do livro de Emanuel, A Caminho da Luz?  Nas páginas finais da narrativa de nosso benfeitor, no capítulo XXIV, cujo título é O Espiritismo e as Grandes Transições, Emmanuel afirmara que os espíritos abnegados e esclarecidos falavam de uma nova reunião da comunidade das potências angélicas do Sistema Solar, da qual é Jesus um dos membros divinos, e que a sociedade celeste se reuniria pela terceira vez na atmosfera terrestre, desde que o Cristo recebeu a sagrada missão de redimir a nossa humanidade, para, enfim, decidir novamente sobre os destinos do nosso mundo.

Pois então, Emmanuel escreveu isso nos idos de 1938 e estou informado que essa reunião de fato já ocorreu. Ela se deu quando o homem finalmente ingressou na comunidade planetária, deixando o solo do mundo terrestre para pisar pela primeira vez o solo lunar. O homem, por seu próprio esforço, conquistou o direito e a possibilidade de viajar até a Lua, fato que se materializou em 20 de julho de 1969. Naquela ocasião, o Governador Espiritual da Terra, que é Nosso Senhor Jesus Cristo, ouvindo o apelo de outros seres angelicais de nosso Sistema Solar, convocara uma reunião destinada a deliberar sobre o futuro de nosso planeta. O que posso lhe dizer Geraldinho, é que depois de muitos diálogos e debates entre eles, foram dadas diversas sugestões e, ao final do celeste conclave, a bondade de Jesus decidiu conceder uma última chance à comunidade terráquea, uma última moratória para a atual civilização no planeta Terra. Todas as injunções cármicas previstas para acontecerem ao final do século XX foram então suspensas, pela Misericórdia dos Céus, para que o nosso mundo tivesse uma última chance de progresso moral.
O curioso é que nós vamos reconhecer nos Evangelhos e no Apocalipse exatamente este período atual, em que estamos vivendo, como a undécima hora ou a hora derradeira, ou mesmo a chamada última hora´´.

Extremamente curioso com o desenrolar do relato de Chico Xavier, perguntei-lhe sobre qual fora então as deliberações de Jesus, e ele me respondeu:

``Nosso Senhor deliberou conceder uma moratória de 50 anos à sociedade terrena, a iniciar-se em 20 de julho de 1969, e, portanto, a findar-se em julho de 2019. Ordenou Jesus, então, que seus emissários celestes se empenhassem mais diretamente na manutenção da paz entre os povos e as nações terrestres, com a finalidade de colaborar para que nós ingressássemos mais rapidamente na comunidade planetária do Sistema Solar, como um mundo mais regenerado, ao final desse período.

Algumas potências angélicas de  outros orbes de nosso Sistema Solar recearam a dilatação do prazo extra, e foi então que Jesus, em sua sabedoria, resolveu estabelecer uma condição para os homens e as nações da vanguarda terrestre. Segundo a imposição do Cristo, as nações mais desenvolvidas e responsáveis da Terra deveriam aprender a se suportarem umas às outras, respeitando as diferenças entre si, abstendo-se de se lançarem a uma guerra de extermínio nuclear. A face da Terra deveria evitar a todo custo a chamada III Guerra Mundial. Segundo a deliberação do Cristo, se ,e somente se, as nações terrenas, durante este período de 50 anos, aprendessem a arte do bem convívio e da fraternidade, evitando uma guerra de destruição nuclear, o mundo terrestre estaria enfim admitido na comunidade planetária do Sistema Solar como um mundo em regeneração.

Nenhum de nós pode prever, Geraldinho, os avanços que se darão a partir dessa data de julho de 2019, se apenas soubermos defender a paz entre nossas nações mais desenvolvidas e cultas´´.

Perguntei então ao Chico a que avanços ele se referia e ele me respondeu: ``Nós alcançaremos a solução para todos os problemas de ordem social, como a solução para a pobreza e a fome que estarão extintas; teremos a descoberta da cura de todas as doenças do corpo físico pela manipulação genética nos avanços da Medicina; o homem terrestre tará amplo e total acesso à informação e à cultura, que se fará mais generalizada; também os nossos irmãos de outros planetas mais evoluídos terão a permissão expressa de Jesus para se nos apresentarem abertamente, colaborando conosco e oferecendo-nos tecnologias novas, até então inimagináveis ao nosso atual estágio de desenvolvimento científico; haveremos de fabricar aparelhos que nos facilitarão o contato com as esferas desencarnadas, possibilitando a nossa saudosa conversa com os entes queridos que já partiram para o além-túmulo; enfim estaríamos diante de um mundo novo, uma nova Terra, uma gloriosa fase de espiritualização e beleza para os destinos de nosso planeta´´.

Então perguntei a ele: Chico, até agora você tem me falado apenas da melhor hipótese, que é esta em que a humanidade terrestre permaneceria em paz até o fim daquele período de 50 anos. Mas, e se acontecer o caso das nações terrestres se lançarem a uma guerra nuclear?

``Ah! Geraldinho, caso a humanidade encarnada decida seguir o infeliz caminho da III Guerra Mundial, uma guerra nuclear de consequências imprevisíveis e desastrosas, aí então a própria mãe Terra, sob os auspícios da Vida Maior, reagirá com violência imprevista pelos nossos homens de ciência. O homem começaria a III Guerra, mas quem iria terminá-la seriam as forças telúricas da natureza, da própria Terra cansada dos desmandos humanos, e seríamos defrontados então com terremotos gigantescos; maremotos e ondas (tsunamis) consequentes; veríamos a explosão de vulcões há muito tempo extintos; enfrentaríamos degelos arrasadores que avassalariam os pólos do globo com trágicos resultados para as zonas costeiras, devido à elevação dos mares; e neste caso, as cinzas vulcânicas associadas às irradiações nucleares nefastas acabariam por tornar totalmente inabitável todo o Hemisfério Norte de nosso globo terrestre.´´

Segundo o médium, ``em todas as duas situações, o Brasil cumprirá o seu papel no grande processo de espiritualização planetária. Na melhor das hipóteses, nossa nação crescerá em importância sociocultural, política e econômica perante a comunidade das nações. Não só seremos o celeiro alimentício e de matérias-primas para o mundo, como também a grande fonte energética com o descobrimento de enormes reservas petrolíferas que farão da Petrobras uma das maiores empresas do mundo´´.

E prosseguiu Chico: ``O Brasil crescerá a passos largos e ocupará importante papel no cenário global, e isso terá como consequência a elevação da cultura brasileira ao cenário internacional e, a reboque, os livros do Espiritismo Cristão, que aqui tiveram solo fértil no seu desenvolvimento, atingirão o interesse das outras nações também. Agora, caso ocorra a pior hipótese, com o Hemisfério Norte do planeta tornando-se inabitável, grandes fluxos migratórios se formariam então para o Hemisfério Sul, onde se situa o Brasil, que então seria chamado mais diretamente a desempenhar o seu papel de Pátria do Evangelho, exemplificando o amor e a renúncia, o perdão e a compreensão espiritual perante os povos migrantes.

A Nova Era da Terra, neste caso, demoraria mais tempo para chegar com todo seu esplendor de conquistas científicas e orais, porque seria necessário mais um longo período de reconstrução de nossas nações e sociedades, forçadas a se reorganizarem em seus fundamentos mais básicos.´´

Segundo Chico, esses fluxos migratórios não seriam pacíficos. ``O que restasse da ONU acabaria por decidir a invasão das nações do Hemisfério Sul, incluindo-se aí obviamente o Brasil e o restante da América do Sul, a Austrália e o sul da África, a fim de que nossas nações fossem ocupadas militarmente e divididas entre os sobreviventes do holocausto no Hemisfério Norte. Aí é que nós, brasileiros, iríamos ser chamados a exemplificar a verdadeira fraternidade cristã, entendendo que nossos irmãos do Norte, embora invasores, não deixariam de estar sobrecarregados e aflitos com as consequências nefastas da guerra e das hecatombes telúricas, e, portanto, ainda assim, devendo ser considerados nossos irmãos do caminho, necessitados de apoio e arrimo, compreensão e amor. Nosso Brasil como o conhecemos hoje será então desfigurado e dividido em quatro nações distintas. Somente uma quarta parte de nosso território permanecerá conosco e aos brasileiros restarão apenas os Estados do Sudeste somados a Goiás e ao Distrito Federal. Somos forçados a reconhecer que temos muito que aprender com os povos invasores: os norte-americanos podem nos ensinar o respeito às leis, o amor ao direito, à ciência e ao trabalho. Os europeus, de uma forma geral, poderão nos trazer o amor à filosofia, à música erudita, à educação, à história e à cultura. Os asiáticos poderão incorporar à nossa gente suas mais altas noções de respeito ao dever, à disciplina, à honra, aos anciãos e às tradições milenares. E, então, por fim, nós brasileiros, ofertaremos a eles, nossos irmãos na carne, os mais altos valores de espiritualidade que, mercê de Deus, entesouramos no coração fraterno e amigo de nossa gente simples e humilde, essa gente boa que reencarnou na grande nação brasileira para dar cumprimento aos desígnios de Deus e demonstrar a todos os povos do planeta a fé na Vida Superior, testemunhando a continuidade da vida além-túmulo e o exercício sereno e nobre da mediunidade com Jesus.´´

Conforme Geraldinho, Chico disse que o Brasil não terá privilégios e sofrerá também os efeitos de terremotos e tsunamis, notadamente nas zonas costeiras. Acontece que de acordo com o médium, o impacto por aqui será bem menor se comparado com o que sobrevirá no Hemisfério Norte do planeta. Pelo que Chico falou, alguns dos seres angélicos de outros orbes planetários não estariam dispostos a nos dar mais este prazo de 50 anos, temerosos talvez de nossas nefastas e perniciosas influências. Essa última hora, bem que poderia ser por mim, considerada como a última benção misericordiosa de Jesus Cristo em nosso favor, uma vez que, pela explicação de Chico, foi ele, Nosso Senhor, quem advogou em favor de nossa causa, ainda mais uma vez.
Outra decisão dos benfeitores espirituais da Vida Maior foi a que determinou que, após o alvorecer do ano 2000 da Era Cristã, os espíritos empedernidos no mal e na ignorância não mais receberiam a permissão para reencarnar na face da Terra. Reencarnar aqui, a partir dessa data, equivaleria a um valioso prêmio justo, destinado apenas aos espíritos mais fortes e preparados, que souberam amealhar, no transcurso de múltiplas reencarnações, conquistas espirituais relevantes como a mansidão, a brandura, o amor à paz e à concórdia fraternal entre povos e nações. Insere-se dentro dessa programação de ordem superior a própria reencarnação do mentor espiritual de Chico Xavier, o espírito Emmanuel, que, de fato, veio a renascer, segundo Chico informou a variados amigos mais próximos, exatamente no ano 2000. Certamente, Emmanuel, reencarnado aqui no coração do Brasil, haverá de desempenhar significativo papel na evolução espiritual de nosso orbe.
Todos os demais espíritos, recalcitrantes no mal, seriam então, a partir de 2000, encaminhados forçosamente à reencarnação em mundos mais atrasados, de expiações e de provas aspérrimas, ou mesmo em mundos primitivos, vivenciando ainda o estágio do homem das cavernas, para poderem purgar os seus desmandos e a sua insubmissão aos desígnios superiores. 

É a nossa última chance, é a última hora ... Não há mais tempo para o materialismo. Não há mais tempo para ilusões ou enganos imediatistas. Ou seguiremos com a Luz que efetivamente buscarmos, ou nos afundaremos nas sombras de nossa própria ignorância. Que será de nós? A resposta está em nosso livre-arbítrio, individual e coletivo. É a nossa escolha de hoje que vai gerar o nosso destino. Podemos optar pelo melhor caminho, o da fraternidade, da sabedoria e do amor, e a regeneração chegará para nós de forma brilhante a partir de 2019; ou poderemos simplesmente escolher o caminho do sofrimento e da dor e, neste caso infeliz, teremos um longo período de reconstrução que poderá durar mais de mil anos, segundo Chico Xavier.  Entretanto, sejamos otimistas. Lembremo-nos que deste período de 50 anos já se passaram 42 anos em que as nações mais desenvolvidas e responsáveis do planeta conseguiram se suportar umas às outras sem se lançarem a uma guerra de extermínio nuclear. Essa era a pré-condição imposta por Jesus.

Não estamos entregues à fatalidade nem predeterminados ao sofrimento. Estamos diante de uma encruzilhada do destino coletivo que nos une à nossa casa planetária, aqui na Terra. Temos diante de nós dois caminhos a seguir. O caminho do amor e da sabedoria nos levará a mais rápida ascensão espiritual coletiva. O caminho do ódio e da ignorância acarretar-nos-á mais amplo dispêndio de séculos na reconstrução material e espiritual de nossas coletividades. Tudo virá de acordo com nossas escolhas de agora, individuais e coletivas. Oremos muito. 

O próprio Emmanuel, através de Chico Xavier, respondendo a uma entrevista já publicada em livro, nos diz que as profecias são reveladas aos homens para NÃO serem cumpridas. São, na realidade, um grande aviso espiritual para que nos melhoremos e afastemos de nós a hipótese do pior caminho.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Lindo texto sobre a umbanda

Ser Umbandista....
É se dar,acima de tudo a um trabalho espiritual.
É saber que um terreiro,um centro, uma casa de Umbanda é um local espiritual e não a Religião de Umbanda em seu todo,mas todos os terreiros,centros e casas de Umbanda,representam a Religião de Umbanda.
É saber respeitar para ser respeitado,é saber amar para ser amado,é saber ouvir para ser escutado,é saber dar um pouco de si para receber um pouco de Deus dentro de si.
É saber que a Umbanda não faz milagres,quem os faz é Deus e quem os recebe os mereceu.
É saber que uma casa de Umbanda não vende nem dá salvação,mas oferece ajuda aos que querem encontrar um caminho.
É ter respeito por sua casa, por seu sacerdote e pela Religião de Umbanda como um todo: irmandade.
É saber conversar com seu sacerdote e retirar suas dúvidas.
É saber que nem sempre estamos preparados. Que são necessários sacrifícios,tempo e dedicação para o sacerdócio.
É entrar em um terreiro sem ter hora para sair ou sair do terreiro após o último consulente ser atendido.
É mesmo sem fumar e beber dar liberdade aos meus guias para que eles utilizem esses materiais para ajudar ao próximo,confiando que me deixem sempre bem após as sessões.
É me dar ao meu Orixá para que ele me possua com sua força e me deixe um pouco dessa força para que eu possa viver meu dia-a-dia numa luta constante em benefício dos que precisam de auxílio espiritual.
É sofrer por não negar o que sou e ser o que sou com dignidade,com amor e dedicação.
É ser chamado de atrasado,de sujo,de ignorante,conservador,alienígena,louco. E ainda assim,amar minha religião e defendê-la com todo carinho e amor que ela merece.
É ser ofendido físico,espiritual e moralmente, mas mesmo assim continuar amando minha Umbanda.
É ser chamado de adorador do Diabo,de Satanás,de servo dos Encostos e mesmo assim levantar a cabeça,sorrir e seguir em frente com dignidade.
É ser Umbandista e pedindo sempre a Zamby para que eu nunca esteja Umbandista.
É acreditar mesmo nos piores momentos,com a pior das doenças,estando um caco espiritual e material,que os Orixás e os guias,mesmo que não possam nos tirar dessas situações, estarão ali,ao nosso lado,momento a momento nos dando força e coragem;ser Umbandista é acima de tudo acreditar nos Orixás e nos guias,pois eles representam a essência e a pureza de Deus.
É dizer sim,onde os outros dizem não!
É saber respeitar o que o outro faz como Umbanda,mesmo que seja diferente da nossa,mas sabendo que existe um propósito no que ambos estão fazendo.
É vestir o branco sem vaidade.
É alguém que você nunca viu te agradecer porque um dos seus guias a ajudou e não ter orgulho.
É colocar suas guias e sentir o peso de uma responsabilidade onde muitos possam ver ostentação.
É chorar,sorrir,andar,respirar e viver dentro de uma religião sem querer nada em troca.
É ter vergonha de pedir aos Orixás por você,mas não ter vergonha de pedir pelos outros.
É não ter vergonha de levar uma oferenda em uma praia ou mata,nem ter vergonha de exercer a nossa religiosidade diante dos outros.
É estar sempre pronto para servir a espiritualidade,seja no terreiro,seja numa encruza,seja na calunga,seja no cemitério,seja na macaia,seja nos caminhos. Seja em qualquer lugar onde nosso trabalho seja necessário.
É se alegrar por saber que a Umbanda é uma religião maravilhosa,mas também sofrer porque os Umbandistas ainda são tão preconceituosos uns com os outros.
É ficar incorporado 5, 6 horas em cada uma das giras,sentindo seu corpo moído e ao mesmo tempo sentir a satisfação e o bem estar por mais um dia de trabalho.
É sentir a força do zoar dos atabaques,sua vibração,sua importância,sua ação,sua força dentro de uma gira e no trabalho espiritual.
É arriar a oferenda para o Orixá e receber seu Axé.
É ver um consulente entrar no terreiro chorando e vê-lo mais tarde sair do terreiro sorrindo.
É ter esperança que um dia,nós Umbandistas,acharemos a receita do respeito mútuo.
É ser Umbandista mesmo que outros digam que o que você faz,sua prática,sua fé,sua doutrina,seu acreditar,sua dedicação,seu suor,suas lágrimas e sacrifício,não sejam Umbanda.
É saber que existe vaidade mesmo quando alguém diz que não têm vaidade: vaidade de não ter vaidade.
É saber o que significa a Umbanda não para você,mas para todos.
É saber que as palavras somente não bastam. Deve haver atitude junto com as palavras: falar e fazer,pensar e ser,ser e nunca estar.
É saber que a Umbanda não vê cor,não vê raça,não vê status social,não vê poder econômico,não vê credo. Só vê ajuda,caridade,luta,justiça,cura,lágrima… e bom,mal e bem....Os problemas,as necessidades e a ajuda para solucionar os problemas de quem a procura.
É saber que a Umbanda é livre;não tem dono,não tem Papa,mas está aí para ajudar e servir a todos que a procuram.
É saber que você não escolheu a Umbanda,mas que a Umbanda escolheu você.
É amar com todas as forças essa Religião maravilhosa chamada Umbanda


Todo mundo já ouviu falar em encosto, não é?

O que chamamos de “encosto” é justamente um espírito perdido que se aproxima das pessoas, para sugar sua energia, seja ela boa ou ruim.
Esse espírito pode ser mandado por alguém mal intencionado, ou então, pode simplesmente ficar próximo a um indivíduo, por se sentir bem ali.

No primeiro caso, alguém acometido por um sentimento de inveja, pode consciente ou inconscientemente, enviar um espírito sem Luz, para prejudicar uma pessoa.
No segundo, o espírito simplesmente ficará grudado na pessoa, pois se sentiu atraído por sua energia. Sentiu nela, uma fonte de alimento e tentará se alimentar o máximo possível, numa atitude predatória. Isso geralmente ocorre com indivíduos muito nervosos, tensos, negativos, os tais “Hards” da vida (ó dia, ó azar...), pois suas vibrações podem sofrer baixas e sendo assim, podem atrair espíritos com a mesma vibração.

Em ambos os casos esse espírito, conscientemente ficará junto da pessoa, trocando energias com ela. Mas essa tal “troca” de energia com certeza não é vantajosa para a pessoa.
Explico: O espírito suga a energia da pessoa, literalmente falando. Além da Luz peculiar a qualquer individuo, todos os sentimentos, pensamentos e emoções também possuem vibrações peculiares. E o espírito pega pra ele parte dessa vibração. É como um verme!
Essa energia que seria usada para Iluminar a aura da pessoa será desviada para saciar a sede do espírito. Mas o que ele dá em troca? Ele devolve vibrações ruins e tentará sugestionar a pessoa a cometer atos que não condizem com suas atitudes habituais. Por exemplo: “bebe mais; fuma mais um; bate no cachorro; roube isso; cheire aquilo”.

A troca de energias se dá geralmente através dos chakras, principalmente os localizados na cabeça. Tome um cuidado especial com esses chakras, mantendo-os sempre em alta vibração.
E tome cuidado também com a nuca. Existe um ponto energético na nuca, que é ligado diretamente à coluna cervical e consequentemente ao Sistema Nervoso Central (consiste de encéfalo e medula espinhal). Por causa disso, esse ponto merece atenção especial, pois é principalmente através dele que ocorrem as possessões, as formas mais horríveis de domínio de um espírito sobre “um corpo que não lhe pertence”.

É através desse ponto também que ocorrem as incorporações, porém estou falando agora de incorporações de Luz, totalmente controladas e com fins benéficos. Tais quais as que ocorrem em centros espíritas, umbandistas, entre outros.
Uma “água benta” na nuca de vez em quando, lhe fará muito bem!! Mantenha esse canal sempre bem equilibrado.

Mas é importante salientar que nem só de Luz vive um encosto. Ele também se alimenta de energias emitidas por bebida, drogas, pensamentos ruins e outras coisas que emitem baixas vibrações. Porém isso não é um “alimento”. É simplesmente a satisfação de um desejo, de um vício, que provavelmente esse espírito teve em vida. E quer continuar tendo, mesmo depois de morto. Detalhe: alguns não sabem ou não acreditam que morreram.

Espíritos sem luz vivem em ambientes compatíveis com sua vibração.
Ambientes carregados da energia do álcool, drogas etc, atraem aqueles que viveram nesse mundo, pois o vicio é levado até a essência do Ser.
Se não ocorrer o tratamento espiritual logo após o desencarne, o espírito continua com aquele desejo, com aquele vício. E obviamente, tentará a todo o custo saciar o seu vício.

MAS COMO SABER SE ALGUÉM ESTÁ COM ENCOSTO?
Os sinais mais evidentes são a sonolência constante, e as atitudes estranhas, que não correspondem aos hábitos da pessoa; sentir desejos meio que incontroláveis que ficam martelando na cabeça até serem saciados. Isso são sinais para se ter atenção, ok? Sem “alarmismos” por aqui.
A sensação de sonolência ocorre, pois a energia vital está sendo desviada. Isso enfraquece o corpo e um corpo enfraquecido sofre com desânimo, cansaço e sonolência.

E COMO SE LIVRAR DISSO?
Pois bem, preste muita atenção. Uma simples oração e voltar os pensamentos a Deus ou a Jesus, afastará o mau-espirito da pessoa, porém ele continuará vagando por aí e poderá voltar, quando a energia da oração se dissipar. Ou seja, oração irá proteger e criar em volta da pessoa, uma proteção muito forte que fará com que o espírito se afaste e não tenha ação sobre a pessoa. Porém a vibração da oração irá se dissipar uma hora e isso fará com que o espírito possa voltar a agir.
O correto nesse caso, é procurar um centro de trabalhos espirituais de Luz, relatar o problema, e em um trabalho específico, encaminhar esse espírito para tratamento. Ao ser encaminhado pelos Anjos de Luz, esse espírito nunca mais será um encosto. Nunca mais retornará com este fim. Certo?

Lembre-se: ESTAR negativo por alguma circunstância pontual é uma coisa, mas SER negativo grande parte do tempo é um perigo. É um imã constante que irá atrair seres com a mesma vibração. E esses seres além de sugar a Luz restante, ainda contribuirão cada vez mais para o mal-estar da pessoa “encostada”. Portanto, nunca se deixe abater. Levante a cabeça, faça uma boa oração, dê um sorriso e siga em frente com Paz e Serenidade.

Uma pessoa pode ter vários espíritos encostados, não necessariamente um só. Quando trabalhei na Mesa Branca e na Umbanda, presenciei vários trabalhos de encaminhamentos de espíritos sem Luz. E muitas vezes foram tirados vários espíritos de uma pessoa só. Todos foram encaminhados para tratamentos e as pessoas passaram a se sentir bem gradativamente.
(Nota: Depois de um trabalho desse, dificilmente alguém sai se sentindo bem de imediato!)

Lembre-se... Um encosto não necessariamente é um espírito. Existe muito “encosto encarnado” vivendo por aí e roubando toda a Luz das pessoas de boa vontade. Tomem cuidados com esse tipo de “pessoa-encosto”. 



POR: EDUARDO ROSINELLI - aluzdaluz




Ser humilde não significa ser desprovido de bens materiais, mas ser capaz de aceitar a sua condição na escala evolutiva a que todos estamos sujeitos.

Ser humilde é ser capaz de aprender com pequenos gestos e estar sempre aberto a novos conhecimentos em prol da humanidade.
O maior bem que pode um ser humano almejar é a humildade, pois ela é capaz de construir caminhos que levam à luz, caminhos que permitem o companheirismo sem interesses e egoísmo.

Ser humilde é reconhecer no outro o seu valor. É elevar a auto-estima do amigo e pessoas de jornada evolutiva, através do seu exemplo de vida, sempre fundado na verdade e no bem.
Sede humilde e conseguirás a sabedoria, pois ela é a fonte da inspiração a que todos buscamos nessa jornada.

Estejas sempre atento às atitudes grotescas que destroem a harmonia do seu ambiente no lar, escola, trabalho, etc.
Estejas pronto a ajudar os menos favorecidos que você.
Sejas humilde o suficiente para ensinar aquilo que um dia alguém teve a paciência de transmitir a você. A felicidade depende dessa sua estada.

Quanto mais humilde, mais oportunidade de conhecimento terás e maior será a tua recompensa.
Ajude um amigo e sempre será ajudado quando precisares. Não que esse seja o objetivo da caridade, mas é a lei que rege todo o universo: quanto mais amor for dado, mais amado serás...”


(Mensagem psicografada em reunião familiar)
Muita Paz,
Raul Franzolin Neto



Ao sabor do tempo e espaço, flutuamos sob o efeito da escolha que fizermos, navegando no barco encarnatório que nos conduz pelo Oceano da vida.

Quando alguém se aventura pelo Oceano, busca, em primeiro lugar, vigiar e criar as condições de segurança do barco que o conduzirá pelos caminhos dos mares. O leme, a bússola, o rádio, a âncora, etc… Tudo tem que estar no prumo e no aprumo, para que a viagem seja a mais tranquila possível, e as possibilidades de enfrentar eventuais borrascas e tempestades em alto mar sejam coroadas de segurança e êxito.

Estamos vivenciando, no hoje e no agora do tempo e do espaço, uma viagem que pode ter uma conotação maravilhosa de aprendizado e vitória sobre as tempestades naturais do Oceano da matéria, como pode ser um fracasso que, muitas vezes, leva o nosso barco a soçobrar em alto mar.

O barco no qual viajamos é toda a estrutura material que nos é concedida, estrutura essa que deve ser completada pela nossa previdência no conhecimento, o mais exato possível, do uso da aparelhagem náutica, que oferecerá condições de segurança à viagem.

O esclarecimento e o conhecimento é a bússola norteadora; o uso correto do esclarecimento é a prática náutica; e a boa condição dos instrumentos é o “vigiar e orar” que deve nortear o viajante do mar da vida.

Somos filhos da Luz em viagem para o Reino Iluminado do Espírito, pelo mar do que chamamos vida na matéria, pairando no tempo e no espaço que, na maioria das vezes, nos arremessa nas tempestades trevosas da ignorância, descrença, desânimo e desesperança.

O Evangelho de Jesus é alegre “boa nova” que proporciona, ao viajante da vida, aparelhagem em boas condições e instruções claras e precisas para singrar o Oceano da Matéria, sem soçobrar nas suas ilusões, demandando ao Porto Iluminado do Reino Divino, a vida pacífica, harmoniosa e feliz em Deus.

Os ensinamentos espiritualistas, como transmissores dos ensinamentos Evangélicos, nos fornecem os esclarecimentos básicos e sábios que aumentam o nosso destemor face às aparentes e ilusórias tempestades ou tufões do mar da vida.

Diz Hermínio C. Miranda que “Nós sabemos o que somos – espíritos imortais temporariamente encarcerados num corpo físico. Sabemos de onde viemos – de um longo rosário de vidas que aprofundam suas raízes na escuridão de remotas idades. Sabemos para onde vamos – para os mundos cada vez mais perfeitos que luzem adiante de nós, nas muitas moradas do nosso Pai (CANDEIAS NA NOITE ESCURA – FEB, pg. 13). Este conhecimento nos fornece instrumentos sadios e poderosos para, sob a luz da razão e na prática do amor Evangélico, singrarmos o mar da vida sem medo dos tufões aparentes, formados pelos sofrimentos e problemas atuais.

O espiritualista cristão deve estar acima desses tufões. Embora sinta seus abalos, não soçobra e nem se amedronta, pois a luz do esclarecimento, a ação Evangélica em sua vida, a presença e uso correto das Sagradas Vibrações dos Orixás, e a orientação segura dos Guias e Mentores lhe trazem a tranqüilidade e a paz harmônica com Deus, consigo mesmo, com o próximo e com a natureza; paz esta que é concedida por Jesus e ninguém a poderá tirar, como Ele próprio nos afirma em Jo. 14:27 “ Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se perturbe nem se intimide vosso coração”.

O mais maravilhoso de tudo isso é que, quando tomamos conhecimento da nossa realidade espiritual e, pelo esclarecimento buscado a partir da humildade e do amor vivenciados, aparelhamos o nosso barco para esta viagem encantadora, descobrimos, deslumbrados, na hora sublime da Prece, que no leme, a conduzir o barco da nossa vida, está Jesus, o Divino Piloto, a nos conduzir, amoravelmente, para a Luz, para os braços de Deus.

Pai Valdo

(Sacerdote Dirigente do T. E. Do Cruzeiro da Luz – RJ)



Muitas vezes as pessoas acham que a Umbanda, mais precisamente, os Guias Espirituais, estão à disposição para adivinhações, para dizer se as coisas que almejam, como marido, negócios, estão para acontecer e, detalhe, muitas vezes tem que acontecer do jeito que foi planejado, saber de amores que sumiram, e por ai vai…! Claro que os Guias têm a permissão de falar algumas coisas, como: “tem tudo para dar certo, mas faça a sua parte”, “a pessoa que você almeja está próximo, mas olhe para os lados”, “estamos ajudando para que tudo aconteça, mas não vacile nos caminhos”, “orai e vigiai”, alguns trabalhos de ajuda como mandalas, magias, descarrego, desobsessão… 

Mas, seguramente, nunca adivinhações ou previsões. Se assim fosse, não precisaria mais ter pessoas desaparecidas, era só ir a um Terreiro de Umbanda. Também não precisaríamos mais de remédios e nem de médicos encarnados, estaríamos famosos pelos nossos milagres… O que existe meus irmãos, é força, determinação, fé, vontade, aliados aos trabalhos espirituais que nossos queridos Guias, através de Jesus, nos oferecem, e assim podermos alcançar o merecimento de sermos curados, de recebermos os bens materiais que lutamos para obter, mas o maior de todos, o de receber os bens espirituais para crescermos e evoluirmos.

A vida é feita de escolhas. Diariamente podemos escolher qual caminho seguir e nesta escolha podemos mudar acontecimentos.

Eu escolho meus caminhos, eu escolho como cumprir meu carma, ou eu cumpro da melhor maneira possível, ou da pior maneira possível. Isso se chama livre arbítrio. 

Ao reencarnamos, nós escolhemos as dívidas a serem pagas, então escolhemos a família, condição social, pessoas que nos cercam e os grandes acontecimentos onde iremos ser testados; são as provas terrenas. 

Concordam que aqui é a grande escola da vida da qual precisamos fazer provas para ver se passaremos de ano, ou permaneceremos na mesma série? Assim é a grande roda da vida, e como diz Caboclo Baiano Zé do Coco: “ Ó xente, o tempo de encarnado é tão curto que deve ser aproveitado a todo instante”. É verdade, nós vivemos como se essa encarnação fosse eterna e acabamos vivendo o amanhã, esquecendo de viver o presente que nos fortalece para o dia seguinte…

Então você pode perguntar: se eu faço meus caminhos, pra que vou a um terreiro para ser ajudado? Eu pergunto: Porque uma pessoa precisa ir à escola? Para aprender, não é verdade? Nossos amados Guias são nossos professores, psicólogos, pais, irmãos, amigos, profundos conhecedores das Leis de Deus e vêm nos ensinar a andar, ensinar qual o melhor caminho a trilhar… Como diz Emmanuel: “ O pastor conduz seu rebanho, mas quem tem que caminhar são as ovelhas”. Eu adoro essa frase, ela representa bem o que devemos fazer e a quem seguir. Jesus sempre ao curar dizia: “vai que tua fé te curou”.

 A doutrina espírita nos explica as enfermidades e curas, e qual a atuação para se chegar a uma cura, que depende de pensamentos e vontade da pessoa. Os espíritos benevolentes trabalham nos fluidos, já impregnados das qualidades dos pensamentos e sentimentos que os fazem vibrar. Essa atuação se dá no perispírito da pessoa, pois nas perturbações vibratórias do perispírito se originam as doenças orgânicas e psíquicas dessa ou de outras vivências… Mas não vamos entrar nesse assunto, pois para isso, precisaríamos algumas aulas, a intenção é entendermos como temos as rédeas de nossos passos e atos.

Sabendo de tudo isso, tenho mais certeza de que minha felicidade depende de mim e de minha fé, mas sei que preciso de ajuda, e essa ajuda eu busco na minha religião, que me faz crescer dentro dos caminhos de Deus. Os sofrimentos, irmãos, são para a nossa evolução. Bendito aquele que aprende com suas dificuldades. Eu aprendi a encarar cada obstáculo como degraus de luz, pois cada um deles me fortalece, me dando base para suportar a próxima tempestade…

Jesus nos ensina a construirmos nossa casa em cima de uma rocha para quando vierem as tempestades, enchentes, ventos, ela esteja sobre bases firmes. Para construirmos essa casa requer muito esforço e dedicação. A rocha representa Jesus e todo seu Evangelho, e a casa somos nós. Se construirmos nossa vivência em seus ensinamentos, alcançaremos a felicidade. Como diz Pai Reginaldo: “O evangelho é o único Manual que nos leva a Deus” e novamente como disse nosso Mestre: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai a não ser por mim”.

Esses dias recebi um texto que tinha uma frase assim: “Para ser Umbandista, devemos saber lidar com a ingratidão”. Refletindo em cima dessa frase simples e curta, porém sábia e profunda, observamos nos Templos Umbandistas pessoas que o frequentam e, realmente, com algum tempo, fazem mudanças significativas, mas basta um NÃO do Guia ou do Pai da casa para essas pessoas (sem generalizar) dizerem que o centro é fraco ou o Guia é fraco. Isso me faz pensar na ingratidão ou como é simples esquecer as coisas que lhe aconteceram. 

Agora, saindo da ingratidão e indo para a construção, em que base essa pessoa construiu sua casa? Base de areia, pois basta a primeira dificuldade para a sua casa desabar , e pior, querer culpar os que lhe deram a mão. Para ser Umbandista temos que ter nossa casa bem construída, pois vamos nos deparar com essa situação por muitas vezes, e com outras piores, mas também vamos ver muitas pessoas crescerem e evoluírem.

A Umbanda é amor, caridade, seriedade, evolução, servir… Cada casa tem sua ritualística, mas dignas de respeito e como diz meu Pai Valdo, estruturado nas palavras sábias do fundador da Umbanda, Caboclo das Sete Encruzilhadas:

“A Umbanda cabe a cada pessoa em seu estágio evolutivo, desde que tenha como base:

não matar;

não cobrar;

evangelizar;

vestir o branco e

utilizar as energias da natureza para o bem.”

Pensem nisso! Em vez de se lamentarem, de ter auto piedade, de criticarem, ou ter ingratidão, olhem para cima. Com certeza terá uma mão estendida lhes chamando para a sua evolução, para seu crescimento, para sua reforma interior, para sua auto análise como filho de Deus. E essa mão, eu sei que é Deus, atuando através de nossos queridos Guias Espirituais a nos conduzir nos caminhos de Nosso Pai Misericordioso.

Lembrem-se: “quem caminha são as ovelhas”



Mãe Kátia
(Mãe Pequena do T. E. Cruzeiro da Luz – Cabana do Caboclo Rompe Mato/SP)



Quando nada realmente falta , quando de uma profusão de idéias, sentimentos, valores, se faz rico o filho, pode ele doar e fica feliz quando assim o faz.

Mas a vida encarnada não é apenas uma abundancia de riquezas e sim formada também por momentos de penúria econômica, sentimental, espiritual. E então , quando nenhum dos caminhos parece suficientemente seguro, quando o medo se faz presente, quando a dor se faz presente, quando a falta se faz presente é quando deve o filho aprender a pedir e a receber.

Difícil para os altivos, para aqueles que acostumados estão a dar o tempo todo sem precisar pedir para si, mas tão somente para os outros. Estes filhos devem aprender a receber. Porque nesse momento estarão dando um grande passo à sua própria evolução. Estarão entendendo que não apenas de abundancia se faz a vida e que todos, independentemente de grau econômico, social ou espiritual, dependem uns dos outros para juntos, realizarem o grande bem.

Então sim filhos, aprendam a difícil lição de pedir. Aprendam a difícil lição de receber e depender deste recebimento para poder continuar sua caminhada.

Pedir é sempre possível. As entidades trabalham e se desenvolvem elas mesmas na tentativa de sempre ajudar. Precisam as entidades portanto, para poderem realizar sua missão, dos pedidos. E por isso agradecem, quando podem, por merecimento, ajudar os filhos.

E estes serão, sempre que o merecimento e as leis do karma permitirem, atendidos. Porque pediram, porque se precisam daquela ajuda para poderem continuar importante aos seus caminhos, ela se faz.

Então filhos, peçam. Peçam com coração, peçam com toda a força, conversem com as entidades, expliquem os motivos e esperem a resposta. Se as entidades puderem transformar a dor em alento, o alento em esperança e a esperança em alegria, por certo não irão negar o que lhes foi pedido.

É importante aprender a pedir. Precisar exatamente a necessidade também é uma arte. Ter a pergunta ao problema certo é poder entender que existe alguma resposta. E que esta resposta será encontrada, em um momento ou outro.
E também entender que as entidades estão esperando auxiliar os espíritos que lhes pedem ajuda. Porque a ajuda é o modo delas próprias obterem evolução.

Então filhos, peçam. Mas tenham a certeza de que o que pedem não irá prejudicar a outras almas, que também procuram se encontrar em meio às dificuldades. Porque qualquer pedido para prejudicar qualquer alma que seja, por mais merecedora da dificuldade, não será atendido. As entidades umbandistas não se prestam a fazer mandingas para prejudicar quem quer que seja.

Porque um dos fundamentos da Umbanda é exatamente que cada alma tem seu livre arbítrio** e que o perdão ou a paga somente é dado a Oxalá***. Não cabe aos filhos ou às entidades imporem qualquer uma dessas realidades, seja a paga, seja o perdão.

Portanto filhos, tenham toda a consciência quando pedem, porque aquele que deseja dor a outros não estará impune também, por mais merecedora que entenda o filho que a outra alma é dessa dor. Nenhuma entidade dentro da umbanda se presta a impingir dor , sofrimento ou obediência a qualquer alma que seja.

Assim, aquele que pedir que isto seja realizado, alem de não obter auxilio através das entidades da umbanda, ainda estará se responsabilizando pelo ato de tentar trazer ao terceiro a dor, e por isso, pagará.

Abre-se aqui um parêntese. É importante que se tenha consciência do pedido, para que ele não traga ao filho a paga. É fundamental que se entenda que sim, existem locais onde a dita magia negra é praticada. E que entidades, a troca de pagas, se prestam a realizar o mau. Mas estas não são as entidades que trabalham na umbanda.

Em nenhum terreiro umbandista o filho encontrará respostas ao pedido de prejudicar quem quer que seja. E preste atenção, porque todo o pedido aceito em casas não umbandistas às entidades que se prestam a essa paga, terá retorno, e um grande retorno.

Ninguém deseja ou realiza a dor, sem que a sua dor não seja a paga. Não há como passar por cima da regra. Quem pede pelo desespero de outro, está trazendo à sua vida, esse mesmo desespero. Porque se envolve com uma energia que vibra em baixa intensidade e que irá em algum momento, querer o retorno do trabalho feito.

As entidades que se prestam a esses serviços, não são entidades umbandistas, mas sim mercenárias, que por paga servirão a quem as ordenar. E aquele que fica devedor de uma entidade dessa, abre a porta para todo e qualquer tipo de ordem e desordem por ela prolatada.

Neste momento, as entidades boas, que jamais se prestariam a esse tipo de papel, abandonam o filho à sua própria sorte, porque foi ele quem abriu as portas da sua vida a essa energia de desestrutura. E o preço nunca é pequeno.

Aquele que impinge dor a outro, através de trabalhos espirituais, simplesmente se despe de toda e qualquer proteção que poderia ter.

É largado à própria sorte. E, mesmo conseguindo o que foi desejado, esse pedido custará muito mais caro do que se ele não tivesse sido realizado. O preço é muitas vezes maior do que o mau feito.

Porque aquele que deseja recebe a consciência do que procura e também é sabedor que estará abrindo sua vida a energias que não terão dó em torná-lo a próxima vitima. Também pagará e caro. Uma alma pode escolher a ação, mas nunca as conseqüências. *

Portanto filhos, pensem. Quando pedirem para seu próprio bem, para sua própria iluminação, sem que isso importe em momento algum na dor do outro, então, dentro da lei do karma e do merecimento, serão atendidos.

Mas não se prestem filhos a realizar mandingas para impingir dor aos outros. Porque entidades que se dispõem a realizar este trabalho são espíritos não iluminados que, de forma mercenária, utilizam sua influencia para destruir em qualquer momento a vida daqueles a quem prestaram serviços.

E se não forem essas, outras entidades, ou a própria lei do karma se encarregará de fazer que a paga seja enorme e então, não haverá mais hora para arrependimento, por que aquele que pede, recebe. E por isso, paga.


* - Livro: Umbanda para a Vida: