sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Se eles não me ajudarem eu ....

 

Boa Tarde meus queridos amigos, leitores e irmãos.

Hoje conversando com uma pessoa, que passa nesse momento por uma certa dificuldade, eu ouvi a seguinte frase:"- Se eles não me ajudarem, não tem por que eu ficar me "%$#@!&¨" com eles, essa é a grande verdade."Não estou aqui pra criticar e nem julgar as palavras desse irmão, que por sinal amo muito, é irmão, amigo, filho, e por ai vai.

É que com essas palavras me despertou o lance Religião x Negocios.

E ai pensei no quanto é fácil a gente acreditar, ter fé, dizer que amamos, que adoramos, que nunca largaremos nossa religião e talz, quando temos tudo nas mãos, quando temos emprego, saúde, paz, amor etc.

Mas é na hora do aperto que a gente prova pra gente mesmo, o quanto a gente acredita naquilo que escolhemos para nós.

Isso tudo me vez voltar há 2 anos atrás, quando nós aqui em casa, passavamos por uma situação muito dificil.

Sou casada e tenho 1 filho, não trabalho fora, o sustento "pesado" da casa fica por conta do meu marido. E ele no ano de 2009 ficou desempregado.
E investiu numa sociedade, que não deu certo, e só fez afundar mais ainda a nossa situação. Tivemos comida na nossa mesa, por que pessoas muito desapegadas e que estão realmente preocupadas com seus semelhantes, nos ajudaram. E no momento de maiores dificuldades, eu ouvi de um super amigo, sim, ele é mais que um amigo, por que amigo, nos fala verdades, tenta acertar pra nos ajudar e tudo o mais,enfim, meu marido ouviu da boca dele, a seguinte frase.

"-Cara, sai dessa vida, por que essa religião só afunda vcs."

Quando meu marido me disse que ele havia dito isso, eu parei no meu congá, e olhei pra todas as imagens que tenho~(são poucas mas tenho muito amor e respeito), e pensei, (ai como eu me arrependo de ter pensado isso), será que ele não estaria certo? (só de lembrar já meus olhos já se enchem d'água), então, eu enchi o peito, balancei a cabeça, e falei com todo meu coração, "- NÃO, ELE NÃO ESTÁ CERTO! E EU NÃO VOU LARGAR MINHA RELIGIÃO POR NADA, PRINCIPALMENTE AGORA!".

Na hora uma "pessoa" (se é que me entendem), apareceu, olhou bem nos meus olhos e disse assim...(rs):

"- Oxente, que agora sim, eu to vendo a Iara que é forte, (e ele ainda completou), " é com essa força, vontade e convicção que tu vai conseguir passar por essa situação, e ainda vai lá na frente, ajudar há muitos."

Dai em diante, tudo começou se acertar, mesmo por que todos passamos por fases dificeis nas nossas vidas, e se elas não existissem, nós não saberiamos como valorizar, tudo o que nos é oferecido por Deus.

Peço desculpas por ter "desfocado" um pouco o assunto, mas precisaria colocar esse 'ponto' pra que conseguissem ter ideia e entender melhor o post.

Quando citei o lance "Religião X Negocios", por que será que muitas pessoas, procuram uma religião somente quando estão "duros" de dinheiro?

Por que muitos abandonam suas religiões, sempre por esse motivo, quando saem, a gente sempre ouve: " EU NUNCA CONSEGUI NADA NESSA RELIGIÃO"( e aqui eu não falo só da umbanda não, falo de todas as outras, por que eu já vi, pessoas e outras religiões, deixarem sua religião tbm por que não conseguiram dinheiro, carro, fama, sei lá, na religião que eles estavam.

Por que será que as pessoas, vêem a religião como negocio?
Jesus pregou para tanta gente e nunca teve carro, comida farta, roupas caras, andava descalço. Ter uma religião é um estado, em que a gente se encontra, por escolha, e não um negocio.
Essa religião não me dá dinheiro, vou para aquela, que o "irmão" mais pobre tem carro zero.
Gente, vamos deixar a hipocrizia de lado. E se entregar de coração naquilo que a gente escolheu, ou que Deus nos deu a oportunidade de conhecer.

E eu vou mais longe ainda, se eu não trabalhar, Deus, Jesus, o Pastor da minha igreja, o Padre da minha igreja, o Pai ou Mãe de Santo,Babalorixá ou Yalorixá, Zelador ou Zeladora de terreiro, chamem como quiser, não vai vir aqui me trazer dinheiro todo mês, pra que eu pague minhas contas, pra que eu compre a minha comida, minha roupa, ou pra que eu realize meus caprichos.
Eles irão nos direcionar, nos orientar e nos auxiliar da forma deles, para que tenhamos força de vontade, fé, amor, e perseverança, em tudo que fizermos para que possamos conquistas todas as coisas materiais que precisamos e que queremos por capricho.

Mas se eu não trabalhar todo dia, levantando cedo, cuidando das minhas obrigações, não terei como realizar tudo isso.

O que vocês acham disso tudo? Como cada um de vcs vêem essas situações?
A Religião, se não está te dando "retorno financeiro", não presta mais?
Ou para vocês a religião é uma forma de te ajudar a passar por toda e qualquer dificuldade?


(peço desculpas por não ser muito boa pra escrever. E agradeço também, a paciência de todos, por lerem esses posts que geralmente são grandes.)

Tenham uma excelente segunda feira e uma semana abençoada!

Dessa água nunca mais beberei.

 

Vai aqui um post fresquinho e pra variar, cheio de perguntas (rs).
É um pouco grande, mas acho que vale a pena ler.

Ontem quando ligava meu radinho para ir deitar e dormir ouvindo musica, procurando uma estação que gosto muito, “parei” como se tivesse sido induzida a isso, em uma radio, que não sei qual é e fiquei, sei lá por que ouvindo o relato.
O que me chamou a atenção para deixar ali naquela estação, foi ter ouvido a seguinte frase: ENTÃO IRMÃO, AQUI ESTÃO TODOS OS SEUS COLARES OU GUIAS, COMO OS MACUMBEIROS CHAMAM NÉ?
Eu como Umbandista que sou, fiquei curiosa em saber o que iriam falar sobre esses tais macumbeiros, pessoas essas que conheço só de ouvir falar, então achei que fosse ter uma explanação sobre essa religião que muita gente fala mal, mas nem todo mundo conhece.
Enfim, enquanto ouvia o relato daquele irmão, percebi que ele falava sobre o Candomblé, e então citou também o nome UMBANDA, ai entendi que quando eles se referiam a macumbeiros, eles estavam falando sobre os freqüentadores dessas duas religiões, que eles mesmo falaram o nome, e o tal irmão, estava explicando com muitos detalhes sobre todos os ritos da primeira citada.
E ainda dizia que estava nela desde seus 7 anos de idade(ele hoje tem 35 anos), e que já era até Babalorixá, a não sei quantos anos (essa parte eu não lembro).E para finalizar, ele ainda disse: - eu servi o diabo por todos esses anos, agora quero e vou servir ao Deus verdadeiroe nunca mais vou voltar a servir o inimigo.
Bom, eu parei de ouvir o relato nesse ponto, pois comecei a refletir sobre o tudo o que ouvira. E eu afirmo para vocês, não foi só isso que coloquei aqui que eu ouvi não, teve muito mais coisa, que não lembro ou não vem ao caso, pra que o post não fique maior do que já vai ficar.
Pensando com meus “botões” o seguinte...
Na vida, cada pessoa escolhe o caminho que irá seguir ou o que vai fazer de sua vida. Deus nos deu essa liberdade de escolha. Então, eu não estou aqui pra condenar ou questionar a escolha desse irmão ou de qualquer outro. Respeito a escolha dele, assim como gosto que respeitem a minha.
Mas, os meus pensamentos foram muitos, dentre eles, tenho 3 que mais me deixaram encafifada, chateada, ou triste mesmo.
Por que esse irmão, levou tanto tempo (pelo que entendi mais de 25 anos),para enxergar que aquela religião que ele desde cedo seguia, não servia para ele?
Segundo, por que ele tendo ficado tanto tempo nessa religião, agora que escolheu outro caminho para seguir, apenas não foi segui-lo, tentando assim, traçar uma nova rota para sua felicidade e salvação?
Terceiro e na minha opinião o pior de todos.
Dizer que dessa água não beberei.
Calma eu explico.
Nesse mundo, a gente nunca sabe exatamente o que vai acontecer daqui há 1 hora, quem dirá daqui há alguns dias ou anos (esse irmão mesmo, deve ter defendido a religião inicial dele, com unhas e dentes enquanto estava lá)
Pois bem, sabemos se nós estamos na chuva é pra se molhar. Não estou dizendo que ele vai voltar a procurar a religião que hoje ele “cospe” em cima, pode ser que não. O que me dói e me fez pensar muito antes de resolver digitar este post, e não falo isso só de Ex- Umbandistas ou Ex- Candomblecistas, eu já vi isso acontecer também com pessoas de outras religiões (e tive o mesmo pensamento), é o simples fato de que quando “trocaram” de religião, algumas pessoas simplesmente “maldizem” ou passam a ter “asco”, ou até mesmo, o preconceito ridículo sobre algo que muito os serviu?
Penso que se essas pessoas, tivessem no mínimo respeitado a escolha e tivessem se respeitado enquanto estavam seguindo algo que escolheram, se tivessem se dado também o prazer e a oportunidade de conhecer mais essa escolha, isso não aconteceria, e com certeza, haveria mais harmonia entre todos os seres da terra entre nós irmãos, por que todos nos sabemos que somos filhos de um ÚNICO DEUS.
DEUS este que criou : céu, terra, água, ar, matas, caminhos, cachoeiras, rios, lagos, pedreiras, fogo, tempestades, amor, e que nos deu conhecimento, luz e fé.
Eu mesma nesses meus 35 anos, passei por várias religiões. Nasci dentro da Umbanda,quando achei que ela não estava suprindo todas as minhas duvidas (sempre fui muito curiosa e sempre gostei muito de conhecer e estudar,sobre o que eu vivia),procurei outra religião e fui pro catolicismo, quando não me “supria” mais, tive o prazer de conhecer uma igreja evangélica muito linda e legal, aceitei Jesus, como costuma-se dizer nas igrejas evangélicas(aquele mesmo Jesus, que estava comigo, quando nasci na umbanda,o mesmo que passou comigo em todas as minhas escolhas e continua comigo até hoje...), depois de lá, fui para o Kardecismo, onde fiquei durantes anos, e estudei muito e depois, voltei novamente para a Umbanda religião a qual me encontro no momento. E eu lembro bem que quando eu mudava de uma religião para outra, nunca sai praguejando nem maldizendo que aquilo era coisa disso ou daquilo e que nunca mais iria voltar a freqüentar aquele lugar.... (ai se eu tivesse dito isso, hoje estaria pagando minha língua..kkkk).
Gente, o que entendo é que religião é o ato de religar, religar a algo, nesse caso aqui a Deus.
Vamos deixar a insensatez, a estupidez, a ignorância (aqui nesse caso, pra que entendam melhor, é a falta de conhecimento mesmo), a preguiça de conhecer melhor sobre as escolhas que fizemos, a hipocrisia, a covardia e o pior de tudo, o preconceito de lado, e passar a viver e a seguir o que Jesus pregou durante seus 33 anos em que esteve aqui nessa terra linda, o amor, o respeito ao próximo, o respeito às suas escolhas, e o direito de ir e vir, de fazer suas escolhas, enfim, tudo o que está bonitinho, revisado e com toda pontuação correta, escrito na bíblia, e que muitos muito falam, lêem, pregam mas não “cumprem”.
Vamos dar a oportunidade a nós mesmos de quando chegarmos lá do outro lado, ou seja lá como cada um pensa, dentro de sua religião, e ao olhar nos olhos de Deus ou de Jesus Cristo, ele ver que nós tentamos fazer o que ele há 2.000 anos atrás, veio fazer e nós não deixamos.
Ele foi um excelente professor, irmão, pastor, sacerdote, dêem o nome que quiser, só que os seus alunos, é que não tiraram boas notas.
Quando o respeito, o amor, e a caridade fizerem parte do dia-a-dia na vida do ser humano, com certeza teremos um mundo bem melhor e ai sim, todos nós teremos a certeza de que sim, valeu a pena!
Amém!
Gloria a Deus!
Graças a Deus!
Saravá!
Axé!
E que Deus, abençoe a todos!

Pular 7 ondas ou manter o bom senso?

 

Recebi essa mensagem por e-mail e estou compartilhando...

bjs.

Mensagem de Pai Antônio das Almas
Recebido por GÉRO MAITA

Amados filhos, que a luz do Grande Criador possa brilhar em vossos corações!
Chegamos ao final de mais um ano filhos e "do lado de cá" onde nos encontramos com certa preocupação revemos os preparativos para os "festejos de passagem", pois encontramos nos dias de hoje a mente humana ainda envolta na crença de que as reais mudanças morais e espirituais em suas vidas provenha dos cultos exteriores.
E dentre este "mar" de ilusões encontramos novamente como tema deste enredo o santuário natural de "YEMANJÁ" como palco para excessos, desinformação e desregramento levando este cenário sagrado da natureza não somente como ponto de forças de uma Mãe Orixa tão amada e respeitada na Umbanda, mas também como um ponto de equilíbrio energético para nosso planeta a uma caricatura semelhante a um filme de terror e catástrofe.
Sei que minhas palavras pesam e muito nos corações de alguns filhos, como nego velho que sou e com o compromisso que assumo com o resgate da espiritualidade dentro da Umbanda, não costumo desde a época da Senzala ter a língua presa e não seria aqui filhos amados que o pai iria trancar ela!
Encontramos na passagem de ano, inúmeros filhos que passam os 364 dias do ano MENTINDO, ENGANANDO A SI PRÓPRIO E A SEU SEMELHANTE, DISTANTE DO SAGRADO E DAS COISAS DE DEUS LEMBRANDO DO MESMO SOMENTE NOS MOMENTOS DE APERTOS SENTIMENTAIS OU MATERIAIS, levando uma vida de ilusão e desregramento e acima de tudo DESCONHECEDOR DAS LEIS SAGRADAS DA UMBANDA, levando flores, champanhe ou mesmo acendendo velas nas diversas praias rogando a força de quem desconhecem para ter um ano de prosperidade. Desconhecedores do termo PROSPERAR, levam a luxúria para o mesmo santuário onde vão pedir bênçãos já praticamente embriagados e esperam nesta ilusão de crença e dogmas alcançar alguma graça.
Filhos já é tempo de acordarmos nossas consciências para compreensão de que a verdadeira transformação sempre parte de dentro para fora.
Fazer uma avaliação de como você tem conduzido vossa vida, vossas atitudes e desenvolver espírito de transformação sabendo que toda mudança requer resignação e luta moral, são um bom atalho para que os resultados tão esperados possam começar a acontecer.
Vestir o brando, acender vela ou ainda derramar champanhe no mar acreditando que a SENHORA DAS MARÉS ficará grata por isso é o mesmo que assinar um atestado de ingenuidade e pobreza espiritual, pois as atitudes devem ser interiores conhecidas como REFORMA INTIMA.
QUAL A MELHOR OFERENDA PARA QUALQUER ORIXA? Seu amor a Deus, a natureza e seu respeito para consigo e seu próximo, afinal JESUS, OXALA ou como desejem chama-lo nos ensinou no primeiro mandamento:"AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS E A TEU PRÓXIMO COMO A TI MESMO"
Filhos, já é hora de revermos nossos conceitos sobre Deus, espiritualidade e espiritualismo para que possamos dentro da lei do bom senso manifestarmos nosso culto do coração, com o coração e de coração.
Vá até o mar, contemple nele a grandeza de Yemanjá e a sabedoria de DEUS em sua criação e humildemente faça sua prece não rogando a Deus ou Yemanjá que resolvam e abram seus caminhos, mas que lhe possam dar "direcionamento" espiritual para que você mesmo não os feche novamente.

Bom senso, não é uma palavra meus filhos é uma atitude que todo filho de Deus e dos Orixas deve aprender a cultivar dentro de si.

Na bênção de DEUS e força dos ORIXAS,

PAI ANTÔNIO DAS ALMAS

Religião??


RELIGIÃO deriva do termo latino "Re-Ligare", que significa "religação" com o divino. Essa definição engloba necessariamente qualquer forma de aspecto místico e religioso, abrangendo seitas, mitologias e quaisquer outras doutrinas ou formas de pensamento que tenham como característica fundamental um conteúdo Metafísico, ou seja, de além do mundo físico.

***********
As pessoas se preocupam tanto em falar que tem religião, que fazem parte de tal grupo (igreja), mas se esquecem do verdadeiro significado da religião.
E, é ai que deixam o preconceito falar mais alto, e julgam ou excluem as pessoas de outras religiões. 
Sem imaginar que ao fazerem isso, estão afastando muitas vezes pessoas maravilhosas de sua convivência. 
E ainda acredito que perdendo força, por que se fossem todos unidos, cada um na sua crença, com certeza teriamos muito mais força pra lutar contra quem não acredita que exista um ser Maior, que conduz esse mundo.

Fora que, na grande maioria dos casos, estamos indo contra o que Jesus nos deixou né? Que é não Julgar, levar suas palavras a quem quiser ouvi-las. Ele mesmo, pregou para ricos, pobres, doentes, descrentes. E nós, muitas vezes nos achamos (mesmo que sem consciencia disso) melhor do que Ele, por que julgamos as outras religioes, dizendo que são coisas do demonio, ou é errada, ou sei la o que.

Indo nesse sentido, vai alguns exemplos de criticas, que na minha opinião são infundadas. (olha eu aqui julgando rs)
Quem disse que mulher não pode pintar a boca?
Quem disse que a Umbanda é coisa do Demonio?
Quem disse que Mulher não pode usar calça?
Quem disse que Jesus era de tal religião?
Quem disse que Santo é coisa do Diabo?
Enfim, muitas perguntas como essas eu posso fazer, e alguns podem até tentar responder, mas sinceramente, eu acredito que Deus nos fez sua imagem e semelhança, e nós somos sim sua melhor obra de arte. O que ele talvez não esperava, era que nos tornariamos assim tão mesquinhos e arrogantes ao ponto de nos acharmos melhores do que os outros.

E o que é pior, as pessoas criticam as outras religiões sem nem saber como elas trabalham, o que elas fazem, como são, seus fundamentos e tudo mais.

Gente, deixemos a ignorancia e a arrogancia de lado, e vamos dar as mãos para assim, podermos construir um mundo melhor, principalmente no campo Espiritual. E quando eu digo espiritual to abrangendo todas as religioes, por que, como acreditar que existe um Ser Maior, que contruiu tudo isso em que nós vivemos, o mundo, a galaxia o universo, sem que a gente nem sabe como ele é??? (bom, nesse caso, basta olharmos no espelho). Então todos nós de todas as religioes acreditamos no espiritual, num ser maior.
O dia que isso acontecer, com certeza, muitas guerras irão parar, e muitos crimes perderão o sentido e ai sim, viveremos num mundo melhor!

(desculpe, hj acordei pensando nisso, e decidi escrever aqui.)

Forte abraços a todos os meus irmãos, evangelicos, catolicos, umbandistas, candomblecistas, budistas e de todas as outras religiões que existem.

A CHAVE DA EVOLUÇÃO

 
 
Texto enviado por André Cozta    
Falar em evolução é algo que sempre gera interpretações variadas. 
Afinal,  alguém  pode,  imediatamente,  pensar  nela  como  o  próprio  progresso  material,  na 
aquisição de bens, que geram um conforto e uma tranquilidade financeira.  
E,  nada  mais  justo,  do  que  almejar  para  si  uma  vida  tranquila  neste  sentido,  não  tendo 
preocupações com as necessidades básicas e podendo, tranquilamente, viver sem sobressaltos. 
Mas também é nesta compreensão e nesta aceitação do sentido da evolução, onde reside o 
maior problema. Interpretá-la desta forma, invariavelmente, leva o ser à ilusão.  
E, banhado nesta sensação, afunda-se cada vez mais no materialismo. 
Quando  uma  pessoa  acorda  deste  sonho  que  é  a  ilusão,  tenha  certeza,  toma  um  enorme 
susto,  pois  percebe que esteve “adormecida” durante todo aquele período e que a realidade, para 
ela, não é nada agradável. 
O tempo é um fenômeno divino irrecuperável, se pensarmos que todo aquele tempo ao qual 
desperdiçamos ficou para trás e nada mais podemos fazer a fim de corrigir nossas falhas. 
Porém, Deus, que é infinito em Sua bondade, se não nos permite que retornemos no tempo 
para efetuarmos essas correções, nos dá toda a eternidade para, seguindo em frente, corrigirmos e 
repararmos nossos equívocos. 
Este acordar-se do sonho da ilusão pode ser doloroso se ocorrer com o ser ainda vivendo na 
carne, mas, tenha certeza, pode ser mais doloroso ainda se ocorrer após o desencarne. 
Exatamente  porque,  por  mais  que  seja  difícil  enquanto ainda  vive  aqui  no  plano material  da vida humana, com certeza estará “adiantando” o processo e isto contará pontos a seu favor perante a Lei de Deus. 
É  um  cálculo  muito  simples,  se  usarmos  do  recurso  do  tempo  como  conhecemos  aqui  no plano  material.  Exemplificando:  -“Durante a juventude, uma pessoa que tinha em seu caminho a tarefa  de,  através  da  medicina,  auxiliar  aos  seus  semelhantes  na  área  da  saúde,  optou  por  outro caminho,  que  não  o  do  estudo  e  do  conhecimento  nesta  área  (leia-se:  concluir  o  segundo  grau, estudar  para  o  vestibular  e  cursar  a  faculdade),  ainda  assim,  poderá,  já  mais  velho,  retomar  este processo e, ‘acelerando o passo’, chegar lá. Mesmo que, mais velho, sinta que não tem o ‘pique’ da juventude para o estudo, se sentirá bem, pois, estará, intimamente, em sintonia com sua essência.  
Agora,  se  esta  pessoa,  mesmo  sentindo  em  seu  interior  esta  necessidade,  persistir  em  não cumprir  com  sua  missão,  tenha  certeza,  envelhecerá  amarga,  frustrada  e  carregará  isto  consigo após  seu  desencarne.  Afinal,  a  passagem  para  outro  plano  da  vida  não  purifica  ninguém,  pois, sendo bem racional, é apenas uma troca de realidade. Vida, saiba você, é um ‘caminhar constante e eterno’. 
Fatalmente, carregará este ‘atraso’ consigo, tendo de recuperá-lo. E,  tenha certeza, assim o 
fará em algum momento de sua jornada, seja desencarnado ou em outra vida na matéria.”
Usei  deste  exemplo  para  deixar  claro  que,  se  o  tempo  é  irrecuperável,  nós  temos  todo  o tempo do universo para nos olharmos em nosso espelho íntimo e numa auto avaliação, concluirmos o que é necessário para a nossa real evolução, que é, primeiro a espiritual, depois a material. 
Tudo deve começar pelo interior, pela essência. 
Você, por um acaso, conhece algum projeto que obtenha sucesso, caso tenha sido externado 
sem estar cristalizado em seu interior?
Busque  sua  evolução  espiritual  e  a  terá  refletida  na  sua  vida  material  como  uma 
consequência natural. 
Muitos dirão: - Ah, mas eu já faço isso! 
E eu provoco: - Será que realmente fazem? 
A vida é, entre outras coisas, um “olhar constante” para tudo o que ocorre conosco e à nossa 
volta. 
Infelizmente, há quem passe maior parte do  tempo olhando mais para o que acontece à sua 
volta do que para si próprio. E é quando começam os pré-julgamentos e pré-conceitos. 
Quando o ser começa a se julgar mais evoluído do que os outros, mais elevado, mais culto, 
mais inteligente, mais antenado, tenha certeza, ele está “menos” tudo isso que se acha. 
Todo  este  discurso  neste  texto  que  pretende  falar  sobre  a  chave  da  evolução,  faço
exatamente para chegar até aqui e dizer que esta chave tem nove simples letrinhas.  
Soletrando-as: H-U-M-I-L-D-A-D-E. 
Parafraseando o Preto Velho Pai Thomé do Congo: “Humildade é Sabedoria”. 
Humildade nada tem a ver com humilhação. 
É  exatamente  esta  ideia  equivocada  que  a  soberba  e  a  vaidade,  com  seus  recursos 
enganosos  tentam  passar  constantemente.  E  com  muito  sucesso,  infelizmente,  em  boa  parte  das tentativas! 
Acionar  a  humildade,  chave  mestra  da  evolução,  dá  ao  ser  a  verdadeira  sensação  de 
elevação, de sutilização de sua alma, de seu mental, garanto-lhe! 
O segredo não é, a partir de agora, dizer: - Eu sou humilde! 
É, diariamente, o tempo todo, olhando para seu íntimo, questionar-se e cobrar-se por atitudes 
inteligentes, ou seja, direcionadas pelo bom senso, o senso da humildade. 
Ser humilde nada tem a ver com humilhação. Apenas é: 
- Caminhar tranquilo, amando a Deus, respeitando ao próximo, seja ele quem for. 
- Conhecer seus limites, mas, também, suas capacidades. 
- Conhecendo seus limites e sabendo realmente onde é seu campo de atuação na Criação de 
Deus,  usar  das  suas  capacidades  em  benefício  próprio  e  de  seus  semelhantes.  Usando-as, minimamente,  sempre  em  auxílio  de  alguém,  este  seu  movimento  alcançará  o  Universo  como  um todo. 
-  Sentir  verdadeiramente  a  necessidade  constante  de  aperfeiçoamento  e  buscá-lo 
incessantemente.  
- Um dom, uma faculdade a nós concedida por Deus deve ser encarada como o cerne de uma árdua tarefa e não de orgulho vaidoso para se contar vantagens perante as outras pessoas. 
Muito  mais  poderia  escrever,  exemplificando  o  que  pode  levar  a  ter  a  senha  para  acionar  com sucesso a chave da evolução. 
Humildade não é permitir toda e qualquer coisa, nada tem a ver com deixar com que pessoas 
imbuídas de intenções maldosas “pisem” em você. O humilde deve saber se impor. Isto também é conhecer seus limites e seu campo de atuação. 
E mais um alerta: impor-se exigindo respeito sim, nunca impor suas ideias ou o que considera o correto. Saiba que todos os movimentos totalitaristas da história, assim começaram. 
Tenha  fé  com  humildade,  ame  com  humildade,  busque  o  conhecimento  com  humildade, 
alcance o equilíbrio e use da razão com humildade, ordene sua vida com humildade, transmute-se constantemente  no  rumo  da  evolução  com  humildade  e  crie  benesses  para  si  e  para  seus semelhantes com humildade. 
Use  da  humildade  nos  sete  Sentidos da Vida e terá realmente encontrado a “Chave da
Evolução”.
 
 

O texto abaixo foi retirado do livro AÇÃO E REAÇÃO de ANDRÉ LUIZ e nos da uma visão clara de como trabalham os guardiões nas camadas mais densas da terra.
É longo mas a título de estudo vale a leitura!


alguns recém desencarnados
André Luiz
Atingíramos largo recinto construído à feição de um pátio interior de proporções corretas e amplas.
Tive a idéia de penetrar em enorme átrio, algo semelhante a certas estações ferroviárias terrestres, porque nas acomodações marginais, caprichosamente dispostas, se encontravam dezenas de entidades em franca expectativa.
A dizer verdade, não vi sinais de alegria completa em rosto algum.
Os grupos variados, alguns deles em discreto entendimento, dividiam-se entre a preocupação e a tristeza.
De passagem, podíamos ouvir diálogos diferentes.
Em círculo reduzido, registramos frases como estas:
-Acreditas possa ela, agora, devotar-se à mudança justa?
-Dificilmente. Centralizou-se, por muito tempo, no descontrole da própria vida.
Mais além escutamos dos lábios de uma senhora que se dirigia a uma rapaz de agoniado semblante:
-Meu filho, guarde serenidade. Segundo informações do Assistente Cláudio, seu pai não virá em condições de reconhecer-nos. Precisará muito tempo para retornar a si.
Em trânsito, não assinalava senão alguns retalhos de conversão, como esses.
A certa altura, na praça em movimentação. Druso, generoso, confiou-nos aos cuidados de Silas, mencionando obrigações urgentes que lhe abreviariam a atenção.
Encontrar-nos-íamos no dia seguinte, informou.
A promessa gentil obrigou-me a considerar o aspecto do tempo.
Pela sombra reinante, não poderíamos saber se era dia, s era noite.
Por isso, o grande relógio, ali existente, com largo mostrador abrangendo as vinte e quatro horas, funcionou aos meus olhos como a bússola para o viajante, deixando-me perceber que estávamos em noite alta. (3).
Sons de campanas invisíveis cortavam agora o ar e, assinalando-nos a curiosidade, Silas esclareceu que a caravana-comboio penetraria no recinto em alguns minutos.
Aproveitei os momentos para indagações que julgueis necessárias.
Que espécies de criaturas aguardavam, ali? Recém-desencarnados em que condições? Com se organizaria a caravana-comboio? Vinha diariamente à instituição atendendo a horário certo?
O companheiro, que se dispusera a assistir-nos, informou que as entidades prestes a entrarem integravam uma equipe de dezenove pessoas, acompanhadas por dez servidores da casa, que lhes orientavam a excursão, tratando-se de recém-desencarnados em desequilíbrio mental, mas credores de imediata assistência, de vez que não se achavam em desesperação, nem se haviam comprometido de todo com as forças dominantes nas trevas. Notificou, ainda, que a caravana se constituía de
trabalhadores especializados, sob a chefia de um Atendente, e que viajavam com simplicidade, sem carros de estilo, apenas conduzindo o material indispensável à locomoção no pesado ambiente das sombras, auxiliada por alguns cães inteligentes e prestimosos.
A Mansão contava com dois grupos dessa natureza.
Diariamente um deles atingia aquele domicílio de reajuste, revezando-se no piedoso mister socorrista.
Entretanto – aclarou -, não possuíam horário certo para a chegada de vez que a peregrinação, pelos domínios das trevas, obedecia comumente a fatores circunstanciais.
Mal terminaria o interlocutor e a expedição penetrava o enorme átrio.
Os cooperadores responsáveis estavam aparentemente calmos, evidenciando alguns, entretanto, no olhar, funda preocupação.
Os recolhidos, no entanto, exceção de cinco que vinham de maca, desmemoriados e dormente, revelavam perturbações manifestas que, em alguns, se expressavam por loucura desagradável, se bem que pacífica.
Enquanto os enfermeiros se desvelavam em ajuda-los, carinhosos e atentos, e os cães se deitavam, extenuados, aqueles seres recém-chegados falavam e reclamavam, demonstrando absoluta ausência mental da realidade e provocando piedade e constrangimento.
Silas convidou-nos à movimentação.
Efetivamente, cabia-nos algo fazer na cooperação.
O chefe da caravana aproximou-se de nós e o Assistente no-lo apresentou num gesto amigo.
Era o Atendente Macedo, valoroso condutor de tarefas socorristas.
Afeiçoados e parentes dos recém-vindos cercavam-nos, agora, com expressões de alegria e sofrimento.
Algumas senhoras que vira, antes, em ansiosa expectativa, derramavam lágrimas discretas.
Notei que as criaturas recém-desligadas dos corpos densos, conturbadas qual se achavam, traziam consigo todos os sinais das moléstias que lhes haviam imposto a desencarnação.
Ligeiro exame clínico poderia sem dúvida favorecer a leitura da diagnose individual.
Dama simpática abeirara-se de uma jovem senhora que vinha amparada pela ternura de uma das enfermeiras da instituição, e, abraçando-a, chorava sem palavras. A moça recém-liberta recebia-lhe os carinhos, rogando, comovente:
Não me deixem morrer!... Não me deixem morrer!...
Mostrando-se enclausurada na lembrança dos momentos derradeiros no corpo terrestre, de olhos torturados e lacrimosos, avançou para Silas, exclamando:
-Padre! Padre deixa cair sobre mim a bênção da extrema-unção; contudo, afasta de minha alma a foice da morte!...Tentei apagar minha falta na fonte da caridade para com os desprotegidos da sorte, mas ingratidão, praticada com minha mãe, fala muito alto em minha consciência infeliz!... Ah! Por que o orgulho me encegueceu, assim tanto, a ponto de condena-la à miséria?!... Por que não me possuía, há vinte anos, a compreensão que tenho agora? Pobrezinha, meu padre! Lembra-se dela? Era uma atriz humilde que me criou com imensa doçura!...Concentrou em mim a existência...Da ribalta festiva, desceu o rude labor doméstico para conquistar nosso pão...Tinha a sociedade contra ela, e meu pai, sem ânimo de lutar pela felicidade de todos nós, deixou-a arrastar-se na extrema pobreza, acovardado e infiel aos compromissos que livremente assumira...
A infortunada criatura fez ligeiro interregno, misturando as próprias lágrimas com as da nobre matrona que a conchegava de encontro ao peito e, de mente aprisionada à confissão que fizera “in extremis”, continuou qual se tivesse o sacerdote ao pé de si:
-Padre, perdoe-me, em nome de Jesus, entretanto, quando me vi jovem e senhora do vultoso dote que meu pai me conferira, envergonhei-me do anjo maternal que sobre os meus dias estendera as brancas asas e, aliando-me ao homem vaidoso que desposei, expulsei-a de nossa casa!... Oh! Ainda sinto o frio daquela terrível noite de adeus!... Atirei-lhe ao rosto frases cruéis... Piedade!... Pretendendo elevar-me no conceito do homem desposara, menti que ela não era minha mãe! Apontei-a como ladra comum que me roubara ao nascer!... Lembro-me do olhar de dor e compaixão que me lançou ao despedir-se...Não se queixou, nem reagiu...Apenas contemplou-me, tristemente, com os olhos túrgidos de chorar!...
Nessa altura, a dama que a sustentava afagou-lhe os cabelos em desalinho e buscou reconforta-la:
-Não se excite. Descanse...Descanse...
-Ah! Que voz é esta? – bradou a moça a desvairar-se de angústia.
E, tateando as mãos afetuosas que lhe acariciavam a face, exclamou, sem vê-las:
-Oh! Padre dir-se-ia que ela se encontra aqui, junto de mim!...
E, voltando para o alto os olhos apagados e súplices, rogava em pranto:
-Ó Deus, não me deixeis encontra-la, sem que pague os meus débitos!...Senhor, compadecei-vos de mim, pecadora que Vos ofendi, humilhando e ferindo a amorosa mãe que me destes!...
Como auxílio de duas enfermeiras, porém, a simpática senhora que a acalentava situou-a em leito portátil e fê-la emudecer, à força de inexcedível ternura. Percebendo-me a emotividade, Silas, depois de amparar o serviço de acomodação da doente, explicou:
-A dama generosa que a recolheu nos braços é a genitora que veio ao encontro da filha.
-Que nos diz?! – Exclamou Hilário, assombrado.
-Sim, acompanhá-la-á, carinhosamente, sem identificar-se, para que a pobre desencarnada não sofra abalos prejudiciais. O traumatismo perispirítico vale por muito tempo de equilíbrio e aflição.
-E por que motivo teria a doente decidido confessar-se, dessa maneira? – pergunta meu colega, intrigado.
-É fenômeno comum – elucidou o Assistente. – as faculdades mentais de nossa irmã sofredora estagnaram-se no remorso, em razão do delito máximo de sua existência última, e, desde que foi mais intensamente tocada pelas reflexões da morte, entregou-se, de modo total, a semelhantes reminiscências. Por haver cultivado a fé católica romana, imagina-se ainda diante do sacerdote, acusando-se pela falta que lhe maculou a vida...
O espetáculo ferira-me, fundo.
A rudeza do quadro que a verdade me oferecia obrigava-me a dolorida meditação.
Não havia, então, males ocultos na Terra!...
Todos os crimes e todas as falhas da criatura humana se revelariam algum dia, em algum lugar!...
Silas entendeu a amargura de minhas reflexões e veio em meu socorro, observando:
-Sim, meu amigo, você repara com acerto. A Criação de Deus é gloriosa luz. Qualquer sombra de nossa consciência jaz impressa em nossa vida até que a mácula seja lavada por nós mesmos, com o suor do trabalho ou com o pranto da expiação...
E ante os apelos agoniados e afetivos nos reencontros a se processarem, ali, sob nossos olhos, em que filhos e pais, esposos e amigos se reaproximavam uns dos outros, o Assistente acrescentou:
-Geralmente a estas plagas de inquietação aportam aqueles que em si mesmos cavaram mais fundos sulcos infernais e que se cristalizaram em perigosas ilusões, mas a Bondade Infinita do Senhor permite que as vítimas edificadas no entendimento e no perdão se transformem, felizes, em abnegados cireneus dos antigos verdugos. Como é fácil verificar, o incomensurável amor de nosso Pai Celeste sobre, não somente os territórios glorificados do paraíso, mas também as províncias atormentadas do inferno que criamos...
Pobre mulher prorrompeu um choro convulso, junto de nós, cortando a palavra de nosso amigo.
De punhos cerrados, reclamava a infeliz:
-Quem me libertará de Satã? Quem me livrará do poder das trevas? Santos anjos, socorrei-me! Socorrei-me contra o temível Belfegor!...
Silas convocou-nos ao amparo magnético imediato.
Enfermeiros presentes acorreram, solícitos, impedindo o agravamento da crise.
-Maldito! Maldito!... – repetia a demente, persignando-se.
Invocando o socorro divino, através da oração, procurei anular-lhe os movimentos desordenados, adormecendo-a pouco a pouco.
Asserenado o ambiente, convidou-nos Silas a sondar-lhe a mente conturbada, agora sob o império de profunda hipnose.
Busquei pesquisar-lhe a desarmonia em rápido processo de análise mental, e verifiquei, espantado, que a pobre amiga era portadora de pensamentos horripilantes.
Como que a se lhe enraizar no cérebro, via escapar-lhe do campo íntimo a figura animalesca de um homem agigantado, de longa cauda, com a fisionomia de garras e ostentando dois chifres, sentado numa cadeira tosca, qual se vivesse em perfeita simbiose com a infortunada criatura, em mútua imanização.
Diante da minha pergunta silenciosa, o Assistente informou:
-É um clichê mental, criado e nutrido por ela mesma. As idéias macabras da magia aviltante, quais sejam as da bruxaria e do demonismo que as igrejas denominadas cristãs propagam, a pretexto de combate-los, mantendo crendices e superstições, ao preço de conjurações e exorcismos, gera, imagens como esta, a se difundirem nos cérebros fracos e desprevenidos, estabelecendo epidemias de pavor alucinatório. As Inteligências desencarnadas entreguem à perversão, vale-se desses quadros mal contornados que a literatura feiticista ou a pregação invigilante distribuem na Terra, a mancheias, e imprime-lhes temporária vitalidade, assim como um artista do lápis se aproveita dos debuxos de uma criança, tomando-os por base os desenhos seguros com que passa a impressionar o ânimo infantil.
O esclarecimento se me deparava como oportuna chave para a solução de muitos enigmas, no capítulo da obsessão, em que os doentes começam atormentando a si mesmos e acabam atormentados por seres que se afinam com o desequilíbrio que lhes é próprio.
Hilário, que observava atentamente o duelo íntimo entre a enferma prostrada e a forma-pensamento que se lhe superpunha à cabeça, falou comovido:
-Lembro-me de haver manuseado, há muitos anos, na Terra, um livro de autoria de Collin de Plancy, aprovado pelo arcebispo de Paris, trazendo a descrição minuciosa de diversos demônios, e creio haver visto uma figura gravada nessa obra, semelhante à que temos sob nossa direta observação.
Silas adiantou, confirmando:
-Isso mesmo. É o demônio Belfegor, segundo as anotações de Jean Weier, que imprevidentes autoridades da Igreja permitiram se espalhasse nos círculos católicos. Conhecemos o livro a que se refere. Tem criado empecilhos tremendos a milhares de criaturas que inadvertidamente acolhem tais símbolos de Satanás, oferecendo-os a Espíritos bestializados que os aproveitam para formar terríveis processos de fascinação e possessão.
Refletia quanto ao problema dos moldes mentais na vida de cada um de nós, quando o Assistente, certo me surpreendendo a indagação, acentuou bem-humorado:
-Aqui, é fácil reconhecer que cada coração edifica o inferno em que se aprisiona, de acordo com as próprias obras. Assim, temos conosco os diabos que desejamos, segundo o figurino escolhido ou modelado por nós mesmos.
O serviço assistencial, porém, exigia cautelosa atenção. E, por isso, removemos a enferma para o aposento limpo e bem-posto que a esperava.
Decorridos alguns minutos, voltamos ao átrio, então descongestionado e silencioso.
Apenas algumas sentinelas da noite velavam, infatigáveis e atentas.
Os tormentos entrevistos compeliam-me a pensar. Muito já estudara acerca de pensamento e fixação mental, todavia, a angústia daquelas almas recém-desencarnadas me infundia compaixão e quase terror.
Confiei ao amigo que nos acompanhava, bondoso, a indefinível tortura de que me via objeto e o Assistente esclareceu com sabedoria:
-Em verdade, estamos ainda longe de conhecer todo o poder criador e aglutinante encerrado no pensamento puro e simples, e, em razão disso, tudo deve fazer por libertar os entes humanos de todas as expressões perturbadoras da vida íntima. Tudo o que nos escravize à ignorância e à miséria, à preguiça e ao egoísmo, à crueldade e ao crime é fortalecimento da treva contra a luz e do inferno contra o Céu.
E talvez porque desejasse ardentemente mais alguma anotação, em torno do transcendente assunto, Silas ajuntou:
-Recorda-se de haver lido alguma memória, alusiva às primeiras experiências de Marconi, nos albores do telégrafo sem fio?
-Sim – respondi -, lembro-me de que o sábio ainda muito jovem se consagrou ao estudo das observações de Henrique Hertz, o grande engenheiro alemão que realizou importantes experiências sobre as ondulações elétricas, comprovando as teorias da identidade da transmissão entre a eletricidade, a luz e o calor irradiante, e sei que, certa feita, tomando-lhe o oscilador e conjugando-o com a antena de Popoff e com o receptor de Branly, no jardim da casa paterna, conseguiu transmitir sem fio os sinais do alfabeto Morse. Mas... Que tem isso a ver com o pensamento?
O Assistente sorriu e falou:
-A referência é significativa para as nossas considerações. Além dela, volvamos à televisão, uma das maravilhas da atualidade terrestre...
E acrescentou:
-Reporto-me ao assunto para lembrar que na radiofonia e na televisão os elétrons que carreiam as modulações da palavra e os elementos da imagem se deslocam no espaço com velocidade igual à da luz, ou seja, a trezentos mil quilômentos por segundo. Ora, num só local pode funcionar um posto de emissão e outro de recepção, compreendendo-se que, num segundo, as palavras e as imagens podem ser irradiadas e captadas, simultaneamente, depois de atravessarem imensos domínios do espaço, em fração infinitesimal de tempo. Imaginemos agora o pensamento, força viva e atuante, cuja velocidade supera a da luz. Emitido por nós, volta, inevitavelmente a nós mesmos, compelindo-nos a viver, de maneira espontânea, em sua onda de formas criadoras, que naturalmente se nos fixam no espírito quando alimentadas pelo combustível de nosso desejo ou de nossa atenção. Daí, a necessidade imperiosa de nos situarmos nas idéias mais nobres e nos propósitos mais puros da vida, porque energias atraem energias da mesma natureza, e, quando estacionárias na viciação ou na sombra, as forças mentais que exteriorizamos retornam ao nosso espírito, reanimadas e intensificadas pelos elementos que com elas se harmonizam, engrossando, dessa forma, as grades da prisão em que nos detemos irrefletidamente, convertendo-se-nos a alma num mundo fechado, em que as vozes e os quadros de nossos próprios pensamentos, acrescidos pelas sugestões daqueles que se ajustam ao nosso modo de ser, nos impõem reiteradas alucinações, anulando-nos, de modo temporário, os sentidos sutis.
E depois de ligeira pausa, concluiu:
-Eis por que, efetuada a supressão do corpo somático, no fenômeno vulgar da morte, a criatura desencarnada, movimentando-se num veículo mais plástico e influenciável, pode permanecer longo tempo sob o cativeiro de suas criações menos construtivas, detendo-se em largas faixas de sofrimento e ilusão com aqueles que lhes vivem os mesmos enganos e pesadelos.
A explicação não podia ser mais clara.
Calamo-nos; Hilário e eu; dominados por igual sentimento de respeito e reflexão.
Silas percebeu-nos a atitude interior e generosamente convidou-nos ao descanso em que, por algumas horas, conseguiríamos repousar e...Pensar.
(3 –Reportamo-nos a regiões encravadas nos domínios do próprio globo terrestre, submetidas às mesmas leis que lhe regulam o tempo – (Nota do Autor espiritual)).
Da obra “AÇÃO E REAÇÃO” – ESPÍRITO: ANDRÉ LUIZ – MÉDIUM: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

Mediunidade em 10 lições



1- Rende culto ao dever.Não há fé construtiva onde falta respeito ao cumprimento das próprias obrigações.

2 - Trabalha espontaneamente.A mediunidade é um arado divino que o óxido da preguiça enferruja e destrói.

3 - Não te creias maior ou menor.Como as árvores frutíferas, espalhadas no solo, cada talento mediúnico tem a sua utilidade e a sua expressão.

4 - Não esperes recompensas no mundo.As dádivas do Senhor, como sejam o fulgor das estrelas e a carícia da fonte, o lume da prece e a bênção da coragem, não têm preço na Terra.

5 - Não centralizes a ação.Todos os companheiros são chamados a cooperar, no conjunto das boas obras, a fim de que se elejam à posição de escolhidos para tarefas mais altas.

6 - Não te encarceres na dúvida.Todo bem, muito antes de externar-se por intermédio desse ou daquele intérprete da verdade, procede, originariamente, de Deus.

7 - Estuda sempre.A luz do conhecimento armar-te-á o espírito contra as armadilhas da ignorância.

8 - Não te irrites.Cultiva a caridade e a brandura, a compreensão e a tolerância, porque os mensageiros do amor encontram dificuldade enorme para se exprimirem com segurança através de um coração conservado em vinagre.

9 - Desculpa incessantemente.O ácido da crítica não te piora a realidade, a praga do elogio não te altera o modo justo de ser, e, ainda mesmo que te categorizem à conta de mistificador ou embusteiro, esquece a ofensa com que te espanquem o rosto, e, guardando o tesouro da consciência limpa, segue adiante, na certeza de que cada criatura percebe a vida do ponto de vista em que se coloca.

10 - Não temas perseguidores.Lembra-te da humildade do Cristo e recorda que, ainda Ele, anjo em forma de homem, estava cercado de adversários gratuitos e de verdugos cruéis, quando escreveu na cruz, com suor e lágrimas, o divino poema da eterna ressurreição.

Do livro "Espírito da Verdade" - Chico Xavier e Waldo Vieira
Texto recebido por e-mail.
Tenham um ótimo fim de semana.
Saravá a todos os Irmãos.

Incorporação Consciente


PERGUNTA - Sendo raríssima a inconsciência, como podemos entender a manifestação de uma outra entidade extracorpórea, que adota uma personalidade especifica do passado remoto, tratando-se, na esmagadora maioria, de médiuns conscientes, na atualidade do movimento umbandista?


RAMATÍS - Um filho criado por um pai culto, aquinhoado e de refinada educação, não saberá sentar
à mesa, e de olhos vendados identificar os talheres adequados para cada tipo das iguarias que
serão servidas em farto banquete? Podeis concluir por esse singelo exemplo que assim procede o
 médium com o benfeitor espiritual. A consciência é única e as personalidades afloram e conseguem
se manifestar pelos laços de ancestralidade entre ambas.
            Mesmo que a identificação com o ego, e conseqüentemente com as personalidades vividas
pelos espíritos imortais, sejam ilusões diante da constatação maior de que a consciência do espírito é una,
 vós ainda não tendes na Terra condição evolutiva para acesso integral ao manancial de informações
contidos nos registros da essência espiritual eterna. Faz-se necessária a fragmentação em
personalidades, conscientemente diminuindo-se o ego atual para que um mais antigo se aposse,
 mas os registros básicos da programação evolutiva são os mesmos.
            Dentro dos critérios rituais da Umbanda, de firmeza e desenvolvimento dos médiuns,
manipulando-se as energias necessárias para a "fixação" da entidade ancestral em "seu" aparelho mediúnico,
 ocorre um casamento fluídico quase perfeito, como se duas mentes ocupassem o mesmo cérebro físico.       Durante o transe, o medianeiro não perde a consciência, mas a diminui e silencia o seu ego para o visitante  ancestral se fazer manifestar, falar, andar e gesticular com toda a naturalidade, como se o corpo físico
fosse dele.


Retirado do livro: Jardim dos Orixás. livro de : Norberto Peixoto. Pelo espirito - Ramatis