segunda-feira, 18 de julho de 2016

Yle Ogum e Iemanjá
Sessão de umbanda do dia 09/07/2016



















  


































Prece aos caboclos.


Obrigado, Oxalá,
pela fé que me sustenta,
Pelos amigos que fiz
E continuo fazendo.
Obrigado, Oxalá,
Pelas bençãos de Ogum,
Pela proteção de Iemanjá,
pelo amor de Oxum.
Obrigado, Oxalá,
Pela força de Iansã,
Pela retidão de Xangô,
Pelo colo de Nanã.
Obrigado, Oxalá,
Pelo equilíbrio de Oxosse,
Pelas curas de Omulu,
pelas cores de Oxumarê.
Obrigado, Oxalá,
Pelas folhas de Ossãe,
Pelas Crianças que enchem
de alegria nossos Terreiros,
Pela amizade dos Boiadeiros.
Obrigado, Oxalá,
Pela humildade dos Pretos-Velhos,
Pelas Almas Santas e Benditas,
Pela cumplicidade de Exu e Pomba Gira.
Obrigado, Oxalá,
por fazer de mim um instrumento de trabalho
Agradecimento por pertencer,
A natureza.
Batendo paô a Oxossi
Pela proteção por conviver em harmonia
Com outros seres no mesmo reino.
prospero seja tudo em nossas vidas:
amor, paz, dinheiro, felicidade , saúde e sabedoria.
Que os fluídos de positividade
Das matas e o ambiente em geral,
Da eterna natureza, sejam sentidos
Em todos nós.
Que assim seja.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

UMBANDA NO UNIVERSO FAMILIAR



O CASAL HOMEM E MULHER se harmonizam com as sua ETRUTURA ESPIRITUAL, ENSAIOS,ERROS,atraves de encarnacoes sucessivas,nivel socio-economico,educacional,psicologico e acima de tudo, a individualidade de cada um,traços de personalidade,inteligencia geral,etc... Os quais necessitam se auto educarem moralmente,constituindo-se exemplos vivos de fraternidade autentica dentro DO LAR e FORA DELE transmitir o fruto desta educação vivencia aqueles que formam o UNIVERSO FAMILIAR. É PRECISO TRABALHAR AS CAUSAS DOS PROBLEMAS DO casal,ate agora trabalhou-se apenas o EFEITO. O casal que conhce a DOUTRINA e que sabe que sao ESPIRITOS IMORTAIS,milenares,conhece os principios da reencarnacao,a evolucao intlecto-moral,sabe de onde viemos,porque estamos aqui,o porque das dores e sofrimentos,etc...sabe que e atraves da REFORMA-INTIMA que conseguem vencer as tendencias do passado,e nao ocasionam novos problemas no presente e nem assumem novos compromissos para o futuro. HOMENS E MULHERES,CASAIS,tem procurado ajuda de outros profissionais nao espiritas para orientacao e ajuda na solucao de problemas de familia,e principalmente PROBLEMAS DO CASAL,porque nao encontram ajuda dentro do movimento,ou seja CENTRO,TERREIRO,etc... Todos sabemos que mais de 90% dos CASOS-PROBLEMA que batem a porta dos CENTROS,TERREIROS, tem como origem PROBLEMAS NA FAMILIA. Por iss,o a necessidade de estramos preparados para ajuda-los. O amor entre MARIDO E MULHER representa caminharem juntos,sem receios,mesmo nos momentos mais dificeis,que por ventura tenham que passar. --Os MEDIUNS estando preparados,estruturado,para atender,orientando,auxiliando,esclarecendo,e de grande importancia para que se atinja o objetivo que e o de ajudar o CASAl,a FAMILIA. Existe uma programacao de casamento no plano espiritual,onde muitas criaturas,que se encontram,ja partilharam experiencias sexuais em outras vidas,muitos coracoes que acumpliciaram em outras vidas,hoje se encontram unidos e ha intensa influencia de ENTIDADES desencarnadas interessadas na uniao dos CASAIS. SEPARAÇÃO -DESAJUSTE FAMILIAR após ter sido analisado o casamento,será facil entender a separção.Casamentos problemátiocs caminham celebres para a dissolução. Todo comportamento humano pode ser examinado pelo binomio essencia/aparencia. No casamento há o relacionamento real e o que transparece,os quais nem sempre coincidem.Casais aparenmtemente integrados e felizes podem estar desenvolvendo conflitos enormes,desajustes homéricos.Outros que deixam transparecer suas divergencias,talves possuam um relacionamento profundo com ligações bastante sólidas.As vezes somos surpreendidos com anuncios de separação de casais aparentemente perfeitos. A impressão que se causa (e não a que se quer causar) aos outros tem que ser REAL.Todo fingimento é DESONESTO.Manter as aparencias,demonstrar gentilezas,não divergir em publico pode até ser debom tom social, mas é atitude que seria classificada como hipocrita. É claro,que divergencias maiores,tipo briga,devem ser evitadas perante os outros,mas o relacionamento deve ser o mais transparente possivel,por uma questão de coerencia. O termometro do casamento é o CARINHO. Diminuido o carinho na conversa,no toque,no relacionamento sexual,há prenuncio de rompimento parcial ou total. O mando,a autoridade,o exclusivismo,a supeiroridade excluem o CARINHO.Sua falta pode tambem ter origem em causas como a desilusão, interferencia negativa de terceiros,intranquilidade financeira, doenças e em causas de grave porte como adulterio,o comportamento psicótico e o desprezo uni ou bilateral. vida conjugal deveria ser a soma de ideais e de vontades.Uma constante expectativa de ideais e de vontades.Uma constante expectativa de felicidades,as aspirações e esperanças repartidas.A união, a composição.A vida a dois como se fossem um.Não é arenuncia e a concessão para manter a união,mas união amorosa com alguma renuncia e concessão para evitar desajustamentos. TÉDIO NO LAR os desajustes domesticos são seguidos ou precedidos de explosões emocionais repentinas que abalam a estrutura do lar.Mas há tambem o desajuste lento e silencioso.Enquanto o primeiro é agudo,o segundo é cronico. As crises cronicas ~sao muito dificeis de serem superadas.Elas sofrem um processo de sedimentação com o passar do tempo.Iniciam-se sabe-se la porque e se ampliam as custas de pequeninos fatores desgastantes no dia-a-dia.Progressivamente vão minando as bases do relacionamento.Umas vezes são pequenos defeitos detectados no conjuge,sem tolerancia para aceita-los,outras vezes são decepções que a vida conjunta reserva a um ou a ambos,sem meios de adaptação a elas. Com isso vão sendo acumuladas frustrações,queixas,desilusões. Acumuladas,aramazenadas e não declaradas.Surge então a mágoa.Um casamento que transpira promessa de felicidade no seu inicio,pode chegar a embaraçosa situação de desencanto com o passar do tempo.É logico que para chegar a istto havera sempre a falta do tempero do amor.Somente o amor provoca a superação de todos os problemas. A crise cronica é o tédio,o cansaço.Não existe prazer na vida a dois,não ha motivações.Cada um continua com suas obrigações formais,com seu sentido de familia,até se respeitam,mas não ha mais a CONVIVENCIA CARINHOSA. A vida torna-se insipida e daí desgastante. QUEM SUPORTA???? para viver tem que encontrar outras motivações. o TEDIO NO LAR é uma ocorrencia muito triste.O reajuste tem que ser providenciado logo antes que o mal se enraíze. O PASSAR DO TEMPO SÓ FAZ PIORAR. CONSIDERAÇÕES FINAIS como casamento não existe ao acaso,a separação não deve ser facilitada. Ninguem é obrigado a viver com quem não gosta.As vezes é preciso faze-lo.No casamento se operam burilamento e reconciliações. Do ponto de vista reencarnatorio o casamento pode expressar compromisso,reajuste.Neste caso a separação expressará desistencia ou abandono. O espirito dispoe da faculdade de interromper,recusar,modificar,adiar o desempenho de compromissos assumidos.Pode não ser o melho para ele,mas é uma decisão própria que julgou ser conveniente e assim deve ser respeitada. A separação não deve ser solução simplista e precipitada.Todo relacionamento exige flexibilidade e tempo para maturar.Entretanto, bem pesados todos os fatores,com reflexão e madureza,pode se tornar um RECURSO ÚTIL E NECESSARIO. QUANDO ROMPER UM CASAMENTO? Há sempre uma espécie de descompasso, de um modo geral, entre a dinâmica natural da sociedade e os anseios das pessoas que buscam uma vida de compreensão religiosa. Tenta-se fazer das religiões uma espécie de ilha do medo, prisão das emoções humanas naturais, deixando que os seus condenados só sigam os ditos dos seus “líderes” e compêndios “doutrinários”. Bobagens, sob muitos aspectos, mas apenas desfraldo um: religião deve ser para libertar, conduzir à felicidade e nunca, jamais para escravizar sonhos e ideais. Vemos, dessa forma, no campo das vidas afetivas o cultivo da culpa e do medo, em espetáculo de inquietudes paradoxais, onde ouvimos considerações das mais variadas, em relação às uniões, desde as radicalmente conservadoras, que evocaram a indissolubilidade do casamento, até as mais simplicistas que disseram que é isto mesmo: se não der certo, separa-se. A doutrina espírita no capítulo IV, de O Livro dos Espíritos, pergunta 697, ensina: A indissolubilidade absoluta do casamento está na lei natural ou somente na lei humana? É uma lei humana muito contrária à lei natural... É verdade que muitos companheiros espíritas se apegam a esta passagem para, em meu entendimento, equivocadamente, dizerem que a doutrina espírita é contra a separação, o divórcio, pois afirmando os espíritos a Kardec que a indissolubilidade absoluta é uma lei humana, longe fica da chancela espiritual. Ora, quando na pergunta se coloca a palavra absoluta e sabendo que nós espíritos somos eternos, claro que nunca haverá de se falar coisa alguma de forma definitiva. No caso do casamento, sabemos que se trata de processo de reajuste, de refazimento de situações pendentes do passado, de outras vidas. Então, fica claro que se há dificuldades de resolução no presente, não quer dizer que os débitos entre os cônjuges estejam zerados. Não. Eles terão todo um processo futuro para este reencontro e refazimento de suas pendências moral-afetivas. Em o Evangelho Segundo o Espiritismo, cap XXII, 5, Kardec diz: “ O divórcio é uma lei humana Em o Evangelho Segundo o Espiritismo, cap XXII, 5, Kardec diz: “ O divórcio é uma lei humana que tem por objeto separar legalmente o que já , de fato, está separado. Não é contrário à lei de Deus, pois que apenas reforma o que os homens hão feito e só é aplicável nos casos em que não se levou em conta a lei divina." Lógico, efetivamente quando não há mais casamento, por que a manutenção da antiga aparência, ou tudo pelos filhos? Bobagens, pois assim só se arrasta o crescimento da antipatia e do ressentimento de uma das partes ou mais raramente de ambas. Veremos ainda em O Livro dos Espíritos, na pergunta 940: "Não constitui igualmente fonte de dissabores, tanto mais amargos quanto envenenam toda a existência, a falta de simpatia entre seres destinados a viverem juntos? Este encantamento material é a paixão, o cio, algo realmente biológico. Estudos recentes demonstram que ele está aliado a um neurotransmissor: a dopamina e o nível de endorfina. A maneira pela qual o cérebro dispara a produção de ambos tem razões emocionais e bioquímicas." Assim, quando se chega ao entendimento que o saudável é a separação, que seja ela feita, e o tempo para que isto se dê somente os envolvidos terão como avaliar. É bom, no entanto, sempre uma avaliação dos processos emocionais, a fim de que não se banalize, como no programa humorístico o casa-separa, casa-separa.
ALGUNS FUNDAMENTOS



Acreditamos em Deus eterno, imutável, único, onipotente, onisciente e onipresente; Cremos na existência dos Orixás, Espíritos de plano superior, que comandam as 7 linhas de Umbanda; Temos a reencarnação como ponto pacífico, logo, indiscutível; Cremos na existência de seres fora da matéria e na sobrevivência de nossa própria alma após a morte do corpo físico; Há possibilidade de comunicação com os espíritos desencarnados, através da faculdade mediúnica, cujo o intermediário é o médium; Existe uma lei de causa e efeito, pela qual colhemos tudo o que plantamos; O progresso de cada um ou as situações da vida são produtos de seu livre arbítrio ou escolha das provas com antecedência, antes da reencarnação; Não há diferença entre o plano terrestre e o astral, apenas distinção de estados vibratórios; Amai-vos uns ao outros é o lema principal da Umbanda, manifestado na prática da caridade, tanto na palavra como na ação; Acreditamos na existência de outros mundos habitados, não constituindo a terra exceção do universo. Há mundos mais adiantados e orbes mais atrasados. A Terra é um plano de expiação, aprendizado e de correção moral; Não há espíritos eternamente voltados para o mal, mas seres em estágio de aprendizado; Todos temos guias espirituais, que nos acompanha, com a faculdade de se comunicarem conosco, através da mediunidade; Jesus Cristo foi o espírito de categoria mais elevada que já encarnou entre nós; Vivemos num campo vibratório peculiar, sendo cada um campo vibratório que o seu livre arbítrio comanda; Somos todos iguais, porque filho do mesmo Deus de amor, justiça e sabedoria, fomos criados para cumprir seus sábios desígnios; Adotamos a liberdade da prática religiosa; Respeitamos todas a religiões, pois constituem os diversos caminhos de evolução espiritual que conduzem a Deus. Autor Desconhecido
ÁGUA NA UMBANDA



a agua é um fator preponderante na UMBANDA. Ela mata,cura,pune,redime,enfim ela acha-se presente em todas as ações e reações no orbe terraqueo,basta exemplificar com as lagrimas,que são agua demonstrando o sentimento,quer seja positivo ou negativo. Sua utilidade é variada. Serve para os banhos de amacis,para cozinhar,lavar as guias,para descarregar os maus fluidos,para o batismo. Dependedno de sua procedencia (mares,rios,chuvas,e poços) tera um emprego diferente nas obrigações. A agua poderá concentrar uma vibração positiva ou negativa,dependendo do seu emprego. A agua tem o poder de absorver,acumular ou descarregar qualquer vibração,seja benéfica ou maléfica. A agua esta presente em praticamente todos os trabalhos de UMBANDA,e sua função é importantissima. Por seu poder de propiciar VIDA ela atrai VIDA a sua volta,seja MATERIAL ou ESPIRITUAL

ADULTÉRIO E FIDELIDADE



qual a posição da Umbanda com relação ao Adultério e ou a fidelidade? A Umbanda é totalmente contra a promiscuidade sexual, pois a multiplicidade de parceiros, é muito prejudicial a faixa vibratória de qualquer ser humano.Ela praticamente desintegra o campo energético do indivíduo promiscuo, e isso certamente lhe traz danos ao físico. Para Umbanda qualquer ato de amor, e o ato sexual é visto como um profundo ato de amor, só deve ser praticado, quando ambos parceiros estão de acordo com a pratica.No caso de uma das partes não concordar com o ato, constitui falta gravíssima, pois está indo de encontro à lei do livre-arbítrio.Para nós, umbandistas o livre-arbítrio, é uma lei divina, que deverá ser sempre respeitada. Para a Umbanda o que une dois seres humanos no casamento ou relação deve ser o Amor, Enquanto este perdurar, há relação.No entanto acabando esse sentimento de amor, a relação tende a ser desfeita, pois não sobreviverá a sua falta. Assim a Umbanda não é diretamente contra o Adultério, mas o é na sua essência, pois é contra a uma relação que se sustenta sem o principal elemento: o Amor.Caso ainda houvesse Amor, a relação se bastaria entre o casal e certamente não haveria necessidade de traição e ou adultério. 
ÁGUA FLUIDIFICADA



O magnetismo é um fenômeno universal que ao ser utilizado pelo magnetizador, em determinada intensidade, poderá promovar a precipitação de ondas magnéticas na água, alterando suas estruturas moleculares, modificando a carga de átomos, aumentando os ions e alterando a velocidade e direção dos elétrons, fazendo com que aquele que recebe os benefícios da água magnetizada, receba igualmente maior intensidade energética através dos átomos de oxigênio encontrados na água. Quando a água é ingerida sob a ação do magnetismo curador, os fluidos vitais são acrescidos da vibração magnética específica, desobstruindo os canais por onde circulam o prana ou fluido divino, acelerando o fluxo dos fluidos vitalizantes que irrigam o organismo físico e o duplo etérico. O resultado é logo sentido no aumento vibratório da parte onde se encontram as carências magnéticas, acelerando igualmente o efeito de medicamentos que por ventura os irmãos estejam se utilizando e a natural recuperação do enfermo. Mas esses recursos só são eficazes, a medida que aquele que recebe a energia magnética se dedique ao crescimento interior, pela reeducação dos impulsos da alma, mudança de vida e elevação moral, unicos meios que reconhecemos para reter eficazmente, os recursos que são ministrados do alto.

terça-feira, 5 de julho de 2016

REFLETINDO  A UMBANDA



Refletir a Umbanda compartilhando conceitos com os prosélitos umbandistas se torna complexo porque, no universo ritualístico externo, e no mais das vezes no interno, dado a diversidade do mundo espiritual, a legitimidade daquele que fala ou escreve sempre é questionada. Esta situação leva a uma inibição de muitas lideranças, que poderiam participar mais ativamente da porta de entrada dos terreiros para fora, para a sociedade, se unindo a outros terreiros, não somente para dentro, para o público assistente e corpo mediúnico. Na atualidade, nem mesmo nas comunidades internas de cada agremiação é possível um consenso, desde que perguntarmos para cada médium manifestado – “incorporado” - numa entidade o que é Umbanda, cada uma terá um conceito e orientação diferente. Talvez esta situação mudasse se quebrássemos o tabu de não se falar em consciência mediúnica, o que nos traria muito mais responsabilidade como instrumentos dos espíritos no sentido que seríamos artífices ativos, em vez de passivos, do que falamos e orientamos. A manutenção do tabu da inconsciência, um dogma em alguns terreiros, talvez ainda a maioria, nos faz acomodar, pois o que é dito e orientado é “culpa” das entidades, nos liberando de maiores esforços, lamentavelmente também de estudar, pois o “guia faz tudo”. Concluir-se-á que pouco se estuda no meio umbandístico. As discussões bizantinas nos terreiros sobre a “verdadeira” maneira de fazer as coisas, em que sempre se encontram detalhes ritualísticos, ditos fundamentos, que permitem a diferenciação e dão ênfase a interpretação pessoal de cada líder chefe, inclusive dos médiuns “incorporados” em que a entidade dá a sua opinião, não raras vezes questionando diretamente a chefia dos trabalhos, só fazem demonstrar a extrema dificuldade de um campo muito fragmentado na sua relação com o mundo dos espíritos, na qual a própria idéia de ortodoxia, muito tênue, inevitavelmente constitui paradoxos: - convergência não significa unidade na diversidade; - a fala dos espíritos pode ser questionada e muitos chefes de terreiros quando contrariados pela orientação de um guia “subalterno” na hierarquia do espaço sagrado, acusam o médium de simulação. Em se tratando de prática ritualística e fundamento de cada terreiro, se conclui que dificilmente haverá uma unidade em toda a diversidade existente. Diante desta constatação, se infere que o movimento de convergência está mais ligado a preceitos mais simples e comuns, num tratado epistemológico de linguagem acessível. É consenso fazer a caridade desinteressada, o maior ponto convergente na Umbanda. Há que se refletir como surgiu na Umbanda a vinculação com a sua essência, fazer a caridade. Pode haver críticas, contrariedades, mas não há como se negar que o apelo caritativo da Umbanda, assim como a sua ligação a Jesus Cristo, foi instituída pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas através da inequívoca mediunidade de Zélio de Moraes. Este canal, desobstruído, natural, simples, não teve nenhuma iniciação na Terra, não fez raspagens e nunca precisou de sangue ou corte ritualístico para reforçar o seu tônus mediúnico. O apelo iniciático é dispensado pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, que preparou seu médium em muitas encarnações antes da atual personalidade ocupada. Pensemos sobre isto. Eis um ponto de contrariedade em muitas lideranças: a vinculação à Jesus e à caridade desinteressada. Na verdade o “mal estar” não está ligado propriamente a Jesus, nas tentativas de dessincretizar a Umbanda, mas à sua própria vibração, que é a do Cristo Cósmico, liberando os santos das personalidades transitórias, como foi a de Jesus, uma mera encarnação deste representante dos Orixás. O que está se tentando dizer é que o movimento de reafricanização no meio umbandístico, dispensando a Umbanda da imagem de Jesus e da caridade desinteressada, libera os adeptos para cobrarem as consultas e trabalhos, para realizarem tranqüilamente os sacrifícios dos animais, que desta forma não se confrontaria com a caridade, já que matar nunca poderá ser considerado um ato de amor, logo caritativo. Este é o fulcro de toda a desarmonia existente nas tentativas de se criar uma unidade de preceitos, de fundamentos, uma mínima ortodoxia doutrinária - obvio que isto não significa cartilha dogmática - no seio da Umbanda. EXU, O GRANDE PARADOXO NA CARIDADE UMBANDÍSTICA Poder-se-ia aprofundar esta questão, polêmica por si. Como por exemplo refletindo as múltiplas facetas de EXU e a diversidade de interpretações existentes nos cultos. Desde os idos da antiga África que EXU deixa estupefatos os circunstantes. Para alguns umbandistas, mais ligados a dualidade católico-espirítica é um grande incômodo e não é permitido as suas manifestações. Para outros liberados de constrições culposas, EXU ainda é vestido pelo inconsciente do imaginário popular com capa vermelha, tridente, pé de bode, sorridente entre labaredas. Há os que “despacham” EXU para não incomodar o culto aos “orixás”. Exu, sendo considerado entidade, não deve entrar, dizem os ortodoxos que preconizam a pureza das nações. Ali não tem lugar para egum...espírito de morto... Existem os mais entendidos nos fundamentos da natureza oculta que compreendem EXU como o movimento dinâmico de comunicação entre os planos de vida. Entendem que o axé – asé – impulsiona a prática litúrgica que, por sua vez, o realimenta, pondo todo o sistema em movimento. EXU, vibração indiferenciada, não manifestada na forma transitória de um corpo astral ou outro veículo do plano concreto, é o que põe em movimento a força do axé – asé – por meio da qual se estabelece a relação de intercâmbio da dimensão física – concreta – com a rarefeita, a dimensão q48h espiritual. Em conformidade com esta conceituação, passa EXU a ser indispensável e o elemento de ligação mais importante em toda liturgia e prática mágica umbandística. Sendo EXU o transportador, o que leva e traz, fecha e abre, para os africanistas ligados as tradições antigas, como concebê-lo sem o sacrifício animal para realimentação da força vital – o asé -, diante do preceito- tabu – que o sangue é o perfeito e indispensável condensador energético com esta finalidade? Quando referimos africanista, não que dizer negro. Para ser africanista, no sentido de se preconizar a retomada dos antigos ritos tribais, pode se ter qualquer cor de pele. Existem muito negros que tem verdadeira ojeriza a qualquer sacrifício assim como há muitos brancos a postos com a faca afiada. Neste artigo não se preconiza contra as oferendas ritualísticas. Pedimos tão somente a reflexão. Reduzir toda a movimentação das forças cósmicas e seu ciclo retro-vitalizador ao derramamento de sangue pelo corte sacrificial é uma visão estreita, fetichista, da DIVINDADE. É uma posição reducionista, que demonstra dependência psicológica. Na atualidade se verifica que esta “práxis” extrapolou os limites de fé dos antigos clãs tribais e está inserida na variedade racial da sociedade que a compõe e ao mesmo tempo a confronta, já que objetiva a manutenção financeira de cultos religiosos e o prestígio de seus chefes, dado que o sangue equivocadamente está ligado a força, poder, resolução de problemas e abertura dos caminhos. Saber manipulá-lo, ter cabeça feita, ser iniciado no santo simboliza este poder. Este apelo mágico divino atrai mais que retrai, pelo natural imediatismo das pessoas em resolver seus problemas. Afirmamos que é plenamente possível se movimentar todo o axé – asé -, harmonicamente integrado com a natureza de amor cósmico e crística da Umbanda, equilibrado com a sua essência que é fazer a caridade desinteressada, e GRATUÍTA, sem ceifar vidas e derramar sangue. O próprio aparelho mediúnico é o maior e mais importante vitalizador do ciclo cósmico de movimentação do axé – asé. Ele é o “fornecedor”, a cada batida do seu coração, o sangue circula em todo seu corpo denso, repercutindo energeticamente nos corpos mais sutis e volatilizando no plano etéreo. Desta forma, os espíritos mentores, que não produzem estas energias mais densas e telúricas, se valem de seus médiuns que fornecem a vitalidade necessária aos trabalhos caritativos aos necessitados. Há os espíritos que vampirizam estes fluídos. São dignos de amor, de amparo e socorro, o que fazem as falanges de Umbanda. O APELO MÁGICO DA INICIAÇÃO: RASPAR A CABEÇA E DEITAR PRO SANTO Vamos levantar algumas questões para a reflexão. Não visamos julgar quem quer que seja, pois o respeito ao livre arbítrio de cada um é soberano. Por outro lado, muitos ritos das nações se contrapõem a Umbanda pelo lado estético, exterior: o luxo e a criatividade das roupas usadas contrastam violentamente com a simplicidade e austeridade umbandística. Assim, embora o caráter festivo das cerimônias das nações seja confrontado com a utilidade do trabalho “simplório” da Umbanda, é justamente o luxo e as apoteoses que agem como imã sobre os médiuns que estão na Umbanda. Mesmo com o custo excessivos das iniciações e dos adereços, muitos umbandistas acabam se interessando pelas raspagens e deitar pro santo, por quê? Segue algumas constatações dos motivos: - Na Umbanda os médiuns incorporam espíritos simples para fazer a caridade, anonimamente se identificando em nomes simbólicos. Nas nações os iniciados se transformam em deuses poderosos que controlam os trovões e ventos, cuja presença do santo no “cavalo” é motivo de veneração coletiva. A combinação de música, dança, luxo, decoração, comida, gera uma fascinação irresistível sobre os espectadores; - Tornar-se iniciado, significa prestígio e brilhar nas cerimônias confere autenticidade à manifestação do santo; - Os que são iniciados e continuam em seus terreiros de Umbanda, chefes espirituais, aos olhos da assistência e clientes, se tornam mais poderosos, com um axé – asé – mais forte, aumentando a procura pelos serviços mágicos o que oportuniza um maior ganho financeiro, status e prestígio frente ao mercado religioso; - Reforçar sua mediunidade, achando que fazendo o corte ritual, no alto do crânio, assentando o “orixá”, terão mediunidade mais inconsciente, o que tornará seu tônus mediúnico mais forte. Cada vez mais se verifica terreiros que se rendem ao apelo mágico deste tipo de iniciação, introduzindo as raspagens, camarinhas, cortes ritualísticos. Numa segunda etapa, preconizam “libertar” a Umbanda, dessincretizando-a, “africanizando-a” às tradições antigas, dispensando o atrito destes ritos frente a essência umbandística: a caridade desinteressada. CONCLUSÃO DESTAS REFLEXÕES: ESTÁ FALTANDO MEDIUNIDADE NA UMBANDA Pensemos a Umbanda. Relembremos o Caboclo das Sete Encruzilhadas e o canal mediunidade. A manifestação mediúnica cristalina, inequívoca, num jovem de 17 anos. Reflitamos na essência da Umbanda com o Cristo Cósmico, na sua maior representatividade que foi Jesus na Terra. Qual o motivo do Caboclo das Sete Encruzilhadas ter associado o movimento nascente, que era pré-existente no Astral muito antes, à caridade, à disciplina, à austeridade do branco, à igualdade entre todos, à simplicidade sem ritos complexos e sacrificiais. Na verdade, pensemos que para ser médium não precisa de pai-de-santo para manifestar os guias, pois nascemos com eles. Quem tem mediunidade, quem tem coroa pra trabalhar, já vem com ela antes de encarnar. Não precisa pagar para ninguém firmar o seu santo, assentá-lo na sua glândula pineal. A mediunidade é um dom de Deus, de Olurum, dos Orixás. Reflitamos sem julgamentos, baseado em fatos. Somos umbandistas.
POR QUE UMBANDA??????



Porque é simples, muito simples, e também profunda, muito profunda. Sua grande profundidade permite, àqueles que tem a capacidade de mergulhar no seu interior, extrair dela o conhecimento, a sabedoria, a humildade, o amor e a simplicidade das entidades de luz que nos ensinam o caminho por onde devemos transitar. E para aqueles que não estão capacitados ou estão chegando agora, descobrir esse caminho de luz que conduz à eterna Umbanda; a do conhecimento supremo. Esta Umbanda pela qual caminham juntos um grupo de camaradas unidos por um mesmo sentimento, o de aperfeiçoarmos e dessa maneira ser cada vez um pouquinho melhores. Porque esta Umbanda é simples, profunda e está em constante movimento sem, por esse motivo, ser desordenada. Está aberta ao conhecimento, e este inevitavelmente gera movimento. As coisas não são porque são, mas como as vemos, como as sentimos, produto de diálogos abertos, de estudos profundos, de revelações. Esse movimento não gera a desordem, pelo contrário, uma força vital que harmoniza e dá coerência ao conhecimento. Porque não tem dogmas nem está estruturada. Existem só as hierarquias indispensáveis e elas são o produto do consenso. E o consenso gera-se no conhecimento e nas atitudes. Não existe pirâmide de poder, nem autoridades várias a quem obedecer cegamente. Nesta Umbanda está quem quer e sente que dessa maneira caminha em direção a um degrau mais elevado do seu andar espiritual. Em lugar de dogmas mais ou menos duvidosos, leis simples, que conhecemos pela pratica da humildade, da caridade, do serviço; a outra face do orgulho, da vaidade e o egoísmo. Em lugar de dogmas, os ensinamentos que as entidades fazem-nos chegar cada vez que baixam no terreiro, na fala pausada dos Pais Velhos, na alegria das Crianças e na força moral dos Caboclos; entidades de luz, grandes magos e sacerdotes cuja perfeição é o resultado do andar milenar pelo caminho da espiritualidade. Porque não está cristalizada nem é amorfa. Onde ninguém se adjudica a perfeição, nem tem falta de consideração para com os outros, porque todos estamos em caminho a Deus, cada qual no seu  estágio, procurando evoluir, tratando de distinguir com claridade o bom do ruim, sem colocar nos outros nossos próprios problemas. Porque é transparente, não está à caça de seguidores nem promete coisas. Não busca adeptos nem seguidores, trabalha com humildade e em silencio. Sabendo que chegará a todos aqueles que estão em condições de escutar. Não pensamos que seja o único caminho para buscar a Deus e também não partimos da certeza de que seja o melhor; embora, é onde melhor nos sentimos. Carregamos a nossa pequena parte da verdade e fazemos o possível por melhorar todos os dias, para avançar no caminho da espiritualidade. Estão nesta Umbanda, nossa Umbanda, os que sentem a verdadeira necessidade de estar nela e quase sempre tem percorrido muitos caminhos e atalhos antes de chegar a Ela. Por que Umbanda? Porque aos que se aproximam dela não se olha qual é a sua cor. Nem se lhes pergunta se são ricos ou são pobres, se são cultos ou se são analfabetos. Tampouco a que religião pertence ou se não tem nenhuma. A única coisa que interessa é saber se sofrem e se precisam de ajuda, porque o sofrimento não reconhece cor, religião nem estado social. Porque Umbanda é fraternidade, é caridade... Porque as entidades de luz que se apresentam na roupagem de Crianças, Caboclos, Pais Velhos e Exus sendo tão elevados espiritualmente, falam-nos simples e em forma acessível para que todos possamos entender e nunca deixam de aclarar dúvidas nossas, nem de ajudar-nos em tudo o que necessitamos, procurando, de acordo com nossos merecimentos, fazer-nos alcançar nossos desejos ou necessidades. E fazer-nos entender que nosso caminho, povoado de sofrimentos só será completado quando através do amor, da caridade e da fraternidade despojarmo-nos do orgulho, da vaidade e do egoísmo, que são as marcas registradas do nosso mundo e que nos impedem alcançar um lugar mais próximo a Deus. Por que Umbanda? Uma boa pergunta. E que existem infinitas respostas. Mas cada um deve busca-las no mais profundo do seu ser, através da razão e dos sentimentos. Saravá Umbanda!!!