segunda-feira, 11 de julho de 2016

ALGUNS FUNDAMENTOS



Acreditamos em Deus eterno, imutável, único, onipotente, onisciente e onipresente; Cremos na existência dos Orixás, Espíritos de plano superior, que comandam as 7 linhas de Umbanda; Temos a reencarnação como ponto pacífico, logo, indiscutível; Cremos na existência de seres fora da matéria e na sobrevivência de nossa própria alma após a morte do corpo físico; Há possibilidade de comunicação com os espíritos desencarnados, através da faculdade mediúnica, cujo o intermediário é o médium; Existe uma lei de causa e efeito, pela qual colhemos tudo o que plantamos; O progresso de cada um ou as situações da vida são produtos de seu livre arbítrio ou escolha das provas com antecedência, antes da reencarnação; Não há diferença entre o plano terrestre e o astral, apenas distinção de estados vibratórios; Amai-vos uns ao outros é o lema principal da Umbanda, manifestado na prática da caridade, tanto na palavra como na ação; Acreditamos na existência de outros mundos habitados, não constituindo a terra exceção do universo. Há mundos mais adiantados e orbes mais atrasados. A Terra é um plano de expiação, aprendizado e de correção moral; Não há espíritos eternamente voltados para o mal, mas seres em estágio de aprendizado; Todos temos guias espirituais, que nos acompanha, com a faculdade de se comunicarem conosco, através da mediunidade; Jesus Cristo foi o espírito de categoria mais elevada que já encarnou entre nós; Vivemos num campo vibratório peculiar, sendo cada um campo vibratório que o seu livre arbítrio comanda; Somos todos iguais, porque filho do mesmo Deus de amor, justiça e sabedoria, fomos criados para cumprir seus sábios desígnios; Adotamos a liberdade da prática religiosa; Respeitamos todas a religiões, pois constituem os diversos caminhos de evolução espiritual que conduzem a Deus. Autor Desconhecido
ÁGUA NA UMBANDA



a agua é um fator preponderante na UMBANDA. Ela mata,cura,pune,redime,enfim ela acha-se presente em todas as ações e reações no orbe terraqueo,basta exemplificar com as lagrimas,que são agua demonstrando o sentimento,quer seja positivo ou negativo. Sua utilidade é variada. Serve para os banhos de amacis,para cozinhar,lavar as guias,para descarregar os maus fluidos,para o batismo. Dependedno de sua procedencia (mares,rios,chuvas,e poços) tera um emprego diferente nas obrigações. A agua poderá concentrar uma vibração positiva ou negativa,dependendo do seu emprego. A agua tem o poder de absorver,acumular ou descarregar qualquer vibração,seja benéfica ou maléfica. A agua esta presente em praticamente todos os trabalhos de UMBANDA,e sua função é importantissima. Por seu poder de propiciar VIDA ela atrai VIDA a sua volta,seja MATERIAL ou ESPIRITUAL

ADULTÉRIO E FIDELIDADE



qual a posição da Umbanda com relação ao Adultério e ou a fidelidade? A Umbanda é totalmente contra a promiscuidade sexual, pois a multiplicidade de parceiros, é muito prejudicial a faixa vibratória de qualquer ser humano.Ela praticamente desintegra o campo energético do indivíduo promiscuo, e isso certamente lhe traz danos ao físico. Para Umbanda qualquer ato de amor, e o ato sexual é visto como um profundo ato de amor, só deve ser praticado, quando ambos parceiros estão de acordo com a pratica.No caso de uma das partes não concordar com o ato, constitui falta gravíssima, pois está indo de encontro à lei do livre-arbítrio.Para nós, umbandistas o livre-arbítrio, é uma lei divina, que deverá ser sempre respeitada. Para a Umbanda o que une dois seres humanos no casamento ou relação deve ser o Amor, Enquanto este perdurar, há relação.No entanto acabando esse sentimento de amor, a relação tende a ser desfeita, pois não sobreviverá a sua falta. Assim a Umbanda não é diretamente contra o Adultério, mas o é na sua essência, pois é contra a uma relação que se sustenta sem o principal elemento: o Amor.Caso ainda houvesse Amor, a relação se bastaria entre o casal e certamente não haveria necessidade de traição e ou adultério. 
ÁGUA FLUIDIFICADA



O magnetismo é um fenômeno universal que ao ser utilizado pelo magnetizador, em determinada intensidade, poderá promovar a precipitação de ondas magnéticas na água, alterando suas estruturas moleculares, modificando a carga de átomos, aumentando os ions e alterando a velocidade e direção dos elétrons, fazendo com que aquele que recebe os benefícios da água magnetizada, receba igualmente maior intensidade energética através dos átomos de oxigênio encontrados na água. Quando a água é ingerida sob a ação do magnetismo curador, os fluidos vitais são acrescidos da vibração magnética específica, desobstruindo os canais por onde circulam o prana ou fluido divino, acelerando o fluxo dos fluidos vitalizantes que irrigam o organismo físico e o duplo etérico. O resultado é logo sentido no aumento vibratório da parte onde se encontram as carências magnéticas, acelerando igualmente o efeito de medicamentos que por ventura os irmãos estejam se utilizando e a natural recuperação do enfermo. Mas esses recursos só são eficazes, a medida que aquele que recebe a energia magnética se dedique ao crescimento interior, pela reeducação dos impulsos da alma, mudança de vida e elevação moral, unicos meios que reconhecemos para reter eficazmente, os recursos que são ministrados do alto.

terça-feira, 5 de julho de 2016

REFLETINDO  A UMBANDA



Refletir a Umbanda compartilhando conceitos com os prosélitos umbandistas se torna complexo porque, no universo ritualístico externo, e no mais das vezes no interno, dado a diversidade do mundo espiritual, a legitimidade daquele que fala ou escreve sempre é questionada. Esta situação leva a uma inibição de muitas lideranças, que poderiam participar mais ativamente da porta de entrada dos terreiros para fora, para a sociedade, se unindo a outros terreiros, não somente para dentro, para o público assistente e corpo mediúnico. Na atualidade, nem mesmo nas comunidades internas de cada agremiação é possível um consenso, desde que perguntarmos para cada médium manifestado – “incorporado” - numa entidade o que é Umbanda, cada uma terá um conceito e orientação diferente. Talvez esta situação mudasse se quebrássemos o tabu de não se falar em consciência mediúnica, o que nos traria muito mais responsabilidade como instrumentos dos espíritos no sentido que seríamos artífices ativos, em vez de passivos, do que falamos e orientamos. A manutenção do tabu da inconsciência, um dogma em alguns terreiros, talvez ainda a maioria, nos faz acomodar, pois o que é dito e orientado é “culpa” das entidades, nos liberando de maiores esforços, lamentavelmente também de estudar, pois o “guia faz tudo”. Concluir-se-á que pouco se estuda no meio umbandístico. As discussões bizantinas nos terreiros sobre a “verdadeira” maneira de fazer as coisas, em que sempre se encontram detalhes ritualísticos, ditos fundamentos, que permitem a diferenciação e dão ênfase a interpretação pessoal de cada líder chefe, inclusive dos médiuns “incorporados” em que a entidade dá a sua opinião, não raras vezes questionando diretamente a chefia dos trabalhos, só fazem demonstrar a extrema dificuldade de um campo muito fragmentado na sua relação com o mundo dos espíritos, na qual a própria idéia de ortodoxia, muito tênue, inevitavelmente constitui paradoxos: - convergência não significa unidade na diversidade; - a fala dos espíritos pode ser questionada e muitos chefes de terreiros quando contrariados pela orientação de um guia “subalterno” na hierarquia do espaço sagrado, acusam o médium de simulação. Em se tratando de prática ritualística e fundamento de cada terreiro, se conclui que dificilmente haverá uma unidade em toda a diversidade existente. Diante desta constatação, se infere que o movimento de convergência está mais ligado a preceitos mais simples e comuns, num tratado epistemológico de linguagem acessível. É consenso fazer a caridade desinteressada, o maior ponto convergente na Umbanda. Há que se refletir como surgiu na Umbanda a vinculação com a sua essência, fazer a caridade. Pode haver críticas, contrariedades, mas não há como se negar que o apelo caritativo da Umbanda, assim como a sua ligação a Jesus Cristo, foi instituída pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas através da inequívoca mediunidade de Zélio de Moraes. Este canal, desobstruído, natural, simples, não teve nenhuma iniciação na Terra, não fez raspagens e nunca precisou de sangue ou corte ritualístico para reforçar o seu tônus mediúnico. O apelo iniciático é dispensado pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, que preparou seu médium em muitas encarnações antes da atual personalidade ocupada. Pensemos sobre isto. Eis um ponto de contrariedade em muitas lideranças: a vinculação à Jesus e à caridade desinteressada. Na verdade o “mal estar” não está ligado propriamente a Jesus, nas tentativas de dessincretizar a Umbanda, mas à sua própria vibração, que é a do Cristo Cósmico, liberando os santos das personalidades transitórias, como foi a de Jesus, uma mera encarnação deste representante dos Orixás. O que está se tentando dizer é que o movimento de reafricanização no meio umbandístico, dispensando a Umbanda da imagem de Jesus e da caridade desinteressada, libera os adeptos para cobrarem as consultas e trabalhos, para realizarem tranqüilamente os sacrifícios dos animais, que desta forma não se confrontaria com a caridade, já que matar nunca poderá ser considerado um ato de amor, logo caritativo. Este é o fulcro de toda a desarmonia existente nas tentativas de se criar uma unidade de preceitos, de fundamentos, uma mínima ortodoxia doutrinária - obvio que isto não significa cartilha dogmática - no seio da Umbanda. EXU, O GRANDE PARADOXO NA CARIDADE UMBANDÍSTICA Poder-se-ia aprofundar esta questão, polêmica por si. Como por exemplo refletindo as múltiplas facetas de EXU e a diversidade de interpretações existentes nos cultos. Desde os idos da antiga África que EXU deixa estupefatos os circunstantes. Para alguns umbandistas, mais ligados a dualidade católico-espirítica é um grande incômodo e não é permitido as suas manifestações. Para outros liberados de constrições culposas, EXU ainda é vestido pelo inconsciente do imaginário popular com capa vermelha, tridente, pé de bode, sorridente entre labaredas. Há os que “despacham” EXU para não incomodar o culto aos “orixás”. Exu, sendo considerado entidade, não deve entrar, dizem os ortodoxos que preconizam a pureza das nações. Ali não tem lugar para egum...espírito de morto... Existem os mais entendidos nos fundamentos da natureza oculta que compreendem EXU como o movimento dinâmico de comunicação entre os planos de vida. Entendem que o axé – asé – impulsiona a prática litúrgica que, por sua vez, o realimenta, pondo todo o sistema em movimento. EXU, vibração indiferenciada, não manifestada na forma transitória de um corpo astral ou outro veículo do plano concreto, é o que põe em movimento a força do axé – asé – por meio da qual se estabelece a relação de intercâmbio da dimensão física – concreta – com a rarefeita, a dimensão q48h espiritual. Em conformidade com esta conceituação, passa EXU a ser indispensável e o elemento de ligação mais importante em toda liturgia e prática mágica umbandística. Sendo EXU o transportador, o que leva e traz, fecha e abre, para os africanistas ligados as tradições antigas, como concebê-lo sem o sacrifício animal para realimentação da força vital – o asé -, diante do preceito- tabu – que o sangue é o perfeito e indispensável condensador energético com esta finalidade? Quando referimos africanista, não que dizer negro. Para ser africanista, no sentido de se preconizar a retomada dos antigos ritos tribais, pode se ter qualquer cor de pele. Existem muito negros que tem verdadeira ojeriza a qualquer sacrifício assim como há muitos brancos a postos com a faca afiada. Neste artigo não se preconiza contra as oferendas ritualísticas. Pedimos tão somente a reflexão. Reduzir toda a movimentação das forças cósmicas e seu ciclo retro-vitalizador ao derramamento de sangue pelo corte sacrificial é uma visão estreita, fetichista, da DIVINDADE. É uma posição reducionista, que demonstra dependência psicológica. Na atualidade se verifica que esta “práxis” extrapolou os limites de fé dos antigos clãs tribais e está inserida na variedade racial da sociedade que a compõe e ao mesmo tempo a confronta, já que objetiva a manutenção financeira de cultos religiosos e o prestígio de seus chefes, dado que o sangue equivocadamente está ligado a força, poder, resolução de problemas e abertura dos caminhos. Saber manipulá-lo, ter cabeça feita, ser iniciado no santo simboliza este poder. Este apelo mágico divino atrai mais que retrai, pelo natural imediatismo das pessoas em resolver seus problemas. Afirmamos que é plenamente possível se movimentar todo o axé – asé -, harmonicamente integrado com a natureza de amor cósmico e crística da Umbanda, equilibrado com a sua essência que é fazer a caridade desinteressada, e GRATUÍTA, sem ceifar vidas e derramar sangue. O próprio aparelho mediúnico é o maior e mais importante vitalizador do ciclo cósmico de movimentação do axé – asé. Ele é o “fornecedor”, a cada batida do seu coração, o sangue circula em todo seu corpo denso, repercutindo energeticamente nos corpos mais sutis e volatilizando no plano etéreo. Desta forma, os espíritos mentores, que não produzem estas energias mais densas e telúricas, se valem de seus médiuns que fornecem a vitalidade necessária aos trabalhos caritativos aos necessitados. Há os espíritos que vampirizam estes fluídos. São dignos de amor, de amparo e socorro, o que fazem as falanges de Umbanda. O APELO MÁGICO DA INICIAÇÃO: RASPAR A CABEÇA E DEITAR PRO SANTO Vamos levantar algumas questões para a reflexão. Não visamos julgar quem quer que seja, pois o respeito ao livre arbítrio de cada um é soberano. Por outro lado, muitos ritos das nações se contrapõem a Umbanda pelo lado estético, exterior: o luxo e a criatividade das roupas usadas contrastam violentamente com a simplicidade e austeridade umbandística. Assim, embora o caráter festivo das cerimônias das nações seja confrontado com a utilidade do trabalho “simplório” da Umbanda, é justamente o luxo e as apoteoses que agem como imã sobre os médiuns que estão na Umbanda. Mesmo com o custo excessivos das iniciações e dos adereços, muitos umbandistas acabam se interessando pelas raspagens e deitar pro santo, por quê? Segue algumas constatações dos motivos: - Na Umbanda os médiuns incorporam espíritos simples para fazer a caridade, anonimamente se identificando em nomes simbólicos. Nas nações os iniciados se transformam em deuses poderosos que controlam os trovões e ventos, cuja presença do santo no “cavalo” é motivo de veneração coletiva. A combinação de música, dança, luxo, decoração, comida, gera uma fascinação irresistível sobre os espectadores; - Tornar-se iniciado, significa prestígio e brilhar nas cerimônias confere autenticidade à manifestação do santo; - Os que são iniciados e continuam em seus terreiros de Umbanda, chefes espirituais, aos olhos da assistência e clientes, se tornam mais poderosos, com um axé – asé – mais forte, aumentando a procura pelos serviços mágicos o que oportuniza um maior ganho financeiro, status e prestígio frente ao mercado religioso; - Reforçar sua mediunidade, achando que fazendo o corte ritual, no alto do crânio, assentando o “orixá”, terão mediunidade mais inconsciente, o que tornará seu tônus mediúnico mais forte. Cada vez mais se verifica terreiros que se rendem ao apelo mágico deste tipo de iniciação, introduzindo as raspagens, camarinhas, cortes ritualísticos. Numa segunda etapa, preconizam “libertar” a Umbanda, dessincretizando-a, “africanizando-a” às tradições antigas, dispensando o atrito destes ritos frente a essência umbandística: a caridade desinteressada. CONCLUSÃO DESTAS REFLEXÕES: ESTÁ FALTANDO MEDIUNIDADE NA UMBANDA Pensemos a Umbanda. Relembremos o Caboclo das Sete Encruzilhadas e o canal mediunidade. A manifestação mediúnica cristalina, inequívoca, num jovem de 17 anos. Reflitamos na essência da Umbanda com o Cristo Cósmico, na sua maior representatividade que foi Jesus na Terra. Qual o motivo do Caboclo das Sete Encruzilhadas ter associado o movimento nascente, que era pré-existente no Astral muito antes, à caridade, à disciplina, à austeridade do branco, à igualdade entre todos, à simplicidade sem ritos complexos e sacrificiais. Na verdade, pensemos que para ser médium não precisa de pai-de-santo para manifestar os guias, pois nascemos com eles. Quem tem mediunidade, quem tem coroa pra trabalhar, já vem com ela antes de encarnar. Não precisa pagar para ninguém firmar o seu santo, assentá-lo na sua glândula pineal. A mediunidade é um dom de Deus, de Olurum, dos Orixás. Reflitamos sem julgamentos, baseado em fatos. Somos umbandistas.
POR QUE UMBANDA??????



Porque é simples, muito simples, e também profunda, muito profunda. Sua grande profundidade permite, àqueles que tem a capacidade de mergulhar no seu interior, extrair dela o conhecimento, a sabedoria, a humildade, o amor e a simplicidade das entidades de luz que nos ensinam o caminho por onde devemos transitar. E para aqueles que não estão capacitados ou estão chegando agora, descobrir esse caminho de luz que conduz à eterna Umbanda; a do conhecimento supremo. Esta Umbanda pela qual caminham juntos um grupo de camaradas unidos por um mesmo sentimento, o de aperfeiçoarmos e dessa maneira ser cada vez um pouquinho melhores. Porque esta Umbanda é simples, profunda e está em constante movimento sem, por esse motivo, ser desordenada. Está aberta ao conhecimento, e este inevitavelmente gera movimento. As coisas não são porque são, mas como as vemos, como as sentimos, produto de diálogos abertos, de estudos profundos, de revelações. Esse movimento não gera a desordem, pelo contrário, uma força vital que harmoniza e dá coerência ao conhecimento. Porque não tem dogmas nem está estruturada. Existem só as hierarquias indispensáveis e elas são o produto do consenso. E o consenso gera-se no conhecimento e nas atitudes. Não existe pirâmide de poder, nem autoridades várias a quem obedecer cegamente. Nesta Umbanda está quem quer e sente que dessa maneira caminha em direção a um degrau mais elevado do seu andar espiritual. Em lugar de dogmas mais ou menos duvidosos, leis simples, que conhecemos pela pratica da humildade, da caridade, do serviço; a outra face do orgulho, da vaidade e o egoísmo. Em lugar de dogmas, os ensinamentos que as entidades fazem-nos chegar cada vez que baixam no terreiro, na fala pausada dos Pais Velhos, na alegria das Crianças e na força moral dos Caboclos; entidades de luz, grandes magos e sacerdotes cuja perfeição é o resultado do andar milenar pelo caminho da espiritualidade. Porque não está cristalizada nem é amorfa. Onde ninguém se adjudica a perfeição, nem tem falta de consideração para com os outros, porque todos estamos em caminho a Deus, cada qual no seu  estágio, procurando evoluir, tratando de distinguir com claridade o bom do ruim, sem colocar nos outros nossos próprios problemas. Porque é transparente, não está à caça de seguidores nem promete coisas. Não busca adeptos nem seguidores, trabalha com humildade e em silencio. Sabendo que chegará a todos aqueles que estão em condições de escutar. Não pensamos que seja o único caminho para buscar a Deus e também não partimos da certeza de que seja o melhor; embora, é onde melhor nos sentimos. Carregamos a nossa pequena parte da verdade e fazemos o possível por melhorar todos os dias, para avançar no caminho da espiritualidade. Estão nesta Umbanda, nossa Umbanda, os que sentem a verdadeira necessidade de estar nela e quase sempre tem percorrido muitos caminhos e atalhos antes de chegar a Ela. Por que Umbanda? Porque aos que se aproximam dela não se olha qual é a sua cor. Nem se lhes pergunta se são ricos ou são pobres, se são cultos ou se são analfabetos. Tampouco a que religião pertence ou se não tem nenhuma. A única coisa que interessa é saber se sofrem e se precisam de ajuda, porque o sofrimento não reconhece cor, religião nem estado social. Porque Umbanda é fraternidade, é caridade... Porque as entidades de luz que se apresentam na roupagem de Crianças, Caboclos, Pais Velhos e Exus sendo tão elevados espiritualmente, falam-nos simples e em forma acessível para que todos possamos entender e nunca deixam de aclarar dúvidas nossas, nem de ajudar-nos em tudo o que necessitamos, procurando, de acordo com nossos merecimentos, fazer-nos alcançar nossos desejos ou necessidades. E fazer-nos entender que nosso caminho, povoado de sofrimentos só será completado quando através do amor, da caridade e da fraternidade despojarmo-nos do orgulho, da vaidade e do egoísmo, que são as marcas registradas do nosso mundo e que nos impedem alcançar um lugar mais próximo a Deus. Por que Umbanda? Uma boa pergunta. E que existem infinitas respostas. Mas cada um deve busca-las no mais profundo do seu ser, através da razão e dos sentimentos. Saravá Umbanda!!!
PESSOAS DEFICIENTES



Sugestões para quando você encontrar uma pessoa com deficiência Faça isso e você verá o quanto é importante e enriquecedor aprendermos a conviver com a diversidade!Muitas pessoas não deficientes ficam confusas quando encontram uma pessoa com deficiência. Isso é natural. Todos nós podemos nos sentir desconfortáveis diante do "diferente". Esse desconforto diminui e pode até mesmo desaparecer quando existem muitas oportunidades de convivência entre pessoas deficientes e não deficientes. Não faça de conta que a deficiência não existe. Se você se relacionar com uma pessoa deficiente como se ela não tivesse uma deficiência, você vai ignorar uma característica muito importante dela. Dessa forma, você não estará se relacionando com ela, mas com outra pessoa, uma que você inventou que não é real. Aceite a deficiência. Ela existe e você precisa levá-la na sua devida consideração. Não subestime as possibilidades, nem superestime as dificuldades e vice-versa. As pessoas com deficiência têm o direito, podem e querem tomar suas próprias decisões e assumir a responsabilidade por suas escolhas. Ter uma deficiência não faz com que uma pessoa seja melhor ou pior do que uma pessoa não deficiente. Provavelmente, por causa da deficiência, essa pessoa pode ter dificuldade para realizar algumas atividades e, por outro lado, poderá ter extrema habilidade para fazer outras coisas. Exatamente como todo mundo. A maioria das pessoas com deficiência não se importa de responder a perguntas, principalmente aquelas feitas por crianças, a respeito da sua deficiência e como ela realiza algumas tarefas. Mas, se você não tem muita intimidade com a pessoa, evite fazer muitas perguntas muito íntimas. Quando quiser alguma informação de uma pessoa deficiente, dirija-se diretamente a ela e não a seus acompanhantes ou intérpretes. Sempre que quiser ajudar, ofereça ajuda. Sempre espere sua oferta será aceite, antes de ajudar. Sempre pergunte a forma mais adequada para fazê-lo. Mas não se ofenda se seu oferecimento for recusado. Pois, nem sempre, as pessoas com deficiência precisam de auxílio. Às vezes, uma determinada atividade pode ser mais bem desenvolvida sem assistência. Se você não se sentir confortável ou seguro para fazer alguma coisa solicitada por uma pessoa deficiente, sinta-se livre para recusar. Neste caso, seria conveniente procurar outra pessoa que possa ajudar. As pessoas com deficiência são pessoas como você. Têm os mesmos direitos, os mesmos sentimentos, os mesmos receios, os mesmos sonhos. Você não deve ter receio de fazer ou dizer alguma coisa errada. Aja com naturalidade e tudo vai dar certo. Se ocorrer alguma situação embaraçosa, uma boa dose de delicadeza, sinceridade e bom humor nunca falham. PESSOAS CEGAS OU COM DEFICIÊNCIA VISUAL: Nem sempre as pessoas cegas ou com deficiência visual precisam de ajuda, mas se encontrar alguma que pareça estar em dificuldades, identifique-se, faça-a perceber que você está falando com ela, para isso pode, por exemplo, tocar-lhe levemente no braço, e ofereça seu auxílio. Nunca ajude sem perguntar antes como deve fazê-lo. Caso sua ajuda como guia seja aceita, coloque a mão da pessoa no seu cotovelo dobrado. Ela irá acompanhar o movimento do seu corpo enquanto você vai andando. É sempre bom você avisar, antecipadamente, a existência de degraus, pisos escorregadios, buracos e obstáculos em geral durante o trajeto. Num corredor estreito, por onde só é possível passar uma pessoa, coloque o seu braço para trás, de modo que a pessoa cega possa continuar seguindo você. Para ajudar uma pessoa cega a sentar-se, você deve guiá-la até a cadeira e colocar a mão dela sobre o encosto da cadeira, informando se esta tem braço ou não. Deixe que a pessoa sente-se sozinha. Ao explicar direções para uma pessoa cega, seja o mais claro e específico possível, de preferência, indique as distâncias em metros ("uns vinte metros a sua frente"). Algumas pessoas, sem perceber, falam em tom de voz mais alto quando conversam com pessoas cegas. A menos que a pessoa tenha, também, uma deficiência auditiva que justifique isso, não faz nenhum sentido gritar. Fale em tom de voz normal. Por mais tentador que seja acariciar um cão-guia, lembre-se de que esses cães têm a responsabilidade de guiar um dono que não enxerga. O cão nunca deve ser distraído do seu dever de guia. As pessoas cegas ou com visão subnormal são como você, só que não enxergam. Trate-as com o mesmo respeito e consideração que você trata todas as pessoas. No convívio social ou profissional, não exclua as pessoas com deficiência visual das atividades normais. Deixe que elas decidam como podem ou querem participar. Proporcione às pessoas cegas ou com deficiência visual a mesma chance que você tem de ter sucesso ou de falhar. Fique a vontade para usar palavras como "veja" e "olhe". As pessoas cegas as usam com naturalidade. Quando for embora, avise sempre o deficiente visual. Lembre-se que nem sempre um cego é colega de outro cego. COMO APOIAR O ESTUDANTE CEGO: Os estudantes com deficiência visual não têm a mesma possibilidade que os seus colegas em tirar apontamentos das aulas, recorrendo à gravação. Caso o docente se oponha, deverá fornecer atencipadamente, ao estudante, elementos referentes ao conteúdo da cada aula. Nas aulas deverão ser evitados termos como "isto" ou "aquilo", uma vez que não têm significado para um estudante que não vê. Quando utilizar o quadro, o docente deverá ler o que escreveu para que, ao ouvir a gravação da aula, o estudante tenha a noção do que foi escrito. Se usar transparências o docente poderá proceder do seguinte modo: antes do início da aula fornecer ao estudante uma cópia em Braille (ou em caracteres ampliados ou mesmo em suporte digital), e se isso não for possível, fornecer no final uma cópia; durante a apresentação identificar e ler o conteúdo da transparência. Quando recorrer a quadros, figuras ou slides deverá descrever o seu conteúdo. Alguns estudantes que não nasceram cegos, que ainda conservam algum resíduo visual, têm uma memória residual de objetos, figuras, etc. PESSOAS COM DEFICIÊNCIA FÍSICA: É importante saber que para uma pessoa sentada é incomodo ficar olhando para cima por muito tempo, portanto, ao conversar por mais tempo que alguns minutos com uma pessoa que usa cadeira de rodas, se for possível, lembre-se de sentar, para que você e ela fiquem com os olhos no mesmo nível. A cadeira de rodas (assim como as bengalas e muletas) é parte do espaço corporal da pessoa, quase uma extensão do seu corpo. Agarrar ou apoiar-se na cadeira de rodas é como agarrar ou apoiar-se numa pessoa sentada numa cadeira comum. Isso muitas vezes é simpático, se vocês forem amigos, mas não deve ser feito se vocês não se conhecem. Nunca movimente a cadeira de rodas sem antes pedir permissão para a pessoa. Empurrar uma pessoa em cadeira de rodas não é como empurrar um carrinho de supermercado. Quando estiver empurrando uma pessoa sentada numa cadeira de rodas e parar para conversar com alguém, lembre-se de virar a cadeira de frente para que a pessoa também possa participar da conversa. Ao empurrar uma pessoa em cadeira de rodas, faça-o com cuidado. Preste atenção para não bater nas pessoas que caminham à frente. Para subir degraus, incline a cadeira para trás para levantar as rodinhas da frente e apoiá-las sobre a elevação. Para descer um degrau, é mais seguro fazê-lo de marcha à ré, sempre apoiando para que a descida seja sem solavancos. Para subir ou descer mais de um degrau em sequência, será melhor pedir a ajuda de mais uma pessoa. Se você estiver acompanhando uma pessoa deficiente que anda devagar, com auxílio ou não de aparelhos ou bengalas, procure acompanhar o passo dela. Mantenha as muletas ou bengalas sempre próximas à pessoa deficiente. Se achar que ela está em dificuldades, ofereça ajuda e, caso seja aceite, pergunte como deve fazê-lo. As pessoas têm suas técnicas pessoais para subir escadas, por exemplo, e, às vezes, uma tentativa de ajuda inadequada pode até mesmo atrapalhar. Outras vezes, a ajuda é essencial. Pergunte e saberá como agir e não se ofenda se a ajuda for recusada. Se você presenciar um tombo de uma pessoa com deficiência, ofereça ajuda imediatamente. Mas nunca ajude sem perguntar se e como deve fazê-lo. Esteja atento para a existência de barreiras arquitetônicas quando for escolher uma casa, restaurante, teatro ou qualquer outro local que queira visitar com uma pessoa com deficiência física. Pessoas com paralisia cerebral podem ter dificuldades para andar, podem fazer movimentos involuntários com pernas e braços e podem apresentar expressões estranhas no rosto. Não se intimide com isso. São pessoas comuns como você. Geralmente, têm inteligência normal ou, às vezes, até acima da média. Se a pessoa tiver dificuldade na fala e você não compreender imediatamente o que ela está dizendo, peça para que repita. Pessoas com dificuldades desse tipo não se incomodam de repetir se necessário para que se façam entender. Não se acanhe em usar palavras como "andar" e "correr". As pessoas com deficiência física empregam naturalmente essas mesmas palavras. Quando você encontrar um Paralisado Cerebral, lembre-se que ele tem necessidades específicas, por causa de suas diferenças individuais. Para lidar com esta pessoa, temos as seguintes sugestões: * É muito importante respeitar o ritmo do PC, usualmente ele é mais vagaroso no que faz como andar, falar, pegar as coisas, etc. * Tenha paciência ao ouvi-lo, a maioria tem dificuldade na fala. Há pessoas que confundem esta dificuldade e o ritmo lento com deficiência mental. * Não trate o PC como uma criança ou incapaz. * Lembre-se que o PC não é um portador de doença grave ou contagiosa, a paralisia cerebral é fruto da lesão cerebral, ocasionada antes, durante ou após o nascimento, causando desordem sobre os controles dos músculos do corpo. Portanto, não é doença e tampouco transmissível. É uma situação. Trate a pessoa com deficiência com a mesma consideração e respeito que você usa com as demais pessoas. PESSOAS SURDAS OU COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA: Não é correto dizer que alguém é surdo-mudo. Muitas pessoas surdas não falam porque não aprenderam a falar. Muitas fazem a leitura labial, outras não. Quando quiser falar com uma pessoa surda, se ela não estiver prestando atenção em você, acene para ela ou toque, levemente, em seu braço. Quando estiver conversando com uma pessoa surda, fale de maneira clara, pronunciando bem as palavras, mas não exagere. Use a sua velocidade normal, a não ser que lhe peçam para falar mais devagar. Use um tom normal de voz, a não ser que lhe peçam para falar mais alto. Gritar nunca adianta. Fale diretamente com a pessoa, não de lado ou atrás dela. Faça com que a sua boca esteja bem visível. Gesticular ou segurar algo em frente à boca torna impossível a leitura labial. Usar bigode também atrapalha. Quando falar com uma pessoa surda, tente ficar num lugar iluminado. Evite ficar contra a luz (de uma janela, por exemplo), pois isso dificulta ver o seu rosto. Se você souber alguma linguagem de sinais, tente usá-la. Se a pessoa surda tiver dificuldade em entender, avisará. De modo geral, suas tentativas serão apreciadas e estimuladas. Seja expressivo ao falar. Como as pessoas surdas não podem ouvir mudanças subtis de tom de voz que indicam sentimentos de alegria, tristeza, sarcasmo ou seriedade, as expressões faciais, os gestos e o movimento do seu corpo serão excelentes indicações do que você quer dizer. Enquanto estiver conversando, mantenha sempre contacto visual, se você desviar o olhar, a pessoa surda pode achar que a conversa terminou. Nem sempre a pessoa surda tem uma boa dicção. Se tiver dificuldade para compreender o que ela está dizendo, não se acanhe em pedir para que repita. Geralmente, as pessoas surdas não se incomodam de repetir quantas vezes for preciso para que sejam entendidas. Se for necessário, comunique-se através de bilhetes. O importante é se comunicar. O método não é tão importante. Quando a pessoa surda estiver acompanhada de um intérprete, dirija-se à pessoa surda, não ao intérprete. Algumas pessoas mudas preferem a comunicação escrita, algumas usam linguagem em código e outras preferem códigos próprios. Estes métodos podem ser lentos, requerem paciência e concentração. Talvez você tenha que se encarregar de grande parte da conversa. Tente lembrar que a comunicação é importante. Você pode ir tentando com perguntas cuja resposta seja sim/não. Se possível ajude a pessoa muda a encontrar a palavra certa, assim ela não precisará de tanto esforço para passar sua mensagem. Mas não fique ansioso, pois isso pode atrapalhar sua conversa. PESSOAS COM DEFICIÊNCIA MENTAL: Você deve agir naturalmente ao dirigir-se a uma pessoa com deficiência mental. Trate-as com respeito e consideração. Se for uma criança, trate como criança. Se for adolescente, trate-a como adolescente. Se for uma pessoa adulta, trate-a como tal. Não as ignore. Cumprimente e despeça-se delas normalmente, como faria com qualquer pessoa. Dê atenção a elas, converse e vai ver como será divertido. Seja natural, diga palavras amistosas. Não superproteja. Deixe que ela faça ou tente fazer sozinha tudo o que puder. Ajude apenas quando for realmente necessário. Não subestime sua inteligência. As pessoas com deficiência mental levam mais tempo para aprender, mas podem adquirir muitas habilidades intelectuais e sociais. Lembre-se: o respeito está em primeiro lugar e só existe quando há troca de ideias, informações e vontades. Por maior que seja a deficiência, lembre-seda eficiência da pessoa que ali está. As pessoas com deficiência mental, geralmente, são muito carinhosas. Deficiência mental não deve ser confundida com doença mental. Se você chegou até aqui, certamente se importa com o assunto. A maior barreira não é arquitetônico, mas a falta de informação e preconceitos. Assim, compartilhe deste texto com todos de seu relacionamento e peça que eles façam o mesmo. fontes: http://www.prodam.sp.gov.br/acess/ http://www.mbonline.com.br/cedipod/index.htm Efetuamos alguns acréscimos ao original

segunda-feira, 4 de julho de 2016

História do pai Tomé contada no terreiro


Na época da escravatura nego veio não podia se quer olhar para sinhazinhas, se olhasse o nego ia para o tronco e apanhava.
Acontece que um dia o nego levantou a cabeça e olhou para sinhazinha, linda e formosa, mas o nego sem nenhuma malicia, apenas curiosidade, então o capataz da fazenda, bateu no nego veio que foi muito judiado.
e enquanto o preto apanhava a sinhazinha gritava que não era preciso bater no nego deste jeito.
Depois de um tempo a sinhazinha vai visitar para ver como estava o nego veio na senzala, e como ela sabia pelos comentários dos outros escravos, que o veio Tomé era muito sábio,
curiosa ela  fez uma pergunta ao nego, pai Tomé quando conhecerei meu verdadeiro amor?
O nego ainda machucado da surra que levou do capataz, de cabeça baixa fala para sinhazinha,
Olha fia, quando um beija flor te beijares o rosto, ai sim será o momento que você ira conhecer o seu verdadeiro amor,
a sinhazinha ouve o nego agradece e vai embora, desconfiada.
Ao passar do tempo, os pais da sinhazinhas, arranjaram um casamento para a filha, nesse tempo era bem comum que os pais depois de uma certa idade, arranjassem casamentos com pessoas bem sucedidas dentro de um mesmo nível social.
No dia do casório arrumado pelos seus pais, surge um beija-flor que se dirige em direção a sinhazinha.
a sinhazinha ao lembrar das palavras do pai Tomé vê com curiosidade o aparecimento do pássaro, e num ato inesperado o beija-flor beija o rosto de sinhazinha e logo cai morto aos seus pés.

“ O amor quando acontece tem que ser de verdade, tem que vir do coração, do contrario, até mesmo a mais belas criações de deus não sobre vive”



Alexandre de Melo


OS SETE REINOS DA QUIMBANDA




A kimbanda têm sete reinos, sendo sua organização uma remanescença das organizações tribais em reinos na Africa banto. Cada Reino é composto por nove povos de Exu, sendo que cada povo é comandado por um Exu chefe .

1) Reino das Encruzilhadas - 
Que sendo chefiado por Exu Rei das Sete Encruzilhadas e Pombagira Rainha das Sete Encruzilhadas, governa todas as passagens dos Exu que ali trabalham. Sua função principal é abrir os caminhos para os outros Guias chegarem e também para os filhos e fregueses.

2) Reino dos Cruzeiros - 
Chefiado por Exu Rei dos Sete Cruzeiros e Pombagira Rainha dos Sete Cruzeiros, governa todas as passagens dos Exu que trabalham nos cruzeiros (não confundir com encruzilhada). 

3) Reino das Matas - 
Chefiado por Exu Rei das Matas e Pombagira Rainha das Matas. Governa todos os Exu que trabalham nos verdes ou locais que tenham árvores a exceção do Cemitério, que pertence a outro reino.

4) Reino da Kalunga Pequena ( Cemitério)
Governado por Exu Rei das Sete Calungas ou Calungas e Pombagira Rainha das Sete Calungas. Esses Exu tambêm são chamados pêlo nome de Rei e Rainha do Cemitérios. Geralmente quando diz-se "calunga" nas giras de kimbanda é para nomear ao cemitério. Trabalham neste reino todos os Exu que moram dentro dos cemitérios exclusivamente. 

5) Reino das Almas
Chefiado por Exu Rei das Almas Omulu e Pombagira Rainha das Almas. Eles também são conhecidos pêlo apelo de Rei e Rainha da Lomba, porque governam todos os exu que trabalham em locais altos. Porém, os Exu deste reino também trabalham em hospitais, morgues, etc.

6) Reino da Lira 
Os chefes deste reino são muito mais conhecidos por seus nomes sincréticos: Exu Lúcifer e Maria Padilha, sendo na verdade seus nomes kimbandeiros Exu Rei das Sete Liras e Rainha do Candomblê (ou Rainha das Marias). Seus apelos kimbandeiros mostram justamente sua afinidade pela dança, a musica e a arte ( lira e candomblê). Dentro do reino da Lira, que tambêm as vezes é chamado "reino do candomblê" não pelo culto africanista aos orixás, senão por ser essa palavra sinônimo de dança e música ritual. Trabalham aqui todos os Exu que tem a ver com a arte, a musica, poesia, bohemia, ciganeria, malandragem, etc.

7) Reino da Praia
Governado por Exu Rei da Praia e Rainha da Praia. Dentro dele encontram-se todos os Exus que trabalham nas praias, perto d'agua ou ainda dentro dela, podendo ser salgada ou doce.



A lei de QUIMBANDA tem um CHEFE SUPREMO, a quem chamam de 'MAIORAL
DA LEI DE QUIMBANDA', entidade esta que se entende diretamente com os chefes das SETE LINHAS DA LEI DE UMBANDA,aos quais presta obediencia,recebendo e acatando ordens de SAO MIGUEL ARCANJO,por intermedio dles.
Divide-se a LEI DE QUIMBANDA da mesma forma que a LEI DE UMBANDA,isto e em SETE LINHAS e as subdivisoes tambem sao feitas de modo igual a outra.
E desta forma temos.

LINHA DAS ALMAS - chefe OMOLU - povo dos cemiterios
LINHA DOS CAVEIRAS - chfe JOAO CAVEIRA
LINHA DE NAGO - chefe GERERE-povo de ganga -(encruzilhadas)
LINHA DE MALEI-chefe EXU REI - povo d Exu(encruzilhadas)
LINHA DE MOSSORUBI-chefe CAMINALOA-selvagens africanos(zulus,cafes)
LINHA DE CABOCLOS QUIMBANDEIROS-chefe PANTERA NEGRA-selvagens
LINHA MISTA -chefe EXU DA CAMPINA ou EXU DOS RIOS -composta de 
espiritos de varias racas

Entre todos os espiritos Quimbandeiros,os mais conhecidos sao os EXUS,porque os exercitos deles sao enormes podrosos.Agem em todos os setores da vida na Terra e, desa forma,sao conhecidos os nomes de muitos chefes de Falanges e Legioes.
Todos os espiritos da LEI DE QUIMBNDA posuem luz vermelha sendo que o chmado MAIORAL possui uma irradiacao de luz vermelha tao forte que nenhum de nos suportaria sua aproximacao.

Existe a necessidade da existencia desses epiritos quimbandeiros.E atraves deles que pagamos nosss faltas,sofrendo a consequencia de nossas maldades e erros. Sao eles portanto,os agentes incumbidos de concorrer para as nossas provacoes,cosoante as faltas do passado,ou mesmo o presente.
SAO OS SENHORES DO CARMA

OS PERIGOS DA MEDIUNIDADE MAL ORIENTADA




A falta de doutrina e de comprometimento que existe, em muitas casas espiritualistas, coloca em risco a saúde física e psicológica dos médiuns.

Para se ter idéia, há casas que iniciam qualquer pessoa que tenha vontade em trabalhos de desenvolvimento mediúnico de incorporação.

E as pessoas que começam a frequentar os trabalhos, por não terem a menor noção do que é certo ou errado, se submetem.

Na verdade, existem casos em que a mediunidade de incorporação nunca vai se manifestar porque o médium deverá desenvolver outras formas de mediunidade.

Consequentemente, tentando fazer incorporar quem não deve, surgem atrapalhações de toda ordem.

A mediunidade deve ser desenvolvida de forma progressiva e individualizada, e o bom desenvolvimento do corpo mediúnico depende muito da firmeza e da competência do chefe encarnado do grupo e do espírito dirigente dos trabalhos.

Na Terra, a esfera material das diversas formas de religião é conduzida pelos encarnados, o que inclui a organização das casas, a orientação das pessoas e até a redação dos textos que explicam os fenômenos espirituais.

É justamente por se tratar de “coisa de humanos” que a religião muitas vezes é deturpada.

Se os espíritos de luz pudessem atuar sozinhos, várias situações inoportunas deixariam de acontecer.

Mas os trabalhos religiosos na Terra precisam da união do plano físico e do espiritual.

Sem o fluido animal dos médiuns, não é possível para os espíritos atuar em nosso nível vibratório.. Daí a grande importância dos médiuns e também da assistência nos trabalhos religiosos.

Quando um dirigente religioso, independente da linha em que trabalhe, se deixa envolver pelo ego, passa a acreditar que é dono-da-verdade e, o que é ainda pior, que é dono das pessoas sua mente se fecha para as orientações do plano espiritual que deveriam orientar sua conduta, porque sua vontade passa a ser mais importante. 

Quando o chefe dos trabalhos “se perde”, os espíritos não compactuam com os erros cometidos, mas respeitam o livre-arbítrio de todos. Ficam à parte, aguardando que a situação se modifique para novamente poderem trabalhar com seus médiuns.

As pessoas não ficam desamparadas, mas os espíritos não compactuam com o ego. Há trabalhos que, irresponsavelmente, surgem em função da vontade que têm algumas pessoas de dirigirem grupos. Se uma pessoa resolve iniciar uma sessão, a responsabilidade é dela. Os seus protetores não vão puni-la por isso, mas toda a carga que surge em função dos trabalhos vai ser também responsabilidade dela.

Surgem, em função disso, muitas complicações, para quem dirige e para quem é dirigido. Portanto, não bastando atrapalhar a si mesmo, o chefe deverá arcar com as consequencias do que provoca para o corpo mediúnico de sua casa.

O mesmo vale para quem decide que vai prestar “atendimentos espirituais” ou outros tipos de “trabalho” relacionados, sem as devidas proteções que só uma casa, com os devidos calços, pode ter.

Toda aplicação do dom mediúnico deve estar sobre a proteção de uma corrente espiritual e de uma chefia realmente capacitada.

Infelizmente, em muitas casas sem boa direção espiritual, exerce-se o hábito de desenvolver a mediunidade em pessoas obsediadas, causando-lhes desequilíbrios ainda piores do que a própria obsessão. 

São pessoas que, estando claramente doentes, são levadas a abrirem seus canais de mediunidade, irresponsavelmente, a fim de supostamente se curarem.

A pessoa perturbada chega nos trabalhos e é aconselhada a desenvolver… porque tem mediunidade. Deveria procurar entender o que acontece consigo, através da doutrina, e não sair procurando um lugar para “desenvolver” Situações como essa, ocorrem devido ao pouco conhecimento doutrinário dos dirigentes das casas e até dos médiuns que dão consultas, acreditando que estão falando pelos espíritos.

A mediunidade perturbada pela obsessão não merece incentivo.

No aspecto patológico, existem aqueles que, por desequilíbrios neurológicos, se comportam como vítimas de processos obsessivos.

Nestes casos, também é inoportuno o desenvolvimento das faculdades mediúnicas.

Mentores espirituais de casas honestas cuidam de tratar desses processos obsessivos até que os fenômenos cessem, e o enfermo, curado, possa retomar suas atividades normais e, quem sabe, desenvolver sua mediunidade.

Tudo está muito bem, se o médium está preparado, saudável e consciente de que desenvolver a mediunidade é o que realmente deseja e de que realmente precisa.

Por outro lado, se a pessoa está desequilibrada, doente, desenvolvendo algo que nem sabe exatamente o que é, possuir um canal aberto será algo muito perigoso. 

Em ambos os casos, haverá a possibilidade da comunicação com o mundo dos espíritos, e um médium despreparado não vai saber identificar, nem filtrar,mensagens boas de mensagens oriundas de espíritos obsessores.

Por isso, desenvolver a mediunidade em quem não está preparado permite que as obsessões se manifestam pelo canal mediúnico que foi aberto, ocasionando demências em diferentes graus.

A mediunidade não é causadora da enfermidade ou da loucura. É o seu desenvolvimento indevido que permite que um espírito obsessor dela se utilize para instalar, na mente de sua vítima, a enfermidade mental.

Pensar na mediunidade como causa desses distúrbios seria o mesmo que culpar a porta de uma casa pela entrada do ladrão. A porta foi somente o meio ou a via de acesso utilizada para a realização do furto, por negligência e desatenção do dono da casa.

Precisamos também conhecer a fadiga mediúnica. O exercício da mediunidade provoca perda de fluidos vitais do corpo do médium e tende a esgotar os seus campos energéticos. Por isso os dirigentes capacitados dedicam especial atenção e cuidado para com os médiuns iniciantes.

É comum encontrar médiuns desequilibrados, atuando em grupos espiritualistas, onde incluem-se até mesmo os brandos trabalhos de mesa kardecistas.

Em alguns casos, o descontrole psíquico pode levar o indivíduo à loucura,principalmente no caso das pessoas predispostas ao desequilíbrio. 

Convém que o dirigente espiritual esteja atento à conduta dos médiuns, para perceber indícios de anormalidade.

Mediunidade é uma atividade psíquica séria, e a ela só devem se dedicar pessoas que se disponham a ter conduta religiosa, ou seja, uma moral sadia e hábitos disciplinados.

A prática da mediunidade em obsediados é capaz de produzir a loucura.

A irresponsabilidade e incompetência de dirigentes nos critérios de admissão e instrução de seus trabalhadores pode culminar em demência. Basta imaginar a situação em que uma pessoa obsediada é submetida a entidades hipócritas.

É fácil imaginar que se estabelecerá um processo de fascinação que pode culminar em demência.

Lembremos que a humildade, a dedicação, a paciência e a renúncia são os caminhos do crescimento mediúnico.

O orgulho e os maus espíritos são seus obstáculos.

A mediunidade, assim como todos os dons, possui dois lados.

Se, por um lado, é fonte de abençoadas alegrias; por outro, pode ser também de profundas decepções.

Mas isso nunca deve ser motivo para que alguém desista de desenvolver a sua mediunidade, de cumprir a sua missão, pois ela é simples e gratificante na vida das pessoas que a abraçam como missão de serviço nas legiões do Grande Pai Oxalá.

Por Jorge Menezes

O QUE É MEDIUNIDADE REPRIMIDA?




É a mediunidade que está aflorada plenamente,
mas não disciplinada.

Muitas vezes o médium tem conhecimento do seu compromisso com a mediunidade,
mas, infelizmente, por uma conduta escapista diante dos compromissos com o Além, integra uma parcela significativa de encarnados desequilibrados psiquicamente, com
manias compulsivas, condutas anormais e estados alucinatórios.

As capacidades mediúnicas ficam abertas, mas represadas,destituídas de educação e exercício continuado, o que leva o medianeiro a ser um rádio receptor manipulado por
mãos que o “obrigarão” a sintonizar todas as estações a pleno volume, deixando-o extenuado e esgotado mentalmente pelo seu próprio descontrole.

Ramatis

O QUE É MESA BRANCA?




Mesa Branca é a prática da mediunidade espiritualista com base nos ensinamentos de Jesus e desenvolvida a partir das orientações de um ou mais guias espirituais (espíritos ou entidades que cuidam dos trabalhos da casa).

Apesar de estar presente em alguns cultos religiosos sob o nome de "Umbanda de Mesa" e "Sessão Astral", a Mesa Branca é praticada de forma independente e normalmente não está ligada diretamente a qualquer religião.

A "mesa" em si é um objeto indispensável nas sessões uma vez que serve de apoio e contato material para os trabalhos de um modo em geral.

É, em volta da "mesa", que os médiuns se reúnem para uma sessão; é a partir dela que é realizado um estudo, uma preleção, uma consulta ou uma comunicação mediúnica; é através dela, ainda, que os médiuns realizam seus trabalhos e é sobre ela que são colocadas as oferendas; é, enfim, por meio de uma mesa, que se faz o desenvolvimento e a aplicação da mediunidade espiritualista dentre os seus adeptos.

A prática de reuniões frívolas e trabalhos malfazejos que alguns realizaram no passado através do mediunismo de mesa, foi um dos motivos pelo qual se adotou largamente "a cor branca" para diferenciar e demonstrar a boa natureza das sessões promovidas pela casa.

A cor branca, segundo a cromoterapia, indica claridade, pureza e iluminação; representa a inocência, a verdade e a integridade do mundo; simboliza o caminho e o esforço em direção à perfeição.
É indicada para cura em geral, purificação e abertura à luz. 
Daí segue o motivo do nome: "mesa branca".


MESA BRANCA E ESPIRITISMO

Existe uma confusão muito grande em relação a Mesa Branca e o Espiritismo e isso talvez seja motivado pela semelhança que existe em alguns pontos, como por exemplo a comunicação mediúnica com os espíritos e a crença na reencarnação.

O Espiritismo é uma doutrina científica e filosófica codificada em 1857 por Allan Kardec. 

A Mesa Branca, por sua vez, é uma doutrina essencialmente religiosa, desenvolvida a partir das práticas mediúnicas do chamado moderno espiritualismo, não tem regras como no Espiritismo, as quais não permitem que seus adeptos estudem ou apliquem procedimentos que não constam em sua codificação. 

A Mesa Branca é uma prática livre que adota ensinos e procedimentos de outros seguimentos religiosos segundo as orientações dos seus guias.

A Mesa Branca é o produto aprimorado daquilo que se conhecia por mediunismo de mesa, cuja raízes surgiram muito antes de Kardec, que até então era conhecida por "telegrafia espiritual", e depois, por "mesa girante" ou "mesa falante", foi a responsável por chamar a atenção de Kardec e outros pesquisadores para o fato das manifestações dos espíritos ocorrerem a partir das mesas.

O QUE A MESA BRANCA ACEITA E O ESPIRITISMO NÃO
Algumas diferenças básicas entre um e outro

1º LIVRE PENSAMENTO e MEDIUNIDADE ABERTA. Em termos de ensino filosófico e prática mediúnica, a Mesa Branca aceita tudo o que os seus guias revelam nas sessões e as mantém como verdades e úteis a instrução de seus adeptos até que se prove o contrário pela experiência prática. 
O Espiritismo não, uma vez que está preso unicamente aos assuntos de sua codificação, regras estas bem definidas e das quais não se pode afastar.

2º ENERGIA dos ELEMENTOS: A Mesa Branca crê e trabalha abertamente com as energias vibratórias dos quatro elementos (Terra, Ar, Fogo e Água). 
O Espiritismo não.

3º ENERGIA dos NÚMEROS e das CORES: A Mesa Branca crê e trabalha abertamente com a vibração dos números (numerologia) e das cores (cromoterapia).
O Espiritismo não.

4º ENERGIA das OFERENDAS. A Mesa Branca crê e trabalha com a faixa vibratória produzida pelas oferendas.
O Espiritismo não.

5º INFLUÊNCIA dos ASTROS. A Mesa Branca crê e trabalha com a faixa vibratória produzida pelos Astros (Astrologia).
O Espiritismo não. 

6º IMAGENS, VELAS, CRISTAIS e INCENSOS. A Mesa Branca crê e trabalha com a influência das imagens, com a força vibratória produzida pelas velas, com o poder dos cristais e com a harmonização ambiente produzida pelos incensos. 
O Espiritismo não.

Povo de Aruanda

O QUE É MIRONGA??




Mironga é como chamamos a “magia” de preto-velho, a mandinga dos espíritos que se apresentam como negros idosos e sábios para ajudar os filhos que os procuram.

Aqui vão algumas mirongas que essa nega véia tem a ensinar para resolver as dificuldades do coração, muito comum nos queixumes e pedidos de auxílio dos filhos da Terra.
Leia tudo com muita atenção e principalmente, aplique isso no seu dia-dia.

1 – Aprenda a viver sozinho. Caso vc não consiga nem viver consigo mesmo, como poderá levar felicidade e alegria para outra pessoa? Primeiro relacione-se com seu eu interior. Depois busque alguém.

2 – Assuma a responsabilidade pelo seu relacionamento. Não é magia, inveja, ciúmes de terceiros, etc, que irá separar aquilo que o amor uniu.

3 – É claro que também nenhuma simpatia, reza ou trabalho irá unir ou “amarrar” aquilo que a falta de carinho desuniu.

4 – Simplificando: quem procura as coisas ocultas para resolver problemas sentimentais é imaturo. Ruim do juízo e doente do coração.

5 – Desapegue-se! Porque o amor é um sentimento livre. Um eterno querer bem. Um carinho incondicional. Quase um sentimento de devoção. Se vc “gosta” tanto de alguém, que prefere ele “morto” do que feliz com outra pessoa, escute: Isso não é amor! Simples ilusão disfarçando o egoísmo…

6 – Aprenda que ninguém irá te completar. Você já é completo! Mas quando um relacionamento é calcado no mais puro amor, muito do amado vive no amante, e muito do amante pra sempre viverá no amado. Quer milagre maior que esse?

7 – Melhor sozinho do que mal acompanhado! Sabedoria popular, mas o que têm de doutor e doutora que não consegue entender isso.

8 – Ponha o pé no chão e esqueça essa história de alma gêmea. Pare de enfeitar suas próprias desilusões com devaneios ditos espiritualistas. Encare a realidade de frente. 

9 – A vida vai passando, com ele/a, ou sem ele/a. E a morte se aproximando…

10 – Por isso, vão viver a vida meus filhos! Quem sabe ela não está guardando um presente para vocês? Não existe mironga maior que essa!

Vó Dita

O FUTURO DAS RELIGIÕES




As religiões sempre foram muito importantes para toda humanidade, porque sempre tivemos a necessidade de receitas ou de fórmulas para acessar Deus, em função de nossos níveis de consciência.
Mas o homem vem evoluindo e sua forma de ver o divino também.

Nos dias de hoje, percebemos que para o indivíduo moderno, a maioria das religiões não conseguem mais explicar com esclarecimento, sensatez e sobriedade, questões como por exemplo:

De onde viemos? 
Para onde vamos? 
Quem somos? 
Qual é a nossa missão?
Porque sou brasileiro e não jamaicano? 
Porque sou filho desse pai? 
Porque sou filho daquela mãe? 
Porque as pessoas morrem? 
O que é a morte? 
O que é o espírito? 
Como posso transformar a minha realidade de vida? 
Por que tenho essa realidade de vida?
Por que fico doente?

E todas essas, são algumas das poucas perguntas que não podem ser respondidas de forma coesa pela maioria das religiões do mundo. 

Mas essa não é a única limitação.
Muitas pessoas não suportam falar de Deus porque associam esse termo às insanidades ocorrentes no planeta, em que pessoas comuns se mutilam, fazem guerra, tudo para defender seus pontos de vista religiosos.

Chega de tanta ignorância e alienação!
O homem precisa sair dessa hipnose insana que vive quando o assunto é a sua essência divina. Temos que aprender a perceber que somos de natureza espiritual, entendendo as implicações em que isso resulta.

Não foram os Grandes Mestres que criaram as religiões, foram os homens comuns!
Suas idéias e lições amorosas sempre foram voltadas a práticas de um estilo de vida orientado a evolução do espírito, sempre de forma leve e bondosa, respeitando, perdoando e amando. 

Não existe um Deus que castiga, ou um Demônio que investe nas almas pecadoras, mas um universo que responde energeticamente a tudo que fazemos.

As religiões foram realmente importantes até os tempos mais recentes na história evolutiva da humanidade, só que precisam encerrar seus ciclos, que diga-se de passagem, dignos de aplausos (é claro que isso ainda demanda um pouco de tempo).
Só que agora, não mais comportam as necessidades e anseios que transbordam do coração das pessoas. 

Se elas continuarem assim como estão nos dias de hoje, acabarão por escravizar, tolher e atrapalhar a evolução de seus fiéis, que por sua vez, não devem ser fiéis às linhas religiosas, mas a um estilo angelical de vida.
A conduta moral não deve acompanhar apenas escrituras, mas principalmente princípios de bondade, equilíbrio e amor ao próximo como a si mesmo.

Não existem fórmulas ou métodos perfeitos, não somos capazes de expressar em palavras faladas ou escritas, a divindade universal. 
Qualquer tentativa, mesmo que bem intencionada e elaborada, ainda que crivada de muita sabedoria, mesmo assim seria um modelo rústico diante da grandeza da mente divina e do Grande Espírito que rege esse universo incrível.

E porque falar de tudo isso?

Simplesmente porque as pessoas estão distantes de Deus.
Um distanciamento que ocorre por ilimitadas causas. 
Falta de crença, ignorância espiritual, alienação, contrariedade, inquietação, conflitos, preguiça, e tantos e tantos motivos. 
O ser humano precisa de um estilo que se adapte ao jeito moderno e agitado de viver, que se ajuste a essa loucura toda que nós mesmos criamos. 
Ou seja, religião nenhuma, com suas estruturas dogmáticas e rituais rígidos conseguem acompanhar essa necessidade.
O que reforça ainda mais as limitações das religiões e a necessidade que encerrem seus ciclos e saltem para uma nova concepção. 

É importante evidenciar que, para muitas pessoas que tem preguiça de pensar, (ou até mesmo medo de buscar um conhecimento que gere uma reforma intensa) que precisam buscar no mundo exterior os ensinamentos e a conduta espiritual elevada, as religiões se mostram ainda importantes, porque estão sendo necessárias para esses níveis de consciência ainda existentes. 

Nesses casos, sem o amparo das estruturas religiosas tradicionais, o caos seria ainda maior, comprovando que muitas pessoas ainda não estão prontas para esse novo conceito evolutivo.

Na sua maioria, as pessoas não conseguem perceber Deus ou o Espiritual em suas vidas. 
Não podem compreender onde essa consciência seria necessária, mas a importância de caráter emergente se mostra quando assistimos o sofrimento diário das pessoas em seus conflitos e emoções atrapalhadas. 
Se o sofrimento ocorre demasiadamente, algo está errado.
Definitivamente! E se a compreensão da natureza e a importância da vida lhe é algo remoto, o alerta é ainda maior. 

As dores da alma estão borbulhando na crosta terrestre, e a natureza já dá sinais claros de que não anda nada contente...

Mas de que adianta falar tanto disso?
Muitas pessoas concordam com tudo que foi citado acima, acatam o pensamento de que nossa essência é divina e que precisamos nos conectar a ela.
Mas quando vão buscar esse Deus, essa compreensão, a confusão é grande.
Isso porque nossa educação sempre foi de cultuar um Deus que se mostra distante. Simplesmente, porque fomos ensinados ou conduzidos no passado a buscar um caminho religioso, que é muito diferente de buscar espiritualidade.

Um homem religioso é aquele que acata e segue os ensinamentos de uma determinada religião. 

Já um ser espiritualizado é aquele que busca um estilo de vida fundamentado em máximas de vida, como amor, perdão, respeito, independente de rótulos ou estruturas. 

A espiritualidade é um estado de consciência. 
Assim como céu e inferno também são, que dependem muito mais da conduta de cada um do que qualquer coisa. 
A espiritualidade é a verdade do espírito, que pode até ser aprofundada no aprendizado religioso, mas desde que não seja apenas por uma via ou receita. 
Precisa ser leve, universal, senão trancará a evolução do homem, inevitavelmente.

Mas como sabemos, embora você possa concordar com tudo que foi dito, acatar integralmente, ainda assim existe uma lacuna muito grande, quando o assunto é colocar essa espiritualidade na prática, que quer dizer viver a vida com a consciência espiritual. 
Sem punições, dogmatismos ou ritualísticas incompatíveis com a realidade terrestre atual, o que ainda não está impregnado em nosso nível de consciência.

Por isso a importância da busca espiritual livre e simples, que torne essa caminhada algo igualmente simples, principalmente que não se materialize no formato obsoleto de uma linhagem religiosa.
Mas que possa lhe ajudar a qualquer um no entendimento de que quanto maior for o nosso nível de consciência espiritual, maior também serão as nossas possibilidades de desenvolver felicidade real, duradoura.
Menor também serão os sofrimentos, os conflitos e as doenças da alma.
E principalmente, que tudo isso possa sim, ser feito na realidade do nosso dia-a-dia, sem dogmas.

Que possamos entender de forma gradual, tranquila, que o conhecimento e boa utilização de algumas naturezas do universo podem ser grandes aliadas na nossa caminhada por "aqui".

A busca espiritual não terá sentido se não melhorar a nossa história de vida, não nos fizer pessoas melhores ou não nos trouxer benefícios coletivos. 

Medite sobre isso e mergulhe nessa experiência!