terça-feira, 5 de julho de 2016

POR QUE UMBANDA??????



Porque é simples, muito simples, e também profunda, muito profunda. Sua grande profundidade permite, àqueles que tem a capacidade de mergulhar no seu interior, extrair dela o conhecimento, a sabedoria, a humildade, o amor e a simplicidade das entidades de luz que nos ensinam o caminho por onde devemos transitar. E para aqueles que não estão capacitados ou estão chegando agora, descobrir esse caminho de luz que conduz à eterna Umbanda; a do conhecimento supremo. Esta Umbanda pela qual caminham juntos um grupo de camaradas unidos por um mesmo sentimento, o de aperfeiçoarmos e dessa maneira ser cada vez um pouquinho melhores. Porque esta Umbanda é simples, profunda e está em constante movimento sem, por esse motivo, ser desordenada. Está aberta ao conhecimento, e este inevitavelmente gera movimento. As coisas não são porque são, mas como as vemos, como as sentimos, produto de diálogos abertos, de estudos profundos, de revelações. Esse movimento não gera a desordem, pelo contrário, uma força vital que harmoniza e dá coerência ao conhecimento. Porque não tem dogmas nem está estruturada. Existem só as hierarquias indispensáveis e elas são o produto do consenso. E o consenso gera-se no conhecimento e nas atitudes. Não existe pirâmide de poder, nem autoridades várias a quem obedecer cegamente. Nesta Umbanda está quem quer e sente que dessa maneira caminha em direção a um degrau mais elevado do seu andar espiritual. Em lugar de dogmas mais ou menos duvidosos, leis simples, que conhecemos pela pratica da humildade, da caridade, do serviço; a outra face do orgulho, da vaidade e o egoísmo. Em lugar de dogmas, os ensinamentos que as entidades fazem-nos chegar cada vez que baixam no terreiro, na fala pausada dos Pais Velhos, na alegria das Crianças e na força moral dos Caboclos; entidades de luz, grandes magos e sacerdotes cuja perfeição é o resultado do andar milenar pelo caminho da espiritualidade. Porque não está cristalizada nem é amorfa. Onde ninguém se adjudica a perfeição, nem tem falta de consideração para com os outros, porque todos estamos em caminho a Deus, cada qual no seu  estágio, procurando evoluir, tratando de distinguir com claridade o bom do ruim, sem colocar nos outros nossos próprios problemas. Porque é transparente, não está à caça de seguidores nem promete coisas. Não busca adeptos nem seguidores, trabalha com humildade e em silencio. Sabendo que chegará a todos aqueles que estão em condições de escutar. Não pensamos que seja o único caminho para buscar a Deus e também não partimos da certeza de que seja o melhor; embora, é onde melhor nos sentimos. Carregamos a nossa pequena parte da verdade e fazemos o possível por melhorar todos os dias, para avançar no caminho da espiritualidade. Estão nesta Umbanda, nossa Umbanda, os que sentem a verdadeira necessidade de estar nela e quase sempre tem percorrido muitos caminhos e atalhos antes de chegar a Ela. Por que Umbanda? Porque aos que se aproximam dela não se olha qual é a sua cor. Nem se lhes pergunta se são ricos ou são pobres, se são cultos ou se são analfabetos. Tampouco a que religião pertence ou se não tem nenhuma. A única coisa que interessa é saber se sofrem e se precisam de ajuda, porque o sofrimento não reconhece cor, religião nem estado social. Porque Umbanda é fraternidade, é caridade... Porque as entidades de luz que se apresentam na roupagem de Crianças, Caboclos, Pais Velhos e Exus sendo tão elevados espiritualmente, falam-nos simples e em forma acessível para que todos possamos entender e nunca deixam de aclarar dúvidas nossas, nem de ajudar-nos em tudo o que necessitamos, procurando, de acordo com nossos merecimentos, fazer-nos alcançar nossos desejos ou necessidades. E fazer-nos entender que nosso caminho, povoado de sofrimentos só será completado quando através do amor, da caridade e da fraternidade despojarmo-nos do orgulho, da vaidade e do egoísmo, que são as marcas registradas do nosso mundo e que nos impedem alcançar um lugar mais próximo a Deus. Por que Umbanda? Uma boa pergunta. E que existem infinitas respostas. Mas cada um deve busca-las no mais profundo do seu ser, através da razão e dos sentimentos. Saravá Umbanda!!!
PESSOAS DEFICIENTES



Sugestões para quando você encontrar uma pessoa com deficiência Faça isso e você verá o quanto é importante e enriquecedor aprendermos a conviver com a diversidade!Muitas pessoas não deficientes ficam confusas quando encontram uma pessoa com deficiência. Isso é natural. Todos nós podemos nos sentir desconfortáveis diante do "diferente". Esse desconforto diminui e pode até mesmo desaparecer quando existem muitas oportunidades de convivência entre pessoas deficientes e não deficientes. Não faça de conta que a deficiência não existe. Se você se relacionar com uma pessoa deficiente como se ela não tivesse uma deficiência, você vai ignorar uma característica muito importante dela. Dessa forma, você não estará se relacionando com ela, mas com outra pessoa, uma que você inventou que não é real. Aceite a deficiência. Ela existe e você precisa levá-la na sua devida consideração. Não subestime as possibilidades, nem superestime as dificuldades e vice-versa. As pessoas com deficiência têm o direito, podem e querem tomar suas próprias decisões e assumir a responsabilidade por suas escolhas. Ter uma deficiência não faz com que uma pessoa seja melhor ou pior do que uma pessoa não deficiente. Provavelmente, por causa da deficiência, essa pessoa pode ter dificuldade para realizar algumas atividades e, por outro lado, poderá ter extrema habilidade para fazer outras coisas. Exatamente como todo mundo. A maioria das pessoas com deficiência não se importa de responder a perguntas, principalmente aquelas feitas por crianças, a respeito da sua deficiência e como ela realiza algumas tarefas. Mas, se você não tem muita intimidade com a pessoa, evite fazer muitas perguntas muito íntimas. Quando quiser alguma informação de uma pessoa deficiente, dirija-se diretamente a ela e não a seus acompanhantes ou intérpretes. Sempre que quiser ajudar, ofereça ajuda. Sempre espere sua oferta será aceite, antes de ajudar. Sempre pergunte a forma mais adequada para fazê-lo. Mas não se ofenda se seu oferecimento for recusado. Pois, nem sempre, as pessoas com deficiência precisam de auxílio. Às vezes, uma determinada atividade pode ser mais bem desenvolvida sem assistência. Se você não se sentir confortável ou seguro para fazer alguma coisa solicitada por uma pessoa deficiente, sinta-se livre para recusar. Neste caso, seria conveniente procurar outra pessoa que possa ajudar. As pessoas com deficiência são pessoas como você. Têm os mesmos direitos, os mesmos sentimentos, os mesmos receios, os mesmos sonhos. Você não deve ter receio de fazer ou dizer alguma coisa errada. Aja com naturalidade e tudo vai dar certo. Se ocorrer alguma situação embaraçosa, uma boa dose de delicadeza, sinceridade e bom humor nunca falham. PESSOAS CEGAS OU COM DEFICIÊNCIA VISUAL: Nem sempre as pessoas cegas ou com deficiência visual precisam de ajuda, mas se encontrar alguma que pareça estar em dificuldades, identifique-se, faça-a perceber que você está falando com ela, para isso pode, por exemplo, tocar-lhe levemente no braço, e ofereça seu auxílio. Nunca ajude sem perguntar antes como deve fazê-lo. Caso sua ajuda como guia seja aceita, coloque a mão da pessoa no seu cotovelo dobrado. Ela irá acompanhar o movimento do seu corpo enquanto você vai andando. É sempre bom você avisar, antecipadamente, a existência de degraus, pisos escorregadios, buracos e obstáculos em geral durante o trajeto. Num corredor estreito, por onde só é possível passar uma pessoa, coloque o seu braço para trás, de modo que a pessoa cega possa continuar seguindo você. Para ajudar uma pessoa cega a sentar-se, você deve guiá-la até a cadeira e colocar a mão dela sobre o encosto da cadeira, informando se esta tem braço ou não. Deixe que a pessoa sente-se sozinha. Ao explicar direções para uma pessoa cega, seja o mais claro e específico possível, de preferência, indique as distâncias em metros ("uns vinte metros a sua frente"). Algumas pessoas, sem perceber, falam em tom de voz mais alto quando conversam com pessoas cegas. A menos que a pessoa tenha, também, uma deficiência auditiva que justifique isso, não faz nenhum sentido gritar. Fale em tom de voz normal. Por mais tentador que seja acariciar um cão-guia, lembre-se de que esses cães têm a responsabilidade de guiar um dono que não enxerga. O cão nunca deve ser distraído do seu dever de guia. As pessoas cegas ou com visão subnormal são como você, só que não enxergam. Trate-as com o mesmo respeito e consideração que você trata todas as pessoas. No convívio social ou profissional, não exclua as pessoas com deficiência visual das atividades normais. Deixe que elas decidam como podem ou querem participar. Proporcione às pessoas cegas ou com deficiência visual a mesma chance que você tem de ter sucesso ou de falhar. Fique a vontade para usar palavras como "veja" e "olhe". As pessoas cegas as usam com naturalidade. Quando for embora, avise sempre o deficiente visual. Lembre-se que nem sempre um cego é colega de outro cego. COMO APOIAR O ESTUDANTE CEGO: Os estudantes com deficiência visual não têm a mesma possibilidade que os seus colegas em tirar apontamentos das aulas, recorrendo à gravação. Caso o docente se oponha, deverá fornecer atencipadamente, ao estudante, elementos referentes ao conteúdo da cada aula. Nas aulas deverão ser evitados termos como "isto" ou "aquilo", uma vez que não têm significado para um estudante que não vê. Quando utilizar o quadro, o docente deverá ler o que escreveu para que, ao ouvir a gravação da aula, o estudante tenha a noção do que foi escrito. Se usar transparências o docente poderá proceder do seguinte modo: antes do início da aula fornecer ao estudante uma cópia em Braille (ou em caracteres ampliados ou mesmo em suporte digital), e se isso não for possível, fornecer no final uma cópia; durante a apresentação identificar e ler o conteúdo da transparência. Quando recorrer a quadros, figuras ou slides deverá descrever o seu conteúdo. Alguns estudantes que não nasceram cegos, que ainda conservam algum resíduo visual, têm uma memória residual de objetos, figuras, etc. PESSOAS COM DEFICIÊNCIA FÍSICA: É importante saber que para uma pessoa sentada é incomodo ficar olhando para cima por muito tempo, portanto, ao conversar por mais tempo que alguns minutos com uma pessoa que usa cadeira de rodas, se for possível, lembre-se de sentar, para que você e ela fiquem com os olhos no mesmo nível. A cadeira de rodas (assim como as bengalas e muletas) é parte do espaço corporal da pessoa, quase uma extensão do seu corpo. Agarrar ou apoiar-se na cadeira de rodas é como agarrar ou apoiar-se numa pessoa sentada numa cadeira comum. Isso muitas vezes é simpático, se vocês forem amigos, mas não deve ser feito se vocês não se conhecem. Nunca movimente a cadeira de rodas sem antes pedir permissão para a pessoa. Empurrar uma pessoa em cadeira de rodas não é como empurrar um carrinho de supermercado. Quando estiver empurrando uma pessoa sentada numa cadeira de rodas e parar para conversar com alguém, lembre-se de virar a cadeira de frente para que a pessoa também possa participar da conversa. Ao empurrar uma pessoa em cadeira de rodas, faça-o com cuidado. Preste atenção para não bater nas pessoas que caminham à frente. Para subir degraus, incline a cadeira para trás para levantar as rodinhas da frente e apoiá-las sobre a elevação. Para descer um degrau, é mais seguro fazê-lo de marcha à ré, sempre apoiando para que a descida seja sem solavancos. Para subir ou descer mais de um degrau em sequência, será melhor pedir a ajuda de mais uma pessoa. Se você estiver acompanhando uma pessoa deficiente que anda devagar, com auxílio ou não de aparelhos ou bengalas, procure acompanhar o passo dela. Mantenha as muletas ou bengalas sempre próximas à pessoa deficiente. Se achar que ela está em dificuldades, ofereça ajuda e, caso seja aceite, pergunte como deve fazê-lo. As pessoas têm suas técnicas pessoais para subir escadas, por exemplo, e, às vezes, uma tentativa de ajuda inadequada pode até mesmo atrapalhar. Outras vezes, a ajuda é essencial. Pergunte e saberá como agir e não se ofenda se a ajuda for recusada. Se você presenciar um tombo de uma pessoa com deficiência, ofereça ajuda imediatamente. Mas nunca ajude sem perguntar se e como deve fazê-lo. Esteja atento para a existência de barreiras arquitetônicas quando for escolher uma casa, restaurante, teatro ou qualquer outro local que queira visitar com uma pessoa com deficiência física. Pessoas com paralisia cerebral podem ter dificuldades para andar, podem fazer movimentos involuntários com pernas e braços e podem apresentar expressões estranhas no rosto. Não se intimide com isso. São pessoas comuns como você. Geralmente, têm inteligência normal ou, às vezes, até acima da média. Se a pessoa tiver dificuldade na fala e você não compreender imediatamente o que ela está dizendo, peça para que repita. Pessoas com dificuldades desse tipo não se incomodam de repetir se necessário para que se façam entender. Não se acanhe em usar palavras como "andar" e "correr". As pessoas com deficiência física empregam naturalmente essas mesmas palavras. Quando você encontrar um Paralisado Cerebral, lembre-se que ele tem necessidades específicas, por causa de suas diferenças individuais. Para lidar com esta pessoa, temos as seguintes sugestões: * É muito importante respeitar o ritmo do PC, usualmente ele é mais vagaroso no que faz como andar, falar, pegar as coisas, etc. * Tenha paciência ao ouvi-lo, a maioria tem dificuldade na fala. Há pessoas que confundem esta dificuldade e o ritmo lento com deficiência mental. * Não trate o PC como uma criança ou incapaz. * Lembre-se que o PC não é um portador de doença grave ou contagiosa, a paralisia cerebral é fruto da lesão cerebral, ocasionada antes, durante ou após o nascimento, causando desordem sobre os controles dos músculos do corpo. Portanto, não é doença e tampouco transmissível. É uma situação. Trate a pessoa com deficiência com a mesma consideração e respeito que você usa com as demais pessoas. PESSOAS SURDAS OU COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA: Não é correto dizer que alguém é surdo-mudo. Muitas pessoas surdas não falam porque não aprenderam a falar. Muitas fazem a leitura labial, outras não. Quando quiser falar com uma pessoa surda, se ela não estiver prestando atenção em você, acene para ela ou toque, levemente, em seu braço. Quando estiver conversando com uma pessoa surda, fale de maneira clara, pronunciando bem as palavras, mas não exagere. Use a sua velocidade normal, a não ser que lhe peçam para falar mais devagar. Use um tom normal de voz, a não ser que lhe peçam para falar mais alto. Gritar nunca adianta. Fale diretamente com a pessoa, não de lado ou atrás dela. Faça com que a sua boca esteja bem visível. Gesticular ou segurar algo em frente à boca torna impossível a leitura labial. Usar bigode também atrapalha. Quando falar com uma pessoa surda, tente ficar num lugar iluminado. Evite ficar contra a luz (de uma janela, por exemplo), pois isso dificulta ver o seu rosto. Se você souber alguma linguagem de sinais, tente usá-la. Se a pessoa surda tiver dificuldade em entender, avisará. De modo geral, suas tentativas serão apreciadas e estimuladas. Seja expressivo ao falar. Como as pessoas surdas não podem ouvir mudanças subtis de tom de voz que indicam sentimentos de alegria, tristeza, sarcasmo ou seriedade, as expressões faciais, os gestos e o movimento do seu corpo serão excelentes indicações do que você quer dizer. Enquanto estiver conversando, mantenha sempre contacto visual, se você desviar o olhar, a pessoa surda pode achar que a conversa terminou. Nem sempre a pessoa surda tem uma boa dicção. Se tiver dificuldade para compreender o que ela está dizendo, não se acanhe em pedir para que repita. Geralmente, as pessoas surdas não se incomodam de repetir quantas vezes for preciso para que sejam entendidas. Se for necessário, comunique-se através de bilhetes. O importante é se comunicar. O método não é tão importante. Quando a pessoa surda estiver acompanhada de um intérprete, dirija-se à pessoa surda, não ao intérprete. Algumas pessoas mudas preferem a comunicação escrita, algumas usam linguagem em código e outras preferem códigos próprios. Estes métodos podem ser lentos, requerem paciência e concentração. Talvez você tenha que se encarregar de grande parte da conversa. Tente lembrar que a comunicação é importante. Você pode ir tentando com perguntas cuja resposta seja sim/não. Se possível ajude a pessoa muda a encontrar a palavra certa, assim ela não precisará de tanto esforço para passar sua mensagem. Mas não fique ansioso, pois isso pode atrapalhar sua conversa. PESSOAS COM DEFICIÊNCIA MENTAL: Você deve agir naturalmente ao dirigir-se a uma pessoa com deficiência mental. Trate-as com respeito e consideração. Se for uma criança, trate como criança. Se for adolescente, trate-a como adolescente. Se for uma pessoa adulta, trate-a como tal. Não as ignore. Cumprimente e despeça-se delas normalmente, como faria com qualquer pessoa. Dê atenção a elas, converse e vai ver como será divertido. Seja natural, diga palavras amistosas. Não superproteja. Deixe que ela faça ou tente fazer sozinha tudo o que puder. Ajude apenas quando for realmente necessário. Não subestime sua inteligência. As pessoas com deficiência mental levam mais tempo para aprender, mas podem adquirir muitas habilidades intelectuais e sociais. Lembre-se: o respeito está em primeiro lugar e só existe quando há troca de ideias, informações e vontades. Por maior que seja a deficiência, lembre-seda eficiência da pessoa que ali está. As pessoas com deficiência mental, geralmente, são muito carinhosas. Deficiência mental não deve ser confundida com doença mental. Se você chegou até aqui, certamente se importa com o assunto. A maior barreira não é arquitetônico, mas a falta de informação e preconceitos. Assim, compartilhe deste texto com todos de seu relacionamento e peça que eles façam o mesmo. fontes: http://www.prodam.sp.gov.br/acess/ http://www.mbonline.com.br/cedipod/index.htm Efetuamos alguns acréscimos ao original

segunda-feira, 4 de julho de 2016

História do pai Tomé contada no terreiro


Na época da escravatura nego veio não podia se quer olhar para sinhazinhas, se olhasse o nego ia para o tronco e apanhava.
Acontece que um dia o nego levantou a cabeça e olhou para sinhazinha, linda e formosa, mas o nego sem nenhuma malicia, apenas curiosidade, então o capataz da fazenda, bateu no nego veio que foi muito judiado.
e enquanto o preto apanhava a sinhazinha gritava que não era preciso bater no nego deste jeito.
Depois de um tempo a sinhazinha vai visitar para ver como estava o nego veio na senzala, e como ela sabia pelos comentários dos outros escravos, que o veio Tomé era muito sábio,
curiosa ela  fez uma pergunta ao nego, pai Tomé quando conhecerei meu verdadeiro amor?
O nego ainda machucado da surra que levou do capataz, de cabeça baixa fala para sinhazinha,
Olha fia, quando um beija flor te beijares o rosto, ai sim será o momento que você ira conhecer o seu verdadeiro amor,
a sinhazinha ouve o nego agradece e vai embora, desconfiada.
Ao passar do tempo, os pais da sinhazinhas, arranjaram um casamento para a filha, nesse tempo era bem comum que os pais depois de uma certa idade, arranjassem casamentos com pessoas bem sucedidas dentro de um mesmo nível social.
No dia do casório arrumado pelos seus pais, surge um beija-flor que se dirige em direção a sinhazinha.
a sinhazinha ao lembrar das palavras do pai Tomé vê com curiosidade o aparecimento do pássaro, e num ato inesperado o beija-flor beija o rosto de sinhazinha e logo cai morto aos seus pés.

O amor quando acontece tem que ser de verdade, tem que vir do coração, do contrario, até mesmo a mais belas criações de deus não sobre vive”



Alexandre de Melo


OS SETE REINOS DA QUIMBANDA




A kimbanda têm sete reinos, sendo sua organização uma remanescença das organizações tribais em reinos na Africa banto. Cada Reino é composto por nove povos de Exu, sendo que cada povo é comandado por um Exu chefe .

1) Reino das Encruzilhadas - 
Que sendo chefiado por Exu Rei das Sete Encruzilhadas e Pombagira Rainha das Sete Encruzilhadas, governa todas as passagens dos Exu que ali trabalham. Sua função principal é abrir os caminhos para os outros Guias chegarem e também para os filhos e fregueses.

2) Reino dos Cruzeiros - 
Chefiado por Exu Rei dos Sete Cruzeiros e Pombagira Rainha dos Sete Cruzeiros, governa todas as passagens dos Exu que trabalham nos cruzeiros (não confundir com encruzilhada). 

3) Reino das Matas - 
Chefiado por Exu Rei das Matas e Pombagira Rainha das Matas. Governa todos os Exu que trabalham nos verdes ou locais que tenham árvores a exceção do Cemitério, que pertence a outro reino.

4) Reino da Kalunga Pequena ( Cemitério)
Governado por Exu Rei das Sete Calungas ou Calungas e Pombagira Rainha das Sete Calungas. Esses Exu tambêm são chamados pêlo nome de Rei e Rainha do Cemitérios. Geralmente quando diz-se "calunga" nas giras de kimbanda é para nomear ao cemitério. Trabalham neste reino todos os Exu que moram dentro dos cemitérios exclusivamente. 

5) Reino das Almas
Chefiado por Exu Rei das Almas Omulu e Pombagira Rainha das Almas. Eles também são conhecidos pêlo apelo de Rei e Rainha da Lomba, porque governam todos os exu que trabalham em locais altos. Porém, os Exu deste reino também trabalham em hospitais, morgues, etc.

6) Reino da Lira 
Os chefes deste reino são muito mais conhecidos por seus nomes sincréticos: Exu Lúcifer e Maria Padilha, sendo na verdade seus nomes kimbandeiros Exu Rei das Sete Liras e Rainha do Candomblê (ou Rainha das Marias). Seus apelos kimbandeiros mostram justamente sua afinidade pela dança, a musica e a arte ( lira e candomblê). Dentro do reino da Lira, que tambêm as vezes é chamado "reino do candomblê" não pelo culto africanista aos orixás, senão por ser essa palavra sinônimo de dança e música ritual. Trabalham aqui todos os Exu que tem a ver com a arte, a musica, poesia, bohemia, ciganeria, malandragem, etc.

7) Reino da Praia
Governado por Exu Rei da Praia e Rainha da Praia. Dentro dele encontram-se todos os Exus que trabalham nas praias, perto d'agua ou ainda dentro dela, podendo ser salgada ou doce.



A lei de QUIMBANDA tem um CHEFE SUPREMO, a quem chamam de 'MAIORAL
DA LEI DE QUIMBANDA', entidade esta que se entende diretamente com os chefes das SETE LINHAS DA LEI DE UMBANDA,aos quais presta obediencia,recebendo e acatando ordens de SAO MIGUEL ARCANJO,por intermedio dles.
Divide-se a LEI DE QUIMBANDA da mesma forma que a LEI DE UMBANDA,isto e em SETE LINHAS e as subdivisoes tambem sao feitas de modo igual a outra.
E desta forma temos.

LINHA DAS ALMAS - chefe OMOLU - povo dos cemiterios
LINHA DOS CAVEIRAS - chfe JOAO CAVEIRA
LINHA DE NAGO - chefe GERERE-povo de ganga -(encruzilhadas)
LINHA DE MALEI-chefe EXU REI - povo d Exu(encruzilhadas)
LINHA DE MOSSORUBI-chefe CAMINALOA-selvagens africanos(zulus,cafes)
LINHA DE CABOCLOS QUIMBANDEIROS-chefe PANTERA NEGRA-selvagens
LINHA MISTA -chefe EXU DA CAMPINA ou EXU DOS RIOS -composta de 
espiritos de varias racas

Entre todos os espiritos Quimbandeiros,os mais conhecidos sao os EXUS,porque os exercitos deles sao enormes podrosos.Agem em todos os setores da vida na Terra e, desa forma,sao conhecidos os nomes de muitos chefes de Falanges e Legioes.
Todos os espiritos da LEI DE QUIMBNDA posuem luz vermelha sendo que o chmado MAIORAL possui uma irradiacao de luz vermelha tao forte que nenhum de nos suportaria sua aproximacao.

Existe a necessidade da existencia desses epiritos quimbandeiros.E atraves deles que pagamos nosss faltas,sofrendo a consequencia de nossas maldades e erros. Sao eles portanto,os agentes incumbidos de concorrer para as nossas provacoes,cosoante as faltas do passado,ou mesmo o presente.
SAO OS SENHORES DO CARMA

OS PERIGOS DA MEDIUNIDADE MAL ORIENTADA




A falta de doutrina e de comprometimento que existe, em muitas casas espiritualistas, coloca em risco a saúde física e psicológica dos médiuns.

Para se ter idéia, há casas que iniciam qualquer pessoa que tenha vontade em trabalhos de desenvolvimento mediúnico de incorporação.

E as pessoas que começam a frequentar os trabalhos, por não terem a menor noção do que é certo ou errado, se submetem.

Na verdade, existem casos em que a mediunidade de incorporação nunca vai se manifestar porque o médium deverá desenvolver outras formas de mediunidade.

Consequentemente, tentando fazer incorporar quem não deve, surgem atrapalhações de toda ordem.

A mediunidade deve ser desenvolvida de forma progressiva e individualizada, e o bom desenvolvimento do corpo mediúnico depende muito da firmeza e da competência do chefe encarnado do grupo e do espírito dirigente dos trabalhos.

Na Terra, a esfera material das diversas formas de religião é conduzida pelos encarnados, o que inclui a organização das casas, a orientação das pessoas e até a redação dos textos que explicam os fenômenos espirituais.

É justamente por se tratar de “coisa de humanos” que a religião muitas vezes é deturpada.

Se os espíritos de luz pudessem atuar sozinhos, várias situações inoportunas deixariam de acontecer.

Mas os trabalhos religiosos na Terra precisam da união do plano físico e do espiritual.

Sem o fluido animal dos médiuns, não é possível para os espíritos atuar em nosso nível vibratório.. Daí a grande importância dos médiuns e também da assistência nos trabalhos religiosos.

Quando um dirigente religioso, independente da linha em que trabalhe, se deixa envolver pelo ego, passa a acreditar que é dono-da-verdade e, o que é ainda pior, que é dono das pessoas sua mente se fecha para as orientações do plano espiritual que deveriam orientar sua conduta, porque sua vontade passa a ser mais importante. 

Quando o chefe dos trabalhos “se perde”, os espíritos não compactuam com os erros cometidos, mas respeitam o livre-arbítrio de todos. Ficam à parte, aguardando que a situação se modifique para novamente poderem trabalhar com seus médiuns.

As pessoas não ficam desamparadas, mas os espíritos não compactuam com o ego. Há trabalhos que, irresponsavelmente, surgem em função da vontade que têm algumas pessoas de dirigirem grupos. Se uma pessoa resolve iniciar uma sessão, a responsabilidade é dela. Os seus protetores não vão puni-la por isso, mas toda a carga que surge em função dos trabalhos vai ser também responsabilidade dela.

Surgem, em função disso, muitas complicações, para quem dirige e para quem é dirigido. Portanto, não bastando atrapalhar a si mesmo, o chefe deverá arcar com as consequencias do que provoca para o corpo mediúnico de sua casa.

O mesmo vale para quem decide que vai prestar “atendimentos espirituais” ou outros tipos de “trabalho” relacionados, sem as devidas proteções que só uma casa, com os devidos calços, pode ter.

Toda aplicação do dom mediúnico deve estar sobre a proteção de uma corrente espiritual e de uma chefia realmente capacitada.

Infelizmente, em muitas casas sem boa direção espiritual, exerce-se o hábito de desenvolver a mediunidade em pessoas obsediadas, causando-lhes desequilíbrios ainda piores do que a própria obsessão. 

São pessoas que, estando claramente doentes, são levadas a abrirem seus canais de mediunidade, irresponsavelmente, a fim de supostamente se curarem.

A pessoa perturbada chega nos trabalhos e é aconselhada a desenvolver… porque tem mediunidade. Deveria procurar entender o que acontece consigo, através da doutrina, e não sair procurando um lugar para “desenvolver” Situações como essa, ocorrem devido ao pouco conhecimento doutrinário dos dirigentes das casas e até dos médiuns que dão consultas, acreditando que estão falando pelos espíritos.

A mediunidade perturbada pela obsessão não merece incentivo.

No aspecto patológico, existem aqueles que, por desequilíbrios neurológicos, se comportam como vítimas de processos obsessivos.

Nestes casos, também é inoportuno o desenvolvimento das faculdades mediúnicas.

Mentores espirituais de casas honestas cuidam de tratar desses processos obsessivos até que os fenômenos cessem, e o enfermo, curado, possa retomar suas atividades normais e, quem sabe, desenvolver sua mediunidade.

Tudo está muito bem, se o médium está preparado, saudável e consciente de que desenvolver a mediunidade é o que realmente deseja e de que realmente precisa.

Por outro lado, se a pessoa está desequilibrada, doente, desenvolvendo algo que nem sabe exatamente o que é, possuir um canal aberto será algo muito perigoso. 

Em ambos os casos, haverá a possibilidade da comunicação com o mundo dos espíritos, e um médium despreparado não vai saber identificar, nem filtrar,mensagens boas de mensagens oriundas de espíritos obsessores.

Por isso, desenvolver a mediunidade em quem não está preparado permite que as obsessões se manifestam pelo canal mediúnico que foi aberto, ocasionando demências em diferentes graus.

A mediunidade não é causadora da enfermidade ou da loucura. É o seu desenvolvimento indevido que permite que um espírito obsessor dela se utilize para instalar, na mente de sua vítima, a enfermidade mental.

Pensar na mediunidade como causa desses distúrbios seria o mesmo que culpar a porta de uma casa pela entrada do ladrão. A porta foi somente o meio ou a via de acesso utilizada para a realização do furto, por negligência e desatenção do dono da casa.

Precisamos também conhecer a fadiga mediúnica. O exercício da mediunidade provoca perda de fluidos vitais do corpo do médium e tende a esgotar os seus campos energéticos. Por isso os dirigentes capacitados dedicam especial atenção e cuidado para com os médiuns iniciantes.

É comum encontrar médiuns desequilibrados, atuando em grupos espiritualistas, onde incluem-se até mesmo os brandos trabalhos de mesa kardecistas.

Em alguns casos, o descontrole psíquico pode levar o indivíduo à loucura,principalmente no caso das pessoas predispostas ao desequilíbrio. 

Convém que o dirigente espiritual esteja atento à conduta dos médiuns, para perceber indícios de anormalidade.

Mediunidade é uma atividade psíquica séria, e a ela só devem se dedicar pessoas que se disponham a ter conduta religiosa, ou seja, uma moral sadia e hábitos disciplinados.

A prática da mediunidade em obsediados é capaz de produzir a loucura.

A irresponsabilidade e incompetência de dirigentes nos critérios de admissão e instrução de seus trabalhadores pode culminar em demência. Basta imaginar a situação em que uma pessoa obsediada é submetida a entidades hipócritas.

É fácil imaginar que se estabelecerá um processo de fascinação que pode culminar em demência.

Lembremos que a humildade, a dedicação, a paciência e a renúncia são os caminhos do crescimento mediúnico.

O orgulho e os maus espíritos são seus obstáculos.

A mediunidade, assim como todos os dons, possui dois lados.

Se, por um lado, é fonte de abençoadas alegrias; por outro, pode ser também de profundas decepções.

Mas isso nunca deve ser motivo para que alguém desista de desenvolver a sua mediunidade, de cumprir a sua missão, pois ela é simples e gratificante na vida das pessoas que a abraçam como missão de serviço nas legiões do Grande Pai Oxalá.

Por Jorge Menezes

O QUE É MEDIUNIDADE REPRIMIDA?




É a mediunidade que está aflorada plenamente,
mas não disciplinada.

Muitas vezes o médium tem conhecimento do seu compromisso com a mediunidade,
mas, infelizmente, por uma conduta escapista diante dos compromissos com o Além, integra uma parcela significativa de encarnados desequilibrados psiquicamente, com
manias compulsivas, condutas anormais e estados alucinatórios.

As capacidades mediúnicas ficam abertas, mas represadas,destituídas de educação e exercício continuado, o que leva o medianeiro a ser um rádio receptor manipulado por
mãos que o “obrigarão” a sintonizar todas as estações a pleno volume, deixando-o extenuado e esgotado mentalmente pelo seu próprio descontrole.

Ramatis

O QUE É MESA BRANCA?




Mesa Branca é a prática da mediunidade espiritualista com base nos ensinamentos de Jesus e desenvolvida a partir das orientações de um ou mais guias espirituais (espíritos ou entidades que cuidam dos trabalhos da casa).

Apesar de estar presente em alguns cultos religiosos sob o nome de "Umbanda de Mesa" e "Sessão Astral", a Mesa Branca é praticada de forma independente e normalmente não está ligada diretamente a qualquer religião.

A "mesa" em si é um objeto indispensável nas sessões uma vez que serve de apoio e contato material para os trabalhos de um modo em geral.

É, em volta da "mesa", que os médiuns se reúnem para uma sessão; é a partir dela que é realizado um estudo, uma preleção, uma consulta ou uma comunicação mediúnica; é através dela, ainda, que os médiuns realizam seus trabalhos e é sobre ela que são colocadas as oferendas; é, enfim, por meio de uma mesa, que se faz o desenvolvimento e a aplicação da mediunidade espiritualista dentre os seus adeptos.

A prática de reuniões frívolas e trabalhos malfazejos que alguns realizaram no passado através do mediunismo de mesa, foi um dos motivos pelo qual se adotou largamente "a cor branca" para diferenciar e demonstrar a boa natureza das sessões promovidas pela casa.

A cor branca, segundo a cromoterapia, indica claridade, pureza e iluminação; representa a inocência, a verdade e a integridade do mundo; simboliza o caminho e o esforço em direção à perfeição.
É indicada para cura em geral, purificação e abertura à luz. 
Daí segue o motivo do nome: "mesa branca".


MESA BRANCA E ESPIRITISMO

Existe uma confusão muito grande em relação a Mesa Branca e o Espiritismo e isso talvez seja motivado pela semelhança que existe em alguns pontos, como por exemplo a comunicação mediúnica com os espíritos e a crença na reencarnação.

O Espiritismo é uma doutrina científica e filosófica codificada em 1857 por Allan Kardec. 

A Mesa Branca, por sua vez, é uma doutrina essencialmente religiosa, desenvolvida a partir das práticas mediúnicas do chamado moderno espiritualismo, não tem regras como no Espiritismo, as quais não permitem que seus adeptos estudem ou apliquem procedimentos que não constam em sua codificação. 

A Mesa Branca é uma prática livre que adota ensinos e procedimentos de outros seguimentos religiosos segundo as orientações dos seus guias.

A Mesa Branca é o produto aprimorado daquilo que se conhecia por mediunismo de mesa, cuja raízes surgiram muito antes de Kardec, que até então era conhecida por "telegrafia espiritual", e depois, por "mesa girante" ou "mesa falante", foi a responsável por chamar a atenção de Kardec e outros pesquisadores para o fato das manifestações dos espíritos ocorrerem a partir das mesas.

O QUE A MESA BRANCA ACEITA E O ESPIRITISMO NÃO
Algumas diferenças básicas entre um e outro

1º LIVRE PENSAMENTO e MEDIUNIDADE ABERTA. Em termos de ensino filosófico e prática mediúnica, a Mesa Branca aceita tudo o que os seus guias revelam nas sessões e as mantém como verdades e úteis a instrução de seus adeptos até que se prove o contrário pela experiência prática. 
O Espiritismo não, uma vez que está preso unicamente aos assuntos de sua codificação, regras estas bem definidas e das quais não se pode afastar.

2º ENERGIA dos ELEMENTOS: A Mesa Branca crê e trabalha abertamente com as energias vibratórias dos quatro elementos (Terra, Ar, Fogo e Água). 
O Espiritismo não.

3º ENERGIA dos NÚMEROS e das CORES: A Mesa Branca crê e trabalha abertamente com a vibração dos números (numerologia) e das cores (cromoterapia).
O Espiritismo não.

4º ENERGIA das OFERENDAS. A Mesa Branca crê e trabalha com a faixa vibratória produzida pelas oferendas.
O Espiritismo não.

5º INFLUÊNCIA dos ASTROS. A Mesa Branca crê e trabalha com a faixa vibratória produzida pelos Astros (Astrologia).
O Espiritismo não. 

6º IMAGENS, VELAS, CRISTAIS e INCENSOS. A Mesa Branca crê e trabalha com a influência das imagens, com a força vibratória produzida pelas velas, com o poder dos cristais e com a harmonização ambiente produzida pelos incensos. 
O Espiritismo não.

Povo de Aruanda

O QUE É MIRONGA??




Mironga é como chamamos a “magia” de preto-velho, a mandinga dos espíritos que se apresentam como negros idosos e sábios para ajudar os filhos que os procuram.

Aqui vão algumas mirongas que essa nega véia tem a ensinar para resolver as dificuldades do coração, muito comum nos queixumes e pedidos de auxílio dos filhos da Terra.
Leia tudo com muita atenção e principalmente, aplique isso no seu dia-dia.

1 – Aprenda a viver sozinho. Caso vc não consiga nem viver consigo mesmo, como poderá levar felicidade e alegria para outra pessoa? Primeiro relacione-se com seu eu interior. Depois busque alguém.

2 – Assuma a responsabilidade pelo seu relacionamento. Não é magia, inveja, ciúmes de terceiros, etc, que irá separar aquilo que o amor uniu.

3 – É claro que também nenhuma simpatia, reza ou trabalho irá unir ou “amarrar” aquilo que a falta de carinho desuniu.

4 – Simplificando: quem procura as coisas ocultas para resolver problemas sentimentais é imaturo. Ruim do juízo e doente do coração.

5 – Desapegue-se! Porque o amor é um sentimento livre. Um eterno querer bem. Um carinho incondicional. Quase um sentimento de devoção. Se vc “gosta” tanto de alguém, que prefere ele “morto” do que feliz com outra pessoa, escute: Isso não é amor! Simples ilusão disfarçando o egoísmo…

6 – Aprenda que ninguém irá te completar. Você já é completo! Mas quando um relacionamento é calcado no mais puro amor, muito do amado vive no amante, e muito do amante pra sempre viverá no amado. Quer milagre maior que esse?

7 – Melhor sozinho do que mal acompanhado! Sabedoria popular, mas o que têm de doutor e doutora que não consegue entender isso.

8 – Ponha o pé no chão e esqueça essa história de alma gêmea. Pare de enfeitar suas próprias desilusões com devaneios ditos espiritualistas. Encare a realidade de frente. 

9 – A vida vai passando, com ele/a, ou sem ele/a. E a morte se aproximando…

10 – Por isso, vão viver a vida meus filhos! Quem sabe ela não está guardando um presente para vocês? Não existe mironga maior que essa!

Vó Dita

O FUTURO DAS RELIGIÕES




As religiões sempre foram muito importantes para toda humanidade, porque sempre tivemos a necessidade de receitas ou de fórmulas para acessar Deus, em função de nossos níveis de consciência.
Mas o homem vem evoluindo e sua forma de ver o divino também.

Nos dias de hoje, percebemos que para o indivíduo moderno, a maioria das religiões não conseguem mais explicar com esclarecimento, sensatez e sobriedade, questões como por exemplo:

De onde viemos? 
Para onde vamos? 
Quem somos? 
Qual é a nossa missão?
Porque sou brasileiro e não jamaicano? 
Porque sou filho desse pai? 
Porque sou filho daquela mãe? 
Porque as pessoas morrem? 
O que é a morte? 
O que é o espírito? 
Como posso transformar a minha realidade de vida? 
Por que tenho essa realidade de vida?
Por que fico doente?

E todas essas, são algumas das poucas perguntas que não podem ser respondidas de forma coesa pela maioria das religiões do mundo. 

Mas essa não é a única limitação.
Muitas pessoas não suportam falar de Deus porque associam esse termo às insanidades ocorrentes no planeta, em que pessoas comuns se mutilam, fazem guerra, tudo para defender seus pontos de vista religiosos.

Chega de tanta ignorância e alienação!
O homem precisa sair dessa hipnose insana que vive quando o assunto é a sua essência divina. Temos que aprender a perceber que somos de natureza espiritual, entendendo as implicações em que isso resulta.

Não foram os Grandes Mestres que criaram as religiões, foram os homens comuns!
Suas idéias e lições amorosas sempre foram voltadas a práticas de um estilo de vida orientado a evolução do espírito, sempre de forma leve e bondosa, respeitando, perdoando e amando. 

Não existe um Deus que castiga, ou um Demônio que investe nas almas pecadoras, mas um universo que responde energeticamente a tudo que fazemos.

As religiões foram realmente importantes até os tempos mais recentes na história evolutiva da humanidade, só que precisam encerrar seus ciclos, que diga-se de passagem, dignos de aplausos (é claro que isso ainda demanda um pouco de tempo).
Só que agora, não mais comportam as necessidades e anseios que transbordam do coração das pessoas. 

Se elas continuarem assim como estão nos dias de hoje, acabarão por escravizar, tolher e atrapalhar a evolução de seus fiéis, que por sua vez, não devem ser fiéis às linhas religiosas, mas a um estilo angelical de vida.
A conduta moral não deve acompanhar apenas escrituras, mas principalmente princípios de bondade, equilíbrio e amor ao próximo como a si mesmo.

Não existem fórmulas ou métodos perfeitos, não somos capazes de expressar em palavras faladas ou escritas, a divindade universal. 
Qualquer tentativa, mesmo que bem intencionada e elaborada, ainda que crivada de muita sabedoria, mesmo assim seria um modelo rústico diante da grandeza da mente divina e do Grande Espírito que rege esse universo incrível.

E porque falar de tudo isso?

Simplesmente porque as pessoas estão distantes de Deus.
Um distanciamento que ocorre por ilimitadas causas. 
Falta de crença, ignorância espiritual, alienação, contrariedade, inquietação, conflitos, preguiça, e tantos e tantos motivos. 
O ser humano precisa de um estilo que se adapte ao jeito moderno e agitado de viver, que se ajuste a essa loucura toda que nós mesmos criamos. 
Ou seja, religião nenhuma, com suas estruturas dogmáticas e rituais rígidos conseguem acompanhar essa necessidade.
O que reforça ainda mais as limitações das religiões e a necessidade que encerrem seus ciclos e saltem para uma nova concepção. 

É importante evidenciar que, para muitas pessoas que tem preguiça de pensar, (ou até mesmo medo de buscar um conhecimento que gere uma reforma intensa) que precisam buscar no mundo exterior os ensinamentos e a conduta espiritual elevada, as religiões se mostram ainda importantes, porque estão sendo necessárias para esses níveis de consciência ainda existentes. 

Nesses casos, sem o amparo das estruturas religiosas tradicionais, o caos seria ainda maior, comprovando que muitas pessoas ainda não estão prontas para esse novo conceito evolutivo.

Na sua maioria, as pessoas não conseguem perceber Deus ou o Espiritual em suas vidas. 
Não podem compreender onde essa consciência seria necessária, mas a importância de caráter emergente se mostra quando assistimos o sofrimento diário das pessoas em seus conflitos e emoções atrapalhadas. 
Se o sofrimento ocorre demasiadamente, algo está errado.
Definitivamente! E se a compreensão da natureza e a importância da vida lhe é algo remoto, o alerta é ainda maior. 

As dores da alma estão borbulhando na crosta terrestre, e a natureza já dá sinais claros de que não anda nada contente...

Mas de que adianta falar tanto disso?
Muitas pessoas concordam com tudo que foi citado acima, acatam o pensamento de que nossa essência é divina e que precisamos nos conectar a ela.
Mas quando vão buscar esse Deus, essa compreensão, a confusão é grande.
Isso porque nossa educação sempre foi de cultuar um Deus que se mostra distante. Simplesmente, porque fomos ensinados ou conduzidos no passado a buscar um caminho religioso, que é muito diferente de buscar espiritualidade.

Um homem religioso é aquele que acata e segue os ensinamentos de uma determinada religião. 

Já um ser espiritualizado é aquele que busca um estilo de vida fundamentado em máximas de vida, como amor, perdão, respeito, independente de rótulos ou estruturas. 

A espiritualidade é um estado de consciência. 
Assim como céu e inferno também são, que dependem muito mais da conduta de cada um do que qualquer coisa. 
A espiritualidade é a verdade do espírito, que pode até ser aprofundada no aprendizado religioso, mas desde que não seja apenas por uma via ou receita. 
Precisa ser leve, universal, senão trancará a evolução do homem, inevitavelmente.

Mas como sabemos, embora você possa concordar com tudo que foi dito, acatar integralmente, ainda assim existe uma lacuna muito grande, quando o assunto é colocar essa espiritualidade na prática, que quer dizer viver a vida com a consciência espiritual. 
Sem punições, dogmatismos ou ritualísticas incompatíveis com a realidade terrestre atual, o que ainda não está impregnado em nosso nível de consciência.

Por isso a importância da busca espiritual livre e simples, que torne essa caminhada algo igualmente simples, principalmente que não se materialize no formato obsoleto de uma linhagem religiosa.
Mas que possa lhe ajudar a qualquer um no entendimento de que quanto maior for o nosso nível de consciência espiritual, maior também serão as nossas possibilidades de desenvolver felicidade real, duradoura.
Menor também serão os sofrimentos, os conflitos e as doenças da alma.
E principalmente, que tudo isso possa sim, ser feito na realidade do nosso dia-a-dia, sem dogmas.

Que possamos entender de forma gradual, tranquila, que o conhecimento e boa utilização de algumas naturezas do universo podem ser grandes aliadas na nossa caminhada por "aqui".

A busca espiritual não terá sentido se não melhorar a nossa história de vida, não nos fizer pessoas melhores ou não nos trouxer benefícios coletivos. 

Medite sobre isso e mergulhe nessa experiência!

sexta-feira, 1 de julho de 2016

HIERARQUIA E PODER  DENTRO DO TERREIRO



O Poder e a Hierarquia por Nelson Souza Ter poder, e ser de fato detentor de algum poder, são situações distintas em uma comunidade religiosa de Candomblé, isso no meu entendimento. Veja que sempre me refiro ao meu entendimento pessoal, porque o que escrevo é fruto da minha vivência religiosa. Caberia melhor dizer que é fruto da observação dos fatos e situações ao longo dos anos, com pessoas que possuem os mais variados desejos de poder, desde aqueles que rejeitam o poder que lhe é concedido, até aqueles que o desejam muito e intensamente e não medem esforços para conseguir o objectivo. A utilização do poder e da hierarquia numa Casa de Santo não está escrita em nenhum código explícito de conduta, nem mesmo está escrito de fato; a hierarquia e o poder existem pelo simples fato de ser assim e ponto final. Porém, são a hierarquia e o poder bem aplicados que mantém o grupo unido em torno de um objectivo ou de alguém, um líder. Mesmo se pensarmos em um trabalho filantrópico, sem fins lucrativos, perceberemos a hierarquia por trás do projecto; há sempre um líder, um catalisador, alguém a quem se prestam contas; e numa Casa de Santo não seria diferente. O que vejo de problemático neste modelo de hierarquia e poder concentrados em mãos pouco habilidosas para o trato com as pessoas, é o fato dessa hierarquia sacerdotal estar directamente ligada ao status que os postos de zelador, ogan, ekedi ou outro oiê dão a alguns dignatários sem preparo e sem cultura suficientes para exercer estas funções; que lidam directa e diariamente com pessoas, com emoções e sentimentos, com vidas. E, desta forma, o poder se torna um comércio e uma forma de se impor pelo medo. Para exercer correctamente o poder é necessário, além do “direito conquistado”, ter o reconhecimento e o respeito da comunidade. É necessário ser um líder nato, e não um mero ditador de normas. Os grandes nomes de nossa religião nem sempre tiveram educação formal completa, mas tinham carisma e sensibilidade. Portanto, a educação a que me refiro nem sempre é a formal, pois educação vem de família e, como somos uma família pergunto: - Como estamos então educando nossos filhos? Deve-se ter bem claro em uma comunidade quem é o líder e quem são os liderados. Falo em líder e liderados, não senhores e escravos. Frequentemente se confunde hierarquia com satisfação dos desejos do elemento mais graduado, confundindo liderança com imposição do medo. O bom líder orienta, o mau líder se aproveita da fraqueza do outro para diversos fins. Como disse antes, em nossa religião não há um código de conduta escrito e formal; cada zelador é livre para fazer ou desfazer o que bem entender da forma como bem entender em sua Casa. Logo, isso leva à formação de entendimentos particulares das noções de respeito à pessoa, e a hierarquia passa a só ter valor quando imposta de cima para baixo e de dentro para fora do grupo detentor do poder, sendo o restante do grupo relegado à condição de mantenedores do “status Real”. Casos típicos de confusão e de má conduta ética são os zeladores que, não tendo cultura ou educação (inclusive formal), quando empossados no comando de uma Casa não hesitam em tratar as pessoas com total desprezo, principalmente os membros da sociedade civil de maior prestígio que lhes frequentam as Casas. A mim parece um tanto de preconceito ou revanchismo. São pensamentos retrógrados e arraigados de que, fora da Casa, o filho de santo é um médico ou um doutor, mas uma vez dentro da Casa ele fará o que for ordenado, se humilhará e será humilhado. Esse comportamento, associado à falta de ascensão social e reconhecimento profissional do zelador fora do seu próprio meio social/religioso, cria situações de constrangimento e desagrado,  e acabam por excluir muitas pessoas que não compactuam com esse modelo. Educação talvez seja um bom começo. Não é porque não há um código de conduta que direccione o comportamento dos graduados que estes podem dispor das vidas, desejos, anseios e liberdades alheios da forma como melhor lhes convier. Somos, no mínimo, pensantes e temos sim direito ao bom e respeitoso tratamento, pois hierarquia e poder não pressupõe opressão. Pelos motivos acima, creio que o que constantemente leva uma Casa a perder seus filhos e ser reconhecida como um local não muito confiável é a falta de capacidade do seu quadro, do seu staff, que geralmente está mais envolvido em disputas internas e silenciosas pelo poder do que centrado no que realmente importa, que é a educação e crescimento dos membros da comunidade. E, nestas disputas, não se leva em conta a sobrevivência da própria Casa como instituição de amparo aos filhos; não se leva em conta nada, somente a obtenção do poder a qualquer custo ou a manutenção dele. Como disse anteriormente, há também os que rejeitam o poder. Estes não contribuem em nada e se colocam à margem das disputas, mas também não se posicionam contrários a estas. São como já li em um grande livro “Ogãns de bênção”, referindo-se às pessoas sem compromisso com a Casa. Não fala especificamente sobre os Ogãns, não há nenhum preconceito, refere-se à generalidade dos cargos e do status que eles proporcionam na comunidade, sem no entanto se envolverem profundamente com seus assuntos. Claro exemplo de dominação pelo medo se dá em uma consulta de búzios ou a uma Entidade, onde o objectivo principal é a busca de soluções e respostas para um determinado assunto, e essa consulta acaba por impor ao consulente uma série de outros assuntos que não são pertinentes, mas que dão status de grande adivinho ao zelador. Refiro-me aos casos como os declarados no próprio blog sobre informações desencontradas dadas por diferentes zeladores a respeito de um mesmo assunto. Sei que o jogo não é um tomógrafo de última geração, uma máquina programada para dar sempre os mesmos resultados com margens mínimas de erros, mas falo de percepções e de técnicas diferentes em que até o dia em que se consulta o jogo pode ter influência sobre a leitura. Uma coisa não muda em tudo isso, o interesse em ajudar ou ser ajudado do adivinho. O assunto é esse, eu em particular não jogo nem dou consulta, portanto em princípio não deveria falar dos que o fazem, mas, com liberdade para opinar e responsável em conjunto com a Manuela por divulgar a religião neste espaço democrático, não posso omitir este assunto. Esse é somente um item de um grande arsenal de formas usadas para impor o medo. No jogo/consulta se “vê” que o consulente “precisa urgentemente” fazer ou deixar de fazer, ter ou deixar de ter diversas coisas e é nesse ponto que começamos a diferir o poder de fato do poder imposto. Afinal, amedrontar uma pessoa se utilizando de um jogo ou de uma Entidade para obter vantagens é coisa fácil, o difícil é encontrar pessoas que queiram orientar e cuidar, dar carinho e uma palavra de conforto. Como disse, é difícil encontrá-los, mas graças aos Orixás pessoas sérias também ocorrem em grande número, pois afinal é para isso que são graduados e ocupam seus cargos. O objectivo deste texto é dizer que o poder deve ser utilizado para colaborar, para influenciar positivamente, para fazer crescer a comunidade e os filhos, portanto devemos, antes de nos entregar de corpo e alma, avaliar cuidadosamente que tipo de poder queremos exercer e a que tipo de poder estaremos sujeitos. A busca constante da felicidade conduz à felicidade. Não sei de quem é a frase, mas é bem interessante. Tomege do Ogum. fonte:http://suamidosun.blogspot.com


GUIAS,CONTAS,ROSÁRIOS




Elas tem um comprimento que deve ser abaixo do umbigo(chacra sacro-umbilical)que é para proteção do médium. Nas GUIAS,COLARES, são imantadas energias dos ORIXÁS,ENTIDADES, que servem como proteção contra ENERGIAS NEGATIVAS emanadas do próprio MÉDIUM ou durante os trabalhos de assisatencia espiritual a irmãos em desequilibrio,bem como as energias negativas existentes em determinados locais onde se reúnem entidades maléficas. Dizem que elas são os OLHOS DOS ORIXAS, é um canal que permite intercambio entre o MÉDIUM e a DIMENSÃO DO ORIXÁ ou ENTIDADE correspondente a firmeza. CONFECÇÃO:são feitas de contas de cristal ou louça,buzios,lágrimas de N.Sra, dentes,palha da costa,etc... Normalmente são confeccionadas seguindo o PADRÃO DA CASA. Elas obedecem uma numerologia e uma cromologia  adequada ou ainda de acordo com as determinações de uma Entidade. -Servem como pára-raios -são elementos ritualisticos -não devem ser usadas por outros médiuns AS GUIAS DEVEM SER TRATADAS PELOS MÉDIUNS COM TODO CARINHO E O MÁXIMO DE RESPEITO, POIS ELAS REPRESENTAM O ORIXÁ E A SEGURANÇA DO MÉDIUM. Na umbanda, as contas são feitas de pedras ou materiais naturais, e cada pessoa tem o seu rosário particular, confecionado com as cores correspondentes ao nível de desenvolvimento espiritual e à vibração energética. Os adeptos da Ordem Iniciática do Cruzeiro Divino, grupo religioso de umbanda de São Paulo, chamam de guias os fios de contas sagrados. Segundo eles, servem para proteger e manter boas energias.
HIERARQUIA  DAS ENTIDADES



Proximidade de Deus - Classe Subclasse MAIS PRÓXIMOS DE DEUS Trabalhadores da Lei de Amor e Caridade -Chefes de Linha -Chefes de Legião -Chefes de Falange -Mentores -Guias -Protetores Despertados para a Lei de Amor e Caridade - Coroados - Batizados MAIS AFASTADOS DE DEUS Indiferentes à Lei de Amor e Caridade - Atormentados Rebeldes à Lei de Amor e Caridade -Zombeteiros -Perversos A descrição abaixo é baseada no Livro dos Espíritos, de Alan Kardec. TRABALHADORES DA LEI DE AMOR E CARIDADE CHEFES DE LINHA Estes espíritos são os mais próximos de Deus, cujas ordens executam para manutenção da Lei de Amor e Caridade universal. São completamente purificados de todas as influências da matéria e reúnem em si as mais elevadas bondade, qualidade morais e suprema sabedoria espiritual, superior a dos demais espíritos. Os espíritos desse grau não mais necessitam sofrer provas, nem expiações e não estão mais sujeitos à reencarnação. Por estarem livre da influência da matéria, vivem em plena felicidade ao lado de Deus, nos mais elevados planos espirituais. Por causa de suas características, eles comandam as linhas de espíritos que desempenham um trabalho em prol da Lei de Amor e Caridade. Como chefes dessas linhas, compete a eles designar as missões das legiões espirituais, bem como auxiliar os espíritos que lhes são inferiores em seu aperfeiçoamento espiritual. Esses espíritos não incorporam, nem se manifestam aos encarnados, deixando esse tipo de ação para os que lhes são inferiores. Ainda assim, assistem aqueles em suas aflições e os estimulam à prática do bem. São classificados como espíritos puros no Livro dos Espíritos e como anjos, arcanjos, querubins, serafins ou devas em várias religiões, onde são considerados divindades benfazejas. CHEFES DE LEGIÃO A purificação de toda a influência da matéria é o que os caracteriza, reunindo em si elevada bondade, as mais elevadas qualidades morais e altíssima sabedoria espiritual, superior a dos Chefes de Falange. Os espíritos desse grau não mais necessitam sofrer provas, nem expiações e não estão mais sujeitos à reencarnação. Por estarem livre da influência da matéria, vivem em suprema felicidade nos planos superiores da vida espiritual. Por causa de suas características, eles comandam as legiões de espíritos que desempenham um trabalho em prol da Lei de Amor e Caridade. Como chefes dessas legiões, compete a eles designar as missões das falanges espirituais, bem como auxiliar os espíritos que lhes são inferiores em seu aperfeiçoamento espiritual. Esses espíritos não incorporam, nem se manifestam aos encarnados, deixando esse tipo de ação para os que lhes são inferiores. Ainda assim, assistem aqueles em suas aflições e os estimulam à prática do bem. São classificados como espíritos puros no Livro dos Espíritos e como anjos, arcanjos, querubins ou devas em várias religiões, onde são considerados divindades benfazejas. CHEFES DE FALANGE A purificação de toda a influência da matéria é o que os caracteriza, reunindo em si elevada bondade, as mais elevadas qualidades morais e elevada sabedoria espiritual. Os espíritos desse grau não mais necessitam sofrer provas, nem expiações e não estão mais sujeitos à reencarnação em corpos materiais perecíveis. Por estarem completamente livre da influência da matéria, vivem em suprema felicidade nos planos superiores da vida espiritual. Por causa de suas características, eles comandam as falanges de espíritos que desempenham um trabalho em prol da Lei de Amor e Caridade. Como chefes dessas falanges, compete a eles designar as missões dos espíritos que lhes são inferiores, bem como auxiliá-los em seu aperfeiçoamento espiritual. Suas manifestações, embora raríssimas, são sublimes e suas comunicações são extremamente bondosas e repletas de ensinos morais e espirituais, porém são restritas àqueles que procuram a verdade espiritual com boa-fé e que não os evocam por curiosidade ou com propósitos que fogem ao bem. Rarissimamente atuam através de trabalhos que exijam incorporação, deixando esse tipo de ação para os que lhes são inferiores. Ainda assim, assistem os encarnados em suas aflições e os estimulam à prática do bem. São classificados como espíritos puros no Livro dos Espíritos e como anjos, arcanjos ou devas em várias religiões, onde são considerados divindades benfazejas. MENTORES A associação de bondade, de qualidades morais elevadas e de elevada sabedoria espiritual é o que os caracteriza. Essa superioridade que possuem os tornam mais qualificados a transmitirem verdadeiros ensinamentos sobre o mundo espiritual, dentro do limites do que lhes é permitido revelar. Situam-se muitíssimo acima da condição geral média da humanidade, não apresentando qualquer apego às coisas do mundo material. Por causa disso, a encarnação destes espíritos no planeta Terra é rara e quando assim o fazem, cumprem a missão de servir de exemplo aos demais na evolução que se deve buscar. Suas manifestações são sublimes e suas comunicações são extremamente bondosas e repletas de ensinos morais e espirituais, porém são restritas àqueles que procuram a verdade espiritual com boa-fé e que não os evocam por curiosidade ou com propósitos que fogem ao bem. Raramente atuam através de trabalhos que exijam incorporação, uma vez que seus trabalhos de caridade não estão mais no campo de socorro a necessitados, nem no auxílio na evolução espiritual de um único indivíduo. A principal missão de um espírito neste grau é auxiliar na evolução espiritual de coletividades, seja de seres encarnados ou não. São classificados como espíritos superiores no Livro dos Espíritos. GUIAS A associação da bondade com as qualidades morais mais elevadas é o que os caracteriza. Não possuem conhecimentos ilimitados, dinheiro porém são dotados de uma capacidade intelectual que lhes faculta juízo reto sobre os seres humanos e as coisas. Situam-se muito acima da condição geral média da humanidade, não apresentando qualquer apego às coisas do mundo material. Suas manifestações não apresentam grosserias de quaisquer espécies e suas comunicações são extremamente bondosas e repletas de ensinos morais. Não se fazem muito atuantes através de trabalhos que exijam incorporação, uma vez que seus trabalhos de caridade não estão mais no campo de socorro a necessitados, embora muitas vezes ainda o façam. A principal missão de um espírito neste grau é auxiliar na evolução espiritual daquele de quem é guia e, em algumas ocasiões, de pessoas próximas a ele. São classificados como espíritos de sabedoria no Livro dos Espíritos. PROTETORES A bondade é neles a qualidade dominante. Ficam satisfeitos em poder prestar serviço aos seres humanos e protegê-los, porém seus conhecimentos são limitados. Situam-se acima da condição geral média da humanidade e não mais apresentam apego às coisas do mundo material. Suas manifestações não apresentam grosserias, seja de expressão, seja de linguagem, e suas comunicações são bondosas e repletas de bons ensinamentos. São bastante atuantes através de trabalhos que exijam incorporação, utilizando o corpo de seus médiuns como instrumento para praticarem a caridade para as pessoas necessitadas, através de passes e consultas. São classificados como espíritos benévolos no Livro dos Espíritos. DESPERTADOS PARA A LEI DE AMOR E CARIDADE COROADOS São espíritos que abandonaram quase que totalmente os trabalhos voltados para o mal ou as ações zombeteiras, tendo já demonstrado em suas ações que se esforçam na prática dos trabalhos voltados para o bem. Por causa desse seu compromisso com o bem, costumam sofrer verdadeiramente pelos males que ocasionaram aos outros. Situam-se pouco acima da condição geral média da humanidade, tanto no que se refere a moral quanto ao que se refere a conhecimento, e ainda conservam certo apego a algumas alegrias do mundo material. Suas manifestações apresentam pouca grosseria nas expressões e na linguagem e nas suas comunicações já é possível observar alguns ensinamentos dos espíritos mais elevados. São classificados como espíritos neutros no Livro dos Espíritos. BATIZADOS São espíritos que apesar de já terem sido despertados para os trabalhos do bem, ainda não abandonaram completamente os trabalhos voltados para o mal ou as ações zombeteiras, se dedicando a cada um deles de acordo com a influência que recebam de outros espíritos. Situam-se na condição geral média da humanidade, tanto no que se refere a moral quanto ao que se refere a conhecimento, e são apegados às coisas do mundo material, de cujas alegrias sentem falta. Seus conhecimentos sobre as coisas espirituais são restritos e, invariavelmente, acabam por misturá-los com suas próprias idéias e preconceitos. Suas manifestações ainda apresentam alguma grosseria nas expressões e na linguagem e suas comunicações não transmitem mais do que noções incompletas e, muitas vezes, errôneas sobre as coisas espirituais. São classificados como espíritos neutros no Livro dos Espíritos. INDIFERENTES À LEI DE AMOR E CARIDADE ATORMENTADOS São espíritos que conservam muito vívidas a lembrança e a percepção dos sofrimentos da vida corpórea, sofrendo por esses males tanto quanto sofrem pela condição em se encontram no mundo espiritual. Por causa das lembranças tão nítidas da vida corpórea, em muitas ocasiões esses espíritos acabam obsediando pessoas pelas quais se afeiçoavam quando encarnados, buscando nessa proximidade uma forma de amenizar seu sofrimento, sem, no entanto, entenderem os males que daí decorrem. Suas manifestações são caracterizadas pela expressão de dor e a linguagem repleta de lamentos, notando-se claramente o desespero e o sofrimento pelos quais passam. REBELDES A LEI DE AMOR E CARIDADE ZOMBETEIROS São espíritos maliciosos, levianos e mistificadores. Como espíritos metem-se em tudo e a tudo respondem, sem se incomodarem com a verdade. Gostam de causar pequenos desgostos e ligeiras alegrias, de intrigar, de induzir maldosamente em erro, por meio de mistificações e de espertezas. Em suas comunicações a linguagem de que se servem é amiúde, espirituosa e faceta, mas quase sempre sem profundeza de idéias. Aproveitam-se das esquisitices e dos ridículos humanos e os apreciam, mordazes e satíricos. Quando tomam nomes de seres considerados superiores, o fazem mais por malícia do que por maldade. São classificados como espíritos levianos no Livro dos Espíritos. PERVERSOS Os espíritos perversos são aqueles que se dedicam ao mal por prazer, fazendo dele o objeto de suas preocupações. Como espíritos, dão conselhos pérfidos, semeiam a discórdia e a desconfiança. Suas manifestações são caracterizadas pela grosseria das expressões e da linguagem e suas comunicações exprimem a baixeza de seus pendores, denotando sua inferioridade moral. Tentam se mascarar de todas as maneiras para melhor enganar, podendo até mesmo falar com certa sensatez em algumas ocasiões, porém não conseguem sustentar por muito tempo o papel e acabam sempre por se traírem. Por ódio ao bem, quase sempre escolhem suas vítimas entre as pessoas bondosas, procurando induzi-las à perdição e a sucumbirem nas provações, de forma a retardar-lhes o progresso espiritual, o que lhes causa grande satisfação quando o conseguem. Quando encarnados se tornam flagelos para a humanidade, pouco importando a categoria social a que pertençam quando nessa condição. São classificados como espíritos impuros no Livro dos Espíritos e como demônios, maus gênios ou espíritos do mal em várias religiões, onde são considerados divindades maléfica Livro dos Espíritos