terça-feira, 24 de novembro de 2015

UM POUCO SOBRE OS
ERÊS – CRIANÇAS DA
UMBANDA

São as chamadas CRIANÇAS DA UMBANDA
que trabalham com os elementais da natureza e
possuem as características do elemento em
que atuam.

TEXTO ESCRITO POR PAI RUBENS
SARACENI – já publicado.
A linha das crianças, cujos membros baixam nos
centros de Umbanda, é de todas a mais
misteriosa.
Esses espíritos infantis nos surpreendem pela
ternura, inocência, argúcia, carinho e amor que
vibram quando baixam em seus médiuns.
O arquétipo não foi fornecido pelo lado
material da vida, pois uma criança com seus 7, 8 ou 9 anos de idade, por mais inteligente que seja,
não está apta intelectualmente a orientar adultos atormentados por profundos desequilíbrios no
espírito ou na vida material.
Quem forneceu o arquétipo foram os seres que denominamos “encantados da natureza”.
Não foi baseado em espíritos de crianças que desencarnaram que essa linha foi fundamentada, e
sim nas crianças encantadas da natureza, que os acolhem em seus vastos reinos na natureza em
seu lado espiritual e os amparam até que cresçam e alcancem um novo estágio evolutivo, já como
espíritos naturais.
Os espíritos que se manifestam na linha das crianças atendem pessoas e auxiliam-nas com seus
passes, seus benzimentos e suas magias elementais, tudo isso feito com alegria e simplicidade
enquanto brincam com seus carrinhos, apitos, bonecas e outros brinquedos bem caracterizadores
do seu arquétipo. Ele é tão forte que adultos encarnados sisudos se transfiguram e se tornam
irreconhecíveis quando incorporam sua criança.
A presença desses espíritos infantis é tão marcante que mudam o ambiente em pouco tempo,
descontraindo todos os que estiverem à volta deles.
Todo arquétipo só é verdadeiro se for fundamentado em algo pré-existente. O arquétipo
“Caboclo” fundamentou-se no índio brasileiro e no sertanejo mestiço. O arquétipo “Preto-Velho”
fundamentou-se no negro já ancião, rezador, mandingueiro e curador.
O arquétipo “Criança” fundamentou-se na inocência, na franqueza e na ingenuidade dos seres
encantados ainda na primeira idade: a infantil.
E, caso não saibam, há dimensões inteiras habitadas só por espíritos nesse estagio evolutivo
conhecido, no lado oculto da vida, como “estágio encantado”. Nessas dimensões da vida há eles e
suas mães encantadas, todas elas devotadas à educação moral, consciencial e emocional, contendo
seus excessos e direcionando-os à senda evolucionista natural, pois eles não serão enviados à
dimensão humana para encarnarem.
A elas compete supri-los com o indispensável para que não entrem em depressão e caiam no
autismo ou regressão emocional, muito comum nessas dimensões.
Nelas há reinos encantados muito mais belos do que os “contos de fadas” do imaginário popular
foi capaz de descrever ou criar.
Cada reino tem uma senhora, uma mãe encantada a regê-lo. E há toda uma hierarquia a auxiliála
na manutenção do equilíbrio para que os milhares de espíritos infantis sob suas guardas não
regridam, e sim, amadureçam lentamente até que possam ser conduzidos aos estágios evolutivos
posteriores.


O arquétipo é forte e poderoso porque por trás dele estão as mães Orixás, sustentando-o, e
também estão os pais Orixás, guardando-o e zelando pela integridade desses espíritos infantis.
A literatura existente sobre esse estágio se restringe a alguns livros de nossa autoria que
abordam o estágio encantado da evolução dos espíritos.
Mas que ninguém duvide da existência dele porque ele realmente existe e não seriam “crianças”
humanas recém-desencarnadas e que nada sabiam da magia que iriam realizar os prodígios que os
“Erês” realizam em benefício dos frequentadores das suas sessões de trabalhos ou com forças da
natureza quando oferendados em jardins, à beira-mar, nas cachoeiras ou em bosques frutíferos.
Há algo muito forte por trás do arquétipo e esse algo são os Orixás encantados, os regentes da
evolução dos espíritos ainda na “primeira idade”.

*Se trabalham sob a influência do Ar, são alegres e expansivas:
*Se são da linha do elemento Fogo, são irriquietas
* Se são da Terra, são caladas
* Se da linha da água, são carinhosas, melodiosas no falar.
Muitas entidades, que atuam sob as vestes de um espírito infantil, são muito antigas e
trazem consigo grandes poderes que escapa à nossa imaginação.
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Trabalham na linha de Umbanda Sagrada como conselheiros e curadores, com uma
pureza peculiar das crianças, fazem seu trabalho com satisfação e alegria. Desta forma,
fazem com que os consulentes relaxem e assim possam ser melhor trabalhados.
Quando irradiando o médium, gostam de brincar, correr e fazer brincadeiras (arte)
como qualquer criança. É necessária muita concentração do médium (consciente), para não
deixar que estas brincadeiras atrapalhem na mensagem a ser transmitida.
Foram identificados como Cosme e Damião, santos cristãos curadores que trabalham
com a magia dos elementos, e como Ibeji, gêmeos encantados do Ritual Africano Antigo.
No decorrer de suas irradiações, vão trabalhando com seu elemento de ação sobre o
consulente, modificando e equilibrando sua vibração, regenerando os pontos de entrada de
energia do corpo humano.
Por isso são considerados curadores. São espíritos de grande evolução, apesar das
atitudes aparentemente infantilizadas. Sempre conduzindo um trabalho religioso maravilhoso
e muito sério dentro da religião de Umbanda.
Sabemos que e uma linha, muito cultuada onde se comemora sempre aos 27 de
setembro, onde todas as pessoas independentes de sua religião participam deste dia.
sabemos também que comemora se neste dia também no sincretismo católico o dia de
Cosme e Damião e que para nos e chamado de festas das crianças ou Erês, Ibejadas. Os
Erês são espíritos da mais alta evolução espiritual, todos eles sem distinção, trabalham na
linha de cura, independente da sua irradiação.
É lindo ver as crianças trabalharem, com seus sorrisos, sua alegria e seus simples ato
de bater palmas, ali já estão fazendo maravilhosos trabalhos, quebrando trabalhos
negativos, ajudando o consulente em seus mais graves problemas, com sua alegria em terra
na maioria das vezes os consulentes nem percebem o trabalho grandioso feito por eles.
Os Erês ou crianças como são chamados não são espíritos de crianças
desencarnados 99% são seres encantados de dimensões naturais, seres naturais que estão
na regência de pais e mães orixás (Oxalá, Iemanja, Ogum, Oxum e Iansã, e etc.) De todos
orixás, mas a regência o mistério sustentador do mistério das crianças e de pai Oxumare,
pois os Erês e a parte da renovação de Deus, e a dualidade do amor de pai Oxumare e de
mãe Oxum.
Sabemos que o divino Oxumare é o pai que rege o trono masculino do amor, e mãe
Oxum o trono feminino do amor, pai Oxumare atua na irradiação do arco-irís sagrado ele é o
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pai da renovação dos seres (renovação, mudança a transformação, este pai divino dilui ele
purifica todo o negativismo, acumulados nos seres, ele e um pai misericordioso e amoroso).
Falemos dos mistérios, do uso das chupetas o porquê dos Erês pedirem, pois o
movimento de sugar alimenta a energia dos médiuns de fora para dentro, nos seus trabalhos
eles mandam os consulentes chuparem as chupetas eles não tem nojo das pessoas,
fazendo neste momento grandes trabalhos, eles batem seus pezinhos, batem palmas de
forma saudável.

O GUARANÁ O PORQUÊ DE SEU USO
O guaraná é estimulante no médium, para descontraí-lo, para que ele trabalhe mais
leve, o guaraná renova a vibração do médium para as irradiações se manifestarem com
leveza. Os Erês gostam de brinquedos simples, não gostam de brinquedos caros de
marcas, isto é do médium, como carrinhos de controle, bonecas caras, e na maioria das
vezes eles dão os brinquedos de presente para os consulente eles não se apegam as
coisas da matéria. Porque os Erês trabalham com doces, balas e os brinquedos simples,
porque assim eles quebram todas as armaduras dos consulentes e assim vai trabalhando
e positivando o consulente, pois os Erês falam a verdade, são seres que tem uma luz
muito grande e tem que baixar sua vibração energética, para incorporarem em seus
médiuns, por isto também que eles comem os doces e bebem guaraná, saibam que a linha
dos Erês cortam magias negativas, vícios e transmutam os íntimos dos seres, fazendo um
trabalho grandioso.
Por isto um Elemental é puro e não comporta os defeitos típicos dos humanos, muitas
entidades, que atuam sob as vestes de um espírito infantil, são muito antigos e tem mais
poder do que imaginamos em uma criança, mas como a linha dos Erês não são levadas a
sério, o seu poder fica oculto. Estes seres encantados são nossos irmãos mais novos e
mesmo sendo puros, não são tolos, pois identificam muito rapidamente nossos erros e falhas
humanas e não se calam quando em consulta, pois nos alertam sobre eles, logo tem noção
do certo e do errado.
Os cristais e pedras mais comuns usados pelos Erês, Ametista, Quartzo rosa (Oxum)
Florita bruta, Sodalita bruta (Oxumare) Opalina, Elementos água das cachoeiras, água do
mar. Gostam de cordões de chupetas, guias (colares) de cristais rosa e azul e etc.

“QUEIRA APANHAR DE UM EXU OU PRETO-VELHO, MAS NÃO DE UMA CRIANÇA.”
Quem ainda não ouviu esse
comentário? Comentário esse que
mostra a força que esses espíritos
possuem. As Crianças trazem a alegria
para os Terreiros mas, infelizmente, nem
todas as pessoas ou médiuns sabem da
importância dessas crianças dentro de
uma gira de Umbanda e acabam
desvirtuando e levando somente para o
lado da brincadeira ou diversão.
Muitas pessoas acabam por fim
esquecendo-se de respeitar ainda mais
as crianças que, através de suas
brincadeiras, nos trazem o alívio e,
muitas vezes, a cura para determinadas
doenças espirituais, provocadas por energias densas que estão entranhadas em torno de
nosso espírito e matéria. São espíritos sábios, de muita luz que não aceitam pensamentos
maus ou negativos.
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Representam a inocência e pureza do ser humano e as usam para melhor cumprir sua
missão, em seus trabalhos espirituais dentro dos terreiros. Trabalhos esses que não se
resumem em apenas atender um pedido para ajudar a achar determinada coisa que está
sumida, mas sim, através da renovação, contribuir para a evolução e aprendizado de seus
médiuns e aqueles que os procuram.
Ibejí ou Ibejís são os Orixás africanos que protegem as crianças. Foram sincretizados
com São Cosme e São Damião, são conhecidos na Umbanda como Erês os Orixás da
alegria e do amor. Ibeiji está associado a tudo que se inicia: o nascimento de uma pessoa, o
germinar das plantas, etc...A Data comemorativa da Linha das Crianças é dia 27 de
Setembro. Neste dia têm-se costume de enfeitar os terreiros com bandeirinhas, muitos
doces, brinquedos, bolos; enfim, tudo que uma festa de criança requer. Há terreiros e
pessoas que distribuem doces e brinquedos em forma de agradecimento a alguma graça
alcançada ou, até mesmo, como missão.
As crianças da Linha de Cosme e Damião não gostam de assuntos ligados à morte.
Não atuam somente em praças ou jardins, mas também, nos mais diversos pontos da
natureza, tais como: praias, cachoeiras, matas, pedreiras, etc., e recebem suas oferendas
também nesses lugares. As oferendas são doces variados e coloridos, acompanhados de
refrigerantes (o mais usado nas oferendas é o Guaraná) ou suco de frutas, água, água com
mel, água com açúcar, devendo-se evitar os doces e refrigerantes escuros. As velas,
basicamente, são as velas azuis e rosa, podendo variar dependendo do ponto de atuação na
natureza da Criança que se vai oferendar.
Adoram ganhar brinquedos e fazem deles alguns de
seus instrumentos de trabalho quando incorporados, por isso
é comum ver uma criança pegar o nome de alguém e colocar,
por exemplo, dentro do seu carrinho ou boneca, junto com a
chupeta, etc... Esses Espíritos têm acesso a vários planos
espirituais e respostas para as mais difíceis perguntas e
muitas vezes atuam como mensageiros dos Orixás.
Nas giras, eles incorporam nas mais variadas formas,
algumas vezes, virando uma cambalhota, outras pulando
muito, rolando no chão, etc. Esse tipo de comportamento na
incorporação nada mais é do que uma forma de
descarregarem seus médiuns e as pessoas ali presentes e,
ao mesmo tempo, trazendo a alegria para o ambiente.
Essa linha é regida por Pai Oxumare e Mãe Oxum, e
possuem esse poder de renovação e a incrível capacidade de
alegrar todos ao redor, o Amor é a própria energia
manipulada pelas crianças. São espíritos naturais, que jamais passaram pelo processo
de encarnação, encantados da natureza, seres de imensa luz e sabedoria, que utilizam da
roupagem infantil para nos trazer sabedoria através de um sorriso.
Por apresentarem aspecto infantil podem não ser levadas muito a sério, porém o seu
poder de ação fica oculto, são conselheiros e curadores, por isso foram associadas à Cosme
e Damião, curadores que trabalhavam com a magia dos elementos. O elemento e força da
natureza correspondente aos Erês são todos, pois eles poderão, de acordo com a
necessidade, utilizar qualquer dos elementos. Eles manipulam as energias elementais e são
portadores naturais de poderes só encontrados nos próprios Orixás que os regem.
Estas entidades são a verdadeira expressão da alegria e da honestidade, dessa forma,
apesar da aparência frágil, são verdadeiros magos e conseguem atingir o seu objetivo com
uma força imensa. Embora as crianças brinquem, dancem e cantem, exigem respeito para o
seu trabalho, pois atrás dessa vibração infantil, se escondem espíritos de extraordinários
conhecimentos. Imaginem uma criança com menos de sete anos possuir a experiência e a
vivência de um homem velho e ainda gozar a imunidade própria dos inocentes.
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A entidade conhecida na umbanda por Erê é assim. Faz tipo de criança, pedindo
como material de trabalho chupetas, bonecas, bolinhas de gude, doces, balas e as famosas
águas de bolinhas - o refrigerante - e trata a todos como tio e vô.
Normalmente tem os nomes relacionados a nomes comums, brasileiros. Rosinha,
Mariazinha, Ritinha, Pedrinho, Paulinho, Cosminho, etc...Comem bolos, balas, refrigerantes,
normalmente guaraná e frutas.
Alguns deles incorporam pulando e gritando, outros descem chorando, outros estão
sempre com fome, etc... Estas características, que às vezes nos passam desapercebido, são
sempre formas que eles têm de exercer uma função específica, como a de descarregar o
médium, o terreiro ou alguém da assistência.
Ibeijada, Yori, Erês, Dois-Dois, Crianças, Ibejis, são esses vários nomes para essas
entidades que se apresentam de maneira infantil. Quando chegam no terreiro transformam o
ambiente em pura alegria.
YORI: um dos raros termos sagrados que se manteve sem nenhuma alteração. Esse termo,
assim como Yorimá, era de pleno conhecimento da pura Raça Vermelha, só se apagando do
mental do Ser humano após a catástrofe da Atlântida. Ele ressurgiu através do Movimento
Umbandista, em sua mais alta pureza e expressão. Traduzindo este vocábulo através do
alfabeto Adâmico, temos: A Potência Divina Manifestando-se; A Potência dos Puros.
BEIJADA: Nome dado no Brasil, às entidades que se apresentam sob a forma de crianças.
São, conforme a crença geral, nos cultos afro-brasileiros e na Umbanda, as falanges dos
Orixás gêmeos africanos IBEJIS
IBEJI : (ib: “nascer”; eji: “dois”) Orixás gêmeos africanos que correspondem, no sincretismo
afro-brasileiro, aos santos católicos Cosme e Damião. Ibeji na nação Keto, ou Vunji nas
nações Angola e Congo.
DOIS DOIS: Nome pela qual são designados os santos católicos Crispim e Crispiniano; os
santos Cosme e Damião; o Orixá africano IBEJI e a falange das crianças na Umbanda.
ERÊ: Vem do yorubá iré que significa “brincadeira, divertimento”. Existe uma confusão
latente entre o Orixá Ibeji e os Erês. É evidente que há uma relação, mas não se trata da
mesma entidade. Ibeji, são divindades gêmeas, sendo costumeiramente sincretizadas aos
santos gêmeos católicos Cosme e Damião. Erês, Crianças, Ibejada, Dois-Dois, são Guias

ou Entidades de caráter infantil que incorporam na Umbanda.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Concentração e Incorporação

(Acredito que a concentração é o ponto chave para uma boa incorporação)

Uma das dificuldades dos integrantes das reuniões mediúnicas diz respeito à concentração.

A capacidade de controlar, direcionar e manter o pensamento dentro das finalidades da reunião é, para a maioria, um esforço muito grande e que nem sempre dá bons resultados. Não raro os pensamentos se dispersam, fixam-se em fatos do dia-a-dia e acabam por tornar alguns sonolentos, enquanto outros estão distraídos e longe dos objetivos propostos para um trabalho sério. Alguns poucos, então, conseguem uma boa concentração e estes sustentarão os trabalhos programados, porém, como é óbvio, sem alcançar melhor produtividade devido aos bloqueios vibratórios existentes no ambiente.

A nossa cultura ocidental não dá ênfase à necessidade do controle mental, pois é fundamentada em uma mentalidade racional, extremamente prática, extrovertida e imediatista valorizando a horizontalidade da vida terrestre, exatamente oposta ao Oriente, cuja mentalidade se estrutura de forma intuitiva, mística e introvertida e que realça a essência espiritual do ser humano, incentivando a busca da verticalidade.

Nos últimos tempos tem-se notado um sensível aumento no interesse por algumas práticas orientais, ressaltando-se a meditação, cujos benefícios estão sendo procurados pelos ocidentais, que despertaram para a necessidade de uma busca interior, ou seja, o autoconhecimento.

A concentração que é praticada nas reuniões mediúnicas, evidentemente, tem conotações próprias e não deve ser tomada aqui como as realizadas nas práticas orientais, embora os aspectos semelhantes nas suas bases, quais sejam a disciplina mental, o controle e equilíbrio dos pensamentos. Exatamente por terem estes mesmos fundamentos é que citaremos algumas definições de autores do Oriente, visto que a sabedoria oriental é multimilenar e pode beneficiar-nos sobremaneira através desses pontos comuns.

Concentração - Conceito: Concentrar, segundo o dicionário Aurélio, significa "fazer convergir para um centro ou para um mesmo ponto. Aplicar a atenção a algum assunto".

Um autor oriental, Mouni Sadhu, esclarece que o poder de concentração consiste na "habilidade para manter inabalavelmente sua percepção sobre um tema escolhido, pelo tempo que você decidir continuar com ele" (Do livro "Meditação").

É exatamente essa capacidade de concentrar nos objetivos da reunião mediúnica que irá favorecer a realização dos trabalhos.

Leon Denis, em sua magistral obra "No Invisível", alerta:

"Conforme o seu estado psíquico,os assistentes favorecem ou embaraçam a ação dos Espíritos"

                    
Dificuldades de Concentração

Deixamos a palavra com Leon Denis, que assinala o motivo principal da dificuldade de concentrar:

"Na maior parte dos homens os
pensamentos flutuam sem cessar.
Sua mobilidade constante e sua
variedade infinita pequeno acesso
oferecem às influências superiores.
É preciso saber concentrar-se, pôr
o pensamento acorde com o
pensamento divino.(...)"
("O Problema do Ser, do Destino e da Dor", cap. XX)

A reunião mediúnica apresenta ainda outras conotações que são peculiares ao tipo de atividade que ali se desenvolve.

Assim, a dificuldade de concentrar-se nos objetivos elevados que o exercício da mediunidade requer é resultado da pouca prática que a maioria das pessoas têm de fixarem seus pensamentos em assuntos edificantes, em ideais e idéias nobres durante o seu dia-a-dia. Estão com a mente sempre ocupada pelos problemas e questões do cotidiano, por coisas supérfluas e interesses imediatistas, pelo noticiário e programa da TV, por literatura e músicas teor inferior, por conversações extremamente banais e irresponsáveis, e não conseguem esvaziá-la desses assuntos para dar campo às influências benéficas dos Espíritos Superiores, dos Mentores que assessoram os trabalhos.

Ensina Leon Denis:

"As preocupações de ordem material criam correntes
vibratórias horizontais, que põem obstáculo às radiações
etéreas e restringem nossas percepções. Ao contrário,
a meditação, a contemplação e o esforço constante
para o bem e o belo formam correntes ascensionais,
que estabelecem as relações com os planos superiores
e facilitam a penetração em nós deo eflúvios divinos ".

A Importância da Concentração Mediúnica

"Nesse sentido, consideremos a concentração mental de modo diverso dos que a comparam a interruptor, de fácil manejo que, acionado, oferece passagem à energia comunicante, sem mais cuidados... A concentração, por isso mesmo, deve ser um estado habitual da mente em Cristo e não uma situação passageira junto ao Cristo".

Nossos pensamentos têm determinado teor vibratório, de acordo com os sentimentos que os tipificam.

É imprescindível compreendermos que o pensamento é energia viva "construindo paisagens ou formas e criando centros magnéticos ou ondas, com os quais emitimos a nossa atuação ou recebemos a atuação dos outros(Emmanuel - "Roteiro", cap.28).

Este é o processo natural de sintonia e que predomina no curso de nossa existência.

Nas tarefas mediúnicas esta sintonia apresenta peculiaridades próprias. É essencial que exista uma afinizaçào, uma sintonia entre os participantes para que se estabeleça uma sincronia de forças, a conhecida "corrente vibratória".

Pode-se inferir, desde agora, o quanto é importante a concentração individual, visto que a qualidade dos trabalhos de intercâmbio depende fundamentalmente da participação consciente e responsável de cada um.

Recordemos Leon Denis, quando leciona a respeito:

"São favoráveis as condições de experimentação quando o médium e os assistentes constituem um grupo harmônico, isto é, quando pensam e vibram em uníssono. No caso contrário, os pensamentos emitidos e as forças exteriorizadas se embaraçam e anulam reciprocamente..."(No Invisível)

Ele acrescenta ainda que o médium em meio a essas correntes contrárias fica bloqueado, sem condições de atuar mediunicamente ou bastante prejudicado na filtragem das mensagens.

Em "O livro dos Médiuns", o Codificador ressalta a necessidade da concentração ao referir-se à reunião como um ser coletivo, resultante das qualidades e propriedades de seus membros e esta tanto mais força terá quanto maior homogeneidade vibratória houver. Ele afirma que o poder de associação dos pensamentos de todos é que contribuirá para a comunicação dos Espíritos, "mas a fim de que todos esses pensamentos concorram para o mesmo fim, preciso é que vibrem em uníssono; que se confundam, por assim dizer em um só, o que não pode dar-se sem a concentração"(Item 331).

Portanto, cada participante precisa estar consciente de sua contribuição para que haja êxito nas atividades programadas pela Espiritualidade Maior.

João Cleófas (Espírito), m seu excelente livro "Intercâmbio Mediúnico", desenvolve o pensamento de Kardec e Denis, em linguagem moderna:

"A média que resulta das fixações mentais dos membros que constituem o esforço da sessão mediúnica oferece os recursos para as realizações programadas.

A concentração individual, portanto é de alta relevância, porque a mente que sintoniza com as idéias superiores vibra em freqüências elevadas"

Como Obter Uma Boa Concentração

A concentração não requer um esforço físico. Pessoas que tentam concentrar franzindo a testa, fechando os olhos com força ou denotando qualquer outro tipo de tensão muscular não alcançarão a finalidade a que se propõem.

Ao contrário do que imaginam, a concentração exige um relaxamento e passa por alguns estágios, quais sejam:

1. Relaxamento - O relaxamento do corpo físico serve para preparar e favorecer a calma, a tranqüilidade interior.

2. Abstração - Abstrair-se do mundo exterior, de tudo ao seu redor.

3. Interiorização - Fazer silêncio interior, abstraindo-se também dos conteúdos psicológicos(emoções, pensamentos, imagens, lembranças, etc).

4. Fixar a mente - A mente se fixa e a atenção volta-se exclusivamente para o objetivo da reunião.

5. Aquietar a mente - Neste ponto a mente se aquieta e, no caso dos médiuns, oferece espaço para a sintonia mental com o Espírito que irá transmitir a comunicação.

Afirma João de Cleófas:

"A concentração, é, pois, a fixação da mente numa idéia positiva, idealista, ou na repetição meditada da oração que edifica, e que, elevando o pensamento às fontes geradoras da vida, dá e recebe, em reciprocidade, descargas positivas de alto teor de energias santificadoras."(Intercâmbio Mediúnico)

Pensamentos Intrusos

Todos os que se iniciam nos exercícios de concentração ou de meditação percebem que é difícil controlar os pensamentos e que, com freqüência, vêem-se assaltados por pensamentos intrusos, inconvenientes e inoportunos.

Deixemos a lição a respeito com um dos mestres orientais:

"No início toda a sorte de maus pensamentos podem ocorrer, se levantarão na sua mente. Você se sobressaltará.

Ficará atormentado. Isto é um bom sinal. É sinal de progresso espiritual. Voe está evoluindo espiritualmente. Esses pensamentos, com a continuidade (dos exercícios), morrerão com o tempo". (Trechos do livro "Concentração e Meditação", de Swami Sivananda).

Ele também aconselha que a pessoa não lute contra a sua mente durante a concentração.

O mais acertado é aceitar com tranqüilidade e estabelecer o hábito de retorno, isto é, retornar aos objetivos propostos.

No livro de Mira y Lopes, "Curso Prático de Concentração Mental" o autor refere-se ao"hábito de retorno", para disciplinar a mente.

André Luiz, sintetizando o esforço que os integrantes dos grupos mediúnicos devem realizar, anota em seu livro "Os Mensageiros" a palavra de Aniceto, relativa ao nosso tema:

"Boa concentração exige vida reta. Para que os nossos  pensamentos se congreguem uns aos outros, fornecendo o potencial, de nobre união para o bem, é indispensável o trabalho preparatório de atividades mentais na meditação de ordem superior. A atitude íntima de relaxamento(este termo tem neste contexto o significado de descaso), ante as lições evangélicas recebidas, não pode conferir ao crente, ou ao cooperador, a concentração de forças espirituais no serviço de elevação tão-só porque estes se entreguem apenas por alguns minutos na semana, a pensamentos compulsórios de amor cristão.(...)."(Cap. 47)

A Doutrina Espírita é um convite permanente à transformação moral, levando a um processo natural de auto-descobrimento e propiciando condições para a realização desse encontro pessoal. Toda essa mudança, quando ocorre naquele que já interiorizou os princípios espíritas, denota um amadurecimento que favorece a uma nova compreensão da vida e a uma necessidade premente da busca da verticalidade. Quando existe essa conscientização o indivíduo torna-se cônscio de usas responsabilidades procurando, então, adquirir hábitos equilibrados, o que irá favorecer a sua concentração enquanto integrante de um grupo mediúnico.

Deixemos com Emmanuel a palavra final:

"Receberás, portanto, variados apelos, nascidos do campo mental de todas as inteligências encarnadas e desencarnadas que se afinam contigo, tentando influenciar-te através de ondas inúmeras em que se revela a gama infinita dos pensamentos da Humanidade, mas se buscas o Cristo, não ignoras em que altura lhe brilha a faixa." ("Seara dos Médiuns", Faixas pág. 125).

Um perigo que ronda todos os médiuns


Sempre que falamos de mediunidade, como estamos fazendo em nosso site, falamos dos tipos de mediunidade e de como ela se processa. Tratamos de sua definição e de suas particularidades dentro de nossa querida Umbanda. Entretanto é preciso fazer um alerta para a reflexão de todos os médiuns! Sempre ressalto e tento demonstrar que ser médium não é possuir um dom, ser especial, ser melhor que ninguém.

Ser médium é possuir uma faculdade e ao mesmo tempo uma missão, e como toda missão, ela vem acompanhada de muita responsabilidade.

No entanto não podemos confundir essa nossa missão com um mediunismo missionário, ou seja, que somos enviados diretos dos Orixás, escolhidos. Estes tipos de médiuns são, obviamente, raros e a simples presença dessas pessoas nos inspira, nos emociona e nos transforma. Médiuns missionários são aqueles que estão moralmente muito mais equilibrados do que nós, possuem um amor verdadeiro e nato, possuem a verdadeira sabedoria.

Desta forma como entender a nós? Somos médiuns de expiação, médiuns que tiveram a graça de receber a faculdade da mediunidade para expurgar os karmas, uma oportunidade para acelerarmos nossos resgates, uma forma a mais para que possamos nos deparar com espíritos amigos ou com antigos desafetos e, juntos, buscarmos um caminho de luz e de paz. Somos assim pessoas normais, com um mesmo fim: a busca da verdadeira felicidade.

Assim por sermos espíritos endividados, por não sermos criaturas “aladas”, especiais, devemos cuidar muito de nosso desenvolvimento moral. Pois só com muito suor e força de vontade que um dia nos tornaremos médiuns missionários, e assim seremos médiuns melhores, e com certeza mais capazes de fazermos valer a vontade dos Orixás. Por sermos assim tão normais, é que muitos médiuns se perdem no caminho, começam a vender suas faculdades, percebem que podem manipular as energias, conseguem magnetizar pessoas e objetos e essa sensação de poder faz com que o orgulho cubra os olhos da carne e da alma.

Não são poucas as histórias de médiuns envaidecidos e que acreditam ser um super-homens, e assim estarem acima do bem e do mal e por isso poderem fazer uso de suas faculdades da forma que melhor lhe convierem. Não são poucas as histórias de umbandistas, de pais e mães-de-santo, e outros médiuns de outras religiões, que acabaram perdidos. Tudo porque não conseguiram ter a humildade necessária para a tarefa mediúnica e, assim, caíram no caminho do orgulho.

Diante disto, nossa tarefa emergencial, urgente mesmo, é zelarmos para que possamos controlar e lutar incessantemente contra o nosso orgulho. Uma tarefa difícil, mas possível. E para isso poderemos contar com nossos queridos guias espirituais, basta realmente encararmos nosso orgulho e pedirmos para que ele seja derrotado pela verdadeira e nobre humildade.

O médium orgulhoso acredita que pode mais e melhor que o seu irmão de gira. Acredita sempre que tem razão, que os outros médiuns têm muito o que aprender com ele. Os ensinamentos dos outros sempre estão equivocados, pois não é o mesmo do que o dele, assim como ele é sempre o certo não consegue mais absorver ou reciclar seus conhecimentos. Por isso o médium nesta fase escuta muito pouco, e sempre quer falar muito. Escutar não é necessário, pois ele já sabe. Não permite que a entidade lhe fale, e lhe mostre como fazer, pois sua mente embriagada do orgulho acha que já conhece o caminho. Quando não lhe é dado toda a atenção se zanga, e tem certeza que se trata de uma perseguição, ou então deve ser ciúmes de suas qualidades.

É típico desses médiuns aprenderem receitas, lerem e decorarem pontos riscados, banhos e “ebós para todos os fins” e passam a “receitar” estas simpatias em todo o lugar que andam. Este é um caso mais avançado do orgulho que extrapola as correntes de uma gira.

Diante deste quadro o médium vai se afastando de seus guias, deixando de escutar os verdadeiros emissários dos Orixás, e permite que espíritos menos evoluídos deixem se passar por mensageiros. A mistificação será uma questão de tempo.

Não conheço ninguém que não deva cuidar de sua mente para que não seja corrompido pelo orgulho. Esse mal assombra a todos, mas quem conseguir vencê-lo dará passos decisivos rumo a sua iluminação.

Por isso peço que os Orixás enviem seus emissários e mensageiros para nos proteger e iluminar quanto a este mal que nós mesmos criamos e cultivamos que se chama orgulho. Em especial que os Pretos-Velhos possam nos mostrar com seu exemplo, suas energias e sua sempre simples e profunda conversa, o caminho para a humildade.

Saravá ao Pai Tobias de Guiné, que eu possa me espelhar em sua luz, no seu amor e na sua forma de encarar a vida e seus problemas, e logicamente eu possa minimamente absorver a sua humildade tão sincera.

Babaê os Pretos-velhos! Babaê o Pai Tobias Guiné.

P.S. Se você leu este texto e o tempo todo pensou em outra pessoa que não você mesma, leia de novo, pois com certeza este texto serve para você. Julgar os outros acreditar que este ou aquele é um médium orgulhoso, é uma clara demonstração do orgulho, pois acha que é capaz de julgar o seu semelhante. Este também é um alerta, cuida de julgar os seus atos, e para os atos dos outros a única coisa que você pode fazer é rezar para que os Orixás os iluminem, e que você agindo de forma humilde seja um exemplo em seu meio.Caetano 

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Dogmas, Crenças e Fundamentos

Dogma é o ponto fundamental de uma doutrina religiosa. A Umbanda também possui seus dogmas, crenças e fundamentos.
  • Acreditamos em Deus eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, onisciente e onipresente;
  • Cremos na existência dos Orixás, Espíritos de Plano Superior, que comandam as 7 linhas ou vibrações da Umbanda;
  • Temos a reencarnação como ponto pacífico, logo, indiscutível;
  • Cremos na existência de seres fora da matéria e na sobrevivência de nossa própria alma após a morte do corpo físico, significando que o espírito não morre, mas sobrevive ao homem, em caminho de evolução;
  • Há possibilidade de comunicação com espíritos desencarnados, através da faculdade mediúnica;
  • Existe uma Lei de Causa e Efeito, pela qual colhemos tudo o que plantamos. Não há acaso, tudo é consequencia;
  • O progresso individual ou as situações na vida são produtos de seu livre arbítrio ou escolha das provas antes da descida à matéria;
  • Amai-vos uns ao outros é o lema principal da Umbanda, manifestado na prática da caridade , tanto na palavra como na ação;
  • Acreditamos a existência de ouros mundos habitados, não constituindo a Terra exceção do universo. Há mundos mais adiantados e orbes mais atrasados. A terra é um plano de expiação, aprendizado e de correção moral;
  • Não há espíritos voltados eternamente para o mal, mas seres em estágio de aprendizado;
  • Todos temos guias espirituais que nos acompanham nos moldes dos anjos de guarda, porém, com faculdade de se comunicarem conosco, através da mediunidade;
  • Jesus Cristo foi o espírito de categoria mais elevada que já encarnou entre nós;
  • Adotamos a liberdade da prática religiosa, respeitadas, entretanto, as leis dos poderes legalmente constituídos;
  • Todos somos iguais, porque somos filhos do mesmo Deus de justiça, Sabedoria e Amor;
  • A afirmação de que todas as religiões constituem os diversos caminhos de evolução espiritual que conduzem a Deus, significando que todas as religiões têm uma única finalidade: Aperfeiçoar o homem e levá-lo para Deus. Daí o nosso respeito a todas elas, pois cada um se afiniza com uma corrente religiosa que esteja em correspondência ao seu grau de compreensão e evolução.

O ATO DE SAUDAR NA UMBANDA




Umbandista respeitoso e religioso deve sempre que entrar em um Centro, Saudar respeitosamente as Forças que sustentam aquele Centro e o próprio médium.
Deve-se no primeiro momento Saudar as Forças dos Srs. Guardiões e das Sras. Guardiãs assentadas na Tronqueira agradecendo a permissão de sua entrada naquela Casa Santa, agradecendo o recolhimento e encaminhamento de espíritos negativos que é realizado no ato da “simples” saudação,agradecendo a guarda, a força e a proteção que ELES realizam. Em segundo momento Saudar o Congá e o Altar, local Sagrado de um Centro que deve ser respeitado e é onde se realiza a grande troca de energia, pois todas as Irradiações Divinas estão sendo projetadas sobre todos aqueles que reconhecem o PoderDivino.
O ato de “Bater Cabeça” não deve ser um “costume”, mas sim uma atitude de reverência diante dos Sagrados Orixás, é nessa hora que comungamos com Oxalá, Oxum, Oxóssi, Xangô, Ogum, Oba¬luayê e Iemanjá pedindo que mantenha nossos olhos fechados para o ciúme, para o egoísmo e para a inveja, que mantenha nossos ouvidos fechados para a intriga e para a curiosidade que alimenta a fofoca, que mantenha nossos corações abertos para o amor, para a fé, para a compaixão e para a esperança,que mantenha nossa mente aberta para o discernimento, para a sabedoria e para a paciência, que mantenha nosso espírito purificado e iluminado para que assim possamos servir de “simples” instrumentos de Deus, da Leie da Justiça. É o momento de agradecer, agradecer e agradecer por essa oportunidade única e excelsa que temos por estar diante do Poder Divino.
Em terceiro lugar e não menos importante, o médium deve Saudar e tomar a Benção de seu Pai ou Mãe Espiritual. Quando isso ocorre, o “filho” está reconhecendo seu Pai Espiritual como o detentor dos conhecimentos da Lei deUmbanda e como seu orientador, que o conduzirá,sustentará e protegerá dentro da doutrina religiosa Umbandista.
“Tomar a Benção” é um procedimento de reconhecimento de Grau e de respeito à Hierarquia, pois o Pai Espiritual é a voz, é a força, é o representante e o intermediário dos Orixás aqui no plano material e ele é escolhido e preparado pelas próprias Forças Divinas, pois se assim não fosse, não conseguiria sustentar uma gira ou realizar um “simples”desenvolvimento.
Cada Centro tem a sua forma de saudar o Pai Espiritual, mas quando o médiumtoma entre suas mãos a mão de seu Pai Espiritual, a beija respeitosamente, leva-a até a sua testa e a beija novamente, este ato representa o desejo de que aquelas mãos preparadas o conduza aos serviços de Deus ajudando-o a adquirir conhecimentos Sagrados.Ao dizer: “Daí-me Pai, a sua benção” e o Pai Espiritual responder “Seja Oxalá quem lhe abençoe” ele está saudando acima de tudo a Trindade Divina e sendo abençoado POR OLORUN, POR OXALÁ E POR IFÁ. As mesmas atitudes devem ser realizadas ao sair do Centro, pois o médium sai do Sagrado para o Profano.

Ogum ,Trono e polos



Ogum é o Orixá da Lei e seu campo de atuação é a linha divisória entre a razão e a emoção. É o Trono Regente das milíciascelestes, guardiãs dos procedimentos dos seres em todos os sentidos.Ogum é sinônimo de lei e ordem e seu campo de atuação é a ordenação dos processos e dos procedimentos. O Trono da Lei éeólico e, ao projetar-se, cria a linha pura do ar elemental, já com dois pólos magnéticos ocupados por Orixás diferenciados em todosos aspectos. O pólo magnético positivo é ocupado por Ogum e o pólo negativo é ocupado por Iansã.Esta linha eólica pura dá sustentação a milhões de seres elementais do ar, até que eles estejam aptos a entrar em contato comum segundo elemento. Uns têm como segundo elemento o fogo, outros têm na água seu segundo elemento, etc. Portanto, na linhapura do "ar elemental" só temos Ogum e Iansã como regentes.Mas se estes dois Orixás são aplicadores da Lei (porque sua natureza é ordenadora), então eles se projetam e dão início àssuas hierarquias naturais, que são as que nos chegam através da Umbanda.Os Orixás regentes destas hierarquias de Ogum e Iansã são Orixás Intermediários ou regentes dos níveis vibratórios da linha deforças da Lei.Saibam que Oxalá tem sete Orixás positivos e outros sete negativos (todos Intermediários), que são seus opostos, e tem seteOrixás neutros; Oxum tem sete Orixás intermediárias positivas e tem outras sete negativas, que são suas opostas; Oxossi tem seteOrixás intermediários positivos, sete negativos, que são seus opostos, e tem sete outros que formam uma hierarquia vegetal neutra efechada ao conhecimento humano material; Xangô tem sete Orixás intermediários positivos e tem sete negativos, que são seusopostos. E o mesmo acontece com Obaluayê e Iemanjá.Agora, Ogum e Iansã são os regentes do mistério "Guardião" e suas hierarquias não são formadas por Orixás opostos em níveisvibratórios e pólos magnéticos opostos, como acontece com outros. Não, senhores!Ogum e Iansã formam hierarquias verticais retas ou seqüenciais, sem quebra de "estilo" , pois todos os Oguns, sejam osregentes dos pólos positivos, dos neutros ou tripolares, ou dos negativos, todos atuam da mesma forma e movidos por um únicosentido: aplicadores da Lei!Todo Ogum é aplicador natural da Lei e todos agem com a mesma inflexibilidade, rigidez e firmeza, pois não se permitem umaconduta alternativa.Onde estiver um Ogum, lá estarão os olhos da Lei, mesmo que seja um "caboclo" de Ogum, avesso às condutas liberais dosfreqüentadores das tendas de Umbanda, sempre atento ao desenrolar dos trabalhos realizados, tanto pelos médiuns quanto pelosespíritos incorporadores.Dizemos que Ogum é, em si mesmo, os atentos olhos da Lei, sempre vigilante, marcial e pronto para agir onde lhe forordenado.Oferenda: Velas brancas, azuis e vermelhas; cerveja, vinho tinto licoroso; flores diversas e cravos, depositados nos campos,caminhos, encruzilhadas, etc.

ANJO DA GUARDA NA UMBANDA



Bem, os anjos de guarda nos protegem e acompanham a cada dia. E esse acompanhamento também está nas horas de trabalho (sessões). Sim, porque estamos numa corrente espiritual onde espíritos sem luz e perturbados, confusos, enfim vêm contra nós, os Orixás, Guias, Entidades nos protegem, mas a presença do anjo da guarda antes e depois da incorporação é por demais importante.Um exemplo, normalmente quando uma pessoa sofre um trabalho de demanda, um trabalho contra o bem estar dela, a primeiro reflexo que se nota é o enfraquecimento de seu anjo da guarda, tornando-o distante e deixando a pessoa vulnerável.É comum que os Guias/Entidades do terreiro, quando se vêem a frente de uma pessoa com demanda, venham a pedir um “fortalecimento para o anjo de guarda”, ou seja, um reforço para restaurar os laços entre você e seu anjo da guarda. Esse reforço consiste em trazer ele mais próximo de você, com mais força para te proteger contra os *ataques* da demanda.E para os médiuns?Com toda a certeza, para os médiuns, os anjos da guarda são tão importantes quanto os próprios Orixás e Entidades.Quando o médium vai incorporar, para que o Orixá/Entidade se aproxime, o anjo de guarda permite a passagem para ocorrer a incorporação. Quando o Orixá/Entidade está incorporado no médium, o anjo da guarda permanece ao lado, pois o médium está protegido por energias do Orixá ou Entidade que está ali.Quando há o processo de desincorporação, o Anjo da Guarda se aproxima mais, para manter o equilíbrio do médium.Portanto, os médiuns devem ficar atentos para não oferecer resistência na hora da desincorporação desse Orixá/Entidade, pois existe uma hora certa em que o Orixá deve deixar a matéria e o anjo da guarda se aproximar, não deixando a matéria desprotegida.O seu anjo da guarda, sempre anda com você em qualquer lugar que você esteja, pronto a lhe proteger; embora você não o veja.O que chamamos de intuição, muitas vezes é a manifestação de nosso Anjo da Guarda que procura sempre o melhor para nós (aquela voz na cabeça que diz, não faça isso, não vá por esse caminho, etc.).O nosso anjo da guarda é aquele que nos protege a todo instante de nossas vidas... Por isso, devemos manter acesa uma vela com um copo d’água ao lado em um local alto, e fazer orações ao anjo da guarda regularmente, pedindo sempre que nos guie pelos caminhos certos da vida e que nos proteja.Para quem acredita é muito fácil sentir, ouvir e presenciar a manifestação dos anjos em nossa vida dando inspiração para algo que ocorrerá em nossos dias, mas para pessoas que não acreditam que os anjos existam é totalmente difícil manter o anjo próximo dele, esse pensamento negativo e destrutivo para o anjo o enfraquece e acaba por distanciá-lo.O céu não tem entradas, lá não precisamos bater; pois, chegando ao fim da jornada, sempre há alguém para nos receber.