quarta-feira, 21 de outubro de 2015

A CRUZ

A cruz é um dos símbolos humanos mais antigos e é usada por diversas religiões, principalmente a cristã, embora nem todos os cristãos a usem como símbolo.

Ela normalmente representa uma divisão do mundo em quatro elementos (ou pontos cardeais), ou então a união dos conceitos de divino, na linha vertical, e mundano, na linha horizontal (Koch, 1955).

Na subcultura Gótica, este símbolo geralmente é a representação da tortura ou angústia interna, já que a palavra Cruz vem do latim "Crucio", que significa tormento ou suplício.

Provavelmente esta definição tenha o sentido original, já que em Roma antes mesmo da morte de Cristo, era usado para esta finalidade.

Uma das formas de condenação à morte consistia em atar ou pregar condenados em uma cruz, fazendo os mesmos padecer terrivelmente.



USO DA CRUZ NO CRISTIANISMO

Um dos símbolos mais utilizados na religião é a cruz.

The New Encyclopædia Britannica (A Nova Enciclopédia Britânica) chama a cruz de “o principal símbolo da religião cristã”. Num julgamento em tribunal na Grécia, a Igreja Ortodoxa Grega chegou a afirmar que aqueles que rejeitam a ‘Santa Cruz’ não são cristãos.

O instrumento da morte de Jesus é mencionado em textos bíblicos como Mateus 27:32 e 40. Ali, a palavra grega stau·rós é traduzida por “cruz” em várias Bíblias em português por saber que o costume dos Romanos era a crucificação. Entretanto a palavra grega stau·rós denota primariamente uma estaca, ou poste.

A forma da “cruz”, duas vigas em ângulos retos, “teve sua origem na antiga Caldéia e foi usada como símbolo do deus Tamuz (tendo a forma do Tau místico, a letra inicial de seu nome) naquele país e em terras adjacentes, inclusive no Egito. Por volta dos meados do terceiro século A. D., as igrejas ou se tinham apartado ou tinham parodiado certas doutrinas da fé cristã. A fim de aumentar o prestígio do sistema eclesiástico apóstata aceitavam-se pagãos nas igrejas à parte de uma regeneração pela fé, e permitia-se-lhes em grande parte reterem seus sinais e símbolos pagãos.

Assim se adotou o Tau ou T, na sua forma mais freqüente, com o madeiro atravessado um pouco abaixado para representar a cruz de cristo. — Expository Dictionary of New Testament Words (London, Inglaterra; 1962), W. E. Vine, Vol. I, página 256.

“Encontraram-se diversos objetos, datando de longos períodos anteriores à Era Cristã, marcados com cruzes de feitios diferentes, em quase cada parte do mundo antigo.

A Índia, a Síria, a Pérsia e o Egito produziram todos inúmeros exemplos, ao passo que em quase toda a parte da Europa se encontraram numerosos casos, datando desde a parte posterior da Idade da Pedra até os tempos cristãos.

O uso da cruz como símbolo religioso em tempos pré-cristãos e entre povos não-cristãos provavelmente pode ser considerado como quase universal, e em muitíssimos casos ligava-se a alguma forma de culto da natureza.”

Pomba-Gira Rosa Vermelha


A tarde caia lentamente. Assustada, Rubia apertou o passo quando percebeu, que um homem a seguia. Era Felinto, o bêbado da cidade. Tentou entrar por ruelas estreitas para despistar seu perseguidor. No entanto, ele continuava caminhando, a poucos passos dela. Rubia lançava olhares para todas as direções tentando encontrar alguém que a pudesse ajudar, mas era vão. A cidade estava deserta. Nem os moleques que costumavam correr por ali todas as tardes se faziam presentes nesse dia.


Já tinha ouvido falar das grandes bebedeiras daquele homem, porém nunca soube que ele houvesse feito mal a alguém. Mesmo assim, a respiração pesada, que ouvia, vinda dele, a cada passo que dava, deixava-a apavorada e insegura quanto ao motivo daquela perseguição.

Nunca saia sozinha. Aos dezessete anos, era uma moça de rara beleza e seus irmãos mais velhos nunca permitiam que fosse às ruas sem ter, ao menos um deles, como acompanhante. Nessa tarde escapara da vigilância cerrada e fora ao campo respirar um pouco de ar puro. Ao retornar, satisfeita por ter fugido um pouco da rotina, percebera os passos de Felinto e seu coração gelou. Havia algo de muito errado naquela atitude. Agora já estava correndo. Ele corria também. As mãos fortes do homem agarraram-na e uma delas imediatamente cobriu-lhe a boca.

A mão livre corria pelo seu corpo. Ela já não tinha dúvida quanto ao interesse que despertara. Freneticamente tenta se livrar, mas ele é muito forte. Uma dor aguda anuncia que chegara ao fim. Aquele infeliz tomara sua virgindade à força. Com os olhos nublados pelo ódio vê o homem levantar-se com um sorriso cínico dirigido a ela. Num relance, percebe, perto de si, uma grande pedra pontiaguda. Com rapidez se ergue já com a pedra na mão. Felinto está de costas, absorvido na tarefa de fechar a calça. Sem titubear, ela atinge sua cabeça com um golpe certeiro. Surpreso, o homem se vira. O sangue corre pelo seu rosto. Tomado de ódio e dor, agarra Rubia novamente e aperta-lhe o pescoço com extrema violência. Caem ambos por terra. A moça ainda vê a morte passar pelos olhos do homem, antes de também exalar o último suspiro.

O caminhar do espírito de Rubia, por vales sombrios, foi longo e doloroso. De outras encarnações trazia pesada carga. O assassinato de Felinto só fez aumentar, seu período de sofrimento em busca de conhecimento e luz. Hoje, em nossos terreiros, se chama Rosa Vermelha. A pomba-gira dos grandes amores. Discreta e bela, sua incorporação encanta a todos que a conhecem.

Sarava a pomba-gira Rosa Vermelha!

Pomba-Gira das Sete Saias


Jalusa Correia era uma bela mulher. Morena de bastos cabelos negros, tinha ainda magníficos olhos verdes que a todos encantava. Aos dezessete anos se casou e teve dois filhos, que foram por algum tempo a razão de sua existência. Quando estava prestes a completar seu vigésimo terceiro aniversário uma tragédia abateu-se sobre ela, seu marido e filhos faleceram em um pavoroso acidente de trem e da noite para o dia tornou-se uma pessoa imensamente triste e solitária. Por muitos anos carregou o peso na consciência por não estar com eles nesse momento. Culpava-se intimamente porque nesse fatídico dia tivera uma indisposição séria e não quisera acompanhá-los na pequena viagem que mensalmente faziam à cidade vizinha. O remorso a torturava como se com isso conseguisse diminuir o tamanho de sua dor.
Dez anos se passaram até que Jalusa voltasse a sorrir, apesar do coração em frangalhos. Foi nesse período que Jorge apareceu em sua vida. O jovem viúvo logo se tomou de amores pela solitária e encantadora mulher. Conhecendo o trauma vivido por ela, teve a certeza de haver encontrado a mãe que sua filha precisava. A pequena Lourdes ficara órfã muito cedo e com apenas seis anos não conseguia esquecer a morte de sua genitora, tornando-se uma criança frágil e assustadiça.
Não demorou muito para que se casassem. No inicio Jalusa foi exemplar, como mãe e esposa, de repente, sem entender o motivo, começou a odiar a pequena menina. Lourdes a irritava, cada palavra dita por ela, entrava em seus ouvidos como uma ofensa. A menina apanhava por qualquer coisa, eram palmatórias, surras de cipós e puxões de cabelo que a deixavam inteiramente dolorida. Com medo de dizer ao pai o que ocorria em sua ausência, Lourdes foi ficando a cada dia mais amarga e triste. Seus únicos momentos de alegria eram os passeios que fazia com o pai. Sempre que Jorge perguntava o que estava acontecendo ela mentia dizendo sentir saudades da mãe.
O ódio de Jalusa pela criança só aumentava, cada vez que a menina chegava perto dela, a lembrança de seus próprios filhos a atormentava: - Como pode uma criatura indecente dessas estar aqui, viva ao meu lado, e meus filhos lindos, mortos? - Era sempre nesses momentos que a menina era mais agredida.
Um dia Jorge resolveu fazer uma surpresa e retornar mais cedo a casa. Ao entrar devagar para não ser notado, ouviu os gritos: - Sai vagabunda! - acompanhado do som de um tapa - abriu a porta justamente no instante em que sua filha era atirada contra um canto da parede. Num átimo, percebeu tudo que estivera ocorrendo em sua ausência. Correu até a mulher e a esbofeteou com rancor exigindo que saísse de sua casa imediatamente. Desse dia em diante, Jalusa passou a morar nas ruas, mendigando e xingando todas as crianças que lhe passassem por perto. Às vezes, chorava muito, mas logo se erguia e gargalhava alto. Em uma noite de intenso frio, seu espírito foi arrancado do corpo e levado para zonas sombrias onde por muitos anos procurou respostas para as mazelas passadas. Depois de ter contato com suas vidas pregressas, percebeu os erros que cometia a cada encarnação onde sempre era a causadora de grandes males causados a crianças e suplicou ajuda para o ressarcimento de suas culpas. Hoje, na vestimenta fluídica de Pomba-Gira das Sete Saias, procura sempre uma maneira de atender aos que a procuram com simpatia e carinho. Quem a conhece em terra sabe de sua predileção por jovens mães e o respeito que nutre por todas as crianças. Está enfim a caminho de uma grandiosa evolução.
Laroiê Dona Sete Saias!

PÓLVORA (FUNDANGA)




Ola irmãos
Que a paz de Oxalá esteja com todos

Bem a postagem é sobre uma prática muito conhecida e utilizada nos terreiros de Umbanda, alguns chamam de "Circulo de Pólvora", "Queima de Fundanga" e etc.
Á prática deste ato é muito antiga e muito utilizada mas poucos sabem o seu significado. Primeiramente devemos saber qual a finalidade do uso da fundanga: o seu principal uso é afastar, limpar e dispersar energias negativas, espíritos obsessores da aura da pessoa ou do ambiente em que foi queimada.
Há um texto no blog: http://vitoriadenago.blogspot.com/2008/11/fundanga.html que trata deste assunto:
"A pólvora é usada como um acelerador de partículas. Através da liberação de gases, acontece o movimento frenético das moléculas de água que compõem o nosso campo magnético, campo esse denominado de aura, energia resultante da queima das células de todo o corpo dirigido pelo cérebro, centro de comando do espírito, energia sutil apenas detectada em fotolitos.
A pólvora em queima, libera seus elementos sutis que interage neste campo liberando o vampirizado do cordão fluídico denso e negativo. Com o movimento frenético das moléculas dá-se o rompimento do mesmo liberando ambos os espíritos para o devido tratamento, acontecendo de forma idêntica com as larvas astrais que como ‘’carrapatos’’ do espírito se desgrudam e se desintegram na corrente elétrica provocada pela queima da pólvora.
Nenhum espírito é queimado pela pólvora. A sensação do mesmo na hora da queima é de um choque elétrico provocando na maioria das vezes um desmaio temporário ou um torpor dos sentidos.
A pólvora é um elemento material utilizado para vibracionar o campo das energias sutis do corpo, assim como a água fluidificada é carregada de energia para que atue nas células do corpo físico e também igualmente como o passe magnético potencializador dos elétrons que pulam das mãos do médium para o corpo do receptor agindo nas células do corpo físico."




É importante ressaltar o modo que alguns terreiros usam esta ferramenta. Primeiro a fundanga ou pólvora não deve ficar muito perto da aura da pessoa deve-se dar uma distância de pelo menos 30cm pois a queima perto da pessoa pode causar danos a sua aura, alguns terreiros costumam queimar a pólvora ao redor da pessoa, prática esta muito perigosa pois além de causar danos a aura dela pode causar queimaduras e outros danos físicos a pessoa.



O uso da pólvora é muito eficaz mas deve ser feio por uma pessoa habilitada, com conhecimento e tarimba para tal manipulação de energia.

Que Oxalá nos abençoe sempre

ROUPAS DE POMBAGIRAS NA UMBANDA


PARA OS IRMÃOS KARDECISTAS NÃO EXISTE NECESSIDADE ALGUMA DE SE USAR UM TRAJE CERIMONIAL NUMA COMUNICAÇÃO MEDIÚNICA. 
DE FATO,O TRAJE NÃO É INDISPENSÁVEL. OS ESPÍRITOS NÃO SE COMUNICAM 

PELAS ROUPAS E TÃO POUCO FICAM FAZENDO BIRRA SE SEU MÉDIUM NÃO ESTÁ 
COM ESSA OU AQUELA ROUPA.

TAMBÉM NÃO HAVERIA NECESSIDADE DO PADRE VESTIR A BATINA DURANTE
A CELEBRAÇÃO DA MISSA, DEUS E SEUS SANTOS E ANJOS TAMBÉM NÃO IRIAM
FAZER BIRRA E ESTARIAM ALI PRESENTES E ATUANTES.

UM TRAJE CERIMONIAL É USADO SOMENTE NAS REUNIÕES A QUE SE DESTINA.
O MÉDIUM DA UMBANDA E DE OUTROS CULTOS AFINS, INICIA SUA PREPARA-
ÇÃO PARA A GIRA (COMO CHAMAMOS NOSSO TRABALHO MEDIÚNICO) COM 
BANHOS DE DESCARREGO (FEITO COM ERVAS ESPECÍFICAS), ORAÇÕES, PEN-
SAMENTOS ELEVADOS E CONCENTRAÇÃO NAS FALANGES (GRUPOS) DE ENTI-
DADES QUE IRÃO SE APRESENTAR NAQUELA GIRA ESPECÍFICA. 

EM ALGUNS TERREIROS O MÉDIUM TOMA SEU BANHO DE ERVAS NAS 
DEPENDÊNCIAS DOMESMO (ISSO É MUITO RARO) PARA QUE NÃO LEVE PARA A 
CORRENTE ( COMO CHAMAMOS O CÍRCULO FORMADO PELOS MÉDIUNS NAS REUNIÕES) MIASMAS ASTRAIS NEGATIVOS.


TODO ESSE PREPARO CULMINA COM O PROCESSO DE VESTIR A ROUPA CERI-
MONIAL, QUE ESTÁ LIMPA E PURA E EM SEGUIDA PASSAR PELA DEFUMAÇÃO.

AS ROUPAS USADAS NA UMBANDA SÃO EM GERAL BRANCAS. PODENDO SER
CALÇA E TÚNICA OU UMA SAIA E BLUSA.

ENTRETANTO HÁ MUITAS VARIAÇÕES NAS CORES E MODELOS DOS TRAJES,
DEPENDENDO DOS PRECEITOS ADOTADOS PELA CASA.

EXUS E POMBAGIRAS PODEM TRABALHAR COM OS TRAJES BRANCOS E TRO-
CAR APENAS AS GUIAS (COLARES DE CONTAS USADOS PARA PROTEÇÃO DOS
MÉDIUNS). OU PODEM SEGUNDO SUA VONTADE E SE AS NORMAS DA CASA PER-
MITIREM, USAR TRAJES ESPECÍFICOS DE SUA LINHA.

ESSES TRAJES COSTUMAM SER VERMELHOS OU VERMELHOS E PRETOS.
É CLARO QUE A ESCOLHA DOS MODELOS E CUSTOS DE CADA TRAJE, PODE SO-
FRER A INFLUÊNCIA DO GOSTO, PERSONALIDADE E PODER AQUISITIVO DOS
CAVALOS (MÉDIUNS).

ALGUNS DEFENDEM QUE AS ROUPAS E OS ACESSÓRIOS FACILITAM E AMPLIAM
A CONCENTRAÇÃO DO MÉDIUM.
OUTROS AFIRMAM QUE SE DÁ O CONTRÁRIO, PODENDO PROVOCAR ANIMISMO
(O MÉDIUM FICARIA EXPOSTO À AUTO-SUGESTÃO)
ESSA É UMA QUESTÃO NÃO RESOLVIDA. OU MELHOR CADA UM A RESOLVE
COMO SINTA SUA ORIENTAÇÃO INTERIOR.


O FATO É QUE COM OU SEM ROUPAS ESPECIAIS, NOSSOS BONS GUIAS SEMPRE
ESTARÃO PRESENTES, E FARÃO SEU TRABALHO DE IGUAL MODO. SUA PRESEN-
ÇA DEPENDE UNICAMENTE DOS PENSAMENTOS E SENTIMENTOS ELEVADOS
DE SEUS MÉDIUNS E DOS BONS PROPÓSITOS DA CASA ESPIRITUAL ONDE OS
MESMOS SE ENCONTREM.

SÓ DEVEMOS TOMAR CUIDADO COM TRAJES DESPOJADOS, PRINCIPALMENTE COM O COSTUME DE ALGUNS TERREIROS DE ANTES DAS FESTAS, SALVAR OS ORIXÁS COM UMA ROUPA BRANCA SIMPLES. ALGUMAS MEDIUNS USAM ROUPAS TRANSPARENTES OU MALHAS FINAS QUE ACABAM MOSTRANDO OU RETRATANDO PEÇAS INTIMAS. PARA O ORIXÁ NÃO EXISTE PROBLEMA, MAS TRARÁ CONSTRANGIMENTO PARA TODOS.

EU PARTICULARMENTE, SOU À FAVOR DOS TRAJES ESPECÍFICOS, SEM EXAGE-
ROS. A VONTADE DE AGRADAR É NOSSA, ELES NÃO NOS EXIGEM NADA.

CLAUDIA BAIBICH

Exú na Linha de Cura



Era mais um dia de trabalho na tenda umbandista, iniciou-se os trabalhos com a linha de caboclos, onde comumente são os que iniciam o trabalho na sessão desse templo. Por regra da casa, são os caboclos que efetuam os passes fluídicos nos filhos da assistência que ali adentram. Calmamente um a um vai adentrando no espaço de trabalho e recebendo os fluídos benévolos da linha de caboclos.
Enquanto todos os filhos incorporados e ocupados com os assistentes, uma senhora em seu silêncio esconde uma dor inimaginável, ela sofre em silêncio aguardando alguém que possa apaziguar sua aflição, mas ela não fala ninguém sabe, para todos, é apenas uma pessoa em busca de um conselho ou um passe.
Começam as curimbas para a subida dos caboclos, um a um esses bravos e maravilhosos irmãos deixam seus aparelhos, e consequentemente o recinto físico da casa.
Começam-se os pontos para os baianos, o louvor aos baianos é sempre entoado com grande festa e expectativa, são os nossos queridos camaradas que nos ajudam aconselhando e batendo um papo descontraído fazendo-nos esquecer nossas aflições que ficaram de fora desse humilde trabalho.
Um a um os assistentes vão conversando, tirando duas dúvidas e solicitando conselhos, e essa senhora, não fugindo da regra, também o fez. Mas algo a incomodava, mas ela talvez preferiu manter o silêncio.
Durante os trabalhos dos baianos, a gira descontraída, fui tomado por um êxtase inexplicável, eu não sou muito a favor de trabalhar com a linha da esquerda, confesso, não por preconceito ou porque gosto de menosprezar essa fantástica linha de guias, mas por opção e afinidade talvez.
Um baiano a chamou e foi onde ela começou a mancar, começou a chorar de dor, dizendo que estava com problemas nos rins, na perna esquerda e no braço direito, sentia muitas dores na coluna também.
Sinto a vibração do Sr. Marabô e me pergunto qual é o propósito de senti-lo em uma gira de baianos, além disso, qual é o propósito de senti-lo se eu mesmo sentia que os trabalhos corriam muito bem e sem maiores complicações?
A Vibração ficava mais forte, até que eu não pude segurar, como sou um médium semiconsciente, passivamente participei do trabalho dele e atento gostaria de saber do porque de sua aparição. Eu, já sabia que ele é uma das entidades que sirvo que atua enfaticamente na linha médica, mas qual o motivo para sua presença ali? Mil coisas se passam na cabeça, até achei que algum filho seria repreendido ou estaria ali alguma presença que por algum erro deixaram passar… É incrível como o tempo é relativo, em questão de segundos, veio um turbilhão de indagações em minha cabeça, até que…
- Tu, mocinha, venha cá! Disse ele.
Ela atônita e assustada faz com o dedinho indicador da mão direita em relação ao seu tórax, como quem diz: Eu?
- É, você mesma! Me acompanhe.
Vagarosamente a mulher o acompanhou e a levou para outro setor dentro do centro, um setor mais calmo para trabalhos mais tranqüilos. Com ele, foi chamado mais dois médiuns, que eram de Iemanjá por sinal, para acompanhá-lo no trabalho.
Chegando ao recinto, ele mandou pegar quatro bancos e ordenou a cada uma das filhas:
- Eu quero a linha de preto-velhos aqui, preciso fazer um trabalho conjunto com o início da cirurgia que irei prestar, portanto, firmem a cabeça que eu quero suas vovós aqui.
Enquanto os médiuns se preparavam para efetuar a comunicação mediúnica, ele já sentou, pediu a sua adaga, o marafo, seu charuto, e começou os trabalhos.
Lembro-me que uma preta-velha ficou posicionada ao lado direito dessa filha, outra ficou na parte posterior e o Sr. Marabô ao lado esquerdo, e iniciaram a triangulação terapêutica sobre a filha.
Foi solicitado mel e um chá de ervas, como temos essa disponibilidade no centro, fica muito mais fácil quando se existe uma urgência. Assim que esse chá de ervas e mel foi preparado, foi solicitado ao cambono ministrar três colheres na boca da senhora.
- Funcionará como anestesia, minha moça
- Espero, senhor, a dor é indescritível
- Tenha paciência, agirei em três frentes com você, você receberá passes fluídicos nas áreas menos graves, como seu braço direito e sua coluna, mesmo assim, teremos que fazer um tratamento de seis sessões, sua coluna deve-se a um reumatismo que iremos remover com o tratamento, o cansaço de sua perna deve-se a energias deletérias que serão excluídas de seu corpo, assim como seu braço direito.
Com o punhal na mão ele continua:
- A situação mais sensível é o seu rim, terei que fazer uma cirurgia psicossomática nele e te receitar alguns chás, tenha paciência que em duas luas será solucionado seu problema.
Após alguns minutos, ela dizia sentir uma pontada muito forte na dor, em contrapartida, estava tendo um alivio, uma espécie de formigamento em todo o corpo, e o preparado com o mel anestesiou um pouco suas dores, nisso, já se ouvia ela dizer: Graças a Deus, que Deus abençoe vocês.
Durante o trabalho, Sr. Marabô não parou, muitas fumaçadas de charuto ao redor da paciente, muita conversa, dizem que ele acalma muito os seus pacientes, contanto piadas e brincando, atuando também no corpo mental do paciente.
Durante o trabalho ela perguntou:
- Que estranho exu fazendo cirurgia e cura, vocês não são da encruzilhada e servem pra proteger o terreiro? Disse ela.
- Sim, a linha de exu em geral possui essa característica, mas tive um ofício na terra, que por sinal era médico, por não me achar digno de ainda caminhar na luz, caminho nas trevas, onde me sinto mais útil, e além de trabalhar sim, com a defesa do centro, pois eu também sou um exu que é firmado na tronqueira, eu também trabalho paralelamente com outros guias desse menino para atuar com a cura.
- Interessante, disse, nunca conheci um exu que trabalhasse com cura.
- Talvez você já conheça, ele apenas não se plasma dessa forma a você, dando uma gargalhada ele retruca.
Com isso, ele passou pela última vez sua adaga e disse:
- Minhas velhas, agradeço, o primeiro estágio da cirurgia foi concluído.
Nisso as preta-velhas que participaram ativamente da doação fluídica, de todo o magnetismo energético, trocando más energias por boas energias, também devagar foram desocupando seus aparelhos e fazendo com que as médiuns voltassem a si.
Disse a paciente:
- Obrigado senhor, vocês foram uma benção, eu andava com dificuldade pela dor, e agora consigo andar sem incômodo no rim ou na minha costela, vocês são uma benção, obrigado a você Exu.
- Agradeça a Deus, pois ele que deu a oportunidade para você aqui se curar e eu aqui atuar.
Com isso, a mulher foi levando muitas outras pessoas com problemas de saúde e com a graça de Deus, as graças também foram alcançadas por ela, e sinto-me muito feliz de ter sido um instrumento para essa benção e muito honrado por servir a esse Exú e a toda a Benevolência Cósmica.

Oferenda de Encruzilhada


Francisco era seu nome. Homem que conheceu desde muito jovem as dificuldades materiais da vida, e acostumado a trabalhar desde o nascer do sol até a noite chegar, agora se aposentava. Saudável e com muita energia, não demonstrava seus cinqüenta e oito anos. Embora de família humilde, recebeu a melhor educação possível transmitida pelo exemplo de seus pais. A única herança que não quis herdar dos progenitores foi à fé. Incrédulo, não seguia nenhuma religião e até zombava delas.
A ociosidade que a aposentadoria trouxe para seu Francisco, o deixava ansioso. Agora que já havia reformado a casa, o galpão, plantado a horta, os dias demoravam muito a passar. Relembrando o dito popular que “cabeça vazia é oficina do mal”, em pouco tempo Francisco sentiu vontade de começar a divertir-se já que até então só havia pensado em trabalho. Morando próximo à cidade, ao entardecer resolveu visitar uma casa de diversões que existia por lá. Entre bebidas, mulheres e prazeres, perdeu a noção de tempo e retornava cambaleante já de madrugada, quando ao chegar numa encruzilhada avistou uma luz fraca no chão. Chegando próximo percebeu que ali tinha um “despacho”, como chamavam aquilo por lá. Uma bandeja grande onde repousava uma ave morta, velas, charutos e uma garrafa de cachaça, além de outros materiais.
Aliado a sua falta de crença em qualquer coisa, estava agora a bebedeira e todas as energias condizentes ao lugar de onde viera. Com desdém e desaforando com palavrões, juntou a garrafa de bebida e os charutos e chutou o resto do material. Até chegar em casa bebeu quase tudo e fumou alguns charutos.
No outro dia contava para a esposa sobre o “achado” e debochava com sarcasmo. A bondosa mulher, cuja mãe em vida era médium benzedeira, respeitava todas as manifestações ligadas ao mundo espiritual, conforme ensinamentos que havia recebido e por isso chamou a atenção do marido, dizendo-lhe que, se não acreditava deveria pelo menos respeitar. “Não presta mexer com trabalho de encruza”, repetia ela preocupada.
Outras noites a cena se repetiu da mesma forma, até o dia em que ao chutar a oferenda, enxergou na sua frente um homem de capa negra, com um chicote trançado na mão. Sua perna paralisou no ar e em pânico saiu pulando numa perna só, caindo e levantando. Por uma boa distância ainda, ouvia a gargalhada daquele homem ressoando no ar.
No outro dia, sentia dor nas costas como se houvesse apanhado e só de lembrar a cena vivida na noite anterior, arrepiava de medo. Temia contar para a esposa, pois sabia que o condenaria novamente pela atitude. Esta, vendo o marido cabisbaixo e triste, perguntou se estava adoentado. Nada respondeu, pois sentia-se como se estivesse, inclusive apresentando febre. Seus sonhos passaram a ser povoados pelo homem de negro e sua gargalhada. Acordava aos gritos e suando muito. Várias noites se repetiram desta maneira, até que resolveu contar para a esposa o que havia acontecido. Ela o aconselhou a tomar umas benzeduras, convidando para ir até um terreiro na vila vizinha. Meio renitente, mas sentindo a necessidade, ele aceitou com um misto de medo e curiosidade.
Após a abertura dos trabalhos com os pontos cantados e orações, ele já se sentia mais tranqüilo. Em frente ao médium que servia de aparelho ao um Caboclo, suas pernas tremiam que mal conseguia parar em pé. Nos ouvidos agora ressoava novamente a gargalhada do homem de negro e seu corpo arrepiava sem parar. Teve vontade de sair correndo daquele lugar, mas suas pernas não o ajudavam. Auxiliado pela esposa e pelo cambono, sentou-se numa cadeira para poder ser atendido pelo caboclo.
-Ogum é que está de ronda…Ogum é que vem rondar… -cantava a corrente, enquanto a entidade limpava com uma espada de São Jorge, o seu corpo etérico impregnado pela energia captada na encruzilhada. Depois com a firmeza característica de sua linha, o caboclo ordenou que ele ficasse de pé e lhe contasse porque estava ali. Desajeitado, mas já mais tranqüilo, falou:
_ Acho que mexi com o que não devia. Andei chutando uns “despachos” na encruzilhada e me apavorei com um homem estranho, que acredito não ser deste mundo…
_ Tranqüilize que tudo o que é possível ver, ouvir e sentir é deste mundo sim. O senhor acha certo ou errado a sua atitude?
_ Ah, eu não sei… Só fazia aquilo por brincadeira…
_ E se alguém fosse até a sua casa, chegasse lá chutando os móveis e quebrando tudo, se apoderando de sua comida na hora da refeição, iria gostar?
_ Lógico que não!
_ Pois é meu senhor. Foi o que fez lá na encruzilhada e por várias vezes, não foi?
_ É, foi.
_ O que não nos pertence não pode ser por nós seqüestrado. Não importa se o que estava lá é certo ou errado diante de seu entendimento. Além do físico, aquilo tudo tinha uma duplicata etérica que pertencia a alguém no mundo espiritual, com um objetivo e endereço vibratório certo. Cabe aos homens incrédulos, no mínimo respeitar a crença e atitudes dos outros. Lá estava um trabalho de magia – a cor dela não importa – era magia! Elementos e elementares, além de entidades espirituais, lá estavam atuando, se abastecendo da energia animal e etílica e foram incomodados, desrespeitados. O que o senhor presenciou na figura do homem, nada mais foi que a atuação enérgica de seu Exu guardião lhe colocando no devido lugar, antes que a Lei tivesse que atuar mais duramente. De difícil entendimento com as coisas do espírito, não crendo em nada que não seja palpável, se fez necessário a atuação materializada. Como criança teimosa, precisou da repreensão para só então respeitar. Isso não significa que encruzilhada é lugar de Exu, pelo contrário. Os espíritos que lá buscam se energizar com as oferendas são os chamados quiumbas, espíritos que embora fora do corpo físico, necessitam ainda de energias materiais.
 - Exu… cruzes! Isso é coisa do capeta!
Era momento de esclarecer a verdadeira identidade deste guardião da luz tão mal falado. E assim foi feito.
Ao voltar para casa sentia tamanho bem estar, que naquela noite dormiu tranqüilamente depois de muitas noites de sobressalto, quando não, de insônia.
Suas visitas ao terreiro de Umbanda tornavam-se assíduas onde buscava sabedoria, força espiritual e conforto para sua alma. Ele tinha uma missão que se estendia além de aprender a ter fé. Era preciso cumpri-la, por isso em pouco tempo manifestava-se através dele, seu protetor Ogum de Ronda abrindo caminho para o Exu, que chegava gargalhando e de chicote na mão. Artefatos que usava no astral para auxiliar, acordando a todos quantos estivessem esbarrando nos limites da Lei.
Ao sentir sua presença, Francisco agradecia. Ele foi privilegiado em conhecer estes artefatos, graças a Deus.
História Contada por Vovó Benta – Leni W. Saviscki

CIGANA DA CALUNGA



Pomba-Gira da Calunga, é uma entidade muito poderosa e muito prestigiada por mulheres e homens que perderam seus amores por algum motivo ...
Esta Pomba-Gira é procurada também para problemas de saúde e de abertura de caminhos e vícios.
Pomba-Gira da Calunga foi uma moça que durante o tempo que viveu no mundo terreno, passou por inúmeros sofrimentos na vida terrena , perdeu os pais muito cedo e foi criada na rua.
Foi mulher da vida, viciada no álcool, praticou inúmeros abortos e morreu de suicídio.
Esta entidade quando chegou no mundo espiritual pertencia ao limbo, onde sofreu ainda mais as dores de suas faltas aqui na terra.
Através do Exu da Calunga que ela conheceu em um momento de desespero, tornou-se sua assistente direta e conheceu a Umbanda onde foi Coroada como a Mulher do Calunga, que hoje é conhecida como Pomba-Gira da Calunga uma entidade de fé e conhecedora dos mistérios das sombras.
“Na penumbra da noite os morcegos chiam...
no portão da calunga surge uma mulher...
tão linda como a madruga ...
é pomba-gira da calunga...
ela é exu mulher

CIGANA MARIA QUITÉRIA


Esta pomba-gira de fé, é da mesma banda de Maria Padilha, é uma entidade muito forte que comanda uma falange muito grande de mulheres...
pomba-gira Maria Navalhada é sua subordinada.
Ela acompanha sete exus e se apresenta sempre quando bem incorporada como uma mulher forte e sem rodeios...
Ao contrário do que muitos pensam estas entidades apesar de serem muito sensuais...
não costumam se insinuar a ninguém...
a sensualidade faz parte da sua maneira de viver e é assim que elas se aproximam dos seus filhos de fé!
Maria Quitéria aceita seus pedidos e oferendas nas encruzilhadas e cruzeiros...
Toma champanhe em taça, gosta de cigarrilhas longas, bijuterias, perfumes, velas vermelhas e toalha vermelha e preta...
Suas oferendas tem que sempre estarem impecáveis...
Assim é esta exigente entidade.
“Salve exu de banda, salve exu mulher, salve pomba-gira Maria Navalhada, salve sua rainha Maria Quitéria e toda a sua cambada...”

RAINHA DOS 7 CRUZEIRO DA CALUNGA



A rainha dos sete cruzeiros da calunga é confundida com a pomba-gira da calunga que vem a ser sua subordinada, a rainha da calunga é uma gira de poder e glória, pois é uma constante guerreira pois para manter sua morada em ordem "é coisa que dá muito trabalho!" como ela mesmo diz! Trabalha para abertura de caminhos, não gosta de fazer amarrações, mais gosta quando é pedido a seu socorro por uma união feliz! Esta gira tem muitas subordinadas, por isto para pedir um favor seu esteja na calunga exatamente a meia-noite de uma segunda-feira de lua cheia, pois antes disto ou depois desta hora você não será atendido! Ela trabalha com tudo na hora certa e só aceita pedidos se estiver incorporada. Se apresenta como uma nobre senhora, que fala pouco e franco, mais que não deixa dúvida em suas palavras.

Recebe, rosas vermelhas, bebidas finas, cigarrilhas e fitas na cor branca e preta... seus cigarros tem que serem acesos e suas velas pretas e brancas em números de sete.Acredite nesta senhora e tenha fé que ela o protegerá!

"Nos cruzeiros da calunga eu sou rainha, meu tempo é curto e bravo! dou conta do seu pedido, mais seja breve e saia calado! No meu reino eu mando... muito trabalho tenho sim senhor! Vida de rainha não é fácil, mais minha coroa tem valor!"

RAINHA DO CRUZEIRO




Há quem confunda a Rainha do Cruzeiro com a Rainha das Sete encruzilhadas, mais saibam que são duas entidades de muito respeito, mas bem distintas... A rainha do Cruzeiro governa com o Exu do Cruzeiro das Almas , todos os cruzeiros centrais do campo santo, onde são enviados todas aquelas entidades que querem fazer parte do reino dos exus e esperam a suas distintas colocações e seleção. Para fazer parte deste povo maravilhoso, não basta querer, tem que merecer e ser capaz de assumir e cumprir todas as missões especificadas pelo astral médio e superior. A Pomba-Gira do Cruzeiro trabalha para a Rainha das sete encruzilhadas, elas pertencem a mesma falange, mais suas funções se diferenciam no mundo astral.A Rainha do Cruzeiro é uma pomba-gira muito exigente e muito fria no seu modo de agir, pois esta mais acostumada a lidar com espíritos mais perversos. Por isto quando chega no mundo, vem para brindar, e dançar... não gosta de muitas brincadeiras, faz a sua gira e já procura um lugar para sentar! Quando simpatiza com alguém esta pessoa já tem sua proteção de graça, mais quando não gosta, faz questão de ignorar, mostrando que dela nada irão ter. Adora usar poucas roupas e insinuantes, mais quase sempre esta enrolada em uma capa de veludo preto e bordo. Tem verdadeiro facínio por perfumes e rosas vermelhas e brancas. Suas oferendas não podem faltar cigarrilhas e champanhes doces e caras.Conta a lenda que o Senhor das Encruzilhadas, quando chegou no mundo astral, pegou a gira do cruzeiro como companheira e ela lhe mostrou todo o astral inferior, e nestas andanças ao limbo ele encontra sua antiga mulher que era sua rainha na vida terrena a qual nunca esqueceu e então passou a cuida-la. Quando o exu Mor nomeou o Senhor das Encruzilhadas em Rei das Sete Encruzilhadas... ele ordenou que a Gira do cruzeiro tomasse conta do astral inferior lhe dando o título de Rainha do Cruzeiro... e foi viver com sua antiga mulher no médio astral... onde a titulou como Rainha das Sete encruzilhadas, dando a ela todos os poderes que a ele foi dado pelo o Exu Mor.A Rainha do Cruzeiro se sentido abandonada pelo Exu Rei, resolveu formar seu próprio reinado e nomeou o Exu do Cruzeiro das almas como seu fiel escudeiro e namorado.Os dois juntos governam os reinos dos cruzeiros das almas, mais também recebem suas oferendas em encruzilhadas. É falso quando dizem que as duas rainhas é uma só ou que ambas se odeiam... São rainhas de reinos distintos que quando na terra muito se respeitam.

A Rainha do cruzeiro gosta de trabalhar para a sedução pois é uma pomba-gira muito sedutora, costuma se apresentar com cabelos loiros quase brancos, seus trajes são curtos e negros, trabalha para a guerra e amarração de casais que se amam, mais nunca peça a ela para separar um casal, pois ela se aborrecerá profundamente com quem for lhe pedir este intento! Sarava a Rainha do Cruzeiro!


“Mas que linda mulher exu lá no cruzeiro!... Ela é a rainha Exu lá no Cruzeiro...”

POMBA GIRA MARIA PADILHA DAS ALMAS



Tereza invadiu a igreja de uma forma como nunca havia feito antes. Não se benzeu e nem ao menos olhou para a imagem de Cristo, que de sua cruz, agonizante, parecia olhar diretamente para ela enquanto avançava pela nave. Precisava falar com o padre Olavo nesse instante, não havia tempo a perder. - Padre! - seu grito ecoou pelas paredes repletas de símbolos aos quais ela sempre dera imenso valor, mas que nesse momento nada mais eram que meras imagens que apontavam-lhe o dedo culpando-a pelo pecado gravíssimo que cometera. - Padreee! A voz subira de tom a ponto de atrair imediatamente o coroinha que estava a dormitar atrás do altar. - Dona Tereza! O padre Olavo foi atender um doente que precisa de extrema unção! A mulher sentou-se em uma cadeira da primeira fila e desatou em copioso pranto. O menino sem saber o que fazer correu para a rua e encontrou o padre que vinha já bem perto. - Dona Tereza está chorando como louca lá na igreja, o caso deve ser sério! - Olavo sen! tiu um baque no peito. - O que teria acontecido? Alguém teria descoberto? - Tudo bem Jonas, pode ir para casa que eu cuido disso. Apressou o passo e da porta ouviu o choro da mulher. - Tereza, o que houve? - Com um salto ela levantou-se e com o dedo estendido para ele gritou: - Eu estou grávida, cafajeste! Grávida de você! Como pode deixar isso acontecer? Você me jurou que isso não seria possível, que não podia ter filhos. O que faço agora? Meu nome será lançado na lama! E meu marido? Meus filhos? - Calma! - ele tentava ganhar tempo enquanto em sua cabeça as imagens passavam em turbilhão. - O que faria com essa louca? Fora ela quem o seduzira, enfiara-se em sua cama, nua, em uma tarde que gostaria de esquecer. Tentara-o com seu belo corpo e se entregara de forma avassaladora. Porque dizia que o filho era seu? Ele mesmo sabia de seus amantes, ditos em momentos de confissão muito antes da tarde fatídica. -Vamos sentar, respire fundo! Como sabe que é meu? - Falava pausadamente! tentando inspirar confiança - Não pode ser de seu marido ou... de outro? - Só o que me faltava era isso - o tom subira novamente - me engravida e ainda me chama de vagabunda. Nunca mais dormi com homem algum depois de nosso encontro, meu marido viaja muito e nas poucas vezes que esteve em casa, não me entreguei a ele, por amor a você! - Depois de pensar um pouco falou: - Então não há alternativa além do aborto, procure uma dessas velhas rezadeiras e dê um jeito nisso, o que espera que eu faça? - Precisamos fugir, eu abandono tudo para ficar ao seu lado! - desesperada segurava a batina do padre com força - Teremos nosso filho longe daqui! - Tentando ganhar tempo Olavo tirou as mãos dela de sua roupa. dirigiu-se ao altar e tamborilou com os dedos sobre a branca toalha, virou-se com raiva: - Nunca! Vire-se! Você foi a culpada, me levou para a perdição agora quer acabar comigo? Como posso largar o sacerdócio e viver com uma prostituta que deita em qualquer cama com qualquer um? - Tereza deu um grito de ódio e partiu para cima do padre. Havia um punhal em sua mão. A lâmina afiada foi cravada no abdômen do rapaz que caiu de joelhos. Tereza continuava com a arma na mão manchada com o sangue do padre e foi com ela que cortou a própria jugular, tendo morte quase instantânea. Por muitos anos o espírito de Tereza foi torturado pelas visões dessa e de outras vidas em que sempre causara sofrimento e mortes. Ao atingir um nível de compreensão adequado ao caminho evolutivo, tornou-se Maria Padilha das Almas, e ainda hoje busca ajudar a todos que a procuram tentando fazer com que novas almas não se percam como ela se perdeu por diversas vezes. Somente quem já teve contato com essa grande pomba-gira, sabe dos conselhos firmes dados por ela e da tristeza que ainda deixa transparecer em suas incorporações. Laroiê a Maria Padilha das Almas!

Pomba Gira Ciganinha Menina

Existem muitas entidades da linha de pomba-giras que são ciganas e meninas.
Mas eu vou falar de uma entidade específica que é conhecida como a ciganinha menina.
Esta entidade chegou ao mundo astral nos seus 14 anos de idade vítima de assassinato seguido de estupro.
Foi socorrida de imediato pelo povo do oriente, grande mestres e andarilhos do mundo astral… onde segue com sua caravana e seguidoras de sua entidade.
Pomba-gira cigana menina, gosta muito de trabalhar para o amor e sedução, pois como não teve tempo de conhecer o seu prometido quando vivia na terra, gosta de ajudar as pessoas para que tenham sorte no amor.
Tem muita simpatia por ambos os sexos e esta sempre dando mensagens de amor e carinho.
Suas médiuns são sempre mulheres jovens e bonitas.
Como antes do seu desencarne ela tinha cortado os cabelos por uma promessa de sua mãe a Santa Sara Khali, quase sempre seus cavalos escolhidos ou aparelhos… tem o cabelo comprido e sedoso onde ela passa o tempo todo a acariciar.
Adora receber presentes nas Campinas e estradas de chão, maquiagens e adornos são os preferidos, mais não esqueça das rosas vermelhas e do vinho branco suave, perfumes e velas vermelhas e cor-de-rosas.

POMBA GIRA MIRIM


" Ô Padilha, Padilhinha, 
Menina Moça, 
da Saia rodadinha ..."

A  Mirim Padilhinha é uma entidade da Linha dos Exus e Pombagiras da Esquerda da Umbanda Sagrada, os Mirins são entidades muito jovens, com desencarne na infância e adolescência, embebido de grande sofrimento. Eles, como todas as outras entidades, são acolhidos pela espiritualidade de luz no Astral e escolhem incorporar na Umbanda, para assim evoluir na sua caminhada espiritual. Após vivência negativa, as mirins começam um lindo trabalho na Gira de Esquerda. Cada Exu ou Pombagira Mirim recebem como tutores Exus e Pombagiras, que com sua experiência os auxiliam e orientam. A Pombagira Mirim Padilhinha tem como tutora, a Senhora Maria Padilha, uma grande guardiã, que pode ou não ter cruzado com ela em sua vida quando encarnada. Os trabalhos nas colonias das Pombagiras são pré determinados e Dona Maria Padilha sempre acolhe meninas em situação de risco espiritual.

As Mirins com o nome de Padilhinha tem algumas características de Dona Maria Padilha, como as Pombagiras Padilha, elas são muito vaidosas, finas, belas e exigentes. Trabalham para Amor, Prosperidade, proteção e assuntos financeiros. 

Padilhinha é esperta, amável e muito compreensiva no terreiro de umbanda, sempre quando procurada, busca auxiliar os consulentes com palavras de carinho, conforto e terno amor, compreende os desejos e loucuras da mente humana e tenta minimizar á dor dos filhos de fé.

Seus Campos de Atuação, Força ou Pontos de Origem são os mesmos das Pombagiras Guardiãs, existem Padilhinhas do Cabaré, da Estrada, da Encruzilhada, do Cruzeiro das Almas, das Almas e da Calunga.

Apreciam bebidas finas, como licores, champanhe, Martini, Contini, porém, algumas gostam de cachaça com refrigerante preto. Também gostam de bombons e doces pretos.

Suas roupas se assemelham com as da Pombagira Padilha, com a diferença de serem mais simples. Usam saia preta e vermelha, vermelha e detalhes dourados, usam colares, jóias e bijuterias com detalhes singelos.

Sua Guia é Preta e Vermelha.

A Pombagira Mirim Padilhinha ama rosas vermelhas, batom vermelho, piteiras pequenas e bons perfumes.

Quando bem tratada, é uma das melhores forças dentro do terreiro de Umbanda.

Laroiê Pombagira Mirim Padilhinha.

" Eu vi atravessando aquela rua,
Uma moça bonita, vestidinha de chita,
Mas ela é a Padilhinha da Calunga, Auê, Auê,
Que arrebentou 7 Catacumbas."