terça-feira, 15 de setembro de 2015

      AULA DE MÉDIUNS....

EGOÍSMO

O médium, simples médium...

É o último a chegar e o primeiro a ir embora. Sempre com uma boa desculpa na ponta da língua. Chega no templo, troca de roupa, põe a fofoca em dia e vai para corrente.

Corpo físico e vaidade presentes, espírito e caridade ausentes.
Bate a cabeça diante do congá, mas a sua cabeça está em outro lugar… repete mecanicamente os pontos cantados feito robô ou papagaio, sem sentir a emoção sagrada que abre os portais do coração para as dimensões superiores da vida.

Durante os trabalhos, confunde as sábias intuições do Guia (que por um extremo de compaixão AINDA o acompanha, sabe Deus até quando…) com o lixo venenoso de seu subconsciente.

Resultado:
passes energéticos precários, consultas e conselhos estúpidos… coitados dos consulentes!

Trabalho extra para os trabalhadores invisíveis da casa. Coitados também dos outros médiuns, esses sérios e responsáveis, que são obrigados a triplicar sua doação de energia na sustentação da corrente para compensar a negligência do médium folgado, insensato e leviano.

Terminada a gira de atendimento, lá vai o médium para o vestiário se trocar rapidinho.

Varrer o chão do terreiro? Tirar o lixo dos banheiros? Ajudar os demais companheiros? Acertar as mensalidades em atraso?
Que nada! ” Tem um montão de médium aí à toa para cuidar disso. Melhor sair de fininho, pois tenho outro compromisso!”.

Ao sair para rua, sente uma coisa estranha: um peso desagradável nos ombros acompanhado de súbita confusão mental, uma sensação de vazio interior indefinível… lá vai o médium folgado arrastando atrás de si feito um imã humano vários ” kiumbas folgados” barrados na triagem vibratória feita pelos guardiões astrais na “porteira” do templo.
Todos eles pegando carona em seu campo áurico totalmente desequilibrado e “folgado”.

“Punição divina?” “Castigo de Orixá?” Bobagem, meus caros!

É apenas aplicação pura e simples da Lei. Neste caso, a Lei das afini – dades. Ao contrário do “médium folgado” e seus colegas astrais igualmente folgados, a Lei não folga.

A Lei não dorme. “Cada um recebe o que merece. E merece o que recebe”… Não está longe o dia em que o médium folgado sairá deste templo de Umbanda falando mal de seu dirigente, do corpo mediúnico, dos consulentes, dos guias e protetores que lhe deram amorosa acolhida e oportunidade de serviço regenerador… ele logo partirá em busca de outro lugar, crença ou distração que lhe forneça apenas os benefícios passageiros do “entretenimento” em vez dos benefícios permanentes do “comprometimento”.

Mensagem do Sr. Exú Marabô

Saravá.

      INIMIGOS INTIMOS


TREVAS

CONHECENDO AS TREVAS...

Quando nos propomos a falar da ação das trevas nos grupos espíritas, antes de tudo precisamos saber de quais espíritos estamos falando, porque a grande maioria de espíritos obsessores que vem aos TERREIROS são mais ignorantes do que propriamente maldosos. No livro “Não há mais tempo”, organizado pelo espírito Klaus, nós publicamos uma comunicação de um verdadeiro representante das organizações do mal e percebemos que há uma grande diferença entre o que nós classificamos como espíritos obsessores e os verdadeiros representantes das trevas.

Eu estava presente na sessão na qual essa entidade se manifestou. Quando o espírito incorporou a doutrinadora disse: “Seja bem vindo meu irmão”.

Ele respondeu: “Em primeiro lugar não sou seu irmão, em segundo lugar eu conheço o seu sentimento. Sei que você não gosta nem das pessoas que trabalham com você na casa, que dirá de mim que você não conhece. Por isso duvido que eu seja bem vindo aqui”.

Ela ficou um tanto desconcertada, porém, disse: “Mas eu irmão, veja bem, isso aqui é um hospital”.

Ele respondeu: “Muito bem, agora você vai dizer que eu sou o doente e que você vai cuidar de mim, não é isso?”.

Ela disse: “Sim”.

Ele: “Pois bem, e quem garante para você que eu sou um doente? Só porque eu penso diferente de você. Aliás, o que a faz acreditar que possa cuidar de mim? Quem é que cuida de você? Porque suponho que quando alguém vai cuidar do outro, este alguém esteja melhor que o outro e, francamente, eu não vejo que você esteja melhor do que eu. Porque eu faço o mal? Porque eu sou combatente das idéias de Jesus? Sim, é verdade, mas admito isso, enquanto você faz o mal tanto quanto eu e se disfarça de espírita boazinha”.

Outro doutrinador disse: “ Meu irmão, é preciso amar”.

O obsessor  respondeu: “acabou o argumento. Quando vocês vêm com esta ladainha que é preciso amar, é que vocês não têm mais argumentos”.

- “Mais o amor não é ladainha, meu irmão”.

- “Se o amor não é ladainha, porque o senhor não vai amar o seu filho na sua casa? Aliás, um filho que o senhor não tem relacionamento à mais de 10 anos. Se o senhor não consegue perdoar o seu filho que é sangue do seu sangue, como é que o senhor quer falar de amor comigo? O senhor nem me conhece”.

Vieram outros doutrinadores e a história se repetiu até que por último veio o dirigente da casa e com muita calma disse: “ Não é necessário que o senhor fique atirando estas verdades em nossas faces. Nós temos plena consciência daquilo que somos. Sabemos que ainda somos crianças espirituais e que precisamos aprender muito”.

O obsessor  respondeu: “Até que enfim alguém com coerência nesse grupo, até que enfim alguém disse a verdade. Concordo com você, realmente vocês são crianças espirituais e como crianças não deveriam se meter a fazer trabalho de gente grande porque vocês não dão conta”.

Como agem os espíritos representantes das trevas em nossos terreiros?

Como vimos, os verdadeiros representantes das trevas, além de maldosos são também extremamente inteligentes. São espíritos que não estão muito preocupados com as casas espíritas. Eles tem sua base nas religiões da sub-crosta. São espíritos que estiveram envolvidos por exemplo na 1ª e 2ª guerras mundiais e no ataque as torres gêmeas nos Estados Unidos. São os mentores intelectuais de Bin Laden, de Sadan Russein e de inúmeros outros ditadores que já passaram pelo mundo, porque eles tem um plano muito bem elaborado, que é o de dominar o mundo.

Os grupos espíritas não apresentam tanto perigo para eles. Esses espíritos estarão sim atacando núcleos espíritas desde que o núcleo realmente represente algum perigo para as intenções das trevas. Portanto, quando nós falamos das inteligências do mal, nós estamos falando destes espíritos que tem uma capacidade mental e intelectual muito acima da média em geral. Normalmente não são esses espíritos que se comunicam nas nossas sessões mediúnicas. Normalmente eles não estão preocupados com os nossos trabalhos, a não ser que esses trabalhos estejam bem direcionados, o que é muito difícil, e representem algum perigo para eles.

Nós que vivemos e trabalhamos numa casa espírita sabemos bem dos problemas encontrados nas atividades desses grupos. Para ilustrar vou contar para vocês um fato verídico ocorrido numa casa espírita.

Um espírito obsessor incorporou numa sessão e disse para o grupo: “Nos viemos informar que não vamos mais obsediar vocês. Vamos para outro grupo”.

Houve silêncio, até que alguém perguntou: “Vocês não vão mais nos obsediar, porque?”.

O espírito respondeu: “Existe nesta casa tanta maledicência, tanta preguiça, tanto atrito, tantas brigas pelo poder, tantas pessoas pregando aquilo que não praticam, que não precisamos nos preocupar com vocês, vocês mesmos são obsessores um dos outros”.

Falar do mal não é ajudar o mal a crescer?

No livro “A arte da guerra” está escrito: “Se você vai para uma guerra e conhece mais o seu inimigo que a você mesmo, não se preocupe, você vai vencer todas as batalhas. Se você conhece a si mesmo, mas não conhece o inimigo, para cada vitória você terá uma derrota. Porém, se você não conhece nem a si mesmo e nem ao inimigo, você vai perder todas as batalhas”.

Infelizmente, a grande maioria das pessoas não conhece a si mesma. Tem medo da reforma íntima, tem medo do que vão encontrar dentro de si. Negam a transformação interior. Precisamos falar das trevas para conhecermos as trevas. Se não conhecermos como eles manipulam os tarefeiros espíritas como é que vamos saber nos defender deles. Para isso é preciso refletirmos nesta condição de nos conhecermos até porque toda ação das trevas exteriores é um reflexo das trevas que nós carregamos dentro de nós. É preciso realmente realizarmos a nossa reforma interior para sairmos da sintonia dessas entidades.

E os Guardiões que cuidam do terreiro, como é que ficam?

Não podemos esquecer que os benfeitores espirituais trabalham respeitando o nosso livre arbítrio. Um terreiro como este possui o seu campo de proteção como uma cerca elétrica construída pelos benfeitores, porém, quem a mantém ligada são os trabalhadores encarnados. Toda vez que há brigas dentro do centro, toda vez que há grupos inimigos conflitando-se, toda vez que há maledicências, é como se houvesse um curto-circuito nessa rede, é como se houvesse uma queda de energia, e as entidades do mal entram. Os benfeitores espirituais estão presentes e a rede é religada, mas, as entidades do mal já entraram.

O grande problema é que quase sempre, nós não estamos sintonizados com o bem. A ação do bem em nossa vida é fundamental. Por exemplo: O Umbral não é causa, o Umbral é efeito. Só existe o Umbral, a zona espiritual inferior que cerca o planeta, porque os homens tem sentimentos medíocres e inferiores. No dia em que a humanidade evoluir o Umbral desaparece, porque ele é consequência. Por isso que não podemos nos esquecer que as trevas exteriores são apenas uma extensão das nossas trevas interiores. Existe sim, a proteção espiritual nos terreiros, porém, os espíritos amigos respeitam o nosso livre arbítrio.

Como é que os terreiros umbandistas podem se defender das trevas?

# Havendo muita sinceridade, Amizade Verdadeira e principalmente muito amor entre todos os colaboradores do terreiro.

# Existindo a prática da solidariedade, carinho e respeito para com todas as pessoas que buscam o terreiro para serem orientadas ou para receberem assistência espiritual.

# Havendo muito comprometimento com sua casa.

# Realizando, periodicamente, uma avalização dos resultados obtidos, para verificar se os 3 itens anteriores estão realmente acontecendo.

Vigilância  se faz necessária.
Saravá.

A ASSISTÊNCIA ESPIRITUAL NA UMBANDA

ENERGIA

Na Umbanda, os dias e horários de atendimento espiritual variam de casa em casa, de acordo com a linha doutrinária e orientação dos dirigentes espirituais, apesar disto, a forma como se dá a assistência espiritual permanece inalterada desde os seus primórdios.

Nas sessões de consulta pública, as engiras podem ser de Orixás, de Caboclos, de Pretos-Velhos, de Almas (eguns), de Erês, de Baianos, Boiadeiros, Marinheiros, do Povo D’água e de Exús.

As engiras de Orixás ocorrem na passagem das datas festivas em que homenageamos determinado Orixá representados no terreiro por seus chefes de linha e auxiliares. Essas engiras tem uma natureza vibratória distintas das demais e constituem as festividades mais lindas da Umbanda.

As engiras de Caboclos reúne entidades que um dia viveram como índios nas matas brasileiras. Considerados o “braço forte” da Umbanda, são reconhecidamente enérgicos e um tanto autoritários e suas engiras se destinam aos trabalhos de cura, desenvolvimento mediúnico, demandas, descargas, transportes e defumação, onde são utilizados charutos, pemba, entre outros elementos de rito.

As engiras de Pretos-Velhos são muito populares, constituindo ao lado das de caboclo e de Exús, a base de toda a Umbanda. Elas são constituídas por fraternidades de espíritos que um dia serviram como escravos no Brasil. São espíritos humildes, bondosos e, não raro, portadores de um sutil bom humor revelador de sua sabedoria. Os Pretos e Pretas-Velhas são mandingueiros, aplicam passes magnéticos e de descarga, fazem a defumação dos fiéis e do terreiro, para tanto, utilizam-se de cachimbos, fumo, vela, água, flores, entre outros elementos.

As engiras de Almas constituem trabalhos de desobsessão onde os guias auxiliam aqueles que se sentem sob o jugo de espíritos e ofertam preces aos eguns (Almas desencarnadas). Elas são relativamente perigosas para os médiuns, por isso delas só tomam parte médiuns que se destacam por sua experiência e boa conduta.

As engiras de Erês reúnem espíritos que formam no astral uma organização especializada no atendimento espiritual à criança e à família. Podemos sentir as energias harmônicas destas engiras em meio ao ambiente festivo que as caracteriza, onde brinquedos, guloseimas e refrigerantes são distribuídos. Tais engiras são muito procuradas pelos umbandistas para assistência aos mais jovens, mas não são poucos os que as procuram no intuito de confidenciar segredos e obter conselhos, afinal, os Erês, com seu ar ingênuo, sabem de cada uma!
Em geral, as consultas com Erês resultam em pedidos de brinquedos, moedas, doces e refrigerantes como oferendas, que devem ser depositadas em jardins, parques e logradouros floridos.

As engiras de Baianos, segundo estudos, começaram a surgir nos anos setetenta por todo o Brasil. Reginaldo Prandi, pesquisador que visitou 67 terreiros pelo Brasil, sugere que as engiras de baiano são uma forma disfarçada de engira de Exús, ou seja, uma forma que encontraram para trabalhar nas engiras de direita – Ah, esses Exús, sempre dão um jeitinho! 
As engiras de Baianos, como o próprio nome sugere, se destinam à passagem de entidades que nasceram e viveram na Bahia, embora encontremos “Baianos”, que relatam ter vivido em outras regiões do nordeste brasileiro. Os Baianos são muito ativos, alegres e falantes e se destacam por serem bons protetores. Conhecem como ninguém as mandingas, os trabalhos dos quiumbas e eguns, por isso, são muito procurados pelos fiéis.

Nas engiras de Boiadeiros, espíritos que um dia viveram nos sertões do Brasil. São um tanto diretos no modo de se expressarem, o que algumas vezes os faz parecer rudes, mas são bons e muito firmes em seus trabalhos. Dão consultas, fazem pequenos trabalhos e participam ativamente da segurança de todos durante os cultos no terreiro e dos médiuns, particularmente quando em desenvolvimento de suas potencialidades mediúnicas.

As engiras de Marinheiros dá passagem a entidades que, um dia, sobreviveram do mar. São marinheiros da armada, da marinha mercante, mestres, arrais, pescadores. Embora muitos Marinheiros sejam espíritos bastante esclarecidos, alguns deles estão sob assistência da Umbanda. Se caracterizam por serem alegres e folgazões, apresentando-se nos terreiros como se estivessem embriagados ou para beber, no que são coibidos pelos dirigentes responsáveis. As engiras de Marinheiros, raramente se prestam a outra finalidade que não sejam consultas, pois os Marinheiros gostam de contar histórias, de dar conselhos, assim é que as suas conversas resultam em boas orientações, entretanto, é sempre prudente pensar o que dizem.

As engiras do Povo D’água reúnem, entre outros seres, as sereias e os elementais da água, especialistas na limpeza astral e psíquica dos filhos de fé e dos terreiros. Quando se apresentam são muito discretas e se fazem reconhecidas por entoar um canto triste e mavioso que deixam os médiuns com os olhos marejados. Quando atuam, o ambiente denota um quê de calma e melancolia.

As engiras de Exús são destinadas a consultas e trabalhos de alta magia. Popularmente chamadas de “trabalho da esquerda”, são sessões perigosíssimas, de caráter restrito, das quais participam apenas médiuns capacitados e convidados. Os Exús e Pombagiras são especialistas no atendimento a demandas pesadas, descargas, desobsessões e anulação de trabalhos de magia realizados por feiticeiros daqui e do além, freqüentemente associados a quiumbas e eguns perversos. Os Exús e Pombagiras utilizam em seus trabalhos de fundanga (pólvora), marafa (aguardente), ponteiros (punhais), tridentes, enxofre, velas pretas e vermelhas, entre outros elementos de magia.

Seja qual for o tipo de engira, a pessoa obtêm ajuda, basicamente, através de passes magnéticos e descarregos, terapêuticas que atendem a problemas espirituais diversos.

No passe, a entidade incorporada remove fluídos negativos e reorganiza o campo energético da pessoa propiciando equilíbrio e bem-estar, algumas vezes, no entanto, é necessário uma série de sessões até que o objetivo terapêutico seja alcançado.

O descarrego se justifica quando há grande carga de miasmas e fluidos deletérios influindo sobre o assistido. No descarrego a entidade incorporada freqüentemente convoca a ajuda de outro médium, que sob influência de outra entidade, aproxima-se do assistido, capta a energia negativa que o envolve, transferindo-a para assentamentos ou fundamentos do terreiro que contenham elementos dissipadores destas energias.

No caso de pessoas sob o jugo de espíritos perversos, a entidade é, sempre que possível, conduzida às mãos de espíritos benfeitores. Outras vezes, por designação superior, ainda que o espírito obsessor não deseje, é conduzido a esferas de contenção no astral, casos em que os Exús participam ativamente.

Saravá.

      RESPONSABILIDADE.

IMPERFEIÇÕES

A vida na Terra é repleta de percalços.

Ninguém passa a existência sem enfrentar desafios.

Os obstáculos destinam-se a fortalecer o homem, a testar a firmeza de seu caráter e a torná-lo melhor.

Nessa linha, problemas não são desgraças, mas lições.

A criatura deve mobilizar suas forças íntimas para superar as dificuldades com que se defronta.

A ninguém é lícito assumir atitude derrotista, desistindo previamente da luta.

Como o homem foi contemplado com o dom da inteligência, deve utilizá-lo para viver cada vez melhor.

Esse viver melhor não se refere a aspectos materiais.

A plenitude do viver constitui um conceito amplo, que engloba a consciência tranquila pelo dever bem cumprido.

Assim, é importante cada qual analisar sua própria vida.

Identificar suas dificuldades, materiais e morais, e assumir a responsabilidade por elas.

O homem necessita amadurecer para não atribuir a terceiros o ônus de resolver os seus problemas.

Demonstra infantilidade quem pretende que os outros sejam a causa de sua infelicidade.

É preciso cessar de culpar o governo, os pais, o chefe, os vizinhos ou a quem quer que seja.

Cada qual recebe da vida exatamente a tarefa necessária ao seu crescimento.

Como os homens são diferentes, os problemas que enfrentam também o são.

Na jornada pela eternidade, cada Espírito tem o que trabalhar em si.

Um necessita fortificar sua vontade na luta constante com dificuldades materiais.

Outro precisa desenvolver a paciência, perante familiares de difícil trato.

Um terceiro é carente de sensibilidade e vive às voltas com dores e enfermidades.

Há ainda quem deve resistir à tentação do orgulho e da vaidade e nasce em meio a riquezas.

A vida na Terra é uma escola.

Cada homem está às voltas com a sua lição.

Seu papel é mostrar-se digno e vigoroso em sua luta, e também auxiliar o próximo, pois todos são companheiros na jornada evolutiva.

Assim, não ceda à tentação de responsabilizar os outros pelo que lhe acontece.

Não imagine que alguém tem o dever de resgatá-lo de suas dificuldades.

Certamente a solidariedade é uma lei da vida.

Contudo, também a responsabilidade pelo próprio viver constitui uma regra a ser observada.

Seja vigoroso e determinado.

Trabalhe, estude, seja valente.

Cesse as lamentações e mobilize suas forças para atingir suas metas.

Não espere que ninguém faça sua tarefa.

Identifique e dome suas más inclinações.

Visualize a pessoa que você quer ser e faça o que estiver ao seu alcance para se tornar assim.

Mas preserve sua dignidade, pois de nada adianta uma falsa vitória.

Mais importante do que resultados materiais é a conquista e a preservação da nobreza de seu caráter.

Certas dificuldades são inevitáveis, mas você decide como se comportar perante elas.

Em qualquer circunstância, mire-se nos exemplos do Cristo.

O Mestre não desdenhou o trabalho duro, as viagens constantes com o sol a pino.

Conviveu com a ignorância e a beligerância, disciplinou almas rudes.

Enfrentou a dor e a morte, mas a tudo venceu.

Corajoso e amoroso, Jesus fez o convite. Quem desejar, deve tomar sua cruz e segui-Lo.

A cruz representa as dificuldades que todo homem deve superar, preservando sua fidelidade a Deus.

Pense nisso...

Saravá na Lei.

      O QUE É ARUANDA

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Aruanda representa uma enorme cidade de luz etérica que orbita a estratosfera da TERRA, similar a cidades nórdica de ASGARD. ASHAN  é uma outra cidade similar a ARUANDA, que órbita da mesma forma a Terra a milhares de anos e representa da mesma forma, um ponto como se fosse um Portal de acesso para o nosso plano.

Onde diversos Guias de Luz e Irmãos da Espiritualidade desenvolvem suas atividades de ajuda a humanidade e a biosfera de uma forma geral. Estas cidades tem a função de dar sustentação aos irmãos que já estão dentro da luz, que ainda tem um grande serviço a prestar a humanidade.

ARUANDA  representa o foco direto dos trabalhadores que interagem em todos os planos da Terra, desde o foco humano ate o reino mineral, através de seres que já encarnaram na Terra e tem uma missão de resgate para com a mesma. 

A atuação de Aruanda possui um ponto de comunicação, que é o foco de interface com os Orixás que estão ligados ao Pai Maior. Aruanda possui uma população media de 7 milhões de Irmãos Espirituais , que estão a serviço da libertação e ajuda a humanidade e aos seres que ainda estão presos no Umbral e nos planos intra-terrenos.

Esses 7 milhões de irmãos atuam em diferentes áreas da Terra e se manifestam dentro de muitas linhas para poderem se comunicar com a nossa civilização, a mais conhecida é através do processo mediúnico, onde entidades supostamente desencarnadas estão ajudando as pessoas dentro do espiritismo e espiritualismo, mas existem muitas outras que atuam sobre a humanidade. 

Aruanda é um local de paz e de trabalho em pró da espiritualidade, além de Aruanda há outras cidades que muito contribuem para com a espiritualidade. Alem disso são as universidades de despertar dos filhos que desencarnam e passam a atuar na Terra através da espiritualidade, para darem continuidade às tarefas de ajuda a humanidade, que estão comprometidos com as hierarquias de amor e de luz do Pai Maior.

Aruanda existe a mais de 4 milhões de anos, mas está sobre a Terra a 475 mil anos, buscando organizar o caos que foi instaurado pelas Falanges de Espíritos Trevosos, que tentaram e ainda tentam combalir os Espíritos de Luz, uma verdadeira Guerra Astral, quando esta guerra iniciou, muita destas cidades como Aruanda, foram totalmente destruídas, todo este poderio das forças negativas se deu por formas de pensamentos trevosos que estavam sendo geradas pelos processos reinantes na Terra naquela época e nos dias atuais.

Cada cidade de certa forma tem uma relação com setores específicos da Terra e com suas culturas, na verdade Aruanda, por exemplo, tem uma ligação muito importante com as antigas culturas do continente e com as cidades da Atlântida, que tinham a ligação com a espiritualidade da época.

Assim os povos que passaram a cultuar o espiritualismo, como no Brasil e na África, passaram a ter contato com os irmãos dessa Cidade, que representa um portal de comunicação com o além, o mesmo ocorreu com outras culturas de acordo com suas bases religiosas.

Cada Irmão Espiritual que se manifesta com a humanidade, proveniente dessas Cidades, um total de aproximadamente 33 cidades, é na verdade um enviado da Luz, que dentro de seu plano emocional e intelectual, esta despertando para uma nova realidade e através da ajuda de resgate, que oferece a nós aqui na Terra, acaba também por despertar.

Por esse motivo os seres que incorporam, normalmente não falam muito dessas cidades, pois estão proibidos por ser um tema, que a maior parte da humanidade Espírita e ou Espiritualista ainda não aceitaria, assim torna-se apenas uma colônia de desencarnados, mas na verdade na medida em que a entidade é mais iluminada, ela pode esclarecer mais detalhes sobre as mesmas, na medida em que seus discípulos na Terra estejam capacitados a lidarem com essas informações, que na maior parte são surpreendentes.

Todos aqueles que queiram ter acesso a essas Cidades, basta pedir a seus Guias ou Entidades com quem vocês têm contato, para que possam receber uma ajuda para acessar a Cidades. Uma das entidades que tem esse poder de selecionar as pessoas capacitadas a entrar nas cidades etéricas desse gênero é CABOCLO PENA BRANCA  e as correlatas linhas de PENA, que estão no alto comando da cidade de Aruanda. As outras cidades podem ser acessadas da mesma forma através dos respectivos 
Espíritos de Luz. 

Para autorizar ou não a um ser humano encarnado a ter acesso a essas cidades, o que vai limitar isso, é na verdade o grau de consciência dessa pessoa. Portanto a chave, mais uma vez, esta no coração de cada um de nós, o que nós somos realmente, pois o cartão de visitas é a nossa emanação de luz e de amor.

Enquanto a humanidade não aprender a amar de verdade e a sustentar esse amor em suas atitudes, ela não poderá se comunicar com o além, pois esse além existe dentro de um plano dimensional de harmonia, que esta muito longe do atual tumulto que a maior parte ainda sustenta. Enquanto a violência existir dentro de cada um de nós, como umas formas de manifestação, não estarão prontas para a comunicação com os verdadeiros Irmãos de Luz

Saravá.

      UMBRAL....

UMBRAL

Localiza-se em um universo paralelo que ocupa um espaço invisível aos nossos sentidos que vai do solo terrestre até a algumas dezenas de metros de altura na nossa atmosfera.

O tempo, e as condições climáticas do Umbral seguem um ritmo equivalente ao local terrestre onde se encontra. Quando é noite sobre uma cidade, é noite em sua equivalência no Umbral. A névoa densa que cobre toda atmosfera dificulta a penetração da luz solar e da lua. A impressão que se tem é que o dia é formado por um longo e sombrio fim de tarde. A noite não é possível ver as estrelas e a lua aparece com a cor avermelhada entre grossas nuvens. Sua maior concentração populacional está junto as regiões mais populosas do globo.

Encontramos cidades de todos os portes, grupos de nômades e espíritos solitários que habitam pântanos, florestas e abismos. 

É descrito por quem já esteve lá como sendo um ambiente depressivo, angustiante, de vegetação feia, ambientes sujos, fedorentos, de clima e ar pesado e sufocante. Para alguns espíritos é uma região terrível e horripilante. Para outros é o local onde optaram viver. A vegetação vária de acordo com a região do Umbral. Muitas vezes constituída por pouca variedade de plantas. As árvores são normalmente de baixa estatura, com troncos grossos e retorcidos, de pouca folhagem. Existem também áreas desertas, locais rochosos, e lugares de vegetação rasteira composta de ervas e capim. É possível encontrar alguns tipos de animais e aves desprovidos de beleza. No Umbral se encontram montanhas, vales, rios, grutas, cavernas, penhascos, planícies, regiões de pântano e todas as formas que podem ser encontradas na Terra.

Como os espíritos sempre se agrupam por afinidade (igual a todos nós aqui na Terra), ou seja, se unem de acordo com seu nível vibracional, existem inúmeras cidades habitadas por espíritos semelhantes. Algumas cidades se apresentam mais organizadas e limpas do que outras. Todas possuem espíritos lideres que são chamados de diversos nomes: chefes, governadores, mestres, presidentes, imperadores, reis, etc. São espíritos inteligentes mas que usam sua inteligência para a prática consciente do mal. São estudiosos de magia, conhecem muito bem a natureza e adoram o poder, quase sempre odeiam o bem e os bons que podem por em risco sua posição de liderança.

Há grupos de pessoas nas cidades que trabalham para os chefes. Acreditam ter liberdade e muitas vezes gostam de servirem seu chefe na ansiedade pelo poder e status. Consideram-se livres, mas na verdade não o são, ao menor erro ou na tentativa de fugir são duramente punidos.

Existem os espíritos escravos que vivem nas cidades realizando trabalho e mantendo sua estrutura sem receberem nada em troca além da possibilidade de lá morarem. São duramente castigados quando desobedecem e vivem cercados pelo medo imposto pelo chefe da cidade.

As cidades possuem construções semelhantes as que encontramos nas cidades da Terra. As maiores construções são de propriedade do chefe e de seus protegidos. Sempre existem locais grandiosos para festas, e local para realização de julgamentos dos que lá habitam. Em cada cidade existem leis diferentes especificadas pelos seus lideres. Lá também encontramos bibliotecas recheadas de livros dedicados a tudo que de mal e negativo possa existir. Muitos livros e revistas publicados na Terra são encontrado lá, principalmente os de conteúdo pornográfico.

Pode-se se perguntar. Porque é permitido que existam estes chefes e desta estrutura negativa de tanto sofrimento? Deus nos permite tudo, ele nos deu o livre-arbítrio. O homem tem total liberdade para fazer tudo de ruim ou tudo de bom. Quando faz ou constrói algo de ruim acaba se prejudicando com isso e aos poucos, com o passar de anos ou de séculos vai aprendendo que o único caminho para a libertação do sofrimento e da felicidade plena é a prática do bem. A vida na Terra e no Umbral funciona como grandes escolas onde aprendemos no amor ou na dor.

Ninguém vai para o UMBRAL por castigo. A pessoa vai para o lugar que melhor se adapta a sua vibração espiritual. Quando deseja melhorar existe quem ajude. Quando não deseja melhorar fica no lugar em que escolheu. Todos que sofrem no Umbral um dia são resgatados por espíritos do bem e levados para tratamento para que melhorem e possam viver em planos de vibrações superiores. Existem muitos que ficam no Umbral por livre e espontânea vontade se aproveitando do poder e dos benefícios que acreditam ter em seus mundos.

Além das cidades encontramos o que é chamado de Núcleos. Não constitui uma cidade organizada como conhecemos, mas se trata de um agrupamento de espíritos semelhantes. Os grupamentos maiores e mais conhecidos são os dos suicidas. Estes núcleos são encontrados nas regiões montanhosas, nos abismos e vales. Por serem espíritos perturbados são considerados inúteis pelos habitantes do Umbral e por isto não são aceitos e nem levados para as cidades em volta. Os vales dos suicidas são muito visitados por espíritos bons e ruins.

Os bons tentam resgatar aqueles que desejam sair dali por terem se arrependido com sinceridade do que fizeram. Os espíritos ruins fazem suas visitas para se divertirem, para zombarem ou para maltratarem inimigos que lá se encontram em desespero. Não é difícil imaginar um local com centenas de milhares de pessoas que cometeram suicídio, todas ali unidas, sem entender o que está acontecendo já que não estão mortas como desejariam estar.

Existem os núcleos de drogados onde também existem pequenas cidades. Existem algumas poucas cidades de drogados de porte grande no Umbral. Realizam-se grandes festas e são cidades movimentadas. Existem relatos psicografados sobre uma região de drogados chamada de Vale das Bonecas e cidades como a de Tongo que é liderada por um Rei. Para todo tipo de vício da carne existem cidades e núcleos de viciados. Por exemplo, existem cidades de alcoólatras ou de compulsivos sexuais. Todos os viciados costumam visitar o planeta Terra em bandos para sugarem as energias prazerosas dos vivos que possuem os mesmos vícios.

É comum a existência de núcleos de marginais. Locais onde estão reunidos assaltantes, assassinos, ladrões, traficantes, e outros tipos de criminosos em sintonia mútua.
Nas regiões fora das cidades e longe dos núcleos encontramos andarilhos solitários, espíritos considerados inúteis até pelos povos de cidades e núcleos do Umbral.

Grandes tempestades de chuva e raios ocorrem em todo Umbral. Tem importante função de limpar os excessos de energias negativas acumuladas no solo e no ar, tornando o ambiente menos insuportável aos seus habitantes.

As cidades, tribos e vilarejos do Umbral normalmente possuem chefes ou lideres. São pessoas inteligentes com capacidade de liderança que costumam controlar, dominar e explorar as almas que nestas cidades residem. Como pode ver não é muito diferente da vida aqui na Terra onde temos exploradores e explorados. Exercem seu controle a partir do medo, das mentiras, da escravidão, de regras rígidas e violência. Algumas sabem que estão no Umbral e sabem que trabalham pelo mal das pessoas. Seu reinado não dura muito tempo já que espíritos superiores trabalham para convencer sobre o mal que faz a si mesmo fazendo o mal aos outros. É comum que estes “chefes” desapareçam inesperadamente destas cidades por terem sido resgatados por bons Samaritanos em sua missão. Em pouco tempo uma nova liderança acaba assumindo o posto de chefe nestas cidades.

As regiões umbralinas são as que mais se parecem com a Terra. Os espíritos por estarem ainda muito atrelados a vida material, por lhe faltarem informação e conhecimento acabam vivendo suas vidas como se realmente estivessem vivos. As necessidades básicas do corpo acabam se manifestando nestes espíritos. Sofrem por sentirem dores, sono, fome, sede, desejos diversos.

No Umbral encontramos grupos de pessoas que se consideram justiceiras. Coletam espíritos desorientados em hospitais, cemitérios, e no próprio umbral. Pessoas que fizeram muito mal a outras durante a vida ou em outras vidas, e pessoas que fizeram poucos amigos e por isto não tem quem as possa ajudar. Estes espíritos sedentos de vingança e de justiça feita pelas próprias mãos conseguem aprisionar e escravizar as pessoas que capturam. Acreditam que as pessoas que estão no Umbral só estão lá por merecimento. E isto não deixa de ser verdade. Mas no lugar de ajudar estas pessoas eles a maltratam por vingança e ódio pelo mal que cometeram em quanto estavam vivas.

Somente quando estas pessoas se arrependem dos erros que cometem na Terra e esquecem os sentimentos negativos que ainda nutrem é que os espíritos mais elevados conseguem se aproximar para seu resgate.

Saravá.

CALUNGA PEQUENA E CALUNGA GRANDE

calunga pequena

Aqueles que acreditam nas Forças da Natureza e no Poder dos Orixás, sempre que adentram em um santuário da Natureza, devem prestar respeito e reverência, seja ao entrar na mata, diante da cachoeira, à beira da praia, frente às ondas do mar, no sopé de uma montanha e mesmo no campo santo, morada de tantos espíritos, no portal dos mundos.

O médium de Umbanda, ao entrar na Calunga pequena, isto é, no cemitério, deve pedir licença ao Pai Omulu, em primeiro lugar, depois a Ogum Megê e finalmente ao Exu guardião daquele local, para ao sair dali, voltar em Paz para seu lar, sem levar energias pesadas ou carregar espíritos sofredores.

Se sabemos que há habitantes, temos até por educação, entrar com cuidado e respeito. Alguns utilizam guias de aço, guias contra-egum para entrar, não só em cemitérios, como em outros locais de energias pesadas, como os hospitais.

Porém, o fato de absorvermos miasmas do ambiente ou sermos seguidos por espíritos sofredores ou obssessores, pode ou não acontecer, dependendo de como estivermos vibrando, já que somos poderosos atratores de energias afins, de modo que nossos pensamentos elevados, o teor vibratório de nossos espíritos, além do poder da oração, não permitirão que levemos para casa as energias mais densas.

Pai Omulu é considerado na Umbanda, como Orixá da Saúde e Chefe da Falange dos Mortos. Socorre nos casos de doenças, protege os hospitais e intui os médicos, além de auxiliar o desprendimento do espírito na sua libertação da veste carnal.

Encaminha a alma dos recém-desencarnados, enquanto se utiliza dos fluídos que se evolam do corpo físico para trabalhos de magia. Daí a sua ligação com os cemitérios e cruzeiros, onde se condensam vibrações desse gênero.

Alguns consideram Omulu e Obaluaiê o mesmo Orixá. Alguns Pais no santo enfatizam algumas diferenças. A maioria considera que Omulu é a forma mais idosa do Orixá e Obaluaiê a forma mais jovem.

Ele, na linha da Geração, que é a sétima linha de Umbanda, forma um par energético, magnético e vibratório com a nossa amada mãe Iemanjá, onde ela gera a vida e ele paralisa os seres que atentam contra os princípios que dão sustentação às manifestações da vida.

Fazendo um entrecruzamento com Omulu, Ogum Megê trabalha na linha das Almas, comandando a energia de ogum dentro da Calunga Pequena. Vibrando com Omulu, O Sr. Ogum Megê é o disciplinador das almas insubmissas.

Está presente nos assuntos relativos a desmanche de magia. È colaborador de Iansã. É o guardião dos cemitérios, rondando suas calçadas, lidando com a Linha das Almas.

Quando se fala em linha das Almas, também se refere aqueles espíritos iluminados, que se preocupam com a cura dos males físicos e espirituais, junto aos pretos e pretas velhos.

Quando citamos a saudação ao Exu da Calunga pequena, ele será da grande falange de Seu Exu Caveira, onde estão outros exus e suas respectivas falanges: 

Exu João Caveira, 
Tatá Caveira, 
Exu Caveira, 
Exu Caveirinha, 
Pomba gira Rosa Caveira, 
Pomba gira Rainha do cemitério, 
Exu Quebra Ossos. 

Alguns ainda citam Exu Pemba, Exu Brasa, Exu Carangola, Exu Pagão, Exu Arranca toco e Exu do Lodo ( também ligado à Nanã).

Os Exus Caveira tratam da proteção direta dos encarnados, nos assuntos do dia a dia, daqueles que são filhos de Omulu. São extremamente rigorosos, não admitindo deslizes morais, pois daí se afastam ou castigam.

Mas também protegem e acompanham seus filhos por todos os caminhos, quando eles trabalham na mediunidade, auxiliando no resgate das almas.

Os Exus Caveiras também estão sempre de guarda nas campas, impedindo o vampirismo e o roubo de energias que ainda possam existir nos recém desencarnados, para evitar o seu uso na magia negra e formas pensamentos materializadas que o poder das trevas usam para corromper e espalhar o mal. Sua luta é infindável, mas também eles são incansáveis.



Já na Calunga grande

calunga grande

nós temos o mar imenso, domínio da Grande Mãe Senhora Iemanjá. Ali tomam conta os marinheiros, as caboclas do mar, e na praia os pretos velhos, ciganos, exus e pomba giras. À Iemanjá podemos pedir ajuda para solução de problemas que necessitem de urgente retorno, como exemplo; a cura para as doenças.

Também conhecida como Janaína e Inaê, está associada a Nossa Senhora da Conceição e Nossa Senhora dos Navegantes. Seus atributos são a maternidade, a abundância e a generosidade. Favorece os cuidados com os filhos e a vida familiar. Senhora das águas salgadas, ela protege contra os perigos do mar.

Na Vibração de Iemanjá são: 

Cabocla   YARA; 
Cabocla    ESTRELA DO MAR; 
Cabocla    DO MAR;
Cabocla    INDAYÁ;
Cabocla    INHASSÃ; 
Cabocla    NANÃ-BURUCUN; 
Cabocla    OXUM

Abaixo dessas Entidades, temos os GUIAS de Iemanjá:

Caboclo   DO MAR; 
Cabocla   CINDA;
Cabocla   7 LUAS;
Cabocla   JUÇANÃ;
Cabocla   JANDIRA e outros. 

Ainda dentro da Hierarquia Sagrada, logo abaixo, temos os PROTETORES. 

Dentre eles : 

Cabocla    LUA NOVA; 
Cabocla    ROSA BRANCA; 
Cabocla    DA PRAIS; 
Cabocla    JACY; 
Cabocla    DA CONCHA DOURADA; 
Caboclo    7 CONCHAS e outros.

Ali também está a força poderosa de Ogum. Na areia do mar está Ogum Beira mar e dentro da água está Ogum Sete Ondas. Eles atuam na ronda da Calunga grande e no reino de Iemanjá.

(Temos na Calunga Grande uma enorme Falange de Exus Guardiões do Mar onde podemos destacar: Exu  Maré, 

Exu  Caveira do Mar, 

Pombo Gira da Praia, 

Maria  Padilha da Calunga Grande, 

Exu Pirata, 

Exu da Praia etc, 

Guardiões e Protetores tomam conta desse que é ainda um grande mistério de Deus, o começo e o fim da vida. Salve os Guardiões do Mar, Saravá a todos os Exus e Pombo Giras da Calunga Grande!) GRIFO MEU.

Devemos lembrar que o mar foi o cadinho de onde se produziu todas as primitivas formas de vida do planeta, assim como Iemanjá é a Grande Mãe, regendo todos os começos.

Mas os pretos velhos consideram que o mar é a calunga grande pelo grande número de mortes que ocorreram, nos navios negreiros, nas lutas contra os piratas, nos combates no mar que levaram a tantos naufrágios. O fundo do mar é coalhado de histórias de pessoas que ali desencarnaram.

Na verdade o oceano é um grande mistério. Sabemos que possui profundos e desconhecidos abismos, onde se encontram muitas almas delinquentes prisioneiras, esperando o momento de sua regeneração, isoladas do mundo pela capacidade de destruição que ainda possuem.

Há o livro do autor Ranieri, chamado “Aglon e os espíritos do mar”, que revela a existência de numerosos espíritos aprisionados no fundo do mar por suas faltas. Segundo Ranieri, o livro foi ditado pelo próprio Julio Verne, famoso autor apaixonado mesmo em vida pelas história do mar.

Também ali alguns acreditem que se encontrem as sereias. Atribuem as sereias a seres que nunca encarnaram e atuam como seres encantados como os elementais. São seres naturais, regidas por Iemanjá, Oxum, Oxumaré e Nanã.

Ainda há trabalhando junto à Mãe Iemanjá as crianças, como Mariazinha da Praia, Joãozinho da Praia, Juquinha, Pedrinho, Estrelinha, etc., chegam nos terreiros trabalhando intensamente, de seu jeito que parecem estar brincando, e permanecem à beira-mar, junto com os pretos velhos, fazendo a ronda contra entidades maléficas.

No livro “Entre o Céu e a Terra”, de Francisco Cândido Xavier, pelo espírito André Luiz, este relata : “- O oceano é miraculoso reservatório de forças – elucidou Clarêncio, de maneira expressiva -; até aqui, muitos companheiros de nosso plano trazem os irmãos doentes, ainda ligados ao corpo da Terra, de modo a receberem refazimento e repouso”.

Já no livro “Faz parte do Meu Show”, de Robson Pinheiro, encontramos várias referências do benefício que os recém-desencarnados recebem ao se aproximar das praias.

E no livro livro “Voltei”, também escrito por Francisco Cândido Xavier, a equipe responsável pelo trabalho de ajuda aos recém-desencarnados faz os primeiros atendimentos na praia.

Não há sombra de dúvida que sentimos revitalização e reposição de energias após um banho de mar, ou mesmo alguns momentos sentados em meditação e escutando o barulho característico das ondas batendo na praia. 

Cada umbandista deveria ao menos esporadicamente, ir à beira-mar, reverenciar à Mãe Iemanjá, pedindo a superação de momentos difíceis, Saúde, Força, Proteção, Paz.


Saravá.

DISCIPLINA E AUTOCONHECIMENTO

sombra

  “FÉ, DISCIPLINA e ORGANIZAÇÃO:

É o trinômio inseparável e imprescindível para a manutenção de um Terreiro Umbandista.
A ausência do mesmo faz parecer qualquer instituição desajustada ou, se tal não chegue a ocasionar, permite-lhe existência estéril.
        
Pela FÉ, após sofrimentos inexplicáveis aparentemente e suavizados pelas mirongas dos guias espirituais, acordamos e passamos a dar nossa parcela de cooperação aos novos amigos do astral, a quem dedicamos fé e confiança.
      
A DISCIPLINA nos é imposta pela ritualística metodizada, ordenada e fundamentada.

A Umbanda tem segredos (mirongas), mas estes são fundamentados em motivos e razões.

Assim disciplinados conscientemente, constituindo os elos de uma corrente mediúnica, base essencial à eficácia de qualquer trabalho espiritual, permite-se um ambiente harmonioso, um ambiente propício à presença de Guias integrados à Umbanda e em condições de serem recebidas as orientações que imprimirão a organização necessária.
       
Organizada a corrente mediúnica, com seus elos perfeitamente justapostos, a organização material (sede, diretoria, manutenção, assistência social e outras atividades), será uma conseqüência natural.

Sem competição entre os elos, tentativas de interesses escusos e falta de cooperação, o grupo permanecerá e evoluirá, bastando orar e vigiar.

Vigiar para impedir o surgimento de brechas trazidas pelos vícios espirituais, tais como: o egoísmo, o orgulho, a soberba, a cólera, o ódio, a vingança, a vaidade, o ciúme, a rivalidade mesquinha oriunda da inveja e da ingratidão.
       
Orar, com pensamentos positivos, mantendo-se a coesão dos pilares do Templo, permitindo a eclosão das exaltadas virtudes, tais como: o amor ao próximo, a caridade, a humildade, a fraternidade, a justiça.
      
Nada mais a ser acrescido, pois o resto consistirá de pequenos temperos que não irão modificar o sabor de sua originalidade. “


Saravá.