sexta-feira, 21 de agosto de 2015



As Cores e o Povo Cigano


“Cigana, tu que és um espírito de luz, quando cruzares o nosso caminho 
com tua saia e fitas coloridas, irradia a força do arco-íris e envolve-nos de energia
 positiva, nos livrando de toda e qualquer negatividade que porventura s
e aproxime de nós.”



O povo cigano não aprecia a cor preta. Evitam-na inclusive misturada com 
outras cores. Esta cor lembra-lhes o luto, o drama, a inércia e o caos. 
Para eles, a liberdade representa o colorido da vida. Sua cultura e 
sabedoria são passadas diretamente, de geração para geração. Sabiamente, 
os ciganos sabem aproveitar todos os tons coloridos nas suas roupas, trajes 
e adornos. Para eles, nessas matizes existem alguns segredos, cuja
 importância falaremos a seguir.

Através das cores podemos obter o equilíbrio e a cura de muitos
 males físicos e espirituais. Somos beneficiados com o conhecimento
 e a importância da cromoterapia e podemos empregá-los no uso de vestes 
coloridas, na escolha dos alimentos a serem ingeridos, na decoração de 
nosso lar, no uso de pedras e cristais, ou também, na irradiação de luzes
 nas mais diversas cores.

O branco nos traz uma sensação de paz, tranqüilidade espiritual,
 discernimento no campo material e relaxamento mental. Deve ser
 usado para controlar nossa ansiedade e inquietude interior.

O amarelo libera nossa criatividade, ativa nosso poder mental, 
favorece a inteligência e nos devolve a autoconfiança, quando esta
 foi perdida. Deve ser utilizado em ambientes de leitura, estudo e negócios.

O azul claro é indicado para liberarmos a nossa emoção e
 trabalharmos a nossa sensibilidade. Tem efeito altamente relaxante.
 Deve ser usado durante a noite para dormir e para amenizar os estados
 de tensão.

O azul escuro traz confiança, disciplina, organização e estabilidade. 
Deve ser usado para trazer amadurecimento material e espiritual, e 
quando precisamos nos impor sem ferir os que estão ao nosso redor.

O lilás lembra a meiguice, o romantismo e a fantasia. Deve ser 
utilizado quando nos encontramos em fases de extrema
 cobrança exterior, rigidez, desencantos e austeridade com
 os outros e com nós mesmos.

O violeta é a cor do poder, da evolução espiritual, da cura,
 do misticismo e do lado oculto da vida. Deve ser 
empregado quando estamos deprimidos
, preguiçosos, negativos, solitários e rancorosos.

O verde é bom para a saúde, para o coração, para o
 lado emocional. Traz-nos esperança, harmonia, confiança e
 disposição para viver. Deve ser usado quando estamos debilitados
 física, emocional e espiritualmente. Recupera o nosso vigor,
 nossa agilidade e juventude.

O rosa traz suavidade, amor, receptividade e alegria de viver. 
Muito bom para crianças, velhos e pessoas carentes. Deve ser usado
 para os momentos em que só encontramos defeitos em tudo e todos, 
nos lamentamos das oportunidades perdidas e não achamos graça em nada.

O vermelho nos remete às paixões, ao otimismo, à luta pela vida,
 ao lado de guerreiro que mora dentro de cada um de nós. Deve ser 
utilizado quando precisamos de energia, excitação, força, coragem. 
Esta cor aflora os desejos mais íntimos, tanto sexuais quanto amorosos.

O laranja, cor sagrada para este povo que veio do Oriente, representa o 
entusiasmo, a liberdade, o magnetismo e o prazer de estarmos vivos.
 Deve ser usada para quando nos encontramos presos a situações, 
quando nos sentimos isolados e buscamos o sucesso na vida.

Que o colorido do povo cigano possa trazer uma primavera de alegria e 
felicidade para todos nós em todas as fases de nossa vida!

Energias positivas de Saúde, Paz e Amor!



Ciganos Mirins: Quem São?


Como quase todas as linhas de trabalho, a linha dos ciganos é também 
composta por seus mirins, essenciais para o trabalho. Os ciganos mirins,
 no entanto, formam uma linha pouquíssima conhecida, fazendo a interseção
 entre a linha das crianças e a linha dos ciganos. Diferentemente dos erês, 
os ciganinhos não brincam muito, mantendo uma postura de maior 
seriedade. Eles gostam mesmo é de dançar.

Quando em terra, se divertem dançando, dando passes e realizando
 a tarefa principal desta linha: a cura e o equilíbrio. São exímios curadores, 
trazendo aprendizados milenares de magia, leitura de mãos (ciganinhas),
 cura, em especial física, e reequilíbrio geral. Podem descer tanto junto a
 egrégora cigana como junto a ibeijada. Eis aí um dos motivos pelo qual
 não são percebidos.

Pela calma que passam, não demoram para serem confundidos com ciganos 
normais. Se assim ocorrer, os mirins tratam de aceitar as denominações, 
não fugindo dos ensinamentos da casa. Desta forma, dão normalmente
 apenas o primeiro nome que trazem, não se identificando como mirins.
 Porém, por terem alguns comportamentos infantis quando descem, podem 
ser aderidos aos erês, formando o que seria uma ibeijada do oriente cigano,
 ou seja, se alguém os aceitar como crianças, eles passam a trabalhar e 
atuar como crianças. O que querem é trabalhar, seja de qualquer forma.

Estão sempre abertos a trabalhar e a se mostrar. Sempre que aceitos,
 com carinho, eles se apresentam como são com todo o seu amor e 
sua inocência. As meninas gostam de tiaras e pulseiras, os meninos,
de arquétipos próprios de suas raízes ciganas.

Os nomes que dão, assim como com as demais meninadas, é o
 diminutivo de nomes adultos, exemplo:

Cigana Esmeralda – Esmeraldinha

Cigano Rodrigo – Rodriguinho

Cigano Pablo – Pablinho (Pablito)

           A forma com que o nome vem pode variar de 
entidade a entidade. Algumas se apresentarão com nomes espanhóis                no diminutivo, outras, com nomes realmente em português. 
Ao que tudo indica, os nomes indicam, como
 nos mirins de esquerda, a linha de ciganos adultos que trabalham.
 Lembramos sempre que não é simplesmente pelo fato de o médium
 trabalhar com o cigano Wladimir, que o seu ciganinho será “Wladimirzinho”.

Suas oferendas podem ser entregues nos jardins ou em locais específicos.
 Normalmente são recheadas de frutas carregando alguns doces e tem-se 
o costume de, após o processo, doar as guloseimas e tudo mais que for
 comestível usados no trabalho a crianças que vivem em situação de miséria,
 lembrando a fama cigana de povo nômade.

Sabemos ainda muito pouco sobre eles, no entanto, podemos aprender 
ainda mais, basta aceitá-los como trabalhadores. O trabalho espiritual é rico
 demais e nele todos são aceitos. Aceitemos e desfrutemos dos 
benefícios que a espiritualidade nos traz.




Ciganos do Oriente



Falange de Espíritos compostas por aqueles que em
 encarnações anteriores tiveram grande 
conhecimento da espiritualidade e de magia, a maioria 
encarnou entre o Povo Cigano
 e de tal povo preferiram guardar a imagem com a qual 
aparecem para nós.

Em geral denominam-se ciganos do oriente, para situarem 
de onde vêm, pois viveram no antigo oriente médio ou no
 extremo oriente.

São mais antigos, lembra-se de tempos mais remotos em 
que foram conhecedores do poder e da magia dos antigos
 templos.

Não são tão sutis quanto o Povo do Oriente, mas também
 não são tão mundanos quanto os Ciganos
 (europeus, apenas para explicar).

Levam tudo muito a sério, mas também são alegres, 
gostam de cantorias, bebem licores, vinho branco, 
chás de frutas, alguns fumam outros não, “Comem” 
(oferendas) comidas ciganas e muitas 
frutas e frutos da terra.
         Gostam muito de flores em suas oferendas e trabalham com 
cristais, cromoterapia, numerologia, astrologia, limpezas
 de aura, uso dos chacras, fluidoterapia, fluidificação de
 água com fins curativos, aromoterapia, taro, e outros 
jogos e magias de seu conhecimento.

Gostam muito de trabalhar com a cura física e com a
 doutrinação que cura espiritualmente.

Salve o Povo Cigano do Oriente! Optcha!




“Fogo, música, dança, alegria, sedução, paixão.

Ser cigano é percorrer esta estrada sem se prender a 
nenhuma estação.
Ser cigano é acender uma fogueira no próprio coração para
 dançar a vida com magia,coragem e paixão.
Ser cigano é brincar com fogo sem se queimar.
Ser cigano é beber vinho sem se embriagar.
Ser cigano é se apaixonar sem se aprisionar.
Ser cigano é sempre dançar sem, jamais tropeçar.
Ser cigano é cantar as palavras do seu coração com beleza,
 força e sedução.
Ser cigano é sempre estar atento para ver em que direção vai 
soprar o vento.
Ser cigano é nunca temer a liberdade do risco de viver.
Ser cigano é aceitar a vida como uma melodia que, como tudo, 
tem seu princípio, meio e dia.
Ser cigano é saber seduzir, sem se seduzir pela própria sedução.
Ser cigano, enfim, é ser humano e brilhar assim mesmo.”

Por Aiyan Zahck



São entidades que há muito tempo trabalham na Umbanda,
 mas normalmente se manifestam sob domínio da linha do 
oriente,
 entre outras. Isso é possível pelo fato da energia de trabalho
 ser a mesma, o que muda é a forma de manipular os fluídos,
 uma vez que os ciganos usam uma relação material, 
energética, elementar e natural, assim como 
o povo da esquerda, enquanto que o povo do Oriente 
manipula esses elementos através de seu magnetismo espiritual.

Sempre se faz necessário deixar claro que uma coisa
 é ‘Magia do Povo Cigano’, ou ‘Magia Cigana’, 
e outra coisa bem diferente são as Entidades
 de Umbanda que se manifestam nesta linha de trabalho.
 Existe uma pequena semelhança somente no poder da 
Magia, mas suas atuações são bem diferentes, 
pois as Entidades de
 Umbanda trabalham sob domínio da Lei e dos Orixás, 
conhecem Magia como ninguém e, principalmente, 
não vendem soluções ou adivinhações.

Entre as legiões de Ciganos os nomes mais conhecidos são:
 Cigano Pablo, Wlademir, Ramirez, Juan, Pedrovick,
 Artemio, Hiago, Igor, Vitor e tantos outros. Da mesma
 forma temos as ciganas, como: Esmeralda, Carmem,
 Salomé, Carmencita, Rosita, Madalena, Yasmin, Maria
 Dolores, Zaira, Sunakana, Sulamita, Wlavira, Iiarin, 
Sarita e muitas outras também.

Os espíritos que se manifestam como Ciganos
 na Umbanda não trabalham a serviço do mal ou 
para resolver nossos problemas
 a qualquer custo, mas é importante saber que eles 
dominam a MAGIA e preservam a LIBERDADE e, 
tanto quanto em qualquer outra linha de trabalho da
 Umbanda, teremos aqueles espíritos que não agem
 dentro do contexto da Lei, os chamados ‘quiumbas’,
 que se encontram espalhados pela escuridão e a serviço
 das Trevas. Portanto, é imprescindível o bom nível 
espiritual do médium para trabalhar com essa linha para 
que não atraia esses tipos de espíritos pela Lei da Afinidade.

Os Ciganos usam muitas cores em seus trabalhos, mas cada
 Cigano tem sua cor de vibração no plano espiritual e uma
 outra cor de identificação. Uma das cores, a de
 vinculação vibracional, raramente se torna conhecida, 
mas a de trabalho deve sempre ser conhecida para prática
 votiva das velas, roupas, etc.

É muito comum os Ciganos usarem em seus trabalhos
 moedas antigas, fitas de todas as cores, folha de sândalo,
 punhal, raiz de violeta, cristal, lenços coloridos, folha 
de tabaco, tacho de cobre, de alumínio, cestas de vime,
 pedras coloridas, areia de rio, vinho, perfumes, baralho, 
espelho, dados, moedas, medalhas e até as próprias 
saias das ciganas,
 que são sempre muito coloridas, como grandes
 instrumentos magísticos de trabalho.

Os Ciganos são dotados de uma sabedoria esplendorosa,
 trabalham com lindos encantamentos e magias e os fazem
 por força de seus próprios mistérios, escolhendo datas 
certas em dias especiais sob a regência das diversas fases
 da Lua.

Gostam muito de festas e todas elas devem acontecer 
com bastante música, dança, frutas, todas que não levem 
espinhos de qualquer espécie, com jarras de vinho tinto 
com um pouco de mel e ainda podemos fatiar pães do
 tipo broa, passando em um de seus lados molho de
 tomate com algumas pitadas de sal ou mel. Não podemos
 esquecer: flores silvestres, muitas rosas, velas de todas
 as cores e, se possível, incenso de lótus.

Adoram fogueiras onde dançam e cantam a noite toda,
 aproveitando do poder das salamandras para consumir 
todo o negativismo e acender a chama interna de cada Ser.

Os Ciganos têm em Santa Sara Kali as orientações
 necessárias para o bom andamento das missões espirituais.

ORGIEM DOS CIGANOS
                        
Um grande rio corta a Região Noroeste da Índia, onde fica hoje o Paquistão. Seu nome é Indus e das suas margens partiu, expulso por invasores Árabes há quase 3 mil anos, um povo amante da música, das cores alegres e da magia. Esta, pelo menos, é a explicação dos estudiosos para a origem dos Ciganos. E o que a fundamenta é a grande semelhança do Romanês (ou Romani – idioma falado pelos Ciganos), com o Sânscrito (a língua clássica Indiana). O que não se sabe ainda é se esses eternos viajantes pertenciam a uma casta inferior dentro da Hierarquia Indiana (os parias) ou se eram orgulhosos Raiputs (uma casta aristocrática e militar). Independente de qual fosse o seu status, a partir do êxodo pelo Oriente, os Ciganos se dedicaram com exclusividade a Atividade de cavalos, saltimbancos, comerciantes de miudezas e praticantes das Artes Divinatórias. Por onde passaram, ganharam fama de um povo que tinha horror à agricultura. Viajavam sempre em grandes carroções coloridos e criaram nomes poéticos para si próprios, como exemplo: Filhos das Estrelas, Irmãos das Águas, Viajantes do Vento e Povo das Estradas, entre outros.
                        A Família é à base da organização social dos Ciganos. E não há hierarquia rígida no interior dos grupos. O comando normalmente é exercido pelo homem mais capaz, uma vez que os Ciganos respeitam acima de tudo a inteligência. Este homem é o KAKU e representa a tribo na KRISROMANI, uma espécie de tribunal Cigano formado pelos membros mais respeitados de cada comunidade, com a função de punir quem transgride a rígida ética Cigana. A figura feminina tem sua importância e é comum haver lideranças femininas como as PHURY-DAY (Matriarca) e as BIBI (Tias-conselheiras), sem falar que nenhum cigano deixa de consultar as avós, mães e tias para resolver problemas importantes por meio da leitura da sorte.
                        O Misticismo e a religiosidade, aliás, fazem parte de todos os hábitos da vida Cigana. Normalmente, assimilam as religiões do lugar onde se encontram, mais jamais deixam de lado o culto aos antepassados, o temor dos maus-olhados, a crença na reencarnação e nas forças do destino (BAJI), contra a qual não adianta lutar. Quase todos são devotos de Santa Sara, e aqui no Brasil, também a Nossa Senhora Aparecida. Todo Cigano venera um Deus, mas o Cigano não está preso a religião alguma, é, no entanto ligado à Magia.
                         Em geral são belos, morenos, dolicocéfalos, olhos grandes e vivos, roso ossudo, fronte estreita, nariz adunco, dentadura magnífica, andar vivo e irregular. Naturalmente elegantes, tem porte e majestade. Gesticulam em demasia. Ardentes e alegres, atingem grande longevidade. As mulheres são bonitas e graciosas, embora envelheçam precocemente devido à excessiva exposição do sol pela vida nômade. Mas usam enfeites, talco, pós de atração, perfume, mil saias e sabem fazer bem o amor.
                        Não há um traje Cigano, mas uma maneira Cigana de trajar. Apreciam as cores berrantes, os tecidos brilhantes, os brocados. As crianças andam nuas, muitas vezes. As mulheres vestem-se de cores vivas, com grandes saias rodadas, superpostas e lenços à cabeça. Usam os cabelos soltos ou em tranças, enfeitados de fitas ou moedinhas e exibem grandes variedades de jóias e fantasias, sobretudo brincos e pulseiras.
                         São em geral carnívoros e gostam de doces e frutas, gostam também do vinho, da cerveja e as aguardentes fortes. Homens e mulheres são dados ao fumo. Sua bebida é o SIFRIT.
                         O instrumento mais usado é o violino. Usam também pandeiros e castanholas.
                         Apesar das diferenças locais e dos regionalismos eles mantém viva ainda os traços fundamentais. O nomadismo permitiu a preservação dessa cultura diante dos ataques que sempre foram alvos. Na Idade Média eram queimados em fogueira. Embora todos tivessem sido nômade, é entre os ROM que se encontra hoje mais facilmente o nomadismo e em estado puro. Apreciam o ar livre e amam dormir à luz das estrelas, mesmo os sedentários. Habitam em tendas (ceras) de porta aberta para o sul ou na direção oposta ao vento ou em grandes carroças pintadas sobre rodas.
                        As cartas não mentem, porque entre elas, o consulente e a cartomante, estabelecem um poderoso campo magnético. Ainda que o consulente pretenda blefar, as suas energias profundas e a energia que emana das cartas favorecem um diálogo cabalístico que vai determinar a posição das lâminas durante o jogo e acima de tudo a grande força da intuição e a percepção da cartomante, dada pelos CIGANOS DO ORIENTE.